Como preparar as IES e o aluno do futuro

Aluno do futuro: fotografia de três estudantes utilizando tecnologias digitais, como computadores e celular.
A transformação digital tem inovado o processo de ensino-aprendizagem. Afinal, como preparar a IES e o aluno do futuro? Saiba como utilizar as novas práticas, metodologias e tecnologias para melhorar a experiência dos estudantes e a qualidade do ensino!

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Mensagens de áudio aceleradas, vídeos de 15 segundos, perfis em diversas redes. A nova geração de estudantes traz para a rotina uma proximidade nunca antes vista com as redes sociais e ambientes digitais. Como tornar os ambientes de ensino acolhedores e atraentes, para uma geração que demanda por novas formas de aprender?

Envolver o aluno do futuro com um novo ambiente educacional é um desafio para essa geração de professores e pensadores do ensino. Como fazer com que a retenção, e aplicação dos conteúdos da sala de aula, tornem-se cada vez mais eficientes? É o que vamos aprender neste post! 

Como preparar o aluno do futuro?

A incorporação de novas tecnologias no dia a dia faz com que aqueles que buscam encontrar sua vocação no mercado de trabalho tenham que avaliar como irão corresponder às exigências de cada carreira, diante de novas tecnologias e métodos estabelecidos no mercado de trabalho.

Em meio a tantos recursos tecnológicos, as instituições de educação superior (IES) devem pensar o que esses indivíduos buscam em sua trajetória de ensino, além quais são  as inovações metodológicas e novas tecnologias que podem ajudar nesse percurso. Auxiliar o aluno do futuro no uso das tecnologias, para fins acadêmicos, pode ser uma boa forma de começar.

Como formar alunos para o novo mercado de trabalho ?

As instituições de ensino superior precisam trabalhar, em seus objetivos e na formação de seus alunos, uma abertura para inovações que surgirem no caminho. Saber se encontrar na natureza dinâmica do mercado faz com que profissionais, de diversas áreas, sempre sejam altamente requisitados. 

O fim das IES?

Se você já ouviu que o ensino superior é obsoleto e que vários trabalhos vão ser substituídos por inteligência artificial, deve se perguntar: onde as IES vão se encaixar em um futuro tão tecnológico? 

Com a quarta revolução industrial, muitas inovações ligadas a trabalhos intelectuais podem se transformar, mas há algo mais que o ensino, mediado por educadores, deve fornecer ao aluno do futuro: a capacidade de aliar conhecimentos técnicos a uma percepção humana da vida, a partir de processos empáticos e de conexão com seu entorno.

O pensamento crítico e a capacidade de se conectar de forma relacional, habilidades necessárias em vários postos de trabalho, podem emergir de ferramentas que estão revolucionando a forma de ensinar e aprender. 

Como preparar a IES para o futuro?

A preparação das instituições de educação superior para que deem suporte aos novos perfis de aluno pode parecer desafiadora. É preciso que o corpo docente e a coordenação estejam na mesma página. Para isso, os coordenadores devem apostar na formação continuada desses profissionais, além de oferecer recursos para que novas metodologias possam ser aplicadas.

Mostrar que há uma boa relação entre a instituição e as inovações no ensino pode estimular que os alunos se sintam engajados, evitando a evasão, além de ser um atrativo para novos estudantes que buscam uma formação mais alinhada às demandas do mercado de trabalho.

Quais são as novas formas de ensinar e aprender?

Novas práticas e metodologias surgem para fortalecer o vínculo entre IES, alunos que buscam novas formas de ensino e o mercado de trabalho. As ferramentas tecnológicas passam a compor uma rede de possibilidades, aumentando a retenção do conhecimento. Veja algumas delas:

Educação disruptiva

Com as práticas relacionadas à educação disruptiva é possível promover maior engajamento dos estudantes, a partir de um modelo de conexão com novas tecnologias e com os contextos já acessados pelos alunos no seu dia a dia. 

O aprendizado por meio da prática é incentivado, além de promover educação mais inclusiva a partir de tecnologias assistivas. Com a otimização de processos, por meio de sistemas inteligentes, por exemplo, há mais tempo para promover conexão entre os estudantes, e a relação aluno-professor.

Metodologias ativas

Com as metodologias ativas, os estudantes se tornam protagonistas na construção do conhecimento, que ocorre junto aos docentes. Com um ambiente mais aberto, os professores conseguem ter mais feedbacks sobre como anda a retenção das informações apresentadas e sobre o que mais motiva aquele conjunto de estudantes.

Entre as metodologias ativas está, por exemplo, a Aprendizagem Baseada em Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas. A partir delas, a construção de uma proposta ou a solução de um impasse se tornam centrais e podem acionar técnicas que serão altamente necessárias no trabalho como profissional da área pretendida. 

Microlearning

Do português micro aprendizagem, o microlearning se baseia na divisão do conteúdo em pequenos fragmentos para que seja feita a transmissão e assimilação do conhecimento. Ao fornecer as peças para esse quebra-cabeça, que é o conteúdo global, cada estudante já é capaz de fazer as conexões necessárias para o entendimento completo. 

Com temas definidos, os tópicos podem ser trabalhados em vídeos ou podcasts, com duração de 3 a 10 minutos, mas também podem ser aplicados a partir de quizzes, estudos de caso, gamificação do conteúdo, entre outros. Essa técnica ainda promove acessibilidade, pois a ferramenta é altamente aplicável para o ensino remoto. 

TICs

O uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) traz uma gama de possibilidades nos planos de ensino das instituições de ensino superior. Com recursos como tablets, celulares, serviços de streaming, entre outros, é possível automatizar processos, promover interatividade, digitalizar conteúdos e fazer análise de dados. 

Apropriar-se de linguagens que fazem parte do dia a dia dos alunos do futuro, que são nativos digitais, promove a possibilidade de acessar recursos didáticos no ambiente extra escolar. O estímulo ao estudo mais didático, conectado à realidade do estudante, carece de profissionais capacitados e da seleção cuidadosa da ferramenta que podem ser utilizadas de acordo com cada conteúdo a ser ministrado. 

Como promover uma boa experiência de ensino?

O aluno do futuro precisa sentir conexão com o conteúdo e a IES de sua escolha. Por isso, investimentos em educação são uma forma de mostrar a importância dirigida pela instituição para uma formação alinhada às novas demandas do mercado. 

Além disso, é preciso promover um espaço de acolhimento. Respeito à diversidade, educação assistiva, adaptação dos espaços para promover acessibilidade e valorização do conhecimento prévio dos alunos podem promover boas relações entre instituições e alunos.  

Para promover uma boa experiência de ensino, esteja preparado para ouvir e alinhar seus métodos e ferramentas às necessidades dos estudantes. Promova pesquisas e oportunidades para os alunos debaterem e proporem soluções  sobre a própria educação. 

Agora que você sabe como preparar as IES para receber o aluno do futuro, entenda melhor como utilizar a tecnologia nas leituras do ensino superior!

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