Ensino técnico: fotografia de três estudantes estudando juntos

Confira como e por que oferecer ensino técnico em sua IES

O ensino técnico ganhou uma maior visibilidade depois que a reforma do ensino médio foi aprovada, já que um dos itinerários formativos que as escolas básicas podem oferecer é, justamente, o ensino técnico e profissionalizante.

Por isso, muitas Instituições Privadas de Ensino Superior (IPES) têm demonstrado interesse pela área. 

Porém, como este ainda é um assunto bastante novo, é normal ter dúvidas sobre ele. Pensar se vale mesmo a pena investir e oferecer cursos técnicos é uma das principais questões que permeiam a cabeça de coordenadores. 

E foi com o objetivo de apresentar a você melhor esse assunto e te mostrar por que vale a pena oferecer ensino técnico que fizemos este artigo. Para conferi-lo, basta seguir na leitura! Vamos lá?

Por que oferecer ensino técnico em sua IES?

Quando lançamos um olhar crítico e analítico ao mercado de trabalho, percebemos que estudantes que fizeram um curso técnico antes de iniciarem sua graduação são, na maioria das vezes, empregados com maior facilidade. 

O ensino técnico tem funcionado como uma porta de entrada para o mercado de trabalho já há algum tempo, mas ele voltou à tona, definitivamente, após a reforma do ensino médio, que prevê como um dos seus itinerários formativos para as escolas o ensino técnico e profissionalizante. 

Além do ensino técnico ser um degrau importante na trajetória profissional daqueles que querem ser rapidamente alocados no mercado de trabalho, geralmente, o próximo passo de quem faz um curso técnico é se especializar ainda mais no assunto, por meio de um curso de graduação na área em que trabalha. 

E é esse o ponto central de se oferecer ensino técnico em sua IES. Afinal, se um estudante se forma tecnicamente em sua instituição e sabe que lá também pode dar andamento à sua vida acadêmica e profissional com excelência, por que escolheria uma outra instituição? 

Um aluno formado no curso técnico em Edificações, por exemplo, tem mais conhecimento, maturidade e familiaridade com o que irá estudar no curso de graduação de Engenharia Civil, facilitando seu desenvolvimento e rendimento na graduação. E se esse aluno encontra ambos os cursos: técnico e, posteriormente, graduação em um mesmo ambiente, não tem motivos para mudar de IES. 

Além de todos esses benefícios aos estudantes, a abertura de uma escola de cursos profissionalizantes também beneficia empresários da região, que aproveitam os profissionais formados na escola para atuar em suas empresas.

E é por isso que a Instituição de Ensino Superior que oferece um ensino técnico de qualidade trabalha no desenvolvimento de um estudante que estará mais apto para cursar a graduação. Isso também contribui para a diminuição da evasão no Ensino Superior, já que o aluno estará mais preparado para essa etapa de sua vida. 

Percebemos, então, que a IES que oferece ensino técnico ganha notoriedade, sendo considerada uma das primeiras opções para a matrícula no curso de Ensino Superior, contanto que ofereça, é claro, uma educação técnica de qualidade.

A seguir vamos te mostrar quais os requisitos você deve levar em consideração se quer oferecer um ensino técnico de qualidade e, assim, angariar novas matrículas e se tornar destaque em sua região.

Como oferecer um curso técnico de qualidade?

Se você ficou convencido de que oferecer ensino técnico fará de sua instituição destaque em sua região e quer saber o que precisa fazer para oferecer um ensino de qualidade, continue na leitura e confira algumas dicas que não pode deixar de seguir:

  • Saiba quem são seus concorrentes;
  • Tenha conhecimento do mercado de trabalho local;
  • Leve em consideração o local em que sua Instituição de Ensino está localizada;
  • Tenha uma mensalidade competitiva.

Seguir essas dicas é importante para conseguir oferecer um ensino técnico de qualidade e fidelizar o estudante. 

No próximo tópico você verá o que precisa fazer se quer se credenciar e oferecer cursos técnicos. Acompanhe!

Como credenciar minha IES e oferecer ensino técnico?

Se você viu vantagem e quer saber como se credenciar e oferecer ensino técnico, deve seguir algumas diretrizes e se atentar para não perder o prazo.

Para credenciar um curso técnico, é preciso levar em consideração alguns fatores importantes como, por exemplo, o local da instituição e os cursos que serão oferecidos.

Cada estado brasileiro tem algumas especificidades em relação ao processo de credenciamento de escolas e cursos que podem ser presenciais ou a distância (EAD). Portanto, ainda que você já tenha uma IES é importante verificar a legislação local para o ensino técnico, ok?

Então, fique atento às exigências da região à qual sua IES faz parte para evitar qualquer retrabalho em relação à documentação.

Com o objetivo de te ajudar, trouxemos informações pertinentes para que você consiga credenciar a sua instituição e oferecer um ensino técnico de qualidade. Confira!

1. Acompanhe as mudanças na educação brasileira

Acompanhar as mudanças na educação brasileira é o primeiro passo que você deve seguir. Isso porque a educação técnica no Brasil pode passar por grandes mudanças nos próximos anos em razão da Reforma do Ensino Médio.

Existem muitas hipóteses sobre o que pode acontecer em um futuro próximo, pois um dos itinerários formativos é justamente a formação técnica profissionalizante.

De modo geral, a previsão é que aconteça um boom nas matrículas da educação técnica profissional e é justamente por isso que você não pode se descuidar e perder as atualizações que estão por vir. Sugerimos que você faça esse acompanhamento pelo site do Ministério da Educação (MEC).

2. Conheça e acompanhe a legislação estadual

O segundo e último passo para se credenciar é conhecer e acompanhar a legislação atual. 

Portanto, tenha sempre em mãos a legislação atualizada do estado ao qual a sua IES faz parte e o que essa legislação diz a respeito do ensino técnico – tanto para a modalidade presencial, quanto a distância.

Mesmo que você não pretenda trabalhar com EAD no início, fique de olho na legislação, pois podem existir muitas oportunidades para aumentar o número de alunos (uma vez que você poderá atender pessoas de todo o país).

Os pedidos de autorização para oferta de cursos técnicos devem ser feitos, já com a inclusão do Plano de Curso, por meio do SISTEC. O Plano de Curso deverá demonstrar coerência com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da IPES, devendo ainda atender o disposto nas diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

E se tratando de IES, é extremamente importante observar o que diz a portaria nº 1718 de 08 de outubro de 2019. Essa é a mais nova portaria para as Instituições de Ensino Superior que querem se credenciar e oferecer ensino técnico. 

Levando em consideração a portaria nº 1718, para estar apta a solicitar o credenciamento de cursos técnicos, a instituição de ensino deve cumprir as seguintes exigências:

  • Índice Geral de Cursos (IGC) ou Conceito Institucional (CI), o que for mais recente, igual ou superior a 3 (três);
  • Atuação em curso de graduação em área de conhecimento correlata à do curso técnico a ser ofertado previsto no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) organizado pelo Ministério da Educação (MEC) (ver tabela da portaria);
  • Excelência na oferta educativa comprovada por meio dos seguintes indicadores:
    • Conceito Preliminar de Curso (CPC) ou Conceito de Curso (CC), igual ou superior a 4 (quatro) no curso de graduação, da área de conhecimento correlata ao curso técnico a ser ofertado;
    • Inexistência de supervisão institucional
    • Inexistência de penalidade institucional, nos dois anos anteriores à oferta, nos cursos de graduação correlatos aos cursos técnicos a serem ofertados. 

É imprescindível que a sua IES esteja com seus dados atualizados no e-MEC para que seja possível a análise do pedido de habilitação.

Gostou das informações e está pensando seriamente em oferecer ensino técnico em sua IES? Então, baixe nosso ebook e descubra um passo a passo bem detalhado sobre como inscrever sua instituição na portaria nº 1718 e, assim, atrair novos alunos!

Ferramentas de metodologias ativas: fotografia de três estudantes universitários usando o computador.

Veja o que são ferramentas de metodologias ativas e como fazer a melhor escolha para sua IES

As metodologias ativas vieram para ficar. Por meio desse novo modelo de aprendizagem, os estudantes conseguem se tornar protagonistas de seu caminho rumo ao conhecimento, o que favorece a autonomia e proatividade, características buscadas pelo mercado de trabalho em qualquer profissional.

A partir disso, já dá para entender o motivo de as metodologias ativas serem realmente valiosas para o ensino superior. Mas uma questão que ainda deixa coordenadores com dúvidas é: “como escolher as ferramentas de metodologias ativas que favoreceram esse ensino “fora da caixinha”?”

E foi pensando em sanar essa dúvida e ajudá-lo na hora de escolher uma ferramenta que proporcione a aplicação de metodologias ativas nos cursos de sua IES que fizemos este artigo. 

Nele, vamos te contar um pouco melhor sobre o que são metodologias ativas, sua importância e o que você deve levar em consideração na hora de escolher uma ferramenta que proporcione aos estudantes de sua IES uma nova forma de aprender. Vamos lá?

O que são metodologias ativas?

As metodologias ativas chegaram para transformar a antiga maneira de ensinar e fazer da educação um modelo disruptivo. 

O modelo tradicional de ensino, em que o professor é o detentor de todo conhecimento e os estudantes são apenas agentes passivos absorvendo conhecimento já não funciona tão bem. 

E isso não vale apenas para estudantes que estão cursando o ensino fundamental e médio, os universitários também querem ser agentes ativos em seu processo de ensino-aprendizagem dentro da IES.

E é por isso que as metodologias ativas no ensino superior também são muitíssimo válidas e importantes. 

Um dos pilares das metodologias ativas é uso da tecnologia. Hoje, já sabemos que não há como fugir dos celulares, tablets e kindles em sala de aula, então, o ideal não é proibir seu uso, mas sim fazer dele benéfico e favorável à busca pelo conhecimento. 

Engana-se, porém, quem acredita que as metodologias ativas surgiram junto à revolução tecnológica e o uso abundante da internet. Há muito tempo atrás, Paulo Freire — patrono da educação brasileira — já defendia que o processo de ensino seria muito mais proveitoso se fosse feito por meio de experiências prévias, colocando o estudante como peça ativa.

Bom, mas, atualmente, não há como negar que os aparatos tecnológicos fazem sim parte das metodologias ativas. Conheça as principais delas a seguir:

  • Aprendizagem Baseada em Projetos e em Problemas (PBL);
  • Ensino Híbrido;
  • Sala de aula invertida;
  • Aprendizado entre pares e grupos;
  • Gamificação.

Quais são os benefícios das metodologias ativas?

A importância das metodologias ativas é gigantesca para os estudantes, que irão adquirir autonomia e trabalharão a proatividade e autogestão, requisitos procurados pelo mercado de trabalho.

Para os professores os benefícios também são vários, um dos maiores é a possibilidade de um diagnóstico real acerca dos conhecimentos trabalhados em sala de aula.

E para a sua IES, as metodologias ativas farão da instituição destaque no mercado. Afinal, tratar o estudante como peça ativa mostra que você acredita em um ensino que olha para o aluno com a individualidade que ele merece, o que impactará na atração e retenção de alunos, diminuindo até a evasão do ensino superior. 

Mas, afinal de contas, como selecionar ferramentas de metodologias ativas que favoreçam essas estratégias disruptivas e inovadoras em minha IES?

Sabendo que essa dúvida pode estar rondando você, a seguir vamos te contar o que você deve levar em consideração na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas. Acompanhe!

O que levar em consideração na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas?

Para conseguir aplicar estratégias de metodologias ativas em sua IES, você terá que investir em novas tecnologias e ferramentas. 

Porém, nem sempre será fácil incluir em sua IES metodologias inovadoras, levando em consideração todas as demais atribuições que um coordenador já possui. E é justamente aqui que entra uma plataforma parceira que ofereça ferramentas de metodologias ativas.

Atualmente, já existem plataformas online que tem se especializado em oferecer soluções pedagógicas ativas para cursos de ensino superior. 

O interessante de contar com plataformas parceiras que oferecem ferramentas de metodologias ativas é justamente a otimização do tempo. Além disso, a possibilidade proporcionar maior engajamento dos estudantes por meio de atividades que exijam a leitura e plataformas que facilitam o acesso a livros, como é o caso das bibliotecas digitais.

Mas para escolher a melhor ferramenta de metodologias ativas, você deverá levar em consideração alguns aspectos. Por isso, antes de fazer sua escolha, pesquise bem pelas plataformas disponíveis e analise as soluções oferecidas. 

Além disso, leve em consideração os seguintes aspectos:

  • As ferramentas de metodologias ativas que essa solução oferece valoriza, de fato, a autonomia do estudante?
  • Essa ferramenta de metodologia ativa possui reconhecimento no mercado?
  • Os materiais oferecidos por essa ferramenta de metodologia ativa são realmente qualificados?

Essas são apenas algumas das questões que você deve levar em conta na hora de escolher uma plataforma parceira que ofereça como solução à sua IES ferramentas de metodologias ativas.

Esperamos que você tenha gostado de nosso conteúdo e com a leitura deste artigo você possa ter mais clareza na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas. Aproveite para ler nosso artigo sobre tecnologia na educação e saber mais ainda sobre como ela é fundamental para a excelência em ensino de sua IES! 

Biblioteca digital: fotografia de um estudante estudando lendo por meio de um tablet e estudando.

Tudo o que você precisa saber sobre biblioteca digital

As bibliotecas digitais ganharam muito espaço e especial atenção das IES nos últimos anos. Com diversos facilitadores que vão do acesso e disponibilização do material até a gestão e manutenção simplificadas, a biblioteca digital é ainda um atrativo para alunos que buscam um ensino mais integrado a sua rotina e que otimize seu tempo de estudo.

Vale lembrar também que se você acredita que bibliotecas digitais são voltadas apenas para os cursos EAD você está desatualizado. Saiba que o MEC reconhece esse mecanismo tanto para cursos presenciais como a distância. Sendo assim, você pode optar por utilizar modelos virtuais ou híbridos de biblioteca para a sua instituição.

Desde 2017 vigoram algumas normas para a Educação Superior que demandam o tombamento e informatização do acervo físico bem como destaca a necessidade de acervo virtual com possibilidade de acesso ininterrupto pelos usuários. Tudo classificado como critério de pontuação para garantir nota 5 nos indicadores.

Se você ainda tem dúvidas sobre qual a função ou como escolher uma biblioteca digital para a sua IES, o texto a seguir aponta as vantagens do formato e quais critérios, de legislação a qualidade, são importantes você se atentar antes de tomar essa decisão.

O que é uma Biblioteca Digital? Como funciona?

Uma biblioteca digital é um acervo de livros disponibilizados virtualmente aos seus usuários. 

Por apresentar esse formato online as limitações físicas de uma biblioteca convencional são suprimidas; por exemplo, em sua versão virtual a biblioteca não tem limitação de espaço físico para a ampliação de acervo, permite o acesso simultâneo da mesma obra por diversos usuários e não demanda deslocamentos, podendo ser acessada a qualquer momento ou local (desde que haja internet).

Leia também: descubra o que são bibliotecas digitais e quais os seus benefícios para a IES

Nessa situação não acontecem intercorrências e prejuízos como perdas ou furtos de livros ou mesmo filas de espera para acessar determinada obra mais disputada. Dentre as vantagens, também podemos destacar que diversos processos são facilitados tanto para o usuário como para a administração, por exemplo a busca de livros, manutenção e gestão.

Para trabalhar com o formato, é possível desde criar uma versão digital gratuita até contratar serviços que oferecem plataformas completas com a disponibilização das obras desejadas, infra estrutura tecnológica, mecanismos de gestão e manutenção constante.

Caso opte por criar gratuitamente uma biblioteca, lembre-se de se atentar aos direitos autorais das obras. Para versões gratuitas, você pode optar por obras de domínio público para ampliar seu acervo ou mesmo observar licenças flexibilizadas como a Creative Commons (nesse caso, procure entender as limitações jurídicas como o uso considerado comercial etc).

Quais são as exigências e avaliação do MEC?

Ao escolher a formatação de uma biblioteca digital, a IES deve se atentar às exigências do MEC. 

Com o avanço no formato em 2017, o Ministério da Educação soltou uma portaria com direcionamentos que seguem valendo e devem ser observados. Além do tombamento e da informatização do acervo físico e acervo virtual disponível com acesso ininterrupto aos usuários, destacamos também os tópicos referentes à bibliografia.

Leia também: Como funcionam as bibliotecas digitais?

1. Bibliografia básica

É obrigatório que a bibliografia básica presente no plano de ensino de todos os cursos esteja disponível aos estudantes. Vale observar que esses planos são atualizados constantemente e a biblioteca deve acompanhar essas atualizações.

2. Bibliografia complementar

Apesar de receber a terminologia de “complementar”, essa bibliografia é de extrema importância pois é onde os alunos encontram fontes de consulta indispensáveis a uma formação de excelência e constantemente atualizada.

Vale destacar ainda que a bibliografia complementar é um dos critérios avaliados pelo MEC. Instituições que buscam melhores notas devem manter seus olhares atentos para esse item disponibilizando ao menos cinco títulos por unidade curricular.

Como escolher uma biblioteca digital para a minha IES?

A gestão de uma biblioteca digital pode ser mais descomplicada e facilitar a sua manutenção, mas isso não quer dizer que ela não demande preocupações e cuidados. É preciso que ela seja constantemente atualizada e que forneça estrutura tecnológica para a gestão administrativa e atendimento dos alunos.

Os pontos a serem observados vão desde acervos disponibilizados, à assistência técnica e, claro, à responsividade do software.

Separamos alguns pontos que você precisa estar atento na hora de escolher uma biblioteca digital para a sua IES:

Acervo

Observe a frequência com que os acervos são atualizados e quais títulos a biblioteca digital já dispõe. 

Além da bibliografia obrigatória para cada curso, é importante que a biblioteca digital traga também obras complementares e reconhecidas por sua excelência.

Navegação responsiva

Observe e teste a plataforma escolhida para avaliar se ela fornece acesso fácil e intuitivo aos alunos. Faça e refaça os percursos que eles farão para procurar ou acessar as obras.

Gestão facilitada

Observe e teste também os recursos de gestão que a plataforma oferece, desde catalogação até a busca e o cadastro de usuários e de obras.

Assistência técnica

Procure saber qual assistência técnica a plataforma oferece para lidar com os usuários diante de dúvidas de funcionamento ou problemas técnicos e erros. 

Você quer facilitação e não uma tarefa a mais, não é mesmo?

Suporte especializado

Para além de uma assistência técnica, um suporte especializado para implementação ou transição pode facilitar, e muito, a sua gestão. Além disso, ele agrega qualidade e a garantia de um melhor resultado.

Recursos extras de navegação

Observe as especificações de cada plataforma, é possível que elas ofereçam funções como incluir anotações ou notas durante a leitura de uma obra por exemplo.

Conheça a Biblioteca Digital Saraiva

Bom, se você chegou até aqui, provavelmente está interessado em levar uma biblioteca digital para a sua IES. Você já sabe o que analisar para escolher a plataforma correta, mas qual opção escolher?

Então, viemos te apresentar a Biblioteca Digital Saraiva. Além de oferecer todos os recursos importantes já mencionados acima, como: constante atualização, amplo repertório, consultor responsável por acompanhamento em toda a jornada para garantir o sucesso da parceria, plataforma responsiva, entre outros, a Saraiva se destaca pela excelência e tradição reconhecida de suas obras no mercado.

Além disso, a Biblioteca Digital Saraiva atende a 4 indicadores do IAIE e IACG segundo as normas do MEC, o que te ajuda a garantir uma melhor nota nos medidores oficiais de qualidade do Inep em sua IES.

Então, quer levar uma biblioteca digital com qualidade garantida para a sua IES? Não perca tempo e fale com um de nossos especialistas!

Qualidade na educação superior: foto de grupo de jovens estudando juntos.

8 dicas para garantir a qualidade na educação superior em sua IES

A qualidade na educação superior é fator preponderante para aumentar a competitividade da IES: amplia a adesão de estudantes, reduz a evasão e garante uma formação de excelência para futuros profissionais. 

A qualidade do ensino está associada a uma série de fatores, que devem ser observados pela instituição: infraestrutura, corpo docente, recursos digitais e de comunicação, acervo de biblioteca, entre outros.

No Brasil, existem diferentes indicadores de qualidade, ou de desempenho educacional, utilizados para avaliar o nível das instituições. 

Uma dessas ferramentas é o Índice Geral de Cursos (IGC), que resume em um indicador único a qualidade de todos os cursos de graduação e pós-graduação da mesma instituição. 

O Enade também é um importante instrumento, por avaliar diretamente o conhecimento construído ao longo dos cursos de graduação por seus estudantes. 

Outro indicador de qualidade é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia o rendimento dos alunos, a infraestrutura e o corpo docente.

Confira 8 dicas para que a sua IES fique bem posicionada nesses indicadores e, de modo geral, amplie a qualidade do ensino:

1. Invista no corpo docente

A qualidade na educação superior começa com um corpo docente qualificado e capacitado para assumir o projeto educacional da sua IES. 

Bons professores impactam diretamente nos resultados de ensino e, nesse contexto, é importante investir na contratação e na manutenção desses profissionais. Invista ainda em ferramentas para atualização e capacitação constante dos professores, de modo a manter a motivação dos educadores e, consequentemente, dos alunos.

A presença de professores com titularidades distintas é importante para cumprir determinados requisitos e ganhar pontos em índices de qualidade. Por isso, é interessante contratar um mínimo de mestres e doutores na sua instituição.

2. Tenha atenção a grades curriculares e conteúdos programáticos

Uma das bases para um ensino de qualidade são grades curriculares construídas estrategicamente. 

É chave observar o trabalho feito por instituições prestigiadas, além de atender as demandas de formação, contemplando conhecimentos teóricos e práticos necessários. Para isso, é importante criar equipes dedicadas à pesquisa e à validação constante dos cursos da sua IES.

Esse tipo de atenção vale também para desenvolver conteúdos programáticos de disciplinas. A qualidade do conteúdo significa que ele deve ser atualizado, atraente, engajador e proporcionar experiências transformadoras. 

Procure testar diferentes formatos e considere a tecnologia como poderosa aliada.

3. Tenha infraestrutura adequada

Além de contar pontos diretamente para sistemas de avaliação da qualidade na educação superior, uma infraestrutura adequada traz uma série de efeitos positivos que interferem nos padrões educativos de uma instituição. 

Muitas vezes, o espaço e o instrumental disponíveis podem ser limitantes às práticas de ensino. Assim, é importante remover obstáculos e olhar para uma infraestrutura de qualidade como investimento.

Construa salas de aula adaptadas às necessidades da sua IES, com todo o aporte tecnológico necessário para sustentar os modelos de ensino e aprendizagem.

4. Invista em um AVA qualificado

Em tempos de educação à distância e de todos os recursos que as novas tecnologias trazem para o ensino, um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) de qualidade é um excelente recurso para instituições de ensino superior. 

Esse tipo de plataforma deve operar como ponto centralizador de conteúdos e informações e de encontros virtuais entre alunos e professores.

Por isso, busque por plataformas completas, que ofereçam serviços de fórum, videoconferência, lançamento de notas, entrega de trabalhos e provas e que agregue de forma organizada os conteúdos das disciplinas, entre diversas outras funcionalidades. 

Essa tecnologia deve, idealmente, possibilitar experiências de aprendizado criativas. Lembre-se, ainda, que é relevante que o AVA tenha uma interação intuitiva e adaptável ao usuário, segundo as demandas da instituição.

5. Contrate uma biblioteca digital de qualidade

Bibliotecas digitais disponibilizam acervos de obras e garantem o acesso rápido e fácil a milhares de títulos acadêmicos. Chegam, assim, a mais usuários, por meio de computadores da própria instituição ou de diferentes dispositivos remotos. 

Essas ferramentas constituem uma forma de auxiliar docentes e alunos com suas pesquisas acadêmicas, com maior mobilidade e praticidade.

As bibliotecas digitais já são exigência entre instituições de ensino superior no Brasil. Mas, para assegurar a qualidade do ensino, é fundamental que o acervo online seja rico, com garantia de acesso para leitura dos principais livros exigidos e complementares aos cursos de graduação e pós-graduação. 

Por isso, invista em uma biblioteca digital também de qualidade. 

Leia também: o que são bibliotecas digitais e quais são os seus benefícios

6. Dê atenção à comunicação e às novas tecnologias

Ainda no terreno digital, é importante que a instituição de ensino superior conte com canais de comunicação eficientes. 

A comunicação é fator essencial para a melhor eficiência e produtividade no ensino, sem a qual o relacionamento entre professores e estudantes é prejudicado. Invista em plataformas de bate-papo, troca de mensagens e e-mails e em fóruns de discussão que ampliem as possibilidades de troca.

Lembre-se que a instituição também precisa compartilhar informações constantemente com o corpo de funcionários e colaboradores e com seus estudantes. Para isso, estratégias de comunicação em redes sociais email marketing tendem a funcionar bem.

7. Invista em aprendizagem e ensino interativo

Um ensino de qualidade demanda metodologias que ampliem o interesse e tragam engajamento às atividades dentro e fora da sala de aula. Professores precisam se adaptar às novas demandas de aprendizagem e também às novas tecnologias

Utilizar as ferramentas virtuais oferecidas pela instituição é passo importante nesse processo, de modo a tornar as aulas mais interativas e facilitar a troca de informações e a percepção do estudante sobre o ensino. 

Outra possibilidade aliada nesse processo são as metodologias ativas, que trazem novas camadas à educação e dão mais autonomia e centralidade ao aluno na construção do próprio conhecimento. 

8. Prepare seu aluno para o Enade

O Enade pode ser pensado mais que como um indicador de qualidade na educação superior. O entendimento sobre as exigências da prova e o preparo dos estudantes correspondem a formas de pensar os cursos e a formação dos alunos da sua IES. 

Já existem inclusive soluções de avaliação externa que podem ajudar sua instituição a preparar continuamente os estudantes, além de servir como marcador da qualidade do ensino, que deve estar em avaliação constante.

Você pode procurar por uma plataforma que oferece a elaboração de simulados e exercícios digitais por meio de um banco de questões no Modelo Enade. Além disso, você ainda pode ter acesso a um diagnóstico detalhado e reforço dos objetos do conhecimento trabalhados durante toda a graduação. 

Além de fazer essa leitura sobre o ensino da IES, esse tipo de ferramenta deixa os professores livres para focar em decisões pedagógicas, ao invés de elaborar questões para criação de simulados.

A qualidade na educação superior precisa ser construída em diversas frentes, constantemente e com um olhar atento. É importante aprender com indicadores de qualidade quais são os pontos fracos e fortes da sua IES para trabalhar cada um dos aspectos mencionados. E já que você está se informando melhor sobre o assunto, aproveite para conferir agora o nosso artigo sobre Conceito Preliminar de Curso!

Tecnologia no ensino: fotografia de uma mulher usando o computador em uma biblioteca.

Quais são os impactos da tecnologia no ensino?

O advento da internet e o avanço das novas tecnologias da informação vêm nos permitindo a disponibilização de recursos pedagógicos eficientes, tornando o processo de ensino- aprendizagem cada vez mais agregador e dinâmico e possibilitando a criação de um estudante protagonista em sua aprendizagem. 

Mas para que isso ocorra é necessário que as tecnologias de informação não sejam vistas apenas como suporte, mas também como metodologias de ensino. 

Se você quer entender melhor quais são os impactos da tecnologia no ensino e no processo de aprendizagem, é só continuar a leitura deste artigo!

Como a tecnologia pode ser aplicada no ensino? 

Dentro das IES, podemos dividir as tecnologias de informação em dois grandes grupos: o de suporte e o de ensino. 

As tecnologias de suporte visam auxiliar no planejamento e na gestão financeira da IES, além de apoiar o contato e o relacionamento do estudante com a Instituição, cultivando a proximidade com o aluno e fazendo com que ele se sinta pertencente à comunidade escolar. 

As tecnologias no ensino vão além das plataformas e recursos didáticos, são novas formas de ensinar e aprender, são metodologias.

As metodologias de ensino oriundas da tecnologia são chamadas de metodologias ativas. Essas, por sua vez, colocam o foco no estudante, descentralizando o papel do professor e criando um estudante ativo, que necessita buscar e estar envolvido na aprendizagem. 

Alguns exemplos de metodologias ativas são:

Gamificação

A gamificação prevê a utilização de dinâmicas características de jogos envolvendo situações reais para o processo de ensino-aprendizagem. Os estudantes são submetidos a missões e desafios que necessitam resolver para que o objetivo final seja cumprido.

Sala de aula invertida

Essa metodologia contraria totalmente a metodologia tradicional de ensino, em que o professor é visto como o centro das atenções e a absorção dos conhecimentos ocorre na sala de aula. A sala de aula invertida promove aos estudantes a absorção do conteúdo em casa e a troca de conhecimentos com os outros estudantes e professor em sala de aula.

Aprendizado Baseado em Projetos (Project Based Learning)

O aprendizado baseado em projetos inicia-se na resolução de um problema ou desafio com a intenção de criar um produto final. Em geral, é um conhecimento construído de forma mais longa, sendo dividido em várias etapas.

Aprendizado Maker

A cultura Maker tem como objetivo colocar o estudante em contato com a prática. Ele realmente coloca a “mão na massa” utilizando os recursos disponíveis.

Aprendizado Baseado em Problemas (PBL – Problem Based Learning)

O aprendizado baseado em problemas organiza as temáticas a serem estudadas em volta do problema e não das disciplinas, fomenta discussões em grupos para a sua resolução, significando a aprendizagem.

Aprendizado em Pares ou Times (TBL – Team Based Learning)

O aprendizado baseado em times é constituído de três etapas: 

  • Preparação individual: O estudante nessa etapa tem a responsabilidade de se preparar individualmente para a realização das atividades.
  • Garantia do processo: Nessa etapa são aplicados testes de verificação para averiguar se o estudante realizou de forma satisfatória a preparação individual.
  • Aplicação de conceitos: Etapa final onde o professor lança o desafio para o grupo, eles terão de se estruturar a partir dos 4’s (Problema significativo (Significant); Mesmo Problema (Same); Escolha específica (Specific); Relatos simultâneos (Simultaneous report).

Design Thinking

Essa metodologia propõe um redesenho nas aulas, fomentando o trabalho de forma colaborativa e desenvolvendo a empatia aos estudantes. É dividida em cinco etapas: 

  • Descoberta e interpretação: Essas duas etapas são constituídas de desafios para aguçar a motivação dos estudantes.
  • Ideação: Etapa na qual acontece a “chuva de ideias” onde os estudantes expõem as ideias para o grupo.
  • Experimentação: Etapa na qual as ideias são colocadas em prática. 
  • Evolução: Etapa no qual o trabalho é desenvolvido.

Quais são os benefícios da tecnologia no ensino?

A inserção da tecnologia no ensino agrega de forma significativa o processo de aprendizagem dos estudantes, mas as vantagens não dizem respeito apenas ao campo do ensino em si. 

As tecnologias possibilitam benefícios à toda comunidade escolar, desde a comunicação com os estudantes à preparação de aulas. 

Veja alguns dos benefícios abaixo:

1. Captação e fidelização de estudantes

A inserção de um sistema de gestão escolar para auxiliar o relacionamento com futuros estudantes fornece informações importantes, como o alcance do público alvo, as novas tendências e o sucesso das campanhas de marketing realizadas, além de possibilitar a captação fidelização e permanência do estudante na IES.

Além disso, plataformas que apoiam o aprendizado, como soluções de aprendizagem e bibliotecas digitais, são atrativos para novos estudantes e auxiliam muito aqueles que já estão na IES a terem uma excelente experiência durante a graduação.

Leia também: o que são bibliotecas digitais e como funcionam?

2. Redução de gastos

A implantação de um sistema de gestão financeira permite a identificação de informações detalhadas sobre o orçamento da IES, possibilitando o planejamento de futuras ações e auxiliando na redução de custos.

3. Controle de recebíveis

Um sistema de gestão de pagamentos onde seja possível identificar atrasos de pagamentos e centralizar as informações financeiras dos estudantes possibilita à IES o acompanhamento dos casos de inadimplência, auxiliando nas negociações, no controle dos recebimentos, dentre outros processos.

4. Relacionamento com os estudantes

Um sistema que facilita a comunicação com os estudantes de forma integrada auxilia no relacionamento com a comunidade escolar, melhorando a retenção de alunos e aumentando o senso de pertencimento dos estudantes.

A inserção das tecnologias no ensino e de suporte vêm para agregar todos os processos nas instituições de ensino, pois elas aprimoraram os resultados acadêmicos e aumentam o nível de satisfação dos estudantes nas instituições. Aproveite para conferir o nosso artigo sobre ensino híbrido e entender ainda mais sobre o papel da tecnologia na IES!

Captação de alunos: fotografia de estudantes conversando e utilizando o computador.

9 técnicas para captação de alunos para aplicar em sua IES

Garantir a captação de alunos é um ponto que sempre preocupa, demanda dedicação e exige investimentos da gestão de uma IES. Portanto, é fundamental estar atento a dicas, técnicas e novas práticas para aprimorar essa tarefa em sua instituição, buscando atrair novos estudantes a cada período.

Em um mundo transformado pela pandemia de Covid-19 e frente aos seus impactos em nossa sociedade, inúmeras incertezas foram originadas diante de um futuro que ainda não sabemos como será. 

Fomos surpreendidos por uma mudança drástica e brusca não somente nas nossas relações interpessoais como também na forma que escolhemos nos relacionar com o mundo. Tudo isso certamente mudou também a nossa forma de fazer escolhas, sobretudo as mais definidoras, como ingressar em um curso superior ou pós-graduação.

Pensando nisso, trouxemos aqui algumas reflexões e dicas sobre a captação de alunos nesse contexto transformado e diante do “novo normal” que o mundo pós-pandemia nos traz. Continue a leitura para conferir!

1. Não tenha medo da mudança

Não tenha receio da transformação. Ela já aconteceu. Portanto, aceita-a, agregue as transformações que podem potencializar positivamente a sua instituição e tenha desapego para se livrar de estruturas que não funcionam mais. 

Sobretudo porque, nesse caso, resistir à transformação é apenas se limitar, gastar energia e recursos desnecessariamente.

Alguns aspectos, como o uso da tecnologia, ficaram ainda mais em evidência com o período de pandemia. Você pode usá-lo como um dos argumentos para a captação de alunos, por exemplo.

É óbvio que uma pandemia mundial não é boa para ninguém, mas tire dessa situação os ensinamentos que puderem impulsionar o crescimento da sua IES. Faça uma avaliação honesta de estruturas que foram transformadas ou resignificadas e abrace a mudança.

2. Identifique o perfil da sua IES e os seus diferenciais

É fundamental que a administração tenha capacidade de responder com clareza e agilidade as perguntas: “qual o perfil da minha instituição? E quais os meus diferenciais?”. 

Toda instituição deve traçar um perfil e conhecer os seus pontos fortes e fracos. 

Se você não souber valorizar os seus pontos fortes e argumentar sobre os seus pontos fracos, como você conseguirá dialogar com um futuro estudante e defender o porquê de ele escolher a sua IES?

3. Conheça o seu público alvo

Sabendo bem quem você é, agora é fundamental que você saiba qual público deseja atrair para a captação de alunos em sua IES. 

Nichar o público é muito importante. Busque traçar esse perfil pensando em quem é esse público, qual a sua idade média, quais são os seus anseios, desejos e dores. O que ele busca de fato e o que o impede de alcançá-lo. Só a partir daí você poderá conversar diretamente com ele. 

Ter como público alvo “qualquer pessoa, de qualquer idade que queira entrar em um curso superior” é uma descrição ampla demais e gerará uma comunicação ineficaz que diz, mas não comunica. É de extrema importância que você invista tempo e algum recurso se necessário para traçar esse perfil.

4. Esteja presente, de maneira eficiente, no universo digital

A presença no universo digital é hoje uma necessidade indiscutível, ninguém mais tem dúvidas disso. Mas ter um site e estar presente nas redes sociais basta? Te garantimos que não. 

Muito mais do que “existir” nesse universo, é preciso que você tenha uma presença eficiente que só o Marketing Digital poderá lhe trazer. De que adianta existir se isso não se converte em resultados na captação e retenção de alunos? É essa questão que o Marketing Digital vai te ajudar a sanar.

É necessário que a identidade e os diferenciais da sua instituição estejam nítidos e bem apresentados. Essa informação precisa, ainda, chegar para quem realmente pode influenciar ou ser um potencial aluno da sua IES.

Além do planejamento estratégico, elaboração de identidade e identificação do público, o Marketing Digital tem recursos específicos que se bem aplicados podem lhe render resultados extremamente potencializados como: um site institucional funcional, e-mail marketing, links patrocinados, inbound marketing, blog e estratégias de SEO/SEM.

5. Ofereça um ensino de qualidade e tenha um corpo docente atualizado

Professores reconhecidos e qualificados certamente são um diferencial a ser exaltado e que atrai alunos. No entanto, compor a sua equipe de profissionais de destaque não é o único quesito que traz excelência ao seu corpo docente.

Um corpo docente de primeira linha se mantém sempre atualizado diante das constantes transformações do universo da educação superior. 

É aí que te perguntamos: você oferece recursos e incentiva os seus profissionais a se atualizarem?

Na contemporaneidade, nenhum currículo estático mantém a sua excelência para sempre. Um profissional de formação acadêmica primorosa que não aceita as mudanças do sistema de ensino acaba se tornando obsoleto e desinteressante.

Estimule seu corpo docente a estar sempre se atualizando, passe essa mensagem de maneira direta, ofereça condições e até incentivos para tal.

Leia também: 6 estratégias para melhorar a motivação de professores

6. Exponha seus feedbacks de sucesso com sabedoria

Quem é que não gosta de saber de um caso de sucesso, não é mesmo? 

No entanto ,saiba expor seus feedbacks positivos com sabedoria, e nisso a estratégia de Marketing será crucial. 

Lembre-se que o caso de sucesso na sociedade contemporânea não envolve mais somente o resultado final, mas também toda a jornada traçada para chegar até lá.

Você pode, por exemplo, divulgar a história de estudantes que conseguiram bons resultados em suas carreiras. Além de ajudar na captação de alunos, isso ainda pode fortalecer o senso de pertencimento entre os estudantes e melhorar a retenção dos alunos.

7. Incentive o boba a boca

Uma relação estruturada e de troca entre você e os seus atuais alunos é um investimento de marketing que muitas vezes nenhum recurso financeiro pode alcançar. 

O boca a boca tem a capacidade de atingir públicos específicos e trazê-los diretamente para você. Uma dica ou indicação de um amigo ou familiar vale muito mais do que aquele anúncio que você viu somente pela internet, não é verdade? 

Nesse tipo de situação, o anúncio digital vem como lembrete e reafirmação daquela instituição tão bem recomendada que a pessoa já tinha ouvido falar.

8. Busque por boas notas nos índices oficiais

Definitivamente as notas e índices nos medidores oficiais do governo são um atrativo ou mesmo definidor para diversos alunos que buscam por qual IES ingressar. 

Quando se trata de captação de alunos, não adianta você ter ensino de qualidade se não for capaz de mostrar ou comprovar isso. 

É claro que outros recursos, como feedbacks e uma boa estratégia de marketing, também cumprem esse papel, mas referenciais como Conceito Enade, IDD, CPC e IGC são parâmetros comparativos oficiais que certamente entram na conta de quem busca um curso para ingressar. Sem contar que esses índices sempre atraem também o olhar da mídia espontânea.

Para melhorar esses índices, existem hoje diversos planos, recursos e plataformas tecnológicas e digitais que te auxiliam na preparação dos alunos com simulados eficientes para o Enade e disponibilização de conteúdos específicos, por exemplo. Procure saber mais!

9. Tecnologias facilitadoras e atrativas

As relações mediadas pelo universo digital já estão presentes na nossa vida há algum tempo, mas certamente o contexto da pandemia mundial transformou essa relação. 

Foi dado um passo adiante nessa jornada que não é mais passível de retrocesso. Foi possível entender que algumas facilidades que o digital nos trás podem auxiliar muito. É o caso dos kits de livros e bibliotecas digitais, por exemplo, que facilitam o acesso e a busca dos alunos pelo conteúdo desejado e permitem que diversos estudantes acessem um mesmo recurso simultaneamente, não tendo limitações físicas.

Leia também: o que são bibliotecas digitais e como funcionam?

Outra conclusão é que alguns conteúdos funcionam melhor por meio de EAD, enquanto outros são insubstituíveis, sobretudo em qualidade, pela relação presencial. Valorize o melhor de cada um deles. Crie modelos híbridos, funcionais e pensando no melhor para o aprendizado e comodidade do seu aluno.

Depois que esse estudante já for um aluno da sua IES, vários desses mesmos itens vão fortalecer e estabelecer a manutenção de uma relação entre a IES e ele, o que vai influenciar fortemente na retenção do mesmo.

Para se aprofundar nessas e outras dicas de captação de alunos você pode conferir também a gravação do nosso webinar gratuito “Captação e retenção de alunos do Ensino Superior”!

Metodologias de ensino inovadoras: fotografia de estudantes usando o computador em sala de aula.

Conheça 8 metodologias de ensino inovadoras para sua IES

O avanço tecnológico e a transformação da sociedade trouxeram novos rumos para o processo de ensino-aprendizagem. A necessidade de transformação do ambiente acadêmico em um espaço vivo e a importância da retenção dos alunos faz com que metodologias de ensino inovadoras sejam desenvolvidas e aplicadas nas IES. 

As metodologias de ensino inovadoras — das quais muitas são metodologias ativas vêm oferecer a quebra do paradigma da educação unilateral, onde apenas o professor possui um papel ativo. 

A educação centrada no professor com o intuito apenas de formação choca com o cenário atual, onde a internet e o desenvolvimento das tecnologias de comunicação transformaram profundamente a sociedade. 

O princípio básico das metodologias de ensino inovadoras é proporcionar ao aluno uma emancipação no processo de aprendizagem, onde a somatória das ferramentas disponibilizadas e a vontade de adquirir conhecimentos se unem para que o aprendizado ocorra de forma autônoma. O professor nesse sentido passa a ter o papel de orientação, aquele que provoca e fomenta o conhecimento.

Listamos, abaixo, 8 metodologias ativas que contribuem para a formação do conhecimento dos alunos e levam inovação para a sua IES. Confira!

1. Aprendizagem criativa

A proposta da aprendizagem criativa vem com o intuito de promover uma educação com mais significado, permitindo que o estudante aproveite materiais diversos disponíveis para dar forma e significado no aprender. 

A metodologia da aprendizagem criativa é baseada em 4 princípios: 

  • Projeto: a proposta de um desafio;
  • Paixão: a ideia de despertar a paixão pelo que se foi proposto; 
  • Parceria: a ajuda de pessoas de fora para auxiliar na resolução dos desafios;
  • Brincar: a experimentação do que foi executado, o colocar em prática.

2. Aprendizagem baseada em projetos

A metodologia de projetos, também conhecida como aprendizagem baseada em projetos, (do inglês, Problem-Based Learning – PBL) é proposta por meio de um longo trabalho investigativo, a partir de uma pergunta/desafio de alta complexidade. 

Com a pergunta lançada aos alunos, é iniciado o trabalho de pesquisa e de formulação de hipóteses até chegar nas resoluções. A metodologia de projetos complementa as aulas expositivas, podendo ser utilizadas para agregar o que já está sendo trabalhando 

3. Aprendizagem baseada em problemas

A terceira opção entre as metodologias inovadores de ensino que trouxemos para você é a aprendizagem baseada em problemas (ABP), uma metodologia que oferece ao aluno, além da aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades e competências, uma vez que, para solucionar o problema proposto, ele deve estar em integração. 

As principais vantagens da ABP são: 

  • estimulação da criatividade e do pensamento crítico;
  • promoção de conhecimento e motivação;
  • desenvolvimento de habilidades e competências.

A metodologia baseada em problemas se assemelha em diversos pontos com a metodologia baseada em projetos, pois ambas trabalham de forma colaborativa a fim de solucionar algo, porém, são metodologicamente diferentes. 

A metodologia baseada em projetos prevê a realização de um produto, enquanto a metodologia baseada em problemas promove uma resposta por meio de um trabalho cooperativo de investigação, diálogo e pesquisa.

4. Aprendizagem baseada em equipes

A metodologia baseada em equipes, ou Team-based learning (TBL), tem o objetivo de desenvolver níveis altos de aprendizagem como análise, criatividade e aplicação através da realização de tarefas por pequenos grupos. 

Essa metodologia inovadora de ensino é formada por três etapas:

  • preparação: a preparação é um trabalho realizado individualmente pelo aluno para que esteja preparado para as próximas tarefas. São realizados estudos, leituras prévias, experimentos, etc;
  • garantia do preparo: a garantia o preparo é constituída por algumas pequenas etapas. São realizados questionários, a fim de garantir o preparo individual e, posteriormente, há uma discussão em grupo em que cada membro argumenta a sua escolha;
  • aplicação de conceitos: a aplicação de conceitos é a etapa mais longa da metodologia, em que os alunos realizam exercícios práticos para a consolidação do conhecimento baseado em quatro princípios, conhecidos em inglês como 4s: problema significativo (Significant), mesmo problema (Same), escolha específica (Specific) e relatos simultâneos (Simultaneous report);

5. Metodologia Ágil

Se você conhece um pouco sobre metodologias de ensino inovadoras, provavelmente já ouviu falar sobre metodologias ágeis.

A metodologia ágil foi criada como resposta aos métodos pesados para desenvolvimento de softwares, e é baseada em quatro pilares: 

  • indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;
  • softwares em funcionamento mais que documentação abrangente; 
  • colaboração com cliente mais que negociação de contrato; 
  • responder às mudanças mais do que seguir o plano.

A metodologia prevê o aluno como protagonista de seu aprendizado, dispondo de um ensino menos conteudista e mais prático.

6. Ensino Híbrido

O ensino híbrido, ou blended learning utiliza de atividades online e presencial para o aprendizado do aluno, captando o que há de melhor em cada um dos modelos. O aluno se ocupa de atividades e aprendizagens com a liberdade e flexibilidade de ambiente.

Porém, muito se engana quem acredita que o ensino híbrido é apenas a inserção de atividades online nas disciplinas. É necessária uma mudança na organização da sala de aula, do tempo na escola e do plano pedagógico. Alguns dos métodos mais utilizados são: Sala de aula invertida, rotação individual, rotação coletiva e rotação por estações.

7. Educação Maker

A metodologia Maker foi criada a partir da cultura Maker, que acredita que todos podem construir e consertar seus próprios objetos. Essa metodologia foge dos padrões das aulas expositivas. As aulas são focadas em “colocar a mão na massa”, uma vez que os alunos têm a oportunidade e os recursos necessários para desenvolver e testar novas ideias. 

O compartilhamento, experimentação e o desenvolvimento de suas próprias ideias é o que faz os alunos a se tornarem protagonistas do aprendizado utilizando da transdisciplinaridade. 

8. Design thinking

A metodologia design thinking é utilizada para a resolução de problemas, tendo como foco central as necessidades individuais. 

Ela é dividida em cinco etapas: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução. 

Nas duas primeiras etapas (descoberta e interpretação), os desafios são construídos, para que na fase de ideação, as ideias surjam e tomem formas na quarta fase (experimentação). A última fase é a evolução, que se trata do desenvolvimento do trabalho.

Gostou de conhecer melhor sobre algumas metodologias de ensino inovadoras? Aproveite para conferir a gravação do nosso webinar sobre educação 4.0 e fique ainda mais por dentro do assunto!

Como engajar alunos: fotografia de três alunos em uma biblioteca analisando algo em um tablet.

8 dicas sobre como engajar alunos em sua IES

Como engajar alunos na sua instituição? Manter a motivação de estudantes em cursos de ensino superior é um desafio para as instituições de ensino. 

Dificuldades de acesso, falta de estímulo em sala de aula, visão limitada de mercado e infraestrutura ruim são algumas das causas da desmotivação e, consequentemente, da baixa retenção de alunos.

Durante a pandemia do novo coronavírus, essas adversidades foram ampliadas com as aulas remotas. E é importante reconhecer que, antes mesmo do período de isolamento social, o cenário da educação passava por fortes transformações, associadas a novas tecnologias e novas demandas do corpo discente.

Como a gestão das IES pode trabalhar essas novas possibilidades e expectativas a seu favor? Confira 8 dicas para ajudar no processo de engajar alunos.

1. Promova a capacitação e motivação de professores

Ao se perguntar como engajar alunos, tenha em mente que um corpo docente motivado é uma das principais estratégias que podem ser adotadas. 

Professores com presença e metodologias eficientes em sala de aula produzem alunos mais responsivos e interessados nos conteúdos de ensino. E isso é estendido ao olhar sobre a instituição como um todo.

Para motivar os educadores, é fundamental valorizar e capacitar esses profissionais, com medidas desde estímulo financeiro, associado a bons salários e benefícios, a programas de formação. Invista ainda em infraestrutura e sistemas de ensino apropriados e que correspondam às necessidades dos docentes.

2. Saiba como engajar alunos com novas metodologias

Uma das principais causas da falta de interesse entre estudantes são metodologias pouco interessantes e conteúdos desatualizados. 

É importante desenhar, com cuidado, os programas dos cursos e as técnicas de ensino adotadas na sua instituição. Esse é mais um motivo para contar ainda com um corpo de professores capacitados e alinhados a essa construção metodológica.

Considere trabalhar com metodologias ativas, que colocam o aluno como ator principal da própria educação e o professor como mediador entre ele e o conhecimento. Essa construção do ensino em sala de aula, mais dinâmica e interessante, fomenta naturalmente a interação entre estudantes e educadores e incentiva a autonomia do aluno. Existem diversos métodos e técnicas disponíveis para serem testadas e implementadas na sua instituição.

3. Desenvolva projetos colaborativos

Dentro da noção de trazer novas perspectivas e metodologias para o ensino, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares e colaborativos permite a construção do conhecimento de forma dinâmica e ativa. Além disso, amplia o relacionamento entre estudantes e professores de diferentes turmas ou cursos.

Os projetos colaborativos consolidam-se, assim, como uma alternativa para gerar interesse e engajamento. Gestores de IES podem incentivar esse tipo de ação, por exemplo, por meio da modelagem dos programas dos cursos ou da orientação ao corpo docente.

4. Dê voz e autonomia aos estudantes

Para engajar alunos com a sua instituição, é importante que eles se sintam ouvidos e reconhecidos. Crie canais de comunicação com os estudantes, em que possam apresentar problemas e sugestões à gestão, para a organização do ambiente de ensino.

A construção de uma cultura democrática também tem papel fundamental em assegurar o envolvimento dos alunos com as decisões tomadas nas faculdades e universidades. É importante desenvolver e encorajar mecanismos de organização estudantil, além de incluir, de forma ativa, o corpo discente em determinados processos de tomada de decisão.

É interessante também o estímulo à criação de coletivos e atividades de interesses específicos, como grupos de estudo e pesquisa ou ações culturais e esportivas, por exemplo. Essas são medidas que ampliam os espaços ocupados pelos estudantes dentro da instituição e que geram interesse e motivação.

5. Invista em infraestrutura

Uma infraestrutura adequada e propícia às atividades de ensino, pesquisa e extensão, além das recreativas e de construção de relacionamento interpessoal, é a chave para você que quer saber como engajar alunos. É fundamental ter salas de aula bem equipadas e bibliotecas, além de espaços de ensino prático, como laboratórios de informática, de ciências e de fotografia, por exemplo.

Mas, mais que isso, é necessária a construção de espaços adequados para descanso, alimentação, lazer e convivência entre estudantes. São estruturas que tendem a reter o aluno dentro da instituição e trazem valor para a relação construída entre estudantes e o espaço.

6. Use a tecnologia como aliada para engajar alunos

Cada vez mais, professores e gestores de ensino devem ficar atentos às novas tecnologias e usá-las como aliadas, uma vez que fazem parte do cotidiano e das expectativas dos estudantes. Computadores, celulares, câmeras, vídeos e redes sociais devem ser vistos como instrumentos de trabalho em sala de aula.

O investimento em equipamentos e sistemas que operam de forma adequada durante as aulas e outros espaços das faculdades amplia a comunicação e o interesse dos alunos nas atividades da instituição, dentro e fora dela. É importante desenvolver e trabalhar ainda com sistemas robustos para ensino a distância (EAD).

Além disso, a tecnologia pode ser usada no funcionamento da própria IES, por meio de sistemas de gestão acadêmica, que reúnem as diferentes áreas funcionais. Por meio dessas ferramentas, pode-se ainda construir um portal para alunos, com acesso a diversos conteúdos e informações, que trazem praticidade na relação do estudante com o andamento da sua vida acadêmica.

Leia também: Ensino híbrido: novas perspectivas para o Ensino Superior

7. Adote ferramentas de comunicação

Já foi mencionada, ao longo do texto, a importância da comunicação e da criação de canais de comunicação na motivação de alunos. Por isso, é tão relevante investir em tecnologias que permitam esse contato mais próximo entre a IES e seus estudantes. 

Além de um site completo e bem estruturado, a instituição deve marcar presença nas principais redes sociais, como Facebook, LinkedIn, Instagram e Twitter. É essencial construir e articular um bom projeto de comunicação, com interação constante entre os membros da comunidade acadêmica.

Outros recursos que podem ser adotados são os chats e fóruns de discussão, que permitem uma troca mais expressiva, sobre diferentes tópicos, entre estudantes, professores, gestores e demais figuras da IES. Nos chats, alunos ganham voz e espaço para tirar suas dúvidas e debater.

8. Realize eventos

Por fim, para engajar alunos, a IES pode realizar ou participar da idealização, produção ou apoio a eventos, sejam eles acadêmicos, culturais ou recreativos. 

Realizar ou receber congressos, por exemplo, é uma maneira interessante de promover a troca entre estudantes e professores de diferentes instituições e de gerar interesse ampliado pelos temas discutidos e trabalhados, que reflete diretamente na qualidade do ensino e da pesquisa.

Saber como engajar alunos e fazer com que se sintam motivados não é tarefa fácil. Mas, com essas dicas, é possível adotar algumas medidas que ajudam a ampliar o interesse de estudantes na sua instituição. E, para que esse processo fique ainda mais fácil, assista o nosso webinar sobre metodologias ativas!

Motivação de professores: fotografia de um professor universitário usando o computador.

6 estratégias para você melhorar a motivação de professores

Ao lado de uma infraestrutura adequada e de boas condições oferecidas pela IES, os professores desempenham papel fundamental no engajamento dos alunos e na redução da evasão escolar

Assim, a motivação de professores é um ponto sensível e estratégico para manter e ampliar a qualidade das atividades educacionais. Professores motivados exercem suas atividades com maior disposição e inovação, mantém-se atualizados e adquirem reconhecimento profissional que é estendido à instituição onde trabalham.

No entanto, os desafios enfrentados por esses profissionais são crescentes. Particularmente no período de pandemia, o trabalho remoto e as aulas online transformaram a rotina dos educadores, que sentem-se ainda mais sobrecarregados. Confira 6 estratégias que as IES podem adotar para oferecer suporte prático e psicológico para professores.

1. Forneça infraestrutura moderna e adequada

A garantia de uma infraestrutura eficiente e segura é o primeiro passo para promover a motivação de professores. Lecionar em uma estrutura precária produz diversas limitações ao trabalho em sala de aula. A IES precisa dar as ferramentas necessárias para que lecionar seja o foco primário do educador.

Planejar e dar aulas sem surpresas ou dificuldades operacionais é essencial. Uma manutenção ruim de equipamentos, por exemplo, é causa de preocupação e de tempo perdido, que prejudica o andamento das aulas e leva à desmotivação.

A IES deve oferecer computadores, projetores e todo o suporte tecnológico apropriado para as aulas. Esses equipamentos são importantes para abrir as possibilidades de ensino e para testar e mesclar recursos pedagógicos. 

Para as aulas remotas, devem entrar na conta bons sistemas de gerência de comunicações e de recursos para a educação online, como ferramentas de videoconferências e de avaliação dos alunos.

2. Dialogue e conheça as dificuldades dos professores

O diálogo entre gestores e professores é essencial para lidar com os desafios da sala de aula, alinhar expectativas e evitar frustrações. Crie canais abertos de comunicação e agende reuniões periódicas para permitir essas trocas. 

Dê feedback aos docentes, construtivos e positivos. Para isso, organize metas e entregas de resultados e acompanhe as práticas de ensino. 

Também por meio da construção de diálogo, mapeie e reconheça problemas reportados. É importante selecionar e organizar as demandas e carências expressadas pelo corpo docente, e apresentar respostas frequentes em relação ao andamento de possíveis mudanças e soluções.

O estímulo à interação entre os integrantes do corpo docente também deve ser incorporado como medida importante para gerar motivação de professores dentro de uma IES. O convívio saudável e a união entre esses profissionais traz uma série de vantagens: potencializa a troca entre disciplinas e métodos pedagógicos e produz relações importantes para motivar o trabalho e a permanência na instituição.

3. Ofereça formação contínua

Os desafios pedagógicos associados às práticas em sala de aula, aos conteúdos trabalhados e às novas tecnologias se transformam frequentemente. Por isso, professores se veem muitas vezes frustrados ao não saber exatamente como lidar com novas expectativas dos alunos e das próprias IES.

Uma solução que, além de permitir que educadores acompanhem com tranquilidade essas mudanças, traz valorização ao profissional, é oferecer formação contínua. As IES devem mapear gargalos e dificuldades e investir na capacitação e atualização profissional do corpo docente.

Cursos e palestras podem ser desenvolvidos e aplicados internamente. Além disso, é interessante desenvolver programas de incentivo à educação dos professores, por meio do custeio de cursos e de participação em eventos, por exemplo.

4. Valorize os professores

Ao se falar em motivação, o reconhecimento ao trabalho do profissional é essencial. Isso passa, primeiro, por salários compatíveis com o mercado, garantia de direitos e de benefícios trabalhistas. 

É interessante também considerar a construção de programas de bonificação por desempenho. A construção de planos de carreira é outra alternativa que impacta de forma expressiva na atuação e crescimento dos docentes.

Mas a valorização dos professores está também atrelada a uma série de medidas que podem ser adotadas pela IES, algumas das quais já foram tratadas aqui, como melhor comunicação, formação e garantia de infraestrutura eficiente. 

Canais que permitam o envolvimento dos profissionais na gestão e na organização da instituição são também uma forma de aumentar a autoestima do corpo docente. 

Caso o gestor note a necessidade de transformações em práticas de ensino, por exemplo, é ideal trazer professores para a conversa, para que seja uma construção em conjunto. Isso reforça o olhar da IES para a percepção e para as demandas dos docentes, e valoriza o seu trabalho.

5. Dê apoio à organização do trabalho

Reuniões fora do horário de trabalho, exigências que fogem ao escopo de atuação dos docentes, dificuldades para operacionalizar processos, entre uma série de outras questões do dia a dia do profissional reduzem a produtividade e são desestimulantes. 

Durante períodos que fogem ao “normal”, como o de pandemia, esses são problemas que têm ganhado mais intensidade, com demandas remotas não sistematizadas.

Gestores de IES devem ficar atentos a essas situações e investir em ferramentas e processos que tornem o trabalho dos docentes mais organizado e ágil. Uma possibilidade é o uso de sistemas de gestão que permitem que demandas fora de sala de aula sejam trabalhadas de modo estruturado.

6. Aplicar dinâmicas motivacionais

Com o objetivo de estimular a integração, a criatividade e a comunicação, compartilhar experiências e dificuldades  e reconhecer qualidades e potenciais pessoais, dinâmicas motivacionais são ferramentas que podem ser trabalhadas para gerar motivação de professores. 

Existem dinâmicas já consolidadas, com roteiro de execução, prontas para serem aplicadas. Ou a instituição pode optar, por exemplo, por promover rodas de conversa e grupos de apoio entre os docentes. De modo geral, são medidas que ajudam a reduzir o estresse, a buscar motivos e soluções para determinadas frustrações e a enxergar valor no próprio trabalho.

A motivação de professores está associada a uma série de fatores, alguns fora do escopo de atuação da gestão em uma IES. Entretanto, com as dicas trabalhadas nesse texto, é possível resolver alguns problemas, melhorar o ambiente de trabalho e dar respostas para grandes desafios vividos pelos educadores. E, para conhecer outras recomendações e boas práticas para gestores de faculdades e universidades durante a pandemia, leia também sobre como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social!

Conceito Preliminar de Curso: fotografia de um formando universitário segurando o seu capelo.

O que é Conceito Preliminar de Curso e como melhorá-lo em minha IES?

“Confira a lista de instituições de ensino superior com nota máxima em avaliação do MEC”. “Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC”. Essas foram algumas das manchetes que estamparam um dos principais portais de notícia do país no dia em que o Ministério da Educação liberou as notas dos índices que avaliam as IES brasileiras no ano passado.

Se você ainda tem dúvidas sobre quais índices do MEC deve se manter atento para a sua IES, tenha a certeza que o Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um deles. 

Apesar de ser um medidor de desempenho e qualidade dos cursos utilizado pelo governo para regulamentações, ele é um forte fator social que influencia a escolha dos alunos na hora de optar por qual instituição ingressar. 

O CPC conta com uma escala de conceitos que vai de 1 a 5. Para ser considerado satisfatório, um curso deve alcançar notas a partir de 3, sendo que as IES com média inferior a 3 são vistoriadas e visitadas pelo Inep para uma avaliação mais minuciosa.

Você está atento ao Conceito Preliminar de Curso da sua IES? Sabe como ele é calculado e como pode melhorá-lo? Abaixo conversamos um pouco mais sobre isso.

Afinal, o que é o Conceito Preliminar de Curso e como ele é calculado?

O CPC é um indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação levando em conta o desempenho dos estudantes, corpo docente, infraestrutura, recursos didático-pedagógicos e demais insumos estruturais de uma IES.

Ele é calculado anualmente a partir de quatro parâmetros que têm pesos específicos na nota final:

  • Desempenho dos Estudantes (20%): mensurado a partir das notas dos estudantes concluintes do curso no Enade.
  • Valor agregado pelo processo formativo (35%): mensurado a partir do IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado). Para esse cálculo é levado em conta o desempenho do aluno e suas características no momento em que entra e sai do curso e demais elementos variados que afetam o seu desempenho de estudante.
  • Corpo Docente (30%): baseado em informações obtidas a partir do Censo da Educação Superior sobre a titulação e o regime de trabalho dos docentes vinculados aos cursos avaliados. Aqui é levado em conta fatores como a proporção de mestres (7,5% do conceito), a proporção de doutores (15%) e a de professores em regime de trabalho parcial ou integral (7,5%).
  • Percepção Discente sobre as Condições do Processo Formativo (15%): a partir das respostas do Questionário do Estudante (que os alunos preenchem durante o Enade). Nesse quesito são avaliados e levado em conta informações referentes à organização didático-pedagógica da IES, sua infraestrutura e instalações físicas e as oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional. 

Leia também: saiba como aumentar a nota do Enade em sua IES

Vale lembrar que a maior parte dessas avaliações têm seus dados comparativos recolhidos durante os procedimentos obrigatórios que envolvem a realização do Enade. 

Esses procedimentos envolvem todas as IES (de ensino presencial ou EAD) que tiveram pelo menos dois estudantes concluintes participantes do Enade e dois estudantes ingressantes registrados no Sistema Enade. 

Onde encontrar o CPC de um curso?

Todos os índices calculados pelo Ministério da Educação, inclusive o Conceito Preliminar de Curso, encontram-se disponíveis no portal online do e-MEC

Para acessar o CPC de qualquer IES, entre no site e clique na opção “Consulta Avançada”. Aparecerá um formulário com diversos campos, procure pelo campo “Índice” e escolha a opção CPC. Depois disso, basta preencher informações como nome da IES, estado ou cidade desejados e finalizar clicando em “Pesquisar” ao final do formulário.

Se você se deparar com a sigla SC (sem conceito) ao invés da nota de alguma instituição significa que não houve alunos suficientes para avaliação.

Você tem também diversas opções para refinar sua busca, como escolher por categorias administrativas ou modelo de organização acadêmica. Por esse portal você pode encontrar ainda os resultados de outros medidores calculados pelo MEC.

Lembre-se que o CPC começou a ser calculado em 2007, então não é possível encontrar registros anteriores a essa data. 

Confira também: compare o seu desempenho no Enade com o de seus concorrentes gratuitamente

Como melhorar o CPC da minha instituição?

Agora que você já entendeu o que é e a importância do CPC, vamos conversar sobre algumas dicas que podem te auxiliar a melhorar a sua atuação nesse índice!

1. Prepare e conscientize os alunos sobre o ENADE

20% do conceito que determina o CPC é determinado pela nota dos alunos concluintes do curso no Enade. 

Essa mesma nota ainda é um dos principais componentes que determina o conceito do IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado), que representa 35% do Conceito Preliminar de Curso. Ou seja, um bom desempenho dos alunos no ENADE é fundamental para a sua IES.

No entanto, pelo Enade ser uma avaliação extra curricular, longa, que demanda deslocamento e que acontece no final de semana, não é incomum que ela seja desprezada pelos alunos, mesmo sendo fundamental para a obtenção do diploma.

Muitas vezes, isso acontece pois a obrigação legal do aluno é comparecer à prova, e não é demandado dele qualquer desempenho mínimo. 

Mas, por mais que essa relação possa parecer um beco sem saída, te garantimos que não é. 

Existem diversas maneiras de engajar e envolver os alunos com o Enade e construir bons resultados para a instituição. Todavia, essa é uma construção contínua que acontece desde o início do curso e envolve a conscientização dos alunos, incentivos e uma infraestrutura que potencialize a preparação deles (como plataformas digitais dinâmicas de estudo e simulados). 

2. Esteja atento à formação da sua equipe docente

Escolher os profissionais que vão compor o corpo docente da sua instituição e as condições de trabalho que eles terão representa 35% da nota do CPC. 

Por isso, busque por profissionais qualificados que desenvolverão uma estrutura pedagógica potente e estruturada para a sua instituição. 

Um corpo docente qualificado é ainda um fator que pode influenciar, e muito, tanto na retenção dos alunos da sua IES como na atração de novos estudantes.

3. Use a tecnologia ao seu favor

Atualmente, a relação dos jovens com as experiências que vivenciam é quase que integralmente norteada pela interface digital, por isso não perca esse gancho. 

Uma IES que complementa seu conteúdo presencial com o melhor que o universo digital pode oferecer ou que, mesmo em formatos EAD, ofereça recursos diferenciados de interação ganham a atenção e reconhecimento dos alunos. 

Além de 15% da nota do CPC ser constituída da avaliação de infraestrutura que o aluno faz da instituição, esses recursos potencializam o aprendizado e resultados dos estudantes não só diante do MEC, mas durante o próprio curso.

Vale lembrar que o Conceito Preliminar de Curso não é o único índice a que você deve se atentar. O MEC utiliza diversos indicadores para ter um parâmetro completo do ensino no Brasil e avaliar quais IES têm ou não condições de continuar atuando no cenário de ensino nacional. Neste post aqui conversamos um pouco mais sobre outros índices que merecem a sua atenção. Confira!