Funil de captação: fotografia de uma jovem utilizando o celular.

Conheça o funil de captação de alunos

O funil de captação é um conceito essencial para qualquer estratégia de marketing digital. Com ele, é possível mapear e determinar os pontos de contato de um potencial cliente com conteúdo da marca e trabalhar as possibilidades em relação a eles.

Esse funil é uma representação da jornada do consumidor em relação ao produto. No topo estão aqueles que começaram a entrar em contato com a informação; no meio, aqueles que têm de fato interesse naquele conteúdo; e no fundo do funil estão os mais propensos a terminar a jornada, o público melhor direcionado.

No contexto do ensino superior, as estratégias precisam ser ainda melhor focadas: não só convertendo visitantes e usuários de mídias digitais em leads, mas também utilizando os recursos do marketing educacional em prol da instituição.

Hoje, no Brasil, existem 2608 instituições de ensino superior. Com isso, o funil de captação de alunos tem duas missões: levar o público-alvo até a matrícula e estabelecer a importância do papel da IES na geração de conhecimento e na sociedade.

O que é o funil de marketing?

O funil de vendas pode parecer uma novidade do marketing digital com as estratégias de marketing, porém, na verdade, ele tem raízes no século XIX. Elias St. Elmo Lewis, um publicitário americano, foi o criador da estrutura em funil para mapear processos do cliente até a realização da compra.

Isso significa que, em 1898, ele estava analisando a trajetória que o cliente percorria até a execução da ação final. Com isso, era detectou quatro principais fases:

A primeira fase é a de atenção, ou seja, quando o potencial cliente recebe a informação sobre a marca ou o produto pela primeira vez. A segunda fase é o interesse,  quando o consumidor começa a prestar atenção nas ofertas e possibilidades que a marca oferece. A terceira parte é o desejo, ou seja, é a fase de ponderar, de ter interesse real em terminar a jornada. E a parte final é a ação, ou seja, a efetivação da venda e a experiência do cliente.

Esse conceito, ainda que tenha sofrido mudanças ao longo do tempo, ainda é muito utilizado para mapear e analisar as interações dos clientes com marcas, instituições e produtos nas plataformas digitais.

Um bom exemplo é o das redes sociais. O primeiro ponto de contato, ou seja, a atenção pode ser através de um post que aparece na feed do usuário. A partir daí, um potencial cliente acessa o site e terá interesse pelas informações lá abordadas. Com isso ele pode começar a desejar consumir aquilo. Baseado nas informações contidas nos sites e mídias, ele terá cada vez mais interesse no produto. 

A fase da ação, então, é converter aquele espectador em cliente. Essa é a estratégia majoritariamente utilizada dentro do marketing digital e da produção de conteúdo nas mídias sociais.

Como adaptar o funil para a educação?

A mesma lógica pode ser utilizada no marketing educacional. As instituições de educação superior (IES), com a ampla oferta de vagas por todo Brasil, precisam encontrar de forma prática qual o público ideal para elas, os alunos que tenham interesse no curso e tenham o perfil da instituição. 

Assim a comunidade será muito mais engajada e evitará transtornos como a evasão escolar e o desajuste da matriz curricular. Isso significa, portanto, que o projeto do curso pode – e deve –  incorporar estratégias de captação de matrículas. E uma delas é fazer o funil de captação de alunos, adaptando a realidade do marketing digital para as necessidades específicas das instituições de ensino.

É claro que as instituições de ensino precisam levar em conta a especificidade dos clientes em potencial. Isso porque o aluno, na verdade, não é um cliente, mas sim um membro da comunidade que deve ser atingido da forma adequada. 

Então é importante frisar que futuros alunos estão buscando a melhor formação de acordo com a sua realidade – financeira, social, cultural, geográfica, etc –  e com isso estão sempre em busca de mais informações de qualidade sobre as instituições que oferecem essas formações. 

O processo não é só aplicar as estratégias de marketing educacional, mas também refletir sobre a qualidade das informações passadas e encontrar a melhor forma de gerar conversão produtiva, informando aos alunos o máximo possível e criando uma comunidade escolar cada vez mais ativa em sua aprendizagem.

Topo do funil

Imagine um jovem navegando nas redes sociais. Ali, ele entra em contato com uma grande quantidade de informações todos os dias, então é mais difícil cativar sua atenção. E como o público é mais diverso e heterogêneo, no topo do funil os conteúdos também são mais generalistas.

Aqui, por exemplo, o aluno em potencial consome conteúdo sobre um tema correlato e encontra mais informações em seu ponto de contato. Blogs institucionais, redes sociais, mídias pagas e até anúncios. Um caso comum é o de datas comemorativas: se a faculdade criar um post sobre o Dia Mundial da Alfabetização, os algoritmos farão com que ele atinja pessoas interessadas na área.

Outra estratégia é a de anúncios pagos. Banners em sites parceiros ou direcionamento via Google Ads facilitam com que as mensagens atinjam o público desejado.

Parcerias com profissionais e criadores de conteúdo das áreas em que a IES opera também são estratégias válidas e comuns aqui, já que permitem que mais pessoas tomem conhecimento da marca.

Meio do funil

O meio do funil é o “quê”. O que está sendo apresentado e de que forma? Nessa fase, o público já está mais envolvido com a informação e converte sua atenção em informações. Voltando ao exemplo do jovem nas redes sociais, ele pode ver o conteúdo sobre o Dia Mundial da Alfabetização e abrir o site da IES. 

Lá, encontrará a landing page, ou seja, o setor em que recebe mais informações e se envolve com a marca. Nesse caso, a instituição preparou conteúdos especiais para comemorar a alfabetização.

Para fazer download de um conteúdo, então, ela exige do visitante um cadastro. Se o aluno nota que tem um problema a ser resolvido e que o conteúdo apresentará a solução, ele se sentirá mais determinado a continuar no processo.

Aqui, por exemplo, o aluno começa a notar que a alfabetização exige profissionais de pedagogia dedicados. Com a necessidade de se inserir no mercado de trabalho e a vocação para trabalhar com crianças, ele se questiona sobre a possibilidade de estudar Pedagogia.

No meio do funil, ele encontra um conteúdo especial: um quiz, planejado pela instituição, sobre habilidades socioemocionais e impacto na carreira. Para realizá-lo, ele preenche o cadastro.

Aqui, a jornada segue afunilando em direção ao fundo.

Fundo do funil

Agora que a instituição tem mais informação sobre o potencial aluno (e vice-versa), é hora de oferecer conteúdos específicos e informações necessárias para que ele faça sua decisão. Se o meio do funil de captação é o “quê”, o fundo é o porquê.

Nessa fase, o essencial é mostrar a ele as diferentes facetas de seu problema e destacar as vantagens de seu produto nas soluções, evidenciando a resolução e tirando dúvidas.

No contexto educacional, esse é o setor em que o estudante recebe informações sobre processos seletivos, bolsas, políticas de incentivo, diferenciais do curso, potencial do mercado de trabalho, etc.

O papel dessas informações é, ao contrário do topo do funil, atingir menos pessoas, mas ter mais certeza do impacto do conteúdo. Todas as pessoas que chegaram a essa etapa do funil têm uma base de interesse no tema, então aqui se torna ainda mais relevante mostrar o porquê.

Como criar um funil de captação de alunos na IES?

Mesmo com a noção da importância do marketing educacional, nem todas as IES possuem um funil de captação de alunos. Além de desperdiçar a oportunidade de encontrar o público-alvo, essa omissão ainda gera má utilização de recursos.

Se o funil não é bem elaborado, gestores perderão tempo e recursos financeiros tentando atingir muitos objetivos de uma só vez e desvencilhando seus esforços das metas estabelecidas.

Para evitar esse problema dentro da instituição, é importante criar uma equipe qualificada para o marketing educacional. Ela deve garantir que as estratégias sejam bem mapeadas e analisadas de acordo com cada etapa de funil e as demandas específicas da instituição. 

Então, o que deve ser levado em conta é: quem deve ser atingido, com o quê e qual será o porquê dessa pessoa encontrar essa informação. É isso que deve ser o norteador dos esforços de captação de alunos para tornar o processo mais linear, tanto para quem elabora quanto para quem participa deste funil de captação. 

Para auxiliar gestores e coordenadores nesse processo, temos algumas dicas dos primeiros passos para elaborar um plano de captação de alunos:

Quem é sua persona?

A persona é a representação, em um personagem fictício, do público ideal de sua estratégia de marketing. Dentro do funil, então, essa é a pessoa que você deseja atingir com seu produto e converter em cliente.

Existem alguns fatores que devem ser levados em conta na hora de montar a persona do seu funil de captação de alunos. É preciso saber as informações socioeconômicas e geográficas dela –  ou seja, qual é a tendência de gênero, idade, localização, faixa de renda, etc.. 

Também é importante entender quais são os problemas dessas pessoas e o que elas estão tentando resolver. A partir disso é mais fácil determinar como e com o quê sua instituição de ensino será a solução. 

Determinar também os interesses dessa persona ajuda a guiar as estratégias da equipe de vendas. Afinal, se existe uma métrica do tipo de conteúdo de mídia consumido por este potencial aluno, essa métrica pode ser utilizada para criação de anúncios e conduz ao próprio site da instituição de ensino.

Os objetivos da instituição também devem ficar bem claros: a ideia é captar mais alunos em que áreas? Estabelecer a imagem da IES como líder no mercado? Realizar a conversão de vendas com mais facilidade? Tudo isso deve ser levado em conta ao construir a persona, para saber quais são suas impressões em relação à IES e como direcioná-las.

Como atingir a audiência?

Tendo em mente o público-alvo, é hora de pensar nas estratégias de atingi-lo e trazê-lo ao funil. É preciso oferecer conteúdo de qualidade e multiplataforma, para despertar a atenção de um potencial aluno.

Mídias pagas e anúncios em redes sociais são estratégias características, mas também é possível utilizar o blog da IES como forma de divulgar informações relevantes aos alunos.

Que tipo de conteúdo ele busca? Em quais áreas a IES tem expertise? Utilize essa análise ao seu favor e elabore materiais pensados para a web. Conteúdos facilmente compartilháveis, textos otimizados para mecanismo de busca, temas que o público-alvo já consome. Um exemplo: faça um artigo sobre dicas de estudo para a semana de provas, o que dialoga diretamente com alunos.

O que mantém o público até o meio do funil?

Quando um aluno em potencial já está ciente das informações da IES, é hora de voltar sua atenção para conteúdos mais específicos e obter informações sobre ele. Por isso, é importante que a instituição ofereça informações sobre as áreas em que atua, conteúdos ricos, etc.

Quizzes, ebooks, vídeos, dicas de especialistas, infográficos e outros conteúdos podem ser oferecidos na etapa do meio do funil de captação. E para de fato captar os alunos, esses conteúdos exigem cadastro prévio. 

Dessa forma, as equipes de marketing e vendas terão mais informações sobre quais conteúdos estão sendo buscados e por quem.

Do lado do aluno, essa fase da descoberta é fundamental: aqui, ele percebe que a instituição pode oferecer a ele uma solução. A formação superior, seja para fins de conhecimento e/ou para qualificação no mercado de trabalho, é um ponto de dúvidas entre as pessoas. 

Por isso, nessa etapa, é preciso demonstrar as possibilidades que a IES oferece e despertar o interesse do aluno. Assim, ele seguirá para a próxima etapa da jornada, a consideração.

Fundo do funil: o porquê

Na última fase do funil de captação, o aluno já está interessado nas soluções de aprendizagem que a IES oferece e tem informações o suficiente sobre sua atuação. Essa é a fase da consideração, em que ele pondera suas opções de acordo com sua realidade e demandas pessoais.

Nessa fase, é importante oferecer a ele conteúdos mais específicos, já que o fundo do funil é composto de um público mais específico. A IES deve levar em conta as razões pelas quais os alunos optam (ou não) por realizar a matrícula e trabalhar nesse objetivo.

Uma das principais razões pelas quais os alunos não se matriculam no ensino superior é a financeira. Essa barreira ainda é uma realidade no Brasil, fazendo com que pessoas de baixa renda tenham, em média, três anos a menos de escolaridade. Por isso, a IES deve frisar iniciativas como bolsas, programas de financiamento e como elas otimizam a formação.

Outra razão é a dificuldade prática de realizar a inscrição, participar do processo seletivo e cursar a graduação. Pode ser em razão do deslocamento ou do tempo necessário, fatores que impedem muitos trabalhadores de se dedicar à formação superior. A IES deve, aqui, mantê-los no funil de captação com conteúdos sobre a flexibilidade dos cursos, opção a distância, realização do processo seletivo e, principalmente, os ganhos da formação para o mercado de trabalho.

Dessa forma, a instituição se estabelece como uma autoridade e mostra ao potencial aluno as vantagens de dedicar seus recursos na continuidade de seus estudos. Também é no fundo do funil que os diferenciais são explorados.

A IES tem metodologias inovadoras de aprendizagem? O investimento em tecnologia de ensino é de ponta? Os cursos têm alta empregabilidade no mercado? Que atividades de extensão inovadoras fazem parte do currículo? A biblioteca acadêmica é um destaque? É preciso levar essa informação ao potencial aluno.

Para isso, o gestor deve investir em materiais multimídia. O aluno já tem sua atenção voltada para a IES, então estratégias como marketing por e-mail, ebooks, palestras, webinars, depoimentos de ex-alunos, disponibilização de aulas gravadas para o aluno conhecer, atividades de extensão que abram as portas da instituição a futuros alunos, artigos elaborados pelos docentes,  etc.

Nessa etapa do funil, os conteúdos ricos têm mais espaço, já que, com um público melhor definido, é mais provável que a interação seja efetiva.

A parte final da jornada é a decisão: quando o aluno tem em mãos toda a informação necessária, ele está mais próximo do final do funil de captação. Se ele identifica que a IES oferece a melhor solução, será convertido em aluno pela matrícula.

Qual é a importância do pós-funil de captação?

Ainda que o funil de captação de alunos seja uma ferramenta essencial para trazê-los para a IES, a estratégia não acaba ali. Mesmo depois da matrícula, o aluno deve estar amparado pela instituição e sua comunicação.

Mantenha conteúdos informativos sobre os cursos e as carreiras, solucione dúvidas, realize palestras e mantenha o contato com as demandas dos alunos já matriculados. Assim, ele sempre encontrará na IES uma autoridade na área e uma comunidade escolar focada em sua formação acadêmica e pessoal para o futuro.

Agora que você já sabe como captar mais alunos no funil de captação de marketing educacional, conheça as estratégias voltadas para o aluno EAD!

O que é aprendizagem personalizada: fotografia de um trio de alunos universitários fazendo atividades em sala de aula.

Saiba o que é aprendizagem personalizada

Com as diversas mudanças que estão acontecendo no universo da educação, o modelo tradicional de ensino vem sendo questionado pelos seus resultados não tão eficazes ao longo dos anos e por ignorar a diversidade. 

A forma como a geração atual pensa e aprende é diferente, por isso, novas práticas pedagógicas estão sendo utilizadas nas escolas e nas instituições de educação superior (IES). A aprendizagem personalizada é uma delas! 

Neste artigo vamos te explicar melhor o que é aprendizagem personalizada e quais são os benefícios dessa metodologia para a sua IES. Não deixe de ler!

O que é aprendizagem personalizada?

A aprendizagem personalizada é uma metodologia pedagógica que, por meio de diversas estratégias, foca nas necessidades, dificuldades e interesses de cada estudante, produzindo assim um ensino mais individual e menos amplo. Essa prática considera o conteúdo, as formas de aprender e o ritmo dos alunos.

Esse conceito foi criado na década de 70 pelo pedagogo Victor Garcia Hoz, que afirmava a importância de o estudante ter independência. Por isso, seria necessária a criação de planos de aula personalizados para encaixar no perfil de cada um.

A personalização do ensino faz com que o estudante tenha mais autonomia sobre o seu processo de aprendizagem. Assim, ele se sente mais motivado, entende os objetivos do que é proposto e se engaja no processo. 

Quais são os seus benefícios?

A aprendizagem personalizada apresenta diversos benefícios para os alunos, professores e instituições. A educação como um todo melhora com a aplicação dessa metodologia. 

Então, agora que você já entendeu o que é aprendizagem personalizada, separamos as principais vantagens de colocá-la em prática na sua IES. Confira!

1. Aumenta o engajamento

O engajamento dos estudantes é um ponto muito relevante que a aprendizagem personalizada consegue ajudar. Como essa metodologia entrega os conteúdos certos e da maneira exata para cada aluno, é bem provável que o envolvimento deles com a disciplina melhore. 

Um aluno que gosta de aprender vendo vídeos, mas acaba tendo que ler muitos textos, fica desanimado e tende a não se estimular tanto com a matéria. Mas se ele consegue ter acesso ao conteúdo em vídeo, com certeza irá ficar mais animado para estudar. Afinal, assim tem mais chances de compreender melhor a matéria que está sendo ensinada e de se sentir entusiasmado para aprender!

2. Dá mais autonomia

Com a aprendizagem personalizada o aluno terá mais autonomia para fazer escolhas no seu processo de ensino. Isso é muito importante para que ele tenha domínio sobre o que será ensinado e sobre a forma como o conteúdo será passado. 

Se ele pode escolher o formato do conteúdo que vai estudar, por exemplo, ou até mesmo se ele pode avançar no conteúdo tendo materiais complementares, sem ter que esperar chegar na sala de aula para ver a matéria, ele alcança maior autonomia em seu processo de aprendizagem.

3. Melhora a qualidade do ensino

Aplicando a aprendizagem personalizada em sua IES, você dá mais um passo na melhoria da qualidade do ensino. Afinal, os alunos irão aprender com mais facilidade e também conseguirão identificar mais rápido os assuntos que estão com dificuldade. 

Dessa forma, os professores podem explorar melhor os conteúdos de sua disciplina e serem mais assertivos na hora de ajudar os estudantes, tirando suas dúvidas e fazendo com que eles não saiam com uma formação incompleta.

Como colocar a aprendizagem personalizada em prática?

Mas, afinal, como colocar a aprendizagem personalizada em prática na IES? Vamos te mostrar alguns pontos que podem ser aplicados na sua instituição para começar a ter um ensino personalizado.

Investir em tecnologia

Sabemos que dentro das salas de aula, na maioria das vezes temos um número grande de alunos e fica difícil distribuir em grupos menores por logística de horário, corpo docente e até mesmo por falta de salas.

Por conta dessa quantidade, é importante contar com a ajuda da tecnologia para colocar a aprendizagem personalizada em prática. As ferramentas e plataformas adequadas ajudarão na automatização da análise do perfil de cada aluno, além de examinar dados de forma mais precisa, auxiliando os docentes a pensar em estratégias efetivas para os alunos e para a distribuição dos conteúdos de forma correta.

Propor diversas estratégias didáticas

Como estamos vendo ao longo do texto, cada ser humano tem um jeito diferente de aprender e a aprendizagem personalizada surge para ajudar nessa questão. Propor algumas estratégias didáticas para que o aluno consiga escolher aquela que ele quer seguir já é um passo para a aplicação da metodologia.

Depois, é possível separar os alunos em grupos e aplicar atividades específicas de acordo com o que foi escolhido. Por exemplo, se alguns alunos preferem trabalhar com textos e outros com vídeos, você pode juntá-los e propor algum trabalho ou projeto, indicando artigos para um grupo e filmes para outro.

Treinar os professores

Os professores são parte fundamental no processo de ensino e precisam entender a importância da proposta de ter uma aprendizagem personalizada. Investir em treinamentos, cursos, eventos que abordem o assunto e ajudem eles a se adaptar a essa nova realidade faz com que fiquem engajados e alinhados com os planos da IES.

Ter feedbacks e avaliações constantes

Para aplicar a aprendizagem personalizada, é muito importante escutar os alunos, entender o que está sendo efetivo ou não no seu processo. Por isso, não deixe de avaliar os estudantes de diversas maneiras diferentes para ver o que funciona ou não e pedir feedbacks para que eles digam o que estão achando, sentindo falta e deem sugestões. 

É a partir daí que é possível pensar em novas práticas pedagógicas, conteúdos, mídias e ferramentas adaptadas às necessidade do aluno.

Qual a relação da aprendizagem personalizada com as metodologias ativas?

A aprendizagem personalizada e as metodologias ativas são duas práticas muito importantes para a IES e que se relacionam. 

As metodologias ativas colocam o aluno como centro do seu próprio aprendizado, fazendo com que ele participe e seja mais responsável pelo processo, se tornando mais autônomo e participativo. Assim, o aluno terá um ambiente mais flexível e aberto a escolhas, interação e colaboração, conseguindo definir melhor a forma como terá contato com o conteúdo.

Ou seja, as metodologias ativas são muito importantes para a aplicação de um ensino personalizado. Essas duas estratégias devem ser colocadas em prática juntas, melhorando os resultados da sua IES!

Esperamos que você tenha entendido o que é aprendizagem personalizada e que não deixe de colocar essa metodologia em prática na sua instituição. Quer ler mais sobre o assunto? Então confira o artigo que separamos para você: 8 metodologias de ensino inovadoras para levar para a sua IES

Jornada do aluno: fotografia de uma mulher sentada em uma cadeira e sorrindo enquanto olha para o notebook.

Saiba como mapear a jornada do aluno em sua IES

A captação de alunos ainda é um desafio para as instituições de educação superior (IES). Hoje, de acordo com o Censo da Educação Superior, pesquisa realizada pelo Inep, apenas 21,4% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados nessa modalidade. E 4,1% já concluiu a graduação. 

Entre fatores sociais, econômicos e perspectivas sobre o futuro, há jovens que não se voltam para o ensino após a conclusão do ciclo básico. Para as IES, no entanto, encontrar novos alunos é uma forma de garantir a continuidade da missão educacional.

Nesse sentido, elas devem estar atentas à jornada do aluno, ou seja, o caminho que um aluno em potencial percorre desde o momento que conhece a IES até se tornar oficialmente um estudante.

Essa jornada do aluno é uma adaptação da teoria da jornada do consumidor. Nessa jornada, especialistas em marketing apontam as quatro fases percorridas até que um cliente em potencial efetue sua compra.

Elas são divididas em fases porque cada uma é responsável por conduzir o consumidor até a próxima parte, delineando seus interesses e encontrando os principais interessados. 

A primeira fase é a da descoberta. Aqui, a pessoa começa a ter contato com a informação, com conteúdos que a interessam e que remetem ao produto. Depois, já ciente da temática, na fase do reconhecimento o consumidor nota que existe uma questão a ser solucionada.

A partir disso, ele passa a pesquisar soluções e considerar as opções que tem à sua frente. Nessa hora, é interessante, no âmbito do marketing, oferecer a ele soluções específicas que atendam ao problema. Essa etapa, de consideração, é essencial para converter a seguinte, da decisão. Agora, ao final da jornada, o consumidor deve decidir entre as opções disponíveis, em que o destaque fica para a que apresentar benefícios mais condizentes com sua necessidade.

No entanto, o aluno não é simplesmente um consumidor. Ele é parte de uma comunidade estudantil que deve não só estar aberta a diferentes  vivências, como também funcionar de forma coletiva para expandir os conhecimentos científicos e socioculturais da instituição de ensino.

Isso significa que, apesar de a jornada do cliente ser um fator norteador das decisões de captação de alunos da instituição, ela deve ser usada como ponto de partida e não como regra. 

O marketing educacional deve ir além das estratégias de marketing de produtos. O investimento financeiro, intelectual e de tempo que o aluno está levando em consideração na hora de optar por um curso superior são um indicativo da importância da decisão.

O que é a jornada do aluno?

O papel do marketing educacional é identificar o público em potencial de sua IES e conectá-lo à oferta de cursos disponíveis. Com mais de duas mil instituições de ensino superior no Brasil e 85% delas sendo IESs privadas, é importante destacar as vantagens da sua.

Além de auxiliar na captação de novos alunos, o marketing educacional também funciona como uma estratégia para estabelecer a identidade da instituição perante o público, a sociedade e o mercado de trabalho. Dessa forma é possível criar uma reputação e desenvolver novos projetos contando com o apoio dos alunos e da comunidade externa para o conhecimento gerado dentro da instituição.

A jornada do aluno, é, portanto, o caminho que um potencial aluno percorre desde saber da existência da instituição e da importância do ensino superior até, de fato, se matricular no curso.

Assim como no caso da jornada do cliente, a jornada do aluno deve ser otimizada pela IES. Isso para que, em cada etapa, ela atinja justamente o público-alvo que terá interesse no curso, ajude a solucionar dúvidas e direcione a decisão para o resultado esperado. 

Durante a jornada, o aluno passará pela descoberta, o reconhecimento, a consideração e a decisão de cursar uma graduação. Para isso, ele deve ter acesso às informações necessárias que o levem a concluir essa jornada.

Qual é a importância para a IES?

Ainda que o aluno seja o principal afetado pela jornada que ele percorre até a graduação,  é a instituição que se beneficia mais ainda das estratégias aplicadas. Quando a IES foca na jornada do aluno, ela permite a construção de um relacionamento mais próximo com a comunidade acadêmica.

Essa comunidade, por sua vez, é responsável pela construção da identidade da instituição. A identidade é essencial para que a instituição seja reconhecida por seus esforços educacionais, seja perante a sociedade ou o mercado de trabalho. 

A longo prazo, a melhor comunicação com os estudantes desde o início da jornada auxilia na construção e manutenção desse relacionamento Além disso, a captação de alunos otimizada é o que garante estudantes mais engajados e dedicados à instituição e à produção de conhecimento.

Nesse processo, a instituição pode, por meio de seus gestores, identificar seus pontos mais positivos e negativos e as barreiras que estão impedindo alunos de encontrarem nela o que buscam para seus estudos. 

Assim, os esforços de otimizar a captação de alunos são uma forma de avaliar a posição da IES no mercado e fazer planos, se necessários, de mudanças na missão educacional e nas estratégias de marketing.

Quais são as etapas da jornada do aluno?

Vamos supor um aluno que saiu recentemente do ensino médio. Nesse caso, o jovem pode buscar saber mais sobre futuras oportunidades de trabalho de acordo com seus interesses.  

Nessa fase de descoberta, ele vai buscar informações sobre as diferentes áreas e mercados, consumir conteúdo dessa temática e, provavelmente, entrar em contato com outros jovens no mesmo processo.

Durante as conversas, ele percebe que se interessa primariamente por trabalhar em determinada área. Por exemplo, nesse caso ele pode descobrir que gostaria de ter uma carreira que o ajude a solucionar problemas de outras pessoas. 

Aqui então entra a fase do reconhecimento: o aluno percebe que é necessário solucionar o seu problema, ou seja, investir em uma formação benéfica para as carreiras de seu interesse.

Esse aluno, então, entra na fase da consideração: ele começa a notar as opções que estão disponíveis para sua realidade e seus objetivos. Nesse caso, os cursos de graduação com os quais ele tem afinidade e permitem que ele explore seus interesses, tanto durante os estudos quanto na vida profissional.  

Durante a consideração, ele entra em contato com as opções de cursos, opções de IES e os fatores que serão influência em sua decisão.

A decisão é a última fase da jornada do aluno. Esse aluno, então, deve fazer a escolha pelo curso e pela instituição em que deseja aprofundar seus estudos. Nessa hora ,o destaque fica para a instituição que tenha uma jornada mais otimizada para desenvolver, no público alvo, o engajamento com a missão educacional e o projeto pedagógico do curso. 

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Como mapear a jornada do aluno da IES?

Para gestores, no entanto, não é fácil mapear a jornada do aluno em cada instituição e curso. Ainda assim, é importante que sejam feitos esforços dedicados a essa área da captação de alunos.  Para facilitar o processo, damos algumas dicas de estratégias que administradores podem utilizar para encontrar seu público e a melhor forma de atingi-lo.

Conheça seu público-alvo

Para mapear a jornada do aluno, o primeiro passo é conhecer o aluno. Isso deve ser feito em duas partes. A primeira é o público atual, ou seja, quem são os potenciais estudantes que estão encontrando sua instituição. Em segundo lugar deve ser avaliado o público-alvo ideal, ou seja, quem deveria estar chegando aos cursos de graduação de sua IES, mas não está.

Esse desafio de marketing envolve a criação de personas, ou seja, identificar a personalidade do consumidor baseando-se em seus indicadores sociais, econômicos, geográficos, crenças, motivações, objetivos e outros fatores determinantes da sua tomada de decisões.

A partir da construção de perfis, são desenvolvidas estratégias que movem pessoas com cada um deles na direção da IES.

Conheça seus canais de comunicação

Além de conhecer o aluno, é importante conhecer os pontos de contato deste aluno com a instituição. Quais são os canais de comunicação da instituição? Ela está envolvida em atividades para alunos do ensino médio? O foco é no digital? O contato é feito por meio de redes sociais? Tudo isso deve ser levado em conta na hora de construir as estratégias de captação de alunos.

Cada plataforma e canal de contato tem suas peculiaridades e saber os que mais atingem os estudantes é uma forma de priorizar as estratégias de maior sucesso. Além disso, a presença em múltiplos canais ajuda a atingir diferentes personas, o que diversifica o público.

Pesquise outras instituições

Os potenciais alunos entram em contato com a jornada em outras instituições. Portanto, é do interesse dos gestores descobrir e pesquisar os pontos de contato delas com os alunos.  

Nesta pesquisa é possível notar as estratégias que recebem maior e menor engajamento dos alunos,  pensar em como as técnicas utilizadas têm ou não sucesso e em como aplicá-las de acordo com a realidade de cada instituição.

Além disso, durante a pesquisa os coordenadores terão uma imagem do processo de decisão dos alunos e uma vivência da jornada em si. Com essa visão, eles terão oportunidade de analisar o que poderia ser feito de forma mais efetiva para destacar sua IES durante a etapa de decisão.

Identifique as barreiras

As barreiras para o ensino superior ainda são muito presentes. Não só as barreiras socioeconômicas, como as barreiras de conteúdo. Os alunos nem sempre têm acesso às informações necessárias para decidirem sobre a continuação dos estudos.

Muitos não levam todas as possibilidades em consideração na decisão porque não conhecem os fatores que influenciam o todo. É aqui, por exemplo, que muitos alunos desistem de cursar a graduação por motivos financeiros, sem saber da oferta de bolsas de estudos da IES de seu interesse.

Trabalhe com feedback e mudanças 

Durante as pesquisas, será possível identificar a realidade dos alunos, as personas e quais são os motivos que os levam até o final da jornada ou não. A partir disso, é possível reavaliar as estratégias de captação de alunos e entender quais são os desafios para tornar a proposta pedagógica do curso mais atrativa e receptiva para potenciais estudantes.

Como otimizar a jornada do aluno?

Levando em consideração o mapeamento feito da jornada do aluno, existem formas de melhorar as estratégias de marketing adotadas. Por exemplo, se o mapeamento demonstrou que a principal persona consome muito conteúdo digital, é válido investir mais em estratégias online.

Vamos considerar novamente aquele aluno que busca ajudar pessoas em sua futura profissão. Em suas pesquisas online sobre carreira, ele encontra um artigo no blog de sua IES sobre as habilidades necessárias no mercado de trabalho.

A partir disso, ele considera sua instituição e pesquisa mais sobre ela. No site, ele encontra informações sobre a formação em Direito, que o permite utilizar as habilidades para solucionar problemas. 

Mas, se a jornada ainda precisa ser melhorada, existem algumas técnicas que os coordenadores podem utilizar:

Produza conteúdo de acordo com os interesses

 Não adianta, por exemplo, investir muitos recursos em campanhas de divulgação em jornais se a maior parte dos alunos em potencial prefere consumir conteúdo em mídias online. 

Vale lembrar que em todas as etapas da jornada é necessário direcionar o aluno e mostrar a ele que existe um compromisso da instituição em atingir seus interesses. Se nos pontos de contato há buscas sobre a grade curricular, vale investir em conteúdos sobre o assunto. 

Se um curso de graduação se destaca pelas oportunidades de intercâmbio, que tal produzir eventos com alunos e ex-alunos que participaram? Se o foco é em investimento tecnológico, mostre nos pontos de contato como isso é um diferencial para a grade curricular.

Faça pesquisas com alunos

O foco no aluno não acaba na matrícula. Mesmo depois da fidelização, é importante ter em mente o engajamento da comunidade e a melhor forma de otimizá-lo. A realização de avaliações periódicas sobre o curso, a administração e as barreiras que os alunos enfrentam ajuda a nortear as novas estratégias educacionais.

Mantenha a proposta alinhada às necessidades contemporâneas

Vale lembrar que os alunos em busca de um curso superior estão vivendo as demandas socioculturais e científicas do século XXI. Isso significa que eles buscam uma formação completa e contemporânea, voltada para seu desenvolvimento como pessoas e para sua futura atuação profissional.

Nesse sentido, é importante que a matriz curricular da graduação esteja alinhada a essas propostas. Essa é a principal ferramenta para otimizar a jornada do aluno: mostrar a ele que o curso oferece tudo que ele precisa para ter uma formação completa de acordo com seus objetivos.

Gostou de saber mais sobre a jornada do aluno? Confira também o nosso conteúdo sobre ações comerciais para captação de alunos!

Vestibular digital: fotografia de uma estudante sorrindo e utilizando o computador.

Saiba o que é e como funciona o vestibular digital

Conhece alguém que tem pavor de prova, ou que já perdeu uma avaliação importante porque não conseguiu chegar a tempo? Pois é! O Enem, por exemplo, é recheado de casos dos famosos atrasados, que viralizaram nos últimos anos. 

A cena desesperadora dos portões fechando enquanto os alunos correm para tentar alcançá-lo é de causar arrepios em muitos candidatos, assim como a ideia de sentar por horas em um local para realizar uma prova.

Durante os anos de 2020 e 2021 muitas avaliações ficaram suspensas, pelo momento difícil que enfrentamos em relação ao coronavírus. O Enem 2020 foi adiado e posteriormente aplicado, em janeiro deste ano. A taxa de abstenção da edição chegou a 55,3%, este é o maior índice de toda a história da avaliação

Alunos do Amazonas (onde houve a crise de oxigênio), privados de liberdade e pessoas que testaram positivo ou tiveram problemas de infraestrutura (como falta de luz) durante a prova puderam pedir pela reaplicação do teste, que ocorreu em fevereiro. Neste caso a abstenção foi maior, e chegou a 72%. 

Com certeza a pandemia potencializou as dificuldades inerentes à aplicação de provas de forma presencial. Uma solução, que já era muito incorporada pelas instituições de ensino superior, é a aplicação de vestibulares online, como uma opção para os futuros alunos.

Neste post vamos falar um pouco mais sobre o vestibular digital para que você possa conhecer essa modalidade de aplicação de provas, suas vantagens e demais características. Acompanhe!

O que é o vestibular digital?

Podemos entender o vestibular digital a partir de algumas formas de aplicação das provas. O modelo mais difundido nas instituições de educação superior (IES) é o de realização das provas de forma remota. Dessa forma, o aluno elege o melhor dia e horário para a realização do exame, que pode ser feito em dispositivo próprio. 

Uma tendência para provas, que já é aplicada em testes oficiais de línguas como o TOEFL e IELTS, é a versão digital da prova aplicada em pontos específicos, onde há um rigor extra em relação à aplicação. 

Importante lembrar que a primeira versão apresenta maior facilidade em relação à rotina do futuro aluno, já que permite maior adaptabilidade. Grande parte dos vestibulares digitais podem ser agendados sob demanda, o que dá maior poder de decisão ao futuro estudante. 

Geralmente esse tipo de prova pode ser feito por pessoas que já concluíram ou estão prestes a concluir o ensino médio e que desejam realizar um curso de nível superior. Pela faixa etária da maioria desse público, não precisamos nem dizer que a versão digital está totalmente alinhada aos hábitos dessa geração!

Eles são nativos digitais, ou seja, quando nasceram já existia acesso massivo à internet e computadores, além de terem crescido com o desenvolvimento dos smartphones. O maior acesso à tecnologia faz com que muitos estudantes optem por versões digitais das provas.

Em termos de legislação, os vestibulares estão amparados pela  lei nº 9.394 de 1996 que define as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inclusive do ingresso no ensino superior. 

O que fica estabelecido é que para a realização da prova, com intenção de ingresso no ensino superior, é preciso que o aluno tenha o certificado de conclusão do ensino médio. O conteúdo deve estar alinhado às exigências da Base Nacional Comum Curricular. 

Apesar disso, não há nenhuma especificação sobre a modalidade escolhida para o processo seletivo, por isso não há regras específicas para o vestibular digital. 

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre captação de alunos para cursos presenciais e EaD

Como funciona?

Quando falamos do vestibular digital como uma prova 100% online, a avaliação é feita à distância. Um de seus principais trunfos é a possibilidade de o aluno marcar o próprio exame. Assim sendo, o vestibular é disponibilizado e feito sob demanda.

As formas de aplicação podem ser distintas: desde um site com local específico para fazer as questões ou um conjunto de materiais a serem baixados

Geralmente, o estudante marca o dia e horário para realização da prova ou tem um prazo específico após a inscrição no teste (iniciar a prova em até 15 minutos após a inscrição, por exemplo). 

Como toda prova, o estudante tem um prazo para a realização do teste completo ou de cada questão. Para afirmar o compromisso com a seriedade da prova, em algumas plataformas ele fica impedido de abrir novas guias no navegador de internet, para evitar “consultas”. 

As plataformas desenvolvidas para aplicação dos testes geralmente dão oportunidades contadas aos alunos que abrem outras guias. Após a tentativa de abrir outra guia, o teste é fechado e reiniciado, com outras questões, garantindo a lisura do processo. 

Após atingir a quantidade limítrofe de abertura de guias, o teste é encerrado automaticamente e o aluno deve procurar o atendimento da IES para realização de outro vestibular. 

Uma outra forma de fazer uma avaliação mais complexa das capacidades do aluno é a aplicação de uma redação, que pode ter maior peso em relação à nota do futuro estudante. 

Após os resultados serem computados ou enviados, pode haver necessidade de correção por profissionais da área, dependendo da modalidade escolhida para aplicação do teste. Isso também ocorre quando a redação é um dos critérios de avaliação

A entrega dos resultados depende da complexidade do processo de avaliação das respostas enviadas. Se a prova for exclusivamente de múltipla questão e 100% online, é bem possível que os resultados fiquem disponíveis de forma mais rápida. 

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Como elaborar o vestibular digital?

Para elaborar um vestibular digital é preciso considerar algumas questões, como, por exemplo, se a modalidade escolhida envolve o envio do material ou a realização da prova em um site.

Em ambos os casos é preciso delimitar as exigências pedagógicas do teste e buscar as questões pretendidas em bancos de questões ou designar os professores responsáveis pela elaboração das provas. 

Qualquer modelo de vestibular digital também exige uma preparação técnica por parte da IES. No caso das provas realizadas no site, é preciso ter uma plataforma que atenda às especificidades do processo

Já nas provas que podem ser baixadas, é preciso que o sistema responsável pelo cadastro, distribuição e recolhimento de provas esteja funcionando perfeitamente. Além disso, é preciso ter suporte técnico de qualidade para prestar um bom atendimento caso algo dê errado nesse momento tão importante para o candidato. 

Uma das questões relativas ao vestibular digital é a habilidade do usuário e o nível de entendimento sobre a prova. Para facilitar o processo de acesso a esse teste, desenvolva instruções que possam ser repassadas aos candidatos. Entre elas estão:

  • Atenção especial às condições do equipamento a ser utilizado, como bateria, conectividade, lentidão e travamentos do computador, necessidade do uso de fones, etc.
  • Se há requisitos mínimos de sistemas operacionais do equipamento a ser utilizado, envie essa informação com antecedência. 
  • Aconselhe o estudante sobre a necessidade de preparar um espaço para a realização da prova, onde ele possa ficar tranquilo. 
  • Informes sobre o que é e o que não é permitido no processo de realização da prova, como abertura de novas guias, plágio na redação, uso da ferramenta ctrl+c e ctrl +v para copiar e colar informações, etc.
  • Informações sobre duração total da prova ou se o tempo é delimitado por questão. Também é importante comunicar se o aluno pode ou não pausar a prova no processo de realização, e por quanto tempo. 
  • Quais são os dispositivos que a plataforma escolhida suporta? Não esqueça de comunicar aos futuros alunos se há possibilidade de realização da prova em tablets ou smartphones, ou apenas pelo computador ou notebook. 
  • Informe ao candidato como é feita a correção, qual a data esperada para entrega dos resultados e a forma de acessá-los

Para garantir a idoneidade do processo, exija dados para confirmar a identidade e o registro do ip do usuário. Isso pode evitar tentativas de fraude relacionadas ao teste.

Quando desenvolver?

A opção por um vestibular digital pode ser relacionada, por muitos, aos cursos que operam a distância ou de forma semipresencial. Mas não se engane! Essa é uma tendência que tem sido adotada por várias IES, para todas as modalidades de ensino.

Apesar da possibilidade de adotar o vestibular online ser válida para várias formas de ensino, é natural que cursos presenciais demorem um pouco mais a se adaptar a essa nova realidade. 

Para que esse processo seja mais tranquilo, caso opte pela aplicação do vestibular digital, a IES pode avaliar quais são as especificidades de seu processo seletivo, e as ações necessárias para transpor esse modelo ou criar um novo modelo para a versão digital.  

Quais são os benefícios do vestibular digital?

Já elencamos algumas razões para adotar o vestibular digital, como prevenir atrasos e criar uma atmosfera mais confortável para os candidatos. Quer conhecer algumas dessas vantagens? Acompanhe esses 7 motivos para adotar essa forma de avaliação:

1. Ampliação das oportunidades 

Definitivamente, a possibilidade de realizar o vestibular sob demanda amplia a oportunidade de acesso para candidatos que desejam ingressar no ensino superior. Os regimes de estudo e trabalho não são prejudicados quando há autonomia no processo de escolha de data e hora para realizar a prova

2. Adaptabilidade

A nova geração de estudantes não está apenas mais familiarizada com o ambiente virtual e seus recursos, o acesso à internet têm se tornado cada vez mais difundido. Três a cada quatro brasileiros têm acesso à rede, e o celular é a forma mais comum de acessá-la. 

Os vestibulares digitais que podem ser realizados pelo smartphone ampliam o acesso de vários grupos, que antes poderiam ser limitados por fatores como custos e tempo de deslocamento para o local das provas. 

Um exemplo disso é a população rural, que a partir da ampliação de sinais 4G e de internet via rádio ou satélite consegue ter conectividade em casa e passa a ser público de formações EAD. Na zona rural o aparelho celular é usado por 97,9% das pessoas com acesso à internet. 

3. Redução de custos

Além de recursos ligados à prova em si, como o uso de papel e tinta para imprimir as provas, a aplicação de um vestibular tem outros custos que devem ser considerados.

Um deles é relacionado à estrutura do prédio, que deverá ser abastecido com todos os recursos necessários para sua manutenção, como energia elétrica, água, papel higiênico, materiais de limpeza, etc.

Além disso, é preciso uma grande mobilização de capital humano, como fiscais de corredor, aplicadores de prova, acompanhantes para o banheiro, etc. 

Tudo isso permite que haja redução do preço da inscrição, e até mesmo a possibilidade de oferecer gratuidade, uma vez que a IES já efetuou todo o investimento na estrutura necessária para aplicação do exame.

4. Simultaneidade 

Com o vestibular digital é possível aplicar mais provas simultaneamente, de cursos distintos, limitando-se apenas pela capacidade da plataforma. Com isso, é possível organizar as datas de aplicação para evitar congestionamentos no site.

5. Interatividade

Se nas provas escritas as fotos, ilustrações e gráficos são muito utilizados, o vestibular digital é uma possibilidade de explorar novos recursos, que podem colaborar para a qualidade do material, como vídeos e infográficos. 

Essa é uma possibilidade de tornar esse momento mais leve, ao trazer recursos que podem ser melhor assimilados por alguns alunos, diversificando as maneiras de desenvolver as questões. Isso favorece as diversas formas de aprendizado que as pessoas podem apresentar.

6. Correção facilitada

Com o vestibular digital é possível entregar uma correção mais eficaz e rápida. Se todas as questões são de múltipla, escolha é possível entregar um resultado imediato.

Para além das questões de múltipla escolha, a correção no vestibular digital torna-se facilitada pela padronização na forma de acentuar ou pontuar uma questão aberta ou redação. Isso torna o processo mais fácil para quem vai avaliar o texto.

7. Tranquilidade para realização

Não menospreze o impacto da tranquilidade na hora de realizar uma prova importante, como o vestibular. Em algumas edições do Enem, a polícia precisou intervir para garantir que carros de som ou festas de rua não perturbassem a aplicação das provas em certas localidades. 

Seja em casa, ou em uma biblioteca, o vestibular digital precisa de poucos recursos para ser aplicado. Logo, os candidatos podem ficar à vontade para decidir qual o melhor local para ter um bom ambiente de realização do teste, com todo o conforto necessário.  

Agora você já conhece os principais aspectos relacionados ao vestibular digital! Não perca a oportunidade de estudar essa possibilidade para a sua IES, o que pode ajudar bastante na captação de alunos. Aproveite para conhecer melhor a importância do marketing educacional para a sua IES!

Personalização do ensino: fotografia de uma mulher estudando. Ela está mexendo no notebook e fazendo anotações em um caderno.

Saiba tudo sobre personalização do ensino: o que é, benefícios e como aplicar

Com as frequentes mudanças observadas na maneira como entendemos e desenvolvemos a educação em um mundo tecnológico, as instituições de educação superior tiveram que se adaptar a um novo contexto. Nele, os alunos têm diferentes interesses, formas de aprender, ritmos e maneiras de se expressar. Por isso, foi necessário repensar o que é um ensino superior de qualidade.

Nesse processo, diversas novidades apareceram. Dentre elas, uma das que mais se destacam diz respeito ao papel central do estudante no seu processo de ensino-aprendizagem

E, para garanti-lo de vez, a personalização do ensino se apresenta como uma proposta muito interessante. Neste artigo, te contaremos tudo o que você precisa saber sobre ela.

O que é personalização do ensino?

A personalização do ensino é uma proposta pedagógica que visa levar em consideração os interesses, as necessidades e o tempo de aprendizagem do aluno. Nesse sentido, ela se constitui como uma maneira inovadora de pensar todo o processo de ensino, porque promove mudanças intensas em sua estrutura.

O respeito pela individualidade dos estudantes é a sua característica principal. O ensino personalizado entende que cada aluno aprende de uma maneira e em um ritmo e, por isso, a instituição de ensino deve estar preparada para lidar com diferentes metodologias e ferramentas. Atender aos objetivos e reduzir as dificuldades do corpo discente é uma parte central dessa proposta.

Assim, a personalização do ensino trabalhará respeitando as características individuais dos estudantes, tornando-os protagonistas do seu aprendizado. Ao olhar para suas facilidades e seus interesses, traça estratégias e oferece recursos pedagógicos mais assertivos. Desse modo, proporciona mais engajamento e autonomia, além de agilizar todo o processo educativo.

Quais são os principais benefícios da personalização do ensino?

Uma vez que a personalização do ensino tem como foco a centralidade do estudante no seu processo de aprendizagem, ela promove uma série de transformações positivas na instituição de ensino. Destacamos, abaixo, algumas delas.

1. Engaja o aluno nos processos educacionais

Ao levar em consideração os interesses e necessidades individuais do aluno, a personalização do ensino faz com que ele se sinta motivado para participar das aulas. Isso porque ela oferece ferramentas adequadas ao seu processo e que dialogam não apenas com as suas habilidades, mas com o que o motiva. Assim, aumenta o interesse do estudante pela disciplina/curso, o que faz com que ele participe ativamente de aulas e projetos.  

Esse aumento do engajamento pode ser causado tanto pelo uso de metodologias ativas, quanto pelo respeito ao tempo próprio daquele estudante. Afinal, uma instituição que lhe dá os materiais necessários para se desenvolver sem pressa e em diálogo com a sua personalidade faz com que ele se sinta motivado para estudar cada vez mais.

2. Estimula o comportamento colaborativo

Embora a personalização do ensino seja uma proposta pedagógica individual, ela promove um trabalho em grupo mais assertivo e funcional. Isso porque os alunos se sentem amparados em seus momentos privados de ensino e aprendizagem, e, portanto, estão mais seguros durante as aulas e projetos, prontos para trocar conhecimentos e habilidades.

Além disso, ao reforçar os pontos fortes dos estudantes e trabalhar as suas dificuldades com mais atenção, o ensino personalizado permite que eles conheçam melhor as ferramentas que os auxiliam. Dessa maneira, quando precisam atuar colaborativamente, sabem quais atividades podem ser feitas de modo otimizado e quais demandam mais tempo e cuidado.

3. Potencializa o desenvolvimento de competências e habilidades

Ao considerar sobretudo as características individuais dos estudantes, a personalização do ensino os direciona para atividades e propostas pedagógicas que dialogam com aquilo que os alunos melhor entendem. Dessa maneira, eles recebem estímulos para desenvolver conhecimentos e habilidades.

Da mesma forma, a personalização permite que os estudantes tenham acesso aos conteúdos considerados “difíceis” de modo dinâmico. Com isso, eles aprendem a superar dificuldades com mais facilidade, tendo contato com competências que precisam desenvolver de maneira mais leve e interessante.

4. Proporciona uma maior adaptação à IES

Ao chegar em uma instituição de ensino, é comum que o estudante de nível superior precise fazer algumas adaptações, tanto na sua rotina, quanto no seu modo de aprender. No entanto, com a personalização do ensino, esse processo se torna mais simples e eficiente.

Isso se dá porque as particularidades daquele novo aluno são levadas em consideração. Assim, ele pode se desenvolver dentro da IES sem que, para isso, tenha que entrar em um ritmo de aprendizado que não é o seu, usando ferramentas que não dialogam com seus interesses. 

5. Otimiza o processo de ensino-aprendizagem

Como já dissemos, a personalização do ensino leva em conta o ritmo individual dos alunos. A partir disso, eles adquirem maior autonomia para guiar o seu processo de ensino-aprendizagem, levando em consideração suas vontades e objetivos. 

Isso significa que os alunos não só se sentem mais motivados para estudar, como dissemos, mas também que eles não perdem tempo reforçando conteúdos que já dominam. Na verdade, podem passar por eles com maior velocidade, o que facilita o percurso pedagógico. Assim, se dedicam sobretudo àqueles conhecimentos que ainda precisam adquirir e aprimorar, tornando toda a sua trajetória educacional mais bem-direcionada e assertiva.

6. Melhora o relacionamento com professores

A personalização do ensino também faz com que estudantes e docentes se comuniquem de forma mais clara. Isso porque os professores têm uma melhor dimensão das facilidades e dificuldades do aluno, podendo, assim, guiar o processo de ensino-aprendizagem de uma maneira mais efetiva e dinâmica.

Além disso, o ensino personalizado abre um canal de comunicação livre de julgamentos para o aluno, que ganha confiança na hora de explorar conteúdos com os quais não tem muita familiaridade. Ao saber que a instituição e os professores estarão dispostos a ajudá-lo, ele se sente motivado para expressar eventuais problemas, tirar dúvidas, participar ativamente da aula etc.

Como as tecnologias se relacionam com a personalização do ensino?

Evidentemente, a personalização do ensino se relaciona profundamente com a tecnologia e as inovações digitais. Afinal, essa proposta pedagógica é uma maneira de adequar as instituições de ensino às demandas da sociedade contemporânea, que está, cada vez mais, ocupando o ambiente online.

Ao lançar mão de ferramentas digitais, o ensino personalizado encontra ainda mais formas de dialogar diretamente com as necessidades individuais dos alunos. Isso porque a tecnologia oferece uma série de estratégias inovadoras e diferenciadas, focadas em atender a diferentes públicos e gerar diversos tipos de respostas.

Pensando nisso, as instituições de ensino que já utilizam essas ferramentas garantem mais um diferencial que as destaca no mercado. Além do uso dos ambientes digitais ser cada vez mais importante para a promoção de uma educação de qualidade, neste caso ele também possibilita que os alunos se sintam mais à vontade, dispostos e motivados para estudar e construir conhecimento.

Quais metodologias usar?

Na lista de possibilidades que a IES pode — e deve — explorar para personalizar o ensino, aparecem metodologias ativas como:

1. Jogos e animações

A gamificação é uma das mais populares metodologias ativas da atualidade. Além de promover um maior engajamento entre os alunos, ela é estruturada a partir de um sistema de fases de aprendizado que remete à Taxonomia de Bloom, o que garante uma trajetória de ensino efetiva.

Além disso, animações tornam as aulas mais dinâmicas e podem ser muito úteis para tornar uma explicação teórica mais clara. Em cursos que trabalham conceitos muito subjetivos, como as engenharias, por exemplo, elas podem ser um diferencial.

2. Cultura maker

Para desenvolver produtos e projetos, a metodologia maker é uma das mais eficientes. Isso porque ela promove o pensamento do “faça você mesmo”, que ajuda os estudantes a compreenderem a fundo uma situação ou um problema, em vistas de resolvê-lo. 

Desse modo, estimula a criatividade, a dinamicidade e a resolução de problemas, além do trabalho em grupo. Pode ser utilizada, ainda, para que o aluno entenda mais a fundo um processo que, à princípio, parece ser de difícil resolução. Assim, aumenta os conhecimentos práticos dos estudantes, tornando-os mais preparados para lidar com o ambiente profissional.

3. Método PBL

Seja para resolver problemas, seja para desenvolver projetos, a metodologia PBL estimula a aprendizagem colaborativa e participativa. Os alunos são motivados a responder uma pergunta ou desafio, o que estimula o seu engajamento e promove um conhecimento mais profundo dos processos de um determinado curso ou disciplina.

Pelo método PBL, é possível chegar a mais de uma resposta correta. Por isso, ele pode ser muito útil quando unimos diferentes alunos, com diversas personalidades e dificuldades, em um mesmo projeto ou trabalho. Ao pensarem juntos, eles dinamizam seus conhecimentos e ampliam suas competências e habilidades.

4. Sala de aula invertida

Com a sala de aula invertida, o espaço da sala de aula é reservado para o aprendizado ativo e compartilhado. Dessa maneira, respeita-se o tempo dos alunos para assimilar determinados conteúdos, que serão estudados de modo privado. A presença do professor e dos demais colegas acaba sendo, portanto, um estímulo ao diálogo e ao esclarecimento de eventuais dúvidas.

Soma-se a isso o fato de que a sala de aula invertida promove maior autonomia e controle do estudante sobre o seu processo de ensino-aprendizagem. Por meio dela, é possível adequar os horários de estudo a diferentes realidades e necessidades, respeitando-se, ainda, as diferentes vivências dos estudantes.

Como implementar a personalização do ensino na IES?

Agora que você já conhece a personalização do ensino de modo mais profundo, é hora de compreender como ela pode ser implementada na IES. E, uma vez que é uma proposta pedagógica inovadora e que visa transformar o modo como pensamos a educação, é evidente que ela implica em mudanças profundas.

Então, em primeiro lugar, é preciso garantir que toda a instituição de ensino está ciente das alterações que acontecerão, tanto na sala de aula quanto fora dela. Adequar uma IES a uma nova proposta não é um trabalho simples e, portanto, todos os funcionários devem estar preparados para os desafios.

Em seguida, é necessário investir em equipamentos de qualidade e em treinamentos que qualifiquem os docentes. Como mostramos, a personalização do ensino está intimamente ligada à tecnologia e, por isso, é urgente que os professores saibam como utilizá-las. Nesse cenário, a educação digital surge como um diferencial, e, simultaneamente, a falta de informações sobre as formas de uso da tecnologia pode se apresentar como um desafio.

Por fim, torna-se importante propor avaliações dinâmicas dos conteúdos aplicados aos estudantes. Evidentemente, se as suas individualidades são levadas em consideração, não faria sentido submetê-los todos à mesma prova final única. Por isso, deve-se pensar em novas estratégias de avaliação e aplicá-las ao longo de todo o período. 

Além disso, essas avaliações devem levar em consideração não apenas os pontos atingidos pelos alunos, mas os dados que esses valores numéricos revelam. Desse modo, é possível observar onde residem suas dificuldades e como elas podem ser trabalhadas em momentos futuros. Garante-se, assim, uma educação de qualidade e um processo de ensino-aprendizagem mais efetivo e dinâmico.

Leia também: Saiba o que é e como usar Learning Analytics em sua IES

Como desenvolver a personalização do ensino no ensino híbrido?

No ensino híbrido, a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas uma das bases do processo de ensino-aprendizagem. Sem ela, não é possível aplicar ferramentas pedagógicas e nem adequar os conteúdos aos alunos e às suas diferentes realidades e necessidades.

Pensando nisso, a personalização do ensino, nesses casos, deve estar ainda mais preocupada em identificar as particularidades dos alunos. Oferecer aulas expositivas e pouco dinâmicas, além de não caracterizar uma jornada de aprendizagem muito eficaz, reduz drasticamente o interesse dos estudantes. 

Desse modo, há algumas medidas que devem ser tomadas pela IES. São elas: 

  • Dar a oportunidade para o estudante organizar o seu próprio tempo de estudo, respeitando-se o seu processo de aprendizagem e garantindo-lhe maior centralidade;
  • proporcionar ao professor que gerencie o seu tempo de aula de maneira mais dinâmica, levando em consideração o progresso dos alunos e os momentos em que o ensino se dará de maneira remota;
  • auxiliar o desenvolvimento da autonomia dos alunos, fazendo com que eles busquem, de modo independente, superar suas dificuldades a partir das ferramentas oferecidas pelo professor e pela IES;
  • permitir a elaboração de atividades criativas, tanto pelo corpo docente, que deve ter liberdade para inovar em sala de aula, quanto pelo corpo discente, que pode apresentar trabalhos únicos, a partir dos seus interesses pessoais.

Com base em tudo o que apresentamos ao longo deste artigo, fica evidente que a personalização do ensino é uma maneira de destacar a IES e promover um ensino efetivo e direcionado. Mais do que inserir as instituições na contemporaneidade, o ensino personalizado proporciona maior desenvolvimento de habilidades e a qualificação para diferentes tipos de trabalho. 

E agora que você já sabe tudo sobre a importância da personalização do ensino, não deixe de conferir também o papel da curadoria educacional para a qualidade da educação em sua IES.

Elaboração de conteúdo EaD: fotografia de uma estudante olhando atenta para o notebook.

Conheça o passo a passo da elaboração de conteúdos EaD

Em um mundo cada vez mais tecnológico, a Educação a Distância (EaD) passou a ocupar parte significativa do processo de aprendizagem no nível superior. Além de ser muito importante para o segmento, com a pandemia da covid-19 ela se transformou na melhor alternativa para garantir a manutenção das IES.

No entanto, essa modalidade tem uma série de particularidades. Por isso, a elaboração de conteúdo EaD deve ser pensada com atenção e cuidado. Neste artigo, mostraremos o passo a passo sobre como desenvolvê-la. Além disso, daremos algumas dicas que podem ajudar nesse processo.

Por onde começar a elaboração de conteúdo EaD?

Antes de começar a elaboração de conteúdo EaD, é importante ter em mente o que ela exige. Assim, o professor garante que conseguirá entregar aos seus alunos todos os materiais dos quais eles podem precisar. 

De forma geral, a elaboração de um conteúdo se divide em duas partes: o planejamento e os procedimentos a serem seguidos. 

No planejamento, o professor determina as concepções pedagógicas e de aprendizagem que ele seguirá. Ou seja: ele define o que guiará as suas aulas e quais são os objetivos que ele espera que seus alunos alcancem.

Em seguida, a partir dessas definições, será possível definir também os procedimentos que devem ser seguidos. Nesta etapa, é essencial levar em consideração o meio online, adotando metodologias compatíveis. Também se deve ter em mente o perfil do aluno EaD, em geral mais autônomo e proativo.

Leia também: Por que utilizar DONS? Conheça 8 motivos para adotar as Disciplinas Online Saraiva em sua IES!

O que priorizar na elaboração de conteúdo EaD?

Como já apontamos, o ensino a distância não para de crescer. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2019, o número de matrículas em cursos nessa modalidade aumentou em 378,9% na última década. Por isso, a elaboração de conteúdo EaD deve ser pensada com cuidado.

Nessa modalidade, o aluno aprende principalmente a partir dos conteúdos que são disponibilizados para ele. Por isso, é importante priorizar algumas questões antes de elaborá-los.  

1. Pense no perfil do aluno

O estudante que busca os cursos EaD tem necessidades e objetivos diferentes daquele que estuda na modalidade presencial. Levar isso em consideração durante a elaboração de conteúdo é, portanto, essencial.

Além de mais autônomo e proativo, esse estudante provavelmente também divide o tempo de estudo com outras funções. Por isso, precisa de mais estímulos para se manter motivado. O seu conteúdo deve, portanto, refletir isso.

2. Explore novas metodologias

Uma maneira de fazer com que a elaboração de conteúdo EaD seja mais interessante e dinâmica é explorando metodologias diferentes. O espaço digital promove uma série de transformações no ensino. Você pode, então, conhecê-las e adaptá-las ao seu planejamento.

3. Tenha uma linha de raciocínio clara

Para que o seu aluno continue atento e compreenda com profundidade o conteúdo que você elaborou, é essencial ter uma linha de raciocínio direta e clara. Isso faz com que o estudante absorva o que está sendo ensinado com mais facilidade, além de manter o seu interesse por mais tempo.

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Quais são os desafios da elaboração de conteúdo EaD?

Embora a educação a distância esteja crescendo muito nos últimos anos, ela ainda apresenta uma série de desafios. Saber como fazer a avaliação dos alunos é um deles. Outro é a elaboração de conteúdo EaD. Para te ajudar a se preparar para eles, listamos, a seguir, os principais:

  • Falta de visibilidade dos conteúdos, uma vez que os cursos EaD não são padronizados;
  • Dificuldade de aproveitamento do formato digital (plataformas, fóruns, bibliotecas etc.);
  • Pouco investimento na educação digital do corpo docente;
  • Necessidade de um cronograma flexível, adaptado às necessidades dos estudantes;
  • Alto custo dos aparelhos e consequente diminuição da acessibilidade.

Apesar dessas dificuldades existirem, não se preocupe: ao longo deste artigo, ainda apresentaremos mais dicas para a elaboração do conteúdo EaD e te diremos a forma mais eficaz de contorná-las. 

Como fazer com que os alunos engajem com o conteúdo?

Antes de dar início à elaboração de conteúdo EaD, é importante pensar nas maneiras como os alunos podem se relacionar com eles. Como fazê-los engajar também é um desafio desse processo. Por isso, elaboramos a lista abaixo, que dá algumas dicas:

  • Converse com os estudantes e descubra quais são os seus interesses;
  • Aplique os conteúdos a situações cotidianas e reais;
  • Crie conteúdos mais maleáveis, que podem ser consumidos em momentos diversos;
  • Tenha pequenos projetos para incentivar que os estudantes alcancem metas;
  • Possibilite métodos de interação — aluno-professor ou aluno-aluno — criativos.

Dessa maneira, o processo de ensino-aprendizagem da turma será mais efetivo. Além disso, os estudantes sentirão mais vontade de consumir o conteúdo EaD se ele for dinâmico e divertido. Por isso, aposte nessas características!

Passo a passo: como elaborar conteúdo EaD?

Agora que você já sabe o que priorizar durante a elaboração de um conteúdo EaD e também já conhece seus desafios, chegou a hora de entender como elaborá-lo na prática. Para isso, criamos o passo a passo abaixo, com cinco etapas principais. Vamos lá?

Etapa 1: Faça um brainstorm

Pode parecer simples, mas tirar alguns minutos apenas para pensar em ideias e conteúdos facilita muito todo esse processo. Por isso, dedique parte do seu tempo à essa primeira etapa e anote tudo que passar pela sua cabeça! 

Não precisa se preocupar com a qualidade das ideias, nem com a ordem em que elas surgirem. Ao longo da elaboração do conteúdo, elas serão filtradas e tudo ficará mais claro e organizado. No entanto, o brainstorm garante que tudo o que é essencial será abordado.

Etapa 2: Planeje

Como dissemos, uma parte fundamental da elaboração de conteúdo EaD é o planejamento. Agora que você já sabe todas as coisas que precisa abordar ao longo do curso ou disciplina, foque em entender de que maneira isso pode ser feito e quais são os seus objetivos.

Definir as fases do seu conteúdo faz parte desta etapa. Como ele será abordado e organizado? Uma dica é criar um conteúdo funil, lançando mão de diversos conceitos-chaves logo no início do curso e relacionando-os ao cotidiano do aluno. Isso faz com que o tema seja compreendido com mais facilidade e também mostra a sua relevância.

Etapa 3: Reúna tudo o que você pode precisar

Ninguém cria do zero. Por isso, tire um tempo para reunir tudo aquilo que pode ser útil na elaboração do seu conteúdo EaD. Bibliografia básica, livros extras, materiais complementares, vídeos, atividades… Tudo isso contribui para um conteúdo mais rico.

Esta etapa otimiza o tempo de elaboração do conteúdo, porque faz com que você esteja preparado de antemão. Ela pode, inclusive, ser feita junto à etapa anterior. Afinal, com um planejamento completo e detalhado, é mais fácil encontrar ou direcionar os materiais necessários.

Leia também: Saiba tudo sobre curadoria educacional: importância, desafios e como fazer

Etapa 4: Elabore o conteúdo EaD

Esta é a etapa central da sua elaboração de conteúdo EaD. Afinal, é nela que serão colocadas em prática todas as etapas anteriores. Por isso, além de muita organização, é primordial que você as tenha executado com dedicação e atenção.

Nesta fase, o planejamento se transformará definitivamente em procedimentos que devem ser seguidos. O docente já decidiu que objetivos deseja que seus alunos alcancem ao longo do curso ou disciplina e também já sabe que materiais serão utilizados nesse processo. Resta decidir a metodologia, ou seja, o modo como tudo isso será aplicado.

Em uma plataforma digital, é essencial conseguir captar a atenção do aluno e mantê-lo interessado. Além disso, são oferecidas diversas técnicas de aprendizagem que podem ser aplicadas em sala de aula, para dinamizar o conteúdo e as trocas de conhecimento. Por isso, durante esta etapa, leve em consideração quem são os estudantes e como o conteúdo elaborado pode ser aplicado a novas interfaces.

Um bom exemplo são metodologias ativas que funcionam no ambiente online. Confira algumas outras estratégias interessantes:

  • Microlearning: o conteúdo é compartilhado em pequenas doses e a partir de temas bem definidos. Assim, ele pode ser absorvido com mais eficácia.
  • Gamificação: aqui, o conteúdo é apresentado como um jogo. Ele pode, inclusive, ter como parâmetros a Taxonomia de Bloom
  • Webinars: Podem ser muito interessantes para apresentar um material extra, que complementa o conteúdo principal. Convidar os próprios alunos para gravar webinars pode, inclusive, auxiliar no seu processo de aprendizagem.

Além dessas estratégias, existem algumas dicas para que a elaboração de conteúdo seja assertiva e eficiente. Por exemplo, intercalar o conteúdo com as atividades do curso ou disciplina, incentivando o aluno a colocar em prática o conhecimento adquirido. Outra boa ideia é fazer links entre o conteúdo e outras disciplinas e materiais, o que estimula o estudante a buscar mais informações de forma autônoma.

Etapa 5: Compartilhe todo o conteúdo com os seus alunos

Uma das características principais do ensino a distância é o currículo flexível. Por isso, durante a elaboração do seu conteúdo EaD, mantenha em mente que os estudantes devem ter acesso a todo ele.

Isso contribui para que eles possam organizar seu tempo de estudo de maneira mais otimizada e dinâmica, encaixando-o no seu dia a dia. Além disso, pode ser uma importante fonte de estímulo: ao saber o que será visto, eles têm como se preparar. Por fim, é uma maneira eficiente de começar a receber feedbacks e, se for necessário, ajustar o conteúdo.

Estar aberto às opiniões dos estudantes ajuda na elaboração de conteúdo EaD porque permite compreender o que está funcionando e o que não está. Dessa forma, ao disponibilizar todo o conteúdo, veja com os alunos o que efetivamente ajudou no processo de ensino-aprendizagem. 

Como superar os desafios na elaboração de conteúdos EaD?

Como já indicamos ao longo deste artigo, a elaboração de conteúdos EaD não é uma prática simples. Diante dos muitos desafios e do extenso trabalho que ela impõe ao professor e aos coordenadores de IES, torna-se essencial pensar em soluções possíveis.

A primeira e mais importante delas é o investimento em treinamentos, metodologias e equipamentos que possibilitem um processo de elaboração menos penoso. Não só a educação digital de professores e alunos que deve ser estimulada e possibilitada, mas também deve haver espaço na IES para que os conteúdos EaD existam.

Para isso, a IES pode contar com soluções que produzam conteúdos com qualidade reconhecida e que sejam modularizáveis. Desse modo, poderão ser integrados e organizados de acordo com a preferência dos coordenadores e equipe de professores. Assim, é possível não só melhorar a qualidade do ensino, mas também cumprir as determinações do MEC. 

Agora que você já sabe como elaborar o conteúdo EaD, aproveite para conhecer melhor uma solução para otimizar esse processo em sua IES!

Saiba tudo sobre curadoria educacional: importância, desafios e como fazer

Com as revoluções digitais e o papel central que a internet passou a desempenhar na vida dos indivíduos, ter acesso às informações se tornou mais fácil e rápido. Como consequência, os estudantes começaram a ser bombardeados com diversos tipos de conteúdos.

O ambiente de ensino, no entanto, não pode acolher toda e qualquer informação. Por isso, coordenadores e professores adquiriram também a responsabilidade de selecionar quais conteúdos de fato apoiam a construção de conhecimentos bem embasados, críticos e relevantes. Essa seleção pode ser chamada de curadoria educacional.

Neste artigo, apresentaremos o que é a curadoria educacional, qual é a sua importância e como fazê-la, tanto para turmas presenciais quanto para aquelas a distância. Além disso, abordamos seus desafios e possíveis saídas para lidar com eles.

Saiba o que é a curadoria educacional

De modo geral, a curadoria educacional é um processo de triagem que visa garantir a confiabilidade dos conteúdos apresentados em um curso ou disciplina. Ela deve ser feita por um profissional contratado especificamente para isso, embora, em alguns casos, professores e coordenadores também executem essa função.

Seu principal objetivo é evitar que conhecimentos e conteúdos sem base científica ou irrelevantes integrem o processo de aprendizagem. Assim, ela funciona como um filtro de qualidade. Dá apoio sobretudo aos conteúdos de Educação a Distância (EaD), fazendo com que o aluno absorva os conhecimentos com mais facilidade.

Entenda a importância da curadoria educacional

Na era da informação, o aprendizado deixou de estar limitado à sala de aula. Com novas fontes de conhecimento surgindo a todo momento e com a democratização do acesso à informação, que garantiu a recém-conquistada autonomia dos estudantes, tornou-se primordial que as novas formas de saber integrem as instituições de ensino.

A curadoria educacional promove a união de várias formas de saber de maneira organizada e confiável. Isso porque, ao filtrar os conteúdos, garante-se que eles mantenham uma linha de raciocínio bem estruturada e que se liga ao público ao qual se direcionam. 

Leia também: Como funciona a disciplina online e quais são seus benefícios para a IES e para os estudantes

Pensando nisso, podemos afirmar que a curadoria educacional importa porque se certifica de que o processo de ensino-aprendizagem se dê de modo mais bem estruturado e direto. Evita, assim, que os estudantes se deparem com conteúdos supérfluos ou desinteressantes, enquanto, paralelamente, os estimula a buscar mais informações e a participar ativamente da sua educação.

Sobretudo quando pensamos nos desafios da modalidade de ensino à distância e do ambiente online, a curadoria educacional se torna primordial para garantir que o aluno não receberá apenas uma transcrição digital de um curso ou disciplina pensada para a modalidade presencial. Afinal, a EaD tem características próprias e um perfil diferenciado de alunos. Desse modo, os seus conteúdos devem ser pensados com atenção para esse grupo de pessoas e para os seus objetivos e necessidades específicos.

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Veja como desenvolver a curadoria educacional na prática

De modo geral, para implementar a curadoria educacional é essencial seguir algumas etapas. Uma vez que ela pode ser aplicada a um curso ou disciplina, o tempo para a sua realização pode variar. Abaixo, apresentamos as fases desse processo:

1. Definição do tema

Em primeiro lugar, é essencial que o coordenador da instituição de educação superior (IES) ou o professor definam o assunto da disciplina ou curso. Essa é uma parte essencial da elaboração de um plano de curso e funcionará, aqui, como uma base a partir da qual o curador poderá compreender quais conteúdos são efetivamente importantes e quais devem ser dispensados.

Para definir o tema, é importante se atentar às Diretrizes Curriculares Nacionais (DNCs) e aos objetivos pedagógicos da instituição a qual ele se destina. Como esse tema se relaciona com o curso/a disciplina? Por que ele é relevante? O que ele promove aos alunos? Essas são perguntas que podem auxiliar esta fase. 

2. Pesquisa de materiais

Em seguida, importa coletar todos os materiais possíveis para a elaboração de uma aula ou disciplina. Nesta etapa, já podem ser exploradas as diversas formas de acessar um conteúdo, o que dinamiza a aula e o processo de aprendizagem.

Além disso, é interessante manter em mente as ferramentas às quais os estudantes têm acesso. Se eles contam com uma biblioteca digital, por exemplo, o curador pode indicar livros que façam parte do acervo. Assim, a IES se torna mais integrada.

3. Seleção dos materiais mais adequados

Após a pesquisa, será tarefa do curador educacional selecionar os conteúdos mais adequados, destacando os que melhor se relacionam com os objetivos pedagógicos da instituição de ensino e/ou da disciplina em questão. Também é nesta fase que entra em pauta a modalidade de ensino e a maneira como os estudantes interagem com ela. 

Aqueles considerados menos centrais para o processo de aprendizagem não precisam, necessariamente, ser descartados: eles podem, por exemplo, integrar o ensino como conteúdos extras. Em casos de erros ou inadequações, podem servir como um ponto de partida para trabalhos mais dinâmicos, nos quais cabe aos estudantes identificar e corrigir problemas, apresentando soluções ou leituras críticas.

4. Elaboração dos planos de aula

Uma vez definido o assunto principal do curso ou disciplina e selecionados os materiais que o integrarão, é hora de separá-los em aulas. Nesta etapa, o profissional divide o conteúdo em etapas, respeitando, novamente, tanto a modalidade de ensino, quanto os objetivos pedagógicos. É importante lembrar que diferentes alunos terão diferentes necessidades, e os planos de aula devem tentar contemplá-los.

É ainda nesta etapa que se definem as metodologias ativas que poderão ser utilizadas e de qual maneira. A partir dos conteúdos selecionados, será tarefa do curador apontar modos de compreensão mais efetivos, a variar de acordo com os perfis dos alunos e das salas de aula desejadas.

Para a modalidade EaD, algumas metodologias interessantes de serem exploradas são:

5. Direcionamento das aulas

Por fim, as aulas devem ser aplicadas e direcionadas para um objetivo que integra o plano de curso. Nesse sentido, o curador pode fazer apontamentos que auxiliem os professores e coordenadores a produzir conteúdos específicos. 

A curadoria educacional, aqui, garante que a linha de raciocínio da aula — e do curso — estará clara para os alunos, mantendo-os motivados e interessados em engajar com aquele material. Além disso, ela determina como as aulas tomarão forma, sempre a partir das necessidades dos estudantes.

Conheça as vantagens da curadoria educacional

Como já apontamos, as mudanças tecnológicas têm um impacto significativo nos ambientes de ensino. Como alteramos, com o passar dos anos, a nossa maneira de pensar e interagir com conteúdos, é essencial que a IES acompanhe essas transformações.

Pensando nisso, apontaremos, ao longo desta seção, as principais vantagens da curadoria educacional para a sua IES.

Em primeiro lugar, há, como mencionamos brevemente, a união de saberes. No ambiente online, o aluno pode tirar suas dúvidas a qualquer momento, buscando complementações ao conteúdo. Com a curadoria educacional, esses materiais extras podem ser disponibilizados pelo próprio professor, estimulando o debate e garantindo a confiabilidade

Além disso, é uma maneira de descentralizar o papel do educador, permitindo ao aluno explorar a sua autonomia sem que, no entanto, ele caia em armadilhas. Em IES que promovem educação digital, é provável que o estudante saiba navegar pelos conteúdos sem se sentir sobrecarregado. No entanto, como a internet é um ambiente muito vasto, a curadoria funciona também como uma espécie de “mapa”, impedindo enganos.

Soma-se a isso o fato de que a curadoria educacional lança mão de mecanismos inovadores, o que estimula a pesquisa. O uso de materiais diversos aparece já na elaboração do curso ou disciplina, mas é garantido pelo curador, que se preocupa em adaptar conteúdos a determinados públicos e plataformas. Assim, garante-se uma aprendizagem mais dinâmica e efetiva.

O uso de metodologias ativas é apenas parte dessa preocupação. O curador também será o responsável por identificar as plataformas adequadas para determinados conteúdos, explorando desde vídeos e palestras online até ambientes virtuais de aprendizado que podem ser integrados ao cotidiano dos alunos.

Por fim, a curadoria educacional otimiza o tempo de docentes e discentes, ao garantir que os conteúdos apresentados cumprem os objetivos já estabelecidos e focam nas necessidades dos estudantes. A partir dela, é possível compilar e distribuir materiais de qualidade, aprofundando o conhecimento dos alunos.

A curadoria educacional como uma oportunidade

Podemos pensar na curadoria educacional como uma oportunidade para as instituições de ensino. Isso porque ela melhora a reputação da IES no mercado, uma vez que:

  •  garante que as exigências o MEC estejam sendo cumpridas;
  • possibilita um ensino de qualidade, que atende às necessidades dos estudantes;
  • acrescenta materiais relevantes, que estimulam o engajamento;
  • evita conteúdos supérfluos, que diminuem a atenção do aluno;
  • pode ser integrada a outras ferramentas, alinhando a aprendizagem às exigências de um mundo digital.

Investir em uma curadoria educacional é, portanto, uma maneira de desenvolver as instituições de educação superior, adequando-as ainda mais ao contexto contemporâneo de educação. 

E mais: é também uma chance de promover um ensino de mais qualidade, que foca no aproveitamento do aluno e em aplicações práticas, e não apenas na absorção de informações.

Entenda os desafios da curadoria educacional

Como foi possível perceber ao longo deste artigo, o trabalho do curador educacional não é simples. Além de atravessar toda a produção de conteúdo de um curso ou disciplina, garantindo sua qualidade e confiabilidade, ele demanda, também, algumas características “extras”, que, em geral, não são necessariamente desenvolvidas pelo professor ou coordenador.

Em primeiro lugar, o curador educacional deve ser um profissional com habilidades intelectuais, afetivas e de gestão muito bem desenvolvidas. Isso porque será responsabilidade dele gerenciar aprendizagens múltiplas e complexas. Deve ser, ainda, um indivíduo criativo e curioso, ótimo em encontrar novas soluções e caminhos para lidar com problemas cotidianos. 

O desafio não está apenas em encontrar profissionais completos e preparados, mas também em contribuir com a formação e o aperfeiçoamento dos professores que entrarão em contato com eles. Afinal, as observações e correções feitas pelos curadores interferem em todo o processo de produção de conteúdo e de aprendizagem. Desse modo, é preciso integrá-los ao contexto da IES, o que requer adaptações.

Os custos também devem ser levados em consideração. Evidentemente, um profissional tão completo quanto esse pode ser custoso para a IES. E, uma vez que eles possuem conhecimentos especializados, um único curador pode não ser suficiente para lidar com as demandas da instituição. 

A curadoria educacional se apresenta, assim, como um investimento que demanda muita atenção e cuidado. Para realizá-lo, é necessário garantir que o curador e os conteúdos por ele selecionados atingirão a qualidade exigida pelos estudantes e pela IES, relacionando-se aos seus objetivos e necessidades e garantindo um feedback positivo.

Para contornar esses desafios, uma saída possível é contar com uma solução que disponibiliza conteúdos EaD e garante que eles passem por uma curadoria minuciosa. Para isso, faz toda diferença conhecer plataformas de ensino com selo de qualidade, reconhecidas pelo MEC e comprometidas com a educação criativa, engajada e autônoma.

Agora que você já sabe tudo sobre a curadoria educacional, caso tenha interesse em descobrir mais sobre soluções online que facilitem essa atividade, é hora de conhecer a DONS.

Conheça o perfil do aluno EaD

O ensino superior a distância tem ganhado cada vez mais força no Brasil. De acordo com a 11ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, publicado pelo Instituto Semesp, as matrículas em cursos EaD aumentaram 1,8% em 2019 e têm projeção de crescimento de 9,8% em 2021.

Mas, se você quiser aproveitar a oportunidade e investir nessa modalidade em sua instituição de educação superior (IES), é necessário entender o seu mercado de atuação e o perfil do aluno EaD para planejar as melhores estratégias de captação de matrículas na modalidade.

Aproveite o artigo de hoje para entender melhor esses pontos e conhecer as características do aluno EaD. Boa leitura!

Como a EaD funciona?

A Educação a Distância (EaD) é o modelo de ensino que permite que o aluno curse a graduação ou a pós-graduação em um ambiente virtual, sem ter que ir até a instituição para assistir às aulas.

Assim, vemos que uma das principais características desse modelo é a flexibilidade. Inclusive, com as aulas assíncronas, o aluno consegue encaixar os conteúdos em sua rotina.

Além disso, a educação a distância é regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1996, pela Lei nº 9.394. Para saber um pouco mais sobre esse modelo de ensino, leia o nosso artigo: Ensino superior a distância: funcionamento, histórico e autorização

Qual é o perfil do aluno EaD?

O perfil do aluno EaD está muito ligado às características desse modelo de ensino. Quem procura pelo ensino a distância, normalmente, precisa trabalhar e estudar ao mesmo tempo, tendo uma rotina muito corrida e, por isso, prezando muito pela flexibilidade de horário e facilidade de acesso ao conteúdo.

O aspecto financeiro também pode ser uma questão, já que cursos presenciais costumam ser mais caros e a pessoa precisa bancar sua condução de ida e volta à instituição. 

E a forma de aprender também pode interferir nessa escolha, já que a EaD proporciona mais liberdade para que o aluno estude de forma mais dinâmica, sem ter que estar em uma sala de aula em determinado dia e horário.

Quais são as principais características do aluno EaD?

Para que você entenda melhor o perfil do aluno EaD, vamos detalhar as principais características do estudante desse modelo. Confira!

1. Flexibilidade

A flexibilidade é uma característica muito importante no perfil do aluno EAD. Como não tem horários fixos de aula, o estudante pode assisti-las no momento em que achar melhor

Isso ajuda muito na correria do dia a dia, pois assim ele não precisa ter o compromisso de estar na instituição todos os dias em determinada hora, fazendo com que a graduação se encaixe na sua rotina.

2. Disciplina e concentração

Vimos que a flexibilidade é importante, mas ela pode influenciar bastante no desempenho do aluno. Por isso, a disciplina e a concentração são necessárias. Isso para não deixar que a matéria se acumule. É importante assistir os vídeos sem tanto atraso e entregar os trabalhos no prazo certo.

3. Organização 

Para ter disciplina e concentração, a organização é fundamental. É essencial que o aluno planeje a sua rotina de estudos, distribuindo as aulas que precisa assistir, os trabalhos e atividades para serem entregues. A IES pode auxiliá-lo com palestras sobre rotina e organização, cronogramas e ações de engajamento.

4. Independência

A organização e a disciplina nos fazem chegar ao ponto da independência. O aluno EaD precisa correr atrás de suas entregas, dos materiais, das aulas. Mesmo contando com suporte, ele não terá o professor tão próximo como seria no presencial. Por isso, ele tem que aprender a ter autonomia no seu processo de aprendizado.

Leia também: Guia completo para a aplicação de metodologias ativas no ensino superior

5. Familiaridade com a tecnologia 

O aluno EaD tem familiaridade com a tecnologia, pois é a partir dela que tudo acontece nesse modelo de ensino. Se o estudante não souber mexer em alguma ferramenta ou dispositivo, ele com certeza irá encontrar dificuldades durante a sua graduação. A IES pode oferecer também alguns tutoriais e treinamentos para que ele possa aprender a mexer no que estiver disponível.

6. Economia

Uma característica importante do aluno EaD é a sua preocupação com a questão financeira. Normalmente, esse estudante mantém as contas sozinho, então ele não quer pagar um curso caro nem ter que pagar condução até a instituição. Porém, ele preza pela qualidade no ensino.

Como garantir o engajamento dos alunos em disciplinas EaD?

Agora que você já sabe mais sobre o perfil do aluno EaD, separamos algumas dicas do que você precisa fazer para mantê-lo engajado nesse modelo. Confira!

Conteúdos multimídias

Ofertar conteúdos multimídia é um ponto essencial no engajamento dos estudantes. Investir em diversos formatos faz com que o aluno tenha mais interesse nas disciplinas, por isso, é importante usar vídeos, mapas mentais, textos, etc. 

Assim, a qualidade do ensino vai melhorar, o conteúdo será mais acessível e personalizado, de acordo com o que cada estudante preferir, fazendo com que ele fique mais interessado.

Metodologias Ativas

Investir em metodologias ativas é muito importante para estimular o aluno no EaD. Colocar o estudante no centro do seu próprio processo de aprendizagem é algo que faz com que ele aprenda de maneira mais prática e assim veja que a graduação está valendo a pena.

Alguns exemplos de metodologias ativas são: aprendizagem baseada em problemas, sala de aula invertida, aprendizado entre pares, gamificação, etc. É preciso pensar em novas formas de ensinar.

Professores capacitados

Ter professores capacitados, que tenham o conteúdo atualizado e que saibam utilizar a tecnologia a favor da educação melhora o estímulo do estudante na graduação a distância. 

Mesmo que o contato não seja direto, ainda é o professor que irá gravar as aulas, responder as dúvidas, preparar os materiais. Por isso, é importante ter em mente o seu papel para o engajamento dos alunos.

Espaço para escuta

Ainda que o contato seja reduzido, o aluno EaD precisa de espaços para se expressar, falar com o coordenador e tirar dúvidas com os professores.

Como não conta com o convívio presencial no dia a dia, o aluno pode sentir que não tem espaço para falar. Por isso, é necessário que você deixe lugares abertos para ele. Isso tudo melhora o engajamento!

Interação entre os estudantes

Promover a interação dos estudantes, mesmo que em ambiente virtual, é muito importante. Assim, eles se conhecem, se ajudam e compartilham experiências. 

Prepare atividades em grupo, fóruns, jogos, ações que promovam a interação. Mesmo a distância é importante que os alunos se conheçam e isso ajuda no engajamento, pois há a criação de vínculos.

Como atrair alunos para a EaD?

Falamos sobre o perfil do aluno EaD e o que você pode fazer para engajá-lo. Veja agora dicas de como atrair novos alunos para os cursos a distância da sua IES.

1. Invista em marketing

Investir em marketing educacional é muito importante para gerar visibilidade para a sua IES. Se a sua instituição for reconhecida como referência, sendo lembrada por possíveis futuros alunos, é provável que mais pessoas cheguem à ela interessadas pelos cursos disponíveis.

2. Tenha uma boa estrutura 

Manter uma boa estrutura, mesmo que em ambiente virtual, ajuda muito na atração. O aluno precisa ter uma boa experiência desde o primeiro contato com a IES. Tenha um bom sistema, ferramentas, suporte para ajudar os alunos, site que funciona bem e que contém todas as informações necessárias. Tudo isso está relacionado à estrutura e com certeza será um diferencial.

3. Ofereça formas de pagamento variadas

Sabemos que o financeiro é um ponto muito importante para o aluno EaD. Por isso, você deve oferecer diversas formas de pagamento para que ele tenha opções para decidir. Tenha formas de parcelamento, financiamento e até mesmo bolsa. Esse pode ser um fator decisivo na escolha do aluno.

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4. Peça ajuda dos alunos

Contar com depoimentos de ex-alunos e também dos atuais pode ajudar muito na atração de novos estudantes. Ter falas de quem está dentro da IES, vivenciando toda a estrutura, o curso, os conteúdos ou de pessoas que se formaram e estão com bons empregos faz com que o novo aluno tenha mais interesse e confiança para escolher a sua instituição.

Esperamos que o texto tenha te ajudado a entender mais sobre o aluno EaD. E se você quiser saber como funciona a autorização do MEC para cursos a distância, não deixe de conferir nosso artigo sobre o assunto!

Marketing educacional: fotografia de uma estudante em um corredor de uma instituição de ensino. Ela está olhando para a câmera, sorrindo e segurando alguns livros.

8 passos para desenvolver o marketing educacional em sua IES

O cenário da educação superior brasileira é não somente desafiador, mas também altamente competitivo. Sendo assim, é necessário enxergar a instituição de educação superior (IES) não apenas como um meio de revolucionar a vida dos estudantes, mas também como uma empresa que precisa se atentar a todos os aspectos de seu negócio. Nesse ponto o marketing educacional é um dos pontos fundamentais não só para atrair potenciais alunos, mas também para manter próximos os que já optaram pela instituição.

Nesse contexto, o marketing educacional surge enquanto solução para atrair potenciais alunos e manter próximos os que já optaram pela instituição.

A ciência de “vender” as qualidades de um produto e convencer o público de que sua marca oferece a melhor solução para determinada necessidade é a chave do marketing. No ramo da educação, esses preceitos podem ser igualmente aplicados, afinal, a IES tem uma imagem a consolidar e cursos para vender.

De acordo com uma pesquisa realizada a partir da parceria entre duas empresas de marketing brasileiras, a Rock Content e a MKT4edu, em 2018, 76% das IES entrevistadas declararam adotar estratégias de Marketing de Conteúdo. Desse grupo mais de 57% consideram suas abordagens acima do nível básico.

Os principais objetivos identificados com o marketing educacional foram captar potenciais novos alunos (76,9%) e converter esse potencial aluno em um estudante (59%). 

Para alcançar esses objetivos, as instituições devem se atentar às principais estratégias em marketing educacional. 

No presente texto, será definido o conceito de marketing educacional, seus benefícios e 8 passos para aplicá-lo em sua IES.

O que é marketing educacional?

Marketing educacional é o nome dado às estratégias que visam principalmente à captação e fidelização de alunos pelas instituições de educação. É um ponto chave para manter o bom funcionamento de uma IES, já que está diretamente relacionado à sua receita.

As abordagens de marketing educacional são centradas na criação de uma experiência positiva para o aluno. Se o corpo estudantil se mantém engajado e interessado nos estudos, ele tende a permanecer na instituição, além de recomendá-la.

Importante lembrar que o setor educacional se destaca de serviços que são vendidos pontualmente. É necessário que a relação entre aluno e instituição seja mantida por alguns anos, por isso a retenção desses alunos na IES é imprescindível para garantir sua sustentabilidade.

Outro ponto merecedor de destaque é que o meio digital é precípuo para formular estratégias de marketing educacional. No contexto de disrupção tecnológica da atualidade, consumidores de diversos nichos de serviços buscam por respostas no mundo virtual.

Para introduzir o conceito, alguns tópicos de atenção são: segmentação de público (para melhor direcionamento de esforços), fortalecimento da presença digital, capacitação docente e acompanhamento constante de indicadores.

Para que serve o marketing educacional?

Para ter uma noção mais ampla de todos os benefícios do marketing educacional, confira abaixo uma lista de seus objetivos:

  • enaltecer a imagem da instituição;
  • obter posicionamento de mercado;
  • reduzir a taxa de evasão;
  • captar mais alunos ingressantes;
  • conseguir escalabilidade;
  • aproximar a IES da realidade cotidiana dos potenciais novos alunos;
  • ganhar posição de destaque em rankings de desempenho acadêmico;
  • ganhar destaque nas redes sociais com alunos e ex-alunos influenciadores digitais do nicho em que estão inseridos;
  • fidelizar os alunos da instituição com tratamentos personalizados.

Para realizar uma estratégia de sucesso em marketing educacional, é necessário definir os principais objetivos em cada caso. Se a sua IES apresenta alto índice de captação de alunos, mas também uma alta taxa de evasão, por exemplo, o foco será na fidelização do estudante.

Definir seus objetivos centrais ajuda na execução de abordagens e acompanhamento de resultados. Você pode ter um objetivo principal e outros secundários, o importante é desenvolver um planejamento e, em seguida, partir para a etapa de elaboração de metas mensuráveis, com prazos de concretização.

Essa é mais uma vantagem das abordagens focadas no meio virtual: você consegue analisar seu desempenho e se adaptar. Nas táticas de marketing tradicional essa tarefa costuma ser inexequível: não é possível, por exemplo, saber quantas pessoas viram algum outdoor ou prestaram atenção em suas informações.

Com as técnicas virtuais, por outro lado, pode-se mensurar o alcance de determinada publicação, número de acessos em site, etc. Vamos apresentar, em seguida, oito estratégias de marketing educacional para a IES. Quando for aplicá-las, lembre-se sempre de trabalhar com planejamento, metas e análise de resultados.

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8 passos para desenvolver o marketing educacional em sua IES

Após apresentar alguns dos propósitos do marketing educacional, vamos agora reportar os passos para incorporá-lo em sua IES.

É importante lembrar que, independente do motivo que leve a gestão da sua IES a buscar o investimento em marketing educacional, existirá sempre o foco na captação e manutenção do corpo de alunos. Afinal, eles são os motores que permitem todo o funcionamento da instituição.

Portanto, as estratégias apresentadas ao longo deste tópico serão focadas nestes dois objetivos centrais, mas também geram reflexos nas demais finalidades do marketing educacional.

1. Avaliar a imagem da IES perante o mercado

O primeiro passo para incorporar o marketing educacional à sua IES é conhecer bem a imagem da instituição no mercado, levando em conta questões como:

  • O que faz um aluno escolher minha instituição de ensino e não outra?
  • Quais são meus pontos fortes e fracos?
  • O corpo docente e as políticas educacionais adotadas correspondem aos valores da IES?
  • Qual é a expressão das novas tecnologias e o comprometimento com a inovação no cenário educacional?

Em outras palavras, é necessário conhecer e trabalhar na sua reputação, que  está diretamente ligada ao desempenho de uma IES em avaliações e taxas de permanência nos cursos de graduação.

Instituições bem conceituadas no meio têm mais facilidade na captação e retenção dos alunos, que é similar à ideia de fidelização de clientes. O desempenho da IES no Enade e nos índices de avaliação do MEC (Ministério da Educação) são dois bons parâmetros nesse sentido.

Com um apanhado de informações a respeito da situação atual da sua instituição, é possível descobrir quais são as melhores estratégias para a captação de alunos e a construção de uma reputação significativa.

2. Reconhecer seus pontos fortes

Essa parte é imprescindível para explorar aspectos que podem ser decisivos na hora de atrair o público. Nesse caso, investir em uma consultoria educacional é interessante para auxiliar na construção de um panorama real sobre as potencialidades e fragilidades da instituição.

Tendo em mãos um compilado de pontos fortes para explorar, você consegue direcionar a sua estratégia de marketing educacional e evidenciá-los. Mais do que isso, você dedica táticas e ferramentas à promoção da melhoria em pontos que merecem atenção.

Lembre-se de que o perfil de consumidor mudou. Com o avanço da internet e a facilidade no acesso à informação, o poder de decisão nas mãos do público é enorme. Dessa forma, de nada vale mascarar falhas e vender dados ilusórios. Os resultados serão muito mais significativos quando advirem de cenários consistentes e comunicados com transparência.

3. Dar importância à reputação da IES

Nada mais efetivo para a promoção da sua instituição do que a própria reputação da IES. Quanto mais reconhecida for a instituição, mais significativa será a captação de alunos. Afinal, parte importante do que leva alguém a optar por uma ou outra IES é a credibilidade no meio acadêmico e entre os ex-alunos de sucesso.

Isso se relaciona ao que falamos anteriormente, a respeito do engajamento da comunidade acadêmica. Uma dinâmica em que há interesse mútuo de gestores, docentes e discentes no ensino reflete de forma muito positiva no marketing educacional — a promoção virá de dentro.

Em outras palavras, uma das chaves para promover engajamento e reputação da IES é melhorar as relações internas à instituição, em que:

  • gestores conseguem promover boas condições de ensino;
  • corpo docente proporciona ótimas aulas;
  • estudantes vivenciam ao máximo a experiência da graduação.

Atualmente, o relato de um aluno ou ex-aluno para o seu círculo de influenciados digitais pode valer mais do que um comercial com artista ou nome famoso. 

Por isso, é essencial que a IES esteja constantemente criando estratégias e experiências para incentivar esse engajamento – campanhas e hashtags virais são um ponto de atenção fundamental.

Leia também: Guia completo sobre o Enade 

4. Segmentar o público e conhecer a persona

Para ter um bom fluxo de captação de alunos e orientar seus esforços de maneira precisa, evitando perda de investimento ou tempo, é necessário conhecer o público-alvo.

Na verdade, o objetivo é conhecer esse público-alvo mais a fundo. Quando se fala em marketing, um termo comum é a persona, que representa seu cliente ideal. É uma especificação maior sobre a pessoa que se deseja alcançar.

Exemplificando: seu público-alvo são jovens da cidade de Recife, com idades entre 18 e 30 anos. Sua persona, por outro lado, é a Beatriz Carvalho, uma jovem de 19 anos do interior de Pernambuco que deseja encontrar um modelo de educação mais flexível, sem perder a qualidade. 

Ela precisa trabalhar meio período para ajudar os pais, então está interessada em algum modelo de ensino híbrido, ou pelo ensino superior a distância, que possa conciliar com seu emprego.

Entretanto, Beatriz cursou o último ano do ensino médio no modelo de ensino a distância e não gostou da experiência. As aulas eram muito longas, os professores sobrecarregavam seus alunos e não souberam se adaptar ao ensino remoto forçado pelo coronavírus.

Sabendo qual é o grupo específico de pessoas que você deseja atrair para a sua IES e quais são as suas “dores”, fica mais fácil elaborar estratégias certeiras. Assim, você consegue definir não somente as táticas e formatos mais adequados, mas também o momento ideal para aplicar cada uma.

A persona também pode ser pais de alunos, quando estes financiarem seus estudos. Esse não será o caso, por exemplo, na maioria dos cursos de pós-graduação; o importante é fazer uma pesquisa de mercado para descobrir melhor com quem você deseja se comunicar.

5. Produzir conteúdo educativo

Após conhecer em detalhes seu cliente ideal, é possível produzir conteúdo educativo que responda às suas dores. Essa estratégia está relacionada a uma das principais tendências atualmente, que é o marketing de conteúdo

Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs), as pessoas passaram a buscar respostas para seus problemas por meio da internet. Se alguém possui alguma dúvida relacionada à educação, muito provavelmente ela irá realizar uma busca no Google com sua pergunta.

Esse fenômeno alterou drasticamente a comunicação entre consumidores e prestadores de serviço. Os meios tradicionais de propaganda, como anúncios em televisão, outdoors e panfletagem estão caindo em desuso.

É nesse cenário que entra o marketing de conteúdo. Em linhas gerais, seu objetivo é persuadir potenciais consumidores a investir na sua solução por meio de conteúdo informativo. Para ilustrar como isso acontece, vamos dar um exemplo.

Imagine que Rodrigo, aluno do ensino médio, pesquise no Google: “Como focar mais nos estudos?”. Na primeira página dos resultados de busca, ele se depara com um artigo completo sobre o tema, publicado no blog da sua faculdade.

O artigo dá dicas práticas para concentração nos estudos, fundamentadas em estudos científicos, e foi escrito por uma pessoa especializada em pedagogia. Rodrigo salva e compartilha o texto em suas redes sociais e se lembra da faculdade que publicou o texto. Alguns meses depois, quando se forma, Rodrigo pesquisa mais sobre a instituição e, finalmente, se matricula.

Assim funciona o marketing de conteúdo. Por meio da produção de materiais educativos de qualidade, você dialoga com as dores da sua persona e a convence de sua autoridade

Veja, a seguir, alguns possíveis formatos para veicular o conteúdo:

  • artigos em blogs;
  • posts em redes sociais;
  • materiais ricos, como e-Books, kits, infográficos;
  • vídeos curtos;
  • webinars;
  • podcasts.

6. Reforçar a presença digital

Certifique-se de estar presente nos principais canais de comunicação digital. Como já destacamos, é por meio deles que seu conteúdo será transmitido, em função do contexto tecnológico. Conheça alguns dos principais canais:

  • Sites e Blogs;
  • Redes sociais (LinkedIn, Facebook, Instagram, YouTube, dentre outros)
  • Comunicação por e-mail.

Nas redes sociais, invista em conteúdo que gere valor para os estudantes atuais e também para os potenciais alunos. Para captação de novos alunos, os vídeos de engajamento nas redes e a presença em blogs são destaques nesse primeiro contato.

Investir em canais voltados à disseminação de conteúdo audiovisual é particularmente interessante. Segundo pesquisa da Rock Content e MKT4edu, vídeos tiveram destaque nas táticas utilizadas por instituições de ensino, compreendendo 138% das estratégias do funil (desde a abordagem até a conversão da venda).

Outra pesquisa, a Video Viewers 2018, demonstrou que 9 a cada 10 brasileiros estudam pelo YouTube. Por isso, é uma excelente ideia, por exemplo, produzir vídeos em microlearning sobre assuntos pontuais trabalhados ao longo de algum curso ministrado pela IES.

Ao assistir uma mini-aula sobre determinada disciplina lecionada na IES, disponível gratuitamente no YouTube, o aluno em potencial se interessa pela instituição. Caso existam outros bons conteúdos de sua autoria, é possível construir um relacionamento com esse potencial aluno e efetivar sua matrícula no futuro.

Além disso, vale fazer uso de automação de e-mail marketing, tour virtual pela instituição, podcasts, disponibilizar o atendimento via chatbots ou WhatsApp, etc. Essas são apenas algumas sugestões de abordagens que podem ajudar a IES a captar e engajar os estudantes.

7. Otimizar currículo e oferecer cursos a distância

Promover a otimização da matriz curricular a fim de satisfazer os anseios e as necessidades dos estudantes é uma ótima prática, e pode funcionar como estratégia de marketing. 

Afinal, esse tipo de cuidado pode ser de grande importância para gerar um ambiente no qual o engajamento de alunos aconteça de forma espontânea e genuína. Por isso o currículo de um curso deve ser completo e oferecer disciplinas que garantam uma aprendizagem significativa

Flexibilidade de horários e opções de curso a distância ou semipresenciais também são pontos de destaque no atual cenário. Segundo o último Censo de Educação Superior, publicado em 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de alunos matriculados na modalidade remota não para de crescer, enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas. 

De 2016 para 2017, a educação a distância (EaD) registrou um crescimento de 17,6% e o número deve aumentar ainda mais. Segundo a Forbes, instituições renomadas apostam cada vez mais em modelos de EAD para pós-graduações e MBAs (Master in Business Administration – no português, mestrado em administração de negócios).

A garantia de sucesso é que comodidade, economia de tempo e flexibilidade (que permitem estudar em qualquer lugar e horário) são os principais atrativos para pessoas que têm carreiras mais consolidadas (e consequente poder aquisitivo).

8. Investir em novos métodos e tecnologias

A inovação na educação superior por si só garante credibilidade. Até porque o avanço da tecnologia é um fato inegável, e estar na vanguarda de ideias confere à IES uma imagem bastante positiva, especialmente se for levado em conta o perfil das novas gerações.

É fundamental que as estratégias estejam sempre relacionadas a projetos, ideias, conhecimentos e recursos modernos. O objetivo é aumentar a efetividade dos mecanismos de promoção da instituição e de seus cursos, não só em se tratando dos recursos digitais, mas também de ideias inovadoras para levar à sala de aula.

Outras dicas são: investir nas mídias sociais, fomentar o trabalho colaborativo por meio de aplicativos e plataformas virtuais, pensar em formas de avaliação que façam uso da tecnologia e estudar a possibilidade de adotar metodologias ativas.

Em suma, é importante ter em mente que o marketing educacional vai além dos limites de uma propaganda convencional. É preciso compreender, de fato, quais são as necessidades dos estudantes e os objetivos da IES para que seja elaborado um projeto consistente e efetivo para ambos. Aproveite para conferir mais estratégias para captação de alunos em sua IES!

Entenda como e por que implementar a matrícula antecipada na sua IES

Está cada vez mais importante encontrar maneiras de tornar a sua instituição de educação superior (IES) atrativa para novos alunos. E existem diversas formas de fazer com que esse processo de captação seja bem sucedido. Uma delas é oferecer a possibilidade de matrícula antecipada.

Com essa estratégia, é possível não só aumentar o número de estudantes na IES, como também construir com eles uma relação mais duradoura. Neste artigo, te explicaremos os benefícios de implementar a matrícula antecipada e, mais que isso, mostraremos como fazer isso.

O que é a matrícula antecipada?

Como o nome já diz, a matrícula antecipada é uma estratégia que pode ser oferecida por instituições de ensino. Ela consiste na oferta da matrícula antes do período “oficial” e, portanto, um pouco distante da data de início das aulas. Em geral, acontece em meados de outubro e vem acompanhada por alguns benefícios, que variam de acordo com a instituição. 

Ela funciona da mesma maneira que uma matrícula normal. A maior diferença está no fato de que o aluno que opta por esse tipo de matrícula costuma ter um perfil próprio, o que pode ser positivo para as IES. Além disso, essa estratégia apresenta uma série de vantagens.

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Qual é o perfil do aluno que procura a matrícula antecipada?

Para explicar melhor essa estratégia, é preciso mostrar de que maneiras ela se relaciona com o corpo estudantil da sua IES. Por isso, é importante entender as particularidades do perfil de aluno que procura a matrícula antecipada. 

Em primeiro lugar, é importante ter em mente que ele será um aluno que faz muito mais pesquisas e planejamento. Afinal, iniciou a sua busca por uma instituição de educação superior muito antes da maior parte dos demais estudantes, o que demonstra um caráter analítico.

Também é possível inferir que ele será um aluno mais participativo em sala de aula. Se ele teve a preocupação de buscar com antecedência a matrícula, é porque entende o valor daquele investimento pessoal e/ou profissional. Assim, as chances de que ele seja ativo e preocupado com a sua educação são muito maiores.

Pode-se dizer, ainda, que esse aluno terá um perfil focado na análise de preços. Esse é, muito provavelmente, um dos fatores que motiva a busca pela matrícula antecipada e que influencia na sua decisão final.

Por que implementar a matrícula antecipada?

Mais do que uma estratégia para ajudar os possíveis futuros alunos da sua instituição, a matrícula antecipada também permite que a IES aproveite uma série de benefícios.

Falaremos de cada um deles mais adiante, mas, antes disso, vamos te apresentar os três principais motivos para implementar a matrícula antecipada:

  1. Nem todas as IES têm essa iniciativa, o que te coloca à frente de inúmeros concorrentes e funciona como um importante diferencial para a sua instituição.
  2. É uma importante estratégia de captação de novos alunos, o que pode ajudar a sua instituição a ter turmas mais cheias e construir uma melhor reputação no mercado.
  3. É um investimento que pode gerar muitos retornos para a sua IES — e eles não se limitam aos retornos financeiros.

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Quais são as maiores vantagens de implementar a matrícula antecipada?

Agora que você já sabe por que não deveria perder a chance de implementar a matrícula antecipada na sua IES, está na hora de conhecer as maiores vantagens dessa estratégia. Afinal, ela não será positiva apenas para a sua instituição de educação superior, mas também para o seu corpo docente e para os seus novos alunos.

Como já dissemos, a matrícula antecipada costuma atrair um tipo específico de estudante, que é mais crítico e analítico nas suas decisões. Graças a esse perfil, a chance de evasão é muito menor. Isso se dá porque a escolha pela sua IES foi pensada antecipadamente, com calma. E também porque foi possível garantir vantagens que estimulam o aluno a permanecer naquela instituição.

Assim, com essa estratégia, a IES pode garantir a presença de um número maior de alunos no ano letivo. Isso significa, também, turmas mais cheias e completas, outra grande vantagem, que motiva os professores e melhora a participação.

Outro benefício é que a matrícula antecipada permite uma maior captação prévia de alunos, coloca a sua IES em uma posição vantajosa em comparação aos concorrentes. Afinal, quando o período oficial de matrículas começar, a sua instituição já contará com um grande número de alunos.

Por fim, a matrícula antecipada possibilita um atendimento mais rápido e eficiente. Isso porque distribui o período de movimentação na secretaria, o que torna a experiência de ingressar na instituição mais agradável, tanto para alunos quanto para funcionários.

De que maneiras a matrícula antecipada pode ajudar na captação de alunos?

Falamos muito sobre a importância da matrícula antecipada para a captação de alunos em sua IES. As estratégias de captação são importantes para que a sua instituição de ensino continue crescendo e alcance cada vez mais pessoas, mantendo-se competitiva no mercado.

Para aplicá-las, é preciso levar em consideração o perfil de instituição e de alunos que você deseja alcançar, além de quais são seus objetivos. No entanto, de modo geral, essas estratégias têm como foco principal fornecer subsídios para que a sua IES se destaque diante à concorrência.

Nos períodos normais de matrícula, a competitividade entre as IES aumenta e o mercado fica superlotado com propagandas e ações que disputam a atenção dos alunos. Nesses momentos, é mais difícil e custoso emplacar técnicas de captação que atinjam muitas pessoas.

Pensando nisso, a matrícula antecipada também funciona como uma estratégia de captação de alunos porque é uma porta de entrada para o ensino superior em um período em que as alternativas são mais escassas. Isso aumenta as chances de o aluno encontrar a sua instituição e, em seguida, ingressar nela. 

Que outras estratégias podem ser usadas com a matrícula antecipada?

Embora seja, ela mesma, uma estratégia, a matrícula antecipada pode vir acompanhada por uma série de outros benefícios. O objetivo dessa união de vantagens é apresentar ao aluno mais razões para que ele se matricule na sua IES, estimulando a sua curiosidade e interesse

Com isso em mente, preparamos uma lista com algumas outras ações que podem acompanhar a matrícula antecipada:

  • Oferecer atendimento especializado e adequado;
  • Isenção de alguns meses de matrícula;
  • Apresentar amostras dos cursos;
  • Disponibilizar condições especiais de pagamento;
  • Elaborar cases de alunos;
  • Fazer um sorteio com os nomes dos alunos, oferecendo brindes especiais ao vencedor;
  • Conceder descontos — na mensalidade ou em materiais, por exemplo.

A partir da união de estratégias de captação, as chances de atrair mais alunos aumentam consideravelmente. Além disso, elas melhoram a imagem e a reputação da sua IES no mercado, uma vez que destacam a preocupação de gestores e diretores com a promoção de oportunidades para o corpo discente. Afinal, uma instituição que se preocupa em tornar a matrícula possível com mais facilidade está também preocupada em otimizar e dinamizar a vida de seus alunos, não é mesmo?

Leia também: Saiba como funciona e os benefícios de um programa de financiamento estudantil privado

Como implementar a matrícula antecipada na IES?

Agora que você já entendeu todas as vantagens e funções que a matrícula antecipada pode ter na sua IES, chegou a hora de compreender de que maneira é possível implementá-la. Nesta seção, diremos tudo o que você precisa saber para que esse processo seja o mais simples e efetivo possível. 

Para começar, é preciso planejar de que maneiras você pretende oferecer as matrículas antecipadas. Elas serão presenciais? Virtuais? Terão alguma vantagem? Se sim, quais? Se não, por quê? Uma vez que esse tipo de estratégia pode ser custosa, à princípio, para a sua IES, é essencial que ela seja bem planejada. Além disso, caso ela seja bem-sucedida, também é preciso que haja estrutura em termos de pessoal para dar conta de todo o trabalho. Por isso, planeje bem!

O segundo passo mais importante é indicar que essas matrículas estão acontecendo. Existem muitas formas de divulgar essa informação: você pode colocar um selo no seu site, entrar em contato com alunos que já procuraram a instituição, mas não se matricularam, apostar no marketing educacional… É essencial deixar claro que o processo está aberto.

Em seguida, para usar estratégias de captação de alunos mais específicas, é necessário avaliar se o objetivo da sua IES é captar alunos dentro ou fora de um marketplace, isto é, de um espaço virtual próprio para esse tipo de troca de bens e serviços.

Embora seja mais comum conhecermos marketplaces de outros segmentos — como é o caso da Amazon —, já existem exemplos desses espaços focados em cursos e instituições de ensino. E as formas de agir dentro ou fora deles são diferentes.

Fora do marketplace, o seu foco precisa ser sobretudo o preço dos seus concorrentes. Isso porque, como já indicamos, o aluno que procura pela matrícula antecipada tem um perfil mais financeiramente atento. Por isso, é importante:

  1. Ficar de olho na quantia que os seus concorrentes estão cobrando. Essa é uma técnica básica e que permite que você aposte em preços mais baixos ou em serviços mais especializados, que aumentarão o valor da sua IES.
  2. Oferecer exclusividades financeiras. Contemplar o perfil do seu aluno é essencial e, por isso, saber que ele busca incentivos financeiros e atendê-los com certeza fará toda diferença.
  3. Trabalhar com a segmentação de mercado, oferecendo preços diferentes para alunos diferentes. Isso mostra que a sua IES conhece e se importa com os estudantes em um nível pessoal e que ela não só reconhece o investimento que eles estão fazendo, como também quer torná-lo possível.

No entanto, se você optou por captar alunos dentro de um marketplace, o mais importante é estar bem colocado nas listas de divulgação. Isso porque, em espaços como esse, você atinge todo tipo de aluno e não só aqueles que já conhecem a sua IES. Assim, é preciso pensar em modos de se destacar. Algumas dicas são:

  1. Seja direto. Para estimular os alunos a conhecer e se matricular na sua IES, é essencial que eles consigam ter acesso às informações necessárias de um jeito rápido e prático. Por isso, não enrole: diga apenas o que for importante e aposte em formas de mantê-los interessados.
  2. Antecipe ofertas. Mais uma vez, o preço é um elemento-chave na captação desses alunos. Por isso, deixe claros os benefícios de fazer a matrícula na sua instituição. A isenção de alguns meses de mensalidade, por exemplo, faz com que o estudante se sinta mais seguro, o que aumenta as chances de ele ser convertido para a instituição.
  3. Facilite o ingresso do aluno. Caso o estudante decida se matricular na sua IES, o processo deve ser o mais simples possível. Apostar em processos seletivos digitais e no ingresso online são formas de ajudá-lo a passar por todos os pormenores sem muitas complicações.

Depois que a divulgação estiver acontecendo, basta colocar aquele planejamento inicial para funcionar, atendendo os alunos que chegam, disponibilizando ferramentas e/ou funcionários para tirar dúvidas e resolver problemas e assegurando que todo o processo está acontecendo como deveria.

Como a tecnologia pode ajudar na aplicação da matrícula antecipada? 

É importante manter em mente o papel central que a tecnologia pode desempenhar ao lado dessa estratégia de captação de estudantes. Como dissemos, facilitar o ingresso dos novos alunos é uma das maneiras mais interessantes de garantir que a matrícula ocorrerá. E a tecnologia pode ser uma aliada.

A matrícula antecipada online pode ser efetuada por meio de um software integrado ao seu sistema de gestão. Essa ferramenta, que pode ser disponibilizada no site da sua IES, registra os dados digitados pelo aluno e gera um boleto de pagamento, já com todos os descontos e benefícios inclusos. Isso otimiza o procedimento, tornando-o mais rápido e intuitivo.

Vale lembrar, no entanto, que essa iniciativa, por ser nova, pode apresentar pequenos problemas na primeira vez. Não tenha medo de reajustar a maneira como a sua IES promoveu ou executou a matrícula antecipada! Aceite os feedbacks dos alunos e se prepare para o ano seguinte.

Agora que você já sabe como e por que implementar a matrícula antecipada na sua IES, que tal entender também como desenvolver um programa de finaciamento estudantil em sua IES?