Tecnologia na Educação

Tecnologia na educação: 6 benefícios para o sucesso da sua IES!

É difícil imaginar uma sala de aula sem o uso de tecnologia. Do ensino básico ao superior, a educação é uma das áreas que mais pode se beneficiar com o avanço dos recursos tecnológicos e da conectividade, cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros.

Por isso, destacamos abaixo os principais benefícios que a tecnologia pode trazer para o ensino no Brasil – e como isso pode ser decisivo para a consolidação de instituições no mercado.

Os seis benefícios da tecnologia para a educação

1. Melhora na qualidade da educação

A tecnologia ajuda a trazer novas possibilidades para a sala de aula. Além de aproximar estudantes de outras fontes de informação, permite que professores explorem diferentes recursos para transmitir conhecimento. Quem também ganha com isso são as instituições, que passam a oferecer educação de maior qualidade.

2.As aulas ficam mais interessantes

A evasão escolar é um dos principais problemas enfrentados na educação brasileira. Diversos fatores contribuem para que isso ocorra, mas especialistas indicam recursos tecnológicos educativos como uma das possíveis soluções. Aulas que fazem uso da tecnologia ficam mais interessantes aos olhos dos alunos.

Ao permitir que tanto estudantes quanto professores explorem novos recursos de aprendizagem, as aulas tendem a gerar mais motivação. A tecnologia educacional pode tornar o aprendizado mais interativo e colaborativo – e isso pode ajudar os alunos a se envolverem melhor com o conteúdo e o material das disciplinas e cursos. Em vez de aulas expositivas e de memorizar fatos, eles aprendem fazendo. Para alguns alunos, a interatividade fornece uma melhor experiência de aprendizado.

3. Cria um canal de comunicação a mais entre alunos e professores

A relação entre professor e aluno é muito importante para o processo de aprendizagem. Canais de comunicação digitais transformam essa interlocução.  Ajudam a estreitar laços, a criar sentimento mútuo de confiança, a tornar a conversa mais direta e informal e a produzir melhor aproveitamento dos momentos de estudo.

4. Aumenta o desempenho escolar

Por despertar o interesse dos estudantes para outras possibilidades de aprendizado, a tecnologia no ensino produz uma melhora significativa no desempenho escolar. especialistas afirmam que o uso de recursos tecnológicos em sala de aula contribuem até mesmo para o melhor aproveitamento do tempo de estudo em casa.

5. Valoriza mais o professor

O trabalho com o ensino se estende para fora das paredes das instituições de ensino. Além de planejar aulas, estudar constantemente e corrigir provas e trabalhos, professores acumulam tarefas administrativas e burocráticas. Precisam também operar pontes entre os estudantes e a coordenação. São atividades que consomem muito tempo desses profissionais.

Com uso de tecnologias de ensino, o gestor economiza muito o tempo do professor e permite que se dedique ao ensino. Todos têm a ganhar com isso, inclusive os próprios alunos.

6.Estimula a busca pelo conhecimento

Esse, talvez, seja um dos maiores benefícios que a tecnologia pode trazer para a educação. Com ela, amplia-se o rol de possibilidades para instigar a curiosidade do indivíduo e fazer com que ele mesmo busque cada vez mais conhecimentos – até mesmo fora da sala de aula.

No futuro, todo esse investimento pode se traduzir na descoberta de novas competências profissionais. Por que não?

Investir em tecnologia na educação é muito importante para que a sua IES alcance o sucesso esperado! Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e confira o artigo que preparamos para você sobre Ensino Híbrido.

Inovação no Ensino Superior

Inovação no ensino superior: por que ela deve estar presente na IES?

Análises comparativas idealizadas pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2018, pesquisa patrocinada pelo SEBRAE, classificam os países em três grupos com características distintas em relação ao empreendedorismo. Neste estudo, o Brasil é classificado como país impulsionado pela inovação, ou seja, com elevado avanço da industrialização, ganhos em escala e predominância de organizações intensivas de capital.

As taxas de empreendedorismo são divididas entre TTE (taxa de empreendedorismo total), TEA (taxa de empreendedorismo inicial) e TEE (taxa de empreendedorismo estabelecido). Todas apresentam constante tendência de ascensão no Brasil.

Gráfico 1 - Inovação no ensino superior

Dos empreendedores iniciais (TEA), 61,8% empreendem por oportunidade e 37,5% por necessidade.  Em 2018, da mesma forma que havia acontecido em 2017, se observou um pequeno aumento na relação entre empreendedores por oportunidade e por necessidade, quando comparado ao ano anterior. Em 2017, para cada empreendedor inicial por necessidade, havia 1,5 empreendedores por oportunidade. Em 2018, essa relação chega a 1,6.

O crescimento dos empreendedores “por oportunidade” é um indício de a população está um pouco mais esperançosa de encontrar no mercado formal de trabalho satisfação para suas necessidades e, por consequência, podemos assumir, está mais disposta a investir no que é necessário para o sucesso do seu negócio.

Gráfico 2 - inovação no ensino superior

A formação dos empreendedores

Os dados a seguir apontam quais são os fatores limitantes para a abertura e manutenção de novos negócios no Brasil, segundo a opinião de especialistas, e suas recomendações para melhores condições de empreender e gerar impacto econômico.

Tabela 1 - Inovação no ensino superior

Tabela 2 - Inovação no ensino superior

 

A princípio entre os empreendedores brasileiros que estão iniciando seus negócios o nível de escolaridade não é detectado como um fator determinante para a tomada de decisão inicial, no entanto, segundo os especialistas ouvidos pelo GEM, a Educação e Capacitação configuram entre os três fatores que mais limitam a abertura e a manutenção desses novos negócios sobretudo se a busca for por um empreendimento de maior impacto econômico e social. Para esses casos falta desde a formação geral e técnica como a especializada.  Ainda segundo os dados, especialistas acreditam que a Capacitação e Educação são a segunda maior recomendação para melhorar as condições e ampliar o cenário empreendedor no país.

Os dados a seguir ilustram as taxas de empreendedores para cada faixa etária.

Gráfico 3 - Inovação no ensino superior

 

Os dados do GEM apontam ainda que 60,9% dos empreendedores iniciantes têm entre 18 a 44 anos, enquanto 77,9% dos empreendedores estabelecidos encontram-se nessa mesma faixa etária. Essa informação somada às recomendações de especialistas já mencionadas chama atenção para um nicho de investimento das IES; Sobretudo considerando que, segundo o último Censo Digital EAD, o público alvo das faculdades (para cursos a distância, presenciais e semipresenciais) compreendem essas idades e que entre as três áreas de conhecimento mais buscadas figura a categoria “Gestão e Negócios”.

Diante destes dados, podemos encontrar potenciais alunos com os seguintes perfis:

Jovens que inspirados pelo crescimento do mercado e tendências apontadas pelos especialistas vão em busca de formação em cursos voltados para o empreendedorismo e gestão, como em áreas administrativas por exemplo. Um segundo recorte de público são empreendedores já consolidados que visando a melhoria de seus negócios para um maior impacto econômico e consolidação vão em busca de recomendações para o seu negócio e se deparam com a capacitação como um dos principais tópicos. Nesse caso o grupo transforma-se ainda num potencial aluno para pós graduações e MBAs em áreas de empreendedorismo e marketing.

Para ambos os públicos, faz sentido que sua IES ofereça disciplinas reflexivas, que fomentem a inovação e dialoguem acerca dos desafios e oportunidades do universo empreendedor. É necessário que a troca seja intrigante para o aluno e aprofunde a compreensão que ele tem do empreendedorismo, seja pela experiência ou intuição.

Disciplinas à distância também são uma excelente opção para agradar, pois alguns já realizaram cursos em outras áreas de especialização e muitos tem baixa disposição para se deslocar diariamente a uma faculdade, seja por já ter passado pelo processo anteriormente ou pela necessidade de flexibilidade de horários para continuar atuando em seu negócio.

Empreendedorismo e tecnologia no ensino superior

Grande parte das startups que têm prosperado no mercado se apoia no uso de tecnologias inovadoras. O Brasil, sendo classificado como país impulsionado pela inovação (GEM, 2018), segue esta direção de forma intensa. Jovens empreendedores e até mesmo gestores de pequenas e médias empresas precisam usar a tecnologia a seu favor para oferta de serviços, eficiência operacional e estratégia baseada em dados.

Uma saída para preparar esses profissionais para o mercado é trazer para as ementas tópicos que abordam inovação, tecnologia e análise de dados de forma estratégica. Autores como Peterman e Kennedy (2003), Zhang, Guysters e Cloodt (2014) analisaram a relação entre educação empreendedora e a intenção de empreender, encontrando influência positiva do contato acadêmico com empreendedorismo e a intenção de montar seu próprio negócio.

Se seu curso está situado em uma das cidades com maior índice de empreendedorismo, torna-se ainda mais importante que o contexto de inovação e empreendedorismo seja recorrente na matriz do curso e converse com as disciplinas e ementas.

Gráfico 4 - Inovação no ensino superior

Ter a presente inovação no ensino superior é muito importante para o sucesso da sua IES! Para ter acesso a mais conteúdos gratuitos sobre a educação no Brasil, é só assinar a nossa newsletter.

Evasão no ensino superior

5 medidas para combater a evasão no ensino superior

O abandono das salas de aula é uma realidade que compete grande parte dos ingressantes em faculdades brasileiras. Segundo Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019, que reflete sobre dados de 2016 e 2017, publicado pela Semesp, a evasão nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas de grande porte – com mais de 20 mil matriculados – foi de 31,6% nos cursos presenciais e 34,9% no EAD.

Entre as principais causas do abandono podemos apontar a perda de motivação pelo curso, problemas em conciliar trabalho e estudo e dificuldades financeiras. Segundo o Censo de Educação Superior publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em setembro de 2019 a taxa de desistência acumulada de estudantes da rede privada com Fies foi de 39,2%, em 2016, e para alunos sem esse suporte o número sobe para 62,1%. Já estudantes com bolsa Prouni registraram 40,9% de taxa de desistência e os que não receberam o apoio corroboram com 62,1%. Além disso, índices de reprovação e ausência de tecnologias para flexibilização dos materiais e participação também podem ser considerados.

A solução do problema não é simples e deve envolver diversos setores da instituição desde a gestão, à comunicação e ementas das disciplinas. Confira a seguir cinco boas medidas para reverter esses números e evitar a evasão no ensino superior.

1. Identificar as fragilidades da instituição

Para realizar melhorias em uma IES, o primeiro passo é identificar os pontos fracos na estrutura, gestão e qualquer outro setor que influencie, direta ou indiretamente, na qualidade do ensino aos alunos. A frequência nas aulas pode ser um dos indicativos dessa questão. Caso o contingente esteja abaixo da média esperada há algo que precisa ser identificado e retificado o mais rápido possível.

Essa investigação deve ser dar ainda realizada pelos gestores em todos os âmbitos da instituição.

2. Aplicar uma boa gestão institucional

Tendo em mãos uma análise detalhada dos problemas da empresa, é possível integrá-los à sua gestão. Gerir bem os recursos de uma instituição de ensino é fundamental para otimizar o aprendizado dos alunos. Não necessariamente a IES com mais receita será a com melhor gestão, o direcionamento dos recursos é de fundamental importância para o sucesso.

Estando a par das fragilidades da instituição a gestão pode organizar o gerenciamento de modo a resolver os problemas em algum momento próximo.

Para realizar uma gestão eficiente utilizar a tecnologia como aliada também é necessário. Softwares de gerenciamento, por exemplo, ajudam a otimizar os processos e, assim, economizam tempo dos gestores.

3. Criar uma relação mais próxima e personalizada com os alunos

Fidelizar o aluno à instituição é um recurso de valor inestimável que contribui não somente para a diminuição da taxa de desistência como também para a estratégia de marketing de conteúdos da IES.

Elaborar campanhas internamente entre os estudantes pode gerar sensação de pertencimento ao espaço e fortalecer a relação afetiva e de fidelidade com a instituição.

A comunicação direta e clara com o estudante é fundamental para isso. Além de atualizações diárias nas redes sociais sobre as “novidades”, um atendimento mais efetivo é fundamental. As matrículas ou questões administrativas podem ser resolvidas via chatbots, por exemplo, e o atendimento da secretaria pode ser contemplado também via WhatsApp.

4. Diversificar e trazer a tecnologia para o ensino em sala de aula

A tecnologia digital revolucionou o comportamento social e precisa entrar também nas salas de aula. Além de plataformas digitais funcionais por que não pensar em um aplicativo para facilitar a vida do aluno? Ou potencializar o aprendizado com a disponibilização de e-books, vídeos e webinários?

Cursos à distância ou semipresenciais estão em alta e a tendência é que não parem de crescer. Segundo o último Censo de Educação Superior enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas a modalidade EAD registrou um crescimento de 17,6%, de 2016 para 2017. Otimizar os recursos e transformar a sala presencial em virtual também é uma ideia importante a se considerar.

5. Melhorar a infraestrutura do local

É fundamental a IES ofereça uma boa infraestrutura para que nela os alunos possam extrair o máximo de conhecimento possível dos educadores. Um laboratório devidamente equipado pode tornar o aprendizado muito mais produtivo por exemplo.

Além de questões estruturais, é importante garantir aos profissionais da instituição condições necessárias para que eles possam executar seu trabalho sem maiores problemas. Assim, torna-se mais justo para o professor a cobrança por resultados acadêmicos.

Esperamos que você tenha gostado das dicas para diminuir a evasão no ensino superior. Quer ter acesso a conteúdos gratuitos? É só assinar a nossa newsletter!

Reunião sobre marketing educacional

Marketing educacional: como posicionar as IES e atrair alunos?

O cenário da educação superior brasileira é não somente desafiador, mas também altamente competitivo. Sendo assim, é necessário enxergar a IES (Instituição de Ensino Superior) não apenas como um meio de revolucionar a vida dos estudantes, mas também como uma empresa que precisa se atentar a todos os aspectos de seu negócio. Nesse ponto o marketing educacional é um dos pontos fundamentais não só para atrair potenciais alunos, mas também para manter próximos os que já optaram pela instituição.

A ciência de “vender” as qualidades de um produto e convencer o público de que sua marca oferece a melhor solução para determinada necessidade é a chave do marketing. No ramo da educação, esses preceitos podem ser igualmente aplicados, afinal, a IES tem uma imagem a consolidar e cursos – produtos – para vender.

De acordo com uma pesquisa realizada a partir da parceria entre duas empresas de marketing brasileiras, a Rock Content e a MKT4edu, em 2018, 76% das IES entrevistadas declararam adotar estratégias de Marketing de Conteúdo. Desse grupo mais de 57% consideram suas abordagens acima do nível básico. O principal objetivo dessas instituições (76,9%) é captar potenciais novos alunos e o segundo é converter esse potencial aluno em um estudante (59%). Por essas razões as empresas estão atentas aos principais conteúdos que conduzem esse potencial consumidor a virar de fato um cliente e nesse aspecto os vídeos ganham destaque compreendendo 138% das estratégias do funil (desde a abordagem até a conversão da venda).

Neste texto, apresentamos algumas sugestões para que a gestão da sua IES. Aposte nisso e confira!

Avaliar a imagem da IES perante o mercado

Em um paralelo com outros setores, podemos dizer que a retenção de alunos é similar à fidelização de clientes. É por isso que a reputação de uma marca está diretamente ligada ao desempenho de uma IES em avaliações e taxas de permanência nos cursos de graduação.

Se a intenção é conseguir bons resultados, a gestão precisa se dedicar a aspectos como segmentação de público (para melhor direcionamento de esforços), fortalecimento da presença digital, capacitação docente e acompanhamento constante de indicadores.

O primeiro passo, portanto, para incorporar o marketing educacional à sua IES é conhecer bem a imagem da instituição no mercado, levando em conta questões como:

  • O que faz um aluno escolher minha instituição de ensino e não outra?
  • Quais são meus pontos fortes e fracos?
  • O corpo docente e as políticas educacionais adotadas correspondem aos valores da IES?
  • Qual é a expressão das novas tecnologias e o comprometimento com a inovação no cenário educacional?

Com um apanhado de informações a respeito da situação atual da sua instituição é possível fomentar a discussão a respeito das melhores alternativas para a captação de alunos e a construção de uma reputação significativa.

Reconhecer seus pontos fortes

Essa parte é muito importante para explorar aspectos que podem ser decisivos na hora de atrair o público. Nesse caso investir em uma consultoria educacional pode ser interessante para auxiliar na construção de um panorama mais real com as potencialidades e fragilidades da instituição.

Tendo em mãos um compilado de pontos fortes para explorar, você consegue direcionar a sua estratégia de marketing educacional e evidenciá-los. Mais do que isso, você dedica táticas e ferramentas à promoção da melhoria em pontos que merecem atenção.

Lembre-se de que o perfil de consumidor mudou e, com o avanço da internet e facilidade no acesso à informação, o poder de decisão nas mãos do público é enorme. Dessa forma, de nada vale mascarar falhas e vender dados ilusórios. Os resultados serão muito mais significativos quando advirem de cenários consistentes e comunicados com transparência..

Definir os objetivos de marketing

Agora que você já sabe qual é a situação da sua IES frente ao mercado e quais são seus pontos fortes e fracos, é possível definir os objetivos da aplicação do marketing educacional. Alguns caminhos possíveis são:

  • enaltecer a imagem da instituição;
  • reduzir a taxa de evasão escolar;
  • captar mais alunos ingressantes;
  • aproximar a IES da realidade cotidiana dos potenciais novos alunos;
  • ganhar posição de destaque em rankings de desempenho acadêmico;
  • ganhar destaque nas redes sociais com alunos e ex-alunos influenciadores digitais do nicho em que estão inseridos;
  • fidelizar os alunos da instituição com tratamentos personalizados.

Você pode ter um objetivo principal e outros secundários. O importante é desenvolver um planejamento e, em seguida, partir para a etapa de elaboração de metas mensuráveis, com prazos de concretização.

Planejar estratégias e atrair os alunos

Independentemente do motivo que leve a gestão da sua IES a buscar o investimento em marketing educacional, o foco de uma empresa voltada para o ensino superior deve ser sempre o da captação e manutenção do corpo de alunos. Afinal, eles são os motores que permitem todo o funcionamento da instituição.

Veja algumas sugestões de como atrair mais estudantes.

Segmentar e entender o público

Para ter um bom fluxo de captação de alunos e orientar seus esforços de maneira precisa, evitando perda de investimento ou tempo, o primeiro passo é conhecer o público-alvo.

Sabendo qual é o grupo específico de pessoas que você deseja atrair para a sua IES e quais são as suas “dores”, fica mais fácil elaborar estratégias certeiras. Assim, você consegue definir não somente as táticas e formatos mais adequados, mas também o momento ideal para aplicar cada uma.

Fazer um planejamento de conteúdo e oferecer cursos à distância ou semipresenciais

Promover a otimização da matriz curricular a fim de satisfazer os anseios e as necessidades dos estudantes é uma ótima prática, e pode funcionar como estratégia de marketing. Afinal, esse tipo de cuidado pode ser de grande importância para gerar um ambiente no qual o engajamento de alunos aconteça de forma espontânea e genuína.

Por isso o currículo de um curso deve ser completo e oferecer disciplinas que garantam um aprendizado aprofundado. No entanto, flexibilidade de horários e opções de curso a distância ou semipresenciais são pontos de destaque no atual cenário. Segundo o último Censo de Educação Superior, publicado em 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de alunos matriculados na modalidade EAD não para de crescer enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas. De 2016 para 2017 a EAD registrou um crescimento de 17,6% e o número deve aumentar ainda mais. Segundo a Forbes instituições renomadas apostam cada vez mais em modelos de EAD para pós-graduações e MBAs. A garantia de sucesso é que comodidade, economia de tempo e flexibilidade (que permitem estudar em qualquer lugar e horário) são os principais atrativos para pessoas que têm carreiras mais consolidadas (e consequente poder aquisitivo).

Dar importância à reputação da universidade

Nada mais efetivo para a promoção da sua instituição do que a própria reputação da universidade. Quanto mais reconhecida for a IES, mais significativa será a captação de alunos. Afinal, parte importante do que leva alguém a optar por uma ou outra instituição é a credibilidade no meio acadêmico e entre os ex-alunos de sucesso.

Isso se relaciona ao que falamos anteriormente a respeito do engajamento dos estudantes. Uma dinâmica na qual há interesse tanto dos gestores em promover boas condições de ensino e do corpo docente em proporcionar ótimas aulas, quanto dos estudantes em vivenciar ao máximo a experiência da graduação, reflete de forma muito positiva no marketing educacional — a promoção virá de dentro.

Atualmente o relato de um aluno ou ex-aluno para o seu círculo de influenciados digitais pode valer mais do que um comercial com um artista ou nome famoso. Para isso é muito importante que a IES esteja constantemente criando estratégias e experiências para incentivar esse engajamento – campanhas e hashtags virais são um ponto de atenção fundamental.

Reforçar a presença digital

Certifique-se de estar presente nos principais canais de comunicação. Nas redes sociais, invista em conteúdo que gere valor para os estudantes atuais e também para os potenciais alunos. Para captação de novos alunos os vídeos de engajamento nas redes e a presença em blogs são destaques nesse primeiro contato.

Além disso, vale fazer uso do e-mail marketing, tour virtual pela instituição, podcasts, disponibilizar o atendimento via chatbots ou WhatsApp etc. Essas são apenas algumas sugestões de estratégias que podem ajudar a IES a captar e engajar os estudantes.

Investir em novos métodos e tecnologias

A inovação na instituição de ensino superior por si só garante credibilidade. Até porque o avanço da tecnologia é um fato inegável, e estar na vanguarda de ideias confere à IES uma imagem bastante positiva, especialmente se for levado em conta o perfil das novas gerações.

É fundamental que as estratégias estejam sempre relacionadas a projetos, ideias, conhecimentos e recursos modernos, com o objetivo de potencializar ainda mais a efetividade dos mecanismos de promoção da instituição e de seus cursos, não só em se tratando dos recursos digitais, mas também de ideias inovadoras para levar à sala de aula.

Outras dicas são: investir nas mídias sociais, fomentar o trabalho colaborativo por meio de aplicativos e plataformas virtuais, pensar em formas de avaliação que façam uso da tecnologia e estudar a possibilidade de adotar metodologias ativas.

Em suma, é importante ter em mente que o marketing educacional vai além dos limites de uma propaganda convencional. É preciso compreender, de fato, quais são as necessidades dos estudantes e os objetivos da IES para que seja elaborado um projeto consistente e efetivo para ambos.

Alunos tendo acesso ao ensino superior

Acesso ao ensino superior no Brasil: veja um panorama geral!

Realizar um estudo sobre o acesso ao ensino superior no Brasil é de extrema importância, visto que as instituições desse nível de ensino e seus alunos são responsáveis por moldar a educação do país. A responsabilidade recai ainda para além do período de formação acadêmica, pois é essa geração que logo vai integrar o mercado de trabalho.

Ao averiguar o panorama geral brasileiro sobre essa temática, investigamos como se dá o acesso ao ensino superior, apresentamos um diagnóstico desse setor – o diagnóstico é realizado anualmente pelo INEP –, as possibilidades para garantir um ensino de qualidade e, ainda, elaboramos uma hipótese de como será o futuro do ensino superior no país.

Para isso, é preciso considerar o papel dos censos e indicadores da educação de ensino superior, realizar uma análise estratégica dos números e, assim, promover a inovação nos cursos, de modo a atender as demandas do mercado, as exigências do MEC, bem como as necessidades e os interesses de professores e alunos.

Com essa análise, os gestores das IES ficam capacitados a assumir a responsabilidade de buscar novas formas de garantir o acesso e a qualidade do ensino.

O que determina o acesso ao ensino superior no Brasil?

A formação em ensino superior no Brasil apresentou, a partir do início dos anos 2010, crescente valorização, resultado de esforços para a redução da desigualdade social e para a ascensão socioeconômica dos brasileiros.

Nesse cenário, as políticas públicas têm papel fundamental, ao viabilizar que um maior número de cidadãos possam cursar uma faculdade.

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Sisu (Sistema de Seleção Unificado), por exemplo, democratizaram o processo de acesso ao ensino superior, de modo que estudar em uma universidade já faz parte do imaginário e da realidade de muitas famílias brasileiras.

Outro fator decisivo foi a aprovação da Lei 12.711, em 2012. Ela estabelece que as universidades federais devem reservar no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Na época, também foram formuladas ações para inclusão de indígenas e negros nos programas de pós-graduação, como as políticas afirmativas de cotas raciais.

Com o princípio de proporcionar equidade social, obteve-se maior inclusão da população no ensino superior.

O ProUni, por sua vez, contribui para que o candidato tivesse acesso a uma faculdade com bolsa do MEC. É uma ação que viabiliza a formação superior do estudante que não tem condições de pagar uma faculdade privada.

O Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) também teve papel fundamental nesse tipo de acesso. Segundo dados do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), no período de 2010 a 2019, foram concedidos 2,72 milhões de financiamentos com recursos do Fies. Aproximadamente 731 mil apenas em 2014, ano com maior número de contratos pelo Fundo.

No entanto, é preciso considerar as alterações no programa e a disponibilidade de recursos ofertados pelo governo. Depois de 2014, o programa passou por redução e cortes: o ano de 2019 teve 85 mil contratos..

corte de vagas ou a diminuição do teto de financiamento têm gerado a redução do acesso dos estudantes ao programa governamental.

Os entraves financeiros

Se as políticas de democratização do acesso ao ensino superior são cruciais para aumentar o índice de estudantes matriculados e formados em uma faculdade, isso mostra que as condições econômicas interferem significativamente na melhora desse cenário.

Grande parte dos alunos de ensino médio não dão continuidade aos estudos justamente por dificuldades financeiras. Portanto, garantir a transição dos alunos do ensino médio para a educação superior também é um desafio.

Segundo pesquisa feita em 2017 pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), 70% dos estudantes que foram entrevistados em quatro capitais brasileiras — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre — não buscaram cursar uma graduação por não terem condições de pagar uma faculdade particular. Ainda segundo os dados, 23% afirmaram que não foram aprovados na universidade pública.

Isso mostra que, apesar da melhora dos resultados com as políticas públicas, a falta de dinheiro ainda se mostra um obstáculo para o ingresso de estudantes no ensino superior.

O cenário social e econômico, portanto, age decisivamente na educação brasileira, determinando quem pode acessar ou não as universidades.

As condições financeiras ou a necessidade de dedicação exclusiva ao trabalho, influenciam diretamente no acesso e na permanência dos estudantes na universidade. Assim, são fatores que, muitas vezes, levam à evasão escolar no nível superior.

Diante desse cenário, torna-se importante realizar um diagnóstico do ensino superior no Brasil, a fim de estabelecer metas e estratégias para o futuro da educação nacional.

Qual o diagnóstico do ensino superior brasileiro?

Nas últimas décadas, houve uma expansão do ensino superior nacional. IES atingiram regiões interioranas e alcançaram camadas mais pobres da sociedade. Além disso, o setor privado foi impulsionado e apresentou crescimento expressivo.

No entanto, o cenário ainda está longe de ser o ideal. O acesso ainda é restrito e há um baixo índice de brasileiros matriculados ou formados em nível superior. Explicamos a situação e mostramos os dados a seguir.

O Plano Nacional de Ensino

Em 2014, o governo aprovou o PNE (Plano Nacional de Ensino), que determina metas, diretrizes e estratégias a serem implementadas do Ensino Infantil ao Ensino Superior até 2024.

Uma das metas estabelecidas pelo PNE é o aumento da taxa de matrículas de jovens de 18 a 24 anos no sistema de ensino superior. Pretende-se aumentar o índice de 34,6% para 50%.

Para que isso fosse possível, uma das medidas implementadas foi o aumento do número de campi universitários, a partir de uma política de expansão da educação superior. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2018, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), hoje existem 299 Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e 2.238 IES privadas no Brasil.

Segundo os números apurados pelo Censo, a maior parte dos estudantes matriculados está nas IES  particulares. Em 2018, 3,4 milhões de alunos ingressaram em cursos de educação superior de graduação. Desse total, 83,1% em instituições privadas.

Em 2018, o número de ingressantes teve um crescimento de 6,8% em relação a 2017. No período compreendido entre 2008 e 2018, a rede privada cresceu 59,3% e a rede pública 7,9%.

Além disso, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apresenta um diagnóstico não muito animador. Segundo pesquisa divulgada em 2019, o Brasil é um dos países com menos pessoas com Ensino Superior completo. Apenas 21% dos brasileiros adultos, de 25 e 34 anos, têm ensino superior. O índice é considerado baixo, visto que a média dos 45 países analisados pela OCDE é de 44%.

Um outro dado relevante é que, enquanto no Brasil 4,2% do PIB são investidos em educação, a média da OCDE é de 3,2%. Mas isso não significa que o investimento por estudante é alto. Além da variação nos valores do PIB, a população e o número de jovens em idade escolar é maior no Brasil que em muitos dos países analisados. Considerando esses fatores, enquanto a Alemanha investe cerca de US$ 17,1 mil por ano para cada aluno, no Brasil esse valor é de US$ 11,7 mil.

O desafio das minorias

O desafio da inclusão de minorias no ensino superior é uma forte realidade no Brasil. E a relação é dialética: se, de um lado, a educação contribui para diminuir a desigualdade social, de outro, é preciso uma maior equidade para facilitar o acesso à educação.

São vários os grupos que ainda lutam e encontram dificuldades para fazer parte do âmbito universitário. A desigualdade se dá em várias esferas, como se vê em relação à minoria racial, socioeconômica, regional, de gênero, entre outras. Veja.

Questões econômicas e raciais

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, pela primeira vez, há mais pretos e pardos no ensino superior público no Brasil do que brancos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), em 2018, 50,3% de pretos e pardos ocupavam vagas nas universidades públicas brasileiras. Já brancos e outros compõem 49,7% do total.

Algumas das causas que possibilitaram esse avanço, segundo o próprio IBGE, é o sistema de cotas, além de programas de apoio e expansão em universidades federais. Apesar do maior acesso, esse grupo ainda está subrepresentado nas universidades públicas, já que, na população em geral, 55,8% das pessoas são são negras e pardas.

Na rede privada, a maioria ainda é de brancos e outros: 53,4% fazem parte desse grupo. Já negros e pardos representam 46,6% do total.

Questões regionais

A desigualdade regional também é um desafio a ser superado no Brasil. A pesquisa realizada pelo IBGE, em relação ao período de 2004 a 2014, mostrou que, na região Sul, o percentual de estudantes cursando faculdade aumentou de 50,5% para 72,2%. Já na região Norte, o índice subiu de 17,6% para 40,2%, revelando, ainda, índices bastante desiguais.

Questões indígenas

Outra minoria no cenário da educação brasileira são os indígenas. Os microdados do Censo revelam que essa população é a que menos tem acesso ao ensino superior, considerando todas as regiões do País.

Pessoas com deficiência

É preciso considerar, ainda, a acessibilidade à educação superior por parte da população que tem deficiência. Seja motora, auditiva, visual ou outras deficiências, uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2015, apontou que 6,2% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Isso representa cerca de 12,8 milhões de pessoas.

Em relação a essa população, os microdados do Inep de 2018 revelaram que, do total de 8,45 milhões de matriculados em instituições de ensino, apenas 43.633 têm alguma deficiência, o que equivale a apenas 0,5% desse valor total.

Esse quadro revela a urgente necessidade de criação de ações e políticas próprias das IESs para propiciar acessibilidade e promover maior acesso e permanência dessa população no ensino superior.

Demais grupos

Vale destacar que, como visto, as barreiras enfrentadas pelas minorias não são apenas de cunho financeiro e econômico. E, além das questões abordadas — sociais, raciais, regionais etc. —, há ainda várias outras.

São o caso de questões relacionadas, por exemplo, a direitos sociais resguardados pela Constituição (como o caso do acesso à educação para presos que estão em regime fechado ou semiaberto) ou de gênero, no caso de travestis e transexuais.

Os próprios dados em relação a essa última população são bastante escassos e denotam a necessidade de maior atenção à situação das minorias quanto ao acesso ao ensino superior.

Portanto, avaliar esse diagnóstico é fundamental para que as IESs e seus gestores voltem seus olhares para essas questões, a fim de ampliar o acesso às universidades para toda a população brasileira.

Assim, é possível não apenas gerar mais captação de alunos no ensino superior, mas também oferecer um ensino de qualidade.

Quem pode garantir o acesso ao ensino de qualidade?

O acesso a um ensino de qualidade não deve depender apenas das alternativas de financiamento privado estudantil. Os gestores das IESs também têm papel fundamental nesse processo, devendo contribuir para a melhoria do ensino e para a oferta de uma educação de qualidade.

Nesse sentido, o gestor precisa pensar sua política de preços e estabelecer ações afirmativas, buscando cumprir a missão de formar, com qualidade, a nova geração brasileira.

Uma das formas de assegurar essa responsabilidade é investir em inovação pedagógica, implementando metodologias ativas, por exemplo, e em tecnologia. Isso ajuda a otimizar os recursos, além de criar um diferencial competitivo e, consequentemente, gerar maior captação de alunos.

Para garantir o acesso a um ensino de qualidade, também é preciso olhar para os desafios atuais de forma mais ampla. A geração de hoje, por exemplo, é altamente tecnológica e envolvida no meio digital. Por isso, medidas para melhorar a qualidade da faculdade devem se adaptar a esse tipo de realidade.

O uso da tecnologia e de inovação nas aulas tem papel importante para atrair o estudante e proporcionar um aprendizado não só interessante, mas adaptado às suas experiências e ao seu contexto de vida.

O ensino tradicional, realizado estritamente nas salas de aula, também deve ser repensado, de modo que a autonomia do aluno seja mais valorizada e estimulada.

Diante disso, o professor é fundamental para garantir a qualidade do ensino, não só no que diz respeito a um quadro docente de excelência. Com as mudanças dos paradigmas educacionais, ele precisa repensar seu próprio papel, deixando de se colocar no centro da relação ensino-aprendizagem.

É preciso estabelecer um novo tipo de relação nesse processo, de modo que o professor atue mais como orientador do que detentor absoluto do conhecimento. O aluno, por sua vez, ganha autonomia, maior capacidade de pensamento crítica e um papel mais ativo no aprendizado.

Nesse sentido, algumas medidas são necessárias, tais como: capacitação de professores para a utilização de recursos tecnológicos, inovação pedagógica, por meio de metodologias ativas de aprendizagem, e espaços de debates para a reflexão de práticas pedagógicas mais eficazes, transformadoras e atuais.

Avaliações nacionais e internacionais

Existem iniciativas nacionais e internacionais que avaliam a qualidade do ensino e a formação dos alunos das universidades. Os rankings de âmbito mundial comumente avaliam a qualidade por meio da reputação e da produção científica das instituições.

O critério pode ser duvidoso, uma vez que por considerar o número de trabalhos acadêmicos e científicos publicados, chega-se a uma percepção quantitativa de produtividade, não incorporando um viés qualitativo. Por isso, medir a qualidade do ensino, em nível global, pode se mostrar um desafio.

Os indicadores devem ser válidos e deve-se considerar toda a variedade das universidades e a diversidade de países. Nesse sentido, é preciso analisar os dados dos indicadores sempre com cautela,s para garantir sua eficácia.

As avaliações nacionais, por sua vez, baseiam-se mais na formação dos estudantes para avaliar a qualidade do ensino. Uma delas é o Enade, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, aplicado pelo Inep.

Segundo o órgão, um dos objetivos do Enade é avaliar o processo de aprendizagem dos estudantes e seu desempenho acadêmico quanto ao conteúdo previsto nos currículos dos cursos de graduação.

Os dados obtidos por avaliações como essa devem servir, portanto, para que gestores das IESs tracem estratégias e criem ações bem fundamentadas e aplicadas à realidade da sua instituição. Assim, é possível aprimorar os projetos pedagógicos e elevar a qualidade do ensino.

É por isso que a capacidade gerencial tanto do gestor, do reitor, dos coordenadores e dos demais profissionais da educação é tão importante para garantir o sucesso e a qualidade do aprendizado dos alunos.

Nesse sentido, a avaliação das instituições serve como instrumento de gestão para analisar resultados, mensurar esforços e investigar a qualidade e a excelência da instituição de ensino.

Agências independentes de avaliação

Além das avaliações do governo, é importante pensar em novos meios e novas formas de avaliação. As Agências de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, por exemplo, funcionam na União Europeia e em alguns países da América Latina.

Essas agências são fundações de direito privado ou organizações não governamentais, que garantem maior grau de independência em relação ao poder público e visam se alinhar melhor às demandas da sociedade e ao mercado de trabalho.

A acreditação é uma certificação de garantia de que a IES atende a requisitos e critérios de qualidade. A ideia é ampliar esses critérios, de modo que as acreditações sejam diferentes, levando em consideração características locais, regionais, nacionais e internacionais.

Assim, as agências contribuem para construir um sistema de ensino superior baseado nas diversidades institucionais, pedagógicas e regionais, além da realidade de cada IES.

Portanto, partindo dos indicadores e do panorama brasileiro da educação, é possível ir além e estabelecer estratégias para o ensino superior, garantindo melhorias no setor. A união entre o setor público, as agências privadas e os gestores das IESs mostra ser um caminho para isso.

Conciliando as políticas e ações de facilitação do acesso ao ensino superior com as inovações pedagógicas, projetos e metodologias que unem teoria e prática, além do uso de tecnologia e criatividade, é possível garantir mais qualidade para o ensino superior.

Como será o futuro do ensino superior no país?

Ao pensar no futuro das instituições do ensino superior no Brasil, é preciso considerar ainda muitos desafios pela frente e os rumos a serem tomados. Também é importante olhar para o passado, que revela uma expansão no ensino superior.

O que não se pode negar é que a busca pela excelência e pela ampliação da democratização do ensino continuam sendo algumas das principais metas do sistema educacional brasileiro.

Com a tentativa de universalização do acesso às universidades, pretende-se alcançar maior inclusão social e reduzir desigualdades. Veja o que mais esperar para o futuro da educação brasileira.

Tecnologia e modernização

Inovações tecnológicas e a reestruturação das formas tradicionais de ensino poderão contribuir para um futuro em que o processo de aprendizagem estimule de forma mais acentuada o pensar, a reflexão crítica e a criatividade.

A tecnologia também permitirá amplo acesso à educação superior, o que deixa entrever a necessidade de foco na inovação da educação.

Nesse sentido, o ensino superior do futuro deverá voltar sua atenção para as novas demandas da sociedade. A expansão do número de universidades também exigirá (e já vem exigindo) um maior grau de qualidade ofertado pela instituição.

Novas habilidades

Dentre as expectativas para o futuro também se espera que o ensino superior ultrapasse a visão de que apenas os conhecimentos específicos são necessários na faculdade. Outras habilidades serão ensinadas e mais valorizadas, como o desenvolvimento de talentos e a interdisciplinaridade.

Ensino a distância

A implementação e o desenvolvimento do EaD (Ensino a Distância) já tem se tornado realidade no Brasil. A ampliação e o aprimoramento dessa modalidade se mostra uma forte tendência, que contribui para alcançar mais pessoas.

Esse sistema é importante para a democratização do ensino superior, porque além de proporcionar acesso para muitos, requer um investimento menor e reduz os valores das mensalidades, facilitando o acesso à graduação, inclusive, para pessoas de baixa renda.

O EaD também se configura como uma das saídas para que o ensino superior continue crescendo futuramente. E isso se aplica tanto às universidades públicas quanto privadas.

Financiamentos

No que diz respeito à estrutura e manutenção das IESs, há uma tendência em se cogitar a ampliação dos padrões de financiamento.

Nesse sentido, especula-se sobre a possibilidade de universidades receberem financiamento público e privado. Além de as variações econômicas criarem instabilidade na educação, a parceria do setor público com o privado parece contribuir para uma maior participação da sociedade na universidade.

Também o financiamento público do estudante não se mostra suficiente, levando à necessidade de ampliação das possibilidades de financiamento privado.

Acesso e qualidade

Em todo caso, o desafio da educação superior continuará sendo a busca pela garantia de amplo acesso somada à qualidade dos cursos, da infraestrutura da IES, do quadro docente e do desempenho dos alunos.

Com os avanços obtidos nesses aspectos, já é possível entrever um desenvolvimento mais sólido futuramente. Mas, para isso, o sistema educacional deverá apostar, dentre outros fatores, na modernização da metodologia de ensino, em uma educação que atenda às necessidades do País e que foque no avanço tecnológico.

Como se pode notar, seja no momento atual, seja para continuar sustentando o crescimento e a melhora do ensino superior no Brasil, faz-se necessário uma gestão acadêmica e administrativa capaz de assegurar a qualidade das IESs.

O futuro — e já mesmo o momento presente — pede uma gestão inovadora, capaz de quebrar os paradigmas acadêmicos bem como administrativos, a fim de proporcionar uma educação transformadora.

O panorama geral do ensino superior brasileiro se mostra, portanto, complexo e desafiador. E o cenário conclama tanto os agentes públicos quanto os privados para assegurar maiores avanços na educação do País.

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