Tudo o que você precisa saber sobre biblioteca digital

A biblioteca digital ganhou muito espaço e especial atenção das instituições de educação superior (IES) nos últimos anos.

Com diversos facilitadores, que vão do acesso e disponibilização do material até a gestão e manutenção simplificadas, a biblioteca digital é ainda um atrativo para alunos que buscam um ensino mais integrado à sua rotina e que otimize seu tempo de estudo.

Vale lembrar também que as bibliotecas digitais não são voltadas apenas para os cursos do ensino superior a distância. Saiba que o MEC reconhece esse mecanismo tanto para cursos presenciais como a distância. Sendo assim, você pode optar por utilizar modelos virtuais ou híbridos de biblioteca para a sua instituição.

Desde 2017, vigoram algumas normas para a educação superior que demandam o tombamento e informatização do acervo físico, bem como destacam a necessidade de acervo virtual com possibilidade de acesso ininterrupto pelos usuários. Tudo classificado como critério de pontuação para garantir nota 5 nos indicadores de qualidade do MEC.

Se você ainda tem dúvidas sobre o que é, qual a função ou como escolher uma biblioteca digital para a sua IES, o texto a seguir aponta as vantagens do formato e quais critérios, de legislação a qualidade, são importantes para você se atentar antes de tomar essa decisão.

Índice

O que é uma biblioteca digital?
Como surgiram as bibliotecas digitais?
Qual é a diferença da Biblioteca Digital para a Biblioteca Virtual?
Quais são os objetivos de uma biblioteca digital?
Como funciona uma biblioteca digital?
Como a biblioteca digital se insere no contexto da instituição de educação?
Como a biblioteca digital se insere no contexto da instituição de educação?
Como as bibliotecas digitais ajudam a incentivar a leitura na IES?
Como a biblioteca digital é acessada pelos alunos?
Como gerir uma biblioteca digital?
Quais são as exigências e avaliação do MEC?
Quais são as vantagens de uma biblioteca digital?
Como escolher uma biblioteca digital para a minha IES?
Vale a pena criar uma biblioteca digital?
Como funcionam os livros na biblioteca digital?

O que é uma Biblioteca Digital?

Uma biblioteca digital é um acervo de livros disponibilizados virtualmente aos seus usuários. 

Por apresentar esse formato online, as limitações físicas de uma biblioteca convencional são suprimidas. 

Por exemplo, em sua versão virtual a biblioteca não tem limitação de espaço físico para a ampliação de acervo, permite o acesso simultâneo da mesma obra por diversos usuários e não demanda deslocamentos, podendo ser acessada a qualquer momento ou local (desde que haja internet).

Nessa situação não acontecem intercorrências e prejuízos, como perdas ou furtos de livros ou mesmo filas de espera para acessar determinada obra mais disputada. Dentre as vantagens, também podemos destacar que diversos processos são facilitados tanto para o usuário como para a administração, por exemplo a busca de livros, manutenção e gestão.

Para trabalhar com o formato, é possível desde criar uma versão digital gratuita até contratar serviços que oferecem plataformas completas com a disponibilização das obras desejadas, infra estrutura tecnológica, mecanismos de gestão e manutenção constante, atualização do acervo e atendimento especializado.

Como surgiram as bibliotecas digitais?

O surgimento das bibliotecas digitais está intimamente ligado ao avanço da tecnologia dos computadores e ao uso cada vez maior da rede de internet. No entanto, embora pareça uma ferramenta muitíssimo atual, ela já é utilizada há mais de 50 anos!

A primeira biblioteca digital do mundo tomou forma em 1971, com Michael Hart, que teve a ideia de criar o Projeto Gutemberg, uma espécie de Biblioteca de Alexandria da era digital. O objetivo do projeto é digitalizar, arquivar e distribuir obras cultuais por meio da digitalização. Em 2006, ela contava com mais de 20 mil livros.

No final do século XX, as bibliotecas digitais se popularizaram ainda mais, passando a ser adotadas também por instituições de educação superior, como as universidades de Harvard e Yale. Mas foi no século XXI que elas ganharam uma força ainda maior.

A criação e a popularização dos leitores digitais contribuiu muito para a expansão desse mercado. Uma vez que mais pessoas tinham acesso a ferramentas de leitura que comportavam textos digitais, tornou-se mais fácil disponibilizar esses recursos aos alunos das IES. Assim, elas se tornaram ferramentas cada vez melhores e mais úteis.

A Biblioteca Digital Mundial

A Biblioteca Digital Mundial é uma realização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos com a UNESCO em parceria com outras 31 instituições do mundo todo.  Ela foi lançada em abril de 2009 com materiais sobre cada estado-membro da UNESCO. Hoje, todo o seu acervo está disponível em inglês, espanhol, francês, chinês, árabe, russo e português. 

Algumas das suas principais características são:

  • Construir o acervo com metadados, ou seja, dados com informações bibliográficas relativas à sua geografia, cronologia e temática
  • Responder à pergunta “o que é este item e por que ele é importante?” de modo a facilitar a pesquisa dos usuários
  • Assegurar um desenvolvimento técnico com catalogação dos metadados, memórias de tradução, design atrativo e melhoramento contínuo do site e suas ferramentas
  • Contar com uma rede de colaboração para o acesso ao conteúdo, transferência de tecnologia e participação de parceiros — vitais para o seu crescimento

Segundo o próprio site da biblioteca, tem sido realizado um trabalho junto a países em desenvolvimento como a Rússia, Egito e o Brasil para melhorar as capacidades tecnológicas e permitir que eles consigam digitalizar as obras com alta qualidade. É justamente nesses centros que boa parte do acervo foi construída. O site brasileiro da Biblioteca Digital Mundial conta com fotografias antigas, mapas e documentos históricos originais. 

Qual é a diferença da biblioteca digital para a biblioteca virtual?

Embora tenham nomes muito parecidos, as bibliotecas digitais não são idênticas às bibliotecas virtuais. Essa é uma confusão comum, mas sua diferença reside em uma característica muito simples: enquanto as bibliotecas digitais existem também fisicamente, as bibliotecas virtuais existem somente em computadores.

Assim, uma Biblioteca Digital é responsável pela digitalização de livros que podem ser acessados também ao vivo, em um espaço real. A biblioteca virtual, por sua vez, pode servir apenas como um espaço online que dá acesso a outras bibliotecas. Essas podem ou não ser digitais, ou seja, podem ou não disponibilizar materiais digitalizados.

Por isso as bibliotecas digitais são tão importantes. Afinal, elas são uma ferramenta facilitadora para os alunos, a instituição e os profissionais que nela atuam.


Quais são os objetivos de uma biblioteca digital?

A opção de ter uma biblioteca digital, em conjunto com a física ou não, pode ocorrer por diversos motivos. Esse empreendimento traz diversas vantagens que serão vistas mais para frente neste texto.

Dependendo da IES, ela terá seus motivos específicos para optar por contar com uma biblioteca digital. Selecionamos agora os 6 principais objetivos de investir em uma biblioteca digital:

1. Facilitar os empréstimos

Com uma biblioteca funcionando pela internet, dentro do computador — ou outro dispositivo — do estudante, os empréstimos se tornam muito mais fáceis. Aqui, o aluno não precisa se dirigir até o endereço da instituição para ter acesso ao seu uso de estudo.

Além disso, uma biblioteca digital não fecha! Os livros podem ser consultados em qualquer hora de qualquer dia, e isso é extremamente valioso no ensino superior.

2. Possibilitar um acesso a todos

Um grande problema nas bibliotecas físicas é a espera por determinado título. Como os livros físicos são limitados, muitas vezes um estudante precisa aguardar em uma fila de espera pela devolução de alguma obra que necessite.

No modelo digital, várias pessoas podem pegar um mesmo livro ao mesmo tempo. Desse jeito, todos os alunos de uma turma podem realmente ter acesso à bibliografia de seu curso, e isso é fundamental, principalmente em épocas de provas e trabalhos.

3. Ter uma biblioteca viável para a EaD

Ao oferecer um curso na modalidade a distância, a IES precisa se adaptar para várias necessidades. É impensável oferecer uma educação virtual e não trazer um material bibliográfico no mesmo formato e apenas o físico.

Para um estudante da EaD, que tem um dia mais cheio e precisa contar com a liberdade e flexibilidade do modelo, ir para o campus apenas para buscar um livro se tornaria extremamente difícil. Além disso, em muitos casos, os estudantes nem mesmo moram na cidade de sua IES, sendo, deste modo, imprescindível ter acesso à uma biblioteca digital.

4. Preservar e armazenar as obras

Um dos grandes problemas dos livros físicos é que eles se desgastam. Seja por efeito do tempo ou por mau uso dos exemplares pelos usuários, as obras começam a se deteriorar e muitas vezes se tornam inutilizáveis.

Um título digital não perderá nunca sua qualidade, se mantendo legível para todos mesmo com o passar do tempo. Além disso, nas bibliotecas físicas, importantes obras podem também ser perdidas.

Assim, contar com uma biblioteca online garante que todo o acervo seja mantido e preservado. 

5. Facilitar as pesquisas dos títulos

O uso da internet tem se tornado cada dia mais fácil e intuitivo. Com a biblioteca digital, os mecanismos de pesquisa tornam essa procura por determinado título em uma atividade de segundos.

Além de não precisar ficar procurando por um livro entre diversos corredores, e com a chance de não encontrá-lo, o estudante poderá ter um acesso mais fácil aos títulos semelhantes.

6. Incentivar a leitura

Esse não é um objetivo apenas da biblioteca digital, mas sim de qualquer modelo. Ter acesso a um acervo completo faz com que o estudante tenha mais interesse pela leitura, sem nenhuma barreira financeira.

Ao ter o acesso aos livros ainda mais fácil, sem precisar gastar tempo com locomoção, e nem ter horário certo para isso, o estudante terá ainda mais motivação para ler. Mais à frente, ainda neste material, apresentaremos dicas para incentivar a leitura!

Como funciona uma biblioteca digital?

A popularização das bibliotecas digitais está chamando atenção em todo o país. Porém, esse formato de acervo ainda não é tão conhecido no Brasil e, por isso, pode gerar dúvidas sobre seu funcionamento. Tanto bibliotecários quanto outros profissionais de IES e até mesmo os alunos podem estar se perguntando: como funcionam as bibliotecas digitais?

Apesar de ser uma dúvida comum, a resposta não é nenhum segredo: uma biblioteca digital reúne títulos selecionados assim como uma biblioteca física. No entanto, ainda assim, existem características específicas e alguém que está pouco habituado com esses espaços pode ficar um pouco confuso. Por isso, vamos explicar melhor como usá-las.

É verdade que, nas bibliotecas digitais, os livros não ficam expostos em uma prateleira, esperando que você passe por eles e decida qual levar para casa. Mas isso não é um problema. Em geral, somos apresentados a uma página inicial que permite todo tipo de busca: por nome de autor, gênero, ISBN, editora, palavra-chave… E, assim, podemos filtrar melhor o que queremos encontrar.

Digamos, por exemplo, que queremos buscar alguns livros sobre educação. Podemos colocar na barra de pesquisa a palavra “educação”, mesmo ela sendo bem ampla, e começar por aí. Dessa maneira, a plataforma nos apresentará todos os materiais indexados com ela e nós poderemos ler títulos e outras informações para decidir qual queremos pegar emprestado.

Em seguida, basta selecionar o livro e “adquiri-lo”. Como se trata de um acervo digital, mais de uma pessoa pode ler o mesmo livro e, ainda realizar anotações na obra. Além disso, são oferecidas funções de organização e gestão desse espaço, o que facilita o trabalho dos bibliotecários.

A leitura é feita em um ambiente próprio e, porque a biblioteca pode ser acessada de qualquer lugar, não está limitada ao computador. Celulares e tablets, mais fáceis de carregar e manusear por aí, também servem como ambientes para leitura.

Biblioteca digital para o curso de Direito

O Direito é um dos únicos cursos da área de humanas e sociais aplicadas que ainda não pode ser oferecido de forma completa na modalidade de Educação a Distância (EaD) no Brasil.

No entanto, isso não quer dizer que uma biblioteca digital não possa ser aproveitada amplamente pelos estudantes de Direito. Afinal, o fácil acesso a obras para consultas e estudos, bem como a comodidade de poder buscá-las sempre que necessário, são vantagens bem vistas por alunos de qualquer área.

Os acervos online de Direito funcionam como a biblioteca digital de qualquer outra área ou IES. Porém, como o curso exige textos sempre atualizados e vasto material especializado para consulta, é necessário que a ferramenta esteja preparada. Por isso, é interessante verificar se a plataforma contratada pela IES possui um acervo de Direito relevante e contemporâneo, além de entender sobre a frequência de atualizações.

 

Como a biblioteca digital se insere no contexto da instituição de educação?

À medida que o tempo tem passado, a internet tem se tornado cada vez mais presente e necessária no nosso cotidiano. No contexto do ensino, sobretudo o superior, é impossível pensar em uma educação que não aproveite dos inúmeros recursos presentes na rede.

O maior exemplo que prova que a internet é fundamental para o ensino é o crescimento da EaD. A modalidade educação a distância já vem crescendo mais do que o presencial, além também do surgimento do ensino híbrido.

Quando optamos por manter uma biblioteca digital, essa se soma à física, trazendo maiores possibilidades para seu corpo discente. Com essa união, o acesso aos materiais, a leitura e o próprio acervo se tornam maximizados.

Uma IES que pretende se manter moderna e com qualidade precisa acompanhar as tendências para a educação. Trabalhando com uma biblioteca digital em conjunto com a física, a IES garante a opção entre livro digital ou físico.

É importante, ao decidir pela biblioteca digital, observar as determinações do Ministério da Educação (MEC). Também falaremos, ainda neste artigo, mais sobre as exigências quanto aos títulos necessários.

Como as bibliotecas digitais ajudam a incentivar a leitura na IES?

O hábito de leitura na universidade é muito importante para todos os alunos, afinal, ele apresenta diversas vantagens para os estudantes. 

São exemplos desses benefícios o exercício da memória, a melhora na capacidade de raciocínio, a ampliação de vocabulário, a melhora na escrita e na argumentação.

As IES  são capazes de assumir um papel essencial no incentivo à leitura. Confira a seguir algumas dicas que vão te ajudar nesse processo:

  1. Disponibilidade de um acervo rico e diverso
  2. Processo de empréstimo de obras facilitado
  3. Presença de um acervo digital
  4. Desenvolvimento de atividades online interativas
  5. Utilização de questões abertas nas avaliações
  6. Incentivo à leitura nas redes sociais
  7. Indicações de obras para diferentes perfis de leitores


Como vimos, a disponibilidade de um bom acervo, empréstimo facilitado e livros digitais são formas de incentivar a leitura entre os alunos da sua IES. 

E as bibliotecas digitais aparecem, então, como grandes aliadas nessa missão, deixando as obras ainda mais próximas dos estudantes.

Leia também: 10 livros sobre educação voltados ao ensino superior

Como incentivar os alunos a lerem livros digitais?

Despertar ou nutrir o interesse dos alunos pela leitura é uma prática muito importante para auxiliá-los a manter um bom desempenho acadêmico. Conhecer os alunos, entretanto, é a primeira etapa para propor ações que façam sentido para eles e, assim, alcançar uma maior adesão aos livros digitais.

Veja, a seguir, algumas dicas que preparamos para a sua IES: 

1. Promover atividades em grupo para que eles saibam como usar a biblioteca digital

Imagine que o ano letivo acabou de começar: os alunos estão animados para tudo o que vem pela frente e querem aproveitar ao máximo o que a IES tem para oferecer. 

Pensando em não deixar ninguém para trás e também em proporcionar um entrosamento maior na turma, especialmente se as aulas forem a distância, promover atividades para conhecer a biblioteca pode ser uma ótima ação para o começo do ano letivo. 

Dessa forma, é possível fazer um evento que pode ser descontraído e, ao mesmo tempo, um passo apasso de como usar uma biblioteca digital. Pode se passar desde a locação de livros até uma visita pelas obras mais importantes do acervo e outros detalhes técnicos. 

2. Incentivar projetos de leitura e grupos de estudos

Uma opção tamém interessante pode ser incentivar grupos de estudos entre os alunos. Grupos de estudos e de pesquisa são extremamente importantes durante a graduação para que os alunos possam se aprofundar em áreas mais específicas e começar a construir uma carreira. 

Além disso, incentivar projetos de leitura entre os alunos com temas que não precisam estar necessariamente conectados com o material do curso também pode ser uma ótima opção para aqueles que ainda não tem tanta afeição pelo hábito da leitura digital.

Clubes de leitura com foco em algo que seja de interesse dos alunos — como estilo musical, gênero literário, movimento cultural, entre outros — pode ser uma ótima estratégia. 

3. Empodere os alunos

O empoderamento é um conceito especialmente importante para os jovens que estão entrando nas universidades. Empoderar-se é construir uma autoestima saudável, relacionar-se com os outros a partir de bases psicológicas bem estruturadas e exercitando o amor-próprio cotidianamente. 

Com aulas que promovam debates entre os alunos e incentivem a troca de ideias, eles se sentem valorizados, vistos, ouvidos. Essa sensação de pertencimento faz com que eles se engajem ativamente nas aulas e na busca pelo conhecimento. 

Isso pode ser feito, por exemplo, deixando que eles comentem o tópico que será trabalhado nas aulas antes do professor para que o conhecimento não seja fundamentado numa prática vertical, mas na troca, e motive a participação de todos, algo que ajuda na fixação do aprendizado e desperta o interesse deles no processo de ensino, que envolve também a leitura.

Como a biblioteca digital é acessada pelos alunos? 

Com o aumento do nosso uso da internet, uma das maiores dificuldades é manter todos os logins e senhas que temos para acessar os mais diversos serviços. Ao apostar em uma biblioteca digital, a IES pode contar com seu acesso sem que o aluno precise criar um novo perfil para utilizar o serviço.

Com a inserção de um simples botão na plataforma de aprendizagem da IES, o estudante irá direto para o espaço da biblioteca, sem precisar realizar mais um login. Se a IES não contar com esta plataforma, esse serviço poderia também ser inserido no portal do aluno de seu site educacional, por exemplo.

Independente de estar linkado nos endereços online da IES ou não, esse acesso deve ser facilitado. A plataforma que hospeda a biblioteca deve ter um visual interativo, que seja atrativo e de uso intuitivo.

É também importante aprimorar o uso da biblioteca com diversas ferramentas disponíveis. Hoje em dia, há recursos que:

  • Facilitam as pesquisas, seja por nome do autor, da obra, da disciplina, etc;
  • Permitem a marcação de trechos e adição de comentários sobre o conteúdo;
  • Simplificam a realização de referências bibliográficas e
  • Apresentam sumário interativo com linkagem para capítulos específicos.

Leia também: Quais são as principais vantagens da utilização da plataforma como ambiente de aprendizagem?

 

Como gerir uma biblioteca digital?

Uma boa gestão de bibliotecas digitais engloba diferentes processos, como o controle de inventário, aquisição de novas obras e assinatura de periódicos. É essa gerência que determina a manutenção de um acervo de qualidade e atualizado.

Abaixo você encontra alguns passos que vão te ajudar na organização da biblioteca digital da sua IES:

    1. Identificar obras: Localizar as fontes, autorias e os temas das obras é fundamental para que o bibliotecário possa garantir a confiabilidade do acervo.
    2. Organizar obras: os filtros para subdividir as obras catalogadas devem considerar os autores, temas e identificações ideológicas.
    3. Pesquisar e adquirir novas obras: o bibliotecário é responsável pela atualização do acervo digital. Isso pode ser feito pela própria plataforma.
    4. Atender aos alunos: mesmo se tratando de uma plataforma online, o atendimento aos alunos é uma etapa essencial para o bom funcionamento da biblioteca. A presença de um espaço de perguntas frequentes e a disponibilidade de atendimento por chat, e-mail ou até telefone são recomendadas.
    5. Gerar relatórios: os relatórios são essenciais para uma boa avaliação da sua biblioteca e também para atender os requisitos do MEC.

 

Quais são as exigências e avaliação do MEC?

Ao escolher a formatação de uma biblioteca digital, a IES deve se atentar às exigências relacionadas à avaliação do MEC. No Decreto Nº 9.235, de 2017, são instituídas as normas para regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior, e as bibliotecas são um dos elementos de relevância na análise da qualidade. 

Já demos algumas dicas para quem está preparando a sua biblioteca, mas vale lembrar que a qualidade desses locais (e a existência ou não de uma biblioteca digital) é um fator determinante para uma boa avaliação.

No entanto, além do tombamento e da informatização do acervo físico e do acervo virtual disponível com acesso ininterrupto aos usuários, destacamos também os tópicos referentes à bibliografia.

1. Bibliografia básica

É obrigatório que a bibliografia básica presente no plano de ensino de todos os cursos esteja disponível aos estudantes. Vale observar que esses planos são atualizados constantemente e a biblioteca deve acompanhar essas atualizações.

Leia também: saiba quais são os critérios analisados na avaliação de bibliotecas pelo MEC

2. Bibliografia complementar

Apesar de receber a terminologia de “complementar”, essa bibliografia é de extrema importância. É nela que os alunos encontram fontes de consulta indispensáveis a uma formação de excelência e constantemente atualizada.

Vale destacar ainda que a bibliografia complementar é um dos critérios avaliados pelo MEC. Instituições que buscam melhores notas devem manter seus olhares atentos para esse item, disponibilizando ao menos cinco títulos por unidade curricular.

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Quais são as vantagens de uma biblioteca digital?

Já vimos que as bibliotecas online podem ser de grande ajuda no incentivo à leitura. No entanto, essa não é a única vantagem desse tipo de plataforma.

As bibliotecas virtuais trazem vantagens tanto para os estudantes, quanto para a Instituição de Ensino Superior. Confira alguns:

1. Melhor avaliação do MEC

Para obter nota 5 no MEC, as IES devem seguir algumas normas obrigatórias estabelecidas pelo Inep. E entre elas está o tombamento e informatização do acervo físico bibliográfico da Instituição de Educação Superior. Com a biblioteca digital isso é possível!

Leia também: 8 dicas para quem está preparando sua biblioteca para avaliação do MEC

2. Acesso remoto e simultâneo

As bibliotecas digitais oferecem maior praticidade aos alunos. Com elas, os estudantes podem acessar as obras do acervo de qualquer lugar e sempre que necessário. Basta apenas estar conectado à internet.

Além disso, mais de um estudante pode acessar a mesma obra ao mesmo tempo, o que faz com que não seja necessário esperar para consultar um material importante.

3. Redução de custos

Mais uma vantagem para IES diz respeito aos custos administrativos. Com a biblioteca virtual, a IES economiza nas reparações e nas manutenções de obras, além de não se preocupar com desvio ou danos a livros e periódicos.

As demandas de aquisição e atualização também ficam otimizadas, visto que a gerência da biblioteca virtual ocorre principalmente na plataforma contratada e é ela que atualiza o acervo.

Leia também: veja como a UNIFAMMA reduziu custos da biblioteca com a parceria com a Saraiva Educação

4. Gestão otimizada

Etapas de organização, identificação, reparação das obras e atendimento aos alunos são facilitadas nas bibliotecas digitais se comparadas às físicas. Até mesmo a geração de relatórios e análise de dados são mais otimizados na versão online das bibliotecas.

E os estudantes também se beneficiam dessa vantagem. Afinal, a indicação de obras e a identificação de seu perfil de leitura também são facilitadas e automatizadas.

Como escolher uma biblioteca digital para a minha IES?

Você já conhece as vantagens das bibliotecas digitais e sabe até como gerenciá-las em sua IES. E agora está na hora de descobrir como escolher a plataforma ideal para criar o acervo online da sua instituição!

A gestão de uma biblioteca digital pode ser mais descomplicada e facilitar a sua manutenção, mas isso não quer dizer que ela não demande preocupações e cuidados. É preciso que ela seja constantemente atualizada e que forneça estrutura tecnológica para a gestão administrativa e atendimento dos alunos.

Os pontos a serem observados vão desde acervos disponibilizados à assistência técnica e, claro, à responsividade do software.

Separamos alguns pontos que você precisa estar atento na hora de escolher uma plataforma de biblioteca online para a sua IES:

1. Acervo

Observe a frequência com que os acervos são atualizados e quais títulos a biblioteca digital já dispõe. 

Além da bibliografia obrigatória para cada curso, é importante que a biblioteca digital traga também obras complementares e reconhecidas por sua excelência.

2. Navegação responsiva

Observe e teste a plataforma escolhida para avaliar se ela fornece acesso fácil e intuitivo aos alunos. Faça e refaça os percursos que eles farão para procurar ou acessar as obras.

3. Gestão facilitada

Observe e teste também os recursos de gestão que a plataforma oferece, desde catalogação até a busca e o cadastro de usuários e de obras. Dessa maneira, você garante que a sua equipe de bibliotecários terá tudo o que precisa e que não haverá problemas com a organização e a manutenção da biblioteca pela IES.

4. Assistência técnica

Toda plataforma pode apresentar problemas ou gerar dúvidas. Nesse sentido, é essencial que você saiba quais ferramentas são oferecidas pela biblioteca digital que está usando. Por isso, procure saber qual assistência técnica a plataforma oferece para lidar com os usuários diante de dúvidas de funcionamento ou problemas técnicos e erros. 

Você quer facilitação e não uma tarefa a mais, não é mesmo?

Leia também: conheça a Saraiva Educação digital e saiba como melhorar os resultados de sua IES!

5. Suporte especializado

Para além de uma assistência técnica, um suporte especializado para implementação ou transição pode facilitar, e muito, a sua gestão. Além disso, ele agrega qualidade e a garantia de um melhor resultado.

6. Recursos extras de navegação

Observe as especificações de cada plataforma, é possível que elas ofereçam funções como incluir anotações ou notas durante a leitura de uma obra, por exemplo.

Vale a pena criar uma biblioteca digital?

Se você chegou até aqui, já não é uma novidade a importância da biblioteca digital para a sua IES. Essa ferramenta é fundamental para facilitar os estudos e melhorar o acesso à informação por parte do aluno, além de reduzir custos e proporcionar uma série de outros benefícios para a sua IES. 

Então, você pode estar na dúvida sobre como criar uma biblioteca digital para a sua instituição de ensino ou até mesmo se vale a pena desenvolvê-la ou adquirir a plataforma pronta de uma empresa parceira. E nós estamos aqui para te ajudar a responder essa dúvida!

A princípio, é importante ter em mente que a construção, a manutenção e a atualização de uma biblioteca digital não é um processo simples. São diversos custos envolvidos, não apenas no desenvolvimento da plataforma, mas ao longo de sua existência, levando em consideração também pontos como: a solução de problemas técnicos, direitos autorais das obras, etc.

Além disso, para fazer a digitalização das obras, uma fase principal da criação de uma biblioteca digital, é preciso ter um bom equipamento, saber operá-lo corretamente e respeitar as normas e leis vigentes.

A boa notícia é que já existem disponíveis plataformas completas para a sua IES, que cuidam desde o acesso dos alunos ao acervo até a atualização constante das obras. O suporte técnico, desenvolvimento de novas funcionalidades, dentre outras tarefas importantes ficam por conta da empresa parceira. Assim, a gestão da biblioteca digital é otimizada e a sua IES sai ganhando!

Quanto custa uma biblioteca digital?

O preço dos livros físicos não é baixo, muito menos o valor gasto para manter toda uma infraestrutura física que acomode todas as obras. Esses gastos tornam uma biblioteca digital bem interessante em relação à tradicional.

O preço para manter uma biblioteca virtual é bem difícil de se mensurar. Afinal, existem gastos obrigatórios para ter o serviço, além de variáveis relacionadas a como será esse acervo. Quanto a estes custos necessários, temos:

1. Pessoal

Para preparar o material físico para o digital, é necessário colocar alguns funcionários disponíveis apenas para essa tarefa. Digitalizar os arquivos é uma tarefa longa e que precisa ser feita com cuidado e com pessoal treinado para isso.

2. Equipamentos

A digitalização dos livros não pode ser feita de qualquer forma. É necessário que a IES conte com bons equipamentos para isso, tanto para garantir a qualidade do material gerado nessa atividade quanto para fazer o serviço de forma mais otimizada possível.

3. Plataforma

Apesar de não precisar de um lugar físico para apresentar seu acervo, a IES necessita de uma plataforma online para manter uma biblioteca digital. A escolha deve ser bem pensada de acordo com o que se espera da biblioteca para não ter problemas no futuro.

Leia também: Como funciona e como escolher uma plataforma de biblioteca digital?

4. Segurança

Além de uma plataforma que de fato consiga comportar todos os dados hospedados no domínio da biblioteca, é preciso investir também em segurança. 

A proteção de dados dos estudantes, da IES e também do conteúdo do acervo é fundamental. Por isso, é imprescindível prestar atenção ao funcionamento da LGPD na prática (Lei Geral de Proteção de Dados).

Além disso, devemos lembrar que a pirataria é uma prática que continua crescendo e é importante manter os livros seguros neste contexto.

5. Licença de uso dos livros

É importante também investir em bons livros e de forma legal. Ao invés de obter a posse do livro físico, na biblioteca digital será adquirido o Direito de possuir o exemplar digital e compartilhá-lo aos alunos.

A biblioteca digital irá, portanto, disponibilizar um mesmo livro para diversos estudantes, a partir de uma assinatura que poderá ser por tempo determinado ou indeterminado. É importante se atentar aos direitos autorais para manter uma biblioteca de qualidade e de forma correta.

Além destes custos, o tamanho da biblioteca e outras características também influenciarão no valor para manter a biblioteca. Dentre eles podemos destacar:

  • Quais cursos a IES possui;
  • A bibliografia básica e complementar dos cursos;
  • Quantidade de usuários que acessarão a biblioteca;
  • Tamanho total do acesso;
  • Recursos presentes no serviço;
  • Disponibilidade para os mais diversos dispositivos, etc.

Como criar uma biblioteca digital? 

O trabalho de construir sua própria biblioteca é um tanto quanto custoso, seja na questão financeira ou no pessoal e tempo despendido com isso. Entretanto, é um processo perfeitamente possível.

Como se trata de uma tarefa longa, fazer uma biblioteca possui várias etapas fundamentais. Apresentamos agora um passo a passo para que você possa preparar a sua:

1. Escolher a plataforma correta

O primeiro passo é escolher o “local” onde sua biblioteca ficará. É necessário optar por uma plataforma que atenda às necessidades da IES, que seja organizada, atrativa, intuitiva e com as melhores ferramentas para permitir um uso de excelência.

É fundamental que a plataforma seja compreensível para os alunos e professores. Também é imprescindível que ela seja compatível com os mais diversos navegadores de internet possíveis.

2. Incluir a bibliografia básica

A bibliografia básica é aquela que traz os principais livros que serão utilizados durante o semestre pelos estudantes. Essa lista com as obras centrais que serão a base do ensino deve, de forma obrigatória, estar presente no plano de ensino do curso.

A inclusão da bibliografia básica é também uma determinação do MEC. No caso das bibliotecas digitais, isso é ainda mais proveitoso, uma vez que todos os estudantes podem ter acesso a esses livros ao mesmo tempo, sem interferência de quantidade de exemplares. 

3. Adicionar a bibliografia complementar

E se o estudante tiver dificuldade de aprender com o livro principal, o que ele deve fazer? Pensando nessa possibilidade, as IES precisam manter também uma bibliografia complementar do curso.

Com mais opções de livros, além de atender os alunos com mais dificuldades, a IES estará ajudando também aqueles que querem aprofundar no assunto. A bibliografia complementar também pode ser consultada no plano de ensino do curso.

4. Catalogação dos títulos

Nesta etapa, devemos idealizar e catalogar quais são os títulos que farão parte da sua biblioteca digital. É necessário criar um acervo bem completo e que seja de interesse dos usuários.

Mesmo que seja em formato digital, é importante ter organização e controle sobre o acervo da IES. Essa catalogação servirá também para prestar informações bem detalhadas sobre os livros presentes.

5. Escolher o layout

Apesar de parecer mais simples, essa é uma tarefa de extrema importância! A escolha do layout é um dos primeiros passos para que o estudante perceba a qualidade da biblioteca.

É importante pensar em um design que aproveite o layout com as características da plataforma, de forma conjunta. Já que a biblioteca é personalizada, faz total sentido em utilizar as cores e logos da IES.

Além da parte relativa à identidade visual, devemos pensar também em toda a experiência do usuário ao navegar pela plataforma.

6. Definir e possibilitar as ferramentas que ajudam no acesso

Não basta ter um catálogo de livros completo, a biblioteca precisa ter funcionalidades que realmente otimizem o estudo dos alunos. Neste sentido, é importante contar com:

  • Serviço de pesquisa completo e responsivo;
  • Linkagem nos índices que levam para capítulos e títulos específicos;
  • Capacidade de fazer marcações e anotações no texto e
  • Ferramenta para referenciar os livros.

7. Inserir mecanismos de inclusão

Mesmo estando em ambiente virtual, é fundamental pensar na inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior. Neste sentido, é possível incluir mecanismos como:

  • Leitura em voz alta;
  • Variados modos de leitura;
  • Possibilidade de aumentar a fonte do texto, etc.

8. Preparar suportes técnicos e para o usuário

É necessário se organizar também para a realização de suportes na plataforma. Problemas são comuns e, para minimizá-los, é interessante preparar manuais de uso para facilitar a vida do aluno.

Também é necessário se preparar para futuros bugs no sistema. Contar com bons profissionais na área de TI é excepcional.

Como funcionam os livros na biblioteca digital?

Os livros digitais funcionam por meio de uma plataforma digital responsiva com um leitor de e-pub, ou seja, um formato que permite aos usuários acessarem todo o acervo e interagirem com as funcionalidades que melhoram o estudo e a leitura.

Leia também: 8 dicas para fazer uma boa catalogação de livros

Uma vez adquirida uma plataforma de biblioteca digital, alunos e professores da IES podem navegar e interagir por todo acervo da biblioteca digital disponível.

A leitura das obras é feita de modo online, em um ambiente próprio, e todas as personalizações individuais são salvas, possibilitando sua continuação em um novo acesso.

Além disso, os livros contidos em uma plataforma de biblioteca digital podem ser acessados de qualquer aparelho digital, como computador, celular e tablet. Inclusive isso pode ser feito em mais de um dispositivo ao mesmo tempo, desde que haja acesso à internet.

Agora que você já sabe o que é a biblioteca digital, como ela funciona e os benefícios para a sua IES, aproveite para conferir o nosso artigo sobre os selos da Saraiva Educação e saiba como podemos ajudar a sua IES a melhorar a qualidade do ensino, além de atender às exigências do MEC!

O Direito e a educação a distância

A oferta de cursos de graduação na modalidade 100% EaD foi por muito tempo uma realidade distante. Desde 2009 o assunto é debatido pelas instituições de ensino, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério da Educação (MEC). 

A pandemia de covid-19 acelerou o debate, e conforme as visitas de autorização foram retomadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), as primeiras autorizações começam a surgir, na esteira de mais um ano de ensino remoto e híbrido

Deixo as polêmicas à parte pois o cenário está posto e é importante que os órgãos regulatórios se ocupem não apenas desta avaliação, mas também da fiscalização quanto à qualidade dos programas oferecidos. 

Do ponto de vista das instituições de educação superior (IES) o momento é de planejamento. Investir tempo em um projeto pedagógico sólido, que contemple todas as necessidades dos alunos e professores, envolvendo uma equipe multidisciplinar é um dos pilares para a atender aos requisitos exigidos. 

Escolhas que envolvem o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) são apenas uma parte do processo quando o assunto é educação a distância. Por isso, modelos e metodologias inovadoras podem entregar resultados mais efetivos do que o investimento único em tecnologias de ponta. 

Quando idealizamos DONS, as Disciplinas Online Saraiva, pensamos em um projeto que resolvesse o mesmo problema que os especialistas da área jurídica debatem: como contribuir para que esses programas formem profissionais do Direito competentes e prontos para os desafios do futuro, em qualquer modalidade de ensino?

Metodologias ativas

Os modelos que se centram no aluno já não são novidade. Em todo caso, ainda é complexo implementá-los em cursos de Direito que ainda encontram barreiras para se modernizar. 

Por isso, entregar conteúdo que possa ser aplicado por meio da aprendizagem baseada em problemas e sala de aula invertida facilitam a sua implementação por professores e coordenadores pedagógicos que ainda possam ter dúvida sobre como fazê-lo. 

Aprendizagem significativa 

Nossos parceiros nos relatam, entre uma ou outra reunião, sobre a dificuldade em engajar alunos nas disciplinas propedêuticas, introdutórias ao curso. Mergulhadas na teoria e dotados de conceitos subjetivos, podem ser de difícil compreensão aos alunos ingressantes, podendo até contribuir para taxas de evasão. Além disso, mesmo as disciplinas especializadas da área podem enfrentar limitações para demonstrar ao aluno o quanto os conteúdos ministrados são aplicados à realidade. 

A verdadeira aprendizagem significativa é centrada no Construtivismo e pressupõe que o conhecimento é construído constantemente, de forma contextualizada, baseada em saberes prévios e coletivamente. 

Os conteúdos de DONS trazem casos, notícias e jurisprudências que ajudam o estudante a visualizar como aquele conteúdo está presente no exercício da profissão. E os mapas mentais animados oferecem uma visão ampla sobre a conexão entre os diversos temas dentro de uma disciplina.

Aprendizagem multimídia

De acordo com a Teoria da Aprendizagem Multimídia (Multimedia Learning), um campo do Cognitivismo, a combinação de palavras (faladas ou escritas) e imagens (estáticas ou dinâmicas, como um vídeo) favorecem o processo de aprendizagem, que ocorre quando uma informação é concretizada na memória de longo prazo.

Os objetos de aprendizagem de DONS são pautados nesta premissa, com conteúdos multiformatos que podem ser combinados e ordenados de forma flexível. 

Tecnologias educacionais

As dinâmicas de aulas síncronas e assíncronas podem ser implementadas com conteúdos que podem ser entregues no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), abarcados em atividades em grupo ou individuais, antes ou depois da aula, garantindo a autonomia do professor ao desenhar o melhor plano de aula para suas turmas, com o uso das TICs. 

Metodologia Saraiva

DONS aposta em um método que envolve três etapas principais. Na introdução ao conteúdo, um conjunto de objetos de aprendizagem contextualizam o estudante sobre o tema que ele aprenderá, suas conexões e saberes prévios necessários para a sua compreensão. 

Na segunda etapa, ocorre o momento de avaliação da aprendizagem, quando atividades interativas apoiam a autoavaliação do aluno. Acreditamos que avaliações, provas e perguntas são também poderosos instrumentos de estudo. 

E por fim, na etapa de aprofundamento do tema, o estudante é convidado a conhecer outros conteúdos complementares e a trabalhar em atividades individuais ou coletivas para colocar em prática o que aprendeu. 

Conteúdo multiformato

Apostar em diversidades de formatos de materiais em um programa EaD é uma forma de manter o engajamento da turma e exercitar diferentes habilidades como: interpretação de texto, exercícios de escrita, leitura, apreensão de ideias e diferentes pontos de vista, entre outras. Vale destacar o quanto também é preciso selecionar uma bibliografia de referência que conte com autores e doutrinadores plurais. Em DONS as disciplinas são baseadas no catálogo renomado da Saraiva Jur, referência em Direito no Brasil.  

Por fim, se você é um gestor de instituição de educação ou responsável pela EaD da sua universidade, meu conselho é: faça o curso a distância para o seu aluno e não para o MEC. O regulatório é importante, mas sabemos que não é a única “régua de qualidade” com que se possa contar.  

Sobre este artigo 

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: meu nome é Isabella Sanchez, sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação a Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero. 

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui!

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre!

Os desafios da produção de conteúdo EaD (e como superá-los)

Nos últimos anos a modalidade de ensino a distância recebeu mais atenção do que nunca. As matrículas em cursos do tipo já estavam em curva ascendente – houve um aumento de 45% em dois anos de acordo com o último Censo da Educação Superior (INEP) – e com o contexto pandêmico, o que caminhava a passos lentos, ganhou força e velocidade. O ensino remoto trouxe o alerta às instituições de educação superior que ainda não estavam preparadas para atender à demanda. Aquelas que já possuíam um sistema de gestão da EaD desenvolvido, saíram na frente.  

A modalidade é uma possibilidade de ensino-aprendizagem que pode ocorrer de forma síncrona ou assíncrona, com estudantes e docentes geograficamente distantes, mediados por tecnologia. Por apresentar particularidades, precisa ser pensada e planejada nos detalhes para conseguir bons resultados pedagógicos. Por esse motivo, a produção de conteúdo torna-se central.  

Desafios

As primeiras ondas da educação a distância enfrentavam limitadores tecnológicos e de infraestrutura. Nos anos 2000, por exemplo, o telepresencial ajudou a levar videoaulas a lugares remotos, sem internet. Tivemos avanços acelerados na área de educação e nos recursos tecnológicos disponíveis, com fibra óptica, dispositivos móveis, aplicativos diversos, inteligência artificial e realidade aumentada.

Porém, ainda predomina na EaD modelos de curso que contam apenas com conteúdo escrito, questões múltipla-escolha e tutoriais simples. O fator financeiro pesa, já que pode sim ser custoso produzir conteúdo de qualidade. Mas com uma infinidade de possibilidades gratuitas, é possível entregar mais com menos em termos de material para cursos a distância. 

Nesse sentido, esbarramos em outro desafio: a formação docente. Muitos professores ainda enfrentam dificuldades para preparar aulas e conteúdos. Nas IES que não contam com especialistas ou departamentos de educação a distância, por vezes a produção do conteúdo fica à cargo do docente, que se não estiver preparado para esse tipo de experiência de ensino, poderá deixar de aproveitar as possibilidades de criar materiais interessantes e adequados. 

A falta de literacia virtual e letramento digital são dois fatores limitantes para o planejamento de uma disciplina on-line que conte com os melhores recursos disponíveis. Imagine que um professor que não está acostumado nem a participar de chamadas de vídeo, poderá ter dificuldades para gravar uma videoaula sozinho de sua casa. Com a falta da habilidade, para o aluno, vai o resumo em PDF mesmo.  

Por fim, há o desafio do planejamento pedagógico que deve preceder a produção de conteúdo para EaD. Muitas instituições já contam com designers instrucionais, capazes de fazerem desenhos de cursos a distância que contem com os formatos de conteúdo mais adequados, que suportem as metodologias envolvidas, oferecendo uma experiência de aprendizagem bem sucedida. Quando não há esse tipo de preparação, o risco vai além de produzir conteúdos pouco interessantes, mas de investir mais do que o necessário em materiais que não serão relevantes nem para os estudantes, nem para os docentes.  

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A superação

Os pilares da produção de conteúdo educacional são pedagógicos, comunicacionais, tecnológicos e organizacionais. Ou seja, tudo começa em um bom projeto pedagógico de curso, que envolva bases teóricas sólidas e métodos assertivos, sempre levando em consideração as necessidades dos estudantes e as diretrizes curriculares. Os canais de comunicação garantem a conexão entre docente-turma e turma-docente, muitas vezes contando com um tutor qualificado para uma melhor mediação. Por fim, os recursos tecnológicos, financeiros e organizacionais completam a lista de ingredientes importantes para esse planejamento.  

Além disso, especialistas em gestão de projetos têm encorpado cada vez mais as equipes multidisciplinares responsáveis pela produção de conteúdo para EaD, garantindo a eficiência dos processos e atingimento dos objetivos. Como já foi dito, o designer instrucional é quem dá vida a uma matriz de curso, imaginando quais formatos de conteúdo podem ser mais adequados, em que ordem e seguindo quais padrões. Por fim, este grande planejamento integrado deve ser o mapa que guia a produção de conteúdo.  

A produção de mídias pode envolver o próprio corpo docente, terceiros contratados pela própria instituição de ensino ou até mesmo empresas especializadas (como a Saraiva Educação). Tudo vai depender das variáveis envolvidas neste plano. Ir pelo caminho mais simples e menos custoso é possível: a entrega de videoaulas de qualidade gravadas remotamente pelo computador ou celular já é realidade. Aplicações do Google Suite permitem o desenvolvimento de atividades colaborativas das mais diversas. Bancos de objetos de aprendizagem totalmente gratuitos são um excelente caminho, e o próprio professor pode fazer a curadoria em pesquisas pela internet.  

Por fim: entender profundamente quem é o aluno. Que tipo de infraestrutura ele dispõe em sua casa? Quantos anos têm? Vai acessar o curso pelo computador ou pelo celular? Ele prefere conteúdo escrito ou vídeo? Implementar esse tipo de pesquisa pode facilitar as decisões que envolvem conteúdo e garantir que os estudantes estarão sempre “presentes” ainda que virtualmente.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: meu nome é Isabella Sanchez, sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação a Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui! 

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre! 

Saiba o que são e como cumprir as Diretrizes Curriculares do curso de Direito

O curso de Direito foi a segunda graduação a ser implementada no Brasil, ainda em 1827. Desde então, o curso está entre os mais procurados pelos vestibulandos do país.

Isso fez com que o Brasil se tornasse a nação com o maior número de faculdades de Direito no mundo! Atualmente são cerca de 864 mil estudantes, distribuídos em cerca de 1.303 cursos em todo o país.

Visando não apenas quantidade, mas também qualidade, em dezembro de 2018 o Ministério da Educação (MEC) publicou as novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito. Esse novo regulamento revogou a Resolução n. 09/2004. 

A medida levantou diferentes debates na época em que foi publicada. E o tema entra em voga mais uma vez, visto que o prazo que as Instituições de Ensino Superior (IES) tinham para se adequarem às novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de Direito terminou em dezembro de 2020.

Confira abaixo mais detalhes sobre o que são as DCN e quais os diferenciais da mais recente regulação do curso de Direito no Brasil!

O que são e para que servem as DCN?

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são as normas obrigatórias que orientam o planejamento curricular de instituições de educação de todo o Brasil.

Tanto a Educação Básica quanto o Ensino Superior têm diretrizes determinadas a seguir. E no caso das IES, cada curso superior possui suas próprias DCN. 

Assim, as Diretrizes Curriculares do curso de Direito determinam especificamente as normas a serem seguidas por todos os cursos da área do país. Isso mostra muito do objetivo das DNC: promover uma aprendizagem com equidade e que abrange conteúdos básicos para todos os alunos. 

A definição das diversas DCN do país é feita com a participação de diferentes esferas sociais. E no caso das novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito, tanto o Conselho Nacional da Educação quanto membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participaram das discussões sobre o tema.

Qual o histórico das Diretrizes Curriculares do curso de Direito?

Como adiantamos, um novo marco regulatório do Direito foi homologado em dezembro de 2018. Antes disso, o curso já havia passado por distintas formulações, seguindo as diferentes diretrizes da educação superior brasileira.

A implementação de DCN na educação começou em 1996. Entretanto, apenas no fim de 1997, e posteriormente em 2001, é que foram publicadas as orientações para as diretrizes gerais dos cursos de graduação. Mas foi apenas em 2002 que as DCN do ensino superior começaram a ser publicadas.

Antes desse período, o ensino de Direito no Brasil podia variar muito de instituição para instituição e não havia uma preocupação governamental sobre a equidade de ensino pelo país.

No caso do curso de Direito, as principais publicações sobre as DCNs são:

  • Parecer CNE/CES nº 146/2002: determina as DCNs dos cursos de graduação em Direito, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Hotelaria, Secretariado Executivo, Música, Dança, Teatro e Design.
  • Parecer CNE/CES nº 55/2004: criação das Diretrizes Curriculares para o curso de Direito.
  • Resolução CNE/CES nº 9/2004: institui as Diretrizes Curriculares do curso de Direito, bacharelado.
  • Resolução CNE/CES nº 3/2017: que altera o Art. 7º da Resolução CNE/CES nº 9/2004.
  • Resolução CNE/CES nº 5/2018: institui as novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito, entre outras providências.
  • Parecer CNE/CES nº 757/2020: apresenta proposta de alteração do artigo 5º da Resolução CNE/CES nº 5, de 17 de dezembro de 2018.

Após a publicação da resolução nº5/2018, atualmente em vigor, as IES tiveram dois anos para adequar os cursos de Direito às novas DCN. O prazo terminou em dezembro de 2020.

Leita também: Conheça a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil

Onde encontrar as DCN de Direito?

Se você deseja aprofundar a pesquisa nas Diretrizes Curriculares do curso de Direito, é bem simples!

No site do MEC, na página de Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação, você encontra uma página com o histórico de DCN de cada curso regulamentado pelo Ministério. Clique aqui e confira!

Quais foram as mudanças nas DCN do curso de Direito em 2021?

Em abril de 2021, foi publicado um Parecer que propõe a alteração das DCN do curso de Direito. De acordo o Parecer CNE/CES nº 757/2020, a nova redação do artigo 5º da Resolução nº 5 de 17 de dezembro de 2018 informará que a composição acadêmica deve priorizar a interdisciplinaridade e a articulação de saberes.

Ainda, a grade curricular do curso de Direito deverá ser composta pelas seguintes matérias:

  • Teoria do Direito;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Direito Tributário;
  • Direito Penal;
  • Direito Civil;
  • Direito Empresarial;
  • Direito do Trabalho;
  • Direito Internacional;
  • Direito Processual;
  • Direito Previdenciário;
  • Direito Financeiro;
  • Direito Digital;
  • Formas Consensuais de Solução de Conflitos; e
  • Formação prático-profissional

Quais as principais Diretrizes Curriculares do curso de Direito?

Especialistas da área comentam que, se comparada à resolução de 2004, as novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito são mais rigorosas quanto ao preparo dos estudantes.

Com as novas diretrizes e com o Parecer CNE/CES nº 757/2020, fica instituído que a composição acadêmica deve priorizar a interdisciplinaridade.

As novas tecnologias da área jurídica também devem ser introduzidas aos estudantes durante o curso. Assim, eles devem aprender sobre processos judiciais eletrônicos e audiências por vídeo-chamada, por exemplo.

E falando sobre tecnologia, é importante lembrar que o MEC e a OAB ainda não reconhecem nenhum curso superior de Direito EaD. Entretanto, as Diretrizes Curriculares do curso de Direito permitem que uma porcentagem das matérias possa ser oferecida no formato a distância, configurando assim um tipo de ensino híbrido no curso.

Essa é uma boa notícia para as IES. Considerando que o quadro de disciplinas obrigatórias aumentou com as novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito, ter a opção de oferecer algumas delas no formato online pode ser uma grande vantagem tanto para a IES quanto para os alunos.

Dicas para cumprir as DCN de Direito

É muito importante que as IES sigam as novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito. Afinal, isso é imprescindível para garantir uma boa avaliação do MEC e a manutenção do curso na instituição.

Algumas ferramentas podem auxiliar na implementação e no cumprimento das DCN de Direito na sua IES!

Este é o caso, por exemplo, de uma plataforma digital de aprendizagem! Esse tipo de tecnologia reúne em um único ambiente virtual possibilidades que facilitam a atuação dos professores, e melhoram o aprendizado dos alunos.

Com o aumento de disciplinas obrigatórias previstas nas novas Diretrizes Curriculares do curso de Direito, contar com esse suporte tecnológico pode fazer toda a diferença para a qualidade de ensino da sua IES. Aproveite e descubra como escolher uma plataforma de ensino superior!

A presença de uma biblioteca digital também passa a ser essencial neste momento de mudança. Esse tipo de plataforma permite maior flexibilidade e acesso dos alunos às obras da bibliografia obrigatória e complementar do curso!

Sabemos que o curso de Direito exige um acervo muito específico, especialmente com as novas competências e disciplinas exigidas pelo MEC. Para solucionar essa questão, já existem no mercado plataformas com bibliografia especializada!

Então agora que você já conhece as Diretrizes Curriculares do curso de Direito, que tal conferir os detalhes sobre as bibliotecas digitais de Direito? Leia agora!

As metodologias ativas, tecnologias e ensino remoto

Há quase um ano, o ensino remoto se tornou uma das únicas possibilidades de interação no Ensino Básico e Superior, em um mundo mergulhado na pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, a rotina da aula online já não é novidade para ninguém, ainda que os desafios e dificuldades estejam mais presentes do que nunca.  

Em muitos encontros virtuais de educadores, ouvi os mesmos relatos aflitivos. “Falo sozinho na frente do computador” ou “meus alunos simplesmente não aparecem nos encontros online”. A falta de interesse parece ser o elemento-chave da angústia docente: entre todas as dificuldades técnicas e de recursos, perdeu-se o “olho no olho” da sala de aula.  

Durante o Congresso Internacional de Educação e Tecnologia (Ciet), a fala de uma palestrante ecoa até hoje na memória: “a falta de engajamento já era um problema no presencial”. E, de fato, quem leciona sabe que a motivação sempre esteve na lista de principais desafios dentro de uma sala de aula.  

As discussões em torno das metodologias ativas trouxeram uma mudança de paradigma nas experiências de ensino-aprendizagem convencionais. Mas será que elas podem trazer contribuições para o ensino remoto? Com certeza. 

1. Combine o jogo 

primeiro passo para a efetividade das metodologias ativas, no on e no off-line, é combinar o jogo com os estudantes. Os benefícios desse tipo de dinâmica pedagógica nem sempre são claros a eles, e é importante que no início do curso o professor possa explicar quais serão as práticas utilizadas, seus objetivos e o que se espera do aluno. Manter esse diálogo com a turma também ajuda a criar conexão e favorecer a construção coletiva, além de engajá-los durante o processo. 

2. Não existe metodologia certa 

Escolher entre os tipos de metodologias disponíveis para aplicar em uma disciplina requer não só entendimento técnico (domínio do professor), mas também entender bem o perfil dos estudantes. Isso deve ajudar a selecionar os métodos que vão não só funcionar melhor, mas que atenderão bem a turma. Além disso, vale considerar os objetivos pedagógicos da disciplina e do curso.  

3. Explore ferramentas tecnológicas 

É possível utilizar simuladores de matemática para exercitar conceitos de física com alunos de graduação em Engenharia. Para os estudantes do curso de letras, um aplicativo que permita a leitura e construção de textos coletivamente, pode ser muito útil.  

Esses são apenas exemplos de como ferramentas tecnológicas disponíveis podem ser aproveitadas para fins pedagógicos, dentro de experiências de ensino remoto. Recursos digitais, como videoaulas e ebooks, aplicativos multimídia e tutores inteligentes, podem e devem ser aplicados como recursos educacionais.  

Há inúmeras ferramentas para criação de conteúdo, para jogos online (como os Quiz do Kahoot) ou ferramentas de apresentação colaborativas (como Menti ou Prezi).  

4. Metodologias ativas que funcionam 

Uma das mais conhecidas é a sala de aula invertida. Por meio dela o estudante pesquisa sobre o tema da aula, tem contato com leituras e materiais em múltiplos formatos e no momento da aula, faz debates e discussões com os colegas, mediados pelo professor.  

Em casos de ensino remoto com aulas síncronas (videoaulas ao vivo, com interação), essa metodologia pode funcionar muito bem. O aluno tem autonomia para se preparar e aprender sobre o tema anteriormente, e a discussão acontece no momento da aula, pela ferramenta de videochamada.  

Na Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), o professor pode propor um problema a ser solucionado pelo aluno, com materiais complementares e propostas de pesquisas que o ajudem a chegar em uma resposta. Sistemas Tutores Inteligentes (STI) podem ajudar em algumas áreas específicas, principalmente de exatas.  

Já na Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), os alunos podem focar em desenvolver projetos juntos, construídos com a orientação do professor e dos tutores, se for o caso. Inclusive essa interação pode acontecer em fóruns, de forma assíncrona, ou por meio de ferramentas de colaboração online (como as do Google Suite). Aplicativos como Zoom, permitem que o professor gerencie diversas salas de discussão com grupos de alunos, favorecendo esse tipo de construção coletiva.  

5. “Na língua” do aluno 

A comunicação de um jeito amigável, respeitando o perfil dos alunos, ajuda a aumentar a motivação, o engajamento e promovem mais participação no ambiente remoto. Apesar de muitos professores negarem o potencial dos dispositivos móveis, é ali que seus alunos passam a maior parte do tempo. Ou seja, investir em canais de comunicação pelo WhatsApp ou Telegram, pode valer a pena.  

A ideia não é criar mais um grupo para o compartilhamento de figurinhas (embora algumas delas sejam verdadeiros materiais didáticos). O objetivo principal é o de promover o diálogo com os estudantes em ambientes que já são familiares, e possam servir como espaços de compartilhamento de conteúdo, revisão de aula e plantões de dúvidas.  

6. O estudante é o centro de tudo 

Mensurar a aprendizagem é um dos grandes desafios dos docentes, mesmo no ensino presencial. Uma pesquisa do Instituto Crescermostrou que 46% dos educadores não sabem avaliar se os alunos estão realmente aprendendo com as aulas onlineNesse caso, aplicativos de formulários como Google Forms e Forms da Microsoft são opções que podem funcionar para a criação de atividades avaliativas ou como formas de colher feedbacks sobre assuntos específicos. É possível gerar relatórios e entender as coincidências entre acertos e erros.  

Também é comum que os professores se sintam altamente frustrados com problemas estruturais que afetam o desempenho dos alunos no on-line (57% afirmam que por mais que se dediquem, muitas vezes os alunos não se envolvem por questões de infraestrutura).  

É por isso que o planejamento pedagógico para o ensino remoto precisa ser essencial e contar com as ferramentas e os canais que melhor atendem o aluno. Por exemplo: será que formatos de conteúdo em áudio ajudam a levar o mesmo conhecimento que uma videoaula, para aqueles com problemas de internet? Criatividade quase nunca significa complexidade e as metodologias e tecnologias podem provar isso.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: sou a Isabella Sánchez, especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação à Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui! 

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre! 

O ponto de virada da transformação digital na educação

Como sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico, estudantes, educadores e profissionais da educação contabilizam perdas e ganhos que o ano de 2020 trouxe. Para além da crise sanitária, os ensinos básico e superior sofreram com desafios sem precedentes, sobretudo por conta do fechamento definitivo de salas de aulas e a migração repentina e desordenada para o modelo remoto de educação.  

Quando a questão é acesso, o impacto é enorme e de longo prazo. Os dados da Organização Internacional do Trabalho confirmam essa conclusão: a pandemia negou estudo a 70% dos jovens entre 18 e 29 anos. A pesquisa entrevistou 12 mil jovens em 112 países. Entre os destaques do relatório, 51% dos entrevistados afirma que a crise vai atrasar a sua formação e 65% afirmaram que aprenderam menos.  

Do ponto de vista docente, os desafios também são inúmeros. E suas dores são frequentemente as mesmas dos estudantes: faltam letramento digital, estrutura de internet de qualidade e conhecimento entre as ferramentas digitais necessárias para manter, no mínimo, o essencial dos compromissos letivos. Nessa tentativa de correr contra o tempo, e se adaptar ao online, muitos também viram suas jornadas de trabalho se alongarem. A pesquisa “Trabalho docente em tempos de pandemia”, feita com mais de 15 mil professores, apontou que para 82% deles houve aumento de tempo trabalhado, por conta da atuação remota (UFMG e CNTE) 

Diante deste cenário, é possível dizer que a pandemia em 2020 acelerou o processo de transformação digital no setor educacional?  

O voo das edtechs

Do ponto de vista dos negócios, as startups de educação tiveram o momento como um trampolim, impulsionando sua atuação. Segundo a Abstartups (Associação Brasileira de Startups), houve crescimento no número de empresas do tipo. A maior parte delas (70%) são do segmento de educação básica, que foca nos anos escolares de formação.  

Entre serviços de capacitação de professores, aplicativos de conteúdo e leitura digital, há um consenso sobre a maior abertura à transformação digital em instituições de ensino, ainda que esta curva de implantação seja lenta.  

O auge das videoaulas síncronas

Com a migração rápida para as aulas remotas, os aplicativos de chamadas de vídeo vivem um pico na quantidade de usuáriosO Zoom experimentou um crescimento de 1123% ao longo da pandemia, impulsionado pelo home office implementado por diversas empresas do mundo todo, além de apoiar instituições educacionais e seus professores. Até maio de 2020, o uso do MicrosofTeams havia quadruplicado e em abril o Google Classroom já havia dobrado a quantidade de acessos de sua plataforma de disponibilização de conteúdo educacional.  

EaD em alta

A modalidade de Educação a Distância já estava ascendente antes da pandemia. Em 10 anos (de 2009 a 2019) o número de estudantes do EaD aumentou quase 5 vezesFoi um crescimento de 378,9% de matrículas neste segmento, de acordo com o Inep. Há inúmeros motivos que impulsionam a preferência por esse modelo, como a flexibilidade e o custo-benefício.  

O panorama econômico resultante do cenário de covid-19 também influenciou nesse aspecto: com o desemprego em alta, há uma preocupação em manter os estudos, algo que ainda não pode acontecer presencialmenteAinda que haja uma perda de renda, 94% dos estudantes manifestou que quer continuar estudando segundo pesquisa da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) com a Educa Insigths 

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil 

 O ano de 2020 foi o ponto de virada?

Todos esses fatores demonstram que o processo de transformação digital na educação está em curso e não tem voltaPor outro lado, mesmo que a pandemia do novo coronavírus tenha acelerado a migração para modelos digitais, ainda há um longo caminho pela frente. As diversas dificuldades enfrentadalevantam inúmeras lições aprendidas.  

A principal conclusão, endossada por especialistas da área, é a velha premissa de que quantidade não necessariamente implica em qualidade. Ainda que mais professores e estudantes tenham utilizado mais ferramentas digitais ao longo do turbulento calendário letivo, assegurar uma boa experiência de ensino e aprendizagem envolve inúmeras melhorias na aplicação desses recursosNa maioria dos casos, não importa muito a tecnologia em si, mas o uso pedagógico que se faz dela.  

Antes de mais nada, será preciso compreender como incorporar as tecnologias digitais nos projetos pedagógicos e planos de aula de modo permanente, e não como paliativos no contexto de pandemia. A implementação de ferramentas tecnológicas por si só não garante que os problemas e dores de educadores e estudantes tenham sido superados. E este é o verdadeiro ponto de virada: garantir que esses recursos digitais inovadores resolvam questões reais, colocando estudantes e professores no centro do debate.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: sou a Isabella Sánchez, especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação à Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

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Saiba o que é EaD, semipresencial e presencial

Possibilitando a expansão da atuação das Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o país, o ensino superior a distância vem crescendo muito nos últimos anos. Estudantes que buscam por maior flexibilidade no ensino e as novas tecnologias têm contribuído para isso.

Porém, cursos semipresenciais e presenciais também continuam recebendo muitas matrículas, exigindo que as IES ofereçam diferentes formatos de graduações para atender às mais diversas necessidades.

Para te ajudar a entender tudo desde o início, no artigo de hoje vamos abordar o que é EaD, semipresencial e presencial, suas características, diferenças e benefícios. Confira!

O que é EaD, semipresencial e presencial

Apesar de os diferentes formatos de ensino já serem conhecidos por grande parte da população, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é EaD, semipresencial e presencial e como cada uma dessas modalidades é aplicada no ensino superior.

É importante conhecê-las a fundo, já que cada uma dessas modalidades apresentam especificidades, ferramentas necessárias e metodologias de ensino para apresentarem uma boa qualidade na educação.

A seguir, você conhecerá um pouquinho mais sobre essas 3 modalidades de ensino.

Ensino EaD

O modelo  de Educação a Distância (EaD) já faz parte da rotina de muitas IES e de seus respectivos alunos. No entanto, essa é uma modalidade de ensino recente. Por isso, ainda é comum algumas dúvidas sobre como funciona a graduação a distância.

De forma resumida, podemos dizer que a EaD transfere a sala de aula para um ambiente virtual, permitindo que docentes e estudantes possam compartilhar o conhecimento e exercer as diversas atividades relacionadas a um curso superior. É importante ter em mente que existem diferentes tipos de EaD.

Dessa forma, as IES utilizam espaços virtuais de aprendizagem, o que inclui uma plataforma de aprendizagem especializada, em que os estudantes têm acesso a todo o material didático necessário para estudar cada uma das disciplinas da grade do curso, como artigos, links, vídeos etc.

Essa plataforma também pode apresentar um fórum com espaços para discussões, entrega de trabalhos, contato com o professor e outras ferramentas necessárias para que os docentes consigam ministrar todo o conteúdo da sua matéria, permitindo que os alunos absorvam e aprendam tudo com eficiência.

Como funciona:

  • na EaD, a maioria das disciplinas são realizadas no ambiente virtual de aprendizagem, com o apoio de tutores;
  • em alguns cursos, os professores transmitem as aulas ao vivo para serem acompanhadas simultaneamente;
  • em outros casos, os professores publicam previamente suas aulas gravadas;
  • os encontros presenciais obrigatórios são menos frequentes do que na modalidade semipresencial.

Ensino Semipresencial

Nessa modalidade também estão os cursos superiores ministrados de forma online, porém com a possibilidade de ter mais encontros presenciais ao longo da formação para a realização de avaliações e apresentação de trabalhos, por exemplo.

Sendo assim, a IES que promove cursos presenciais deve possuir uma carga horária obrigatória de aulas presenciais. Desse modo, o aluno necessita ir até alguma unidade da instituição uma ou duas vezes por semana de forma a complementar o curso.

Essa divisão de atividades possui a autorização do MEC, já que em muitos currículos dos cursos de graduação e pós-graduação encontram-se disciplinas teóricas e práticas. Assim, as matérias teóricas podem ser estudadas online, enquanto as práticas exigem que o aluno as realize de forma presencial.

Além disso, os cursos também realizam encontros, palestras, atividades em grupo, dentre outras atividades que só irão atingir seus objetivos se ministradas presencialmente.

Essa modalidade possui cursos de 2 tipos. São eles:

Semipresencial com origem em curso presencial

Significa que boa parte do curso segue o formato presencial, mas algumas disciplinas são oferecidas na modalidade EaD. Nesse caso, o MEC autoriza que, no máximo, 20% da carga horária do curso seja ocupada com atividades a distância.

Conheça as principais características dessa modalidade:

  • nem todas as disciplinas do curso são oferecidas no formato semipresencial;
  • os encontros presenciais ocorrem na própria instituição de ensino e não em polos de apoio;
  • a IES define quais disciplinas serão oferecidas nesse formato e qual frequência de encontros presenciais será adotada;
  • a frequência do aluno nas disciplinas é contabilizada por meio da entrega de atividades e trabalhos e da participação em fóruns de discussão na plataforma online.

Semipresencial com origem em um curso a distância

Possui uma frequência maior de encontros online. Veja suas principais características:

  • todas as disciplinas do curso mesclam encontros presenciais com atividades online;
  • o mesmo curso é oferecido para diversos polos de apoio presencial, por meio de aulas transmitidas ao vivo, com tecnologia de videoconferência;
  • os encontros presenciais são realizados nos polos de apoio, que contam com toda a infraestrutura necessária para a transmissão das aulas;
  • os alunos podem interagir com o professor quando ele abre a transmissão para os polos fazerem as perguntas;
  • os dias e horários dos encontros presenciais são fixos.

Ensino Presencial

É o formato de ensino mais tradicional. Nele, os professores expõem todo o conteúdo do curso no mesmo local físico com os alunos.

As características do ensino presencial são:

  • professores e alunos se reúnem diariamente em um ambiente físico;
  • os horários das aulas são fixos e respeitam o turno do curso (matutino, vespertino ou noturno);
  • para serem aprovados, além de atingirem a média nas notas, os alunos precisam ter pelo menos 75% de frequência nas aulas.

Vantagens e desvantagens da EaD, semipresencial e presencial

Agora que você já sabe o que é EaD, semipresencial e presencial, veja os possíveis benefícios e os pontos negativos que tais modalidades de ensino podem apresentar para a sua IES e para seus alunos. 

EaD Semipresencial Presencial
Inovação tecnológica
Economia x
Mais opções de ensino x
Acessibilidade para todos x
Interação
Flexibilidade x
Infraestrutura para atividades práticas x
Qualidade de ensino e reconhecimento
Proatividade e autonomia x
Diversidade de alunos
Avaliações

 

Com base nas características das modalidades de ensino e visualizando as vantagens e desvantagens apresentadas na tabela, sua IES deve perceber quais são os desafios de se trabalhar com cada uma delas.

Vale observar que todos os modelos são bons e cumprem o seu papel no processo de ensino-aprendizagem, porém existem características importantes que a IES deve se atentar para conquistar mais qualidade no ensino e alunos. A dica é: conheça o seu público-alvo, entenda as suas necessidades e veja como a sua IES pode atendê-los da melhor forma.

Esperamos que você tenha compreendido melhor o que é EaD, semipresencial e presencial. Agora, aproveite para conferir nosso artigo sobre tudo o que você precisa saber acerca da carga horária no ensino superior EaD no Brasil!

 

Tire todas as suas dúvidas sobre os formatos e tipos de EaD

De acordo com pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o Brasil já conta com mais de 134 milhões de usuários de Internet. Isso representa 74% da população.

Com essa ascensão tecnológica, especialistas em educação acreditam que, nos próximos anos, a Educação a Distância deve receber bastante investimento das Instituições de Ensino Superior (IES).

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Assim, os cursos livres e outros diversos tipos de EaD podem atrair mais alunos que querem conquistar um diploma ou uma certificação nas diferentes modalidades de cursos a distância.

Sua IES está preparada para planejar e desenvolver cursos nos diferentes tipos de EaD? Neste artigo, você conhecerá não só os tipos, mas as modalidades de educação a distância que podem ser desenvolvidas no ensino superior. Continue a leitura para se aprofundar no assunto!

Quais são os tipos de EaD?

Todos os cursos de graduação e pós-graduação realizados na modalidade EaD são regulamentados e devem ser autorizados pelo Ministério da Educação (MEC)

Isso está na Lei 9.394, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e no Decreto 9.057, que também regulamenta a oferta de cursos a distância para o ensino médio e para a educação profissional técnica do mesmo nível.

Portanto, o EaD não é formado somente por cursos superiores, mas também pode apresentar outras opções. Acompanhe, a seguir, quais são os principais tipos de EaD:

1. Graduação

As graduações a distância são, assim como na modalidade presencial, formações de ensino superior. Possuem a mesma duração e carga horária que os cursos presenciais, apresentando as adaptações necessárias em cada caso. 

O diploma também tem a mesma validade e em alguns casos não apresentam se o curso foi realizado de forma presencial ou a distância.

Leia também: tudo o que você precisa saber sobre carga horária de curso EaD no ensino superior

2. Técnico

Já os cursos técnicos são mais curtos que a graduação, durando entre um ano e meio a dois anos.

No formato EaD, os estudantes procuram por uma qualificação mais rápida para entrar no mercado de trabalho. Como eles também são regulamentados pelo MEC, o certificado possui a mesma validade que o de um curso realizado presencialmente.

3. Profissionalizantes

Semelhantes aos técnicos, esses cursos preparam profissionais para o mercado de trabalho. Nesse caso, a maioria das formações disponíveis não possui a chancela do MEC, porém apresentam uma grande procura de pessoas que buscam por um bom equilíbrio de custo-benefício na formação.

4. Livres

São cursos de carga horária reduzida e pouco explorados pelas IES. Como o nome já sugere, eles são independentes do MEC, entretanto, essa modalidade de ensino é citada na Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no Capítulo III, que se refere à Educação profissional:

“Art. 42.  As instituições de educação profissional e tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade”.

Portanto, se a sua instituição for disponibilizar um curso livre, ela se torna inteiramente responsável por sua estrutura, organização, abordagem e metodologia de ensino.

5. Extensão

Os cursos de extensão servem como um complemento à graduação dos alunos. Costumam ter uma duração maior que a dos cursos livres, uma vez que quem busca pela extensão quer se especializar em determinada área dentro do seu campo de formação.

6. Preparatórios

Todos os anos, milhares de pessoas buscam se preparar para realizar o sonho de passar no vestibular ou em algum concurso público.

Dessa forma, os cursos preparatórios são um dos tipos de EaD com bastante demanda, já que são mais flexíveis e práticos para os estudantes.

7. De certificação

São cursos que possibilitam a qualificação de pessoas que disputam uma vaga de emprego. Atualmente, são raras as empresas que contratam profissionais sem que eles tenham algum tipo de certificação, como em tecnologia, ferramentas de Marketing, processos de trabalho, entre outros.

8. Corporativos

Entre os tipos de EaD, também está a formação na modalidade e-learning. São cursos de treinamento ou in company desenvolvidos para capacitar os colaboradores de uma empresa.

São utilizados para especializar equipes ou ainda para treinar os funcionários sobre normas e processos que regem as organizações. 

Quais são os formatos de EaD?

Agora que você conheceu os principais tipos de EaD, é importante saber que nem todos são disponibilizados seguindo um mesmo formato. O modelo pode mudar conforme as necessidades da instituição e estudantes, objetivos de ensino, etc.

Agora, você poderá conferir quais são os formatos de EaD existente e entender como cada um funciona. Confira!

1. EaD síncrono 

A palavra síncrono quer dizer “ao mesmo tempo”, ou seja, esse formato de EaD exige a participação do aluno e do professor em aula no mesmo horário em uma plataforma de ensino online

Alguns exemplos de ferramentas síncronas são:

  • teleconferências (nos formatos de vídeo, áudio, etc); 
  • salas de bate-papo (chats).

A vantagem dessa modalidade está na facilidade que o aluno tem para tirar suas dúvidas. Por outro lado, ele perde na questão da flexibilidade. Às vezes, o aluno tem a possibilidade de consultar o material posteriormente, no entanto, ele deixa de ter a mesma interação.

2. EaD assíncrono

Já o EaD assíncrono é aquele em que os participantes não precisam estar conectados em alguma ferramenta no mesmo horário para que o ensino seja transmitido. As aulas são gravadas e disponibilizadas em uma plataforma online.

Alguns exemplos de ferramentas assíncronas:

  • listas de discussão ou fóruns;
  • e-mail;
  • blogs.

Nesse formato, o estudante possui liberdade para estudar de acordo com a sua disponibilidade, quando e onde quiser.

3. EaD tempo fixo

Esse é o formato de ensino a distância mais comum e utiliza as ferramentas síncronas de aprendizagem. Nele, o aluno precisa logar no site do curso em um horário predefinido. Em alguns casos, também precisa participar de chats ao vivo.

4. EaD open schedule

Outra forma de ensino a distância é o agendamento aberto. Trata-se de um formato assíncrono bastante procurado por estudantes que priorizam a independência nos estudos.

Assim, eles aprendem com base em livros, e-mails, listas de discussões e quadros de avisos virtuais, entregando trabalhos com prazos predeterminados pela instituição.

5. EaD híbrido

O ensino híbrido utiliza as práticas pedagógicas do ensino presencial e do ensino a distância. Dessa forma, para a modalidade específica de EaD, são combinadas as ferramentas síncronas e assíncronas. 

Assim, o aluno deve estar presente em uma sala de aula virtual ou sala de bate-papo, em horários preestabelecidos. Porém, ele pode concluir os trabalhos posteriormente e repassá-los via fórum online.

6. EaD por videoconferência

Essa é uma das formas de ensino a distância bastante usadas pelas IES.

Nela, seus integrantes compartilham arquivos de textos, imagens, gráficos e áudios. Essa conexão pode ocorrer ao vivo ou não.

Contar com uma plataforma de aprendizagem é muito importante para a transmissão do conteúdo, porém existem outras ferramentas comuns para a comunicação via videoconferência, são elas:

  • Webinar, 
  • YouTube Live, 
  • Hangouts, 
  • Palestra online, 
  • Seminário online, etc.

7. EaD baseado em computador

Nessa modalidade, os alunos têm horários semanais específicos para se reunirem em sala de aula ou laboratórios de informática da instituição. 

Nesse caso, é preciso investir em estrutura física, como salas, computadores, cadeiras, projetores, etc. Isso reduz a vantagem relacionada ao baixo custo, que é um dos pontos fortes da EaD.

Conseguiu tirar todas as suas dúvidas sobre os tipos de EaD? Vale ressaltar que, independentemente de qual for o adotado pela sua IES, ele deve focar sempre na qualidade do ensino e necessidades do seu público-alvo. Aproveite para saber quais são os cursos a distâncias reconhecidos pelo MEC!

Saiba como desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES

O Ensino Híbrido é uma metodologia que reúne aulas a distância e aulas presenciais. O objetivo é fazer com que a construção do conhecimento promova autonomia de discentes e docentes, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e pedagógico

A modalidade de ensino híbrida no Brasil começou a ser debatida com a publicação da portaria nº 1.428 pelo Ministério da Educação (MEC). A portaria dispõe sobre a oferta, por instituições de ensino superior (IES), de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presenciais. 

A convergência dos 2 modelos de aprendizagem visa garantir que o aluno dê continuidade ao conteúdo aprendido em sala de aula também no ambiente virtual. Para tanto, o uso de ferramentas tecnológicas é de grande importância, pois promove a aproximação entre o conteúdo estudado e o aluno. 

Nesse artigo, iremos definir estratégias e dicas para que você consiga desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES. Acompanhe!  

Quais são as orientações do MEC?

A partir da portaria nº 1.428 de 2018, o Ministério da Educação estabeleceu algumas orientações acerca da aplicação do ensino híbrido na prática. Veja a seguir: 

1. IES aptas a ofertar o ensino a distância em um curso presencial

As IES que possuem pelo menos 1 curso de graduação reconhecido poderão introduzir a oferta de disciplinas na modalidade a distância na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

Leia também: 8 modelos de ensino híbrido para aplicar em sua IES

2. Carga horária

Inicialmente, a carga horária das disciplinas online deve obedecer o limite de 20% em relação ao total da duração do curso

Entretanto, é possível ampliar o limite para até 40% em cursos de graduação presencial, desde que os seguintes requisitos sejam atendidos: 

  1. A IES deve estar credenciada em ambas as modalidades, presencial e a distância, com Conceito Institucional igual ou superior a 4;
  2. A IES deve possuir um curso de graduação na modalidade a distância, com Conceito de Curso igual ou superior a 4, que tenha a mesma denominação e grau de um dos cursos de graduação presenciais reconhecidos e ofertados pela IES;
  3. Os cursos de graduação presenciais que poderão utilizar os limites de 20% e 40% devem ser reconhecidos, com Conceito de Curso igual ou superior a 4; 
  4. A IES não pode estar submetida a processo de supervisão, nos termos do Decreto nº 9.235, de 2017, e da Portaria Normativa MEC nº 315, de 4 de abril de 2018.

Importante: a possibilidade de ampliação da carga horária não se aplicava aos cursos de graduação presenciais da área de saúde e das engenharias. Entretanto, em 2019 foi publicada Portaria nº 2.117, que permitiu que as instituições de ensino superior ampliassem para até 40% a carga horária também dos cursos de engenharia e da área da saúde, com exceção aos cursos de Medicina. 

3. Ferramentas utilizadas

A Portaria define que a oferta das disciplinas deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação. Assim, é importante que o projeto pedagógico descreva com precisão quais serão as atividades realizadas ao longo do curso de forma online. 

Além disso, a IES deve garantir o treinamento de professores e alunos para que estejam aptos a utilizar as ferramentas escolhidas. 

Ou seja, o plano pedagógico precisa considerar questões como acessibilidade e perfil socioeconômico entre a comunidade acadêmica. 

Leia também: ensino híbrido: desafios e oportunidades para aplicação no ensino superior

Como desenvolver o ensino híbrido na prática?

A princípio, é necessário adequar o plano pedagógico à estrutura da instituição, perfil dos alunos e professores e equipamentos disponíveis.

O conteúdo proposto precisa ser coeso, mantendo relação entre a matéria dada em sala de aula e as atividades em ambiente virtual. Assim, é importante que os docentes planejem como um tópico deve complementar o outro, garantindo que o ensino híbrido seja consistente.

Após a estrutura do plano pedagógico, a IES deve escolher a plataforma digital e ferramentas que serão utilizadas para as atividades online. 

Uma boa plataforma digital de aprendizagem reúne, em ambiente virtual funcionalidades que serão essenciais ao ensino híbrido, como banco de questões, conteúdos interativos e suporte pedagógico aos docentes. 

Além disso, é possível a utilização de uma biblioteca digital que disponibiliza acesso ilimitado aos livros necessários à formação dos estudantes. 

As vantagens são inúmeras: acessibilidade a qualquer tempo e em qualquer lugar, não há limitação de espaço físico, não demanda deslocamento dos alunos e o acesso a uma mesma obra pode ser feito simultaneamente por diferentes usuários.  

Para as reuniões síncronas em ambiente virtual, podem ser utilizadas plataformas de ensino online, como Google Meets e Microsoft Teams. As aulas expositivas assíncronas podem ser acessadas em uma plataforma de vídeos, como o YouTube.

Por fim, é necessário garantir o acompanhamento da efetividade do método pedagógico e das ferramentas tecnológicas escolhidas. 

Para isso, a IES deve contar com reuniões periódicas entre a comunidade escolar para debater acerca de melhorias e ajustes. 

Ademais, é possível disponibilizar questionários para discentes e docentes proporem sugestões de como adequar o ensino à realidade dos estudantes.

Quais são as vantagens do ensino híbrido?

A adoção da metodologia híbrida pode significar maior participação entre os alunos, autodeterminação para definir o processo de aprendizado e, assim, maior engajamento com a disciplina estudada. 

O aluno passa a protagonizar o processo, sendo responsável pela gestão do tempo e ritmo conferido aos estudos. 

Dessa forma, o ensino híbrido gera diversos benefícios para a IES, já que se coloca como um agente transformador da educação, promovendo o uso de metodologias diferenciadas e a flexibilidade do tempo de aprendizado. 

Quais são as categorias do ensino híbrido?

O Ensino híbrido pode ser dividido entre duas categorias. São elas: 

1. Sustentado

Esse modelo possui o foco nas aulas presenciais. O ambiente virtual é usado para algumas tarefas, mas a maior parte das aulas é ministrada na instituição de ensino. 

2. Disruptivo

É o modelo que rompe com a metodologia tradicional. O ambiente virtual é o principal aparato do ensino e as aulas presenciais só acontecem a cada 15 dias. 

Esperamos ter tirado suas dúvidas sobre a implementação do ensino híbrido na prática. Você também pode se interessar pelo artigo sobre quais são as principais vantagens da utilização da plataforma digital como ambiente de aprendizagem e entender como essas ferramentas são essenciais para o desenvolvimento do ensino híbrido em sua IES!

Saiba como funciona a carga horária do curso de Direito e como complementá-la em sua IES

O Brasil possui o maior número de graduações de Direito no mundo. Em 2018, contava com 1.502 cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) para a formação de bacharéis na área. Para você ter uma ideia desse aumento, em 1995, eram apenas 235 cursos de Direito. Isso significa, que ao longo desse tempo, o crescimento foi de 539%.

São muitos estudantes procurando por uma vaga na área! Por isso, as Instituições de Ensino Superior que possuem o curso ou estão se preparando para oferecê-lo, precisam investir em uma graduação de qualidade para alcançar o reconhecimento no mercado. 

E, para isso, é muito importante conhecer a fundo quais são as regulamentações relacionadas à carga horária do curso de Direito.

Neste artigo, vamos tirar todas as suas dúvidas em relação a esse tema. Você vai entender qual é a carga horária do curso de Direito, as principais disciplinas que compõem a grade curricular e quais ferramentas podem te ajudar a seguir as regulamentações do MEC em sua IES. Confira!

Entenda a carga horária do curso de Direito

Segundo as diretrizes curriculares do MEC, a carga horária mínima do curso de Direito é de 3.700 horas, que são distribuídas ao longo de 5 anos.

A maioria das IES exigem que os alunos entreguem um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e também cumpram um período de estágio obrigatório nos últimos anos. Ele pode acontecer na própria instituição, desde que ela apresente um núcleo jurídico ou de advocacia, ou em escritórios e empresas.

Além disso, os alunos ainda contam com a possibilidade de se especializarem na área ao final da graduação. Existem especializações de vários tipos, como a tributária e trabalhista, com duração entre 6 meses e 4 anos. 

A carga horária do curso de Direito engloba disciplinas bastante teóricas, como as de Ciências Humanas, exigindo do aluno muita leitura, estudo de casos, pesquisa e apresentação de trabalhos.

Leia também: entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil e como preparar a sua IES

Veja quais são as principais disciplinas da grade curricular do curso de Direito

As principais matérias vistas no curso de Direito são:

  • Ciência Política;
  • Introdução ao Direito;
  • Português Jurídico;
  • Direito Romano;
  • Direito Civil;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Internacional Público;
  • Ética do Profissional Jurídico;
  • Prática Jurídica Trabalhista;
  • Psicologia Jurídica.

O conteúdo abordado muda a cada etapa do curso. Por isso, são necessários 5 anos para que o estudante dê conta de todo o conhecimento que um profissional precisa ter para exercer a carreira com responsabilidade e ética.  

Primeiros períodos – disciplinas introdutórias

É apresentado ao aluno o conteúdo introdutório das ciências jurídicas. Por esse material teórico, ele irá adquirir o pensamento crítico e aprenderá a analisar as relações da sociedade em que vive. 

4º Período – disciplinas específicas

A partir do 4º semestre, o aluno passa a enxergar o mundo do direito aplicado em casos concretos. Ele irá estudar a legislação de cada área de atuação, ou seja, as leis basilares, seus pontos relevantes e também os conceitos mais importantes. 

Últimos períodos – prática jurídica

Nos últimos semestres, a carga horária do curso de Direito exige do aluno a prática jurídica, com no mínimo 300 horas. 

Deve-se fazer com o acompanhamento e orientação de professores, de forma real ou simulada, realizando o atendimento à população, a análise e o acompanhamento de processos em escritórios-modelo da sua IES ou instituições conveniadas, além da elaboração de peças processuais. 

Leia também: conheça os benefícios da biblioteca digital de Direito

10º Período – defesa de monografia

No último período da graduação, o aluno já deve estar com sua pesquisa desenvolvida acerca de um tema à sua escolha para realizar a defesa da monografia diante da banca examinadora.

Finalizada essa etapa, depois de se formar, o estudante obtém o título de bacharel em Direito, que o habilita a concorrer em concursos públicos para vagas que exijam essa formação.

Vale ressaltar também que outra etapa importante é a aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Esse é um requisito para os alunos que querem exercer a profissão de advogado, seja de forma autônoma ou em escritórios de advocacia, atendendo casos de ordem trabalhista, criminal, de família ou tributário.

Saiba mais sobre as horas complementares no curso de Direito

As diretrizes do curso de Direito propostas pelo MEC esclarecem que as atividades complementares têm por finalidade propiciar ao aluno a oportunidade de realizar um prolongamento ao currículo, por uma trajetória autônoma e particular.

Os conteúdos extracurriculares permitem enriquecer o aluno com mais conhecimento jurídico propiciado pelo curso. 

Tais atividades devem observar o limite mínimo de 5% e o máximo de 10% da carga horária do curso de Direito, não se permitindo realizar mais de 50% em uma única modalidade. 

Por isso, elas devem ser ajustadas entre o corpo discente e a IES, para tornar públicas as modalidades admitidas, permitindo a livre escolha do aluno.

As atividades podem incluir:

  • projetos de pesquisa; 
  • monitoria; 
  • iniciação científica;
  • projetos de extensão;
  • publicação de artigos científicos;
  • seminários; 
  • simpósios; 
  • congressos; 
  • conferências; 
  • disciplinas oferecidas por outras IES e não previstas no currículo do curso;
  • cursos extracurriculares.

Leia também: tudo o que você precisa saber sobre a carga horária de cursos EaD no Brasil

Como complementar a carga horária de Direito na IES?

Como apontamos acima, existem diversas formas de complementar a carga horária do curso de Direito em sua IES. E, nesse sentido, a tecnologia é uma excelente aliada!

Atualmente, existem ferramentas que apoiam todas as pessoas envolvidas na rotina de ensino da IES, como professores, gestores, estudantes e bibliotecários. É o caso, por exemplo, das plataformas digitais de aprendizagem que, dentre diversos benefícios, oferecem:

  • atividades de aprendizagem com base no plano de ensino das disciplinas e de acordo com as DCNs de Direito;
  • acervo virtual, composto por livros e periódicos essenciais para um ensino de qualidade;
  • suporte pedagógico para os docentes e muito mais!

Esperamos que você tenha aprofundado os seus conhecimentos sobre carga horária do curso de Direito! Aproveite para conferir também o nosso artigo sobre como escolher uma plataforma de ensino superior para a sua IES!