Tudo sobre polo EaD: guia completo para sua IES

De acordo com o Censo da Educação Superior, o ensino superior a distância apresentou crescimento astronômico nos últimos dez anos — o percentual de alunos ingressantes nessa modalidade cresceu de 16,1%, em 2009, para 43,8% em 2019.

Em números absolutos, observa-se que do total de 16.425.302 vagas ofertadas no nível superior de ensino em 2019, 10.395.600 foram na modalidade remota. Essa importância corresponde a 63,29% do total de vagas.

Os dados apresentados acima comprovam a popularidade da Educação a Distância (EaD) nos tempos atuais. Ressalta-se, ainda, que retratam o contexto anterior à pandemia de covid-19. Com a intensificação da disrupção tecnológica trazida pela crise sanitária, a perspectiva é que a modalidade cresça ainda mais na educação pós-pandemia.

Mas, apesar do que costuma pensar o senso comum, o ensino a distância precisa de um local físico para funcionar. Isso é necessário para realizar atividades presenciais e para que exista um ponto de apoio para estudantes e funcionários.

Este local é comumente o polo EaD, que é um recurso essencial para o bom funcionamento de uma instituição de educação superior (IES) que oferece cursos a distância. No presente texto, vamos explicar com profundidade o que é e como funciona esse polo, por meio dos seguintes tópicos:

  • O que é um polo EaD?
  • Qual é a importância do polo EaD?
  • Entenda melhor a disciplina legal do polo EaD
  • Como melhorar a experiência do estudante no polo EaD
  • Como otimizar a gestão do polo EaD

O que é um polo EaD?

O polo EaD — ou polo de educação a distância, ou polo de apoio presencial — é o local destinado para o desenvolvimento de atividades pedagógicas e administrativas relativas aos cursos e programas ofertados a distância.

Em outras palavras, o polo EaD pode ser entendido como o local físico onde se encontra a infraestrutura para desenvolvimento de um curso EaD. É nele que o aluno encontra, dentre outros recursos, a biblioteca física e laboratórios da instituição, como os laboratórios de informática.

Além disso, é também no polo que serão desenvolvidas quaisquer atividades presenciais do curso, como avaliações e tutorias. Por isso, deve se tratar de um local capaz de acolher bem os alunos da instituição, por mais que o contato com esses estudantes ocorra majoritariamente online.

Para ter uma noção inicial sobre as principais atividades desenvolvidas no polo EaD, confira este gráfico que consta do Censo EaD.br, realizado pela ABED:

Gráfico sobre as principais atividades realizadas nos polos EaD. Fonte: Censo EaD.br 2019.

Gráfico sobre as principais atividades realizadas nos polos EaD. Fonte: Censo EaD.br 2019.

Qual é a importância do polo EaD?

Nem todas as atividades do ensino superior a distância ocorrem no meio virtual. É necessário que exista um local físico para dar suporte ao corpo estudantil, servindo também como um ponto de referência imprescindível.

A importância do polo EaD pode ser equacionada em alguns tópicos, que serão desenvolvidos a seguir.

1. Infraestrutura de estudo

Uma das grandes vantagens do ensino a distância e do ensino híbrido é a prerrogativa conferida ao aluno para estudar com mais flexibilidade. Ele pode desempenhar suas tarefas acadêmicas da própria casa, evitando trânsito e gastos com alimentação. Além disso, tem mais liberdade para fazer os próprios horários.

Entretanto, o estudo virtual pede por uma infraestrutura tecnológica capaz de propiciar um aprendizado confortável. São necessários recursos como computadores eficientes, conexão estável e rápida à internet e espaço ergonômico para estudar.

Infelizmente, essa não é a realidade da maioria da população brasileira. Podemos verificar, a respeito, os dados publicados pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), na pesquisa TIC Domicílios.

Gráfico sobre acesso à internet no Brasil por dispositivo de acesso, entre 2014 e 2019. Fonte: TIC Domicílios

Gráfico sobre acesso à internet no Brasil por dispositivo de acesso, entre 2014 e 2019. Fonte: TIC Domicílios

Como podemos observar, o aparelho celular é o principal meio de acesso à internet pela população brasileira. Estudar pelo celular não é fácil — o tamanho reduzido da tela e a falta de um teclado são alguns dos fatores que reduzem a eficiência do aprendizado.

Em relação ao tipo de conexão à internet, observa-se que houve aumento nas tecnologias de fibra ótica e cabo de TV nos últimos seis anos. Isso é um bom indicador, já que elas são mais rápidas do que a conexão por linha telefônica ou rádio. Contudo, o percentual de domicílios com acesso à internet ainda é baixo:

Gráfico sobre domicílios brasileiros com acesso à internet, por tipo de conexão. Fonte: TIC Domicílios.

Gráfico sobre domicílios brasileiros com acesso à internet, por tipo de conexão. Fonte: TIC Domicílios.

Esses dados afirmam a importância do polo EaD. Muitos alunos, especialmente aqueles com menor poder aquisitivo, não possuem a tecnologia adequada para estudar em casa.

Por isso, a existência de um polo EaD com laboratórios de informática, onde os alunos possam realizar suas atividades, é imprescindível para democratização do ensino.

2. Espaço para socialização

A socialização entre diversos alunos, professores e funcionários de uma instituição de educação superior (IES) é outro ponto importante do polo EaD.

Educar também envolve afeto, sensibilidade e atenção. A questão é que, no ensino a distância, a interação entre as pessoas ocorre por intermédio de telas.

É plenamente possível desenvolver uma comunicação efetiva na EaD. Porém, interação virtual nunca será a mesma coisa de se encontrar fisicamente com colegas de turma e professores. A pandemia de covid-19 relembrou o mundo inteiro do valor que existe na presencialidade.

Contudo, ao contrário do que se costuma pensar, é possível sim realizar momentos de encontro presencial na EaD. E isso ocorre através do polo EaD.

Nele, docentes e discentes podem se ver durante apresentação de trabalhos e demais atividades presenciais, ou apenas para promover momentos de socialização, criando e fortalecendo amizades. Estes momentos auxiliam para criar uma relação de proximidade, que muito pode contribuir com a saúde mental dos estudantes e com seu bem-estar, de uma forma geral.

É mais provável, portanto, que o aluno permaneça na instituição, combatendo-se assim a evasão no ensino superior. Além disso, é uma possibilidade interessante para que os alunos façam networking, criando redes de contatos e aumentando sua perspectiva de empregabilidade.

Da mesma forma, professores e demais funcionários podem se ver presencialmente e trocar experiências. Todo o conjunto de pessoas é beneficiado pela prerrogativa do encontro em pessoa.

3. Resolução de pendências administrativas

A importância do polo EaD também passa pelas funções administrativas que concentra, como as seguintes:

  • Controle e recebimento de documentos dos alunos;
  • Emissão de certificados, diplomas e outros documentos;
  • Emissão de carteirinhas de estudante, entre outros.

É certo que muitas dessas questões também podem ser solucionadas a distância, mediante comunicação por e-mail e ligações telefônicas. No entanto, o atendimento presencial também é uma prerrogativa interessante.

Às vezes, conversar pessoalmente com um funcionário habilitado para lidar com problemas burocráticos auxilia muito na compreensão desses problemas. Daí surge outra vantagem do polo EaD.

4. Equipamentos específicos para atividades específicas

Uma quantidade crescente de cursos está ingressando na EaD. Em alguns deles, o conteúdo é majoritariamente teórico e pode ser lecionado de forma integral por meio da rede.

Mas existem também os cursos de graduação que pedem por uma infraestrutura específica para desenvolver certas atividades. É o caso, por exemplo, daqueles que precisam de laboratórios de química, com equipamentos e insumos para realizar atividades práticas.

O polo EaD de tais cursos deve contar com essa infraestrutura, para que o aluno obtenha uma aprendizagem completa sobre o conteúdo ministrado.

Além disso, mesmo as graduações mais teóricas podem se beneficiar dos espaços típicos do polo EaD. Um auditório munido de um projetor, para citar um exemplo, é um recurso que prepara o aluno para fazer apresentações presenciais, desenvolvendo uma aptidão importante no mercado de trabalho.

Leia também: Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

Entenda melhor a disciplina legal do polo EaD

Neste tópico, vamos voltar nossa atenção à legislação do polo EaD, para compreender melhor o tema em seu aspecto normativo e auxiliar no preparo de sua IES.

As principais normas afetas ao tema são:

A seguir, vamos comentar em maiores detalhes cada uma delas. A partir da compreensão dessas normas, vamos passar pelos seguintes itens:

 

  • Definição legal do polo EaD
  • Quais são as atividades desenvolvidas no polo EaD?
  • Polo EaD e credenciamento do curso
  • Parcerias para garantir o funcionamento do polo EaD
  • Fiscalização do polo EaD
  • Criação e extinção de polos EaD
  • Quais são as atribuições do polo EaD?

 

 

Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996

Esse é o diploma legal que aborda, de forma mais ampla, como deve se dar o desenvolvimento da educação no país. O artigo 80 desta lei é a principal norma que diz respeito à EaD, cujo caput encontra-se transcrito abaixo:

“Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.” (grifo nosso)

Como você pode perceber, existe uma disposição legal expressa estabelecendo a importância da EaD para o ensino superior. Ao longo dos parágrafos e incisos deste artigo, existem outras normas mais genéricas que regulamentam a EaD.

Em vista da necessidade de uma regulamentação mais específica, foram editados alguns decretos ao longo do tempo. Atualmente, encontra-se vigente o Decreto 9.057 de 2017, que vamos comentar a seguir.

Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017

Este decreto foi editado especificamente para regulamentar o art. 80 da Lei 9.394, e traz informações mais direcionadas sobre o polo EaD. Dividimos as disposições pertinentes em tópicos, que serão desenvolvidos a seguir.

Definição legal do polo EaD

Nos termos do art. 5º do Decreto 9.057 de 2017:

“Art. 5º O polo de educação a distância é a unidade descentralizada da instituição de educação superior, no País ou no exterior, para o desenvolvimento de atividades presenciais relativas aos cursos ofertados na modalidade a distância.

  • 1º Os polos de educação a distância manterão infraestrutura física, tecnológica e de pessoal adequada aos projetos pedagógicos dos cursos ou de desenvolvimento da instituição de ensino.
  • 2 º São vedadas a oferta de cursos superiores presenciais em instalações de polo de educação a distância e a oferta de cursos de educação a distância em locais que não estejam previstos na legislação.” (destaque nosso)

Como podemos observar acima, o polo EaD é uma unidade descentralizada e por isso não se confunde com a sede da instituição de ensino. Dessa forma, constitui-se como uma unidade de apoio e deve contar com a infraestrutura adequada ao desenvolvimento das atividades presenciais.

Portanto, o polo EaD possui essa função específica de apoio, e por isso a lei estabelece a vedação expressa em seu art. 5º, §2º — não se pode aproveitar do polo EaD para ofertar cursos presenciais.

Quais são as atividades desenvolvidas no polo EaD?

Nos termos do art. 4º do Decreto 9.057 de 2017, são desenvolvidas no polo EaD atividades presenciais como:

  • Tutorias; 
  • Avaliações;
  • Estágios;
  • Práticas profissionais;
  • Práticas de laboratório;
  • Defesa de trabalhos.

O mesmo artigo também chama atenção para a necessidade de que as atividades presenciais do curso a distância estejam previstas no Projeto Pedagógico de Curso (PPC) ou no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).

Apesar da faculdade de realização dessas atividades no polo EaD, não é obrigatório que elas aconteçam nessa localidade. Ainda nos termos do art. 4º, podem ser exercidas na sede da IES ou em ambiente profissional, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais.

Estes ambientes profissionais, por sua vez, são definidos pela Portaria MEC nº 11 de 2017 como locais destinados a integrar os processos formativos de cursos superiores a distância, com justificada relevância descrita no PPC. Podem ser:

  • empresas públicas ou privadas, 
  • indústrias, 
  • estabelecimentos comerciais ou de serviços,
  • agências públicas e organismos governamentais.

Em relação aos cursos de pós-graduação em sentido amplo, o art. 15 do Decreto 9.057 dispõe que poderão realizar atividades presenciais em locais diversos da sede ou do polo EaD.

Polo EaD e credenciamento do curso

O Decreto 9.057 também disciplina, em seu Capítulo III, a oferta de cursos na educação superior na modalidade a distância. Nessa parte, fala-se sobre o procedimento para credenciamento para oferecer cursos EaD.

O art. 11 do decreto, em seu caput, estabelece a obrigação de realizar o credenciamento perante o MEC para que a IES ofereça cursos a distância. O §1º deste artigo, por sua vez, diz que é necessário incluir o endereço da sede da IES e do polo EaD, quando este existir, por ocasião da solicitação.

Além disso, é preciso que eventuais polos EaD estejam previstos no PDI e no PPC.

Parcerias para garantir o funcionamento do polo EaD

No art. 19 do Decreto 9.057, existe uma autorização legal para que a IES firme parcerias com outras pessoas jurídicas, preferencialmente em instalações da instituição de ensino, para fins exclusivos de manutenção do polo EaD.

Tal parceira deve respeitar a capacidade de atendimento de todos os estudantes do curso. Além disso, deve ser formalizada por meio de um documento próprio. Tal documento deve contar as obrigações das entidades parceiras e da IES, estabelecendo, entretanto, responsabilidade exclusiva da IES em relação a:

  1. prática de atos acadêmicos referentes ao objeto da parceria;
  2. corpo docente;
  3. tutores;
  4. material didático;
  5. expedição das titulações conferidas.

Isso significa que os itens acima constituem obrigações que não podem ser delegadas à entidade parceira, até porque dizem respeito ao conteúdo educacional das atividades do curso.

O documento de parceria também deve ser elaborado em consonância com o PDI de cada instituição credenciada. Após sua confecção, ele deverá ser amplamente divulgado, conforme estabelece o §2º do art. 19.

O §3º do artigo, por sua vez, impõe às IES o dever de atualização das informações relativas ao polo EaD e à celebração e extinção das parcerias. Todos esses dados devem ser repassados ao MEC para garantir o atendimento aos critérios de qualidade e assegurar os direitos dos estudantes matriculados.

Fiscalização do polo EaD

Existe também regra relativa à possibilidade de se fiscalizar o funcionamento tanto do polo EaD, quanto da própria IES e seus cursos:

“Art. 20. Os órgãos competentes dos sistemas de ensino poderão, motivadamente, realizar ações de monitoramento, de avaliação e de supervisão de cursos, polos ou instituições de ensino, observada a legislação em vigor e respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa.”

Criação e extinção de polos EaD

Por fim, ainda no Decreto 9.057 temos o art. 16, que, por sua vez, define algumas obrigações relativas à criação e extinção do polo EaD. Confira a íntegra deste artigo a seguir:

“Art. 16. A criação de polo de educação a distância, de competência da instituição de ensino credenciada para a oferta nesta modalidade, fica condicionada ao cumprimento dos parâmetros definidos pelo Ministério da Educação, de acordo com os resultados de avaliação institucional.

  • 1º As instituições de ensino deverão informar a criação de polos de educação a distância e as alterações de seus endereços ao Ministério da Educação, nos termos a serem estabelecidos em regulamento.
  • 2º A extinção de polo de educação a distância deverá ser informada ao Ministério da Educação após o encerramento de todas as atividades educacionais, assegurados os direitos dos estudantes matriculados e da comunidade acadêmica.”

Em outras palavras, a IES deve deixar o MEC a par de quaisquer alterações de endereço do polo EaD, além de sua criação e extinção.

Portaria Normativa MEC nº 11, de 20 de junho de 2017

Este documento, de autoria do MEC, é responsável por regulamentar de forma ainda mais específica os aspectos de credenciamento das IES para ofertar cursos a distância, assim como o funcionamento desses cursos.

A parte relativa aos polos EaD se encontra no capítulo III da Portaria em comento. Muitas disposições são reproduções literais do Decreto 9.057, mas destacamos abaixo algumas informações adicionais.

Quais são as atribuições do polo EaD?

No art. 11 da Portaria Normativa MEC nº 11, de 2017, são estabelecidos os seguintes deveres ao polo EaD:

  • Identificação inequívoca da IES responsável pela oferta dos cursos;
  • Manutenção da infraestrutura necessária ao projeto pedagógico dos cursos vinculados ao polo, ao atendimento do quantitativo de estudantes e à legislação pertinente.

Em relação ao dever de manutenção, este diz respeito especialmente a:

  1. salas de aula ou auditório;
  2. laboratório de informática;
  3. laboratórios específicos presenciais ou virtuais;
  4. sala de tutoria;
  5. ambiente para apoio técnico-administrativo;
  6. acervo físico ou digital de bibliografias básica e complementar;
  7. recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação -TIC; e
  8. organização dos conteúdos digitais.

A Portaria nº 11 também regulamenta o procedimento para criação de polo EaD, e a grande novidade que esse documento traz, em conjunto com o Decreto 9.057, é sua desburocratização. Vamos dedicar, a seguir, um tópico exclusivo para explicar melhor esse tema.

Leia também: Entenda quais são e como superar os desafios da educação digital no Brasil

Como criar um novo polo EaD?

O procedimento para criação de um novo polo EaD foi simplificado a partir da edição do Decreto 9.057, em seu art. 16, e da Portaria MEC nº 11, em seu art. 12. Agora, as IES possuem maior autonomia para criar, extinguir e substituir os polos.

As instituições de educação superior possuem atualmente a prerrogativa de criar polos EaD por meio de ato próprio. A Portaria nº 11 fixa um quantitativo anual de polos que podem ter as IES credenciadas para ofertar cursos EaD, sendo que esse quantitativo varia de acordo com seu conceito institucional. Confira essa relação na tabela abaixo:

Conceito Institucional Quantitativo anual de polos EaD
3 50
4 150
5 250

Como você pode ver, as IES que alcançam melhor avaliação do MEC podem ter mais polos EaD, atendendo assim um maior número de pessoas — o que potencializa também sua captação de alunos.

Com a nova regulamentação, não é mais necessário solicitar ao MEC a criação do polo EaD, mas apenas informá-la. Isso acontece por meio do Portal do MEC, assim como os procedimentos relativos à extinção e à substituição dos polos.

Para facilitar sua vida, vamos relacionar abaixo os links para cada um desses procedimentos:

Como melhorar a experiência do estudante no polo EaD

Para efetivar a melhoria da experiência do aluno no polo, é necessário trabalhar suas dependências para que ele se sinta confortável no espaço. Em outras palavras, a infraestrutura educacional do local deve ser arquitetada pensando em construir um ambiente acolhedor.

Elencamos, abaixo, alguns itens que merecem atenção especial dos gestores de IES quando pensamos nos principais investimentos no polo EaD:

  • Biblioteca com espaço para estudo individual e coletivo;
  • Auditórios equipados com ferramentas multimídia;
  • Cadeiras e mesas ergonômicas;
  • Lanchonete ou restaurante;
  • Gráfica com equipamentos para impressão e reprografia;
  • Laboratórios de informática, com computadores eficientes;
  • Laboratórios especializados;
  • Espaço de convivência;
  • Climatização do ambiente;
  • Presença de espaços verdes, como jardins;
  • Sala de professores;
  • Recepção e secretaria com espaço de espera;
  • Estrutura para pessoas com deficiência.

O último tópico, pelo que representa em questão de diversidade e inclusão, merece destaque especial. Vamos dedicar um tópico para explicá-lo melhor.

Acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD)

Como podemos pensar a estrutura do polo presencial para acolher também as pessoas com deficiência? Antes de mais nada, precisamos entender melhor como se constitui a realidade desse grupo.

Informações pertinentes sobre esse assunto podem ser encontradas no Censo Nacional da Educação Superior. A edição de 2020 deste estudo elaborou um gráfico sobre os principais tipos de deficiência verificados em matrículas de graduação, no ano de 2019:

Gráfico sobre o total de matrículas de graduação por PCD, em 2019, conforme o tipo de deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação declarados. Fonte: Censo Nacional da Educação Superior

Como podemos depreender do gráfico, a maioria das PCD ingressantes em 2019 se constituiu de pessoas com deficiência física e problemas de visão, seguidos de deficiência auditiva e intelectual.

Esses dados podem dar um parâmetro inicial para os principais investimentos necessários para garantir inclusão e acessibilidade no polo EaD. No entanto, é imprescindível conhecer a realidade específica dos estudantes que frequentarão de fato o polo.

Leia também: Como promover a inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior?

Como otimizar a gestão do polo EaD

Realizar uma gestão eficiente do polo EaD é essencial para manter a sustentabilidade dos cursos de graduação da sua IES. Para alcançar esses objetivos, é indispensável ter um bom planejamento de recursos.

Dizendo de outra forma, é necessário ter controle do fluxo de caixa, averiguando:

Ao ler este artigo, você deu o primeiro passo para garantir que o polo EaD seja rentável. As informações aqui presentes auxiliam a levantar potenciais custos para manutenção do polo, além de conseguir identificar formas de atrair mais estudantes.

Podemos ressaltar, também, algumas outras dicas:

  1. Investir em ações de marketing educacional que divulguem a qualidade das instalações do polo;
  2. Procurar eventuais alunos que abandonam o curso e perguntar sobre os motivos da evasão, conversando também sobre opções de financiamento, se for o caso;
  3. Optar por soluções tecnológicas que aperfeiçoem o aprendizado dos alunos, de forma a melhorar o conceito da instituição;
  4. Contar com o apoio de uma biblioteca digital, para reduzir os gastos com a manutenção de uma biblioteca física.

Esperamos que este conteúdo sobre o polo EaD seja útil para alavancar os resultados de sua IES. Continue a leitura e confira também: 7 passos sobre como montar um curso EaD

Disciplina online: fotografia de um estudante segurando um lápis e assistindo uma aula online.

Como funciona a disciplina online e quais são seus benefícios para a IES e para os estudantes

A Portaria nº 2.117, de 6 de dezembro de 2019 dispõe sobre a oferta de carga horária na modalidade de Ensino a Distância (EaD) em cursos de graduação presenciais. No documento, o Ministério da Educação (MEC) autoriza as IES a introduzir a oferta de disciplinas online até o limite de 40% da carga horária total do curso. Tal alteração representa uma validação institucional das mudanças já trazidas pela transformação do ensino no Brasil. 

De acordo com o censo realizado em 2018 pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o número de alunos contabilizados em todas as modalidades de Educação a Distância (EaD) passou de 7.773.828 para 9.374.647 e apresenta crescimento exponencial após o advento do cenário de pandemia provocado pelo coronavírus. 

Assim, as disciplinas online e os conteúdos digitais estão cada vez mais presentes na educação superior brasileira, passando a representar a realidade dos estudantes. 

Pensando nisso, preparamos este artigo para explicar como funciona a disciplina online, qual sua carga horária máxima permitida e quais são seus benefícios para a IES e para os estudantes. Confira!

Qual é a carga horária máxima permitida para disciplinas online nos cursos de graduação?

A partir da Portaria nº 2.117/19 o Ministério da Educação estabeleceu algumas orientações acerca da oferta de disciplinas online nos cursos de graduação.

Carga horária

As IES poderão introduzir a oferta de carga horária na modalidade de EaD na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 40% da carga horária total do curso.

Para tanto, os seguintes requisitos devem ser atendidos: 

  1. O Projeto Pedagógico do Curso – PPC deve apresentar claramente, na matriz curricular, o percentual de carga horária a distância e indicar as metodologias a serem utilizadas;
  2. A introdução das disciplinas online deve observar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso de graduação superior;
  3. As universidades e os centros universitários devem registrar o percentual de oferta de carga horária a distância no momento da informação de criação de seus cursos à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação ( SERES-MEC);
  4.  A oferta das disciplinas online deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), material didático específico, tutores e profissionais da educação com formação e qualificação em nível compatível com o previsto no PPC e no plano de ensino da disciplina.
  5. O curso que pretende oferecer as disciplinas online deve obter conceito igual ou superior a 3 nos indicadores: Metodologia, Atividades de tutoria, Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no parecer final do processo de autorização.

Leia também: como funciona a matéria online em curso presencial?

Afinal, como funciona uma disciplina online?

A disciplina online em curso presencial é aquela ministrada em ambiente virtual. Para isso, a instituição de ensino deve disponibilizar para o aluno um ambiente virtual onde ele terá acesso às aulas e atividades de tal matéria.

As aulas online podem se dar de maneira síncrona, que é a aquela ao vivo, de forma virtual, e, também, de forma assíncrona, na qual o conteúdo é previamente gravado e pode ser assistido pelo estudante no momento oportuno.

Além das aulas síncronas e assíncronas, o ambiente virtual de aprendizagem pode disponibilizar, em sua plataforma, diversos recursos para auxílio do bom funcionamento da disciplina online. As Instituições de Ensino (IES) também podem contar com: 

  • chats e fóruns; 
  • webinários;
  • gamification (ou em português, gamificação);
  • atividades avaliativas nos mais variados formatos ; 
  • biblioteca digital;
  • presença de tutor, etc.

E como determinar a frequência do estudante na disciplina online?

Esse é um dos maiores questionamentos realizados quanto às disciplinas online, afinal, se o aluno está estudando em um ambiente virtual, sem o professor poder realizar a famosa chamada para preencher uma lista de presença, como pode a frequência ser mensurada?

Para isso, existem outras ferramentas para determinar a frequência do estudante, uma vez que novos desafios ensejam novas soluções, e a educação a distância é pensada para suprir essas diferenças do ensino tradicional, com o fim de proporcionar o máximo de qualidade para a formação do aluno.

Agora, vejamos as melhores formas de determinar a frequência na disciplina online:

Presença na plataforma online

Para oferecer uma disciplina online, as IES contam necessariamente com um Sistema de Gestão de Aprendizagem (do inglês: Learning Management System – LMS).

Esse sistema permite que as instituições possam ver o número de acessos e a permanência dos alunos na plataforma, possibilitando assim que os professores possam aferir a frequência dos estudantes durante as aulas.

Além disso, com esse indicador, professores e gestores podem identificar falhas no processo educacional nos casos em que a frequência estudantil possui quedas. Com isso, podem ser reavaliadas as metodologias utilizadas em aula e até mesmo a grade curricular e o aprendizado da turma em geral.

Realização de atividades

A realização de exercícios da disciplina não só indica que o estudante está participando das aulas, como também quais são os conteúdos em que possuem mais dificuldade. Esses exercícios podem conter questões discursivas ou questões de múltipla escolha.

Essas atividades não precisam necessariamente ter uma nota atribuída, podendo ser realizadas regularmente para dar mais exatidão à frequência do aluno.

Participação em chats

Na maioria das plataformas em que as aulas síncronas são ministradas, existe um espaço para a realização de fóruns e chats. Esse recurso também pode ser utilizado como medidor de frequência virtual!

Pode ser  averiguada  a participação dos alunos em discussões com seus colegas sobre as matérias lecionadas ou no esclarecimento de dúvidas com o professor. Essas interações virtuais em bate-papos são um ótimo indicador de frequência e de participação na disciplina online.

Como engajar o aluno na disciplina online?

Um ensino de qualidade não diz respeito apenas ao que é entregue ao estudante, mas, principalmente, ao conteúdo que é retido por ele. Manter a concentração dos estudantes nas aulas, tem sido um desafio para alunos, professores e gestores há muito tempo.

Mesmo nas aulas presenciais, é comum que o aluno perca a atenção. Podemos citar alguns dos principais motivos para isso, como por exemplo as conversas com colegas, eventos externos à sala de aula e desinteresse no conteúdo e/ou metodologia da aula.

Nos espaços virtuais, a tarefa de manter o aluno realmente presente na aula se torna ainda mais complicada. O acesso ao celular e ao computador possibilita que o estudante possa se distrair com um número ilimitado de coisas, e, além disso, o barulho das ruas, de músicas, da televisão e de outras pessoas, comprometem ainda mais o seu estudo de qualidade.

Mas não se preocupe! Temos a seguir 6 dicas para manter o engajamento do aluno na disciplina online:

1. Realizar perguntas para a turma

Ser questionado sobre a matéria da aula faz com que o estudante preste mais atenção no que está sendo dito. Se as perguntas durante as explicações forem comuns, os estudantes fortalecerão o hábito de prestar atenção para se preparar para respondê-las.

As perguntas podem ser feitas para toda a classe ou para um aluno específico, o que auxilia ainda mais a participação deste. Esse método ajuda ainda a trazer estudantes menos participativos para a aula.

Outra forma de fazer com que as perguntas engajem ainda mais os alunos é atribuindo pontos para respostas corretas. Com esse método, podem ser pontuadas as perguntas mais complexas ou os estudantes que mais participam da aula.

2. Contextualizar o conteúdo com a realidade

Fazer uma relação do que é visto na na aula online com casos reais é sempre vantajoso. A atenção do aluno está mais assegurada quando ele consegue enxergar o que está sendo ensinado em casos concretos.

Além de relacionar a disciplina com casos concretos, é importante que o professor traga também casos atuais e cotidianos para as suas aulas. Uma outra forma de prender ainda mais a atenção da turma é trazer a própria realidade do aluno, e, sempre que possível, utilizar os próprios estudantes em seus exemplos. 

3. Reconhecer o esforço do estudante

Outro ponto importante para aumentar o engajamento é reconhecer os acertos, e, também, as tentativas dos alunos durante as aulas. Valorizar a participação do estudante é essencial para que a classe continue e aumente as interações durante a aula.

Para além de dar pontos para quem responde as perguntas, é extremamente necessário que os demais alunos sejam sempre motivados. Reconhecer os esforços individuais e evolução do aluno com o passar das aulas serve de exemplo para que todos sintam-se à vontade para assistir e participar ainda mais.

4. Desafiar a turma

Atividades variadas (afora as perguntas cotidianas) ajudam a manter o engajamento nas aulas. Com criatividade, a turma pode ser desafiada a responder quizzes, realizar mini gincanas e outras competições que influenciam uma maior participação dos alunos.

Os desafios deixam o ambiente virtual mais divertido e faz com que os estudantes superem seus limites e dificuldades. A interação que os desafios dinâmicos trazem para a aula é outro ponto importante, uma vez que os alunos se encontram em ambientes diferentes.

5. Usar diversas mídias na aula

Tanto em aulas síncronas quanto em assíncronas, apresentações multimídia chamam a atenção de quem as assiste. Utilizar ferramentas como imagens, vídeos, áudios, gráficos, ilustrações, etc, deixam os conteúdos apresentados mais atrativos.

Um dos maiores pontos fortes do ensino a distância é o seu aproveitamento dos recursos digitais. O uso de diversas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) possibilitam uma educação mais leve e atrativa.

Com a aplicação de bastante criatividade, o corpo docente pode, também, utilizar recursos presentes na internet que estão fora das plataformas de ensino. Youtube, outras plataformas de streaming de vídeos, podcasts, jogos e etc, são instrumentos capazes de potencializar ainda mais o engajamento das disciplinas online.

6. Conhecer os alunos

Saber o perfil dos estudantes de uma turma é extremamente importante! Saber a faixa etária, gênero, classe social, aspirações e expectativas, passatempos e ocupações facilita no processo de compreender quais as melhores estratégias para manter a classe interessada nas aulas.

O professor pode utilizar de pesquisa para traçar o perfil da turma, ou, ainda, solicitar a realização de redações para que possa conhecer e se relacionar melhor com seus alunos. Essa proximidade entre professor e aluno é algo que deve ser bem trabalhado em um ambiente virtual.

Como acontece a avaliação nas disciplinas online?

Outro questionamento comum que se tem quanto à oferta de disciplina online em um curso presencial, é a forma com a qual os estudantes devem ser avaliados. É possível, no ensino a distância, a utilização dos mesmos critérios e meios de avaliação que se tem no ensino presencial?

Sim! As famosas provas e trabalhos podem ser utilizadas em meio digital. No ambiente virtual, essas avaliações podem ser ainda mais completas, abarcando diversas etapas do processo de aprendizagem e trazendo resultados mais indicativos quanto à disciplina lecionada. A avaliação pode, inclusive, ser mais personalizada, com a finalidade de reconhecer o que o aluno já aprendeu e desenvolver o que precisa ser trabalhado.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem possibilita, em sua própria plataforma, que essas avaliações sejam realizadas. Veremos a seguir quais são os principais modelos de avaliação nas disciplinas online:

 

  • Prova online: Tradicional avaliação, que pode ser dissertativa, de múltipla escolha, ou mesclada, aplicada com um formulário em um ambiente virtual.
  • Provas presenciais: Caso haja necessidade, as provas das disciplinas online também podem ser realizadas na sala de aula física, onde acontecem as aulas presenciais.
  • Exercícios: Bateria de atividades que devem ser feitas online e entregues pelo aluno em um determinado prazo.
  • Dissertações: Redações que devem ser feitas pelo estudante sobre um determinado assunto da disciplina.
  • Trabalhos em grupo: Trabalho temático realizado por um conjunto de alunos, que podem, ou não, ter que apresentá-lo para a turma.
  • Provas presenciais: Caso haja necessidade, as provas das disciplinas online também podem ser realizadas na sala de aula física, onde acontecem as aulas presenciais.

Quais são os benefícios da disciplina online para a IES e para os estudantes?

Contar com disciplinas online em cursos presenciais, tanto no formato totalmente digital quanto no modelo híbrido, pode trazer diversos benefícios para a IES e para os estudantes. Confira alguns deles a seguir:

1. Redução de custos

Além de promover maiores taxas de retenção e aprendizado para os estudantes, apostar na adoção de disciplinas online para os cursos de graduação também garante redução de custos para a instituição de ensino. 

Ao implantar as disciplinas online, a IES reduz as despesas geradas pela presença dos estudantes no espaço físico da instituição. Tal economia pode ser revertida, então, em melhorias para a educação dos alunos, como: aquisição de materiais atualizados,  ampliação da biblioteca da IES, capacitação dos docentes, investimento em ferramentas tecnológicas de qualidade, entre outros. 

Além disso, o estudante também reduz os custos com transporte e pode investir o valor em sua própria educação. 

2. Utilização de conteúdos multiformatos

Multimídia é o agrupamento dos variados formatos de comunicação, incluindo recursos digitais como gráficos, imagens, áudios, vídeos e animações que objetivam a transmissão de informações.

Tendo em vista que alguns alunos possuem maior facilidade em fixar o conteúdo apresentado por meio de imagens, outros por leitura e outros por áudio, a utilização de conteúdos multimídia se apresenta como uma boa solução para contemplar todos os tipos de aprendizagem na educação superior. 

As atividades digitais multimídia, em sua maioria, possuem grande apelo visual, o que atrai mais a atenção dos alunos e promove um maior engajamento com a disciplina ministrada. 

Assim, o principal objetivo da utilização de conteúdos multimídia – possibilitada pela adoção de disciplinas online – é ilustrar o conteúdo pedagógico, promovendo a associação de ideias na exposição de um assunto

3. Aprendizagem no ritmo do aluno

As aulas síncronas, aquelas que ficam gravadas para o aluno assistir em qualquer momento, possibilitam flexibilidade para o ensino a distância, uma vez que aluno e professor não precisam estar em uma aula no mesmo momento e nem no mesmo espaço.

Sendo assim, as disciplinas online se encaixam no cotidiano do estudante, sem sobrecarregar sua vida pessoal e profissional. Além disso, por estarem em formato de vídeos, o aluno pode pausar o conteúdo quando for necessário, retroceder se tiver perdido alguma informação, e, inclusive, assistir mais de uma vez para fixar melhor o conteúdo e se preparar para as avaliações. 

A EaD é, também, uma ferramenta de democratização do ensino superior, pois possibilita a realização de uma graduação de qualidade para quem não teria tempo de estudar nos moldes do tradicional ensino presencial.

4. Projeto pedagógico

A adoção de disciplina online também gera uma melhora no projeto pedagógico do curso, pois possibilita o uso da tecnologia como ferramenta.

O uso de metodologias ativas, por exemplo, gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado.

Ainda, as metodologias ativas promovem o incentivo de características como proatividade, colaboração, pensamento interdisciplinar e resolução de problemas, valores elementares à formação dos alunos e à futura ocupação profissional.

As disciplinas online também aumentam a autonomia do corpo docente, pois através da tecnologia o professor é capaz de: 

  • Disponibilizar materiais acessíveis; 
  • Estabelecer contato direto com os alunos;
  • Avaliar de forma prática e rápida;
  • Enriquecer a aula com conteúdos multiformatos. 

Leia também: Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

5. Diretrizes Curriculares Nacionais

o Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) nº 776/97, que orienta diretrizes curriculares dos cursos de graduação, determinou que no momento da elaboração de um novo currículo a ser enviado para a avaliação do Ministério da Educação (MEC), as instituições de ensino devem considerar pontos como: 

  • O incentivo de sólida formação geral
  • O estímulo de práticas de estudo independentes
  • O encorajamento do reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar
  • O fortalecimento da articulação da teoria com a prática

Para todos os pontos elencados, é possível perceber que a aplicação de disciplinas online, em modelo 100% digital ou híbrido, e o uso de ferramentas tecnológicas possibilitam o cumprimento das Diretrizes Curriculares do Ensino Superior. 

6. Desenvolvimento de habilidades

Estudar de forma online, para quem está acostumado ao ensino presencial é uma grande novidade e, por isso, traz novos desafios. O aluno deve se habituar a um novo método de estudo, e, apesar das dificuldades iniciais, isso é extremamente benéfico para o seu crescimento.

Ao se acostumar com a presença das disciplinas online, o aluno é compelido a desenvolver novas habilidades pessoais em decorrência da necessidade de se adaptar. A seguir, listamos algumas delas: 

  1. Iniciativa: o estudante deve ser proativo, pois, embora lide com prazos para realizar suas atividades, depende principalmente dele para fazer as escolhas em relação às aulas.
  2. Organização: a liberdade e a flexibilidade da disciplina online requer que o estudante organize seu tempo para concluir seus estudos.
  3. Autoconhecimento: com a prática, o aluno vai compreender qual o horário e os métodos que melhor funcionam para ele, além de conhecer melhor suas dificuldades e limites.
  4. Foco: o meio virtual oferece muitas distrações ao aluno, que deve aprender a controlar a vontade de realizar outras atividades paralelas aos estudos.
  5. Domínio da tecnologia: a disciplina online aproveita ao máximo a tecnologia, por isso, o uso da plataforma virtual e de conteúdo multimídia agrega muito para a formação do aluno.
  6. Disciplina: a qualidade da sua formação depende também do seu esforço, logo, é necessário se comprometer com o ensino a distância.
  7. Incentivo ao autodidatismo: apesar da existência do professor e do tutor, estudar por conta própria é fundamental para o sucesso de quem tem uma aula a distância.

Portanto, conforme apresentado, as disciplinas online enriquecem o aprendizado são benéficas para estudantes, professores e para a instituição de ensino. 

Esperamos que este artigo tenha ajudado a entender a importância da disciplina online e quais são as formas de aplicá-la na IES. Agora, que tal ler sobre o ensino híbrido na educação superior: principais passos para desenvolver em sua instituição?

Ferramentas síncronas e assíncronas no ensino superior: entenda a diferença

O ensino superior a distância vem crescendo em taxas exorbitantes, introduzindo novos conceitos no mundo educacional. Um deles é relativo às ferramentas síncronas e assíncronas.

Na verdade, essas ferramentas não estão restritas ao ensino remoto. Mas foi a partir dessa modalidade de ensino, impulsionada pela pandemia de covid-19, que o termo ganhou popularidade.

No presente texto, vamos introduzir o conceito de ferramentas síncronas e assíncronas e exemplificar cada uma. Leia e saiba como aplicá-las em sua instituição de educação superior (IES)!

Qual a diferença entre ferramentas síncronas e assíncronas?

Antes de mais nada, é importante entender a diferença entre ferramentas síncronas e assíncronas, a partir do conceito e exemplos práticos de cada uma. É o que será explicado a seguir.

O que são ferramentas síncronas?

As ferramentas síncronas são aquelas que permitem interação em tempo real entre professor e alunos, no mesmo ambiente. A palavra “síncrona” faz referência a eventos que ocorrem simultaneamente.

Podemos citar, como exemplo de ferramenta síncrona, aulas ao vivo que ocorrem por videoconferências, e também os chats virtuais.

Quais são as vantagens das ferramentas síncronas?

A interação em tempo real entre corpo estudantil e professores é essencial para promover uma boa experiência de aprendizado. São espaços férteis para conversas, debates, resolução de dúvidas e reflexão crítica de cada assunto lecionado.

Não é muito interessante, por exemplo, que o professor faça uso das ferramentas síncronas apenas para expôr determinada matéria aos estudantes. Aqui, existe um grande potencial de diálogo entre os participantes.

Dessa forma, a melhor estratégia para usar ferramentas síncronas é no sentido de encorajar essa troca. Para isso, podem ser disponibilizados conteúdos antes do encontro síncrono, para que os alunos estudem previamente e debatam sobre, como é feito na sala de aula invertida.

Quais foram as principais dúvidas sobre o material estudado? O que os alunos acharam sobre o texto lido? Quais foram suas impressões e críticas? Alguém teve contato com notícias sobre o assunto?

Fomentar esses espaços é um movimento muito importante, também, para preservar uma relação mais humana, tanto entre aluno e professor quanto entre os alunos. Ainda mais se levarmos em conta o contexto altamente informatizado dos tempos atuais.

Por mais que o aluno do futuro tenha mais autonomia para desenvolver seus estudos, alguns estudantes precisam de um acompanhamento mais próximo para se organizar e aprender da forma correta. Daí surge mais um motivo para se estimular espaços síncronos.

Nesses ambientes, o professor consegue ter uma noção melhor do engajamento da turma. Quantos alunos compareceram ao encontro síncrono? Eles realizaram os estudos propostos?

Se o engajamento está baixo, é interessante que professor e tutor se atentem à realidade dos alunos menos motivados. Esse fator pode estar relacionado à qualidade do conteúdo passado para os alunos, à sua quantidade ou a fatores de saúde dos estudantes, para citar algumas razões.

Leia também: Como cuidar da saúde mental dos estudantes na IES?

O que são ferramentas assíncronas?

As ferramentas assíncronas são justamente o contrário das síncronas. Nelas, os alunos realizam as atividades de ensino cada um no seu próprio tempo. Como exemplo de ferramenta assíncrona, temos a leitura de textos, discussão em fóruns ou o estudo de uma aula ou vídeo gravados.

E quais são as vantagens das ferramentas assíncronas?

As ferramentas assíncronas, por sua vez, também possuem vários benefícios. O principal deles é a maior flexibilidade conferida ao estudante, para que realize as tarefas no seu próprio tempo.

O aluno do ensino superior, normalmente, se dedica a outras atividades além da graduação. É muito comum, por exemplo, que ele trabalhe para financiar os próprios estudos. Logo, é interessante que lhe seja atribuída mais liberdade para montar os próprios horários.

Isso é especialmente válido no ensino a distância. Nessa modalidade de ensino, que tanto tem crescido, o corpo estudantil possui um perfil que procura essa flexibilidade. Portanto, podemos falar também em maior captação de alunos.

Ademais, o aluno que tem contato com ferramentas assíncronas consegue desenvolver a própria autonomia e se tornar efetivamente protagonista do seu processo de aprendizagem. Ele desenvolve competências de organização e definição de prioridades.

Do ponto de vista dos professores, usar ferramentas assíncronas também representa benefícios. Ao produzir ou adquirir conteúdos digitais, eles trabalham suas disciplinas de forma mais prática.

Isso porque alguns conhecimentos não precisam ser transmitidos repetidamente pelo professor, em aulas ao vivo. É mais interessante que sejam gravados vídeos em microlearning, disponibilizados textos ou mapas mentais sobre esses assuntos, que só precisam ser atualizados se houver alguma mudança no entendimento vigente.

Por isso, podemos associar as ferramentas assíncronas também a uma maior rentabilidade e economia de recursos.

Leia também: Se a disciplina é online, como a frequência é determinada?

Conheça melhor os tipos de ferramentas síncronas e assíncronas

A partir de agora, vamos apresentar as principais espécies de ferramentas síncronas e assíncronas, para que você se familiarize com cada uma e possa aplicá-las nos cursos de sua IES.

Tipos de ferramentas síncronas

Primeiro, vamos entender melhor cada modalidade de ferramentas síncronas.

Aulas presenciais

As aulas tradicionais, em que professor e alunos se reúnem no mesmo espaço físico, são o exemplo mais clássico de uma ferramenta síncrona de ensino. 

É aqui que o diálogo entre os participantes ocorre da maneira mais fluida, uma vez que é possível se comunicar melhor — tom de voz e linguagem corporal são elementos percebidos com maior facilidade quando as pessoas estão no mesmo espaço físico.

Videoconferências

Têm ganhado muito destaque no ensino a distância. É marcado um horário em que professor e alunos se comprometem a participar de um encontro virtual.

Isso costuma ocorrer por meio de sistemas como Zoom ou Google Meets. Gera-se um link para uma reunião em sala de aula virtual, com horário de início e término. Esse link costuma ser disponibilizado no ambiente virtual de aprendizagem (AVA).

É interessante que este espaço seja dedicado à interação entre professor e alunos, para que discutam sobre determinado conteúdo. Recomenda-se também que o assunto desses encontros seja avisado aos alunos com antecedência, para que possam se preparar.

Alguns sistemas de videoconferência possibilitam que a reunião seja gravada, podendo então ser reaproveitada como ferramenta assíncrona.

Além disso, tais sistemas costumam apresentar vários recursos além da conversa em vídeo, como chats e lousas virtuais. Uma boa sugestão consiste em estudá-los ao preparar os encontros, para fazer o melhor uso possível da plataforma.

A apresentação de trabalhos também pode ocorrer via videoconferência. Inclusive, as principais plataformas contam com recursos voltados para apresentações.

Leia também: Entenda quais são e como superar os desafios da educação digital no Brasil

Webinários

Os webinários são uma espécie de videoconferência que costuma reunir palestrantes especiais para discutir sobre determinado assunto. Como o nome indica, são verdadeiros seminários realizados no meio virtual.

A grande vantagem é a possibilidade de convidar especialistas de qualquer região do Brasil (ou mesmo do mundo) para participar. A presença dos palestrantes contribui para fornecer aos alunos outros pontos de vista sobre cada disciplina, provenientes de experts em seus campos de atuação.

Por isso, seguem um modelo mais expositivo, em que cada participante fala sobre determinado assunto combinado previamente. Mas é interessante também alocar algum tempo, ao final do evento, para que os alunos tirem dúvidas sobre o conteúdo.

As dúvidas podem ser manifestadas oralmente, ou por meio de mensagens. De qualquer forma, é interessante que alguma pessoa, como tutor ou monitor da matéria, fique encarregado de ler as mensagens do evento e intermediar a comunicação entre alunos e palestrantes.

Chats virtuais

Por meio dos chats, professor e alunos trocam mensagens em tempo real em salas virtuais de bate-papo. Aqui, a comunicação é realizada apenas por texto.

Trata-se de um espaço ideal para tirar dúvidas mais simples e diretas, que não demandem uma explicação muito elaborada. Pode também ser utilizado para conversar sobre aspectos que não digam respeito ao conteúdo em si, mas à dinâmica das aulas. É interessante, por exemplo, que se incentive o envio de sugestões e críticas sobre as aulas nesses espaços. 

O uso de chats também é uma ferramenta para se avaliar o engajamento dos estudantes, além de obter uma noção sobre os temas mais polêmicos ou de difícil compreensão sobre a matéria.

Avaliações síncronas

As avaliações da disciplina também podem ser realizadas de maneira síncrona. A forma clássica de fazê-lo é por meio de provas presenciais, mas é perfeitamente possível aplicá-las no ambiente virtual.

Exemplos disso são as provas orais, realizadas por videoconferência, ou a resolução de questões abertas ou objetivas via AVA. No entanto, existem alguns cuidados que devem ser tomados em relação à avaliação online síncrona.

O principal deles é em relação a problemas de acesso. Os estudantes costumam contar com a infraestrutura da própria residência para se conectar às atividades virtuais. Sendo assim, podem enfrentar diversos obstáculos na hora da prova, como falha de conexão à internet, problemas com o dispositivo, queda na energia elétrica… 

Por isso, é interessante conceder a prerrogativa de realizar segunda chamada das provas, comprovando-se o problema técnico, ou disponibilizar equipamentos de acesso em laboratórios de informática.

Outro cuidado é em relação às avaliações individuais. É praticamente impossível impedir que os estudantes se comuniquem quando a avaliação é virtual. Por isso, talvez seja interessante pensar em avaliações síncronas em grupo.

Leia também: Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

Tipos de ferramentas assíncronas

Agora, vamos às ferramentas assíncronas.

Fóruns de discussão

Os fóruns são espaços de comunicação escrita similares aos chats, mas de forma não simultânea.

Normalmente, o professor seleciona algum tema da matéria para discussão e abre um prazo de início e término do fórum. Pode ser algum texto, alguma notícia relevante sobre o assunto ou a discussão de um caso.

A partir disso, os alunos interagem entre si por meio de comentários. É comum que se estabeleça um número obrigatório de interações. Para ilustrar: cada aluno deve se posicionar em relação ao material em discussão, além de responder ao posicionamento de um de seus colegas.

Troca de e-mails

A troca de e-mails é outra ferramenta assíncrona, ideal para realizar um contato direto e particular entre aluno e professor. É um dos mais populares e seguros recursos de comunicação virtual desde a popularização da internet.

É um espaço mais formal que deve ser preferido em relação à troca de mensagens por redes sociais. Isso porque a troca de mensagens por e-mail fica registrada, além de se evitar confusão entre espaços privados e profissionais.

Também por isso é o veículo ideal para realizar a entrega de trabalhos e demais arquivos por parte dos alunos.

Avaliações assíncronas

As avaliações assíncronas são ideais no ensino a distância, para evitar percalços como problemas de conectividade na hora da prova. Mas na verdade, elas são bastante comuns também no ensino presencial, respondendo pelo nome mais comum de “trabalhos”.

Qualquer exercício avaliativo que não ocorra ao vivo pode ser considerado avaliação assíncrona. O estudante possui um prazo maior e pré-determinado para realizar a tarefa em questão, individualmente ou em grupo.

No entanto, quando se fala em ensino inovador, que aplica tecnologias da informação e comunicação (TICs) na educação, temos um universo bem maior de atividades dessa natureza. Seja no ensino presencial ou a distância, os alunos podem utilizar do meio digital para produzir:

  • Apresentações;
  • Vídeos expositivos ou entrevistas;
  • Podcasts;
  • Wikis;
  • Jogos virtuais;
  • Modelos de aplicativos, dentre outros.

Conteúdos assíncronos

Qualquer conteúdo educacional disponibilizado ao aluno para estudo fora do horário das aulas pode ser considerado como ferramenta assíncrona. Normalmente, são entregues por meio de uma plataforma digital de aprendizagem ou por blogs dos professores.

Uma grande vantagem do mundo virtual consiste na possibilidade de se confeccionar tais conteúdos em multimídia. Confira, abaixo, alguns exemplos de formatos pelos quais você pode transmitir conhecimento aos alunos:

  • Aulas síncronas gravadas;
  • Vídeos em microlearning;
  • Textos de introdução e textos de aprofundamento;
  • Mapas-mentais interativos;
  • Testes gamificados;
  • Indicação e discussão de filmes, séries e documentários que abordam o tema;
  • Podcasts, dentre outros.

Certo é que alguns desses formatos dão mais trabalho para produzir. Além disso, mesmo os formatos mais simples exigem que o professor desloque parte considerável de seu tempo, se quiser fazê-los por conta própria — por isso, é interessante procurar por alternativas a esse processo de produção. 

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Como trabalhar as ferramentas síncronas e assíncronas no ensino presencial? E no ensino a distância?

O termo “síncronas e assíncronas” ganhou popularidade no contexto do ensino a distância, para diferenciar as atividades de acordo com seu tempo de realização. Mas, a despeito disso, as ferramentas síncronas e assíncronas são aplicáveis em qualquer modalidade de ensino.

No ensino presencial, por exemplo, é uma ótima sugestão disponibilizar conteúdos assíncronos como forma de apoio ao conteúdo ministrado pessoalmente. Essa modalidade também se beneficia significativamente da maior integração tecnológica. 

Já no ensino a distância, embora costume haver uma predominância das ferramentas assíncronas, é extremamente importante promover momentos de interação “ao vivo”. Os recursos síncronos devem ser estimulados para manter uma relação saudável entre os envolvidos nos processo de ensino-aprendizagem.

O segredo para trabalhar bem as ferramentas síncronas e assíncronas é equilibrar essas duas modalidades, de acordo com a modalidade de ensino do curso em questão. Gostou desse conteúdo? Aproveite e leia também: conteúdos EaD prontos para aquisição!

mec autoriza curso de direito a distancia: estudante assistindo aula online

Descubra se o MEC autoriza curso de Direito a distância, o histórico do debate e as alternativas permitidas

A graduação em Direito está entre os cursos mais procurados pelos vestibulandos brasileiros desde 1827, quando esse curso superior foi implementado no país.

Atualmente, o Brasil é o país com maior número de faculdades de Direito no mundo, pois contamos com cerca de 864 mil alunos inscritos nos mais de 1.303 cursos em todo território nacional.

Apesar da crescente popularidade do ensino superior a distância no Brasil, o curso de Direito ainda não está disponível na modalidade – mas, ao que tudo indica, este cenário está prestes a mudar.

Há mais de dez anos, uma série de instituições de educação superior (IES) têm feito solicitações para que o Ministério da Educação (MEC) autorize o funcionamento de cursos de Direito integralmente a distância. O trâmite desses pedidos ficou paralisado por muito tempo em função de algumas questões, a exemplo das objeções feitas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Contudo, desde julho de 2021, houve pedidos de autorização que concluíram uma das últimas etapas, obtendo avaliações positivas pelo MEC. Agora, dependem apenas da publicação de Portarias para avalizar de forma oficial a implantação dos cursos.

Em outras palavras, a autorização dos cursos de Direito a distância é iminente! Continue a leitura e entenda melhor sobre o processo para autorização, o histórico desse debate no país e prepare a sua IES para a nova conjuntura!

Qual é o valor de um curso de Direito EaD?

Antes de mais nada, é interessante explicar o valor dos cursos de Direito a distância.

Ao contrário do que às vezes se pensa sobre essa modalidade, ela não representa qualquer retrocesso na qualidade do ensino. Na verdade, constitui-se como uma evolução desse curso, que possui uma essencialidade teórica perfeitamente compatível com o ensino a distância.

Se pensarmos no curso de Direito como uma Ciência Social Aplicada, que deve corresponder às transformações sociais, faz ainda mais sentido desenvolvê-lo no contexto de EaD. Na realidade pós-pandêmica, o uso das novas tecnologias ficou ainda mais intenso, o que corrobora com a necessidade de se repensar o ensino jurídico.

De fato, até mesmo o próprio Poder Judiciário integra as tecnologias de informação e comunicação (TICs) em seu funcionamento, de maneira eficiente e inovadora. A respeito, podemos citar o número histórico de processos eletrônicos, que representam agora 90% do acervo brasileiro nos termos do relatório Justiça em Números 2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ):

Gráfico sobre o percentual de processos eletrônicos, que alcançou a marca de 90% do acervo nacional em 2019. Fonte: Relatório Justiça em Números 2020

Gráfico sobre o percentual de processos eletrônicos, que alcançou a marca de 90% do acervo nacional em 2019. Fonte: Relatório Justiça em Números 2020.

Além do processo judicial eletrônico, podemos citar também a iniciativa DataJud, também do CNJ, responsável pelo tratamento de dados judiciais por meio de aplicações de inteligência artificial.

Se a própria justiça brasileira adota soluções tecnológicas, é tempo de fazê-lo também no ensino jurídico. Outro argumento importante nesse sentido é a melhoria do ensino acarretada pelo uso de novas tecnologias, como podemos observar, por exemplo, no uso de metodologias ativas e de aprendizagem multimídia.

Qual é o histórico do curso de Direito EAD no Brasil?

Como vimos, o curso de Direito existe no Brasil desde 1827, e foi o segundo curso superior a ser instaurado no país. Desde esse período o curso é oferecido exclusivamente no formato de ensino presencial.

Paralelamente, no início do século XX, as primeiras iniciativas de cursos EaD foram tomadas no país. Desde então, os cursos a distância foram evoluindo junto às tecnologias, passando a ser ministrados por correspondência, rádio, TV e, finalmente, pela internet.

Atualmente, diversos tipos de cursos EaD são oferecidos em todo país, desde cursos livres e preparatórios, até graduações e pós-graduações.

E quando o assunto são as graduações a distância, o MEC já autorizou diversos cursos EaD de bacharelado, licenciatura e tecnólogos. 

Para acessar a lista completa de graduação a distância reconhecidas pelo MEC, confira o artigo: Saiba quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC!

Os trâmites do Direito EaD no Brasil

Ao observar as listas de cursos superiores EaD autorizados pelo MEC, você vai notar que o de Direito não está entre eles. Mas isso não é por falta de iniciativa das instituições de educação superior (IES)!

Em 2007, a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) ofereceu um curso de Direito EaD. Isso só foi possível por conta de seu vínculo estadual, mas rapidamente o curso foi descontinuado.

Desde 2009, instituições de ensino superior tentam solicitar o credenciamento EaD no MEC do curso de Direito, mas sem sucesso.

Dez anos depois, em 2019, o MEC entrou em contato com diferentes IES solicitantes para informar que suas propostas foram pré-selecionadas. Neste momento, a Secretaria de Regulação do Ensino Superior (Seres), após análise documental, encaminhou os processos para o  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Inep era o responsável por avaliar os projetos in loco, visitando cada uma das IES solicitantes do curso de Direito a distância. Entretanto, a Ordem Nacional dos Advogados do Brasil (OAB) interviu e pressionou politicamente contra a modalidade EaD para os cursos.

No início de 2020, a Justiça determinou que a regulamentação, autorização e fiscalização dos cursos de Direito EaD não cabia à OAB, mas sim única e exclusivamente ao MEC.

Isso fez com que o Inep desse continuidade nos processos. Mas as avaliações foram mais uma vez interrompidas, dessa vez pela pandemia de Coronavírus, que impossibilitou as avaliações in loco.

Com o processo de avaliação ainda em andamento, uma IES anunciou em 2020 a abertura de vagas para o que seria a primeira graduação em Direito EaD no país. O curso seria iniciado no primeiro semestre de 2021. Entretanto, a Seres/MEC suspendeu o edital pela Portaria nº 328 de 16 de outubro de 2020.

Últimas novidades sobre o tema

Recentemente, ao longo do mês de julho de 2021, o MEC concluiu os procedimentos de avaliação in loco de algumas propostas de curso de Direito a distância, referente a dezenas de IES.

A maioria delas obteve a nota 5 em seus processos de autorização do curso de graduação EaD em Direito. A concessão da nota máxima pelo MEC demonstra que o governo reconhece a qualidade do ensino a distância também no caso da ciência jurídica.

Agora, elas aguardam os próximos passos. É preciso, ainda, que a Seres analise o relatório das avaliações, com emissão de parecer final. Depois disso, a última etapa consiste na publicação de uma Portaria para regulamentar a implantação dos cursos.

Como funciona o processo de autorização do Direito EaD?

Essa é uma dúvida recorrente entre as IES. O trâmite para autorização do curso de Direito EaD é um processo administrativo com calendário definido pelo Ministério da Educação (MEC), composto pelas seguintes etapas:

  • Formalização do pedido de autorização;
  • Preenchimento de formulário de primeira entrada;
  • Segunda via de continuidade;
  • Definição e delegação da comissão avaliadora;
  • Agendamento e realização da avaliação in loco;
  • Encaminhamento do processo à Seres, que realiza diligências;
  • Publicação de Portarias autorizativas do curso de Direito EaD, específicas para cada IES.

O que ocorreu até agora, em relação a diversas IES, foi a realização da avaliação in loco. Inclusive, essa avaliação ocorreu de forma remota em função da pandemia.

Ou seja, existem comissões ativas delegadas pelo MEC examinando diversas IES que realizaram seus pedidos de autorização. Das instituições que estão mais avançadas nos procedimentos, muitas concluíram essa avaliação e receberam notas positivas, mas restam ainda outras etapas.

Na etapa de avaliação in loco, a comissão do MEC analisa não apenas a estrutura física de cada local, mas também a estrutura virtual da instituição. Isso compreende o ambiente virtual de aprendizagem e também outros aspectos, como o sistema administrativo de atendimento ao aluno, biblioteca digital e demais fatores que constam dos indicadores do MEC.

Todos esses itens são examinados pela comissão por meio de várias reuniões, com coordenadores do curso, professores, reitores, bibliotecários, Núcleo Docente Estruturante (NDE), entre outros.

Após, o processo é encaminhado à Seres, que promove por sua vez diligências e aplicações, mesmo em relação aos cursos que obtiveram notas excelentes na etapa anterior. Esses atos da Seres têm o objetivo de questionar as comissões, que podem não ter feito a fundamentação necessária para a nota em todos os níveis existentes.

Depois da análise pela Seres, ocorre finalmente a publicação de Portaria autorizativa. Essa portaria é que finalmente chancela a instituição do curso EaD, podendo então começar as operações para vestibular e captação de alunos.

O MEC autoriza curso de Direito a distância?

O MEC não autorizou, oficialmente, nenhum curso de Direito a distância até agora. Porém, como uma série de IES concluiu recentemente o processo de avaliação de suas propostas, com obtenção de nota máxima, é muito provável que os primeiros cursos sejam autorizados em breve.

Cabe lembrar também que, no contexto das medidas de distanciamento exigidas por conta da pandemia, as IES têm autorização para ministrar suas aulas teóricas de qualquer curso no formato online. Isso é válido inclusive para o curso de Direito!

Por que não existe curso de Direito a distância?

O curso de Direito é majoritariamente formado por disciplinas teóricas. E mesmo as matérias práticas podem ser adaptadas para o formato a distância sem descumprir ou prejudicar as Diretrizes Curriculares do curso de Direito.

Tendo isso em mente, fica difícil entender: o que tem atrasado tanto a autorização de cursos de Direito a distância pelo MEC?

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é a principal responsável pelos atrasos envolvendo os processos de autorização. Por meio de pressão política e processos judiciais, a OAB se manifesta contra o modelo EaD para o curso de Direito.

O principal argumento da Ordem é que a modalidade impossibilita que o aluno absorva de forma adequada os conhecimentos e habilidades necessários para sua atuação na área do Direito.

Entretanto, graças às novas metodologias e formatos de ensino, e também aos resultados positivos de estudantes a distância em outros cursos, essas constatações podem ser contestadas.

Quando será possível o curso de Direito a distância?

Como vimos, as análises das IES solicitantes do curso EaD de Direito foram retomadas em 2020, e logo se depararam com percalços em função da pandemia de covid-19. Entretanto, esse mesmo contexto serviu para mostrar que é possível oferecer o Direito no formato de graduação a distância.

Em julho de 2021, alguns processos de avaliação foram concluídos, com avaliações positivas pelo MEC. Dessa forma, é muito provável que outras solicitações sejam avaliadas nos próximos meses. 

Há expectativas também para que os primeiros cursos de Direito EaD sejam iniciados em 2022. Das propostas que já foram avaliadas, a última etapa consiste em análise pela Seres e publicação de Portarias pelo MEC.

Quais as alternativas permitidas para curso de Direito EaD?

Como vimos, a autorização de cursos de Direito a distância pelo MEC está muito próxima, mas ainda não é uma realidade oficial.

E embora as IES não possam oferecer, ainda, cursos de Direito nos formatos EaD ou semipresencial, ainda é possível aproveitar algumas vantagens das metodologias de ensino a distância. 

A partir da Portaria nº 2.117/19 o Ministério da Educação determinou que as IES poderão introduzir a oferta de carga horária na modalidade de EaD na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 40% da carga horária total do curso.

 Assim, é possível oferecer matérias online em cursos presenciais, como no curso de Direito.

Leia também: Conheça os benefícios da biblioteca digital de Direito

Entenda na prática como desenvolver um curso de Direito EaD

Como vimos, a autorização de cursos de Direito EaD é iminente. Pensando nisso, selecionamos algumas informações essenciais para desenvolver essa modalidade do curso na sua IES.

Tais informações surgem a partir de uma experiência prática, narrada pelos professores Givago Dias e Jamile Kassem por ocasião do Webinário que a Saraiva Educação promoveu sobre o tema. Conversamos sobre a experiência que tiveram no processo de autorização relativo ao centro universitário UNIFAMMA.

A seguir, vamos apresentar os principais pontos destacados pelos docentes.

Pontos cruciais de atenção para obter autorização do Direito EaD

Dentre os principais tópicos de atenção para desenvolver um curso de Direito EaD, de forma inteligente e organizada, podem-se destacar os seguintes:

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

No ensino a distância, o ambiente virtual de aprendizagem ganha uma grande importância, já que se torna o principal meio de acesso do aluno ao conteúdo ministrado no curso.

Dessa forma, é necessário pensar cuidadosamente seu design, desenvolvimento, acessibilidade e as ferramentas que contém. É necessário que seja uma plataforma amigável e intuitiva, para garantir a melhor experiência de aprendizado possível ao aluno.

Além disso, o desenvolvimento do AVA deve ser contínuo, trabalhando-se sempre para solucionar problemas de forma rápida e eficiente, e aplicando sempre melhorias em suas funcionalidades.

Plano de Ensino Pedagógico

É também crucial contar com um Núcleo Docente Estruturante (NDE) comprometido em atender ao plano de ensino, e adaptá-lo à realidade dos cursos de Direito.

A questão central é que o curso de Direito, independente da modalidade em que é lecionado, também está em constante atualização. Isso porque os processos judiciais e tribunais brasileiros também estão migrando para o meio virtual, o que exerce certo impacto no funcionamento do mundo jurídico.

A mídia é outro fator, também relacionado às tecnologias de informação e comunicação (TICs), que contribui para dar maior dinamicidade aos cursos de Direito. Atualmente existe uma publicização muito maior de acontecimentos do universo jurídico.

Podemos citar, como exemplo, a grande circulação de notícias sobre julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), que não acontecia na mesma intensidade antigamente. Os cidadãos brasileiros, enquanto destinatários das normas, têm cada vez mais contato com essas notícias — e a recepção por parte dessa “audiência”, por sua vez, altera a forma como o Direito é aplicado.

Esse cenário vem para ilustrar que o Direito está em constante mudança, em função das novas tecnologias. Isso traz uma necessidade forte de planejar cursos que endereçam esse caráter dinâmico, enriquecendo o aprendizado do aluno. Nada mais coerente, então, do que fazer uso das novas tecnologias na formulação de um curso, com um plano de ensino que reflita essa situação.

É preciso, também, dividir muito bem a estrutura pedagógica e trabalhar o design instrucional do curso um unidades (que precisam guardar conectividade entre si). Essa organização deve satisfazer o ementário do curso e contemplar sua bibliografia.

Atualização constante do conteúdo

Para que exista um plano de ensino que atenda às especificidades do curso de Direito a distância, surge outro ponto crucial: atualização constante do conteúdo.

O campo jurídico já enfrenta, naturalmente, alterações constantes. Isso porque o universo normativo se altera com a promulgação de novas leis, emendas constitucionais, códigos e com as mudanças na interpretação dos tribunais.

Como vimos acima, esse fator é acelerado pelas novas tecnologias, que fomentam debates e aproximam o destinatário da linguagem jurídica.

Não é uma boa ideia, portanto, disponibilizar durante anos as mesmas aulas gravadas. O conteúdo EaD precisa ser constantemente atualizado e revisado para que os alunos aprendam, da maneira correta, a realidade mais atual possível sobre o Direito.

Leia também: Conteúdos EaD de Direito prontos para aquisição: transforme o ensino em sua IES!

Perguntas frequentes sobre desenvolvimento do curso de Direito EaD

Para auxiliar ainda mais no preparo de sua instituição, selecionamos a seguir as principais perguntas sobre o curso de Direito EaD.

Como pensar no número e viabilidade de vagas?

O número de vagas nos cursos de Direito EaD precisa ser definido e justificado para se entrar com o pedido de autorização.

Para que a solicitação tenha êxito, é importante que essa justificativa seja lastreada em estudos, como estudos socioeconômicos de cada polo dirigido. Confira, a seguir, algumas questões que devem ser levantadas na ocasião:

  • Quais atividades são desenvolvidas no polo?
  • Qual é o Produto Interno Bruto (PIB) de onde se situa o polo?
  • Quantos alunos existem hoje, nessa região, no ensino médio?
  • Qual é a realidade das atividades jurídicas locais da região?

As respostas às perguntas acima, obtidas por meio de investigação científica, ajudam a informar a definição do número de vagas. Devem conter, portanto, dados objetivos, que com certeza irão contribuir para obtenção de notas positivas no processo de avaliação.

Isso porque o número de vagas deve levar em conta a demanda pelo curso, além da possibilidade de inserção dos graduandos no mercado de trabalho. Essas variáveis dependem da conjectura de organização judicial em cada região.

Se falamos no contexto de uma capital brasileira, por exemplo, existe um maior potencial de prospecção de carreiras jurídicas, seja na advocacia ou no setor público. Mas isso também depende da quantidade de cursos e profissionais jurídicos já existentes em cada local, o que também deve ser levado em conta nos estudos.

Todas as matérias devem ser realizadas online no Direito EaD?

Todo curso EaD pode ter um nível de presencialidade de 30% de sua carga horária. Isso viabiliza a existência de atividades no polo da IES ou no ambiente virtual por meio de atividades síncronas.

É interessante que as instituições pensem em alocar essa carga horária presencial para estimular momentos de interação dos alunos entre si e com os professores. São essenciais para levar a cabo uma aprendizagem significativa e a construção conjunta do conhecimento.

Como fica a prática jurídica no contexto do Direito EaD?

A prática jurídica é uma parte integrante da formação em Direito e também deve ser pensada no contexto do ensino a distância.

Boa parte da atividade jurisdicional já ocorre também inteiramente no ambiente digital. Daí vem a demanda por um Núcleo de Prática Jurídica que seja projetado pensando nessa realidade.

Para que o aluno aprenda a peticionar, por exemplo, é inconcebível que redija uma petição no Word, para que depois a imprima e protocole presencialmente. O peticionamento já é eletrônico na maioria dos processos.

Da mesma forma, audiências online estão cada vez mais presentes na realidade do judiciário, especialmente no período pós-pandemia. A dinâmica de contagem de prazos também apresenta mudanças quando é feita no sistema de cada tribunal.

Essa realidade deve ser abordada no projeto de prática jurídica de cursos a distância, mas também deve ser levada em conta quando o curso permanece presencial. 

Qual é o novo papel do professor no Direito EaD? E qual é a diferença para o tutor?

Quando falamos em cursos a distância, existe uma certa resistência relacionada à mudança de papel do professor. Muitas pessoas acreditam que os professores vão assumir um papel de tutor no ensino, o que não acontece na prática.

Vamos entender melhor a distinção entre essas duas figuras a seguir.

O tutor possui a função de orientar o aluno na utilização do material e execução das atividades, sanando dúvidas relacionadas ao ambiente de ensino e material didático. Ele acompanha o aluno em suas rotinas de estudo.

Já o professor realiza a mediação entre aluno e conteúdo. Ele organiza o conteúdo do curso e incentiva o aluno a realizar suas atividades, criando e aplicando conteúdo e avaliações.

Em outras palavras, ele deve ficar a cargo de trabalhar no aprendizado do aluno, pensando no material disponibilizado e em formas de ministrá-lo de acordo com cada contexto. Veja, a seguir, o que considera o professor Givago Dias a respeito:

O professor é o gestor do conhecimento. Ele deve, além de administrar o conteúdo, validar ou invalidar a qualidade das informações absorvidas pelo aluno.

Dizendo de outra forma, o professor situa o processo de ensino-aprendizagem nos eixos. Por mais que possa ser eventualmente auxiliado, por exemplo, pela inteligência artificial, o conteúdo humano tem que dar segurança e confiabilidade. Esse é o papel do professor do futuro. Nós não vemos o professor do futuro como dono da informação, mas desenvolvendo-a e aperfeiçoando-a, criando conhecimento e validação para o aluno”.

Nesse sentido, é interessante que o professor se aproveite dos momentos de interação ao vivo, a exemplo das aulas síncronas, para fomentar discussões sobre o conteúdo e tirar dúvidas. Pode, por exemplo, propor atividades como estudos de caso (que devem estar previstas no plano pedagógico) e discussão de notícias jurídicas.

Por isso, seu papel na condução do processo de aprendizagem continua tão importante, e não é diminuído de nenhuma forma. Além de organizar materiais para que o aluno acesse por conta própria, o professor deve interagir com o corpo estudantil, pelos meios virtuais, para garantir o ensino crítico e emancipador.

Só o professor possui a sensibilidade para transmitir o conhecimento da melhor forma possível, percebendo no processo as dificuldades do aluno e lidando com suas dúvidas.

Tiramos a sua dúvida sobre se o MEC autoriza curso de Direito a distância? Aproveite para e aprofundar no assunto e entender como funciona a elaboração de conteúdos EaD!

Fotografia de uma mulher estudando utilizando o notebook.

O Direito e a educação a distância

A oferta de cursos de graduação na modalidade 100% EaD foi por muito tempo uma realidade distante. Desde 2009 o assunto é debatido pelas instituições de ensino, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério da Educação (MEC). 

A pandemia de covid-19 acelerou o debate, e conforme as visitas de autorização foram retomadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), as primeiras autorizações começam a surgir, na esteira de mais um ano de ensino remoto e híbrido

Deixo as polêmicas à parte pois o cenário está posto e é importante que os órgãos regulatórios se ocupem não apenas desta avaliação, mas também da fiscalização quanto à qualidade dos programas oferecidos. 

Do ponto de vista das instituições de educação superior (IES) o momento é de planejamento. Investir tempo em um projeto pedagógico sólido, que contemple todas as necessidades dos alunos e professores, envolvendo uma equipe multidisciplinar é um dos pilares para a atender aos requisitos exigidos. 

Escolhas que envolvem o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) são apenas uma parte do processo quando o assunto é educação a distância. Por isso, modelos e metodologias inovadoras podem entregar resultados mais efetivos do que o investimento único em tecnologias de ponta. 

Quando idealizamos DONS, as Disciplinas Online Saraiva, pensamos em um projeto que resolvesse o mesmo problema que os especialistas da área jurídica debatem: como contribuir para que esses programas formem profissionais do Direito competentes e prontos para os desafios do futuro, em qualquer modalidade de ensino?

Metodologias ativas

Os modelos que se centram no aluno já não são novidade. Em todo caso, ainda é complexo implementá-los em cursos de Direito que ainda encontram barreiras para se modernizar. 

Por isso, entregar conteúdo que possa ser aplicado por meio da aprendizagem baseada em problemas e sala de aula invertida facilitam a sua implementação por professores e coordenadores pedagógicos que ainda possam ter dúvida sobre como fazê-lo. 

Aprendizagem significativa 

Nossos parceiros nos relatam, entre uma ou outra reunião, sobre a dificuldade em engajar alunos nas disciplinas propedêuticas, introdutórias ao curso. Mergulhadas na teoria e dotados de conceitos subjetivos, podem ser de difícil compreensão aos alunos ingressantes, podendo até contribuir para taxas de evasão. Além disso, mesmo as disciplinas especializadas da área podem enfrentar limitações para demonstrar ao aluno o quanto os conteúdos ministrados são aplicados à realidade. 

A verdadeira aprendizagem significativa é centrada no Construtivismo e pressupõe que o conhecimento é construído constantemente, de forma contextualizada, baseada em saberes prévios e coletivamente. 

Os conteúdos de DONS trazem casos, notícias e jurisprudências que ajudam o estudante a visualizar como aquele conteúdo está presente no exercício da profissão. E os mapas mentais animados oferecem uma visão ampla sobre a conexão entre os diversos temas dentro de uma disciplina.

Aprendizagem multimídia

De acordo com a Teoria da Aprendizagem Multimídia (Multimedia Learning), um campo do Cognitivismo, a combinação de palavras (faladas ou escritas) e imagens (estáticas ou dinâmicas, como um vídeo) favorecem o processo de aprendizagem, que ocorre quando uma informação é concretizada na memória de longo prazo.

Os objetos de aprendizagem de DONS são pautados nesta premissa, com conteúdos multiformatos que podem ser combinados e ordenados de forma flexível. 

Tecnologias educacionais

As dinâmicas de aulas síncronas e assíncronas podem ser implementadas com conteúdos que podem ser entregues no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), abarcados em atividades em grupo ou individuais, antes ou depois da aula, garantindo a autonomia do professor ao desenhar o melhor plano de aula para suas turmas, com o uso das TICs. 

Metodologia Saraiva

DONS aposta em um método que envolve três etapas principais. Na introdução ao conteúdo, um conjunto de objetos de aprendizagem contextualizam o estudante sobre o tema que ele aprenderá, suas conexões e saberes prévios necessários para a sua compreensão. 

Na segunda etapa, ocorre o momento de avaliação da aprendizagem, quando atividades interativas apoiam a autoavaliação do aluno. Acreditamos que avaliações, provas e perguntas são também poderosos instrumentos de estudo. 

E por fim, na etapa de aprofundamento do tema, o estudante é convidado a conhecer outros conteúdos complementares e a trabalhar em atividades individuais ou coletivas para colocar em prática o que aprendeu. 

Conteúdo multiformato

Apostar em diversidades de formatos de materiais em um programa EaD é uma forma de manter o engajamento da turma e exercitar diferentes habilidades como: interpretação de texto, exercícios de escrita, leitura, apreensão de ideias e diferentes pontos de vista, entre outras. Vale destacar o quanto também é preciso selecionar uma bibliografia de referência que conte com autores e doutrinadores plurais. Em DONS as disciplinas são baseadas no catálogo renomado da Saraiva Jur, referência em Direito no Brasil.  

Por fim, se você é um gestor de instituição de educação ou responsável pela EaD da sua universidade, meu conselho é: faça o curso a distância para o seu aluno e não para o MEC. O regulatório é importante, mas sabemos que não é a única “régua de qualidade” com que se possa contar.  

Sobre este artigo 

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: meu nome é Isabella Sanchez, sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação a Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero. 

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui!

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre!

Gestão de polos EaD: fotografia de uma moça usando o computador para estudar.

Passo a passo para desenvolver uma boa gestão de polos EaD

A educação no Brasil vem de uma crescente com a democratização do ensino básico até o grande acesso ao ensino superior que vivemos hoje. 

Há uma tentativa de manter o crescimento da área, o que implica em uma melhor qualificação da população brasileira a partir de uma grande adesão à formação superior. Seja nas instituições públicas ou privadas, o aumento da quantidade de vagas e cursos em vários níveis de ensino faz parte da realidade brasileira. 

Nessa mesma perspectiva, as modalidades de ensino também foram expandidas, com cursos presenciais, semipresenciais e a distância. Do ensino a distância por correspondência às novas plataformas de aula remotas, a modalidade EaD no ensino superior cresceu vertiginosamente. 

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), de 2009 a 2019 o aumento de matrículas atingiu 378,9%.O salto é imenso! 

São mais de um milhão e meio de estudantes que realizavam sua formação a distância, sendo que o número anterior, em 2009, era de 330 mil. E para comprovar que o ensino superior a distância realmente atingiu números impressionantes, o ensino presencial cresceu apenas 17,8% no mesmo período.

Essa verdadeira tendência no campo da educação demonstra que a qualidade do ensino a distância captou novos estudantes, e isso se dá graças ao salto das tecnologias, à equivalência ao diploma presencial e às dificuldades enfrentadas por adultos que precisam trabalhar, cuidar da família, se deslocar, e precisam facilitar seu processo de formação.

Uma coisa é certa: o ensino a distância representa mais oportunidades para se manter estudando, melhora nas aptidões que atendem ao mercado de trabalho, além da redução dos custos para alunos e instituições mantenedoras.

Importante dizer que a redução de custos é inerente a essa modalidade de ensino, e não necessariamente relacionada a uma má prestação de serviço, e é sobre isso que falaremos neste post. 

Apesar de não disponibilizar uma estrutura física de acesso rotineiro aos estudantes, as instituições de educação superior (IES) que têm cursos a distância contam com algumas responsabilidades, como a boa gestão de polos EaD.

Os polos de educação a distância são locais de referência para os estudantes, e sua boa gestão garante a retenção e atração de novos alunos. Cada vez mais as IES têm se preocupado em tornar esses ambientes melhor gerenciados para oferecer novas possibilidades aos discentes.

Alguns locais oferecem salas de estudo para alunos matriculados, entre outras ferramentas de suporte, mas o importante mesmo é fornecer um bom atendimento aos estudantes que irão recorrer aos polos.

Eles são essenciais para a realização de atividades como aplicação de provas, portanto estão diretamente conectados à sobrevivência dos cursos. Neste post vamos passar por pontos centrais da gestão de polos EaD, como sua importância, pilares do gerenciamento desses locais e dicas. Acompanhe!

A expansão dos polos EaD 

Um dos fatores decisivos para a expansão da educação a distância é o aumento do número de polos EaD. A presença física, em muitas cidades, especialmente as de interior, gera maior confiabilidade na capacidade de suporte das IES. 

A partir da criação da Portaria Normativa nº 11 de 20 de junho de 2017, houve flexibilização no estabelecimento de novos polos pelas instituições de educação superior credenciadas para oferta de cursos nessa modalidade. 

O texto da lei diz que as IES podem criar polos EaD de forma autônoma, desde que respeitem o número designado ao Conceito Institucional mais recente que a instituição apresentou. 

Com a possibilidade de criar novos polos EaD de forma facilitada, houve um aumento de quase 90% no número de polos de ensino a distância nos seis primeiros meses da nova regra.

Mas não só de bons números vive a educação a distância. Um aumento na quantidade de polos demanda, e muito, das IES, que precisam zelar pela marca oferecendo um bom serviço em várias localidades

Para se ter uma ideia, de acordo com a legislação, as IES com conceito institucional 5 podem ter até 250 polos de apoio à educação a distância. Desafios multiplicados e potencialidades também. Entenda, a seguir, por que os polos são tão importantes.

A importância da boa gestão de polos EaD 

O polos de EaD são unidades acadêmicas e operacionais descentralizadas, ou seja, fazem parte de uma estrutura de ensino fornecida por uma empresa ou órgão que disponibiliza a formação a distância 

Seja no país ou no exterior, o intuito desses locais é promover o desenvolvimento de atividades presenciais relativas aos cursos superiores a distância. E para isso precisa contar com uma estrutura de respeito, com:

  • Salas de aula ou auditório;
  • Laboratório de informática;
  • Laboratórios específicos presenciais ou virtuais; 
  • Sala de tutoria;
  • Ambiente para apoio técnico-administrativo;
  • Acervo físico ou digital de bibliografias básica e complementar;
  • Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação -TIC;
  • Organização dos conteúdos digitais.

Entre as principais funções dos polos de educação a distância estão a realização de tutorias, avaliações, estágios, práticas profissionais e de laboratório e defesa de trabalhos, tudo de forma presencial.

Tudo isso tem que estar ligado a uma política de suporte aos alunos em suas necessidades. O polo presencial é o reforço de que a instituição está ali por eles e tem ferramentas para oferecer uma boa formação. 

O Ministério da Educação preconiza que haja um bom processo de gestão de polos EaD para o pleno desenvolvimento da educação a distância, tamanha a importância disso na formação dos discentes. 

Os pilares da gestão de polos EaD

Assim como em qualquer organização, a gestão de polos EaD precisam contemplar planejamento, organização, direção e controle de processo

Para auxiliar os gestores a pensar nas principais frentes administrativas ligadas a uma IES que disponibiliza atendimento presencial  nos polos, há três aspectos centrais a serem considerados. São eles os processos administrativos, estruturais e pedagógicos.

1. Gestão administrativa

A gestão administrativa concentra as demandas burocráticas do ensino a distância. Sem esse importante pilar é impossível manter o bom funcionamento do local. Uma boa gestão administrativa contempla a estruturação completa do polo e dos cursos a distância, bem como sua adequação às leis.

A gestão administrativa de um polo contempla, ainda, a montagem, capacitação e gerência  da equipe de atendimento e demais profissionais envolvidos, como tutores e professores. 

Esse tipo de administração auxilia na definição do projeto pedagógico e garante o seguimento dos valores da empresa, tudo isso para atingir as metas e cumprir a missão estabelecida. 

Além disso, é a partir da gestão administrativa que surgem as melhorias que vão aprimorar os processos de ensino, como contratação de ferramentas de aprendizado, por exemplo. 

2. Gestão estrutural

Bem como o nome diz, a gestão estrutural trata das estruturas que suportam o processo de ensino a distância. A palavra pode remeter a uma construção, uma obra, mas pode ter a ver com processos que são virtuais, como o cuidado com as plataformas de ensino e gestão.

Se a gestão administrativa trata das questões burocráticas, é por meio da gestão estrutural que o administrador consegue ter uma visão dos processos necessários para o funcionamento da sua IES

A gestão estrutural cuida dos processos demandantes da estrutura física do polo e de todos os desdobramentos não físicos disso, como o que é necessário para manter o dia a dia do trabalho e quais são as ações necessárias para manter o bom funcionamento dos sistemas utilizados pela instituição.

3. Gestão pedagógica

Os serviços prestados pela IES dependem de uma boa gestão pedagógica. Para alinhar a função pedagógica da instituição, é preciso que os processos administrativos relacionados à proposta pedagógica da instituição sejam bem estabelecidos.

E como se dá um processo de gestão pedagógica? Na atenção com a qualificação do corpo docente, no estabelecimento das metodologias de ensino a serem utilizadas e no bom funcionamento da proposta de ensino em relação às plataformas empregadas. 

É necessário fornecer acesso a sistemas que garantam a possibilidade de aprendizado a qualquer hora, em qualquer lugar. Além disso, o material pedagógico deve ser criado para um bom funcionamento na modalidade a distância.

Como em qualquer ambiente escolar, é preciso que haja boa interação entre gestores e equipe pedagógica, com alinhamentos constantes sobre as melhores formas de atender aos discentes. 

7 Dicas para uma gestão de polos EaD de qualidade

Diante do que já abordamos, o que os gestores podem fazer para elevar o padrão de qualidade de seus processos nas instituições de educação superior? A seguir elencamos sete dicas para quem deseja aprimorar a gestão de polos EaD:

1. Conheça a legislação

Para que o serviço estabelecido no polo seja feito de maneira adequada, é preciso seguir uma série de legislações. O credenciamento do polo está diretamente ligado ao credenciamento de cursos na modalidade a distância.

Ter polos para atividades presenciais é uma obrigação das IES que disponibilizam cursos EaD. Sua distribuição no território deve contemplar diferentes regiões, para que haja melhor atendimento aos alunos, sem que eles tenham grandes transtornos logísticos. 

Até mesmo a quantidade e capacitação dos profissionais envolvidos está estabelecida em lei.

Ou seja, todos os passos relacionados ao estabelecimento de polos EaD devem estar baseados na legislação vigente, o que garante o seguimento dos melhores protocolos, para melhor atender o público esperado. 

2. Confie e treine gestores locais 

Com uma grande quantidade de polos, é impossível que apenas um gestor consiga fazer uma administração dedicada dos espaços. Para isso, é preciso que haja equipes locais capacitadas e capazes de levar os valores da IES adiante. 

Deve haver certa independência em relação à sede, e para isso é preciso que haja protocolos que sejam replicáveis nos mais diversos territórios. Sistemas administrativos, de aprendizado e de gestão de provas podem ajudar bastante. 

Centralizar a gestão de polos EaD pode gerar muita sobrecarga, o que desfavorece o processo de uma boa administração. Treine e confie no conhecimento que foi replicado, e sempre tenha formas de mensurar o sucesso da gestão dos polos. 

3. Use a tecnologia a seu favor

Descentralizar a gestão de polos EaD não significa deixar que cada local faça as coisas 100% a seu modo. É preciso ter protocolos, e para auxiliar nisso, um bom sistema de gestão é sempre bem vindo!

Eles ajudam a padronizar o processo administrativo, reduzem a quantidade de possíveis erros e dão mais confiança para quem está desempenhando o importante papel de gestor. 

A utilização de um sistema de gestão auxilia os profissionais que fazem auditorias nos locais. Dessa forma, é possível centralizar informações de interesse nos momentos em que isso é necessário.

4. Esteja atento ao dinheiro

Uma estrutura presencial demanda atenção especial ao dinheiro, principalmente diante a uma gestão descentralizada. O controle dos custos de manutenção deve ser bem estabelecido, para evitar insucessos ligados a problemas financeiros.

Para ter um controle melhor dos gastos de um polo EaD é interessante que a IES utilize um sistema automatizado.

5. Faça do polo seu cartão de visitas

O polo precisa ser um local agradável, em que o aluno se sinta acolhido, respeitado, e principalmente, auxiliado em suas demandas. 

Treinamentos da equipe de atendimento podem ser a diferença entre manter uma matrícula ou não. Diante dos desafios da vida, o aluno deve escolher ficar, e isso é uma responsabilidade compartilhada entre todos os funcionários da IES. 

Leia também: Saiba como fazer a captação de alunos EaD em sua IES

6. Mostre que você está atualizado

A educação a distância, nos dias de hoje, prevê uma grande conexão com a tecnologia. Por isso, os polos acabam refletindo essa característica, tendo em sua estrutura várias ferramentas de tecnologias educacionais. 

Esteja atento às novas tecnologias disponíveis, invista em acervos digitais, formações complementares online, aplicativos, etc. Para baratear e padronizar a oferta, unifique a disponibilização dessas ferramentas nos polos da IES.

7. Invista no time

Para cobrar um bom trabalho, é preciso oferecer uma boa estrutura. Tenha canais de comunicação abertos para sugestões de funcionários, dos mais diversos níveis. Isso garante uma gestão mais simples, com o time bem alinhado.

Para fornecer suporte aos colaboradores, disponibilize e incentive a formação contínua. Isso irá melhorar progressivamente a qualidade dos serviços prestados. 

Agora você já conhece um pouco mais sobre a gestão de polos EaD e pode implementar as informações e dicas para dar um salto de qualidade nos serviços oferecidos em sua IES. Não deixe de conferir nosso post sobre o passo a passo para a elaboração de conteúdos EaD.

Tutor EaD: fotografia de uma pessoa assistindo a uma aula online com foco na tela do notebook.

O que é tutor EaD e qual é a sua importância para a IES?

O papel da Educação a Distância (EaD) na oferta de possibilidades de formação a todas as pessoas é inegável. Desde o início de seu funcionamento, a partir do método de correspondência, passou por muitas mudanças, muitas delas motivadas pelas novas tecnologias, que aprimoraram as possibilidades de contato e de uma educação de mão dupla, ainda que a distância

Essas tecnologias digitais de informação e comunicação revolucionaram não apenas os métodos de ensino, mas as opções de cursos e a adesão dos alunos a esse modelo de aprendizado

A educação a distância possibilita que barreiras de acesso, como as financeiras e geográficas, possam ser quebradas. Dessa forma, a educação superior se torna mais abrangente e inclusiva, altamente utilizada para a capacitação contínua dos profissionais. 

As evoluções técnicas auxiliam na aproximação da experiência dos alunos entre as modalidades a distância e presencial. E uma das ferramentas essenciais para que isso ocorra são os processos de tutoria estabelecidos pelas IES, para oferecer suporte aos alunos EaD

Mas, afinal, o tutor EaD é realmente fundamental em uma IES? A resposta para uma instituição que se prepara para o futuro e, consequentemente, para o ensino a distância é: sim! Neste artigo, vamos compreender um pouco mais sobre o processo de tutoria no ensino superior a distância. 

O que é um tutor EaD?

Para iniciarmos, é preciso compreender o que é um tutor EaD. A palavra-chave para definir esse profissional pode ser MEDIAÇÃO. O tutor atua como um mediador no processo de ensino e aprendizagem dos discentes que, apesar de distantes geograficamente, estão compartilhando a mesma formação. 

A Resolução nº 1 do Conselho de Educação Superior, documento do Conselho Nacional de Educação, de 11 de março de 2016, estabelece as diretrizes e normas nacionais para a oferta de programas e cursos de educação superior na modalidade a distância. É nessa norma que se encontra a definição da função de tutor.

Segundo o texto, é considerado tutor de uma instituição de educação superior (IES), na modalidade EaD, todo profissional de nível superior a ela vinculado que atue na área de conhecimento de sua formação como suporte às atividades dos docentes e mediação pedagógica junto aos estudantes.

Ele é uma ponte entre o aluno e seu objetivo, um facilitador que fornece suporte no processo de formação, a pessoa que vêm à mente do estudante quando surge alguma dúvida. Com a proximidade que estabelece em relação aos estudantes, garante a fidelidade do material didático fornecido às necessidades de formação dos discentes.

Essa proximidade é fundamental, já que sua autoridade diante ao processo de ensino não deve ser um fator de afastamento dos alunos. Seu papel está condicionado ao estabelecimento de boas relações com as turmas,  promovendo o engajamento dos estudantes com a meta de conquistar a tão sonhada formação. 

O tutor EaD é um profissional preparado para resolver problemas, que está sempre em busca do melhor para seus alunos tutorados, mesmo que não saiba de pronto a resolução de algum questionamento. Ele orienta os discentes sobre a melhor forma de conseguir as respostas ou busca fontes que possam facilitar esse processo de entendimento.

Pela relação que estabelece com as turmas, torna-se também uma ponte entre os docentes, discentes e coordenação na busca pelo crescimento individual e coletivo dos estudantes que tutora. É capaz de estabelecer vínculos entre esses atores a partir de seu processo de mediação. 

Tutor ou professor?

Uma dúvida que pode restar é: qual é a diferença entre um tutor e um professor? Alguns estudiosos do campo da educação consideram que há aspectos que diferenciam a atuação do tutor e do professor. Podemos elencar três pontos centrais: tempo, risco e oportunidade.

Em relação ao tempo, o tutor não tem uma definição fixa da demanda em relação a cada aluno, isso porque o contato é feito de acordo com a necessidade do estudante. Por isso, é preciso que a conexão entre os dois seja estabelecida, da melhor forma possível, na oportunidade de contato. 

O risco se relaciona à possibilidade de o tutor assumir um local de proximidade que não é benéfico ao aprendizado do estudante, dando auxílio excessivo nas tarefas, impedindo o desenvolvimento do discente. Sua função é de mediação e estímulo, e por isso deve incentivar o crescimento e propor desafios. 

Há ainda o risco de não conseguir fazer uso adequado do tempo, o que pode promover instrução incompleta. Com isso, é possível que o discente saia do processo de tutoria com uma acepção errônea do tema a ser estudado. 

A função do tutor envolve o aproveitamento de oportunidades. A habilidade de gerenciar o tempo é peça chave para que esses profissionais possam estabelecer vínculos, interagir com o aluno, esclarecer dúvidas e propor caminhos para o conhecimento. 

A interação correta entre tutor EaD e alunos promove menor evasão, já que se trata de um ponto de apoio ao discente em suas dificuldades. Se o processo de ensino a distância pode parecer solitário, o tutor trabalha para que a autonomia não seja confundida com abandono do estudante

A presença do tutor promove oportunidades de continuidade no processo de ensino. Sendo assim, seu papel se difere da função de um professor, pois ele não desenvolve material pedagógico, formula o conteúdo do curso ou transmite esses conhecimentos de forma primária aos alunos

Por outro lado, seu papel de apoio aos estudantes os tornam excelentes orientadores, função que também é exercida por professores.

Qual é a importância do tutor EaD no ensino superior? 

Os tutores no ambiente educacional exercem função de garantia e colaboração no aprendizado. A formação superior pode, e deve, ir além do diploma conquistado, é um compromisso com o conhecimento. 

Para colaborar com essa proposta, a presença de tutores nos ambientes educacionais permite que pessoas possam se sentir assessoradas e acolhidas por pessoas. Além do processo de vínculo, já citado anteriormente, essa proximidade é um incentivo à formação de qualidade, pela reafirmação de sua importância. 

A tutoria reforça a descentralização do papel de protagonista do professor, para impulsionar o ambiente de trocas, uma educação que contemple conhecimentos de todos os envolvidos no processo formativo. 

O tutor oferece um novo olhar sobre o conhecimento e o material didático, além de ser uma mão nessa travessia, que é a formação superior. Um tutor EaD nas IES pode transformar o clima e promover maior conexão entre docentes e instituição de ensino. É a junção ideal entre o saber e a sensibilidade, que só as relações interpessoais são capazes de ofertar.

Como um tutor pode auxiliar seus discentes?

Se um dia a educação a distância foi uma atividade solitária, hoje não necessariamente precisa ser dessa forma. A tecnologias permitem maior conectividade nas atividades EaD e há diversas formas de o tutor do ensino a distância otimizar a experiência dos alunos

O trabalho do tutor pode auxiliar, e muito, as IES a conseguirem atingir públicos que necessitam de maior auxílio durante o caminho da sua formação. Afinal, muitas vezes, quando mencionamos o ensino a distância, há uma relação direta à necessidade de desenvolver habilidades de autodisciplina. Isso pode afastar os possíveis alunos que não consideram que essa independência faz parte de seu conjunto de habilidades

Além disso, esse profissional pode utilizar os novos métodos de conexão para promover grupos de estudo e iniciativas de troca entre os alunos que desejam ampliar seu espaço de estudo. A tutoria também pode contemplar horários fixos, em grupo, para retirada de dúvidas sobre o conteúdo de uma disciplina. Isso promove ainda mais esse ambiente de trocas. 

Mas é preciso estar atento a uma questão central na possibilidade de estabelecer uma tutoria em grupo: as necessidades individuais dos alunos. Para isso, é preciso criar grupos que tenham um número ideal de participantes para que ninguém se sinta constrangido.

Se o tutor nota que algum aluno apresenta dificuldade particular em relação ao trabalho em grupo, é preciso intervir para que ele possa ser reinserido nesse contexto quando estiver preparado para o ambiente coletivo. Ninguém deve ficar sem ajuda por não se encaixar em determinada metodologia.

Apesar de o tutor EaD não ser o profissional responsável pela criação do conteúdo do curso, ele pode criar conteúdos extras que para utilização no processo de tutoria. Isso é fundamental para que essa consultoria seja dinâmica e atrativa para os alunos.

Uma forma de incentivar o conhecimento dos estudantes é apresentar metodologias de estudo que funcionem para o conteúdo pretendido. Aprender a estudar é uma tarefa difícil para muitas pessoas, e há diversos métodos que podem ser introduzidos.

Importante citar que, assim como o conteúdo aplicado na sala de aula, a tutoria precisa promover conexão com o contexto dos alunos. O ensino aplicado ao dia a dia é uma forma de se manter estudando, mesmo quando não se está no ambiente escolar. Faça seus alunos enxergarem o conhecimento onde quer que estejam. 

Leia também: Saiba tudo sobre aprendizagem significativa e como aplicar em sua IES!

Quais características buscar em um tutor EaD? 

Pela legislação já sabemos que os tutores EaD são formados em nível superior, na área em que oferecem tutoria. Mas além da formação, há um conjunto de habilidades desejáveis que podem auxiliar no trabalho desenvolvido nas IES.

1. Saber se comunicar

Além de ter bom domínio da língua portuguesa, saber se comunicar vai além. Principalmente quando falamos de relações estabelecidas a distância, é preciso se atentar a vários fatores que podem levar a um entendimento diferente do que você deseja comunicar.

Fique atento ao tom utilizado com os alunos, o que ele comunica? Isso pode levar a uma maior ou menor identificação dos estudantes em relação à atuação do tutor. Além disso, aprenda a ouvir de verdade. A tutoria é uma oportunidade de escutar as demandas dos discentes, para atuar como uma ponte entre eles e outros atores da comunidade acadêmica. 

2. Saber como promover conexão

Olho no olho mesmo em plataformas a distância? Será que isso é possível? Promover conexões a distância pode parecer muito complicado. Apesar de não serem as mesmas relações, é possível estabelecer ligações diferentes das convencionais entre pessoas que se encontram apenas em ambiente virtual.

Se uma pessoa tem muita dificuldade em se conectar através dessas plataformas, o processo de tutoria pode ser ameaçado pela falta de integração entre o tutor e os estudantes.

3. Sensibilidade em relação à diversidade de alunos

Educar nunca é um processo único. Não há receita de bolo quando lidamos com dezenas ou até mesmo centenas de estudantes. O tutor, pela sua relação aproximada com os alunos, pode estar ainda mais atento às características dos estudantes tutorados.

Ele pode oferecer soluções aos alunos, de acordo com suas necessidades. Como todos os profissionais da IES comunicam sobre a instituição, isso demonstra que há interesse em manter boas relações de suporte aos discentes. 

4. Conhecer o assunto que ensina

Pode parecer óbvio, mas é preciso conhecer o assunto que pretende ensinar de forma que consiga orientar os futuros profissionais da área. Muitas pessoas, em processos seletivos, demonstram grande capacidade de comunicação, que não deve ser confundida com conhecimento técnico.

Garanta que o candidato a tutor EaD tenha, efetivamente, conhecimento de causa. Isso pode ser demonstrado a partir de testes, entrevistas em profundidade e uma análise minuciosa de currículo.

5. Conhecer a plataforma em que trabalha

Ninguém nasce sabendo, não é mesmo? Mas há capacidades técnicas mínimas necessárias para atuar em um ambiente de educação a distância. Há pessoas que têm grande conhecimento técnico, mas não necessariamente dominam tecnologias que são utilizadas no dia a dia da profissão. 

6. Ter criatividade nas metodologias de ensino

Se o tutor é visto como mediador, incentivador, é preciso que ele pesquise sobre as melhores metodologias para ensinar o conteúdo. Apesar de ter uma formação técnica em determinada área, o profissional que trabalha como tutor precisa saber aplicar o conhecimento a um ambiente educacional.

Formações na área de educação são um grande ganho no currículo de tutores, que poderão aliar a prática profissional e conhecimento técnico às metodologias ativas e demais perspectivas inovadoras do campo da educação.

Agora você já conhece um pouco mais sobre o trabalho do tutor EaD e a sua importância para as IES. A atuação desses profissionais reforça o compromisso das instituições com os estudantes que optaram pelo ensino a distância como uma maneira de atingir seus objetivos de formação. Aproveite para também conferir o nosso artigo sobre elaboração de conteúdo EaD!

Curso superior de direito EaD: fotografia de duas pessoas estudando e fazendo anotações.

Entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil e como preparar a sua IES

Com mais de 863 mil universitários espalhados pelo país e 1.303 cursos oferecidos, a graduação em Direito é uma das mais procuradas. 

O Brasil está entre os países com mais advogados no mundo, superando até mesmo os Estados Unidos, que conta com um advogado para cada 246 pessoas, e o Reino Unido, com um a cada 354. No Brasil é um advogado para cada 174 habitantes, sendo assim 1,2 milhões de profissionais atuando no setor.

Para seguir profissões ligadas ao exercício do Direito, é obrigatório obter um diploma de bacharel em curso reconhecido pelo MEC e a aprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sendo assim, o curso superior de Direito EaD surge como uma nova oportunidade para as instituições de ensino do país.

No entanto, a modalidade de ensino a distância para esse curso ainda gera amplas discussões em todo o país. Recentemente, em julho de 2021, várias instituições de educação superior (IES) tiveram avanços significativos no processo de autorização do Direito EaD, o que aponta para uma liberação da modalidade em breve. Vamos abordar melhor esse assunto no artigo de hoje!

Afinal, o curso superior de Direito EaD é liberado no Brasil?

Hoje o curso de Direito é oferecido apenas na modalidade presencial. O curso na modalidade de Ensino a Distância é um pedido de mais de uma década pelas instituições de ensino,  mas enfrentou uma série de percalços relacionados principalmente à coação da OAB.

O argumento utilizado pela OAB para a não abertura da modalidade é que existem muitos cursos de Direito no país, sendo que há um número significativo de profissionais de baixa qualidade que não conseguem passar no exame da Ordem, nem sequer em concursos públicos.

Contudo, os pedidos para autorização de cursos de Direito a distância estão finalmente avançando. No mês de julho de 2021, diversas solicitações nesse sentido concluíram uma das últimas fases, a de avaliação pelo MEC, com notas positivas.

Essa novidade é uma conquista histórica e aponta para uma possível autorização oficial de cursos de Direito EaD num futuro próximo.

Como está o debate em torno da liberação do curso de Direito EaD?

Vamos explicar, a partir de agora, maiores detalhes sobre o processo de liberação do curso de Direito 100% a distância, assim como o histórico polêmico afeto à questão.

As vistorias e avaliações nas IES que têm interesse em oferecer o curso superior de Direito EaD são realizadas a partir das regras que compõem o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), levando em conta a adequação da metodologia de ensino, a infraestrutura física e tecnológica e a capacidade do corpo docente de realizar o plano pedagógico do curso. Porém, elas estão sendo mantidas em sigilo.

Os primeiros pedidos para autorização começaram há mais de 10 anos. A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) protocolou, em 2009, um dos primeiros pedidos nesse sentido. No entanto, essa e as demais solicitações feitas à época ficaram quase uma década sem resposta do MEC.

Em 2019, esse cenário mudou. Uma série de IES receberam comunicação do MEC informando a pré-seleção de suas propostas, sinalizando que os procedimentos foram retomados.

A pressão da OAB

Boa parte da lentidão nos processos de autorização pode ser atribuída à pressão política exercida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).  O órgão  havia entrado com um pedido na Justiça para suspender o credenciamento e a autorização de cursos de Direito EAD e acabou perdendo. 

O pedido de liminar foi negado pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal. De acordo com a decisão, a fiscalização de cursos de Direito e outras graduações EaD são de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e não cabe às entidades representativas.

Na ação ajuizada, a OAB assegura que o país não suporta mais cursos na área e que, com a criação de novas vagas, os padrões de qualidade de ensino tendem a cair.

Por outro lado, a criação de cursos a distância não implica, de forma alguma, em redução do padrão de qualidade. No caso da ciência jurídica, especificamente, existe um conteúdo majoritariamente teórico, cujo ensino pode se beneficiar muito das novas tecnologias.

Em outras palavras, aliar o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no educação só acrescenta na formação de profissionais de qualidade. As alegações da OAB referentes à falta de profissionais jurídicos qualificados podem fazer sentido, mas esse problema pode inclusive ser combatido por meio da inovação tecnológica no ensino.

Últimas novidades sobre a liberação do Direito EaD

Recentemente, ao longo do mês de julho de 2021, o MEC concluiu os procedimentos de avaliação de algumas propostas de curso de Direito a distância, referentes a:

  • Universidade Católica de Pelotas (UCPel), em 6 de julho de 2021;
  • Uniasselvi, em 15 de julho de 2021;
  • Universidade São Francisco (USF), em 15 de julho de 2021.

Todas as IES citadas acima receberam a nota 5 em seus processos de autorização do curso de graduação EaD em Direito. A concessão da nota máxima pelo MEC demonstra que o governo reconhece a qualidade do ensino a distância também no caso da ciência jurídica.

Agora, elas aguardam os próximos passos. É preciso, ainda, que a Seres analise o relatório das avaliações, com emissão de parecer final. Depois disso, a última etapa consiste na publicação de uma Portaria para regulamentar a implantação dos cursos.

Quais são as vantagens de criar um curso superior de Direito EaD?

Cursos na modalidade de ensino a distância têm interessado os estudantes principalmente aqueles que têm uma rotina trabalhosa devido à sua flexibilidade. 

Essa flexibilização possibilita que o estudante não precise fazer uma escolha entre estudar ou trabalhar, pois é possível organizar seus horários para atender às duas causas. 

Para aqueles que possuem filhos e casa para cuidar, essa é uma opção ideal. E, mesmo que não haja tantos compromissos na rotina, o EaD lhe dá a possibilidade de utilizar o tempo livre para investir em sua capacitação profissional, dedicando suas horas vagas a atividades extracurriculares.

Para os que acabam tendo imprevistos no dia a dia, não há perda do conteúdo que foi lecionado em sala. Afinal, o aluno tem acesso a todo material que será utilizado durante o semestre.

Além do que foi mencionado, o curso EaD ajuda o educando no desenvolvimento de habilidades valorizadas no mercado, tais como: autonomia, gestão de tempo, organização, autodidatismo, senso de iniciativa.

Muitas pessoas já vêm notando esses benefícios ao longo dos últimos ano, e é nesse contexto que a busca por ensino a distância se intensifica. Por isso, a preparação para o lançamento de um curso superior de Direito EaD é uma excelente estratégia para as instituições que querem aumentar o seu leque de oportunidades e atrair mais alunos!

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Como se preparar para a criação de um curso superior de Direito EaD?

Se você está pensando na possibilidade de criar um curso de Direito EaD em sua instituição, é muito importante ter em mente as necessidades próprias desse modelo de ensino.

Na EaD há uma vasta quantidade de conteúdo que deve ser absorvida pelo educando. Por outro lado, se essa modalidade não for trabalhada da maneira correta, pode acabar existindo  menos interação, tanto entre os próprios alunos quanto entre o professor e o estudante. 

Por isso, é muito importante que a IES conte com o apoio de soluções tecnológicas que auxiliem os estudantes. É o caso de ferramentas de aprendizagem ativa, conteúdos online e bibliotecas digitais. Plataformas como essas ampliam o leque de possibilidades de estudo e permitem maior engajamento dos alunos com o curso.

Investindo na relação entre aprendizagem e tecnologia

Um dos pontos centrais relacionados aos benefícios do ensino a distância é a maior integração entre ensino e tecnologia. A partir dessa integração, surge uma série de métodos pedagógicos com potencial de melhorar o ensino. 

Vamos apresentar, em seguida, alguns destes métodos. Clicando no título de cada um, você será redirecionado para um artigo mais completo sobre. Dessa forma, é possível conhecê-los mais a fundo e aplicá-los na sua própria IES!

Aprendizagem multimídia

Por meio dos ambientes virtuais, é possível agregar conteúdos ministrados em diferentes formatos para enriquecer a experiência de aprendizado dos estudantes.

Nas aulas tradicionais, existe um padrão de aulas expositivas, em que os estímulos apresentados aos alunos são os mesmos. Como cada pessoa aprende de forma diferente, investir em um único estímulo é uma estratégia que acaba por não contemplar grande parte do corpo estudantil.

Agora, se existe a prerrogativa de lecionar através de outros recursos, como vídeos, áudios, imagens, infográficos e plataformas interativas, o aluno consegue testar diferentes métodos. Descobre, dessa forma, qual é a forma de absorver o conteúdo mais apropriada para si.

Microlearning

O intuito de optar por soluções tecnológicas no ensino a distância não implica na abolição das aulas expositivas. A explicação da matéria pelos professores é inerente ao ensino. No novo paradigma que apresentamos, o corpo docente continua a preparar aulas, mas essas aulas são veiculadas em formatos diferentes.

Como abordamos, existem vários formatos disponíveis para explorar. Caso alguma parte do conteúdo seja feita por vídeo, no entanto, não é tão interessante montar aulas idênticas às aulas presenciais, em questão de duração e formato.

Os dados científicos revelam, na verdade, que alunos aprendem melhor assistindo vídeos mais curtos e com temas bem delineados. Se não for possível lhe passar o conteúdo de forma completa nesses moldes, são indicados materiais para que o aluno se aprofunde.

Gamificação

Essa é uma tendência que vem crescendo muito recentemente, desde o ensino básico até o superior. Seu sucesso está relacionado ao maior engajamento que pode surtir no corpo estudantil.

Gamificar significa utilizar ferramentas e estratégias típicas de jogos em outras atividades. No contexto pedagógico, representa a adoção de lógica, regras e elementos de design para enriquecer e motivar os processos de aprendizagem.

Existem plataformas virtuais capazes de organizar e complementar o conteúdo dos cursos de Direito a partir das práticas inovadoras que descrevemos acima.

Uma das maiores vantagens dessas práticas é que todas constituem diferentes modelos de metodologias ativas.

No ensino a distância, o aluno possui naturalmente maior autonomia para trilhar seus estudos. A flexibilidade de determinar o momento de seus estudos, por exemplo, contribui para que ele aprenda a se organizar melhor.

Nesse cenário, utilizar métodos que incentivem ainda mais essa autonomia contribui para uma melhor absorção do conteúdo. O aluno deixa de lado a postura passiva típica de aulas expositivas, tradicionais e comuns do ensino presencial, e pode desenvolver assim uma aprendizagem significativa.

Se o discente de Direito aprende a partir de estudos de caso, julgamentos simulados, vídeos, imagens, leituras e jogos, certamente aprenderá de forma mais eficiente.

A autorização definitiva dos cursos de Direito EaD é iminente. No entanto, mesmo até lá, os cursos de graduação já podem ofertar disciplinas online até o limite de 40% da carga horária total do curso, nos termos da Portaria nº 2.117, de 6 de dezembro de 2019.

Por isso, vale a pena já começar a repensar a forma como montamos nossos cursos virtuais.

Esperamos que você tenha entendido melhor o cenário do curso superior de Direito EaD no Brasil atualmente e todas as oportunidades que ele oferece para a sua IES. Aproveite para baixar o nosso ebook sobre por que desenvolver disciplinas online de Direito!

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Produção de conteúdo EaD: fotografia de uma mulher sorrindo enquanto estudo com um computador à sua frente e folheia livros.

Os desafios da produção de conteúdo EaD (e como superá-los)

Nos últimos anos a modalidade de ensino a distância recebeu mais atenção do que nunca. As matrículas em cursos do tipo já estavam em curva ascendente – houve um aumento de 45% em dois anos de acordo com o último Censo da Educação Superior (INEP) – e com o contexto pandêmico, o que caminhava a passos lentos, ganhou força e velocidade. O ensino remoto trouxe o alerta às instituições de educação superior que ainda não estavam preparadas para atender à demanda. Aquelas que já possuíam um sistema de gestão da EaD desenvolvido, saíram na frente.  

A modalidade é uma possibilidade de ensino-aprendizagem que pode ocorrer de forma síncrona ou assíncrona, com estudantes e docentes geograficamente distantes, mediados por tecnologia. Por apresentar particularidades, precisa ser pensada e planejada nos detalhes para conseguir bons resultados pedagógicos. Por esse motivo, a produção de conteúdo torna-se central.  

Desafios

As primeiras ondas da educação a distância enfrentavam limitadores tecnológicos e de infraestrutura. Nos anos 2000, por exemplo, o telepresencial ajudou a levar videoaulas a lugares remotos, sem internet. Tivemos avanços acelerados na área de educação e nos recursos tecnológicos disponíveis, com fibra óptica, dispositivos móveis, aplicativos diversos, inteligência artificial e realidade aumentada.

Porém, ainda predomina na EaD modelos de curso que contam apenas com conteúdo escrito, questões múltipla-escolha e tutoriais simples. O fator financeiro pesa, já que pode sim ser custoso produzir conteúdo de qualidade. Mas com uma infinidade de possibilidades gratuitas, é possível entregar mais com menos em termos de material para cursos a distância. 

Nesse sentido, esbarramos em outro desafio: a formação docente. Muitos professores ainda enfrentam dificuldades para preparar aulas e conteúdos. Nas IES que não contam com especialistas ou departamentos de educação a distância, por vezes a produção do conteúdo fica à cargo do docente, que se não estiver preparado para esse tipo de experiência de ensino, poderá deixar de aproveitar as possibilidades de criar materiais interessantes e adequados. 

A falta de literacia virtual e letramento digital são dois fatores limitantes para o planejamento de uma disciplina on-line que conte com os melhores recursos disponíveis. Imagine que um professor que não está acostumado nem a participar de chamadas de vídeo, poderá ter dificuldades para gravar uma videoaula sozinho de sua casa. Com a falta da habilidade, para o aluno, vai o resumo em PDF mesmo.  

Por fim, há o desafio do planejamento pedagógico que deve preceder a produção de conteúdo para EaD. Muitas instituições já contam com designers instrucionais, capazes de fazerem desenhos de cursos a distância que contem com os formatos de conteúdo mais adequados, que suportem as metodologias envolvidas, oferecendo uma experiência de aprendizagem bem sucedida. Quando não há esse tipo de preparação, o risco vai além de produzir conteúdos pouco interessantes, mas de investir mais do que o necessário em materiais que não serão relevantes nem para os estudantes, nem para os docentes.  

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A superação

Os pilares da produção de conteúdo educacional são pedagógicos, comunicacionais, tecnológicos e organizacionais. Ou seja, tudo começa em um bom projeto pedagógico de curso, que envolva bases teóricas sólidas e métodos assertivos, sempre levando em consideração as necessidades dos estudantes e as diretrizes curriculares. Os canais de comunicação garantem a conexão entre docente-turma e turma-docente, muitas vezes contando com um tutor qualificado para uma melhor mediação. Por fim, os recursos tecnológicos, financeiros e organizacionais completam a lista de ingredientes importantes para esse planejamento.  

Além disso, especialistas em gestão de projetos têm encorpado cada vez mais as equipes multidisciplinares responsáveis pela produção de conteúdo para EaD, garantindo a eficiência dos processos e atingimento dos objetivos. Como já foi dito, o designer instrucional é quem dá vida a uma matriz de curso, imaginando quais formatos de conteúdo podem ser mais adequados, em que ordem e seguindo quais padrões. Por fim, este grande planejamento integrado deve ser o mapa que guia a produção de conteúdo.  

A produção de mídias pode envolver o próprio corpo docente, terceiros contratados pela própria instituição de ensino ou até mesmo empresas especializadas (como a Saraiva Educação). Tudo vai depender das variáveis envolvidas neste plano. Ir pelo caminho mais simples e menos custoso é possível: a entrega de videoaulas de qualidade gravadas remotamente pelo computador ou celular já é realidade. Aplicações do Google Suite permitem o desenvolvimento de atividades colaborativas das mais diversas. Bancos de objetos de aprendizagem totalmente gratuitos são um excelente caminho, e o próprio professor pode fazer a curadoria em pesquisas pela internet.  

Por fim: entender profundamente quem é o aluno. Que tipo de infraestrutura ele dispõe em sua casa? Quantos anos têm? Vai acessar o curso pelo computador ou pelo celular? Ele prefere conteúdo escrito ou vídeo? Implementar esse tipo de pesquisa pode facilitar as decisões que envolvem conteúdo e garantir que os estudantes estarão sempre “presentes” ainda que virtualmente.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: meu nome é Isabella Sanchez, sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação a Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui! 

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre! 

Pós-graduação EaD: fotografia de uma estudante assistindo aula online enquanto segura uma caneta.

Descubra os principais benefícios da pós-graduação EaD e como implementar na IES

Com o aumento no número de profissionais com diploma de graduação, cada vez mais estudantes estão aderindo à educação continuada. A principal escolha, atualmente, é ingressar em um programa de pós-graduação. Isso porque o mercado de trabalho está à procura de profissionais mais qualificados e atualizados. 

Assim, é fundamental que as instituições de educação superior (IES) ofereçam maneiras para facilitar e, assim, aumentar o acesso aos programas de pós-graduação. Uma forma de fazer isso é disponibilizar a pós-graduação no formato de educação a distância (EaD)

A pós-graduação EaD traz inúmeros benefícios para estudantes, professores e para a própria instituição de ensino. Dentre os principais, podemos citar a redução de custos, melhor aproveitamento do ensino e a implementação de metodologias mais eficientes

Pensando nisso, preparamos este artigo para explicar como funciona a pós-graduação EaD, qual a importância dela para a comunidade acadêmica e como a IES pode aplicar a modalidade. Continue a leitura! 

Quais IES podem oferecer uma pós-graduação EaD?

Segundo a legislação de pós-graduação,  o formato a distância possui estrutura similar à presencial. Entretanto existem algumas diferenças de regulamentação. São elas:

Lato sensu

  • Conforme a Resolução CNE/CES nº 1 de abril de 2018, Os cursos de especialização poderão ser oferecidos presencialmente ou a distância, observadas a legislação, as normas e as demais condições aplicáveis à oferta, à avaliação e à regulação de cada modalidade, bem como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)
  • Os cursos de especialização somente poderão ser oferecidos na modalidade a distância por instituições credenciadas para esse fim. 

Stricto sensu

  • Conforme a Resolução CNE/CES nº 7 de dezembro de 2017, as instituições credenciadas para a oferta de cursos a distância poderão propor programas de mestrado e doutorado nessa modalidade.
  • Cabe à CAPES a definição dos procedimentos avaliativos referentes aos cursos de mestrado e doutorado na modalidade de Educação a Distância. 

Ainda, para a pós-graduação stricto sensu a distância, existe a regulamentação dada pela Portaria Capes nº 90, de 2019, que informa: 

  • Os programas de pós-graduação stricto sensu a distância seguirão as normas vigentes aplicáveis a todos os programas de pós-graduação stricto sensu, atendendo também às especificidades da Portaria.
  • Os programas de pós-graduação stricto sensu oferecidos a distância obedecerão às regras e exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento estabelecidas na Resolução CES/CNE nº 7, de 2017, dependendo necessariamente de avaliação prévia da CAPES.
  • A oferta de disciplinas esparsas a distância não caracteriza os cursos como a distância, pois as instituições de ensino podem introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos presenciais reconhecidos, a oferta de disciplinas online.
  • Na oferta de programas stricto sensu a distância devem ser obrigatoriamente realizados de forma presencial:
    1. estágios obrigatórios, seminários integrativos, práticas profissionais e avaliações presenciais;
    2. pesquisas de campo; e
    3.  atividades relacionadas a laboratórios, quando se aplicar.

Além disso, a Portaria também informa que estarão aptas a oferecer programas de pós-graduação stricto sensu a distância instituições que: 

  •  tenham o Índice Geral de Cursos (IGC) igual ou superior a 4 (quatro);
  • sejam credenciadas junto ao Ministério da Educação (MEC) para a oferta de cursos a distância. Nos casos em que não se aplica o uso do IGC, a instituição deverá possuir, no mínimo, um programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pelo MEC, em funcionamento, com nota 4 e na mesma área de avaliação da proposta do curso novo.

Leia também: Saiba a importância e como elaborar um projeto de curso de pós-graduação

Quais são os benefícios de oferecer uma pós-graduação EaD?

O formato de pós-graduação a distância traz diversos benefícios para alunos, instituições e professores. A seguir listamos os principais deles, veja! 

1. Educação continuada

Educação continuada, também conhecida como lifelong learning, é uma prática fundamentada no aprendizado constante

Além disso, é por meio da educação continuada que os indivíduos promovem o desenvolvimento pessoal e de habilidades necessárias ao exercício profissional. Assim, o lifelong learning parte da premissa que sempre há algo novo para se aprender e se estende por toda a vida do estudante.

Dessa forma, ao oferecer uma pós-graduação EaD, o acesso dos estudantes à educação continuada é facilitado e promovido pela IES.  

2. Redução de custos

O formato EaD para a pós-graduação também promove a redução de custos para todos os envolvidos.

A IES reduz gastos com a presença física dos alunos nas dependências da instituição e pode investir esse valor na contratação de professores, aquisição de materiais de qualidade, entre outras melhorias no ensino e nas instalações. 

Os alunos também têm os custos com deslocamento reduzidos e podem investir melhor em sua própria formação. Além disso, o tempo gasto no transporte até os campi podem ser melhor alocados nas atividades do curso e no estudo em geral. 

3. Aprendizagem significativa

A modalidade de ensino a distância também facilita a implementação da aprendizagem significativa na IES. Isso porque as principais estratégias se apoiam no uso da tecnologia. Confira abaixo alguns exemplos: 

Leia também: Veja 8 estratégias de metodologia ativa para você aplicar em sua IES

3 dicas para a implementação de uma pós-graduação EaD na IES

Após entender sobre a legislação para a pós-graduação EaD e os principais benefícios da modalidade, confira dicas fundamentais para auxiliar a IES a implementar um curso de pós a distância! 

1. Invista em marketing educacional

O marketing educacional é um dos pontos fundamentais não só para captar novos alunos, mas também para manter próximos os que já optaram pela instituição. 

Assim, anunciar a oferta de programas de pós-graduação em formato EaD por meio do marketing educacional é uma boa estratégia para consolidar os cursos e garantir um alto número de matrículas

2. Forneça cursos atualizados 

Uma das principais demandas dos estudantes interessados em um curso de pós-graduação é a atualização dos conhecimentos adquiridos durante a graduação. Assim, é importante que os cursos ofertados pela IES estejam em constante atualização

Além disso, a IES deve investir em professores capacitados e materiais de qualidade.

3. Utilize a inteligência de mercado 

Por fim, é fundamental que a instituição de ensino conte com estudos baseados na inteligência de mercado para ofertar os cursos de pós-graduação EaD. Para tanto, é preciso que a IES considere os fatores regionais e sociais para descobrir a demanda por cursos e definir qual o valor aplicado em cada programa. 

Agora que você já sabe os principais pontos sobre o funcionamento e benefícios da pós-graduação EaD, que tal ler sobre como montar um curso de pós-graduação em sua IES?