O que é EaD, semipresencial e presencial: fotografia de um grupo de 5 estudantes sorrindo e estudando. Na mesa, há garrafas de água, livros e notebook.

Saiba o que é EaD, semipresencial e presencial

Possibilitando a expansão da atuação das Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o país, o ensino superior a distância vem crescendo muito nos últimos anos. Estudantes que buscam por maior flexibilidade no ensino e as novas tecnologias têm contribuído para isso.

Porém, cursos semipresenciais e presenciais também continuam recebendo muitas matrículas, exigindo que as IES ofereçam diferentes formatos de graduações para atender às mais diversas necessidades.

Para te ajudar a entender tudo desde o início, no artigo de hoje vamos abordar o que é EaD, semipresencial e presencial, suas características, diferenças e benefícios. Confira!

O que é EaD, semipresencial e presencial

Apesar de os diferentes formatos de ensino já serem conhecidos por grande parte da população, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é EaD, semipresencial e presencial e como cada uma dessas modalidades é aplicada no ensino superior.

É importante conhecê-las a fundo, já que cada uma dessas modalidades apresentam especificidades, ferramentas necessárias e metodologias de ensino para apresentarem uma boa qualidade na educação.

A seguir, você conhecerá um pouquinho mais sobre essas 3 modalidades de ensino.

Ensino EaD

O modelo  de Educação a Distância (EaD) já faz parte da rotina de muitas IES e de seus respectivos alunos. No entanto, essa é uma modalidade de ensino recente. Por isso, ainda é comum algumas dúvidas sobre como funciona a graduação a distância.

De forma resumida, podemos dizer que a EaD transfere a sala de aula para um ambiente virtual, permitindo que docentes e estudantes possam compartilhar o conhecimento e exercer as diversas atividades relacionadas a um curso superior. É importante ter em mente que existem diferentes tipos de EaD.

Dessa forma, as IES utilizam espaços virtuais de aprendizagem, o que inclui uma plataforma de aprendizagem especializada, em que os estudantes têm acesso a todo o material didático necessário para estudar cada uma das disciplinas da grade do curso, como artigos, links, vídeos etc.

Essa plataforma também pode apresentar um fórum com espaços para discussões, entrega de trabalhos, contato com o professor e outras ferramentas necessárias para que os docentes consigam ministrar todo o conteúdo da sua matéria, permitindo que os alunos absorvam e aprendam tudo com eficiência.

Como funciona:

  • na EaD, a maioria das disciplinas são realizadas no ambiente virtual de aprendizagem, com o apoio de tutores;
  • em alguns cursos, os professores transmitem as aulas ao vivo para serem acompanhadas simultaneamente;
  • em outros casos, os professores publicam previamente suas aulas gravadas;
  • os encontros presenciais obrigatórios são menos frequentes do que na modalidade semipresencial.

Ensino Semipresencial

Nessa modalidade também estão os cursos superiores ministrados de forma online, porém com a possibilidade de ter mais encontros presenciais ao longo da formação para a realização de avaliações e apresentação de trabalhos, por exemplo.

Sendo assim, a IES que promove cursos presenciais deve possuir uma carga horária obrigatória de aulas presenciais. Desse modo, o aluno necessita ir até alguma unidade da instituição uma ou duas vezes por semana de forma a complementar o curso.

Essa divisão de atividades possui a autorização do MEC, já que em muitos currículos dos cursos de graduação e pós-graduação encontram-se disciplinas teóricas e práticas. Assim, as matérias teóricas podem ser estudadas online, enquanto as práticas exigem que o aluno as realize de forma presencial.

Além disso, os cursos também realizam encontros, palestras, atividades em grupo, dentre outras atividades que só irão atingir seus objetivos se ministradas presencialmente.

Essa modalidade possui cursos de 2 tipos. São eles:

Semipresencial com origem em curso presencial

Significa que boa parte do curso segue o formato presencial, mas algumas disciplinas são oferecidas na modalidade EaD. Nesse caso, o MEC autoriza que, no máximo, 20% da carga horária do curso seja ocupada com atividades a distância.

Conheça as principais características dessa modalidade:

  • nem todas as disciplinas do curso são oferecidas no formato semipresencial;
  • os encontros presenciais ocorrem na própria instituição de ensino e não em polos de apoio;
  • a IES define quais disciplinas serão oferecidas nesse formato e qual frequência de encontros presenciais será adotada;
  • a frequência do aluno nas disciplinas é contabilizada por meio da entrega de atividades e trabalhos e da participação em fóruns de discussão na plataforma online.

Semipresencial com origem em um curso a distância

Possui uma frequência maior de encontros online. Veja suas principais características:

  • todas as disciplinas do curso mesclam encontros presenciais com atividades online;
  • o mesmo curso é oferecido para diversos polos de apoio presencial, por meio de aulas transmitidas ao vivo, com tecnologia de videoconferência;
  • os encontros presenciais são realizados nos polos de apoio, que contam com toda a infraestrutura necessária para a transmissão das aulas;
  • os alunos podem interagir com o professor quando ele abre a transmissão para os polos fazerem as perguntas;
  • os dias e horários dos encontros presenciais são fixos.

Ensino Presencial

É o formato de ensino mais tradicional. Nele, os professores expõem todo o conteúdo do curso no mesmo local físico com os alunos.

As características do ensino presencial são:

  • professores e alunos se reúnem diariamente em um ambiente físico;
  • os horários das aulas são fixos e respeitam o turno do curso (matutino, vespertino ou noturno);
  • para serem aprovados, além de atingirem a média nas notas, os alunos precisam ter pelo menos 75% de frequência nas aulas.

Vantagens e desvantagens da EaD, semipresencial e presencial

Agora que você já sabe o que é EaD, semipresencial e presencial, veja os possíveis benefícios e os pontos negativos que tais modalidades de ensino podem apresentar para a sua IES e para seus alunos. 

EaD Semipresencial Presencial
Inovação tecnológica
Economia x
Mais opções de ensino x
Acessibilidade para todos x
Interação
Flexibilidade x
Infraestrutura para atividades práticas x
Qualidade de ensino e reconhecimento
Proatividade e autonomia x
Diversidade de alunos
Avaliações

 

Com base nas características das modalidades de ensino e visualizando as vantagens e desvantagens apresentadas na tabela, sua IES deve perceber quais são os desafios de se trabalhar com cada uma delas.

Vale observar que todos os modelos são bons e cumprem o seu papel no processo de ensino-aprendizagem, porém existem características importantes que a IES deve se atentar para conquistar mais qualidade no ensino e alunos. A dica é: conheça o seu público-alvo, entenda as suas necessidades e veja como a sua IES pode atendê-los da melhor forma.

Esperamos que você tenha compreendido melhor o que é EaD, semipresencial e presencial. Agora, aproveite para conferir nosso artigo sobre tudo o que você precisa saber acerca da carga horária no ensino superior EaD no Brasil!

 

Tipos de EaD: fotografia com foco em um estudante utilizando o computador para assistir aulas e fazendo anotações em um caderno.

Tire todas as suas dúvidas sobre os formatos e tipos de EaD

De acordo com pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o Brasil já conta com mais de 134 milhões de usuários de Internet. Isso representa 74% da população.

Com essa ascensão tecnológica, especialistas em educação acreditam que, nos próximos anos, a Educação a Distância deve receber bastante investimento das Instituições de Ensino Superior (IES).

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Assim, os cursos livres e outros diversos tipos de EaD podem atrair mais alunos que querem conquistar um diploma ou uma certificação nas diferentes modalidades de cursos a distância.

Sua IES está preparada para planejar e desenvolver cursos nos diferentes tipos de EaD? Neste artigo, você conhecerá não só os tipos, mas as modalidades de educação a distância que podem ser desenvolvidas no ensino superior. Continue a leitura para se aprofundar no assunto!

Quais são os tipos de EaD?

Todos os cursos de graduação e pós-graduação realizados na modalidade EaD são regulamentados e devem ser autorizados pelo Ministério da Educação (MEC)

Isso está na Lei 9.394, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e no Decreto 9.057, que também regulamenta a oferta de cursos a distância para o ensino médio e para a educação profissional técnica do mesmo nível.

Portanto, o EaD não é formado somente por cursos superiores, mas também pode apresentar outras opções. Acompanhe, a seguir, quais são os principais tipos de EaD:

1. Graduação

As graduações a distância são, assim como na modalidade presencial, formações de ensino superior. Possuem a mesma duração e carga horária que os cursos presenciais, apresentando as adaptações necessárias em cada caso. 

O diploma também tem a mesma validade e em alguns casos não apresentam se o curso foi realizado de forma presencial ou a distância.

Leia também: tudo o que você precisa saber sobre carga horária de curso EaD no ensino superior

2. Técnico

Já os cursos técnicos são mais curtos que a graduação, durando entre um ano e meio a dois anos.

No formato EaD, os estudantes procuram por uma qualificação mais rápida para entrar no mercado de trabalho. Como eles também são regulamentados pelo MEC, o certificado possui a mesma validade que o de um curso realizado presencialmente.

3. Profissionalizantes

Semelhantes aos técnicos, esses cursos preparam profissionais para o mercado de trabalho. Nesse caso, a maioria das formações disponíveis não possui a chancela do MEC, porém apresentam uma grande procura de pessoas que buscam por um bom equilíbrio de custo-benefício na formação.

4. Livres

São cursos de carga horária reduzida e pouco explorados pelas IES. Como o nome já sugere, eles são independentes do MEC, entretanto, essa modalidade de ensino é citada na Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no Capítulo III, que se refere à Educação profissional:

“Art. 42.  As instituições de educação profissional e tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade”.

Portanto, se a sua instituição for disponibilizar um curso livre, ela se torna inteiramente responsável por sua estrutura, organização, abordagem e metodologia de ensino.

5. Extensão

Os cursos de extensão servem como um complemento à graduação dos alunos. Costumam ter uma duração maior que a dos cursos livres, uma vez que quem busca pela extensão quer se especializar em determinada área dentro do seu campo de formação.

6. Preparatórios

Todos os anos, milhares de pessoas buscam se preparar para realizar o sonho de passar no vestibular ou em algum concurso público.

Dessa forma, os cursos preparatórios são um dos tipos de EaD com bastante demanda, já que são mais flexíveis e práticos para os estudantes.

7. De certificação

São cursos que possibilitam a qualificação de pessoas que disputam uma vaga de emprego. Atualmente, são raras as empresas que contratam profissionais sem que eles tenham algum tipo de certificação, como em tecnologia, ferramentas de Marketing, processos de trabalho, entre outros.

8. Corporativos

Entre os tipos de EaD, também está a formação na modalidade e-learning. São cursos de treinamento ou in company desenvolvidos para capacitar os colaboradores de uma empresa.

São utilizados para especializar equipes ou ainda para treinar os funcionários sobre normas e processos que regem as organizações. 

Quais são os formatos de EaD?

Agora que você conheceu os principais tipos de EaD, é importante saber que nem todos são disponibilizados seguindo um mesmo formato. O modelo pode mudar conforme as necessidades da instituição e estudantes, objetivos de ensino, etc.

Agora, você poderá conferir quais são os formatos de EaD existente e entender como cada um funciona. Confira!

1. EaD síncrono 

A palavra síncrono quer dizer “ao mesmo tempo”, ou seja, esse formato de EaD exige a participação do aluno e do professor em aula no mesmo horário em uma plataforma de ensino online

Alguns exemplos de ferramentas síncronas são:

  • teleconferências (nos formatos de vídeo, áudio, etc); 
  • salas de bate-papo (chats).

A vantagem dessa modalidade está na facilidade que o aluno tem para tirar suas dúvidas. Por outro lado, ele perde na questão da flexibilidade. Às vezes, o aluno tem a possibilidade de consultar o material posteriormente, no entanto, ele deixa de ter a mesma interação.

2. EaD assíncrono

Já o EaD assíncrono é aquele em que os participantes não precisam estar conectados em alguma ferramenta no mesmo horário para que o ensino seja transmitido. As aulas são gravadas e disponibilizadas em uma plataforma online.

Alguns exemplos de ferramentas assíncronas:

  • listas de discussão ou fóruns;
  • e-mail;
  • blogs.

Nesse formato, o estudante possui liberdade para estudar de acordo com a sua disponibilidade, quando e onde quiser.

3. EaD tempo fixo

Esse é o formato de ensino a distância mais comum e utiliza as ferramentas síncronas de aprendizagem. Nele, o aluno precisa logar no site do curso em um horário predefinido. Em alguns casos, também precisa participar de chats ao vivo.

4. EaD open schedule

Outra forma de ensino a distância é o agendamento aberto. Trata-se de um formato assíncrono bastante procurado por estudantes que priorizam a independência nos estudos.

Assim, eles aprendem com base em livros, e-mails, listas de discussões e quadros de avisos virtuais, entregando trabalhos com prazos predeterminados pela instituição.

5. EaD híbrido

O ensino híbrido utiliza as práticas pedagógicas do ensino presencial e do ensino a distância. Dessa forma, para a modalidade específica de EaD, são combinadas as ferramentas síncronas e assíncronas. 

Assim, o aluno deve estar presente em uma sala de aula virtual ou sala de bate-papo, em horários preestabelecidos. Porém, ele pode concluir os trabalhos posteriormente e repassá-los via fórum online.

6. EaD por videoconferência

Essa é uma das formas de ensino a distância bastante usadas pelas IES.

Nela, seus integrantes compartilham arquivos de textos, imagens, gráficos e áudios. Essa conexão pode ocorrer ao vivo ou não.

Contar com uma plataforma de aprendizagem é muito importante para a transmissão do conteúdo, porém existem outras ferramentas comuns para a comunicação via videoconferência, são elas:

  • Webinar, 
  • YouTube Live, 
  • Hangouts, 
  • Palestra online, 
  • Seminário online, etc.

7. EaD baseado em computador

Nessa modalidade, os alunos têm horários semanais específicos para se reunirem em sala de aula ou laboratórios de informática da instituição. 

Nesse caso, é preciso investir em estrutura física, como salas, computadores, cadeiras, projetores, etc. Isso reduz a vantagem relacionada ao baixo custo, que é um dos pontos fortes da EaD.

Conseguiu tirar todas as suas dúvidas sobre os tipos de EaD? Vale ressaltar que, independentemente de qual for o adotado pela sua IES, ele deve focar sempre na qualidade do ensino e necessidades do seu público-alvo. Aproveite para saber quais são os cursos a distâncias reconhecidos pelo MEC!

Avaliação no ensino a distância: possibilidades e desafios - fotografia de uma estudante fazendo aulas online

Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

O Ensino Superior a Distância apresenta-se como uma modalidade de ensino cada vez mais comum. 

De acordo com o censo realizado em 2018 pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o número de alunos contabilizados em todas as modalidades de Educação a Distância (EaD) passou de 7.773.828 para 9.374.647 e apresenta crescimento exponencial após o advento do cenário de pandemia provocado pelo coronavírus. 

Essa modalidade de ensino carrega consigo alguns desafios devido à distância entre aluno e professor, o que pode dificultar aspectos como a avaliação da metodologia proposta e do aprendizado do educando. 

Entretanto, as possibilidades dispostas são inúmeras, haja vista que o ensino a distância pode fazer com que as aulas se tornem mais objetivas e de mais fácil acesso, principalmente aos alunos que possuem dificuldades, financeiras e práticas, de dar seguimento ao curso pelo ensino presencial. 

Pensando nisso, torna-se indispensável debater sobre a avaliação no ensino à distância, possibilidades e desafios, e sobre como promover o melhor método para o corpo discente e docente. 

Como fazer a avaliação no ensino a distância: possibilidades e desafios

O modelo tradicional de avaliação, pautado em medir erros e acertos, precisa ser questionado. Atualmente, já é possível aplicar avaliações que apurem efetivamente o envolvimento do aluno com a disciplina e a efetividade da metodologia de ensino. 

Para tanto, os recursos tecnológicos mostram-se como ferramenta útil para mensurar o aprendizado e conectar o discente com a disciplina ministrada. 

O uso de ferramentas, como plataformas de vídeos, podcasts e de mensagens, torna o acesso ao ensino mais prático e atrativo. 

Dessa forma, a avaliação no Ensino a Distância deve priorizar o uso da tecnologia como principal aliada, considerando alguns pontos importantes como os levantados a seguir: 

Examine a disponibilidade e escolha as ferramentas mais relevantes.

A instituição de Ensino, ao optar pelas ferramentas a serem usadas, deve levar em consideração o acesso do corpo discente a serviços de internet e a equipamentos adequados. Garanta a inclusão dos programas de educação a distância

Aplicativos que possibilitem a leitura de textos e empréstimos de materiais podem ser a solução para garantir a acessibilidade. Proteja a privacidade e a segurança dos dados

É preciso se atentar à proteção de dados nas plataformas escolhidas para as avaliações e à privacidade de cada aluno. Planeje o cronograma de estudos e de avaliações do ensino a distância.

O docente deve apresentar com antecedência o programa previsto para o semestre. Para isso, é importante se planejar, definindo previamente quais serão as avaliações escolhidas. 

Muitos métodos avaliativos não funcionam por serem apresentados apenas uma única vez, ao final de um semestre. Devido a isso, é necessário distribuir as avaliações ao longo do período letivo, para que se comprove de forma eficiente o aprendizado. 

Leia também: tudo o que você precisa saber sobre a carga horária de curso EaD no ensino superior

Quais métodos utilizar: conheça os 3 principais

Considerando os tópicos apresentados, sugerimos a seguir os 3 principais métodos de avaliação ideais para o ensino a distância: 

1. Avaliação Escrita – Artigos Acadêmicos

Nesse método, o docente avalia a capacidade de escrita e de assimilação do conteúdo pelo aluno. Devem ser considerados os objetivos propostos, a coerência entre os tópicos sugeridos e metodologia de pesquisa. 

2. Produção de Conteúdo – Vídeos, podcasts, e apresentações com recursos visuais 

O segundo método sugerido avalia a capacidade de transformar o conhecimento adquirido pelo aluno em trabalhos criativos, que promovam o envolvimento do discente com a disciplina e com as ferramentas tecnológicas indicadas. 

A avaliação deve considerar o empenho do aluno para a execução da atividade e a capacidade de transmitir o conteúdo.

3.  Fóruns de debate em ambiente online

Por fim, é necessário ressaltar a importância de fóruns de discussões no ambiente online, pois, além de aferir a assimilação da temática proposta com a disciplina, eles servem para reforçar o senso de comunidade entre o corpo discente, humanizando a relação aluno-professor e promovendo a interação entre os alunos. 

Como a avaliação dos métodos sugeridos deve ser feita? 

A avaliação das atividades propostas deve se dar de forma a ultrapassar a ideia de atribuir notas. Ela precisa ser justificada, com detalhamento de cada ponto de erro do aluno, ajudando-o a humanizar o relacionamento com o professor e com a Instituição de Ensino e, consequentemente, a se envolver mais diretamente com a disciplina. 

O feedback trazido pelo docente deve detalhar os pontos positivos e negativos. Os “acertos” precisam ser enfatizados, para que o aluno se sinta encorajado a se aperfeiçoar. Já os “erros”, precisam se apresentar de forma detalhada e abrandada, com sugestões de como aprimorar a produção. 

O docente deve, ainda, considerar:

  • o envolvimento do aluno com a tarefa dada;
  • as habilidades individuais de cada aluno acerca do uso de ferramentas tecnológicas;
  • se o método escolhido é inclusivo para todos;
  • o perfil da turma a que se pretende avaliar. 

Leia também:saiba quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC

Quais são os principais instrumentos para avaliação na EaD?

Podem ser utilizadas plataformas virtuais, como:

  • YouTube para a hospedagem dos vídeos produzidos pelos alunos; 
  • para os podcasts, há inúmeros aplicativos que possibilitam a criação de arquivos de áudios e o acesso destes no ambiente virtual, alguns exemplos são as plataformas Anchor e Adobe Audition; 
  • quanto às reuniões online para apresentações dos fóruns de debate, podem ser utilizadas ferramentas como Microsoft Teams e Google Meets, sendo que o primeiro já possui configurações específicas para a Educação a Distância, com meios para criação de turmas, possibilidade de mensagens diretas com o docente e entre os discentes, pasta para arquivos compartilhados, entre outros.  

Nessa perspectiva, é importante que o docente especifique os objetivos e critérios de avaliação aos alunos. É necessário que todas as informações estejam em locais visíveis e de fácil acesso. 

Os discentes precisam saber como e por quais critérios serão avaliados. Quanto mais detalhadas forem as informações sobre a avaliação, maiores serão as chances de se obter sucesso durante o processo. 

Do mesmo modo, ao final do processo, é imprescindível fomentar métodos para avaliação das disciplinas ministradas e dos professores, considerando-se que o feedback do aluno é de grande importância para promover melhorias e adequações nos métodos utilizados. 

Para tanto, as Instituições de Ensino devem disponibilizar dispositivos como questionários ou formulários munidos de perguntas acerca da apreciação do modelo pedagógico apresentados com intuito de aproximar, ainda mais, as necessidades individuais dos discentes e o aprendizado a distância. 

Esperamos ter te ajudado a entender melhor sobre a avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios. Já que está se aprofundando nesse assunto, aproveite para conferir, também, o nosso artigo com as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil!

Melhores plataformas de ensino online: fotografia de uma estudante utilizando o notebook.

Conheça as 8 melhores plataformas de ensino online para a sua IES

Se teve um aprendizado que 2020 deixou para as Instituições de Ensino Superior (IES) é que, mesmo se a IES não oferece nenhum tipo de curso nas modalidades de Educação a Distância (EaD), é fundamental estar preparado para o ensino remoto. 

Além de graduações semipresenciais e a distância serem tendências cada vez mais crescentes, até as instituições que oferecem apenas cursos presenciais precisam contar com ferramentas que possibilitem o ensino remoto em situações que fogem da normalidade.

A boa notícia é que, atualmente, existem diversas ferramentas digitais que desempenham o papel de auxiliar professores e estudantes a desenvolverem o processo de ensino-aprendizagem de forma não presencial.

E é justamente sobre isso que vamos falar hoje! Trouxemos as 8 melhores plataformas de ensino online neste artigo para você avaliar as que fazem mais sentido para a sua IES. Vamos lá?

8 melhores plataformas de ensino online

Dentre ferramentas gratuitas e pagas, você irá conferir, a seguir, as 8 melhores plataformas de ensino online que auxiliam não apenas no desenvolvimento das aulas, mas também em outras etapas do processo de ensino-aprendizagem. Confira!

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

1. Google Classroom

O Google Classroom — ou Google Sala de Aula, como também é conhecido — é, sem sombra de dúvidas, um dos serviços que mais cresceu junto ao aumento do ensino remoto por conta da pandemia de Covid-19.

A quantidade de acessos na ferramenta dobrou, passando a contar com 100 milhões de usuários em poucas semanas, de acordo com uma reportagem da Bloomberg.

Trata-se de uma espécie de sala de aula online, em que é possível executar as principais tarefas de uma instituição educacional. Basta ter uma conta no Gmail para utilizar a ferramenta de forma gratuita.

Lá, professores e estudantes têm acesso a um mural para deixar recados, espaço para subir atividades, colocar as notas dos alunos e gerenciar as pessoas dentro do sistema. 

2. Saraiva Solução de Aprendizagem

A Saraiva Solução de Aprendizagem (SSA) é uma solução que tem o objetivo de complementar os cursos, trazendo mais qualidade para o ensino. 

Além de auxiliar no desenvolvimento de competências e habilidades das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCNs) e na qualificação da IES em 14 indicadores do Instrumento e Avaliação de Cursos de Graduação (IACG), a solução ainda possibilita a aplicação de metodologias ativas e oferece suporte pedagógico para o docente.

Na plataforma digital, o professor e o aluno têm acesso a atividades de aprendizagem indicadas de acordo com a ementa das disciplinas e a acervos de livros e periódicos, que auxiliam na realização das atividades.

Além do acesso à plataforma, os alunos ainda podem receber, semestralmente, kits de obras físicas que auxiliam na formação da biblioteca pessoal do aluno e na captação de estudantes pela IES.

Assim, o aluno se torna protagonista em seu caminho de aprendizagem, o professor tem recursos que o auxiliam no plano de ensino e na complementação das aulas e a IES garante a qualidade da Saraiva Educação, além de alcançar excelentes indicadores na avaliação do Ministério da Educação (MEC).

3. Biblioteca Digital Saraiva

Além de ser essencial para alcançar o conceito 5 na avaliação do MEC, a biblioteca digital é uma ferramenta muito necessária para as IES que buscam atender às necessidades de seus estudantes. 

Afinal, com um acervo digital o estudante consegue acessar as obras de qualquer lugar e dispositivo com acesso à internet, não precisa enfrentar filas, dentre diversas outras vantagens que beneficiam não apenas o aluno, mas também os bibliotecários, gestores, professores e a IES como um todo.

A Biblioteca Digital Saraiva (BDS) é uma das melhores plataformas de ensino online nesse sentido. Com mais de 2.000 títulos de autores renomados, conta com uma plataforma responsiva, acervos atualizados e assessoria pedagógica.

4. Google Drive

Já falamos aqui sobre o Google Classroom e agora vamos abordar mais uma ferramenta gratuita dessa empresa gigante: O Google Drive. Nele, é possível criar, armazenar, editar e compartilhar todos os tipos de documento, como PDFs, planilhas, apresentações, vídeos, áudios e fotos.

Essa ferramenta pode ser muito útil para arquivar e organizar documentos do curso, disponibilizar aulas e outros materiais. Além disso, o Google Drive permite a edição de arquivos simultaneamente, auxiliando na construção de documentos conjuntos.

Leia também: como escolher uma plataforma de ensino superior?

5. Zoom

O zoom é um serviço online que permite a realização de conferências. Nele, é possível fazer reuniões, aulas, treinamentos e até eventos. Na versão gratuita, é possível reunir até 100 participantes de uma vez. Já a versão paga agrega mais benefícios.

Essa pode ser uma boa ferramenta para a transmissão de aulas e reunião com os professores, por exemplo. 

6. Trello

Se você precisa organizar suas atividades, entender o que você precisa fazer, o que está fazendo e o que já foi feito, o Trello é uma ótima opção de ferramenta digital gratuita. Ela pode ajudar nas tarefas de coordenadores e professores.

A plataforma também conta com o “Trello para Educadores”, em que é possível organizar a sala de aula, os conteúdos que serão passados e ainda fazer com que os alunos colaborem. Isso aumenta a participação, produtividade, melhorando assim os resultados da sua IES.

7. Microsoft Teams

Essa plataforma da Microsoft possibilita encontros em chamadas de vídeo, disponibilizando ainda chat, agenda para marcação de reuniões e entrega de atividades, além de armazenamento de documentos em nuvem.

Podem ser utilizadas a versão gratuita, com algumas limitações em relação às ferramentas, ou paga.

8. Solução Enade

Por fim, vamos falar sobre a Solução Enade, uma das melhores plataformas de ensino online quando se trata da preparação dos alunos para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.

Trata-se de uma plataforma gamificada, em que o estudante é o protagonista na revisão de conteúdos e realização de exercícios em trilhas de conhecimento. Há ainda a aplicação de simulados diagnósticos e oferecimento de relatórios completos, que auxiliam o professor a entender o que precisa ser trabalhado em sala de aula para alcançar um bom desempenho no Exame final. 

Você já usa ou pretende usar alguma dessas 8 melhores plataformas de ensino online? Conta para a gente aqui nos comentários! E se você se interessou por alguma solução da Saraiva Educação, clique aqui para entrar em contato com um de nossos especialista e conhecer melhor as nossas ferramentas!

Carga horária curso EaD: fotografia de uma estudante assistindo aula online e fazendo anotações.

Tudo o que você precisa saber sobre a carga horária de curso EaD no ensino superior

Os cursos de educação a distância (EaD) ganharam muito espaço nos últimos anos. A busca por essa modalidade nas Instituições de Ensino Superior (IES) vem aumentando a cada novo semestre. 

Benefícios como flexibilidade de horários, acesso fácil e economia de tempo são alguns dos pontos levados em consideração pelos alunos. Mas muitas dúvidas ainda cercam esse tipo de ensino, especialmente no que diz respeito à carga horária de curso EaD.

Neste texto, vamos explicar mais sobre a modalidade e esclarecer dúvidas. Boa leitura!

Como funciona o curso EaD?

O curso EaD é uma modalidade de ensino em que a maior parte do conteúdo é disponibilizado de forma virtual. Ou seja, o estudante tem acesso às aulas por meio de vídeos, podendo ser ao vivo ou gravados, e outros materiais didáticos de forma online. 

Muitas pessoas estão recorrendo à EaD para alcançar o objetivo de se formar, especialmente pelas facilidades de conciliar o estudo à rotina. Isso porque a modalidade permite flexibilidade de horários.

Segundo dados divulgados pelo  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 10 anos o número de matrículas para cursos superiores na modalidade EaD aumentou quase cinco vezes

Isso significa um salto de 378,9% entre os anos de 2009 e 2019. Já nos cursos presenciais, no mesmo período, o crescimento foi de 17,8%.

Em resumo, o número de estudantes de cursos EaD saltou de cerca de 330 mil para mais de 1 milhão e meio.

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Vale ressaltar que, assim como o ensino presencial, a educação a distância é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Benefícios dos cursos EaD

Muitos estudantes optam pela EaD devido às vantagens e praticidades para conciliar com a correria do dia a dia. Isso porque é possível organizar as aulas de acordo com a rotina. As videoaulas gravadas podem ser acessadas a qualquer momento.

Conheça outras vantagens para os estudantes:

  • Não há necessidade de deslocamento: a modalidade dispensa o deslocamento diário até à IES, otimizando um tempo que pode ser dedicado aos estudos.
  • Aula de qualquer lugar: as aulas podem ser realizadas de qualquer local, basta que o estudante tenha acesso à internet.
  • Material auxiliar: além das videoaulas, os cursos da modalidade EaD disponibilizam materiais de estudo para agregar ainda mais conhecimento.
  • Acesso à biblioteca: os livros do acervo da IES podem ser acessados de forma virtual por meio da biblioteca digital.

Como funciona a carga horária de curso EaD no ensino superior?

A carga horária de curso EaD pode causar diversas dúvidas entre professores e gestores de IES. O fato é que, assim como o ensino presencial, ela depende do curso e do tipo de formação: licenciatura, bacharelado ou tecnológico.

Na prática, o Ministério da Educação determina que a carga horária mínima da graduação seja de 2.400 horas e a máxima, 7.200 horas. E quando o assunto é o ensino a distância, não deve ser diferente. Isso porque cursos ofertados nas duas modalidades (presencial e EaD) precisam ser exatamente iguais.

Em resumo, as instituições precisam garantir a mesma formação para estudantes de ensino presencial e EaD e prepará-los para o mercado de trabalho.

Como calcular a carga horária de um curso a distância?

Todos os cursos com mais de 70% do conteúdo oferecido de forma não presencial, em que o professor não está no mesmo local que os alunos, são considerados EaD. 

Na prática, o ensino pode ser passado por meio de videoaulas, materiais disponibilizados para leitura remota e pesquisas em bibliotecas digitais. A carga horária EaD varia de curso para curso, considerando a matriz curricular exigida pelo MEC.

Vale ressaltar que estar em um curso EaD não significa que o aluno não terá aulas presenciais. Isso porque o MEC exige que os cursos tenham, pelo menos, 20% da carga horária destinada a avaliações presenciais.

Geralmente, a comprovação da carga horária EaD é parecida com a modalidade presencial. Os estudantes devem assistir as videoaulas e realizar as atividades propostas pelo corpo docente. 

Em relação às atividades complementares, as instituições utilizam o certificado ou atestado de participação para que as horas sejam computadas. 

O que é a ampliação da carga horária EaD?

No final de 2019, o Ministério da Educação editou uma Portaria que impacta diretamente no ensino superior no Brasil. 

Passou a ser permitido que cursos presenciais tenham 40% da sua carga horária disponibilizada por meio da EaD, não se aplicando apenas aos cursos de Medicina. A Portaria 2.117/2019 revoga a Portaria nº 1.428/2018.

Leia também: 8 passos para montar um curso EaD

O que dizia a Portaria nº 1.428/2018

Era permitido que as IES aplicassem até 20% da carga horária dos cursos superiores em formato EaD. Esse percentual poderia ser ampliado para 40% caso a instituição atendesse aos seguintes critérios determinados pelo MEC:

  • ser credenciada a oferecer cursos nas modalidades presencial e a distância;
  • possuir ao menos um curso de graduação EaD;
  • não estar sob processo de supervisão;
  • ter conceito igual ou superior a 4 na avaliação do MEC.

Além disso, era preciso que a ampliação para 40% estivesse dentro dos limites exigidos pelas diretrizes nacionais do curso.

O que diz a Portaria 2.117/2019

Agora, a nova Portaria permite que todos os cursos, exceto medicina, tenham  40% da sua carga horária realizada em modalidade EaD. Mas é preciso que os cursos tenham conceito igual ou superior a 3, dentro dos indicadores:

  • metodologia;
  • atividades de tutoria;
  • ambiente virtual de aprendizagem (AVA);
  • tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Vale destacar que é importante que as IES mantenham estudantes e ingressantes nos cursos informados sobre todas as mudanças.

3 dicas para complementar a carga horária de um curso superior a distância

Cumprir a carga horária do curso EaD é uma exigência do MEC para que os estudantes obtenham o diploma. Além disso, é preciso que sejam realizadas atividades complementares, que compõem a grade curricular dos cursos. 

Nesse contexto, existem diversas opções que as IES podem oferecer para que os estudantes possam agregar ainda mais conhecimento à sua formação.

Conheça algumas atividades e ferramentas para complementar carga horária EaD:

1. Atividades em plataformas de aprendizagem

A tecnologia está ao lado das IES e dos estudantes. Nesse sentido, surgiram as plataformas de aprendizagem, que são ferramentas que usam recursos tecnológicos com objetivos educacionais. 

A flexibilidade, o acesso remoto e a autonomia proporcionada aos estudantes são vantagens desse tipo de ferramentas.

Dentre outras funcionalidades, por meio dessa ferramenta é possível estabelecer um caminho de aprendizagem para o estudante por meio de atividades relacionadas à ementa do curso e que exigem leituras, disponíveis no próprio acervo da ferramenta, para serem realizadas..

Além de auxiliar o estudante, esse tipo de ferramenta é ajuda o professor a diagnosticar quais são os pontos que precisam ser melhor trabalhados em sala de aula e a criar planos de aula realmente eficientes.

Leia também: quais são as principais vantagens da utilização da plataforma como ambiente de aprendizagem?

2. Pesquisa

A pesquisa acadêmica é mais uma opção para complementar a carga horária exigida pelo MEC. Além de ser uma atividade que agrega conhecimento ao estudante, a pesquisa é também uma forma de mostrar comprometimento e interesse pela graduação.

Outra vantagem é que a pesquisa acadêmica pode contar como ponto positivo no currículo, atraindo o interesse de recrutadores do mercado de trabalho.

3. Estágios não obrigatórios

Para os alunos que têm disponibilidade e queiram ingressar no mercado de trabalho mesmo antes de se formarem, os estágios são portas de entrada. Essa experiência é também um momento para que eles reflitam sobre em qual área da graduação querem atuar, aprendendo com a prática.

O estágio não obrigatório é uma atividade muito enriquecedora e agrega valor para o currículo. Por isso, a IES pode incentivar esse tipo de atividade e até formalizar parcerias com empresas da área.

E aí, deu para entender melhor sobre como funciona a carga horária de curso EaD? Quer se aprofundar no assunto? Aproveite para entender como funciona a autorização do MEC para implementar cursos superiores a distância nas IES!

Como montar um curso EaD: fotografia de uma estudante fazendo aula online, utilizando o notebook.

7 passos sobre como montar um curso EaD

A busca por cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD) está cada vez maior nas Instituições de Ensino Superior (IES). Benefícios como flexibilidade, acesso facilitado e economia de tempo têm impulsionado diversas pessoas a procurarem pela EaD para conciliarem os estudos com a rotina. 

Com isso, a pergunta que fica entre coordenadores e diretores de IES é: afinal, como montar um curso EaD?

O nosso objetivo é te auxiliar nessa jornada e, por isso, separamos os 7 passos que você deve seguir para criar um curso a distância junto a sua equipe. Não deixe de conferir!

Como montar um curso EaD?

Uma discussão fundamental, que se tornou ainda mais ampla a partir da propagação do ensino remoto durante o período de distanciamento social por conta da pandemia de Covid-19, é a importância de entender as profundas diferenças entre a EaD e o ensino online.

Atualmente, já é de conhecimento comum que a EaD exige metodologias, ferramentas e técnicas que vão além da adaptação de um curso presencial para o online. Esse é um dos principais pontos a se levar em consideração antes mesmo de iniciar o planejamento de um curso a distância.

Mas, afinal, quais são os passos para montar um curso EaD? Veja a seguir!

1. Faça um bom planejamento

O primeiro passo para montar um curso EaD é fazer o planejamento de tudo que será necessário. Coloque no papel todas as áreas que serão envolvidas, as ferramentas que serão utilizadas, o cronograma de ações a serem desenvolvidas, etc.

Ter uma visão mais geral sobre o que é preciso antes mesmo de iniciar o desenvolvimento do curso te ajudará a não ter surpresas desagradáveis durante as fases de estruturação e execução.

Leia também: quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC?

2. Estude o mercado

Entender o mercado em que você irá atuar na educação a distância é tão importante quanto essa análise para cursos presenciais. Saiba se o curso realmente tem demanda, veja qual o tipo de público que procura por ele, faixa etária, classe social, gênero. Isso tudo pode te ajudar a montar um curso EaD mais focado, eficiente e que realmente atenda às necessidades do público.

Além disso, estudar o mercado irá te ajudar a definir o preço, a estrutura do curso, data de lançamento, tempo de duração, plataformas para utilizar e diversas outras questões importantes e que devem ser estruturadas antes do início das aulas. 

3. Defina metas viáveis

Ao planejar a criação do curso, fique atento às metas que serão estipuladas. Tenha muito cuidado com a definição de objetivos possíveis de serem alcançados, para que não haja frustração no futuro.

Essa dica é válida tanto para o momento de estruturação do curso quanto para depois de sua criação. Afinal, definir objetivos muito complicados e que envolvam os estudantes pode frustrá-los também. Um ponto importante da EaD é justamente a flexibilidade proporcionada pela modalidade, permitindo que o estudante siga o seu ritmo de aprendizagem.

4. Fique de olho na regulamentação

Um ponto muito importante na hora de estruturar a modalidade EaD em uma IES é entender sobre a regulamentação do Ministério da Educação (MEC) para a autorização e o credenciamento do curso.

Assim como no caso dos cursos presenciais, você terá que seguir algumas etapas burocráticas antes de lançar o curso EaD e, de fato, ofertar as vagas.

Portanto, se informe, entenda como os processos funcionam e quais serão os responsáveis por cada etapa em sua IES. Assim, você evita problemas posteriores e até mesmo gastos desnecessários!

5. Busque as ferramentas necessárias

Na sua pesquisa para a criação de um curso EaD, busque pelas ferramentas que serão necessárias ao longo desse processo. Como é de se esperar, a tecnologia será uma grande aliada!

Além de ferramentas para a gravação, edição e hospedagem das aulas, é muito importante que você invista em plataformas para ampliar a carga horária do curso. Como os cursos a distância impedem a vivência do aluno em sala de aula, focar em ferramentas que ampliem o conhecimento é muito importante.

Algumas dicas são: bibliotecas digitais, que vão facilitar o acesso do estudante às obras que ele precisar, e plataformas digitais de aprendizagem, que vão deixar o ensino mais dinâmico e ainda oferecer suporte pedagógico para o professor.

6. Prepare os professores

É evidente que o papel dos professores na construção de um curso a distância é fundamental. Por isso, o nosso sexto passo sobre como montar um curso EaD é: escute e capacite os docentes para essa modalidade.

Converse com os professores, escute as suas ideias e os ajude na preparação e criação do conteúdo. Além disso, é necessário também dar o devido suporte para a gravação das aulas. Afinal, alguns docentes podem ser mais desenvoltos, mas outros podem ter dificuldades na frente das câmeras. Por isso, investir em cursos e oficinas pode ser uma boa opção.

7. Envolva os alunos 

Por último, envolva os alunos sempre que possível. Por não ter o contato presencial diário com os estudantes, na modalidade EaD é importante criar canais de comunicação para que eles não se sintam desamparados.

Escute a opinião dos alunos, invista em meios de comunicação para que eles possam entrar em contato com a IES, faça pesquisas constantes e trabalhe com ferramentas e metodologias que possam melhorar a experiência dos estudantes. Lembre-se que são os alunos que levarão o nome da instituição para o mercado!

Esses foram os nossos 7 passos sobre como montar um curso EAD, esperamos que tenha te ajudado e que você consiga colocá-los em prática na sua IES! Para continuar te auxiliando nesse processo, separamos um conteúdo gratuito para que você entenda mais sobre como funciona a autorização do MEC para cursos a distância!

Cursos a distância reconhecidos pelo MEC: fotografia de uma pessoa usando um computador e escrevendo em um caderno.

Saiba quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC

Se a Educação a Distância (EaD) já ganhava destaque e conquistava muitos adeptos até o início de 2020, com a pandemia do Coronavírus a prática se confirmou, para aqueles que ainda estavam indecisos, como um formato necessário e importante de ensino na rotina contemporânea.

Autorizada como modalidade de ensino em todos os níveis pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1996, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, foi em 2005 que o decreto 5.622 regulamentou o formato e estabeleceu políticas de garantia de qualidade da EaD.

Nesse cenário, uma dúvida é constante entre gestores educacionais, professores e estudantes: quais são os cursos a distâncias reconhecidos pelo MEC?

Seja na graduação ou na pós-graduação, a expansão do ensino superior a distância é uma tendência irreversível. 

Com recursos e plataformas cada vez mais atualizados, a modalidade de ensino oferece qualidade e aprendizado com flexibilidade e possibilidades diversas de adaptação à rotina do estudante. 

No entanto, nem todos os cursos são autorizados pelo MEC a serem realizados na modalidade EaD. Por isso, na hora de instaurar o formato em sua Instituição de Ensino Superior (IES), é importante observar se o curso desejado está autorizado para a modalidade antes de qualquer investimento.

Preparamos hoje algumas listas dos principais cursos autorizados e desautorizados para a modalidade. Confira!

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Quais são os cursos a distância reconhecidos pelo MEC?

Em primeiro lugar, lembre-se que, para implementar cursos EaD em sua IES, você precisa da autorização e reconhecimento do MEC. Para isso, sua IES deve estar cadastrada especificamente para a modalidade EaD conforme a regulamentação e datas previstas nas normativas do órgão.

Depois de cumprida essa etapa, você deverá solicitar a autorização específica para o curso desejado (deverá ser feito um pedido para cada curso). Após o envio de toda a documentação, a proposta será avaliada sob três critérios: organização didático-pedagógica, corpo docente e técnico-administrativo e instalações físicas.

Vale ressaltar que, mesmo a modalidade sendo a distância, a etapa de avaliação do curso pelo MEC conta com uma visita técnica presencial na qual todos os pontos descritos no projeto e documentação enviada precisam ser identificados pelos representantes do órgão.

Entre os cursos autorizados para realização via EaD são abarcadas as modalidades de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo. Para facilitar a busca, dividimos a lista entre essas três categorias.

Leia também: como funciona a graduação a distância?

Cursos EAD de bacharelado reconhecidos pelo MEC

  • Administração
  • Administração Pública
  • Arquitetura e Urbanismo
  • Biblioteconomia
  • Biomedicina
  • Ciências Contábeis
  • Comunicação Social – Publicidade e Propaganda
  • Enfermagem
  • Engenharia Agrônoma
  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Controle e Automação
  • Engenharia de Petróleo
  • Engenharia de Produção
  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Mecânica
  • Farmácia
  • Fisioterapia
  • Fonoaudiologia
  • Nutrição
  • Serviço Social
  • Sistemas de Informação
  • Teologia

Cursos EAD de licenciatura reconhecidos pelo MEC

  • Artes
  • Artes Cênicas
  • Artes Visuais
  • Ciências Biológicas
  • Ciências Sociais
  • Computação
  • Educação Física
  • Filosofia
  • Física
  • Geografia
  • História
  • Letras
  • Matemática
  • Pedagogia
  • Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes
  • Química
  • Sociologia

Cursos EAD de tecnólogo reconhecidos pelo MEC

  • Agricultura Familiar e Sustentabilidade
  • Agroecologia
  • Agronegócio
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas
  • Apicultura e Meliponicultura
  • Comércio Exterior
  • Construção de Edifícios
  • Design de Interiores
  • Design de Moda
  • Design Gráfico
  • Estética e Cosmética
  • Gastronomia
  • Gestão Ambiental
  • Gestão Comercial
  • Gestão da Produção Industrial
  • Gestão da Qualidade
  • Gestão da Tecnologia da Informação
  • Gestão de Recursos Humanos
  • Gestão de Segurança Privada
  • Gestão de Turismo
  • Gestão do Agronegócio
  • Gestão Financeira
  • Gestão Hospitalar
  • Gestão Pública
  • Investigação Forense e Perícia Criminal
  • Logística
  • Marketing
  • Marketing Digital
  • Mediação
  • Negócios Imobiliários
  • Processos Gerenciais
  • Redes de Computadores
  • Secretariado
  • Segurança no Trabalho
  • Segurança Pública
  • Serviços Penais

Quais cursos não podem ser realizados na modalidade EaD?

Por mais que o formato seja reconhecido pelo MEC e cada vez mais aceito na sociedade, nem todos os cursos podem ser praticados na modalidade EaD.

A maioria dos cursos não autorizados dependem da vivência do aluno com os objetos de estudo, ou seja,  práticas essencialmente presenciais, vivências com outras pessoas, materiais ou laboratórios.

Dentre os cursos não autorizados se destacam: 

  • Astronomia;
  • Direito;
  • Cinema;
  • Fonoaudiologia;
  • Medicina;
  • Medicina Veterinária;
  • Odontologia;
  • Engenharia Química, Florestal e de Alimentos.

Vale ressaltar ainda que os impactos e transformações na percepção e modo de aplicar o EaD movimentados pela pandemia de Covid-19 já se mostram presentes e, a médio prazo, podem impactar também as decisões do MEC, trazendo alterações a esse cenário.

Um dos principais preconceitos enfrentados pela EaD sempre foi uma certa resistência à

tecnologia que, neste momento, precisou e foi vencida. Esse é, por exemplo, um passo que dificilmente será dado para trás.

As atividades que ainda dependem de encontros presenciais seguirão existindo, mas há uma forte tendência de o modelo híbrido de ensino (semi-presencial) crescer e ser mais reconhecido.

Quem sabe com mais alguns anos e o avanço das tecnologias não será possível oferecer opções alternativas até mesmo a essas práticas? Enquanto isso não acontece, fizemos abaixo uma lista com os principais cursos que ainda não possuem autorização para EaD.

Leia também: entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil

Cursos que não podem ser realizados a distância

  • Astronomia
  • Psicologia
  • Cinema
  • Direito
  • Moda
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia do Petróleo
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Naval
  • Engenharia de Mina
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia Nuclear
  • Engenharia Química
  • Biotecnologia
  • Fonoaudiologia
  • Geologia
  • Medicina
  • Medicina Veterinária
  • Oceanografia
  • Odontologia

Por que investir na modalidade EaD em minha IES?

O ensino a distância no Brasil apresenta constante e sólido crescimento há alguns anos e essa tendência segue nas projeções para a educação pós-pandemia

Além de prático e adaptável à rotina do estudante, os cursos nessa modalidade costumam apresentar custos menores, o que deve ser um forte atrativo no momento. 

Se você ainda não está convencido da importância de investir na modalidade, seja para o formato semi presencial ou 100% a distância, separamos também alguns dados estatísticos.

Desde 2018, a oferta de vagas em cursos EaD já é maior do que a presencial no Brasil. No mesmo ano foi registrado também mais novos alunos na modalidade a distância do que presencial. 

Segundo o último Censo da Educação Superior, realizado em 2018 e publicado em 2019, foi registrado ainda naquele ano um aumento geral em relação aos ingressantes em cursos superiores. No entanto, esse aumento foi ocasionado, exclusivamente, pela EaD, que teve uma variação positiva de 27,9%, enquanto os cursos presenciais apresentaram variação de -3,7%.

E então, preparado para dar esse próximo passo? Esperamos que você tenha entendido melhor sobre os cursos a distância reconhecidos pelo MEC e a importância da EaD para a sua IES. Confira também nosso artigo sobre como fazer o credenciamento de sua IES e seus cursos para exercer essa modalidade!

Como funciona graduação a distância: fotografia de pessoas estudando pelo computador.

Tire todas as suas dúvidas sobre como funciona graduação a distância

Com o advento da tecnologia, cada vez mais o ensino a distância vem sendo demandado pelos estudantes devido a seus benefícios e particularidades, como: flexibilidade, economia, comodidade e tempo. Afinal, esse formato permite que o aluno concilie seus horários de estudos com outras atividades de forma mais econômica.

A Educação a Distância (EaD) apresenta ao aluno e à Instituição de Ensino Superior (IES) um novo universo de conhecimento e tecnologia. Novas ferramentas, como as aulas virtuais e a plataforma digital de aprendizagem, passam a fazer parte da rotina do estudante e do professor.

Mas, afinal, como funciona graduação a distância? No artigo de hoje vamos tirar as principais dúvidas sobre essa modalidade. Confira! 

Como funciona graduação a distância?

Devido à expansão das tecnologias de informação, faculdades públicas e privadas vêm oferecendo cada vez mais cursos tecnólogos, de bacharelado e licenciatura na modalidade EaD, permitindo que as aulas sejam realizadas de forma remota. 

Várias ações são necessárias para o funcionamento da graduação a distância, desde ações estruturais e burocráticas até a preparação e execução das aulas. Afinal, essa modalidade de ensino ocorre de maneira remota, em que alunos e professores utilizam plataformas online para realizar a interação e a troca de conhecimentos.

Veja, a seguir, as respostas para as principais dúvidas sobre como funciona graduação a distância.

Como funciona a autorização e credenciamento da graduação a distância no MEC?

Em sua maioria das vezes, a graduação a distância possui uma estrutura curricular igual à presencial, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) avalia os cursos das duas modalidades aplicando os mesmos critérios e o mesmo rigor. 

Os cursos superiores a distância possuem a mesma validade de cursos superiores presenciais. Afinal, a validade do diploma não depende da modalidade de ensino e sim do reconhecimento do MEC

Portanto, para oferecer a modalidade, toda IES faculdades, institutos federais de educação, centros universitários e universidades necessita solicitar a autorização do MEC para abrir um novo curso.

O processo para o reconhecimento do curso superior inicia-se em seu credenciamento. Depois, é feita a autorização e, por fim, o seu reconhecimento. O reconhecimento ocorre a partir da visita da comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) às instalações do curso. É realizada uma avaliação da relação de docentes, grade curricular, laboratórios e outros aspectos relacionados ao curso durante a visita, dando base para que os técnicos do MEC reconheçam, solicitem ajustes ou neguem o reconhecimento.

Como é realizado o processo seletivo na modalidade EaD?

A seleção de candidatos para os cursos de graduação a distância acontece em diferentes formatos nas IES. Portanto, é importante analisar qual é a melhor forma para a sua instituição.

Na maioria das IES, ocorrem as provas de seleção, como é o caso do vestibular, em outras situações é feita apenas uma redação ou até mesmo a análise do currículo escolar e da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Qual é o público alvo dos cursos de graduação a distância?

O público alvo dos cursos de graduação a distância são alunos que necessitam conciliar os estudos com outras tarefas da rotina. Porém, qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio e possua um computador com um bom acesso à internet está apta a entrar para a modalidade EaD.

E as aulas, como são estruturadas?

As aulas na modalidade EaD acontecem em plataformas online que permitem o acesso às aulas, o download de materiais, a realização de atividades e avaliações, além da interação com professores, tutores e outros estudantes. As aulas podem acontecer de forma ao vivo ou até mesmo gravadas, dando mais flexibilidade aos estudantes.

Os professores responsáveis pelas disciplinas elaboram o plano de ensino, materiais didáticos e as avaliações, contando com a ajuda de tutores para o esclarecimento de dúvidas. A maioria dos tutores interage com os alunos de forma online, porém alguns podem atuar de forma presencial, tendo contato direto com os alunos.

Diversos materiais podem ser disponibilizados para auxiliar o aprendizado dos estudantes, como apostilas, livros digitais, imagens, animações e tudo o mais que for necessário para garantir a qualidade do ensino.

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Como são realizadas as avaliações?

Uma das principais dúvidas sobre como funciona graduação a distância está relacionada à aplicação das avaliações. Porém, essa questão também pode ser facilmente resolvida ao contar com uma plataforma especializada na IES.

Por meio da plataforma, o aluno envia aos professores trabalhos e exercícios resolvidos e participa de discussões. 

Os ambientes de aprendizagem fornece diversos recursos que auxiliam o professor no recebimento das atividades avaliativas, como o preenchimento das avaliações com os retornos imediatos.

Há também as avaliações presenciais, que existem mesmo nos cursos 100% online. Isso acontece pois o MEC exige que todos os cursos EaD realizem algumas avaliações presenciais, já que as graduações a distância precisam ter pelo menos 20% da carga horária presencial. 

A frequência com que essas avaliações ocorrem pode ser decidida pela própria IES. No entanto, elas acontecem no fechamento do período letivo e servem para avaliar o desempenho do estudante ao longo do semestre. 

Como é feita a certificação do estudante?

Além de a modalidade EaD possuir a mesma qualidade do ensino presencial, o diploma da graduação a distância tem o mesmo valor do diploma expedido por uma faculdade presencial, desde que ela seja reconhecida pelo MEC. 

Os diplomas emitidos não possuem a especificação da modalidade que o aluno cursou, seja a distância ou presencial.

Esperamos que você tenha tirado todas as suas dúvidas sobre como funciona graduação a distância! Se ainda restou alguma pergunta, não deixe de nos informar pelos comentários, ok? E aproveite para conferir também o nosso artigo com as principais informações sobre a situação do ensino superior a distância no Brasil!

MEC credenciamento EaD: fotografia de uma mulher assistindo uma aula online.

Como fazer o credenciamento EaD no MEC? Confira todas as etapas

O credenciamento de um curso superior EaD exige que a IES atenda a uma série de requisitos e passe por diversas etapas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC). 

Então, nosso objetivo é simplificar esse processo para você e te explicar como funciona o credenciamento EaD no MEC. Vamos apresentar instrumentos e um passo a passo para que todo o processo seja entendido e que a sua instituição de ensino chegue ao final dessa empreitada com sucesso!

Primeiro, é importante ter em mente que existem categorias diferentes para o credenciamento de cursos EaD baseadas em duas premissas: se a IES já é credenciada no MEC ou se está em processo de credenciamento. 

Caso a sua instituição ainda não seja credenciada, comece a ler este texto da etapa 1. Se ela já passou por esse processo, pule para a etapa 3, direcionada para o credenciamento de novos cursos.

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

Etapa 1: acesso ao sistema E-MEC

Para iniciar as atividades de EaD, a instituição precisa, antes de tudo, ser credenciada pelo Ministério da Educação (MEC). O processo ocorre em etapas, com diversas exigências, e o primeiro passo é o credenciamento no e-MEC.

O e-MEC é o sistema de tramitação de processos eletrônicos relativos à regulação da Educação Superior. O primeiro acesso de entidades candidatas a mantenedoras de uma IES deve ser solicitado pelo representante legal. Ele deve enviar um ofício à Diretoria de Política Regulatória da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (DPR/SERES).

É importante entender que existe uma janela de credenciamento para a IES, um período que a instituição tem para se inscrever no sistema do MEC, que geralmente ocorre duas vezes por ano. Por isso, a solicitação de primeiro acesso deve ser enviada antes desse período, previsto no Calendário Regulatório.

No ofício, o representante legal da IES deve então informar:

  • dados gerais da mantenedora (CNPJ, razão social, natureza jurídica, endereço, telefone e e-mail);
  • dados da IES mantida (nome, endereço sede, telefone, e-mail e, em casos de IES sem fins lucrativos, indicação se é confessional);
  • dados do próprio representante (nome, CPF, RG e órgão expedidor, cargo, telefone e e-mail). 

O ofício deve ser assinado pelo representante legal e ter firma reconhecida ou ser assinado digitalmente. No campo “Assunto”, deve ser indicado o texto “Solicitação de primeiro acesso ao e-MEC”.

Quando a solicitação é aprovada, a SERES faz o cadastro da mantenedora e a senha de primeiro acesso é enviada para o e-mail do representante.

Etapa 2: credenciamento de uma nova IES

Com acesso à plataforma e-MEC, dentro da janela de credenciamento, o representante legal poderá editar seus dados de cadastro e incluir os dados do Procurador Institucional (PI), pessoa responsável pelas informações do cadastro e pelos processos regulatórios da IES. 

O PI deve então fazer o cadastro inicial de novas instituições mantidas e do corpo dirigente.

No cadastro, é preciso preencher o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da IES. Existem 11 itens:

  • Perfil institucional;
  • Projeto pedagógico;
  • Programa de abertura de cursos de graduação e sequencial;
  • Programa de abertura de cursos de pós-graduação e extensão;
  • Organização didático-pedagógica da instituição;
  • Perfil do corpo docente e do corpo técnico-administrativo;
  • Organização administrativa da instituição;
  • Infraestrutura e instalações acadêmicas;
  • Atendimento de pessoas com necessidades especiais;
  • Demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeira;
  • Outros.

O próximo passo é então o preenchimento do regimento/estatuto da IES. 

Em seguida, é preciso anexar documentos da situação legal, regularidade fiscal e demonstração de patrimônio.

Todo o processo, a partir do credenciamento da IES, pode levar até dois anos para a efetivação. É importante que as instituições conheçam a legislação referente à Regulação da Educação Superior, em especial, os Decretos 9.235/2017 e 9.057/2017 e portarias de regulamentação correspondentes.

Leia também: como funciona a autorização do MEC para cursos a distância?

Etapa 3: credenciamento de um curso EaD no MEC

No sistema e-MEC, a solicitação de autorização de um novo curso deve ser realizada na aba “Autorização de Curso”. Neste momento, deve-se informar se é uma autorização de curso EaD ou se é uma autorização vinculada ao credenciamento da IES. Começa, a partir daí, o credenciamento de um curso EaD.

Confira cada passo do processo de credenciamento EaD no MEC:

1. Formulário inicial

O sistema apresenta o formulário inicial para preenchimento das informações sobre o curso. Nele, o Procurador Institucional deve selecionar:

  • Uma opção de “Grau” (Bacharelado, Licenciatura ou Curso Superior de Tecnologia);
  • Uma opção da “Denominação do Curso”. A partir da Denominação do Curso selecionada, será apresentada a classificação do curso, conforme Tabela de Classificação Cine Brasil. 
  • Deve-se informar endereço de oferta. Para cursos EaD, o sistema recupera automaticamente as informações do endereço da instituição marcada como Sede.

2. Formulário de Autorização

Todos os processos dos atos de autorização gerados são direcionados para o “Formulário de Autorização”. Nele, você pode editar os dados de mantenedora, de mantida e do corpo dirigente. Além disso, você deve inserir ou revisar informações sobre os membros da Comissão Própria de Avaliação – CPA.

3. Projeto Pedagógico do Curso

Na seção “Informações do PPC”, são apresentados os itens relacionados ao Projeto Pedagógico do Curso. São 10 itens:

  • Perfil do curso – Deve-se apresentar, de forma detalhada, a justificativa da oferta do curso em relação ao contexto local e regional em que a IES está localizada, incluindo dados estatísticos, socioeconômicos e ofertas similares por outras instituições. Apresenta-se também a bibliografia básica e complementar do curso.
  • Atividades do curso – Descrever as atividades complementares do curso proposto.
  • Perfil do egresso – Descrever as competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno, ao longo do curso.
  • Forma de acesso ao curso – Descrever as formas de acesso ao curso pelos candidatos. 
  • Representação gráfica de um perfil de formação – A IES pode apresentar fluxogramas, tabelas ou gráficos, não há um modelo definido.
  • Sistema de avaliação do processo de ensino e aprendizagem – Descrever os procedimentos de avaliação do processo de ensino-aprendizagem. 
  • Sistema de avaliação do projeto do curso – Descrever os procedimentos e as formas de avaliação do curso pela IES. 
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Descrever as normas e procedimentos para apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso.
  • Estágio curricular – Apresentar a regulamentação do estágio curricular.
  • Ato autorizativo anterior ou ato de criação – Para processos de autorização de curso não vinculados a credenciamento, deve-se inserir uma cópia digitalizada do ato de credenciamento em vigor para a IES. Para processos de autorização de curso vinculados a processo de credenciamento, este item não deve ser preenchido.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

4. Detalhamento do curso

Ao acionar a aba “Detalhamento do Curso”, você deve complementar dados gerais do curso a ser autorizado, como a carga horária e a matriz curricular (com informações sobre turno, periodicidade, integralização e número de vagas).

5. Matriz curricular

Ainda em matriz curricular, é preciso preencher as abas:

  • “Docentes/Tutores Comprometidos” – inserir os dados dos docentes contratados ou com compromisso firmado com a instituição e sua respectiva titulação, regime de trabalho e função.
  • “Componentes curriculares” – permite a inclusão das disciplinas do curso. É importante que a matriz curricular reflita os objetivos definidos para o curso, como interdisciplinaridade, compatibilidade da carga horária total e conteúdos curriculares que levem ao desenvolvimento do perfil profissional do egresso.
  • “Coordenador” – informar o CPF do coordenador do curso.

Com todo o formulário preenchido, é hora de fazer uma revisão cuidadosa das informações e de finalmente protocolar o processo de autorização de curso EaD. 

Depois, é importante acompanhar a situação do seu pedido pela plataforma, porque podem surgir novas demandas para o credenciamento EaD no MEC. Ao longo do processo, é prevista uma visita in-loco à instituição (que pode ser dispensada, com aviso por meio do sistema).

A visita à sede da instituição, para o caso de cursos EaD, é realizada por comissão designada pelo MEC. Essa etapa tem a finalidade de avaliar a estrutura física e o plano de desenvolvimento da instituição, se atendem às especificações informadas no sistema online.

Deu para entender como funciona o processo de credenciamento EaD no MEC? Esperamos ter te ajudado! Então, depois que seu curso EaD está operando, como fazer a gestão das aulas? Saiba mais sobre soluções utilizadas para uma transição digital bem-sucedida no Ensino Superior.

Autorização do MEC para cursos a distância: fotografia de uma estudante fazendo uma aula online.

Entenda como funciona a autorização do MEC para cursos a distância

Os cursos a distância contemplam uma modalidade que vem crescendo a cada dia, tornando-se uma excelente alternativa para estudantes que desejam ingressar em um ensino superior, mas necessitam de flexibilidade nos estudos e de mensalidades acessíveis. 

Porém, para oferecer essa modalidade, as faculdades necessitam solicitar a autorização do MEC para cursos a distância.

O processo para o reconhecimento do curso superior inicia-se no credenciamento da IES, em seguida ocorre a sua autorização e, por fim, o seu reconhecimento.

No artigo de hoje vamos explicar como funciona o processo de autorização do MEC para cursos a distância e tirar todas as suas dúvidas. Confira!

Saiba como funciona o credenciamento de uma IES

O processo de credenciamento tem como objetivo permitir que a IES abra processos seletivos e crie turmas para essa nova graduação de forma legal. 

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é o órgão responsável pela autorização, reconhecimento e renovação do reconhecimento de cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnológico), nas modalidades presencial ou a distância, além da formulação de políticas para a regulação e a supervisão de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas

As faculdades e centros universitários credenciadas possuem o prazo máximo de três anos no primeiro credenciamento, enquanto para as universidades esse prazo é de cinco anos. 

Após o final de cada ciclo avaliativo do Sinaes e vencimento do prazo o recredenciamento deve ser solicitado pela IES.

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E a autorização do MEC para cursos a distância?

Quando a IES já está credenciada pelo MEC, ela precisa solicitar uma autorização para oferecer o curso a distância. O MEC analisa mais uma série de documentos, envolvendo três dimensões:

  • organização didático-pedagógica;
  • corpo docente e técnico-administrativo;
  • instalações físicas oferecidas pela instituição.

Devido à sua complexidade, os projetos de cursos a distância devem compreender em seu Projeto Político Pedagógico aspectos pedagógicos, de recursos humanos e infraestrutura. Os principais tópicos devem ser:

  • concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;
  • sistemas de Comunicação; 
  • material didático; 
  • avaliação; 
  • equipe multidisciplinar; 
  • infraestrutura de apoio; 
  • Gestão Acadêmico-Administrativa; 
  • sustentabilidade financeira.

Com a autorização em mãos, a IES já pode abrir as matrículas e receber novos alunos.

Hoje, alguns cursos superiores, como os de graduação em Medicina, Odontologia, Psicologia e Direito, passam por processos de autorização diferentes dos demais.

Isso acontece pois, para o MEC conceder a autorização ou não, é necessário o parecer do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Esses processos ainda estão em andamento.

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Entenda o reconhecimento do curso superior a distância

Uma vez autorizado e iniciado o curso EaD, a IES deve solicitar o seu reconhecimento junto ao MEC. A solicitação deve ser realizada quando o curso de graduação alcançar 50% de sua carga horária

O reconhecimento ocorre a partir da visita da comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) às instalações do curso. É realizada uma avaliação da relação de docentes, grade curricular, laboratórios e outros aspectos relacionados ao curso durante a visita, dando base para que os técnicos do MEC reconheçam, solicitem ajustes ou neguem o reconhecimento.

Se o curso não cumprir as exigências estipuladas ou não passar na avaliação por não contar com a qualidade necessária nos pontos observados, ele será fechado.

O reconhecimento de curso é condição necessária para a validade nacional dos respectivos diplomas. A renovação do reconhecimento deve ser solicitada pela instituição de ensino a cada ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Quando o curso é reconhecido pelo MEC, significa que a instituição está dentro dos padrões exigidos para o funcionamento. Quando ocorre apenas a autorização do MEC para cursos a distância, a instituição de ensino tem prazo para regularização, mas ela pode oferecê-lo.

Descubra como é feita a avaliação da qualidade dos cursos

O MEC avalia a qualidade dos cursos ofertados a partir de três indicadores, são eles:

  • Conceito Preliminar do curso: indicador que vai de 1 a 5 observando os seguintes aspectos:
    • qualificação do corpo docente;
    • número de profissionais trabalhando em tempo integral ou parcial;
    • desempenho dos estudantes;
    • recursos pedagógicos;
    • infraestrutura do curso.
  • Conceito do curso: avaliação presencial realizada pelo MEC nos polos presenciais. Seu indicador também é de 1 a 5.
  • Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade): prova relacionada às diretrizes de seus cursos de graduação. A nota também é de 1 a 5.

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O fechamento de uma IES ocorre quando ela não consegue manter os indicadores mencionados acima em nível suficiente.

Saiba como desenvolver um curso EaD de qualidade

Os cursos EaD necessitam ser apoiados em tecnologia inovadora e em uma filosofia de aprendizagem que proporcione aos estudantes a oportunidade de interagir, de desenvolver projetos compartilhados, de reconhecer e respeitar diferentes culturas e de construir o conhecimento. 

Os materiais didáticos devem ser desenvolvidos recorrendo a um conjunto de mídias compatíveis com a proposta e com o contexto socioeconômico do público-alvo da IES no intuito de promover as habilidades e competências específicas.

Além da concepção de educação clara e objetiva, os itens que constituem o Projeto Político Pedagógico ligados aos aspectos de recursos humanos e infraestrutura necessitam proporcionar uma experiência de aprendizagem completa aos estudantes. 

É necessário a composição de uma equipe multidisciplinar com funções de planejamento, implementação e gestão dos cursos a distância, além de uma infraestrutura de recursos tecnológicos adequada à modalidade.

Os investimentos iniciais para o desenvolvimento de um curso EAD contemplam produção de material didático, capacitação das equipes multidisciplinares, implantação de pólos de apoio, e implantação da gestão do sistema de educação a distância.

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