Aprendizagem ativa: fotografia de um grupo de estudantes sentados à mesa e resolvendo uma atividade em conjunto.

Saiba o que é e como aplicar a Aprendizagem Ativa em sua IES

A ideia de uma figura única como detentora do conhecimento, passando as informações aos indivíduos “menos iluminados”, já não é mais modelo de educação para ninguém, sobretudo quando abordamos metodologias inovadoras e viáveis à aplicação no ensino superior.

O estudante que ingressa em uma Instituição de Ensino Superior (IES) nos dias de hoje sabe que o professor não é a única fonte de conhecimento e que a prática de mercado, por exemplo, pode ser de valia imensurável no seu aprendizado.

Deste modo, uma IES que se preocupa com a qualidade do ensino ofertado traz situações diversas de aprendizado para dentro de sua estrutura e provoca experiências para que o estudante vivencie todas as etapas do processo de aprendizagem com a maior qualidade possível.

Acontece que o conjunto dessas ações tem um nome: elas são conhecidas como Metodologias de Aprendizagem Ativa.

Uma instituição que não só desenvolve esse trabalho, mas sabe anunciar ao estudante a importância desse tipo de ensino, está dando um passo à frente em qualidade de ensino, captação e retenção de alunos.

Afinal, o que é a Aprendizagem Ativa e em que ela se baseia?

Com o objetivo de colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, a Aprendizagem Ativa propõe que o estudante participe ativamente de todas as etapas do processo de ensino e seja responsável pela construção do conhecimento. Sem qualquer fuga, o aluno é transformado no protagonista de sua própria aprendizagem.

Essa metodologia se estrutura a partir do objetivo de incentivar os alunos a aprenderem de forma autônoma e participativa, além de elaborarem o conhecimento a partir de problemas e situações reais.

Quais são os benefícios da Aprendizagem Ativa?

Nessa elaboração metodológica, o fato de o próprio aluno construir o conhecimento faz com que ele se aproprie das informações de uma maneira completamente diferente, muito mais aprofundada e funcional ao mesmo tempo. Assim, o estudante é estimulado a pensar por si mesmo, analisar e criar. 

Deste modo, são desenvolvidas habilidades de autonomia, confiança, senso crítico, empatia, adaptabilidade, aptidão em resolver problemas, capacidade analítica e competências de trabalhar em grupo. Todas elas muito importantes no desenvolvimento de um profissional completo para o mercado de trabalho.

Aqui, vale destacar que, apesar de a Aprendizagem Ativa ter entre seus benefícios a capacidade de interação, diálogo e desenvolvimento de empatia, essas são consequências e não focos do processo, como no caso da Aprendizagem Colaborativa, que, por sua vez pode ser complementar a esse processo, mas parte de outro princípio.

Para além do próprio desenvolvimento das qualidades do estudante, a metodologia de aprendizagem ativa se destaca ainda por ser um método que envolve e engaja os alunos, aproximando-os ainda mais do processo de formação e criando vínculos, inclusive de retenção, com a instituição.

Quais são as metodologias ativas?

As metodologias ativas são diversas técnicas de ensino que provocam o Aprendizado Ativo. Elas têm em comum o objetivo de colocar o aluno como centro do seu próprio processo de aprendizagem.

Atualmente, das diversas metodologias ativas existentes, outras tantas  já foram desenvolvidas, ramificadas e apuradas. Abaixo citamos algumas das principais que se destacam na aplicação do aprendizado no ensino superior.

Aprendizagem Baseada em Problemas – Project Based Learning (PBL)

Como o próprio nome sugere, essa metodologia provoca o aprendizado a partir de uma situação-problema. 

Nesse caso, um problema real, de um cliente, por exemplo, tem de ser resolvido pelos alunos. Nesse percurso, diversas pesquisas e abordagens terão de ser feitas pelo estudante. O professor aqui tem o papel de intermediário, mas a resolução do problema deve vir integralmente do estudante ou de seu grupo.

Se o caso em questão é um problema da área de Direito, por exemplo, ou relacionado ao diagnóstico de um paciente, o aluno terá de apreender tudo o que envolve essa situação para lidar com o problema, não basta ter o conhecimento específico final. 

Muito além de uma questão pontual, ele terá de ser capaz de compreender todo um contexto e as implicações provocadas, alterando, inclusive, o resultado final.

Essa metodologia provoca nos alunos as habilidades de investigar, refletir, criar e avaliar diante de uma situação.

Aprendizagem Baseada na Ação Prática – Atividades “maker”

Essa metodologia segue a mesma lógica da Aprendizagem Baseada em Problemas. No entanto, propõe uma resolução prática. 

Também conhecida como “aprender fazendo”, essa linha sugere que a situação- problema seja prática. Nesse caso, uma vivência em laboratório ou em uma empresa interna da IES que ofereça serviços a clientes reais podem ser um ótimo campo de aprendizagem.

Aqui, mais uma vez, o docente deve ser apenas intermediário e a pesquisa, o desenvolvimento, a resolução e a entrega do produto final devem ser feitos pelo aluno. 

Para vivenciar esse ciclo completo, o aluno terá de encarar desde o recebimento do problema, sua descoberta, além de entender como ele acontece, por que, com quem, como solucionar, com que recursos e de que maneira.

Essa metodologia provoca, além das habilidades de investigar, refletir e criar, também habilidades de empatia, percepção e diálogo fundamentais na lida com qualquer cliente ou paciente de qualquer área.

Sala de Aula Invertida – Flipped Classroom

Essa metodologia se baseia no princípio básico de que o professor não deve ser o detentor do conhecimento dentro da sala de aula. 

Nessa linha, todo o conteúdo da aula é fornecido de antemão ao aluno de maneira diversificada e, de preferência, multimídia. Assim, no momento da sala de aula, todos têm o mesmo parâmetro de informação para debater e realizar projetos a partir dali. 

Essa pode ser uma boa opção  para munir o aluno de informações necessárias para o desenvolvimento da solução de uma situação-problema, por exemplo.

Aprendizagem Baseada na Interação por Vídeo – Video Based Learning (VBL)

Popularizada e bastante aprofundada durante o avanço da Educação a Distância (EaD) e da conexão ampliada que o ensino superior virtual tem consolidado tanto no ensino online como no presencial, a Aprendizagem Baseada na Interação por Vídeo provoca maneiras de potencializar essa comunicação e não ser apenas uma reprodução do padrão de ensino tradicional na qual o professor somente expunha todo o seu conhecimento

Aqui, a ideia é qualificar a interação do estudante com o vídeo e gerar uma experiência significativa. 

A partir da utilização de recursos imersivos e interativos, o aluno é provocado a uma participação ativa que demanda iniciativa, capacidade analítica e crítica de situações.

Gamificação

A Gamificação é uma metodologia de Aprendizagem Ativa que leva a aprendizagem baseada em jogos (já bastante conhecida) a um outro nível. Nessa prática, os elementos de design, mecânica e pensamento de jogo são aplicados em atividades de outro universo, até mesmo prático (não relacionadas a jogo) para instigar os participantes. 

Aqui, o uso de sistemas de regras semelhantes a jogos e experiências semelhantes às de jogadores provocam no estudante suas habilidades de desenvolvimento de situações do mercado de trabalho, potencializando a melhoria de suas performances e comportamentos nesses papéis culturais.

Como promover a aprendizagem ativa na IES?

A criação de grupos de pesquisa e de discussão são terrenos férteis para diversas atividades dentro das metodologias de Aprendizagem Ativa.

Um dos destaque nas IES certamente são também as potências dos trabalhos desenvolvidos em Laboratórios e Empresas Juniores, que oferecem aos estudantes a possibilidade de atuar diante do problema real e na formatação que ele o encontrará na atuação prática de sua atividade profissional. 

Poder lidar com a situação real, porém amparado com o suporte da IES e intermédio do docente, é de valor imensurável para o estudante.

Plataformas virtuais integradas e multimídias não são essenciais para o desenvolvimento de metodologias de Aprendizagem Ativa, mas são, com certeza, grandes facilitadoras e apoios desse processo. No caso do EaD, então, essa vantagem passa a ser necessária às instituições que desejam oferecer esse tipo de metodologia aos seus alunos.

Leia também: Ferramentas de metodologias ativas: como escolher para a sua IES

Ficou interessado em como as metodologias de Aprendizagem Ativa podem transformar o ensino da sua IES? Confira o webinário “Metodologias ativas para uma aprendizagem engajadora” com Carolina Costa Cavalcanti.

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