A importância dos indicadores do Enade e como melhorá-los

Todos os anos, desde que foi implantado em 2004, milhares de estudantes de todo o país realizam o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, Enade. Seu objetivo é avaliar o desempenho dos concluintes dos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras. Mesmo que a nota obtida no exame não exerça influência direta na obtenção do diploma desses alunos, isso não quer dizer que não seja de interesse das IES que elas se mantenham em um padrão elevado. 

Se analisados corretamente e bem aplicados, os indicadores da educação superior brasileira, que levam em seus cálculos a avaliação Enade, podem ser aliados do sucesso das instituições de ensino e das práticas pedagógicas que envolvem os cursos de graduação.  

O que são indicadores?  

“Indicadores possibilitam conhecer verdadeiramente a situação que se deseja modificar, estabelecer as prioridades, escolher os beneficiados, identificar os objetivos e traduzi-los em metas e, assim, melhor acompanhar o andamento dos trabalhos, avaliar os processos, adotar os redirecionamentos necessários e verificar os resultados e os impactos obtidos. Com isso, aumentam as chances de serem tomadas decisões corretas e de se potencializar o uso dos recursos“. 

Serviço Social da Indústria. Departamento Regional do Estado do Paraná. Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade.  

Construção e Análise de Indicadores. / Serviço Social da Indústria. Departamento Regional do Estado do Paraná.  Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade. – Curitiba: [s.n.], 2010. 

Indicadores são variáveis definidas para medir um conceito, sintetizados em um índice, que é comparável entre localidades e grupos distintos (SESI 2010). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, vinculado ao Ministério da Educação, INEP – MEC, é uma importante fonte de bases de dados, com informações relacionadas aos indicadores e índices educacionais do país, envolvendo tanto o ensino básico quanto o ensino superior. 

No que diz respeito ao ensino superior, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, Sinaes, reúne dados e indicadores de avaliações de estudantes, instituições e de cursos, objetivando garantir um ensino mais homogêneo nas IES do Brasil, (SINAES). Esses dados subsidiam os processos de regulação, que compreendem Atos Autorizativos e Atos Regulatórios, tornando o credenciamento das IES, autorização e reconhecimento de cursos, bem como sua renovação de reconhecimento, dependentes do conceito institucional perante essas avaliações (INEP). 

O Enade e a importância dos indicadores nacionais da Educação Superior

O Enade, previsto na lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004, passa a integrar o Sinaes e traz consigo matrizes de provas baseadas em Diretrizes definidas por Comissões Assessoras de Avaliação, compostas por professores indicados pelo próprio INEP. A cada ano, o INEP, responsável pelo Sistema de Avaliação do Ensino, juntamente com o MEC, definem as áreas que serão avaliadas pelo ENADE, de média trienal, e os alunos avaliados serão os concluintes dos respectivos cursos relacionados às áreas indicadas naquele ano. 

A avaliação ENADE tem estrutura construída por um componente de Formação Geral e outro de Conhecimento Específico, com questões discursivas e objetivas que representam diferentes pesos na nota final do estudante, calculada em uma escada de 0 (zero) a 100 (cem). A partir dessa avaliação, passam a compor indicadores de qualidade, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia os cursos de graduação com notas de 1 (um) a 5 (cinco). Considerando essa escala, as notas 1 (um) e 2 (dois) são consideradas insatisfatórias, de maneira que fica a cargo da IES apresentar metas de melhoria, podendo sofrer sansões, e até mesmo ter seus cursos descontinuados, caso a situação se mantenha. O CPC, por sua vez, é um dos componentes do Índice Geral de Cursos (IGC), que busca avaliar a própria IES. 

Os resultados por curso e por instituição são disponibilizados no site do INEP, onde é possível comparar os indicadores de todo o país. É possível dizer, portanto, que a manutenção de um curso de ensino superior depende em grande parte da avaliação de seus concluintes. Dessa forma, o sucesso e competitividade de uma IES perante o mercado está diretamente relacionado à tomada de decisões pedagógicas que levam em consideração o cenário da educação nacional e os indicadores Enade. 

Quando levamos em conta os indicadores Enade, uma IES consegue ter como entrada, a cada três anos, o espelho do aproveitamento que aqueles concluintes tiveram da graduação. Caso as notas obtidas sejam sempre altas, a saída pode até ser de continuar o curso como está, mas o que acontece caso as notas estejam aquém do desejado? 

Por mais que seja possível verificar online os cadernos e as respostas das provas, uma pessoa familiar com o meio pedagógico sabe que uma questão vai além do item que chega até o aluno. As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) discriminam, em seus documentos, os conteúdos do saber curricular, as competências e o perfil esperado dos alunos concluintes, enquanto as Portarias Enade tratam desses parâmetros e de como serão avaliados em um ano específico. Por mais que essas informações, por si só, não componham uma prova, são o ponto de partida para as metas obtidas como saída da avaliação. 

Um ano de Enade aponta os sucessos e falhas na graduação de uma turma, muitos anos apontam pontos fortes e dores do curso como um todo, qual será então o valor de um diagnóstico precoce? 

O acompanhamento pedagógico dos alunos ao longo da graduação é uma medida preciosa para, não somente, tentar melhorar o conceito daquele curso, mas, principalmente, para melhorar a qualidade da graduação dos alunos. Por mais complexo que o ponto de partida possa parecer, algumas ferramentas pedagógicas vêm como maneiras de auxiliar coordenadores e professores nesse trabalho.  

Como melhorar?

A primeira ferramenta, já citada anteriormente, é a análise dos componentes das matrizes de prova cobrados pelo Enade. Por mais que não se possa afirmar com muita antecedência como serão cobrados no ano de aplicação, o estudo das recorrências desses itens pode fornecer uma previsão da composição da prova. 

O Perfil do Egresso, como o próprio nome dá a entender, é a referência do tipo de profissional que aquele curso busca formar. Já os Conteúdos, como são tratados pelas Portarias, definem os componentes curriculares da formação acadêmica que serão abordados. Finalmente, as Competências unem esses dois componentes em como é esperado que o aluno junte o seu Perfil e Conteúdo curricular para atuar em determinadas situações e resolver os problemas propostos. 

A segunda ferramenta pedagógica vem aliada principalmente às Competências, é a Taxonomia de Bloom, uma classificação dos objetivos de aprendizagem. A Taxonomia parte das operações mais simples para as mais complexas, buscando destrinchar o nível cognitivo exigido para a resolução de um problema e avaliar o aluno quanto a ele. Dessa maneira, pode ser utilizada para compreender em que níveis cognitivos opera cada Competência, permitindo que estes sejam estimulados em situações-problema durante o processo de aprendizado. 

Por mais que, muitas vezes, não seja feita de maneira consciente pelos educadores, ambas as ferramentas são constantemente utilizadas nas diversas maneiras de avaliar os alunos. O valor de uma análise pedagógica está em transformar essas ferramentas em indicadores que possam ser utilizados para tomar decisões e implementar metodologias que busquem desenvolver os alunos e sanar carências em busca de uma formação mais completa. 

Transferência de faculdade: por que você está perdendo alunos?

Pedidos de transferência de faculdade fazem parte da rotina das IES e constituem um direito do aluno previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Todavia, quando a porcentagem de migração aumenta muito, significa um problema de gestão a ser enfrentado com visão estratégica. 

As razões para um pedido de transferência são múltiplas e resultam tanto de questões pessoais quanto de fatores acadêmicos, administrativos e estruturais. Pensando nisso, neste post vamos ajudar você, gestor, a identificar motivos que levam à transferência de faculdade e propor algumas medidas empreendedoras para ampliar a permanência dos estudantes até a conclusão dos cursos em que estão matriculados. Acompanhe! 

Principais motivos para a transferência de faculdade 

De acordo com o MEC (1996), transferências de curso ou IES caracterizam-se como uma das formas de evasão na educação superior. Nesse sentido, a problemática da migração estudantil também deve ser discutida estrategicamente com todos os envolvidos na IES, desde as áreas acadêmica e administrativo-financeira até os representantes de alunos (LOBO, 2012). 

O MEC (1996) também afirma existirem três fatores básicos de evasão na educação superior, os quais coincidem com estudos de caso em IES privadas sobre solicitações de transferência. São eles: 

  • fatores internos às instituições (deficiências no projeto pedagógico e na qualidade do ensino, corpo docente desvalorizado e infraestrutura obsoleta para as atividades); 
  • fatores externos às instituições (concorrência no mercado, conjuntura econômica, dificuldade de atualização diante do cenário sociopolítico e tecnológico); 
  • fatores individuais dos estudantes (dificuldade de acompanhar os conteúdos, escolha precoce da carreira, desencanto com o curso escolhido, personalidade, dificuldades de adaptação à vida universitária, reprovações ou baixa frequência, desconhecimento da metodologia do curso, problemas financeiros, mobilidade). 

Falha na escolha do curso 

Na pesquisa “O valor do cliente como elemento de marketing para instituições de ensino superior” (FARIAS, GOMES e JÚNIOR, 2006), baseada em estudo de caso sobre transferências externas em uma IES privada de Fortaleza (CE), os autores observam que escolher equivocadamente o curso é um dos principais motivos para transferência. 

Corroboram esse equívoco um corpo docente desqualificado e sem grandes vínculos interpessoais com os alunos, falta de orientação vocacional, frustração com as expectativas do curso, metodologias de ensino defasadas e segunda opção de carreira. 

Dificuldades no aprendizado 

As dificuldades no aprendizado são relativas tanto ao resultado de uma educação básica deficiente quanto a questões de metodologia. Soma-se ainda a predominância de disciplinas teóricas no currículo, nos períodos iniciais, sem interação com a prática. Há, ainda, uma grade curricular inflexível ou desatualizada — fatores igualmente evidenciados por pesquisa sobre evasão do curso de Ciências Contábeis de uma IES mineira. 

Circunstâncias socioeconômicas 

Políticas de descontos desfavoráveis e valores altos nas mensalidades também podem resultar em pedidos de transferência, especialmente se os estudantes não tiverem renda robusta. Não raro, universitários necessitam trabalhar para custear os estudos, e os ajustes das mensalidades não acompanham os salariais. 

Somam-se, ainda, valores com materiais didáticos e de apoio, moradia, alimentação. E há acadêmicos que desistem de estudar na instituição por não terem condições de arcar com gastos de transporte, ou não terem tempo para as viagens rotineiras (KAFURI e RAMON, 1985). 

Incômodo com a infraestrutura 

Banheiros quebrados, salas de aula malcuidadas, laboratórios sem manutenção e com falta de insumos ou equipamentos para as atividades, biblioteca desatualizada são alguns dos grandes problemas sobre infraestrutura (MEC/ SESU, 1997). Sem uma infraestrutura impecável, a IES desmotiva os alunos, os professores e os funcionários e pode registrar ampla evasão estudantil, além prejudicar a avaliação institucional perante os indicadores do MEC. 

Atendimento ruim ou demasiadamente burocrático 

Um funcionário que trabalha insatisfeito certamente oferecerá atendimento de baixa qualidade. Especialmente no atual cenário, em que o comportamento do consumidor é imediatista, movido por ampla informação advinda do acesso irrestrito à internet, essa deve ser uma preocupação constante das IES. 

Por muito pouco, um estudante — independentemente do grau de independência financeira e idade — pode simplesmente migrar para outra instituição se sua experiência dentro da faculdade não for de alto nível. 

O que fazer diante dessa situação? 

Para aumentar as taxas de retenção de alunos, a IES precisa desenvolver estratégias de gestão que despertem no estudante o engajamento com a instituição, a fim de que ele enxergue na faculdade valores indispensáveis à sua formação pessoal e profissional. Para tanto, algumas atitudes são primordiais. Veja a seguir. 

Conhecimento das expectativas dos alunos 

É importante conhecer as expectativas dos alunos com relação à IES. Para isso, existem diversos métodos e tecnologias que permitem a compilação dos dados de interesse da instituição. 

Mensurados esses dados, é importante separar os estudantes por similaridade de perfis. Por exemplo: calouros, primeira graduação, formandos, segunda graduação. A partir de então, desenvolvem-se políticas de relacionamento voltadas a cada grupo, conforme suas necessidades e expectativas. 

Vale lembrar a importância de gerenciar esses dados permanentemente e criar um sistema de autoavaliação periódica. Para auxiliar os gestores, ferramentas de CRM são amplamente utilizadas. 

Construção de um relacionamento de respeito 

Para haver lealdade à IES, a cultura organizacional precisa construir uma relação de confiança, tanto do ponto de vista administrativo como, principalmente, acadêmico. Alguns fatores a considerar: 

  • educação no tratamento pessoal; 
  • facilidade de acesso aos funcionários e professores; 
  • atendimento personalizado; 
  • dinamismo e pontualidade nos prazos; 
  • transparência; 
  • comprometimento; 
  • ambiente escolar envolvente; 
  • diálogo aberto com estudantes. 

Políticas de desconto e bolsas de estudo 

Ações permanentes de descontos para pagamentos antecipados ou integrais, bem como oferecimento de descontos progressivos para alunos mais antigos são formas de fidelizar o público. 

Além disso, o estabelecimento de convênios com entidades e empresas para a concessão de descontos nas mensalidades pode aumentar retenção de alunos. 

Por fim, além dos programas de bolsa de estudo do governo (como o FIES e ProUni), a IES pode construir suas próprias políticas por meio de fundos sociais de incentivo ao estudo e parceria com entidades de concessão de crédito universitário. 

Relacionamento com inadimplentes 

Compreender o que leva à inadimplência é fundamental para uma gestão de cobranças eficaz. Primeiramente, faz-se necessário um conhecimento da situação socioeconômica dos estudantes e o perfil dos inadimplentes (efetivos e potenciais). De posse dessas informações, é necessário o estabelecimento de ações de relacionamentos humanizadas que permitam redirecionar esses alunos devedores à adimplência. 

Por fim, antever atrasos no pagamento é fundamental. Para tanto, mensagens personalizadas com lembretes do vencimento das parcelas pode ser uma saída interessante. Sistemas de comunicação automatizados facilitam esse trabalho de gestão. Podem ser utilizados diferentes dispositivos, como e-mail marketing, SMS, URA, WhatsApp etc. 

Investimento em tecnologia e infraestrutura 

Primeiramente, a infraestrutura da IES precisa estar em excelentes condições. Isso significa garantir manutenção constante de todas as instalações. Vale ressaltar que a estrutura deve ser adequada a um projeto pedagógico arrojado, a fim de favorecer a aplicação de novas metodologias de ensino e inovações tecnológicas para a educação. 

Do ponto de vista administrativo, a adoção de novos sistemas de informação desburocratiza processos e evita a lentidão de retornos dos alunos. 

Capacitação profissional para o corpo docente e funcionários 

Manter os corpos docente e administrativo atualizados é indispensável ao aumento do desempenho da IES. Para isso, a gestão estratégica precisa incluir ações de formação profissional continuada e incentivo ao estudo. Por exemplo: 

  • apresentação de feedbacks periódicos; 
  • investimento em treinamentos presenciais e a distância; 
  • coaching para lideranças; 
  • aprendizado por times para alinhamento de conceitos; 
  • criação de um mapa de desempenho do corpo docente; 
  • incentivo à produção científica e à pesquisa; 
  • incentivo ao ingresso de professores e funcionários em cursos de graduação ou programas de pós-graduação e mestrado; 
  • parcerias com consultorias educacionais para mentoria universitária. 

Embora a transferência de faculdade seja inerente a todas as IES, diferenciar a flutuação natural do número de alunos de um contexto acadêmico e empresarial desfavorável é importante para garantir maior retenção. Por esse motivo, o foco de qualquer gestão é promover a melhor experiência possível ao aluno para que ele crie laços afetivos com a instituição. 

Para saber mais sobre como melhorar a gestão de sua IES e garantir maior competitividade no mercado, assine nossa newsletter agora mesmo! 

Gestão de tempo: 3 dicas para docentes

Estamos vivendo um tempo em que o Google tomou o lugar da Barsa; os tablets e notebooks, dos cadernos e canetas; os E-books, dos livros físicos; e, muitas vezes, as videoaulas e metodologias ativas, das aulas convencionais. As salas de aula são invertidas, as aulas são online, o ambiente de aprendizagem é virtual

Em se tratando de docência, já é de se saber que são muitos os desafios: engajar os alunos, oferecer aulas dinâmicas e didáticas, estar em consonância com as inovações tecnológicas, oferecer conteúdo relevante e atualizado, e, por fim, o mais desafiador, gerir o tempo dentro e fora das quatro paredes da sala de aula para não ficar para trás nesse contexto de transformação socioeducacional. 

Tendo em vista, todas essas mudanças na educação, cada vez mais, as Instituições de Ensino Superior (IES) buscam profissionais que consigam acompanhar as transformações e se destacar com qualidade e organização frente aos desafios e as suas rotinas apertadas, para que sejam capazes de formar alunos aptos a serem profissionais competentes e, principalmente, para que contribuam com o aumento do conceito avaliativo do MEC, por meio da melhora no desempenho em avaliações como o ENADE, por exemplo. 

Parece impossível obter um desempenho excelente em todas as esferas, conseguindo, como Professor, equilibrar a profissão, vida privada, os estudos e o desenvolvimento pessoal. No entanto, vamos provar que é possível fazer com que todos os compromissos caibam nas 24 horas do dia, e que é possível ser um diferencial na docência com três dicas práticas.

1. Cuidado com os “ladrões de tempo”

Se o dia tem 24 horas para todo mundo, por que algumas pessoas conseguem exercer diversas atividades com alta produtividade e capacidade de execução, e você não? É simples! Você pode estar sendo “roubado” e nem se deu conta disso.  

O tempo é o único bem que, após perdido, não se pode recuperar. Por isso, é fundamental fazer a gestão do seu tempo: fique atento às principais situações que podem desvirtuá-lo, como o entretenimento, as redes sociais, as interrupções, e a falta de organização, de rotina e de disciplina.  

A internet e as redes sociais podem ser suas aliadas, se usados de maneira correta e temperada, pois, além do tempo de descanso e entretenimento também serem fundamentais, as tecnologias podem ser (e já estão sendo) grandes aliadas para alguns Professores para engajar os alunos, promover o seu networking, e se atualizar frente às transformações mundiais.  

Existem ferramentas de gestão de tempo online como o Monday, o Trello o WunderList, entre outras, que ajudam na organização de tarefas em rotinas lotadas de afazeres e compromissos. Essas ferramentas baseiam-se no método de “Kanban, surgido nos ambientes de produção industrial, e auxiliam no ajuste de fluxos. Invista nelas! 

Existem também, produtos e metodologias ativas de intervenções pedagógicas que podem auxiliar o Professor que se vê sobrecarregado frente à obrigação de elaborar atividades de aprendizagem, montar provas, simulados, trabalhos, avaliações diagnósticas e ainda ter que corrigir tudo isso depois. Esses serviços permitem que todo esse tempo que seria direcionado às atividades operacionais seja investido em estudos, aprofundamento prático e teórico, e desenvolvimento pessoal e profissional. 

2. Conheça as características de suas turmas 

Não adianta você estar totalmente organizado, ter uma rotina bem definida, seu tempo cronometrado e cada uma de suas atividades pessoais e microtarefas direcionadas, se você não estiver antenado às necessidades específicas de seus alunos! 

Isso, porque se você for capaz de discernir os pontos fortes e fracos deles, não desperdiçará o seu tempo investindo em temas, assuntos e detalhes que eles já dominam, nem deixando de investir em aspectos que ainda têm dificuldades, aspectos estes, basais para a construção do aprendizado sistemático e organizado de que eles precisam naquele momento.  

Dessa forma, você evita “surpresas” com dúvidas muito amplas durante as aulas (que podem fazer com que o tempo seja o maior inimigo de sua produtividade em sala de aula) e intervenções improdutivas, impedindo que o seu tempo dentro de sala de aula seja totalmente direcionado àquilo que é mais importante de se tratar.  

Algumas estão mais à frente do que as demais. Outras, entretanto, precisam de nivelamento e intervenções pedagógicas mais específicas, que podem ser aplicadas por meio de simulados diagnósticos e outras intervenções pedagógicas para se identificar a verdadeira necessidade daqueles alunos. 

Essa segunda dica é também um grande desafio, porque demanda relatórios e análises das classes, o que vai exigir de você atenção, observação e alguns testes diagnósticos. Certas classes se dão melhor com aulas mais expositivas primeiro e debates ao final, outras, com trabalhos coletivos e grupos de estudo, etc. 

É preciso ter proximidade com os discentes para atacar os problemas e aprimorar as qualidades, com vistas a desenvolver as suas competências e habilidades e alcançar os objetivos de aprendizagem necessários para o alcance do seu sucesso como futuros profissionais, e de seu sucesso como um Professor competente e eficaz em seu ensino e intervenções.  

3. Aproveite de maneira inteligente o seu tempo fora da sala de aula 

Para que um Professor ministre uma aula completa, bem elaborada, adequada com as realidades e necessidades pedagógicas de seus alunos, atual e didática, é, por óbvio, necessário que ele invista tempo nisso fora do tempo em que está em sala de aula, e não somente controle o tempo enquanto está lecionando.  

É necessário que haja, em reforço ao que já foi dito aqui, organização, planejamento e, principalmente, gestão inteligente de tempo. Principalmente quando se trata desse tempo que será gasto fora da sala de aula, porque é ele quem vai determinar a qualidade do ensino oferecido. 

Para que esse tipo de gestão aconteça, é preciso que o máximo de tarefas e microtarefas, em especial as mais operacionais, (como a elaboração, montagem, e correção de provas e trabalhos, a aferição dos níveis de participação e engajamento dos alunos, etc.) sejam auxiliadas por algum tipo de ferramenta, seja uma plataforma, um serviço de acompanhamento/consultoria, ou um produto, que te ajude a fazer aquilo que é necessário, mas que nem sempre você tem tempo de qualidade para fazer. 

É, dentre outras, por essa razão que essas ferramentas, em especial as que envolvem metodologias ativas, têm ganhado cada vez mais espaço nas IES, visto que proporcionam ao aluno um processo de aprendizagem emancipatório, construtivo e dinâmico, colocando-o como protagonista de seu próprio aprendizado, sem, todavia, deixar de lado a importância da intervenção pedagógica do Professor nesse processo de obtenção e desenvolvimento do conhecimento.  

Isso permite ao docente otimizar ao máximo o seu tempo e fazer aquilo que é essencial: investir em seu desenvolvimento pessoal, aprimorar os seus conhecimentos e habilidades, inteirar-se sobre as novas ferramentas de tecnologia educacional, engajar os alunos, conhecer as suas turmas, utilizar os dados advindos dos diagnósticos que precisar aplicar e manter-se apto a alcançar o auge de todo o seu potencial profissional. 

Como fazer um bom plano de aula?

Em qualquer atividade que fazemos, para que atinjamos o objetivo, é extremamente importante que realizemos um planejamento. Isso nos ajuda a prever possíveis falhas, a lidar com os imprevistos que porventura possam aparecer e a praticar a atividade com eficiência. Para o professor não é diferente. O sucesso da sua carreira como professor será atingido quando você conseguir colocar em prática aquilo que você se propõe a fazer em sala, ou seja, quando cumpre seu Plano de Aula. 

É comum observarmos professores insatisfeitos com o gerenciamento de tempo da sua aula. Terminar a aula antes do horário, dar muitas informações em um pequeno período ou, ainda, por ter gerado muitas dúvidas, ter que repetir o mesmo conteúdo na aula seguinte. Estes são alguns indícios de que sua aula não está sendo bem aproveitada. 

Então, como atender as necessidades das diferentes turmas ou mesmo de diferentes locais de trabalho, apresentar conteúdos de forma inovadora e atrativa para os alunos e ainda fazer com que o seu tempo lecionando em sala seja otimizado? 

O plano de aula é um importante aliado na busca por atingir esses objetivos. Ele fará com que o seu tempo dentro e fora de sala sejam otimizados, contribuindo para que você entenda o perfil do aluno, atenda aos objetivos da IES, consiga se organizar para estar em constante capacitação e, também, fazer o que se propõe em sala. 

Dicas para fazer um bom planejamento 

O maior desafio do professor, principalmente quando se tem mais de uma turma, é entender que nem sempre o Plano dado para uma turma funcionará bem com a outra. Além disso, metodologias que são muito produtivas com um público, podem não ser com o outro. Para identificar o quê usar e como usar em sala de aula, basta seguir os seguintes passos: 

Conheça o perfil do aluno 

O primeiro passo para a construção de um plano de aula é alinhar as expectativas dos seus alunos. Em outras palavras, é necessário saber o que eles esperam de você e da sua aula e analisar se isso condiz com o tipo de aula que você pretende dar. 

Para isso, é necessário conhecer o perfil do seu aluno: saber quem ele é, entender o seu estágio de desenvolvimento e o período em que eles se encontram, a familiaridade de cada um com o tema proposto, o percurso que percorreram até ali, entre outros. 

Defina o tema 

Após saber exatamente o que seus alunos esperam de você, é possível definir o tema da sua aula. É comum haver temas que se estendem para mais de uma aula. Tudo depende, como dissemos anteriormente, do perfil do seu aluno e da sua turma no geral.  

Dessa forma, é imprescindível que cada aula tenha um tema específico.  

Mesmo que, no fim do período de três dias, por exemplo, você pretenda que os alunos adquiram um conhecimento, o objetivo específico da primeira aula será diferente do da terceira. Os objetivos específicos serão gradativos e acumulativos para o objetivo final, mas são independentes entre si. 

Principais componentes de um plano de aula impecável

Um plano de aula eficiente contém os seguintes tópicos: duração, objetivos, conteúdo, metodologia, recursos e avaliação. 

Duração 

Para que você possa entender e delimitar o seu tema, é necessário que você tenha definido bem a duração que aquela aula terá. Isso influenciará diretamente no tanto de conteúdo que você passará naquele encontro, bem como ajudará a gerenciar o tempo que você deixará para cada um dos momentos da sua aula.  

Objetivos 

Também é necessário que você saiba o que exatamente você quer que os alunos aprendam. Ou seja, os objetivos da aula. 

Tente pensar até onde você pretende levar os seus alunos naquela aula. Não estamos falando aqui dos objetivos gerais do curso. Estes normalmente são definidos pela IES e é aquilo que você pretende concluir para que sua disciplina tenha sido bem-feita.  

Entretanto, para que tais objetivos sejam concluídos, serão necessárias várias aulas e em cada aula você deve ter também um objetivo.  É importante que o conhecimento seja gradativo. 

Por exemplo, se você é professora de português e pretende que os seus alunos aprendam a escrever bem, isso é um objetivo, mas um objetivo geral. Para atingi-lo, precisaremos destrinchar quais objetivos específicos nos levarão até esse objetivo geral. Então, na primeira aula, a professora de português pode apresentar os elementos coesivos que são ótimos aliados na construção do texto. Dessa forma, o objetivo dessa aula será “aprender os elementos coesivos”. O da segunda, “aplicar os elementos coesivos no texto”, e por aí vai. 

Os objetivos vêm com os verbos no infinitivo para indicar a ação que será aplicada naquela aula. Tendo definido esses pontos, procure repassar o conteúdo em questão. 

Conteúdo 

Agora que já você já definiu qual o seu público e já sabe o que pretende que ele aprenda, você precisa, agora, atentar-se ao que será passado. Para isso, se você tem dificuldade em saber por onde começar, você pode procurar o auxílio de outros profissionais da área a fim de obter trocas de experiências. Outra sugestão é se basear em aulas já dadas e tentar encontrar os pontos que foram proveitosos da sua aula ou identificar outros que precisam melhorar. 

Metodologia 

Na metodologia, procure pensar qual abordagem (tradicional, sociocultural, humanista, entre outras) você usará na sua aula para aplicar aquele conteúdo. Será uma aula expositiva? Haverá discussão em grupo? Você vai usar recursos audiovisuais?  

Não deixe de considerar a adição de atividades online, uma vez que você pode contar com o auxílio de plataforma digitais, de e-mails e até mesmo do celular. 

Dica: use o seu plano de aula para permitir que você tenha flexibilidade. Não pense em algo rígido, mas sim em um norteador das suas tarefas em sala. 

Material – recursos didáticos 

A metodologia te dirá quais materiais ou recursos didáticos serão necessários para aquela aula. Isso é extremamente importante, pois te ajudará a saber o que você vai precisar antes e durante a sua aula.  

Caso você precise, por exemplo, imprimir alguma folha, ou reservar o laboratório de informática, ou, ainda, solicitar o uso de celular, deixe indicado no seu plano de aula. Isso te fará lembrar do que fazer e consequentemente te fará ganhar tempo de aula. 

Deixe indicado, também, a bibliografia necessária para o encontro, bem como onde encontrá-la. Isso serve como lembrete a fim de que você não se esqueça de levar para o encontro os seus livros, tablet ou notebook, ou mesmo evitar de levá-los desnecessariamente.  

Avaliação 

Por fim, não se esqueça de reservar um tempo para a avaliação da turma. Não precisa, necessariamente, ser algo formal, para que os alunos escrevam ou entreguem. Apenas algumas perguntas ao fim da aula já garantem a retomada de tudo ensinado naquele dia e pode te dar o retorno tanto sobre o que os alunos de fato aprenderam quanto para o ponto de retomada da próxima aula. 

Dica: sempre que o tema da aula se estender, procure reservar um pequeno período no início da aula subsequente, para a recapitulação do conteúdo dado na aula anterior. Isso garante que o fio condutor entre as aulas não se perca e que aquela aula em questão não fique desconexa.  

Seguindo esses passos para a montagem de um plano de aula, você verá a sua rotina aliviada e suas aulas melhor aproveitadas.  

O que é o modelo Enade de questões?

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) tem o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes concluintes de diversos cursos de graduação ofertados no Brasil. Todos os anos, milhares de alunos submetem-se ao exame, que, além de avaliar o desempenho individual dos estudantes, é um instrumento para analisar a performance das Instituições de Ensino Superior (IES). Tanto o é que “[o]s resultados do Enade, aliados às respostas do Questionário do Estudante, constituem-se insumos fundamentais para o cálculo dos indicadores de qualidade da educação superior: Conceito Enade, Conceito Preliminar de Curso (CPC) e Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC).” (INEP. Enade: Sobre os resultados. Disponível em: http://inep.gov.br/enade).

Dessa forma, considerando a importância do exame para a instituições de ensino, é fundamental preparar o aluno a longo prazo. Isso porque os itens são elaborados para atender aos conteúdos previamente levantados pelo MEC para cada curso. Ou seja: há objetos do conhecimento pré-determinados, que devem ser observados quando da construção da matriz de prova. Ademais, além de trabalhar cada um dos objetos destacados pelo MEC, é preciso desenvolver as habilidades e competências correlatas a esses objetos, o que demanda o exercício contínuo das atividades nos moldes do Enade. 

Somente com a prática de conteúdos e habilidades específicos do Enade será possível otimizar não só os resultados dos egressos, mas também os da IES. Quais são as chaves, entretanto, para uma preparação eficiente? Existe algum padrão entre os itens dos exames anteriores? Essas são algumas das perguntas que responderemos neste artigo.  

Existe um modelo de itens Enade?  

Embora os órgãos oficiais não tenham publicado manuais que instruam a elaboração de itens no padrão Enade, pode-se verificar, a partir da exaustiva análise de exames passados, a recorrência de algumas estruturas e estratégias. Ou seja, apesar de não haver um padrão, uma diretriz rígida sobre a elaboração de itens, verificaram-se tendências e recorrências que constituem, sim, um modelo de questões característico desse exame.   

A elaboração de itens que sigam essas orientações tende a assemelhar-se mais à realidade do Enade. Uma preparação eficiente para o exame, portanto, demanda o treinamento dos alunos com questões bem construídas, em conformidade com os conteúdos e as formas da avaliação.  

Demonstraremos, sucintamente, os principais pontos que caracterizam um item no modelo Enade.  

O que caracteriza um item no modelo Enade?

As questões Enade compõem-se de três macroestruturas: o texto-base, o enunciado e as alternativas. Faz-se essa divisão, ressalte-se, com fins exclusivamente didáticos. Há de se ter em vista que essas partes se integram e se completam.   

Analisaremos cada uma dessas estruturas. 

1. Texto-base   

É essencial que a questão possua um texto-base indispensável para a resolução do item. Se o texto for dispensável, será considerado um pretexto e deverá, portanto, ser reformulado. O texto pode ser verbal ou não-verbal, ou seja, podem também aparecer imagens, tabelas, tirinhas, gráficos, etc. O importante é perceber que o texto-base deve aportar a situação-problema ou situação-estímulo ao aluno, demandando o exercício de habilidades como a reflexão e a tomada de decisões. 

Para que o texto-base seja imprescindível, além de estar estreitamente relacionado ao objeto do conhecimento da questão, o texto deve relacionar-se às habilidades e operações mentais que o item se visa estimular. Dessa forma, a escolha do texto-base não deve ser arbitrária; ao contrário, deve estar em conformidade com o tema e com os objetivos da questão.   

Dica: Para identificar se o texto introdutório é um texto-base ou um pretexto, leia o enunciado e as alternativas antes de ler o texto e avalie sua importância para a resolução da questão. 

2. Enunciado  

O enunciado encontra-se disposto logo após o texto-base. Apesar de simples, sua elaboração não deve ser negligenciada pelo elaborador. Esse é o trecho em que se fornece o comando para a resolução do item; é a instrução da tarefa que o examinando deverá executar. 

O enunciado deve ser claro e objetivo. Não devem constar no enunciado informações ilustrativas, dispensáveis à análise do item. Preferencialmente redigido em frases simples, a sentença deve seguir a ordem direta e a forma afirmativa. Além disso, é desejável que se usem termos impessoais, como “considera-se”, “entende-se”, dentre outros.  

Frise-se, ademais, que o enunciado é o trecho em que se explicitará o nível de habilidade cognitiva a ser avaliado. Dessa forma, a adequada elaboração do enunciado exige a compreensão do tema e dos objetivos do item, já que a complexidade da operação mental será ali determinada. 

Nesse sentido, cabe ressaltar a importância dos operadores mentais na construção de itens no modelo Enade. Classificados segundo a Taxonomia de Bloom, esses operadores são, em suma, os domínios cognitivos que variam do entendimento de um conceito à criação de novas ideias. Em uma ordem crescente de complexidade, Bloom estabelece distintos processos cognitivos, voltados a distintas finalidades. Dessa forma, compreender os objetivos que se pretende alcançar e as habilidades que se quer avaliar exige, necessariamente, o alinhamento entre os objetos do conhecimento, as habilidades e os processos cognitivos envolvidos no ensino e na aprendizagem de determinado conteúdo. 

Dica: Nunca se pede, no enunciado, a identificação da alternativa incorreta. Os comandos deverão ser sempre afirmativos e solicitar a resposta correta. 

Dica 2: A depender do tipo de item escolhido para a questão, haverá enunciados pré-determinados. Mais adiante serão expostos os tipos de item existentes no exame. Atente-se à estrutura das questões de cada um desses tipos para identificar os comandos possíveis. 

3. Alternativas  

As alternativas consistem em possibilidades de resposta para a situação-problema apresentada. Dentre elas, haverá apenas uma resposta correta (gabarito) e as demais alternativas serão os distratores. É importante que essas alternativas sejam absolutamente incorretas. Não se pode, conforme o modelo Enade, pedir a identificação da alternativa “mais adequada”. É preciso que somente uma alternativa atenda perfeitamente ao que o enunciado solicite. 

É preciso, ademais, que o item esteja isento de “pegadinhas”, pois essas estratégias de confusão acabam por distorcer os resultados obtidos pela questão. Se a questão for elaborada com maus distratores, em vez de ela reportar ao examinador o desconhecimento ou conhecimento do aluno sobre o tema e as habilidades (dados que de fato lhe interessam), os erros ou acertos na questão só oferecerão resultados não confiáveis.  

Dica: As alternativas devem ter aproximadamente a mesma extensão. Isso porque os alunos tendem a crer que as respostas mais extensas e mais detalhadas são corretas. A discrepância no tamanho das alternativas pode ser um indicativo da alternativa correta ou podem induzir o aluno ao erro. Além disso, o Enade tende a dispor as alternativas em ordem piramidal, começando do texto menos ao mais extenso. 

Dica 2: No caso dos itens de complementação múltipla, que serão expostos a seguir, recomenda-se manter a proporção entre o número de ocorrências das asserções nas alternativas. Em outras palavras, ao indicar as asserções I, II, III (ou quantas houver) nas alternativas, é importante que o número de repetições das asserções seja igual ou, pelo menos, muito próximo. A ordem segue, também, o formato piramidal. 

Quais são os tipos de questão do Enade?

Conforme exposto, as questões do modelo Enade devem ser elaboradas segundo formas específicas. Cada uma delas será brevemente exposta a seguir. 

Complementação simples 

Nesse modelo de questão, tem-se uma informação incompleta, no qual o texto das alternativas completa o enunciado. As alternativas dão continuidade ao texto do enunciado. 

Complementação múltipla

Esse tipo de item é composto por três ou quatro afirmações, propostas conforme a situação-estímulo do enunciado. O aluno deverá, nas alternativas, identificar aquela em que os itens são verdadeiros, partindo, sempre, da análise de cada um deles.  

Interpretação  

Nesse tipo de item, o enunciado é composto por uma situação estímulo e, a partir dela, o aluno reúne as ideias e os elementos necessários para solucionar o problema proposto, exigindo a efetiva interpretação do aluno. Faz-se uso de quadros, tabelas e gráficos, por exemplo.  

Asserção-razão 

Esse tipo de item demanda a análise de relações. Propõem-se duas asserções e o aluno deverá analisá-las individualmente e, depois, comparativamente. Analisa-se a veracidade de cada asserção e, em seguida, o aluno deverá avaliar se há uma relação de causalidade entre elas. 

As orientações expostas são apenas um ponto de partida para a elaboração de itens segundo o modelo Enade. Para preparar os alunos e otimizar os resultados do exame, é preciso investir em treinamentos a longo prazo, visando ao desenvolvimento de habilidades e competências correlatas ao exame. Quer conhecer as soluções da Saraiva Educação para o Enade? Clique aqui