Carga horária curso EaD: fotografia de uma estudante assistindo aula online e fazendo anotações.

Tudo o que você precisa saber sobre a carga horária de curso EaD no ensino superior

Os cursos de educação a distância (EaD) ganharam muito espaço nos últimos anos. A busca por essa modalidade nas Instituições de Ensino Superior (IES) vem aumentando a cada novo semestre. 

Benefícios como flexibilidade de horários, acesso fácil e economia de tempo são alguns dos pontos levados em consideração pelos alunos. Mas muitas dúvidas ainda cercam esse tipo de ensino, especialmente no que diz respeito à carga horária de curso EaD.

Neste texto, vamos explicar mais sobre a modalidade e esclarecer dúvidas. Boa leitura!

Como funciona o curso EaD?

O curso EaD é uma modalidade de ensino em que a maior parte do conteúdo é disponibilizado de forma virtual. Ou seja, o estudante tem acesso às aulas por meio de vídeos, podendo ser ao vivo ou gravados, e outros materiais didáticos de forma online. 

Muitas pessoas estão recorrendo à EaD para alcançar o objetivo de se formar, especialmente pelas facilidades de conciliar o estudo à rotina. Isso porque a modalidade permite flexibilidade de horários.

Segundo dados divulgados pelo  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 10 anos o número de matrículas para cursos superiores na modalidade EaD aumentou quase cinco vezes

Isso significa um salto de 378,9% entre os anos de 2009 e 2019. Já nos cursos presenciais, no mesmo período, o crescimento foi de 17,8%.

Em resumo, o número de estudantes de cursos EaD saltou de cerca de 330 mil para mais de 1 milhão e meio.

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Vale ressaltar que, assim como o ensino presencial, a educação a distância é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Benefícios dos cursos EaD

Muitos estudantes optam pela EaD devido às vantagens e praticidades para conciliar com a correria do dia a dia. Isso porque é possível organizar as aulas de acordo com a rotina. As videoaulas gravadas podem ser acessadas a qualquer momento.

Conheça outras vantagens para os estudantes:

  • Não há necessidade de deslocamento: a modalidade dispensa o deslocamento diário até à IES, otimizando um tempo que pode ser dedicado aos estudos.
  • Aula de qualquer lugar: as aulas podem ser realizadas de qualquer local, basta que o estudante tenha acesso à internet.
  • Material auxiliar: além das videoaulas, os cursos da modalidade EaD disponibilizam materiais de estudo para agregar ainda mais conhecimento.
  • Acesso à biblioteca: os livros do acervo da IES podem ser acessados de forma virtual por meio da biblioteca digital.

Como funciona a carga horária de curso EaD no ensino superior?

A carga horária de curso EaD pode causar diversas dúvidas entre professores e gestores de IES. O fato é que, assim como o ensino presencial, ela depende do curso e do tipo de formação: licenciatura, bacharelado ou tecnológico.

Na prática, o Ministério da Educação determina que a carga horária mínima da graduação seja de 2.400 horas e a máxima, 7.200 horas. E quando o assunto é o ensino a distância, não deve ser diferente. Isso porque cursos ofertados nas duas modalidades (presencial e EaD) precisam ser exatamente iguais.

Em resumo, as instituições precisam garantir a mesma formação para estudantes de ensino presencial e EaD e prepará-los para o mercado de trabalho.

Como calcular a carga horária de um curso a distância?

Todos os cursos com mais de 70% do conteúdo oferecido de forma não presencial, em que o professor não está no mesmo local que os alunos, são considerados EaD. 

Na prática, o ensino pode ser passado por meio de videoaulas, materiais disponibilizados para leitura remota e pesquisas em bibliotecas digitais. A carga horária EaD varia de curso para curso, considerando a matriz curricular exigida pelo MEC.

Vale ressaltar que estar em um curso EaD não significa que o aluno não terá aulas presenciais. Isso porque o MEC exige que os cursos tenham, pelo menos, 20% da carga horária destinada a avaliações presenciais.

Geralmente, a comprovação da carga horária EaD é parecida com a modalidade presencial. Os estudantes devem assistir as videoaulas e realizar as atividades propostas pelo corpo docente. 

Em relação às atividades complementares, as instituições utilizam o certificado ou atestado de participação para que as horas sejam computadas. 

O que é a ampliação da carga horária EaD?

No final de 2019, o Ministério da Educação editou uma Portaria que impacta diretamente no ensino superior no Brasil. 

Passou a ser permitido que cursos presenciais tenham 40% da sua carga horária disponibilizada por meio da EaD, não se aplicando apenas aos cursos de Medicina. A Portaria 2.117/2019 revoga a Portaria nº 1.428/2018.

Leia também: 8 passos para montar um curso EaD

O que dizia a Portaria nº 1.428/2018

Era permitido que as IES aplicassem até 20% da carga horária dos cursos superiores em formato EaD. Esse percentual poderia ser ampliado para 40% caso a instituição atendesse aos seguintes critérios determinados pelo MEC:

  • ser credenciada a oferecer cursos nas modalidades presencial e a distância;
  • possuir ao menos um curso de graduação EaD;
  • não estar sob processo de supervisão;
  • ter conceito igual ou superior a 4 na avaliação do MEC.

Além disso, era preciso que a ampliação para 40% estivesse dentro dos limites exigidos pelas diretrizes nacionais do curso.

O que diz a Portaria 2.117/2019

Agora, a nova Portaria permite que todos os cursos, exceto medicina, tenham  40% da sua carga horária realizada em modalidade EaD. Mas é preciso que os cursos tenham conceito igual ou superior a 3, dentro dos indicadores:

  • metodologia;
  • atividades de tutoria;
  • ambiente virtual de aprendizagem (AVA);
  • tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Vale destacar que é importante que as IES mantenham estudantes e ingressantes nos cursos informados sobre todas as mudanças.

3 dicas para complementar a carga horária de um curso superior a distância

Cumprir a carga horária do curso EaD é uma exigência do MEC para que os estudantes obtenham o diploma. Além disso, é preciso que sejam realizadas atividades complementares, que compõem a grade curricular dos cursos. 

Nesse contexto, existem diversas opções que as IES podem oferecer para que os estudantes possam agregar ainda mais conhecimento à sua formação.

Conheça algumas atividades e ferramentas para complementar carga horária EaD:

1. Atividades em plataformas de aprendizagem

A tecnologia está ao lado das IES e dos estudantes. Nesse sentido, surgiram as plataformas de aprendizagem, que são ferramentas que usam recursos tecnológicos com objetivos educacionais. 

A flexibilidade, o acesso remoto e a autonomia proporcionada aos estudantes são vantagens desse tipo de ferramentas.

Dentre outras funcionalidades, por meio dessa ferramenta é possível estabelecer um caminho de aprendizagem para o estudante por meio de atividades relacionadas à ementa do curso e que exigem leituras, disponíveis no próprio acervo da ferramenta, para serem realizadas..

Além de auxiliar o estudante, esse tipo de ferramenta é ajuda o professor a diagnosticar quais são os pontos que precisam ser melhor trabalhados em sala de aula e a criar planos de aula realmente eficientes.

Leia também: quais são as principais vantagens da utilização da plataforma como ambiente de aprendizagem?

2. Pesquisa

A pesquisa acadêmica é mais uma opção para complementar a carga horária exigida pelo MEC. Além de ser uma atividade que agrega conhecimento ao estudante, a pesquisa é também uma forma de mostrar comprometimento e interesse pela graduação.

Outra vantagem é que a pesquisa acadêmica pode contar como ponto positivo no currículo, atraindo o interesse de recrutadores do mercado de trabalho.

3. Estágios não obrigatórios

Para os alunos que têm disponibilidade e queiram ingressar no mercado de trabalho mesmo antes de se formarem, os estágios são portas de entrada. Essa experiência é também um momento para que eles reflitam sobre em qual área da graduação querem atuar, aprendendo com a prática.

O estágio não obrigatório é uma atividade muito enriquecedora e agrega valor para o currículo. Por isso, a IES pode incentivar esse tipo de atividade e até formalizar parcerias com empresas da área.

E aí, deu para entender melhor sobre como funciona a carga horária de curso EaD? Quer se aprofundar no assunto? Aproveite para entender como funciona a autorização do MEC para implementar cursos superiores a distância nas IES!

Como montar um curso EaD: fotografia de uma estudante fazendo aula online, utilizando o notebook.

8 passos sobre como montar um curso EaD

A busca por cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD) está cada vez maior nas Instituições de Ensino Superior (IES). Benefícios como flexibilidade, acesso facilitado e economia de tempo têm impulsionado diversas pessoas a procurarem pela EaD para conciliarem os estudos com a rotina. 

Com isso, a pergunta que fica entre coordenadores e diretores de IES é: afinal, como montar um curso EaD?

O nosso objetivo é te auxiliar nessa jornada e, por isso, separamos os 8 passos que você deve seguir para criar um curso a distância junto a sua equipe. Não deixe de conferir!

Como montar um curso EaD?

Uma discussão fundamental, que se tornou ainda mais ampla a partir da propagação do ensino remoto durante o período de distanciamento social por conta da pandemia de Covid-19, é a importância de entender as profundas diferenças entre a EaD e o ensino online.

Atualmente, já é de conhecimento comum que a EaD exige metodologias, ferramentas e técnicas que vão além da adaptação de um curso presencial para o online. Esse é um dos principais pontos a se levar em consideração antes mesmo de iniciar o planejamento de um curso a distância.

Mas, afinal, quais são os passos para montar um curso EaD? Veja a seguir!

1. Faça um bom planejamento

O primeiro passo para montar um curso EaD é fazer o planejamento de tudo que será necessário. Coloque no papel todas as áreas que serão envolvidas, as ferramentas que serão utilizadas, o cronograma de ações a serem desenvolvidas, etc.

Ter uma visão mais geral sobre o que é preciso antes mesmo de iniciar o desenvolvimento do curso te ajudará a não ter surpresas desagradáveis durante as fases de estruturação e execução.

Leia também: quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC?

2. Estude o mercado

Entender o mercado em que você irá atuar na educação a distância é tão importante quanto essa análise para cursos presenciais. Saiba se o curso realmente tem demanda, veja qual o tipo de público que procura por ele, faixa etária, classe social, gênero. Isso tudo pode te ajudar a montar um curso EaD mais focado, eficiente e que realmente atenda às necessidades do público.

Além disso, estudar o mercado irá te ajudar a definir o preço, a estrutura do curso, data de lançamento, tempo de duração, plataformas para utilizar e diversas outras questões importantes e que devem ser estruturadas antes do início das aulas. 

3. Defina metas viáveis

Ao planejar a criação do curso, fique atento às metas que serão estipuladas. Tenha muito cuidado com a definição de objetivos possíveis de serem alcançados, para que não haja frustração no futuro.

Essa dica é válida tanto para o momento de estruturação do curso quanto para depois de sua criação. Afinal, definir objetivos muito complicados e que envolvam os estudantes pode frustrá-los também. Um ponto importante da EaD é justamente a flexibilidade proporcionada pela modalidade, permitindo que o estudante siga o seu ritmo de aprendizagem.

4. Fique de olho na regulamentação

Um ponto muito importante na hora de estruturar a modalidade EaD em uma IES é entender sobre a regulamentação do Ministério da Educação (MEC) para a autorização e o credenciamento do curso.

Assim como no caso dos cursos presenciais, você terá que seguir algumas etapas burocráticas antes de lançar o curso EaD e, de fato, ofertar as vagas.

Portanto, se informe, entenda como os processos funcionam e quais serão os responsáveis por cada etapa em sua IES. Assim, você evita problemas posteriores e até mesmo gastos desnecessários!

5. Busque as ferramentas necessárias

Na sua pesquisa para a criação de um curso EaD, busque pelas ferramentas que serão necessárias ao longo desse processo. Como é de se esperar, a tecnologia será uma grande aliada!

Além de ferramentas para a gravação, edição e hospedagem das aulas, é muito importante que você invista em plataformas para ampliar a carga horária do curso. Como os cursos a distância impedem a vivência do aluno em sala de aula, focar em ferramentas que ampliem o conhecimento é muito importante.

Algumas dicas são: bibliotecas digitais, que vão facilitar o acesso do estudante às obras que ele precisar, e plataformas digitais de aprendizagem, que vão deixar o ensino mais dinâmico e ainda oferecer suporte pedagógico para o professor.

6. Prepare os professores

É evidente que o papel dos professores na construção de um curso a distância é fundamental. Por isso, o nosso sexto passo sobre como montar um curso EaD é: escute e capacite os docentes para essa modalidade.

Converse com os professores, escute as suas ideias e os ajude na preparação e criação do conteúdo. Além disso, é necessário também dar o devido suporte para a gravação das aulas. Afinal, alguns docentes podem ser mais desenvoltos, mas outros podem ter dificuldades na frente das câmeras. Por isso, investir em cursos e oficinas pode ser uma boa opção.

7. Envolva os alunos 

Por último, envolva os alunos sempre que possível. Por não ter o contato presencial diário com os estudantes, na modalidade EaD é importante criar canais de comunicação para que eles não se sintam desamparados.

Escute a opinião dos alunos, invista em meios de comunicação para que eles possam entrar em contato com a IES, faça pesquisas constantes e trabalhe com ferramentas e metodologias que possam melhorar a experiência dos estudantes. Lembre-se que são os alunos que levarão o nome da instituição para o mercado!

Esses foram os nossos 8 passos sobre como montar um curso EAD, esperamos que tenha te ajudado e que você consiga colocá-los em prática na sua IES! Para continuar te auxiliando nesse processo, separamos um conteúdo gratuito para que você entenda mais sobre como funciona a autorização do MEC para cursos a distância!

Cursos a distância reconhecidos pelo MEC: fotografia de uma pessoa usando um computador e escrevendo em um caderno.

Saiba quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC

Se a Educação a Distância (EaD) já ganhava destaque e conquistava muitos adeptos até o início de 2020, com a pandemia do Coronavírus a prática se confirmou, para aqueles que ainda estavam indecisos, como um formato necessário e importante de ensino na rotina contemporânea.

Autorizada como modalidade de ensino em todos os níveis pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1996, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, foi em 2005 que o decreto 5.622 regulamentou o formato e estabeleceu políticas de garantia de qualidade da EaD.

Nesse cenário, uma dúvida é constante entre gestores educacionais, professores e estudantes: quais são os cursos a distâncias reconhecidos pelo MEC?

Seja na graduação ou na pós-graduação, a expansão do ensino superior a distância é uma tendência irreversível. 

Com recursos e plataformas cada vez mais atualizados, a modalidade de ensino oferece qualidade e aprendizado com flexibilidade e possibilidades diversas de adaptação à rotina do estudante. 

No entanto, nem todos os cursos são autorizados pelo MEC a serem realizados na modalidade EaD. Por isso, na hora de instaurar o formato em sua Instituição de Ensino Superior (IES), é importante observar se o curso desejado está autorizado para a modalidade antes de qualquer investimento.

Preparamos hoje algumas listas dos principais cursos autorizados e desautorizados para a modalidade. Confira!

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Quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC?

Em primeiro lugar, lembre-se que, para implementar cursos EaD em sua IES, você precisa da autorização e reconhecimento do MEC. Para isso, sua IES deve estar cadastrada especificamente para a modalidade EaD conforme a regulamentação e datas previstas nas normativas do órgão.

Depois de cumprida essa etapa, você deverá solicitar a autorização específica para o curso desejado (deverá ser feito um pedido para cada curso). Após o envio de toda a documentação, a proposta será avaliada sob três critérios: organização didático-pedagógica, corpo docente e técnico-administrativo e instalações físicas.

Vale ressaltar que, mesmo a modalidade sendo a distância, a etapa de avaliação do curso pelo MEC conta com uma visita técnica presencial na qual todos os pontos descritos no projeto e documentação enviada precisam ser identificados pelos representantes do órgão.

Entre os cursos autorizados para realização via EaD são abarcadas as modalidades de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo. Para facilitar a busca, dividimos a lista entre essas três categorias.

Leia também: como funciona a graduação a distância?

Cursos EAD de bacharelado reconhecidos pelo MEC

  • Administração
  • Administração Pública
  • Arquitetura e Urbanismo
  • Biblioteconomia
  • Biomedicina
  • Ciências Contábeis
  • Comunicação Social – Publicidade e Propaganda
  • Enfermagem
  • Engenharia Agrônoma
  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Controle e Automação
  • Engenharia de Petróleo
  • Engenharia de Produção
  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Mecânica
  • Farmácia
  • Fisioterapia
  • Fonoaudiologia
  • Nutrição
  • Serviço Social
  • Sistemas de Informação
  • Teologia

Cursos EAD de licenciatura reconhecidos pelo MEC

  • Artes
  • Artes Cênicas
  • Artes Visuais
  • Ciências Biológicas
  • Ciências Sociais
  • Computação
  • Educação Física
  • Filosofia
  • Física
  • Geografia
  • História
  • Letras
  • Matemática
  • Pedagogia
  • Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes
  • Química
  • Sociologia

Cursos EAD de tecnólogo reconhecidos pelo MEC

  • Agricultura Familiar e Sustentabilidade
  • Agroecologia
  • Agronegócio
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas
  • Apicultura e Meliponicultura
  • Comércio Exterior
  • Construção de Edifícios
  • Design de Interiores
  • Design de Moda
  • Design Gráfico
  • Estética e Cosmética
  • Gastronomia
  • Gestão Ambiental
  • Gestão Comercial
  • Gestão da Produção Industrial
  • Gestão da Qualidade
  • Gestão da Tecnologia da Informação
  • Gestão de Recursos Humanos
  • Gestão de Segurança Privada
  • Gestão de Turismo
  • Gestão do Agronegócio
  • Gestão Financeira
  • Gestão Hospitalar
  • Gestão Pública
  • Investigação Forense e Perícia Criminal
  • Logística
  • Marketing
  • Marketing Digital
  • Mediação
  • Negócios Imobiliários
  • Processos Gerenciais
  • Redes de Computadores
  • Secretariado
  • Segurança no Trabalho
  • Segurança Pública
  • Serviços Penais

Quais cursos não podem ser realizados na modalidade EaD?

Por mais que o formato seja reconhecido pelo MEC e cada vez mais aceito na sociedade, nem todos os cursos podem ser praticados na modalidade EaD.

A maioria dos cursos não autorizados dependem da vivência do aluno com os objetos de estudo, ou seja,  práticas essencialmente presenciais, vivências com outras pessoas, materiais ou laboratórios.

Dentre os cursos não autorizados se destacam: 

  • Astronomia;
  • Direito;
  • Cinema;
  • Fonoaudiologia;
  • Medicina;
  • Medicina Veterinária;
  • Odontologia;
  • Engenharia Química, Florestal e de Alimentos.

Vale ressaltar ainda que os impactos e transformações na percepção e modo de aplicar o EaD movimentados pela pandemia de Covid-19 já se mostram presentes e, a médio prazo, podem impactar também as decisões do MEC, trazendo alterações a esse cenário.

Um dos principais preconceitos enfrentados pela EaD sempre foi uma certa resistência à

tecnologia que, neste momento, precisou e foi vencida. Esse é, por exemplo, um passo que dificilmente será dado para trás.

As atividades que ainda dependem de encontros presenciais seguirão existindo, mas há uma forte tendência de o modelo híbrido de ensino (semi-presencial) crescer e ser mais reconhecido.

Quem sabe com mais alguns anos e o avanço das tecnologias não será possível oferecer opções alternativas até mesmo a essas práticas? Enquanto isso não acontece, fizemos abaixo uma lista com os principais cursos que ainda não possuem autorização para EaD.

Leia também: entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil

Cursos que não podem ser realizados a distância

  • Astronomia
  • Psicologia
  • Cinema
  • Direito
  • Moda
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia do Petróleo
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Naval
  • Engenharia de Mina
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia Nuclear
  • Engenharia Química
  • Biotecnologia
  • Fonoaudiologia
  • Geologia
  • Medicina
  • Medicina Veterinária
  • Oceanografia
  • Odontologia

Por que investir na modalidade EaD em minha IES?

O ensino a distância no Brasil apresenta constante e sólido crescimento há alguns anos e essa tendência segue nas projeções para a educação pós-pandemia

Além de prático e adaptável à rotina do estudante, os cursos nessa modalidade costumam apresentar custos menores, o que deve ser um forte atrativo no momento. 

Se você ainda não está convencido da importância de investir na modalidade, seja para o formato semi presencial ou 100% a distância, separamos também alguns dados estatísticos.

Desde 2018, a oferta de vagas em cursos EaD já é maior do que a presencial no Brasil. No mesmo ano foi registrado também mais novos alunos na modalidade a distância do que presencial. 

Segundo o último Censo da Educação Superior, realizado em 2018 e publicado em 2019, foi registrado ainda naquele ano um aumento geral em relação aos ingressantes em cursos superiores. No entanto, esse aumento foi ocasionado, exclusivamente, pela EaD, que teve uma variação positiva de 27,9%, enquanto os cursos presenciais apresentaram variação de -3,7%.

E então, preparado para dar esse próximo passo? Esperamos que você tenha entendido melhor sobre os cursos a distância reconhecidos pelo MEC e a importância da EaD para a sua IES. Confira também nosso artigo sobre como fazer o credenciamento de sua IES e seus cursos para exercer essa modalidade!

Como funciona graduação a distância: fotografia de pessoas estudando pelo computador.

Tire todas as suas dúvidas sobre como funciona graduação a distância

Com o advento da tecnologia, cada vez mais o ensino a distância vem sendo demandado pelos estudantes devido a seus benefícios e particularidades, como: flexibilidade, economia, comodidade e tempo. Afinal, esse formato permite que o aluno concilie seus horários de estudos com outras atividades de forma mais econômica.

A Educação a Distância (EaD) apresenta ao aluno e à Instituição de Ensino Superior (IES) um novo universo de conhecimento e tecnologia. Novas ferramentas, como as aulas virtuais e a plataforma digital de aprendizagem, passam a fazer parte da rotina do estudante e do professor.

Mas, afinal, como funciona graduação a distância? No artigo de hoje vamos tirar as principais dúvidas sobre essa modalidade. Confira! 

Como funciona graduação a distância?

Devido à expansão das tecnologias de informação, faculdades públicas e privadas vêm oferecendo cada vez mais cursos tecnólogos, de bacharelado e licenciatura na modalidade EaD, permitindo que as aulas sejam realizadas de forma remota. 

Várias ações são necessárias para o funcionamento da graduação a distância, desde ações estruturais e burocráticas até a preparação e execução das aulas. Afinal, essa modalidade de ensino ocorre de maneira remota, em que alunos e professores utilizam plataformas online para realizar a interação e a troca de conhecimentos.

Veja, a seguir, as respostas para as principais dúvidas sobre como funciona graduação a distância.

Como funciona a autorização e credenciamento da graduação a distância no MEC?

Em sua maioria das vezes, a graduação a distância possui uma estrutura curricular igual à presencial, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) avalia os cursos das duas modalidades aplicando os mesmos critérios e o mesmo rigor. 

Os cursos superiores a distância possuem a mesma validade de cursos superiores presenciais. Afinal, a validade do diploma não depende da modalidade de ensino e sim do reconhecimento do MEC

Portanto, para oferecer a modalidade, toda IES faculdades, institutos federais de educação, centros universitários e universidades necessita solicitar a autorização do MEC para abrir um novo curso.

O processo para o reconhecimento do curso superior inicia-se em seu credenciamento. Depois, é feita a autorização e, por fim, o seu reconhecimento. O reconhecimento ocorre a partir da visita da comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) às instalações do curso. É realizada uma avaliação da relação de docentes, grade curricular, laboratórios e outros aspectos relacionados ao curso durante a visita, dando base para que os técnicos do MEC reconheçam, solicitem ajustes ou neguem o reconhecimento.

Como é realizado o processo seletivo na modalidade EaD?

A seleção de candidatos para os cursos de graduação a distância acontece em diferentes formatos nas IES. Portanto, é importante analisar qual é a melhor forma para a sua instituição.

Na maioria das IES, ocorrem as provas de seleção, como é o caso do vestibular, em outras situações é feita apenas uma redação ou até mesmo a análise do currículo escolar e da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Qual é o público alvo dos cursos de graduação a distância?

O público alvo dos cursos de graduação a distância são alunos que necessitam conciliar os estudos com outras tarefas da rotina. Porém, qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio e possua um computador com um bom acesso à internet está apta a entrar para a modalidade EaD.

E as aulas, como são estruturadas?

As aulas na modalidade EaD acontecem em plataformas online que permitem o acesso às aulas, o download de materiais, a realização de atividades e avaliações, além da interação com professores, tutores e outros estudantes. As aulas podem acontecer de forma ao vivo ou até mesmo gravadas, dando mais flexibilidade aos estudantes.

Os professores responsáveis pelas disciplinas elaboram o plano de ensino, materiais didáticos e as avaliações, contando com a ajuda de tutores para o esclarecimento de dúvidas. A maioria dos tutores interage com os alunos de forma online, porém alguns podem atuar de forma presencial, tendo contato direto com os alunos.

Diversos materiais podem ser disponibilizados para auxiliar o aprendizado dos estudantes, como apostilas, livros digitais, imagens, animações e tudo o mais que for necessário para garantir a qualidade do ensino.

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Como são realizadas as avaliações?

Uma das principais dúvidas sobre como funciona graduação a distância está relacionada à aplicação das avaliações. Porém, essa questão também pode ser facilmente resolvida ao contar com uma plataforma especializada na IES.

Por meio da plataforma, o aluno envia aos professores trabalhos e exercícios resolvidos e participa de discussões. 

Os ambientes de aprendizagem fornece diversos recursos que auxiliam o professor no recebimento das atividades avaliativas, como o preenchimento das avaliações com os retornos imediatos.

Há também as avaliações presenciais, que existem mesmo nos cursos 100% online. Isso acontece pois o MEC exige que todos os cursos EaD realizem algumas avaliações presenciais, já que as graduações a distância precisam ter pelo menos 20% da carga horária presencial. 

A frequência com que essas avaliações ocorrem pode ser decidida pela própria IES. No entanto, elas acontecem no fechamento do período letivo e servem para avaliar o desempenho do estudante ao longo do semestre. 

Como é feita a certificação do estudante?

Além de a modalidade EaD possuir a mesma qualidade do ensino presencial, o diploma da graduação a distância tem o mesmo valor do diploma expedido por uma faculdade presencial, desde que ela seja reconhecida pelo MEC. 

Os diplomas emitidos não possuem a especificação da modalidade que o aluno cursou, seja a distância ou presencial.

Esperamos que você tenha tirado todas as suas dúvidas sobre como funciona graduação a distância! Se ainda restou alguma pergunta, não deixe de nos informar pelos comentários, ok? E aproveite para conferir também o nosso artigo com as principais informações sobre a situação do ensino superior a distância no Brasil!

MEC credenciamento EaD: fotografia de uma mulher assistindo uma aula online.

Como fazer o credenciamento EaD no MEC? Confira todas as etapas

O credenciamento de um curso superior EaD exige que a IES atenda a uma série de requisitos e passe por diversas etapas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC). 

Então, nosso objetivo é simplificar esse processo para você e te explicar como funciona o credenciamento EaD no MEC. Vamos apresentar instrumentos e um passo a passo para que todo o processo seja entendido e que a sua instituição de ensino chegue ao final dessa empreitada com sucesso!

Primeiro, é importante ter em mente que existem categorias diferentes para o credenciamento de cursos EaD baseadas em duas premissas: se a IES já é credenciada no MEC ou se está em processo de credenciamento. 

Caso a sua instituição ainda não seja credenciada, comece a ler este texto da etapa 1. Se ela já passou por esse processo, pule para a etapa 3, direcionada para o credenciamento de novos cursos.

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Etapa 1: acesso ao sistema E-MEC

Para iniciar as atividades de EaD, a instituição precisa, antes de tudo, ser credenciada pelo Ministério da Educação (MEC). O processo ocorre em etapas, com diversas exigências, e o primeiro passo é o credenciamento no e-MEC.

O e-MEC é o sistema de tramitação de processos eletrônicos relativos à regulação da Educação Superior. O primeiro acesso de entidades candidatas a mantenedoras de uma IES deve ser solicitado pelo representante legal. Ele deve enviar um ofício à Diretoria de Política Regulatória da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (DPR/SERES).

É importante entender que existe uma janela de credenciamento para a IES, um período que a instituição tem para se inscrever no sistema do MEC, que geralmente ocorre duas vezes por ano. Por isso, a solicitação de primeiro acesso deve ser enviada antes desse período, previsto no Calendário Regulatório.

No ofício, o representante legal da IES deve então informar:

  • dados gerais da mantenedora (CNPJ, razão social, natureza jurídica, endereço, telefone e e-mail);
  • dados da IES mantida (nome, endereço sede, telefone, e-mail e, em casos de IES sem fins lucrativos, indicação se é confessional);
  • dados do próprio representante (nome, CPF, RG e órgão expedidor, cargo, telefone e e-mail). 

O ofício deve ser assinado pelo representante legal e ter firma reconhecida ou ser assinado digitalmente. No campo “Assunto”, deve ser indicado o texto “Solicitação de primeiro acesso ao e-MEC”.

Quando a solicitação é aprovada, a SERES faz o cadastro da mantenedora e a senha de primeiro acesso é enviada para o e-mail do representante.

Etapa 2: credenciamento de uma nova IES

Com acesso à plataforma e-MEC, dentro da janela de credenciamento, o representante legal poderá editar seus dados de cadastro e incluir os dados do Procurador Institucional (PI), pessoa responsável pelas informações do cadastro e pelos processos regulatórios da IES. 

O PI deve então fazer o cadastro inicial de novas instituições mantidas e do corpo dirigente.

No cadastro, é preciso preencher o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da IES. Existem 11 itens:

  • Perfil institucional;
  • Projeto pedagógico;
  • Programa de abertura de cursos de graduação e sequencial;
  • Programa de abertura de cursos de pós-graduação e extensão;
  • Organização didático-pedagógica da instituição;
  • Perfil do corpo docente e do corpo técnico-administrativo;
  • Organização administrativa da instituição;
  • Infraestrutura e instalações acadêmicas;
  • Atendimento de pessoas com necessidades especiais;
  • Demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeira;
  • Outros.

O próximo passo é então o preenchimento do regimento/estatuto da IES. 

Em seguida, é preciso anexar documentos da situação legal, regularidade fiscal e demonstração de patrimônio.

Todo o processo, a partir do credenciamento da IES, pode levar até dois anos para a efetivação. É importante que as instituições conheçam a legislação referente à Regulação da Educação Superior, em especial, os Decretos 9.235/2017 e 9.057/2017 e portarias de regulamentação correspondentes.

Leia também: como funciona a autorização do MEC para cursos a distância?

Etapa 3: credenciamento de um curso EaD no MEC

No sistema e-MEC, a solicitação de autorização de um novo curso deve ser realizada na aba “Autorização de Curso”. Neste momento, deve-se informar se é uma autorização de curso EaD ou se é uma autorização vinculada ao credenciamento da IES. Começa, a partir daí, o credenciamento de um curso EaD.

Confira cada passo do processo de credenciamento EaD no MEC:

1. Formulário inicial

O sistema apresenta o formulário inicial para preenchimento das informações sobre o curso. Nele, o Procurador Institucional deve selecionar:

  • Uma opção de “Grau” (Bacharelado, Licenciatura ou Curso Superior de Tecnologia);
  • Uma opção da “Denominação do Curso”. A partir da Denominação do Curso selecionada, será apresentada a classificação do curso, conforme Tabela de Classificação Cine Brasil. 
  • Deve-se informar endereço de oferta. Para cursos EaD, o sistema recupera automaticamente as informações do endereço da instituição marcada como Sede.

2. Formulário de Autorização

Todos os processos dos atos de autorização gerados são direcionados para o “Formulário de Autorização”. Nele, você pode editar os dados de mantenedora, de mantida e do corpo dirigente. Além disso, você deve inserir ou revisar informações sobre os membros da Comissão Própria de Avaliação – CPA.

3. Projeto Pedagógico do Curso

Na seção “Informações do PPC”, são apresentados os itens relacionados ao Projeto Pedagógico do Curso. São 10 itens:

  • Perfil do curso – Deve-se apresentar, de forma detalhada, a justificativa da oferta do curso em relação ao contexto local e regional em que a IES está localizada, incluindo dados estatísticos, socioeconômicos e ofertas similares por outras instituições. Apresenta-se também a bibliografia básica e complementar do curso.
  • Atividades do curso – Descrever as atividades complementares do curso proposto.
  • Perfil do egresso – Descrever as competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno, ao longo do curso.
  • Forma de acesso ao curso – Descrever as formas de acesso ao curso pelos candidatos. 
  • Representação gráfica de um perfil de formação – A IES pode apresentar fluxogramas, tabelas ou gráficos, não há um modelo definido.
  • Sistema de avaliação do processo de ensino e aprendizagem – Descrever os procedimentos de avaliação do processo de ensino-aprendizagem. 
  • Sistema de avaliação do projeto do curso – Descrever os procedimentos e as formas de avaliação do curso pela IES. 
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Descrever as normas e procedimentos para apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso.
  • Estágio curricular – Apresentar a regulamentação do estágio curricular.
  • Ato autorizativo anterior ou ato de criação – Para processos de autorização de curso não vinculados a credenciamento, deve-se inserir uma cópia digitalizada do ato de credenciamento em vigor para a IES. Para processos de autorização de curso vinculados a processo de credenciamento, este item não deve ser preenchido.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

4. Detalhamento do curso

Ao acionar a aba “Detalhamento do Curso”, você deve complementar dados gerais do curso a ser autorizado, como a carga horária e a matriz curricular (com informações sobre turno, periodicidade, integralização e número de vagas).

5. Matriz curricular

Ainda em matriz curricular, é preciso preencher as abas:

  • “Docentes/Tutores Comprometidos” – inserir os dados dos docentes contratados ou com compromisso firmado com a instituição e sua respectiva titulação, regime de trabalho e função.
  • “Componentes curriculares” – permite a inclusão das disciplinas do curso. É importante que a matriz curricular reflita os objetivos definidos para o curso, como interdisciplinaridade, compatibilidade da carga horária total e conteúdos curriculares que levem ao desenvolvimento do perfil profissional do egresso.
  • “Coordenador” – informar o CPF do coordenador do curso.

Com todo o formulário preenchido, é hora de fazer uma revisão cuidadosa das informações e de finalmente protocolar o processo de autorização de curso EaD. 

Depois, é importante acompanhar a situação do seu pedido pela plataforma, porque podem surgir novas demandas para o credenciamento EaD no MEC. Ao longo do processo, é prevista uma visita in-loco à instituição (que pode ser dispensada, com aviso por meio do sistema).

A visita à sede da instituição, para o caso de cursos EaD, é realizada por comissão designada pelo MEC. Essa etapa tem a finalidade de avaliar a estrutura física e o plano de desenvolvimento da instituição, se atendem às especificações informadas no sistema online.

Deu para entender como funciona o processo de credenciamento EaD no MEC? Esperamos ter te ajudado! Então, depois que seu curso EaD está operando, como fazer a gestão das aulas? Saiba mais sobre soluções utilizadas para uma transição digital bem-sucedida no Ensino Superior.

Saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

A revolução tecnológica provocou, no âmbito da educação, o maior acesso às oportunidades pela população e a preparação para o universo do trabalho. Isso não foi diferente no caso do ensino superior.

Nesse sentido, a Educação a Distância é uma modalidade educacional que vem se expandido cada dia mais mediante a utilização das tecnologias de informação e comunicação, permitindo que estudantes e professores desenvolvam suas atividades com flexibilidade de horário e local. 

O ensino superior a distância funciona de uma forma prática, uma vez que os alunos necessitam de poucos recursos para seu acesso. Porém, é necessário disciplina, dedicação, organização e motivação por parte da gestão da IES, dos professores e dos discentes. 

Se você está buscando se aprofundar no assunto, este artigo é para você! Basta continuar a leitura para saber mais sobre o ensino superior a distância.

Conheça um breve histórico da EaD no Brasil

O desenvolvimento da modalidade EAD no Brasil teve seu início no século XX, percorrendo diversas fases até os dias atuais. 

Sua idealização ocorreu em decorrência do processo de industrialização, no intuito de formar o trabalhador para o labor industrial, desenvolvendo e capacitando pessoas para o exercício e domínio de determinadas habilidades e atividades. 

Para atender às demandas dos trabalhadores, no início dos anos 30 foram utilizados meios radiofônicos para transmitir os conhecimentos. 

Pouco tempo depois, com a implementação da televisão no Brasil, diversos programas educativos nasceram com o objetivo de dar continuidade à capacitação profissional. Dois grandes exemplos são o Telecurso, que surgiu de uma parceria da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Padre Anchieta, e o projeto “Um Salto para o Futuro”, que se destinava ao aperfeiçoamento de professores das séries iniciais. 

A modalidade foi se desenvolvendo e, com o avanço da tecnologia, o ensino superior a distância vem crescendo aceleradamente nos últimos anos. A busca é cada vez maior, principalmente por alunos que buscam maior autonomia e flexibilidade nos estudos, e é por isso que as Instituições de Ensino Superior precisam estar preparadas.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

Veja quais são os cursos que possuem autorização para EaD e os que não possuem 

A maioria dos cursos superiores já possuem a autorização do MEC para funcionamento na modalidade EaD. Porém, não são todos. Grande parte das graduações da área biológica e muitas engenharias ainda não possuem essa autorização, por exemplo. 

Além disso, algumas exceções, como é o caso dos cursos de Medicina e Direito, necessitam passar por processos diferenciados de autorização, uma vez que é necessário o parecer do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que o MEC conceda a autorização para EaD. 

Confira alguns cursos que ainda não possuem autorização para funcionamento a distância:

  • Astronomia
  • Biotecnologia
  • Fonoaudiologia
  • Geologia
  • Medicina
  • Medicina Veterinária
  • Oceanografia
  • Odontologia
  • Psicologia
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia do Petróleo
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Naval
  • Engenharia de Minas
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia Nuclear
  • Engenharia Química
  • Cinema
  • Direito
  • Moda

Saiba como funciona o credenciamento pelo MEC para o ensino superior a distância

O ensino superior a distância possui a mesma validade das graduações presenciais. Portanto, é importante que a IES faça uma excelente comunicação para que os estudantes entendam que a validade do diploma não depende da modalidade de ensino e sim do reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). 

Para oferecer essa modalidade, sua IES precisa, primeiramente, solicitar a autorização do MEC. Então, o Ministério irá analisar uma série de documentos, envolvendo três dimensões: 

  • organização didático-pedagógica;
  • corpo docente e técnico-administrativo;
  • instalações físicas oferecidas pela instituição.  

Quando o curso é reconhecido pelo MEC, significa que a instituição está dentro dos padrões exigidos para o seu funcionamento. Porém, quando o curso é apenas autorizado, apesar de poder oferecê-lo, a instituição de ensino tem um prazo determinado para regularização.

Tendo a autorização em mãos, a IES já pode abrir as matrículas e receber novos alunos.

Confira como preparar um curso superior EaD

Para preparar um curso EaD, vários pontos devem ser analisados. Antes de qualquer ação, é necessário que se faça um plano de negócios que contemple a filosofia da instituição, os investimentos necessários, o público-alvo, os diferenciais, dentre outros.

Após a definição do plano de ação, é necessário a busca pela autorização do MEC para que, ao final do curso, a IES possa emitir aos seus alunos os certificados de graduação.

Para conseguir a autorização do MEC, os projetos de cursos a distância devem compreender, no Projeto Político Pedagógico, aspectos pedagógicos, de recursos humanos e infraestrutura. 

Os principais tópicos que devem compor o PPP são:

  • Concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;
  • Sistemas de Comunicação; 
  • Material didático; 
  • Avaliação; 
  • Equipe multidisciplinar; 
  • Infraestrutura de apoio; 
  • Gestão Acadêmico-Administrativa; 
  • Sustentabilidade financeira.

As IES devem se preparar com uma infraestrutura tecnológica de qualidade e com plataformas de ensino inovadoras, no intuito de facilitar e apoiar o aprendizado do estudante. 

Outro ponto muito importante é a montagem de uma infraestrutura física, pois será nessa sede que os estudantes terão acesso às salas de informática, às aulas presenciais, laboratórios, etc. 

Com a autorização em mãos e a infraestrutura montada, é hora de pensar na captação de alunos, o que exige um bom planejamento estratégico de marketing.

Esperamos que você tenha tirado as suas dúvidas sobre o ensino superior a distância! Para saber mais sobre o assunto, aproveite e baixe gratuitamente o nosso ebook sobre como criar cursos EaD no ensino superior.

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Autorização do MEC para cursos a distância: fotografia de uma estudante fazendo uma aula online.

Entenda como funciona a autorização do MEC para cursos a distância

Os cursos a distância contemplam uma modalidade que vem crescendo a cada dia, tornando-se uma excelente alternativa para estudantes que desejam ingressar em um ensino superior, mas necessitam de flexibilidade nos estudos e de mensalidades acessíveis. 

Porém, para oferecer essa modalidade, toda Instituição de Ensino Superior (faculdades, institutos federais de educação, centros universitários e universidades) necessita solicitar a autorização do MEC para cursos a distância.

O processo para o reconhecimento do curso superior inicia-se no credenciamento do curso, em seguida ocorre a sua autorização e, por fim, o seu reconhecimento.

No artigo de hoje vamos explicar como funciona o processo de autorização do MEC para cursos a distância e tirar todas as suas dúvidas. Confira!

Saiba como funciona o credenciamento de um curso superior

O processo de credenciamento tem como objetivo permitir que a IES abra processos seletivos e crie turmas para essa nova graduação de forma legal. 

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é o órgão responsável pela autorização, reconhecimento e renovação do reconhecimento de cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnológico), nas modalidades presencial ou a distância, além da formulação de políticas para a regulação e a supervisão de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas

As faculdades e centros universitários credenciadas possuem o prazo máximo de três anos no primeiro credenciamento, enquanto para as universidades esse prazo é de cinco anos. 

Após o final de cada ciclo avaliativo do Sinaes e vencimento do prazo o recredenciamento deve ser solicitado pela IES.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

E a autorização do MEC para cursos a distância?

Quando a IES já está credenciada pelo MEC, ela precisa solicitar uma autorização para oferecer o curso a distância. O MEC analisa mais uma série de documentos, envolvendo três dimensões:

  • organização didático-pedagógica;
  • corpo docente e técnico-administrativo;
  • instalações físicas oferecidas pela instituição.

Devido à sua complexidade, os projetos de cursos a distância devem compreender em seu Projeto Político Pedagógico aspectos pedagógicos, de recursos humanos e infraestrutura. Os principais tópicos devem ser:

  • concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;
  • sistemas de Comunicação; 
  • material didático; 
  • avaliação; 
  • equipe multidisciplinar; 
  • infraestrutura de apoio; 
  • Gestão Acadêmico-Administrativa; 
  • sustentabilidade financeira.

Com a autorização em mãos, a IES já pode abrir as matrículas e receber novos alunos.

Hoje, alguns cursos superiores, como os de graduação em Medicina, Odontologia, Psicologia e Direito, passam por processos de autorização diferentes dos demais.

Isso acontece pois, para o MEC conceder a autorização ou não, é necessário o parecer do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Esses processos ainda estão em andamento.

Leia também: entenda também a situação do curso de Direito EaD no Brasil

Entenda o reconhecimento do curso superior a distância

Uma vez autorizado e iniciado o curso EaD, a IES deve solicitar o seu reconhecimento junto ao MEC. A solicitação deve ser realizada quando o curso de graduação alcançar 50% de sua carga horária

O reconhecimento ocorre a partir da visita da comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) às instalações do curso. É realizada uma avaliação da relação de docentes, grade curricular, laboratórios e outros aspectos relacionados ao curso durante a visita, dando base para que os técnicos do MEC reconheçam, solicitem ajustes ou neguem o reconhecimento.

Se o curso não cumprir as exigências estipuladas ou não passar na avaliação por não contar com a qualidade necessária nos pontos observados, ele será fechado.

O reconhecimento de curso é condição necessária para a validade nacional dos respectivos diplomas. A renovação do reconhecimento deve ser solicitada pela instituição de ensino a cada ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Quando o curso é reconhecido pelo MEC, significa que a instituição está dentro dos padrões exigidos para o funcionamento. Quando ocorre apenas a autorização do MEC para cursos a distância, a instituição de ensino tem prazo para regularização, mas ela pode oferecê-lo.

Descubra como é feita a avaliação da qualidade dos cursos

O MEC avalia a qualidade dos cursos ofertados a partir de três indicadores, são eles:

  • Conceito Preliminar do curso: indicador que vai de 1 a 5 observando os seguintes aspectos:
    • qualificação do corpo docente;
    • número de profissionais trabalhando em tempo integral ou parcial;
    • desempenho dos estudantes;
    • recursos pedagógicos;
    • infraestrutura do curso.
  • Conceito do curso: avaliação presencial realizada pelo MEC nos polos presenciais. Seu indicador também é de 1 a 5.
  • Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade): prova relacionada às diretrizes de seus cursos de graduação. A nota também é de 1 a 5.

Leia também: como aumentar a nota no Enade em sua IES?

O fechamento de uma IES ocorre quando ela não consegue manter os indicadores mencionados acima em nível suficiente.

Saiba como desenvolver um curso EaD de qualidade

Os cursos EaD necessitam ser apoiados em tecnologia inovadora e em uma filosofia de aprendizagem que proporcione aos estudantes a oportunidade de interagir, de desenvolver projetos compartilhados, de reconhecer e respeitar diferentes culturas e de construir o conhecimento. 

Os materiais didáticos devem ser desenvolvidos recorrendo a um conjunto de mídias compatíveis com a proposta e com o contexto socioeconômico do público-alvo da IES no intuito de promover as habilidades e competências específicas.

Além da concepção de educação clara e objetiva, os itens que constituem o Projeto Político Pedagógico ligados aos aspectos de recursos humanos e infraestrutura necessitam proporcionar uma experiência de aprendizagem completa aos estudantes. 

É necessário a composição de uma equipe multidisciplinar com funções de planejamento, implementação e gestão dos cursos a distância, além de uma infraestrutura de recursos tecnológicos adequada à modalidade.

Os investimentos iniciais para o desenvolvimento de um curso EAD contemplam produção de material didático, capacitação das equipes multidisciplinares, implantação de pólos de apoio, e implantação da gestão do sistema de educação a distância.

Deu para entender como funciona a autorização do MEC para cursos a distância? Aproveite para conferir a gravação do nosso webinar sobre Gestão de produção de aulas EaD para ensino superior!

A importância do EaD no ensino superior: fotografia de uma estudante fazendo aula online.

Entenda a importância da EaD para o ensino superior

A educação a distância no Brasil teve seu início no século XX, em função do processo de industrialização que demandou a formação do trabalhador para o labor industrial. Atualmente, a importância da EaD para o ensino superior só aumenta e, consequentemente, as oportunidades para as IES no que diz respeito a cursos a distância são cada vez maiores.

A expansão da modalidade até os dias atuais se deu em três fases. A primeira fase ocorreu com o início dos cursos por correspondência, onde eram enviados aos estudantes materiais impressos em suas próprias residências. 

Na segunda fase, que aconteceu por volta de 1970, agregados aos materiais impressos surgiram os primeiros programas de televisão, um exemplo que caracteriza esse momento foi o Telecurso. 

A terceira e última geração, que permanece até os dias atuais, é caracterizada pelo advento da tecnologia e de sua integração, possibilitando que as IES adotem ferramentas cada vez mais preparadas para a realização de cursos a distância.

No artigo de hoje, você entenderá ainda mais sobre a importância da EaD para o ensino superior, o cenário brasileiro e por que a sua IES precisa estar preparada para esse formato de ensino. Confira!

Entenda a importância da EaD para o ensino superior no Brasil

Com a grande procura pelo ensino a distância no país, centenas de cursos superiores foram autorizados pelo MEC para essa modalidade. 

Os cursos de licenciaturas, como é o caso do curso de pedagogia, são os mais procurados, seguido pelos cursos superiores de tecnologia (tecnólogos) e o bacharelado. O crescimento da EaD reflete os novos conceitos da educação e a sua descentralização.

A cada ano, a tendência é que o número de estudantes matriculados nessa modalidade aumente. Afinal, o ensino a distância proporciona diversos benefícios aos estudantes, como:

  • flexibilidade: um dos principais fatores para a busca da EaD é a possibilidade de assistir as aulas onde e como quiser. Para estudantes que trabalham durante todo dia, a disponibilização de aulas e atividades que possam ser realizadas em outros momentos e locais é um grande benefício. Além da comodidade de horários, também existe a comodidade de local: o estudante não necessita se locomover até a IES, proporcionando uma economia de tempo e dinheiro.
  • Facilidade de acesso: para estudar, além da vontade de aprender, os estudantes necessitam de internet e um dispositivo para acesso, seja ele um computador ou um celular. Eles conseguem visualizar as aulas, tirar dúvidas com professores e tutores, além de interagir com outros estudantes.
  • Custo-benefício: a descentralização do ensino auxiliou na inclusão de novos alunos no ensino superior. A modalidade EAD possui um investimento menor do que a modalidade presencial, oferecendo a mesma qualidade de ensino. 
  • Modernidade: as aulas e atividades disponíveis nas plataformas EaD não são mera reprodução das aulas presenciais. Com o advento da tecnologia, as aulas se tornaram dinâmicas, interativas e modernas, dinamizando o processo de ensino-aprendizagem. 

Veja os benefícios da EaD para a IES

Mas a importância da EaD para o ensino superior não está relacionada apenas aos benefícios percebidos pelos estudantes. As IES também ganham muito com essa modalidade!

Confira algumas das vantagens para as instituições de ensino:

1. Ampliação do mercado

Os estudantes que residem fora das regiões com instituições de ensino conseguem optar por realizar o curso em uma IES de sua escolha. Assim, a eliminação das barreiras físicas aumenta a capacidade de captação de novos alunos.

2. Acessibilidade

A IES consegue atender de forma igualitária estudantes com deficiências físicas e mentais ou condições que possam dificultar o aprendizado, proporcionando conforto e autonomia em sua rotina de estudos.

3. Economia

O investimento realizado na tecnologia necessária para implementar a EaD retorna de forma rápida. Afinal, um mesmo material atende vários estudantes de forma única, fazendo com que a modalidade seja uma opção financeiramente viável e vantajosa para a instituição de ensino.

Saiba como preparar a IES para oferecer cursos EaD

Como você pôde perceber ao longo deste artigo, o ensino à distância é um elemento facilitador para a relação aluno-instituição de ensino. 

Porém, para que que a implementação dessa modalidade aconteça da melhor forma na IES, alguns requisitos devem ser observados, são eles:

1. Planejamentos dos cursos oferecidos

É necessário definir os cursos que serão oferecidos e quais as opções mais procuradas pelo público-alvo da IES, além de verificar as fraquezas do mercado para se destacar nas oportunidades. 

Após a definição dos cursos, as grades curriculares e professores devem ser selecionados de forma rigorosa, a fim de proporcionar ao estudante um ótimo custo-benefício.

2. Logística dos cursos

Após a definição dos cursos, é imprescindível definir a logística envolvida, como duração e materiais necessários.

3. Equipamentos necessários

A IES deve se atentar para proporcionar ao aluno uma tecnologia de ponta, disponibilizando recursos eficientes que vão além das aulas online. A biblioteca digital e a plataforma de aprendizagem, por exemplo, são fundamentais para enriquecer a experiência do estudante.

Esperamos que você tenha entendido ainda melhor a importância da Ead para o ensino superior. Aproveite para conferir também o nosso artigo sobre 8 metodologias de ensino inovadoras que você pode levar para a sua IES!

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Curso superior de direito EaD: fotografia de duas pessoas estudando e fazendo anotações.

Entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil e como preparar a sua IES

Com mais de 863 mil universitários espalhados pelo país e 1.303 cursos oferecidos, o curso de Direito é um dos mais procurados. 

O Brasil está entre os países com mais advogados no mundo, superando até mesmo os Estados Unidos, que conta com um advogado para cada 246 pessoas, e o Reino Unido, com um a cada 354. No Brasil é um advogado para cada 174 habitantes, sendo assim 1,2 milhões de profissionais atuando no setor.

Para seguir profissões ligadas ao exercício do Direito, é obrigatório obter um diploma de bacharel em curso reconhecido pelo MEC e a aprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sendo assim, o curso superior de Direito EaD surge como uma nova oportunidade para as instituições de ensino do país.

No entanto, a modalidade de ensino a distância para esse curso ainda gera amplas discussões em todo o país. Vamos abordar melhor esse assunto no artigo de hoje!

Afinal, o curso superior de Direito EaD é liberado no Brasil?

Hoje o curso de Direito é oferecido apenas na modalidade presencial. O curso na modalidade de Ensino a Distância é um pedido de mais de uma década pelas instituições de ensino, porém, o modelo nunca avançou devido à coação da OAB.

O argumento utilizado pela OAB para não abertura da modalidade é que existem muitos cursos de Direito no país, sendo que há um número significativo de profissionais de baixa qualidade que não conseguem passar no exame da Ordem, nem sequer em concursos públicos.

Como está o debate em torno da liberação do curso de Direito EaD?

As vistorias e avaliações nas IES que têm interesse em oferecer o curso superior de Direito EaD são realizadas a partir das regras que compõem o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), levando em conta a adequação da metodologia de ensino, a infraestrutura física e tecnológica e a capacidade do corpo docente de realizar o plano pedagógico do curso. Porém, elas estão sendo mantidas em sigilo.

Anteriormente, a OAB entrou com um pedido na Justiça para suspender o credenciamento e a autorização de cursos de Direito EAD e acabou perdendo. 

O pedido de liminar foi negado pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal. De acordo com a decisão, a fiscalização de cursos de Direito) e outras graduações EaD são de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e não cabe às entidades representativas.

Na ação ajuizada, a OAB assegura que o país não suporta mais cursos na área e que, com a criação de novas vagas, os padrões de qualidade de ensino tendem a cair.

Quais são as vantagens de criar um curso superior de Direito EaD?

Cursos na modalidade de ensino a distância têm interessado os estudantes principalmente aqueles que têm uma rotina trabalhosa devido à sua flexibilidade. 

Essa flexibilização possibilita que o estudante não precise fazer uma escolha entre estudar ou trabalhar, pois é possível organizar seus horários para atender às duas causas. 

Para aqueles que possuem filhos e casa para cuidar, essa é uma opção ideal. E, mesmo que não haja tantos compromissos na rotina, o EaD lhe dá a possibilidade de utilizar o tempo livre para investir em sua capacitação profissional, dedicando suas horas vagas a atividades extracurriculares.

Para os que acabam tendo imprevistos no dia a dia, não há perda do conteúdo que foi lecionado em sala. Afinal, o aluno tem acesso a todo material que será utilizado durante o semestre.

Além do que foi mencionado, o curso EaD ajuda o educando no desenvolvimento de habilidades valorizadas no mercado, tais como: autonomia, gestão de tempo, organização, autodidatismo, senso de iniciativa.

Muitas pessoas já vêm notando esses benefícios ao longo dos últimos ano, e é nesse contexto que a busca por ensino a distância se intensifica. Por isso, a preparação para o lançamento de um curso superior de Direito EaD é uma excelente estratégia para as instituições que querem aumentar o seu leque de oportunidades e atrair mais alunos!

Como se preparar para a criação de um curso superior de Direito EaD?

Se você está pensando na possibilidade de criar um curso de Direito EaD em sua instituição, é muito importante ter em mente as necessidades próprias desse modelo de ensino.

No EaD há uma vasta quantidade de conteúdo que deve ser absorvida pelo educando e, por outro lado, existe pouca interação tanto entre os próprios alunos quanto entre o professor e o estudante. 

Marília Ancona Lopez, vice-reitora da Unip, tem acompanhado modelos de cursos EaD em outros países, tais como: Estados Unidos, Inglaterra e vizinhos da América do Sul. Segundo ela: “Pelo que temos visto, as discussões dão prioridade para o modo de ensinar, buscando desenvolver uma linguagem característica da modalidade e evitar, dessa forma, a mera reprodução de aulas presenciais. ”

Lopes ainda diz “buscamos as formas de construção de problemas jurídicos a serem discutidos em chats e fóruns, a apresentação de casos jurídicos emblemáticos e oferta de conteúdo complementar, como palestras com juristas e a disponibilização, na biblioteca virtual, tanto da bibliografia clássica da área quanto atualizada. ” O estágio obrigatório, ou, prática jurídica também está prevista no modelo proposto pela vice-reitora.

Por isso, é muito importante que a IES conte com o apoio de soluções tecnológicas que auxiliem os estudantes. É o caso de ferramentas de aprendizagem ativa e bibliotecas digitais. Plataformas como essas ampliam o leque de possibilidades de estudo e permitem maior engajamento dos alunos com o curso.

Esperamos que você tenha entendido melhor o cenário do curso superior de Direito EaD no Brasil atualmente e todas as oportunidades que ele oferece para a sua IES! Aproveite para baixar o nosso ebook sobre como criar cursos EaD no ensino superior e se informe ainda mais sobre o assunto.

EAD em tempos de isolamento social

Como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social?

A especialista Carolina Costa Cavalcanti, autora da Saraiva, comenta como gestores, coordenadores e professores de instituições de ensino superior podem aproveitar o momento para incluir o digital.

Com a disparada de casos de Coronavírus pelo mundo, alunos da educação básica e do ensino superior de repente se viram em casa. Metade dos estudantes do planeta está sem aulas, segundo estimativas da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Em paralelo, coordenadores e professores tentam se planejar em meio ao contexto inesperado, sem prejudicar o ano letivo.

Instituições passaram, quase que forçadamente, a olhar para o digital. “Paciência e boa comunicação são aspectos fundamentais”, afirma Carolina Costa Cavalcanti, que é docente, autora da Saraiva e consultora em educação digital, metodologias inov-ativas de aprendizagem e design thinking. “Tanto os professores quanto os alunos precisam estar dispostos a aprender nesse momento, uma vez que vão passar pelo isolamento social e, em casa, podem acessar cursos, materiais e conteúdos que apoiem nesse processo. Além de, lógico, avaliar os resultados obtidos.”

Ela compartilhou recomendações e boas práticas para gestores de faculdades e universidades por meio de uma conversa pelo aplicativo de mensagens WhatsApp (para ficarmos todos em casa).

Saraiva Educação: Com os últimos acontecimentos sobre o Coronavírus, muitas faculdades suspenderam aulas e têm buscado o online como uma alternativa. Que recomendações você dá para os gestores dessas instituições que querem incluir modelos a distância durante esse período de isolamento?

Carolina Costa Cavalcanti: Vivemos momentos únicos e, provavelmente, muitos de nós não imaginávamos que iríamos passar por essa circunstância. Pensando no ensino superior, sabemos que o desafio é realmente grande, uma vez que muitas universidades e faculdades fecharam as portas para oferta de aulas presenciais e agora buscam nas aulas online e na educação a distância, uma alternativa para se manterem ativas. Por onde começar? O primeiro passo é montar uma estratégia, com uso de ferramentas de videoconferência e que reúna tanto coordenadores de curso quanto pessoas da equipe de TI, para fazer um levantamento de práticas já existentes na instituição. Às vezes, existe um curso específico ou que tenha um modelo implementado, que já usa uma plataforma, já tem práticas de sucesso. Talvez esse seja o momento de entender como isso é feito e de reproduzir para os outros cursos. Também é possível que a equipe de TI esteja montando um sistema para ser lançado para toda a instituição, e isso pode ser um caminho. Muitas faculdades e universidades no Brasil adotam um modelo presencial, baseados nos 20% de EaD que a legislação vem, há algum tempo, estimulando o ensino superior a seguir.

Sabemos que há professores que, talvez, já tenham trabalhado com EaD e produzido disciplinas específicas nessa modalidade, enquanto outros podem não ter a mínima ideia do que fazer para começar. Para essas pessoas, eu diria que é bom ter uma plataforma, mesmo que depois sejam incorporadas nesse espaço virtual, outras ferramentas e recursos disponíveis na web. O Moodle, por exemplo, é uma plataforma de código aberto, gratuita, que poderia ser uma opção. Existem outras pagas que contam com suporte. O importante é ter esse espaço para centralizar todos os conteúdos e recursos.

Também é fundamental oferecer formação aos professores. Devido ao Coronavírus, muitas instituições educacionais e empresas disponibilizaram o acesso a cursos e conteúdos de forma gratuita. Assim, os gestores educacionais, ou até mesmo um grupo de professores, podem fazer uma curadoria de cursos online, vídeos, palestras que poderiam instrumentalizar o corpo docente da instituição para atuar em EaD. Isso é importante, especialmente para os professores que nunca tiveram contato com a educação online.

 “Por onde começar? O primeiro passo é montar uma estratégia, com uso de ferramentas de videoconferência e que reúna tanto coordenadores de curso quanto pessoas da equipe de TI, para fazer um levantamento de práticas já existentes na instituição.”

Saraiva Educação: Em muitas instituições, pode-se achar que a implementação de um modelo de ensino a distância é muito complexo para uma situação atípica e inesperada como essa. Existem meios de garantir boas experiências de ensino-aprendizagem com pouco, utilizando recursos simples? Que dicas você dá neste sentido?

Carolina Costa Cavalcanti: Muitos gestores educacionais e professores podem estar pensando: “nossa, agora vamos precisar migrar para o online porque não sabemos quanto tempo ficaremos afastados da sala de aula presencial. Como vamos conseguir garantir boas experiências de ensino-aprendizagem?”. Um bom passo é mapear quais recursos tecnológicos os alunos adotam e acessam. Grande parte deles já usa ferramentas muito úteis para a educação. Há o Google Docs, por meio do qual podemos propor a escrita colaborativa de textos. O Google Forms, que nos permite, por exemplo, criar questionários e depois compartilhar os resultados. Whatsapp, e-mail, YouTube, todos são ferramentas que esses alunos, provavelmente, já utilizam. Além disso, é importante que os professores sejam orientados a organizar um plano de ação, um modelo de aulas, com cronograma de atividades, e realmente entender como isso será conduzido para alcançar os objetivos de aprendizagem previamente delineados.

As expectativas desses professores precisam ser colocadas em perspectiva, no sentido de rever o que eles planejaram tratar em sala de aula e que deverá ser abordado de uma forma diferente. Eventualmente, será preciso deixar os materiais mais complexos, os conteúdos mais específicos, como os que demandam, por exemplo, experiências em laboratório, para quando realmente os alunos puderem estar presencialmente na faculdade. Logicamente, as instituições que já têm modelos de educação a distância implementados possuem grande vantagem, no sentido de terem materiais produzidos, atividades desenhadas, testadas, avaliadas; entretanto, é importante definir com os coordenadores e professores qual é o mínimo esperado dos alunos. E esse mínimo não quer dizer que vou fingir que estou dando aula. Mas com base nos conteúdos que preciso abordar, o que é realmente essencial, qual o principal que precisa ser tratado, e oferecer um suporte no sentido de ter um canal de comunicação aberto para apoiar o processo de aprendizagem.

Também sabemos que as empresas disponibilizaram o acesso às suas plataformas EaD e às ferramentas que permitem que o professor ministre aulas ao vivo, conduza webconferências, realize seminários, compartilhe textos e vídeos interativos com seus alunos.

Em resumo, diria que: um calendário muito simples de atividades, com explicações claras do que precisa ser lido, assistido, e, se possível, horários de atendimento marcados pelo professor, mesmo que seja pelo Whatsapp, são iniciativas fundamentais para os alunos não sentirem um distanciamento tão grande. Atividades que permitam que eles conversem entre si e construam conhecimento juntos são bem interessantes, mas simplicidade é o ponto.

Saraiva Educação: Como professores e alunos do 100% presencial podem se adaptar a esses modelos se estiverem tendo uma primeira experiência no online?

Carolina Costa Cavalcanti: Em primeiro lugar, é muito importante que exista uma comunicação transparente entre professores e alunos, porque assim as expectativas ficam alinhadas e o professor consegue se organizar. Ninguém se preparou para o que aconteceu, então não existiu a possibilidade de uma capacitação prévia, envolvendo profissionais da área de EaD, de aprendizagem em ambientes digitais. Se o aluno perceber que o professor e a instituição têm boa vontade em manter as aulas e avaliar de forma eficaz e propor atividades de aprendizagem significativas, com certeza eles também terão boa vontade e vão fazer a parte deles.

Para quem nunca atuou com a modalidade, talvez um grande desafio seja produzir conteúdo. O professor pode fazer uma boa curadoria de materiais já produzidos, de fontes fidedignas, e mandar aí para os alunos uma lista, de acordo com os tópicos que ele precisa abordar na disciplina e propondo que eles assistam vídeos, leiam textos, acessem sites e matérias jornalísticas. Depois, podem propor temas para a discussão em plataformas como Ambientes Virtuais de Aprendizagem, fóruns, chats, até mesmo redes sociais, como o Facebook.

É preciso deixar essa estrutura muito clara, com prazos estabelecidos, e que todos tenham paciência para os erros e para os acertos que vão ocorrer neste período. Um fator muito importante é que existam canais para compartilhar os sucessos em uma instituição. O que deu

certo em uma disciplina, no trabalho de um professor, pode inspirar outro no desafio de também atuar em ambientes digitais, especialmente aqueles que não têm essa experiência prévia. É preciso medir aquilo que deu certo, repetir o que foi bom e mudar o que precisa de ajuste. Paciência boa vontade e comunicação são aspectos fundamentais.

“Um bom passo é mapear quais recursos tecnológicos os alunos adotam e acessam”

Saraiva Educação: Como garantir a produtividade tanto do professor, quanto do aluno da modalidade a distância?

Carolina Costa Cavalcanti: Nesse momento, o envolvimento dos coordenadores de curso e dos gestores educacionais é fundamental. São eles que vão orquestrar as ações de mobilização do corpo docente e de acompanhamento dos alunos na entrada para o digital. Claro que as instituições que já atuam com EaD possuem toda a estrutura implementada, a exemplo de tutores formados e professores que produzem conteúdo e gravam videoaulas, e por isso elas têm uma fluência muito maior no uso das ferramentas. Mas no caso daquelas que ainda precisam desenvolver tal expertise – e há muitas nessa situação –, os coordenadores precisam estar muito próximos dos professores para desenhar em parceria a estratégia a ser adotada.

Analisar a necessidade, do ponto de vista de ferramentas tecnológicas, faz muita diferença de uma disciplina para outra. Às vezes, um professor da área de exatas, estatística, finanças, cálculo, vai precisar de ferramentas digitais, que são únicas para tratar seu conteúdo. Professores da área de biológicas podem propor trabalhar com laboratórios virtuais, que tenham encontrado em uma universidade pública, por exemplo. Por isso, precisam estar dispostos a ouvir as necessidades dos professores, a orientar e a acompanhar o processo de ensino-aprendizagem.

Reuniões semanais, com o uso de ferramentas de videoconferência, como Zoom, Skype, Google Hangouts, ou até mesmo, dependendo do número de professores, o Whatsapp, podem ser interessantes para ouvir quais são os desafios, as limitações, as atitudes e as reações dos alunos e professores frente ao novo desafio. Assim, podem trocar ideias, pensar em soluções e encontrar caminhos.

Finalmente, gestores educacionais e coordenadores de curso, precisam trabalhar em parceria com corpo docente e equipe técnica para garantir que os alunos tenham acesso a conteúdos de qualidade, a atividades que fazem sentido e que estejam articuladas à proposta pedagógica da instituição.

Saraiva Educação: De que forma as instituições de ensino podem utilizar essa experiência para repensar seus modelos de EaD ou até implementar a modalidade do zero, se ainda não tiverem cursos EaD?

Carolina Costa Cavalcanti: A decisão de uma instituição ofertar cursos na modalidade a distancia é única, e deve ser feita a partir de um bom estudo do que a IES é e do que deseja se tornar. Esse momento emergencial em que estamos recorrendo à educação online nos faz refletir. Se a sua instituição trabalha só no presencial, talvez seja o momento de pensar em iniciar pelo modelo híbrido, blended.

Por que não propor mais atividades pelo uso de recursos digitais, ferramentas e aplicativos? Plataformas, microconteúdos, microatividades, tudo isso realmente apoia o processo de aprendizagem. Então, é possível, a partir dessa experiência, até forçada para algumas instituições, desenhar estratégias para adotar o ensino híbrido. A legislação brasileira permite e propõe essa possibilidade. Um caminho é: optar, inicialmente, por esse modelo, explorá-lo e se, em algum momento, dentro da estratégia de crescimento da instituição em EaD, ele fizer sentido, seguir em frente com essa possibilidade.

Todo aprendizado desse momento deve ser aproveitado para implementar atividades online, ofertadas de maneira intercalada, possibilitando o engajamento dos alunos em diferentes ambientes, para que as experiências de aprendizagem sejam diversas, produtivas e relevantes.

 

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