Por que e como aplicar a Aprendizagem Baseada em Equipes em sala de aula?

A aprendizagem baseada em equipes traz eficiência e prepara para o mercado! Saiba aqui como trabalhá-la em sua IES!
Aprendizagem Baseada em Equipes: pessoas trabalham juntas

“A união faz a força”, “uma andorinha só não faz verão”… Quem nunca ouviu esses ditados? A sabedoria popular acumulada ao longo dos anos nos traz uma importante lição: o trabalho em equipe pode fazer toda a diferença.

Para o universo da educação, isto não poderia ser diferente. O trabalho em grupo entre os alunos pode colaborar e muito para a aprendizagem, criando processos pedagógicos mais ricos e interessantes em todos os níveis de ensino, do jardim de infância à graduação. 

Atualmente, diversas instituições de educação superior (IES) vêm apostando nas metodologias ativas como parte das práticas de ensino. Inovadoras, elas estão cada vez mais presentes no dia a dia das IES, fazendo parte da rotina de milhares de estudantes universitários no Brasil e no mundo. 

Os diversos tipos de metodologias ativas têm como principal característica colocar o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. Isto é, esta abordagem educacional coloca um foco maior no estudante.

Neste artigo, você vai conhecer mais uma das modalidades dessas metodologias: a Aprendizagem Baseada em Equipes. Com este texto, vamos responder a algumas perguntas:

  • O que é aprendizagem baseada em equipes?
  • Quais são as etapas que compõem a aprendizagem baseada em equipes?
  • Quais são os princípios da aprendizagem baseada em equipes?
  • Quais são os passos para a aplicação da aprendizagem baseada em equipes?
  • Quais são os benefícios da aprendizagem baseada em equipes?

Ao final deste artigo, você conhecerá não só uma nova metodologia ativa de aprendizagem que pode ser implementada em sua IES, como também conhecerá as oportunidades que as inovações pedagógicas podem trazer para a trajetória e carreira de seus alunos. 

O que é a aprendizagem baseada em equipes?

A aprendizagem baseada em equipes (TBL) é uma metodologia ativa de aprendizagem desenvolvida nos anos 70 nos Estados Unidos. Essa metodologia também é conhecida por TBL, sigla em inglês para Team-Based Learning

A aprendizagem baseada em equipes foi criada pelo professor Larry Michaelsen e seu principal objetivo era aprimorar os processos de aprendizagem para grandes classes de estudantes. 

Essa abordagem pedagógica foi primeiramente utilizada em turmas dos cursos de administração nas universidades estadunidenses, sendo depois divulgada e aplicada em diversos cursos de graduação, como acontece até hoje. 

Segundo pesquisadores da área de educação superior, a aprendizagem baseada em equipes possui algumas características que a diferenciam de outras estratégias de ensino direcionadas para pequenos grupos, como a aprendizagem baseada em problemas e a aprendizagem entre pares.

Neste artigo, explicaremos também um pouco mais sobre as diferenças entre algumas destas metodologias ativas que podem ser aplicadas em sua IES. Mesmo diferentes, elas têm uma característica fundamental em comum: o aluno como centro do processo de aprendizagem

Quais são as etapas que compõem a aprendizagem baseada em equipes?

A aprendizagem baseada em equipes é composta por três etapas fundamentais para seu funcionamento: 

  1. Preparação individual;
  2. Garantia de processo;
  3. Aplicação de conceitos. 

A seguir, vamos explicar com mais detalhes como organizar cada uma dessas etapas para aplicação dessa metodologia ativa em sua IES. 

Antes de tudo, é preciso que o professor divida os alunos em equipes. Cada grupo deve ter de cinco a sete alunos, no máximo

Para composição das equipes, os facilitadores devem estar atentos a alguns fatores que podem dificultar a coesão do grupo, como vínculos afetivos (amigos próximos, namorados) e diferenças expressivas de conhecimento técnico ou idade, por exemplo, que podem acabar gerando isolamento dos indivíduos.

O ideal é que o professor possa formar grupos aleatórios e ao mesmo tempo equilibrados, apostando na diversidade entre os alunos para conseguir melhores resultados. 

É importante que os alunos não possam escolher seus próprios grupos, pois isso pode dificultar a organização das tarefas devido aos vínculos de amizade e companheirismo criados anteriormente. Além disso, é uma oportunidade para criação de laços e sentimento de pertencimento ao curso de graduação.  

Após a separação dos grupos, devemos percorrer os seguintes passos:

 1. Preparação individual

A preparação individual é a primeira etapa da aprendizagem baseada em equipes. Ela consiste em uma preparação pré-classe do aluno para o desenvolvimento das atividades em grupo. 

Durante a preparação individual, devem ser realizadas algumas atividades pelo aluno, como por exemplo:

  • Leituras prévias; 
  • Indicação de vídeos, filmes ou jogos;
  • Realização de entrevistas;
  • Testes on-line, dentre outras. 

Tais tarefas podem ser feitas em casa ou até mesmo na própria IES, se utilizando das diversas ferramentas e espaços que a instituição oferece aos seus alunos. É uma dinâmica similar à noção da sala de aula invertida.

A preparação individual é crucial para que a aprendizagem baseada em equipes seja plenamente realizada. Ao se preparar com antecedência e individualmente, o aluno terá os conhecimentos necessários para executar as tarefas que serão demandadas pelo professor. 

Além disso, estudantes que não realizam as atividades pré-classe não poderão contribuir com o andamento do trabalho em grupo. Isso dificulta a coesão da equipe e também pode gerar ressentimento por parte dos alunos que se prepararam para as atividades, gerando sobrecarga e excesso de tarefas. 

2. Garantia de processo

A garantia de processo é a segunda etapa de aplicação da aprendizagem baseada em equipes. Nessa etapa, o professor deve garantir que o aluno estará apto para desenvolver as atividades em grupo, além de avaliar constantemente todo o processo de aprendizagem.

Esta etapa é composta por alguns subtópicos, que vamos explicar logo a seguir.

A. Teste de garantia de prepraro individual

Para começar, o professor deve aplicar um teste de garantia de preparo individual, que certifica que o aluno realizou a primeira etapa do processo. Tal prova deve ser realizada sem consulta a qualquer tipo de fonte, seja a bibliografia indicada ou o caderno de anotações do aluno. 

Geralmente, os testes são compostos por 10 a 20 questões de múltipla escolha, que trazem os conceitos e ideias mais importantes abordados nas atividades propostas anteriormente. Uma das estratégias de aprendizagem propostas nesse teste é uma espécie de “aposta” na alternativa correta. 

Assim, caso esteja em dúvida entre uma ou outra opção, o aluno pode marcar mais de uma alternativa, sendo sua pontuação maior ou menor em decorrência de suas escolhas, dependendo de critérios de avaliação escolhidos pelo professor. 

B. Reunião dos grupos

Após a aplicação do teste, o facilitador deve reunir os grupos de acordo com a divisão realizada anteriormente. 

Agora, os estudantes realizarão novamente um novo conjunto de testes, também sem consulta, mas desta vez em equipe. Nesse momento, espera-se que os alunos conversem e discutam entre si as possibilidades de resposta até chegarem em uma decisão conjunta. 

Por meio da realização de testes em grupo, os alunos irão desenvolver algumas habilidades importantes em seu processo de aprendizagem. Comunicação, argumentação e persuasão são algumas das competências adquiridas pelos estudantes.

Na avaliação em grupo, é sugerido que o professor ofereça um mecanismo de feedback imediato.

Nessa etapa, após decidir qual a resposta escolhida para a questão, a equipe deve conhecer qual a alternativa correta na hora. As questões podem ser realizadas quantas vezes for necessário, de modo que a pontuação seja maior ou menor, dependendo do desempenho do grupo. 

Tal instrumento permite que o grupo discuta sobre sua escolha e pense novamente caso tenha escolhido a alternativa incorreta, contribuindo para uma aprendizagem participativa de todos. Aqui, a tecnologia pode ser uma grande aliada dessa avaliação por meio da plataforma digital de aprendizagem.

C. Apelação

Uma outra possibilidade para enriquecer ainda mais a aprendizagem baseada em equipes é a apelação, caso não concordem com a resposta fornecida pelo professor. 

Ao recorrer do resultado do teste, a equipe deve argumentar sobre sua objeção, sugerindo as alterações necessárias com fundamento. Deve ter em vista, também, a bibliografia ou material indicado anteriormente para estudo ou outras fontes que forem julgadas necessárias. 

Segundo especialistas, esse mecanismo de apelação desenvolve o trabalho em equipe e o pensamento crítico. Isso também contribui para que o professor exerça seu papel de facilitador do ensino, tornando o aluno o novo foco do processo educacional. 

D. Revisão e discussão

Depois da realização dos testes, o professor pode realizar uma revisão sobre as questões ou discutir sobre os principais temas abordados na avaliação, de modo a fixar os conteúdos apresentados. Com essa última fase, os alunos estarão preparados para aplicar os conceitos aprendidos em grupo nas próximas atividades de aprendizagem. 

Agora que você sabe como é feita a preparação inicial e a garantia de processo, vamos conhecer como aplicar a última etapa da aprendizagem baseada em equipes?

3. Aplicação de conceitos

A última etapa é a aplicação de conceitos. Seu objetivo é demonstrar aos alunos como aplicar os conhecimentos em questões práticas, como situações do dia a dia da profissão escolhida.

Aqui, os alunos enfrentam problemas que devem ser resolvidos por meio da interpretação e análise de cada situação que é oferecida ao grupo. Ao final, é esperado que a equipe tenha realizado discussões e reunido argumentos para fundamentação de suas respostas. 

A etapa de aplicação de conceitos é baseada em quatro princípios básicos:

    1. Problema significativo: a questão proposta aos alunos deve ser semelhante aos problemas da vida profissional, com intuito de preparar o grupo aos desafios do dia a dia da profissão;
  • Mesmo problema: todas as equipes devem receber a mesma questão, estimulando assim o debate e o diálogo entre os grupos para construção conjunta de conhecimento.
  • Escolha específica: as respostas das equipes devem ser curtas e objetivas, para que os grupos não percam muito tempo elaborando documentos longos. 
  • Relatos simultâneos: todos os grupos devem entregar ao mesmo tempo suas respostas, de maneira que nenhuma equipe utilize a argumentação de outra como referência, estimulando a pluralidade de respostas. 

Após a apresentação das respostas, o professor pode atuar como facilitador de um debate entre os grupos, discutindo os porquês de suas escolhas. Após a aplicação de conceitos, é finalizado um módulo de aprendizagem baseada em equipes.

A avaliação é realizada de maneira individual e em grupo. Além disso, os alunos também são avaliados por seus pares. Ou seja, os próprios integrantes das equipes são responsáveis por avaliar os outros membros. 

A avaliação por pares é essencial aqui, pois os integrantes possuem mais subsídios para avaliar o desempenho de seus colegas. De acordo com especialistas, essa é uma característica importante da metodologia por ser formativa, reforçando a construção individual e conjunta do processo de aprendizagem. 

Quais são os princípios da aprendizagem baseada em equipes?

Por se tratar de uma metodologia ativa, a aprendizagem baseada em equipes possui como principal característica a transformação do aluno em foco do processo educacional. Para assegurar boas práticas, devem ser seguidos os seguintes princípios:

  • Diversidade: as equipes escolhidas pelo professor devem ser heterogêneas, trazendo pluralidade de conhecimentos e experiências. Os grupos devem conter entre cinco a sete alunos e sua formação precisa ser mantida ao longo de todo o módulo ou unidade do curso. 
  • Responsabilidade: cada aluno deve ser responsável pelo trabalho individual e também pelo trabalho em equipe. Aqui, o estudante aprende a assumir responsabilidades e delegar tarefas de maneira conjunta. 
  • Cooperação: como não poderia deixar de ser, a aprendizagem baseada em equipes valoriza a cooperação entre os membros na realização das tarefas e na construção do conhecimento. 
  • Feedback: sempre que possível, o professor deve realizar devolutivas às atividades  e avaliações propostas.

Com esses princípios em mente, você terá as primeiras ferramentas para aplicar essa metodologia inovadora de ensino em sua IES, criando um ambiente de aprendizagem eficiente, com cooperação e alto desempenho.

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Quais são os passos para a aplicação da aprendizagem baseada em equipes?

Agora que você já sabe quais as etapas compõem a aprendizagem baseada em equipes e quais são seus princípios, você vai conhecer os principais passos para aplicação dessa metodologia. Vamos lá?

Passo 1: Transformação dos objetivos do curso

O primeiro passo para aplicação da aprendizagem baseada em equipes reside na transformação dos objetivos de um curso ou disciplina. 

Ao invés de apresentar “o quê”, isto é, conceitos e ideias já estabelecidos, o professor deve estimular os alunos a entenderem “como”, compreendendo como esses conceitos são aplicados e vivenciados no dia a dia da profissão. 

Passo 2: Repensando o papel do professor

A segunda mudança para implementação dessa metodologia está no papel do professor na atualidade. Agora, ao invés de apenas oferecer conceitos e informações aos alunos, o professor deve atuar como um facilitador do processo educacional, guiando e manejando as etapas de aprendizagem do curso. 

Passo 3: Repensando o papel dos alunos

Por último, a principal mudança para aplicação da aprendizagem baseada em equipe é a mudança no papel dos alunos. 

Antes, os estudantes eram enxergados como apenas receptores de informação, mas agora, as metodologias ativas de aprendizagem defendem que os alunos são protagonistas de sua formação e responsáveis por construir conhecimento, seja de maneira individual ou em grupo.

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Quais são os benefícios da aprendizagem baseada em equipes?

De acordo com pesquisadores, a aprendizagem baseada em equipes traz diversos benefícios para alunos, professores e IES. Vamos falar um pouco mais sobre cada uma dessas vantagens.

Confira!

Benefícios para os alunos

  1. Cooperação: ao trabalhar em grupos, os alunos aprendem a cooperar e construir conhecimento por meio de debates e discussões; 
  2. Responsabilidade: os estudantes aprendem a delegar tarefas e entender a importância da realização de suas atividades para o funcionamento do grupo;
  3. Motivação: os alunos se sentem mais engajados para participar dos processos educacionais;
  4. Aplicação do conhecimento: com essa metodologia, são privilegiadas situações que poderão ser encontradas no dia a dia da profissão;
  5. Pertencimento: os alunos se sentem parte de algo maior, criando um sentimento de pertencimento a IES e diminuindo a evasão.

Benefícios para os professores

  1. Contextualização: o processo de aprendizagem é personalizado e realizado dentro de um contexto;
  2. Acompanhamento: facilita o acompanhamento individualizado do aluno;
  3. Engajamento: a turma é mais engajada e motivada para realizar as atividades;
  4. Dinamicidade: o aprendizado é mais dinâmico;
  5. Praticidade: auxílio no gerenciamento de tarefas burocráticas, tornando o trabalho mais prático;
  6. Dados: criação de diagnósticos mais reais e precisos.

Benefícios para IES

  1. Autonomia: alunos se tornam protagonistas do seu próprio aprendizado, com maior autonomia nos estudos;
  2. Confiança: alunos mais seguros e bem preparados para lidar com problemas e situações da vida real;
  3. Preparo para o mercado de trabalho: formação como profissionais mais qualificados e valorizados, com reconhecimento no mercado de trabalho
  4. Captação de alunos: atração de mais estudantes, interessados em metodologias inovadoras;
  5. Retenção de alunos: melhoria na retenção de estudantes, em função do maior engajamento acarretado por este tipo de abordagem.

Por isso, é necessário que gestores de IES estejam atentos às novidades em metodologias e processos pedagógicos para sua instituição. Práticas inovadoras não mudam só a cara da educação superior, mas mudam também toda a sociedade com profissionais mais qualificados e capacitados para exercerem suas profissões.

Leia também: Saiba como garantir a empregabilidade dos alunos na IES

Quais as diferenças da aprendizagem baseada em equipes para outras metodologias ativas de aprendizagem?

Como você observou, a aprendizagem baseada em equipes é mais uma metodologia ativa de aprendizagem. Isto é, trata-se de uma prática pedagógica que coloca o aluno no centro do processo educacional. 

Porém, quais as diferenças da aprendizagem baseada em equipes para outras metodologias ativas de aprendizagem? 

Para responder a essa pergunta, vamos apresentar algumas das principais metodologias ativas de aprendizagem em uso nas principais IES no Brasil e no mundo. Tais práticas têm inovado o ensino de graduação, trazendo diversos benefícios não só para alunos, como também para professores, gestores e toda a sociedade. 

Vamos conhecer mais sobre outras metodologias ativas?

1. Aprendizagem baseada em problemas

A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia ativa com foco na solução de problemas como parte da estratégia para adquirir conhecimentos. 

Com essa metodologia, os alunos assumem responsabilidade e ganham confiança em suas realizações, desenvolvendo habilidades críticas por meio da orientação do professor, que atua como facilitador para melhoria do desempenho do aluno.

Com essa metodologia ativa, a aquisição de conhecimento está diretamente relacionada à maneira como os alunos aprendem sobre seu próprio processo de aprendizagem. 

Ao invés de conhecimentos isolados e fragmentos, as habilidades adquiridas são parte da resolução dos problemas propostos. Assim, o aluno se torna foco do seu processo de aprendizagem ao observar seu desempenho. 

Ao contrário da aprendizagem baseada em equipes, a aprendizagem baseada em problemas também pode ser aplicada de maneira individual. Além disso, podemos observar uma mudança nos métodos de avaliação, uma vez que a aprendizagem baseada em problemas não necessariamente se utiliza de testes para medir o desempenho dos alunos. 

2. Aprendizagem entre pares

Outra metodologia ativa de sucesso é a aprendizagem entre pares. Surgiu em 1990 na Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Trata-se de uma metodologia ativa que foca no debate e na reflexão em conjunto, isto é, entre os próprios alunos.

Por meio da divisão em times, sejam eles pares ou grupos, essa metodologia ativa propõe que os alunos se ajudem para compreensão dos conteúdos trabalhados durante o curso. Isso muda a dinâmica da sala de aula tradicional, transformando as aulas expositivas em espaços para troca de conhecimento sobre os conceitos propostos pelo professor. 

Nesse modelo, os alunos são protagonistas do processo de aprendizagem, aumentando o engajamento com a disciplina e incentivando a participação em sala de aula. Dentre alguns dos benefícios dessa metodologia, estão o desenvolvimento do senso crítico e da capacidade de argumentação dos alunos. 

Em comparação à metodologia de aprendizagem baseada em equipes, a aprendizagem entre pares não possui necessariamente um método específico de avaliação, sendo responsabilidade do professor em conjunto com os alunos definir de que maneira se dará a verificação de desempenho.

3. Gamificação

Outra importante abordagem pedagógica tecnológica que pode ser aplicada em sua IES é a gamificação na educação

A principal característica da gamificação aplicada à educação consiste na implementação de estratégias de jogos em atividades educacionais. Assim, não necessariamente são utilizados jogos em sala de aula, mas sim práticas como a pontuação e recompensa para inovar os processos de aprendizagem.

Dentre os principais benefícios da gamificação para uma aprendizagem ativa, estão o aprendizado com o erro, o protagonismo e o engajamento. Assim, por meio da conclusão de tarefas, o aluno é estimulado a progredir, aprendendo com os feedbacks recebidos em cada etapa e a possibilidade de diversas tentativas para realizar suas atividades. 

A tecnologia pode e deve ser uma grande aliada dos professores e gestores na aplicação da gamificação na IES. Por meio de celulares, tablets e computadores, os alunos podem acessar atividades gamificadas durante ou fora da sala de aula, contribuindo para o engajamento e dedicação ao curso. 

Para a aprendizagem baseada em equipes, a gamificação pode ser uma estratégia aliada na avaliação dos alunos. Por meio de jogos ou outros recursos da gamificação, é estimulado não só o trabalho em equipe como também a aprendizagem por meio dos erros, criando um ambiente competitivo saudável que engaja os estudantes. 

Além disso, o professor assume o papel de facilitador, concentrando suas atividades em ajudar os alunos a construírem seu percurso de aprendizagem de maneira individual e personalizada.

Esperamos que tenha gostado deste texto sobre aprendizagem baseada em equipes! Que tal aproveitar e conferir outro conteúdo, sobre ferramentas de metodologias ativas?

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