Qualidade na educação superior: foto de grupo de jovens estudando juntos.

8 dicas para garantir a qualidade na educação superior em sua IES

A qualidade na educação superior é fator preponderante para aumentar a competitividade da IES: amplia a adesão de estudantes, reduz a evasão e garante uma formação de excelência para futuros profissionais. 

A qualidade do ensino está associada a uma série de fatores, que devem ser observados pela instituição: infraestrutura, corpo docente, recursos digitais e de comunicação, acervo de biblioteca, entre outros.

No Brasil, existem diferentes indicadores de qualidade, ou de desempenho educacional, utilizados para avaliar o nível das instituições. 

Uma dessas ferramentas é o Índice Geral de Cursos (IGC), que resume em um indicador único a qualidade de todos os cursos de graduação e pós-graduação da mesma instituição. 

O Enade também é um importante instrumento, por avaliar diretamente o conhecimento construído ao longo dos cursos de graduação por seus estudantes. 

Outro indicador de qualidade é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia o rendimento dos alunos, a infraestrutura e o corpo docente.

Confira 8 dicas para que a sua IES fique bem posicionada nesses indicadores e, de modo geral, amplie a qualidade do ensino:

1. Invista no corpo docente

A qualidade na educação superior começa com um corpo docente qualificado e capacitado para assumir o projeto educacional da sua IES. 

Bons professores impactam diretamente nos resultados de ensino e, nesse contexto, é importante investir na contratação e na manutenção desses profissionais. Invista ainda em ferramentas para atualização e capacitação constante dos professores, de modo a manter a motivação dos educadores e, consequentemente, dos alunos.

A presença de professores com titularidades distintas é importante para cumprir determinados requisitos e ganhar pontos em índices de qualidade. Por isso, é interessante contratar um mínimo de mestres e doutores na sua instituição.

2. Tenha atenção a grades curriculares e conteúdos programáticos

Uma das bases para um ensino de qualidade são grades curriculares construídas estrategicamente. 

É chave observar o trabalho feito por instituições prestigiadas, além de atender as demandas de formação, contemplando conhecimentos teóricos e práticos necessários. Para isso, é importante criar equipes dedicadas à pesquisa e à validação constante dos cursos da sua IES.

Esse tipo de atenção vale também para desenvolver conteúdos programáticos de disciplinas. A qualidade do conteúdo significa que ele deve ser atualizado, atraente, engajador e proporcionar experiências transformadoras. 

Procure testar diferentes formatos e considere a tecnologia como poderosa aliada.

3. Tenha infraestrutura adequada

Além de contar pontos diretamente para sistemas de avaliação da qualidade na educação superior, uma infraestrutura adequada traz uma série de efeitos positivos que interferem nos padrões educativos de uma instituição. 

Muitas vezes, o espaço e o instrumental disponíveis podem ser limitantes às práticas de ensino. Assim, é importante remover obstáculos e olhar para uma infraestrutura de qualidade como investimento.

Construa salas de aula adaptadas às necessidades da sua IES, com todo o aporte tecnológico necessário para sustentar os modelos de ensino e aprendizagem.

4. Invista em um AVA qualificado

Em tempos de educação à distância e de todos os recursos que as novas tecnologias trazem para o ensino, um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) de qualidade é um excelente recurso para instituições de ensino superior. 

Esse tipo de plataforma deve operar como ponto centralizador de conteúdos e informações e de encontros virtuais entre alunos e professores.

Por isso, busque por plataformas completas, que ofereçam serviços de fórum, videoconferência, lançamento de notas, entrega de trabalhos e provas e que agregue de forma organizada os conteúdos das disciplinas, entre diversas outras funcionalidades. 

Essa tecnologia deve, idealmente, possibilitar experiências de aprendizado criativas. Lembre-se, ainda, que é relevante que o AVA tenha uma interação intuitiva e adaptável ao usuário, segundo as demandas da instituição.

5. Contrate uma biblioteca digital de qualidade

Bibliotecas digitais disponibilizam acervos de obras e garantem o acesso rápido e fácil a milhares de títulos acadêmicos. Chegam, assim, a mais usuários, por meio de computadores da própria instituição ou de diferentes dispositivos remotos. 

Essas ferramentas constituem uma forma de auxiliar docentes e alunos com suas pesquisas acadêmicas, com maior mobilidade e praticidade.

As bibliotecas digitais já são exigência entre instituições de ensino superior no Brasil. Mas, para assegurar a qualidade do ensino, é fundamental que o acervo online seja rico, com garantia de acesso para leitura dos principais livros exigidos e complementares aos cursos de graduação e pós-graduação. 

Por isso, invista em uma biblioteca digital também de qualidade. 

Leia também: o que são bibliotecas digitais e quais são os seus benefícios

6. Dê atenção à comunicação e às novas tecnologias

Ainda no terreno digital, é importante que a instituição de ensino superior conte com canais de comunicação eficientes. 

A comunicação é fator essencial para a melhor eficiência e produtividade no ensino, sem a qual o relacionamento entre professores e estudantes é prejudicado. Invista em plataformas de bate-papo, troca de mensagens e e-mails e em fóruns de discussão que ampliem as possibilidades de troca.

Lembre-se que a instituição também precisa compartilhar informações constantemente com o corpo de funcionários e colaboradores e com seus estudantes. Para isso, estratégias de comunicação em redes sociais email marketing tendem a funcionar bem.

7. Invista em aprendizagem e ensino interativo

Um ensino de qualidade demanda metodologias que ampliem o interesse e tragam engajamento às atividades dentro e fora da sala de aula. Professores precisam se adaptar às novas demandas de aprendizagem e também às novas tecnologias

Utilizar as ferramentas virtuais oferecidas pela instituição é passo importante nesse processo, de modo a tornar as aulas mais interativas e facilitar a troca de informações e a percepção do estudante sobre o ensino. 

Outra possibilidade aliada nesse processo são as metodologias ativas, que trazem novas camadas à educação e dão mais autonomia e centralidade ao aluno na construção do próprio conhecimento. 

8. Prepare seu aluno para o Enade

O Enade pode ser pensado mais que como um indicador de qualidade na educação superior. O entendimento sobre as exigências da prova e o preparo dos estudantes correspondem a formas de pensar os cursos e a formação dos alunos da sua IES. 

Já existem inclusive soluções de avaliação externa que podem ajudar sua instituição a preparar continuamente os estudantes, além de servir como marcador da qualidade do ensino, que deve estar em avaliação constante.

Você pode procurar por uma plataforma que oferece a elaboração de simulados e exercícios digitais por meio de um banco de questões no Modelo Enade. Além disso, você ainda pode ter acesso a um diagnóstico detalhado e reforço dos objetos do conhecimento trabalhados durante toda a graduação. 

Além de fazer essa leitura sobre o ensino da IES, esse tipo de ferramenta deixa os professores livres para focar em decisões pedagógicas, ao invés de elaborar questões para criação de simulados.

A qualidade na educação superior precisa ser construída em diversas frentes, constantemente e com um olhar atento. É importante aprender com indicadores de qualidade quais são os pontos fracos e fortes da sua IES para trabalhar cada um dos aspectos mencionados. E já que você está se informando melhor sobre o assunto, aproveite para conferir agora o nosso artigo sobre Conceito Preliminar de Curso!

Captação de alunos: fotografia de estudantes conversando e utilizando o computador.

9 técnicas para captação de alunos para aplicar em sua IES

Garantir a captação de alunos é um ponto que sempre preocupa, demanda dedicação e exige investimentos da gestão de uma IES. Portanto, é fundamental estar atento a dicas, técnicas e novas práticas para aprimorar essa tarefa em sua instituição, buscando atrair novos estudantes a cada período.

Em um mundo transformado pela pandemia de Covid-19 e frente aos seus impactos em nossa sociedade, inúmeras incertezas foram originadas diante de um futuro que ainda não sabemos como será. 

Fomos surpreendidos por uma mudança drástica e brusca não somente nas nossas relações interpessoais como também na forma que escolhemos nos relacionar com o mundo. Tudo isso certamente mudou também a nossa forma de fazer escolhas, sobretudo as mais definidoras, como ingressar em um curso superior ou pós-graduação.

Pensando nisso, trouxemos aqui algumas reflexões e dicas sobre a captação de alunos nesse contexto transformado e diante do “novo normal” que o mundo pós-pandemia nos traz. Continue a leitura para conferir!

1. Não tenha medo da mudança

Não tenha receio da transformação. Ela já aconteceu. Portanto, aceita-a, agregue as transformações que podem potencializar positivamente a sua instituição e tenha desapego para se livrar de estruturas que não funcionam mais. 

Sobretudo porque, nesse caso, resistir à transformação é apenas se limitar, gastar energia e recursos desnecessariamente.

Alguns aspectos, como o uso da tecnologia, ficaram ainda mais em evidência com o período de pandemia. Você pode usá-lo como um dos argumentos para a captação de alunos, por exemplo.

É óbvio que uma pandemia mundial não é boa para ninguém, mas tire dessa situação os ensinamentos que puderem impulsionar o crescimento da sua IES. Faça uma avaliação honesta de estruturas que foram transformadas ou resignificadas e abrace a mudança.

2. Identifique o perfil da sua IES e os seus diferenciais

É fundamental que a administração tenha capacidade de responder com clareza e agilidade as perguntas: “qual o perfil da minha instituição? E quais os meus diferenciais?”. 

Toda instituição deve traçar um perfil e conhecer os seus pontos fortes e fracos. 

Se você não souber valorizar os seus pontos fortes e argumentar sobre os seus pontos fracos, como você conseguirá dialogar com um futuro estudante e defender o porquê de ele escolher a sua IES?

3. Conheça o seu público alvo

Sabendo bem quem você é, agora é fundamental que você saiba qual público deseja atrair para a captação de alunos em sua IES. 

Nichar o público é muito importante. Busque traçar esse perfil pensando em quem é esse público, qual a sua idade média, quais são os seus anseios, desejos e dores. O que ele busca de fato e o que o impede de alcançá-lo. Só a partir daí você poderá conversar diretamente com ele. 

Ter como público alvo “qualquer pessoa, de qualquer idade que queira entrar em um curso superior” é uma descrição ampla demais e gerará uma comunicação ineficaz que diz, mas não comunica. É de extrema importância que você invista tempo e algum recurso se necessário para traçar esse perfil.

4. Esteja presente, de maneira eficiente, no universo digital

A presença no universo digital é hoje uma necessidade indiscutível, ninguém mais tem dúvidas disso. Mas ter um site e estar presente nas redes sociais basta? Te garantimos que não. 

Muito mais do que “existir” nesse universo, é preciso que você tenha uma presença eficiente que só o Marketing Digital poderá lhe trazer. De que adianta existir se isso não se converte em resultados na captação e retenção de alunos? É essa questão que o Marketing Digital vai te ajudar a sanar.

É necessário que a identidade e os diferenciais da sua instituição estejam nítidos e bem apresentados. Essa informação precisa, ainda, chegar para quem realmente pode influenciar ou ser um potencial aluno da sua IES.

Além do planejamento estratégico, elaboração de identidade e identificação do público, o Marketing Digital tem recursos específicos que se bem aplicados podem lhe render resultados extremamente potencializados como: um site institucional funcional, e-mail marketing, links patrocinados, inbound marketing, blog e estratégias de SEO/SEM.

5. Ofereça um ensino de qualidade e tenha um corpo docente atualizado

Professores reconhecidos e qualificados certamente são um diferencial a ser exaltado e que atrai alunos. No entanto, compor a sua equipe de profissionais de destaque não é o único quesito que traz excelência ao seu corpo docente.

Um corpo docente de primeira linha se mantém sempre atualizado diante das constantes transformações do universo da educação superior. 

É aí que te perguntamos: você oferece recursos e incentiva os seus profissionais a se atualizarem?

Na contemporaneidade, nenhum currículo estático mantém a sua excelência para sempre. Um profissional de formação acadêmica primorosa que não aceita as mudanças do sistema de ensino acaba se tornando obsoleto e desinteressante.

Estimule seu corpo docente a estar sempre se atualizando, passe essa mensagem de maneira direta, ofereça condições e até incentivos para tal.

Leia também: 6 estratégias para melhorar a motivação de professores

6. Exponha seus feedbacks de sucesso com sabedoria

Quem é que não gosta de saber de um caso de sucesso, não é mesmo? 

No entanto ,saiba expor seus feedbacks positivos com sabedoria, e nisso a estratégia de Marketing será crucial. 

Lembre-se que o caso de sucesso na sociedade contemporânea não envolve mais somente o resultado final, mas também toda a jornada traçada para chegar até lá.

Você pode, por exemplo, divulgar a história de estudantes que conseguiram bons resultados em suas carreiras. Além de ajudar na captação de alunos, isso ainda pode fortalecer o senso de pertencimento entre os estudantes e melhorar a retenção dos alunos.

7. Incentive o boca a boca

Uma relação estruturada e de troca entre você e os seus atuais alunos é um investimento de marketing que muitas vezes nenhum recurso financeiro pode alcançar. 

O boca a boca tem a capacidade de atingir públicos específicos e trazê-los diretamente para você. Uma dica ou indicação de um amigo ou familiar vale muito mais do que aquele anúncio que você viu somente pela internet, não é verdade? 

Nesse tipo de situação, o anúncio digital vem como lembrete e reafirmação daquela instituição tão bem recomendada que a pessoa já tinha ouvido falar.

8. Busque por boas notas nos índices oficiais

Definitivamente as notas e índices nos medidores oficiais do governo são um atrativo ou mesmo definidor para diversos alunos que buscam por qual IES ingressar. 

Quando se trata de captação de alunos, não adianta você ter ensino de qualidade se não for capaz de mostrar ou comprovar isso. 

É claro que outros recursos, como feedbacks e uma boa estratégia de marketing, também cumprem esse papel, mas referenciais como Conceito Enade, IDD, CPC e IGC são parâmetros comparativos oficiais que certamente entram na conta de quem busca um curso para ingressar. Sem contar que esses índices sempre atraem também o olhar da mídia espontânea.

Para melhorar esses índices, existem hoje diversos planos, recursos e plataformas tecnológicas e digitais que te auxiliam na preparação dos alunos com simulados eficientes para o Enade e disponibilização de conteúdos específicos, por exemplo. Procure saber mais!

9. Tecnologias facilitadoras e atrativas

As relações mediadas pelo universo digital já estão presentes na nossa vida há algum tempo, mas certamente o contexto da pandemia mundial transformou essa relação. 

Foi dado um passo adiante nessa jornada que não é mais passível de retrocesso. Foi possível entender que algumas facilidades que o digital nos trás podem auxiliar muito. É o caso dos kits de livros e bibliotecas digitais, por exemplo, que facilitam o acesso e a busca dos alunos pelo conteúdo desejado e permitem que diversos estudantes acessem um mesmo recurso simultaneamente, não tendo limitações físicas.

Leia também: o que são bibliotecas digitais e como funcionam?

Outra conclusão é que alguns conteúdos funcionam melhor por meio de EAD, enquanto outros são insubstituíveis, sobretudo em qualidade, pela relação presencial. Valorize o melhor de cada um deles. Crie modelos híbridos, funcionais e pensando no melhor para o aprendizado e comodidade do seu aluno.

Depois que esse estudante já for um aluno da sua IES, vários desses mesmos itens vão fortalecer e estabelecer a manutenção de uma relação entre a IES e ele, o que vai influenciar fortemente na retenção do mesmo.

Para se aprofundar nessas e outras dicas de captação de alunos você pode conferir também a gravação do nosso webinar gratuito “Captação e retenção de alunos do Ensino Superior”!

Conceito Preliminar de Curso: fotografia de um formando universitário segurando o seu capelo.

O que é Conceito Preliminar de Curso e como melhorá-lo em minha IES?

“Confira a lista de instituições de ensino superior com nota máxima em avaliação do MEC”. “Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC”. Essas foram algumas das manchetes que estamparam um dos principais portais de notícia do país no dia em que o Ministério da Educação liberou as notas dos índices que avaliam as IES brasileiras no ano passado.

Se você ainda tem dúvidas sobre quais índices do MEC deve se manter atento para a sua IES, tenha a certeza que o Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um deles. 

Apesar de ser um medidor de desempenho e qualidade dos cursos utilizado pelo governo para regulamentações, ele é um forte fator social que influencia a escolha dos alunos na hora de optar por qual instituição ingressar. 

O CPC conta com uma escala de conceitos que vai de 1 a 5. Para ser considerado satisfatório, um curso deve alcançar notas a partir de 3, sendo que as IES com média inferior a 3 são vistoriadas e visitadas pelo Inep para uma avaliação mais minuciosa.

Você está atento ao Conceito Preliminar de Curso da sua IES? Sabe como ele é calculado e como pode melhorá-lo? Abaixo conversamos um pouco mais sobre isso.

Afinal, o que é o Conceito Preliminar de Curso e como ele é calculado?

O CPC é um indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação levando em conta o desempenho dos estudantes, corpo docente, infraestrutura, recursos didático-pedagógicos e demais insumos estruturais de uma IES.

Ele é calculado anualmente a partir de quatro parâmetros que têm pesos específicos na nota final:

  • Desempenho dos Estudantes (20%): mensurado a partir das notas dos estudantes concluintes do curso no Enade.
  • Valor agregado pelo processo formativo (35%): mensurado a partir do IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado). Para esse cálculo é levado em conta o desempenho do aluno e suas características no momento em que entra e sai do curso e demais elementos variados que afetam o seu desempenho de estudante.
  • Corpo Docente (30%): baseado em informações obtidas a partir do Censo da Educação Superior sobre a titulação e o regime de trabalho dos docentes vinculados aos cursos avaliados. Aqui é levado em conta fatores como a proporção de mestres (7,5% do conceito), a proporção de doutores (15%) e a de professores em regime de trabalho parcial ou integral (7,5%).
  • Percepção Discente sobre as Condições do Processo Formativo (15%): a partir das respostas do Questionário do Estudante (que os alunos preenchem durante o Enade). Nesse quesito são avaliados e levado em conta informações referentes à organização didático-pedagógica da IES, sua infraestrutura e instalações físicas e as oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional. 

Leia também: saiba como aumentar a nota do Enade em sua IES

Vale lembrar que a maior parte dessas avaliações têm seus dados comparativos recolhidos durante os procedimentos obrigatórios que envolvem a realização do Enade. 

Esses procedimentos envolvem todas as IES (de ensino presencial ou EAD) que tiveram pelo menos dois estudantes concluintes participantes do Enade e dois estudantes ingressantes registrados no Sistema Enade. 

Onde encontrar o CPC de um curso?

Todos os índices calculados pelo Ministério da Educação, inclusive o Conceito Preliminar de Curso, encontram-se disponíveis no portal online do e-MEC

Para acessar o CPC de qualquer IES, entre no site e clique na opção “Consulta Avançada”. Aparecerá um formulário com diversos campos, procure pelo campo “Índice” e escolha a opção CPC. Depois disso, basta preencher informações como nome da IES, estado ou cidade desejados e finalizar clicando em “Pesquisar” ao final do formulário.

Se você se deparar com a sigla SC (sem conceito) ao invés da nota de alguma instituição significa que não houve alunos suficientes para avaliação.

Você tem também diversas opções para refinar sua busca, como escolher por categorias administrativas ou modelo de organização acadêmica. Por esse portal você pode encontrar ainda os resultados de outros medidores calculados pelo MEC.

Lembre-se que o CPC começou a ser calculado em 2007, então não é possível encontrar registros anteriores a essa data. 

Confira também: compare o seu desempenho no Enade com o de seus concorrentes gratuitamente

Como melhorar o CPC da minha instituição?

Agora que você já entendeu o que é e a importância do CPC, vamos conversar sobre algumas dicas que podem te auxiliar a melhorar a sua atuação nesse índice!

1. Prepare e conscientize os alunos sobre o ENADE

20% do conceito que determina o CPC é determinado pela nota dos alunos concluintes do curso no Enade. 

Essa mesma nota ainda é um dos principais componentes que determina o conceito do IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado), que representa 35% do Conceito Preliminar de Curso. Ou seja, um bom desempenho dos alunos no ENADE é fundamental para a sua IES.

No entanto, pelo Enade ser uma avaliação extra curricular, longa, que demanda deslocamento e que acontece no final de semana, não é incomum que ela seja desprezada pelos alunos, mesmo sendo fundamental para a obtenção do diploma.

Muitas vezes, isso acontece pois a obrigação legal do aluno é comparecer à prova, e não é demandado dele qualquer desempenho mínimo. 

Mas, por mais que essa relação possa parecer um beco sem saída, te garantimos que não é. 

Existem diversas maneiras de engajar e envolver os alunos com o Enade e construir bons resultados para a instituição. Todavia, essa é uma construção contínua que acontece desde o início do curso e envolve a conscientização dos alunos, incentivos e uma infraestrutura que potencialize a preparação deles (como plataformas digitais dinâmicas de estudo e simulados). 

2. Esteja atento à formação da sua equipe docente

Escolher os profissionais que vão compor o corpo docente da sua instituição e as condições de trabalho que eles terão representa 35% da nota do CPC. 

Por isso, busque por profissionais qualificados que desenvolverão uma estrutura pedagógica potente e estruturada para a sua instituição. 

Um corpo docente qualificado é ainda um fator que pode influenciar, e muito, tanto na retenção dos alunos da sua IES como na atração de novos estudantes.

3. Use a tecnologia ao seu favor

Atualmente, a relação dos jovens com as experiências que vivenciam é quase que integralmente norteada pela interface digital, por isso não perca esse gancho. 

Uma IES que complementa seu conteúdo presencial com o melhor que o universo digital pode oferecer ou que, mesmo em formatos EAD, ofereça recursos diferenciados de interação ganham a atenção e reconhecimento dos alunos. 

Além de 15% da nota do CPC ser constituída da avaliação de infraestrutura que o aluno faz da instituição, esses recursos potencializam o aprendizado e resultados dos estudantes não só diante do MEC, mas durante o próprio curso.

Vale lembrar que o Conceito Preliminar de Curso não é o único índice a que você deve se atentar. O MEC utiliza diversos indicadores para ter um parâmetro completo do ensino no Brasil e avaliar quais IES têm ou não condições de continuar atuando no cenário de ensino nacional. Neste post aqui conversamos um pouco mais sobre outros índices que merecem a sua atenção. Confira!

Reunião sobre marketing educacional

Marketing educacional: como posicionar as IES e atrair alunos?

O cenário da educação superior brasileira é não somente desafiador, mas também altamente competitivo. Sendo assim, é necessário enxergar a IES (Instituição de Ensino Superior) não apenas como um meio de revolucionar a vida dos estudantes, mas também como uma empresa que precisa se atentar a todos os aspectos de seu negócio. Nesse ponto o marketing educacional é um dos pontos fundamentais não só para atrair potenciais alunos, mas também para manter próximos os que já optaram pela instituição.

A ciência de “vender” as qualidades de um produto e convencer o público de que sua marca oferece a melhor solução para determinada necessidade é a chave do marketing. No ramo da educação, esses preceitos podem ser igualmente aplicados, afinal, a IES tem uma imagem a consolidar e cursos – produtos – para vender.

De acordo com uma pesquisa realizada a partir da parceria entre duas empresas de marketing brasileiras, a Rock Content e a MKT4edu, em 2018, 76% das IES entrevistadas declararam adotar estratégias de Marketing de Conteúdo. Desse grupo mais de 57% consideram suas abordagens acima do nível básico. O principal objetivo dessas instituições (76,9%) é captar potenciais novos alunos e o segundo é converter esse potencial aluno em um estudante (59%). Por essas razões as empresas estão atentas aos principais conteúdos que conduzem esse potencial consumidor a virar de fato um cliente e nesse aspecto os vídeos ganham destaque compreendendo 138% das estratégias do funil (desde a abordagem até a conversão da venda).

Neste texto, apresentamos algumas sugestões para que a gestão da sua IES. Aposte nisso e confira!

Avaliar a imagem da IES perante o mercado

Em um paralelo com outros setores, podemos dizer que a retenção de alunos é similar à fidelização de clientes. É por isso que a reputação de uma marca está diretamente ligada ao desempenho de uma IES em avaliações e taxas de permanência nos cursos de graduação.

Se a intenção é conseguir bons resultados, a gestão precisa se dedicar a aspectos como segmentação de público (para melhor direcionamento de esforços), fortalecimento da presença digital, capacitação docente e acompanhamento constante de indicadores.

O primeiro passo, portanto, para incorporar o marketing educacional à sua IES é conhecer bem a imagem da instituição no mercado, levando em conta questões como:

  • O que faz um aluno escolher minha instituição de ensino e não outra?
  • Quais são meus pontos fortes e fracos?
  • O corpo docente e as políticas educacionais adotadas correspondem aos valores da IES?
  • Qual é a expressão das novas tecnologias e o comprometimento com a inovação no cenário educacional?

Com um apanhado de informações a respeito da situação atual da sua instituição é possível fomentar a discussão a respeito das melhores alternativas para a captação de alunos e a construção de uma reputação significativa.

Reconhecer seus pontos fortes

Essa parte é muito importante para explorar aspectos que podem ser decisivos na hora de atrair o público. Nesse caso investir em uma consultoria educacional pode ser interessante para auxiliar na construção de um panorama mais real com as potencialidades e fragilidades da instituição.

Tendo em mãos um compilado de pontos fortes para explorar, você consegue direcionar a sua estratégia de marketing educacional e evidenciá-los. Mais do que isso, você dedica táticas e ferramentas à promoção da melhoria em pontos que merecem atenção.

Lembre-se de que o perfil de consumidor mudou e, com o avanço da internet e facilidade no acesso à informação, o poder de decisão nas mãos do público é enorme. Dessa forma, de nada vale mascarar falhas e vender dados ilusórios. Os resultados serão muito mais significativos quando advirem de cenários consistentes e comunicados com transparência..

Definir os objetivos de marketing

Agora que você já sabe qual é a situação da sua IES frente ao mercado e quais são seus pontos fortes e fracos, é possível definir os objetivos da aplicação do marketing educacional. Alguns caminhos possíveis são:

  • enaltecer a imagem da instituição;
  • reduzir a taxa de evasão escolar;
  • captar mais alunos ingressantes;
  • aproximar a IES da realidade cotidiana dos potenciais novos alunos;
  • ganhar posição de destaque em rankings de desempenho acadêmico;
  • ganhar destaque nas redes sociais com alunos e ex-alunos influenciadores digitais do nicho em que estão inseridos;
  • fidelizar os alunos da instituição com tratamentos personalizados.

Você pode ter um objetivo principal e outros secundários. O importante é desenvolver um planejamento e, em seguida, partir para a etapa de elaboração de metas mensuráveis, com prazos de concretização.

Planejar estratégias e atrair os alunos

Independentemente do motivo que leve a gestão da sua IES a buscar o investimento em marketing educacional, o foco de uma empresa voltada para o ensino superior deve ser sempre o da captação e manutenção do corpo de alunos. Afinal, eles são os motores que permitem todo o funcionamento da instituição.

Veja algumas sugestões de como atrair mais estudantes.

Segmentar e entender o público

Para ter um bom fluxo de captação de alunos e orientar seus esforços de maneira precisa, evitando perda de investimento ou tempo, o primeiro passo é conhecer o público-alvo.

Sabendo qual é o grupo específico de pessoas que você deseja atrair para a sua IES e quais são as suas “dores”, fica mais fácil elaborar estratégias certeiras. Assim, você consegue definir não somente as táticas e formatos mais adequados, mas também o momento ideal para aplicar cada uma.

Fazer um planejamento de conteúdo e oferecer cursos à distância ou semipresenciais

Promover a otimização da matriz curricular a fim de satisfazer os anseios e as necessidades dos estudantes é uma ótima prática, e pode funcionar como estratégia de marketing. Afinal, esse tipo de cuidado pode ser de grande importância para gerar um ambiente no qual o engajamento de alunos aconteça de forma espontânea e genuína.

Por isso o currículo de um curso deve ser completo e oferecer disciplinas que garantam um aprendizado aprofundado. No entanto, flexibilidade de horários e opções de curso a distância ou semipresenciais são pontos de destaque no atual cenário. Segundo o último Censo de Educação Superior, publicado em 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de alunos matriculados na modalidade EAD não para de crescer enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas. De 2016 para 2017 a EAD registrou um crescimento de 17,6% e o número deve aumentar ainda mais. Segundo a Forbes instituições renomadas apostam cada vez mais em modelos de EAD para pós-graduações e MBAs. A garantia de sucesso é que comodidade, economia de tempo e flexibilidade (que permitem estudar em qualquer lugar e horário) são os principais atrativos para pessoas que têm carreiras mais consolidadas (e consequente poder aquisitivo).

Dar importância à reputação da universidade

Nada mais efetivo para a promoção da sua instituição do que a própria reputação da universidade. Quanto mais reconhecida for a IES, mais significativa será a captação de alunos. Afinal, parte importante do que leva alguém a optar por uma ou outra instituição é a credibilidade no meio acadêmico e entre os ex-alunos de sucesso.

Isso se relaciona ao que falamos anteriormente a respeito do engajamento dos estudantes. Uma dinâmica na qual há interesse tanto dos gestores em promover boas condições de ensino e do corpo docente em proporcionar ótimas aulas, quanto dos estudantes em vivenciar ao máximo a experiência da graduação, reflete de forma muito positiva no marketing educacional — a promoção virá de dentro.

Atualmente o relato de um aluno ou ex-aluno para o seu círculo de influenciados digitais pode valer mais do que um comercial com um artista ou nome famoso. Para isso é muito importante que a IES esteja constantemente criando estratégias e experiências para incentivar esse engajamento – campanhas e hashtags virais são um ponto de atenção fundamental.

Reforçar a presença digital

Certifique-se de estar presente nos principais canais de comunicação. Nas redes sociais, invista em conteúdo que gere valor para os estudantes atuais e também para os potenciais alunos. Para captação de novos alunos os vídeos de engajamento nas redes e a presença em blogs são destaques nesse primeiro contato.

Além disso, vale fazer uso do e-mail marketing, tour virtual pela instituição, podcasts, disponibilizar o atendimento via chatbots ou WhatsApp etc. Essas são apenas algumas sugestões de estratégias que podem ajudar a IES a captar e engajar os estudantes.

Investir em novos métodos e tecnologias

A inovação na instituição de ensino superior por si só garante credibilidade. Até porque o avanço da tecnologia é um fato inegável, e estar na vanguarda de ideias confere à IES uma imagem bastante positiva, especialmente se for levado em conta o perfil das novas gerações.

É fundamental que as estratégias estejam sempre relacionadas a projetos, ideias, conhecimentos e recursos modernos, com o objetivo de potencializar ainda mais a efetividade dos mecanismos de promoção da instituição e de seus cursos, não só em se tratando dos recursos digitais, mas também de ideias inovadoras para levar à sala de aula.

Outras dicas são: investir nas mídias sociais, fomentar o trabalho colaborativo por meio de aplicativos e plataformas virtuais, pensar em formas de avaliação que façam uso da tecnologia e estudar a possibilidade de adotar metodologias ativas.

Em suma, é importante ter em mente que o marketing educacional vai além dos limites de uma propaganda convencional. É preciso compreender, de fato, quais são as necessidades dos estudantes e os objetivos da IES para que seja elaborado um projeto consistente e efetivo para ambos.

Alunos tendo acesso ao ensino superior

Acesso ao ensino superior no Brasil: veja um panorama geral!

Realizar um estudo sobre o acesso ao ensino superior no Brasil é de extrema importância, visto que as instituições desse nível de ensino e seus alunos são responsáveis por moldar a educação do país. A responsabilidade recai ainda para além do período de formação acadêmica, pois é essa geração que logo vai integrar o mercado de trabalho.

Ao averiguar o panorama geral brasileiro sobre essa temática, investigamos como se dá o acesso ao ensino superior, apresentamos um diagnóstico desse setor – o diagnóstico é realizado anualmente pelo INEP –, as possibilidades para garantir um ensino de qualidade e, ainda, elaboramos uma hipótese de como será o futuro do ensino superior no país.

Para isso, é preciso considerar o papel dos censos e indicadores da educação de ensino superior, realizar uma análise estratégica dos números e, assim, promover a inovação nos cursos, de modo a atender as demandas do mercado, as exigências do MEC, bem como as necessidades e os interesses de professores e alunos.

Com essa análise, os gestores das IES ficam capacitados a assumir a responsabilidade de buscar novas formas de garantir o acesso e a qualidade do ensino.

O que determina o acesso ao ensino superior no Brasil?

A formação em ensino superior no Brasil apresentou, a partir do início dos anos 2010, crescente valorização, resultado de esforços para a redução da desigualdade social e para a ascensão socioeconômica dos brasileiros.

Nesse cenário, as políticas públicas têm papel fundamental, ao viabilizar que um maior número de cidadãos possam cursar uma faculdade.

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Sisu (Sistema de Seleção Unificado), por exemplo, democratizaram o processo de acesso ao ensino superior, de modo que estudar em uma universidade já faz parte do imaginário e da realidade de muitas famílias brasileiras.

Outro fator decisivo foi a aprovação da Lei 12.711, em 2012. Ela estabelece que as universidades federais devem reservar no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Na época, também foram formuladas ações para inclusão de indígenas e negros nos programas de pós-graduação, como as políticas afirmativas de cotas raciais.

Com o princípio de proporcionar equidade social, obteve-se maior inclusão da população no ensino superior.

O ProUni, por sua vez, contribui para que o candidato tivesse acesso a uma faculdade com bolsa do MEC. É uma ação que viabiliza a formação superior do estudante que não tem condições de pagar uma faculdade privada.

O Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) também teve papel fundamental nesse tipo de acesso. Segundo dados do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), no período de 2010 a 2019, foram concedidos 2,72 milhões de financiamentos com recursos do Fies. Aproximadamente 731 mil apenas em 2014, ano com maior número de contratos pelo Fundo.

No entanto, é preciso considerar as alterações no programa e a disponibilidade de recursos ofertados pelo governo. Depois de 2014, o programa passou por redução e cortes: o ano de 2019 teve 85 mil contratos..

corte de vagas ou a diminuição do teto de financiamento têm gerado a redução do acesso dos estudantes ao programa governamental.

Os entraves financeiros

Se as políticas de democratização do acesso ao ensino superior são cruciais para aumentar o índice de estudantes matriculados e formados em uma faculdade, isso mostra que as condições econômicas interferem significativamente na melhora desse cenário.

Grande parte dos alunos de ensino médio não dão continuidade aos estudos justamente por dificuldades financeiras. Portanto, garantir a transição dos alunos do ensino médio para a educação superior também é um desafio.

Segundo pesquisa feita em 2017 pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), 70% dos estudantes que foram entrevistados em quatro capitais brasileiras — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre — não buscaram cursar uma graduação por não terem condições de pagar uma faculdade particular. Ainda segundo os dados, 23% afirmaram que não foram aprovados na universidade pública.

Isso mostra que, apesar da melhora dos resultados com as políticas públicas, a falta de dinheiro ainda se mostra um obstáculo para o ingresso de estudantes no ensino superior.

O cenário social e econômico, portanto, age decisivamente na educação brasileira, determinando quem pode acessar ou não as universidades.

As condições financeiras ou a necessidade de dedicação exclusiva ao trabalho, influenciam diretamente no acesso e na permanência dos estudantes na universidade. Assim, são fatores que, muitas vezes, levam à evasão escolar no nível superior.

Diante desse cenário, torna-se importante realizar um diagnóstico do ensino superior no Brasil, a fim de estabelecer metas e estratégias para o futuro da educação nacional.

Qual o diagnóstico do ensino superior brasileiro?

Nas últimas décadas, houve uma expansão do ensino superior nacional. IES atingiram regiões interioranas e alcançaram camadas mais pobres da sociedade. Além disso, o setor privado foi impulsionado e apresentou crescimento expressivo.

No entanto, o cenário ainda está longe de ser o ideal. O acesso ainda é restrito e há um baixo índice de brasileiros matriculados ou formados em nível superior. Explicamos a situação e mostramos os dados a seguir.

O Plano Nacional de Ensino

Em 2014, o governo aprovou o PNE (Plano Nacional de Ensino), que determina metas, diretrizes e estratégias a serem implementadas do Ensino Infantil ao Ensino Superior até 2024.

Uma das metas estabelecidas pelo PNE é o aumento da taxa de matrículas de jovens de 18 a 24 anos no sistema de ensino superior. Pretende-se aumentar o índice de 34,6% para 50%.

Para que isso fosse possível, uma das medidas implementadas foi o aumento do número de campi universitários, a partir de uma política de expansão da educação superior. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2018, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), hoje existem 299 Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e 2.238 IES privadas no Brasil.

Segundo os números apurados pelo Censo, a maior parte dos estudantes matriculados está nas IES  particulares. Em 2018, 3,4 milhões de alunos ingressaram em cursos de educação superior de graduação. Desse total, 83,1% em instituições privadas.

Em 2018, o número de ingressantes teve um crescimento de 6,8% em relação a 2017. No período compreendido entre 2008 e 2018, a rede privada cresceu 59,3% e a rede pública 7,9%.

Além disso, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apresenta um diagnóstico não muito animador. Segundo pesquisa divulgada em 2019, o Brasil é um dos países com menos pessoas com Ensino Superior completo. Apenas 21% dos brasileiros adultos, de 25 e 34 anos, têm ensino superior. O índice é considerado baixo, visto que a média dos 45 países analisados pela OCDE é de 44%.

Um outro dado relevante é que, enquanto no Brasil 4,2% do PIB são investidos em educação, a média da OCDE é de 3,2%. Mas isso não significa que o investimento por estudante é alto. Além da variação nos valores do PIB, a população e o número de jovens em idade escolar é maior no Brasil que em muitos dos países analisados. Considerando esses fatores, enquanto a Alemanha investe cerca de US$ 17,1 mil por ano para cada aluno, no Brasil esse valor é de US$ 11,7 mil.

O desafio das minorias

O desafio da inclusão de minorias no ensino superior é uma forte realidade no Brasil. E a relação é dialética: se, de um lado, a educação contribui para diminuir a desigualdade social, de outro, é preciso uma maior equidade para facilitar o acesso à educação.

São vários os grupos que ainda lutam e encontram dificuldades para fazer parte do âmbito universitário. A desigualdade se dá em várias esferas, como se vê em relação à minoria racial, socioeconômica, regional, de gênero, entre outras. Veja.

Questões econômicas e raciais

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, pela primeira vez, há mais pretos e pardos no ensino superior público no Brasil do que brancos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), em 2018, 50,3% de pretos e pardos ocupavam vagas nas universidades públicas brasileiras. Já brancos e outros compõem 49,7% do total.

Algumas das causas que possibilitaram esse avanço, segundo o próprio IBGE, é o sistema de cotas, além de programas de apoio e expansão em universidades federais. Apesar do maior acesso, esse grupo ainda está subrepresentado nas universidades públicas, já que, na população em geral, 55,8% das pessoas são são negras e pardas.

Na rede privada, a maioria ainda é de brancos e outros: 53,4% fazem parte desse grupo. Já negros e pardos representam 46,6% do total.

Questões regionais

A desigualdade regional também é um desafio a ser superado no Brasil. A pesquisa realizada pelo IBGE, em relação ao período de 2004 a 2014, mostrou que, na região Sul, o percentual de estudantes cursando faculdade aumentou de 50,5% para 72,2%. Já na região Norte, o índice subiu de 17,6% para 40,2%, revelando, ainda, índices bastante desiguais.

Questões indígenas

Outra minoria no cenário da educação brasileira são os indígenas. Os microdados do Censo revelam que essa população é a que menos tem acesso ao ensino superior, considerando todas as regiões do País.

Pessoas com deficiência

É preciso considerar, ainda, a acessibilidade à educação superior por parte da população que tem deficiência. Seja motora, auditiva, visual ou outras deficiências, uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2015, apontou que 6,2% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Isso representa cerca de 12,8 milhões de pessoas.

Em relação a essa população, os microdados do Inep de 2018 revelaram que, do total de 8,45 milhões de matriculados em instituições de ensino, apenas 43.633 têm alguma deficiência, o que equivale a apenas 0,5% desse valor total.

Esse quadro revela a urgente necessidade de criação de ações e políticas próprias das IESs para propiciar acessibilidade e promover maior acesso e permanência dessa população no ensino superior.

Demais grupos

Vale destacar que, como visto, as barreiras enfrentadas pelas minorias não são apenas de cunho financeiro e econômico. E, além das questões abordadas — sociais, raciais, regionais etc. —, há ainda várias outras.

São o caso de questões relacionadas, por exemplo, a direitos sociais resguardados pela Constituição (como o caso do acesso à educação para presos que estão em regime fechado ou semiaberto) ou de gênero, no caso de travestis e transexuais.

Os próprios dados em relação a essa última população são bastante escassos e denotam a necessidade de maior atenção à situação das minorias quanto ao acesso ao ensino superior.

Portanto, avaliar esse diagnóstico é fundamental para que as IESs e seus gestores voltem seus olhares para essas questões, a fim de ampliar o acesso às universidades para toda a população brasileira.

Assim, é possível não apenas gerar mais captação de alunos no ensino superior, mas também oferecer um ensino de qualidade.

Quem pode garantir o acesso ao ensino de qualidade?

O acesso a um ensino de qualidade não deve depender apenas das alternativas de financiamento privado estudantil. Os gestores das IESs também têm papel fundamental nesse processo, devendo contribuir para a melhoria do ensino e para a oferta de uma educação de qualidade.

Nesse sentido, o gestor precisa pensar sua política de preços e estabelecer ações afirmativas, buscando cumprir a missão de formar, com qualidade, a nova geração brasileira.

Uma das formas de assegurar essa responsabilidade é investir em inovação pedagógica, implementando metodologias ativas, por exemplo, e em tecnologia. Isso ajuda a otimizar os recursos, além de criar um diferencial competitivo e, consequentemente, gerar maior captação de alunos.

Para garantir o acesso a um ensino de qualidade, também é preciso olhar para os desafios atuais de forma mais ampla. A geração de hoje, por exemplo, é altamente tecnológica e envolvida no meio digital. Por isso, medidas para melhorar a qualidade da faculdade devem se adaptar a esse tipo de realidade.

O uso da tecnologia e de inovação nas aulas tem papel importante para atrair o estudante e proporcionar um aprendizado não só interessante, mas adaptado às suas experiências e ao seu contexto de vida.

O ensino tradicional, realizado estritamente nas salas de aula, também deve ser repensado, de modo que a autonomia do aluno seja mais valorizada e estimulada.

Diante disso, o professor é fundamental para garantir a qualidade do ensino, não só no que diz respeito a um quadro docente de excelência. Com as mudanças dos paradigmas educacionais, ele precisa repensar seu próprio papel, deixando de se colocar no centro da relação ensino-aprendizagem.

É preciso estabelecer um novo tipo de relação nesse processo, de modo que o professor atue mais como orientador do que detentor absoluto do conhecimento. O aluno, por sua vez, ganha autonomia, maior capacidade de pensamento crítica e um papel mais ativo no aprendizado.

Nesse sentido, algumas medidas são necessárias, tais como: capacitação de professores para a utilização de recursos tecnológicos, inovação pedagógica, por meio de metodologias ativas de aprendizagem, e espaços de debates para a reflexão de práticas pedagógicas mais eficazes, transformadoras e atuais.

Avaliações nacionais e internacionais

Existem iniciativas nacionais e internacionais que avaliam a qualidade do ensino e a formação dos alunos das universidades. Os rankings de âmbito mundial comumente avaliam a qualidade por meio da reputação e da produção científica das instituições.

O critério pode ser duvidoso, uma vez que por considerar o número de trabalhos acadêmicos e científicos publicados, chega-se a uma percepção quantitativa de produtividade, não incorporando um viés qualitativo. Por isso, medir a qualidade do ensino, em nível global, pode se mostrar um desafio.

Os indicadores devem ser válidos e deve-se considerar toda a variedade das universidades e a diversidade de países. Nesse sentido, é preciso analisar os dados dos indicadores sempre com cautela,s para garantir sua eficácia.

As avaliações nacionais, por sua vez, baseiam-se mais na formação dos estudantes para avaliar a qualidade do ensino. Uma delas é o Enade, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, aplicado pelo Inep.

Segundo o órgão, um dos objetivos do Enade é avaliar o processo de aprendizagem dos estudantes e seu desempenho acadêmico quanto ao conteúdo previsto nos currículos dos cursos de graduação.

Os dados obtidos por avaliações como essa devem servir, portanto, para que gestores das IESs tracem estratégias e criem ações bem fundamentadas e aplicadas à realidade da sua instituição. Assim, é possível aprimorar os projetos pedagógicos e elevar a qualidade do ensino.

É por isso que a capacidade gerencial tanto do gestor, do reitor, dos coordenadores e dos demais profissionais da educação é tão importante para garantir o sucesso e a qualidade do aprendizado dos alunos.

Nesse sentido, a avaliação das instituições serve como instrumento de gestão para analisar resultados, mensurar esforços e investigar a qualidade e a excelência da instituição de ensino.

Agências independentes de avaliação

Além das avaliações do governo, é importante pensar em novos meios e novas formas de avaliação. As Agências de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, por exemplo, funcionam na União Europeia e em alguns países da América Latina.

Essas agências são fundações de direito privado ou organizações não governamentais, que garantem maior grau de independência em relação ao poder público e visam se alinhar melhor às demandas da sociedade e ao mercado de trabalho.

A acreditação é uma certificação de garantia de que a IES atende a requisitos e critérios de qualidade. A ideia é ampliar esses critérios, de modo que as acreditações sejam diferentes, levando em consideração características locais, regionais, nacionais e internacionais.

Assim, as agências contribuem para construir um sistema de ensino superior baseado nas diversidades institucionais, pedagógicas e regionais, além da realidade de cada IES.

Portanto, partindo dos indicadores e do panorama brasileiro da educação, é possível ir além e estabelecer estratégias para o ensino superior, garantindo melhorias no setor. A união entre o setor público, as agências privadas e os gestores das IESs mostra ser um caminho para isso.

Conciliando as políticas e ações de facilitação do acesso ao ensino superior com as inovações pedagógicas, projetos e metodologias que unem teoria e prática, além do uso de tecnologia e criatividade, é possível garantir mais qualidade para o ensino superior.

Como será o futuro do ensino superior no país?

Ao pensar no futuro das instituições do ensino superior no Brasil, é preciso considerar ainda muitos desafios pela frente e os rumos a serem tomados. Também é importante olhar para o passado, que revela uma expansão no ensino superior.

O que não se pode negar é que a busca pela excelência e pela ampliação da democratização do ensino continuam sendo algumas das principais metas do sistema educacional brasileiro.

Com a tentativa de universalização do acesso às universidades, pretende-se alcançar maior inclusão social e reduzir desigualdades. Veja o que mais esperar para o futuro da educação brasileira.

Tecnologia e modernização

Inovações tecnológicas e a reestruturação das formas tradicionais de ensino poderão contribuir para um futuro em que o processo de aprendizagem estimule de forma mais acentuada o pensar, a reflexão crítica e a criatividade.

A tecnologia também permitirá amplo acesso à educação superior, o que deixa entrever a necessidade de foco na inovação da educação.

Nesse sentido, o ensino superior do futuro deverá voltar sua atenção para as novas demandas da sociedade. A expansão do número de universidades também exigirá (e já vem exigindo) um maior grau de qualidade ofertado pela instituição.

Novas habilidades

Dentre as expectativas para o futuro também se espera que o ensino superior ultrapasse a visão de que apenas os conhecimentos específicos são necessários na faculdade. Outras habilidades serão ensinadas e mais valorizadas, como o desenvolvimento de talentos e a interdisciplinaridade.

Ensino a distância

A implementação e o desenvolvimento do EaD (Ensino a Distância) já tem se tornado realidade no Brasil. A ampliação e o aprimoramento dessa modalidade se mostra uma forte tendência, que contribui para alcançar mais pessoas.

Esse sistema é importante para a democratização do ensino superior, porque além de proporcionar acesso para muitos, requer um investimento menor e reduz os valores das mensalidades, facilitando o acesso à graduação, inclusive, para pessoas de baixa renda.

O EaD também se configura como uma das saídas para que o ensino superior continue crescendo futuramente. E isso se aplica tanto às universidades públicas quanto privadas.

Financiamentos

No que diz respeito à estrutura e manutenção das IESs, há uma tendência em se cogitar a ampliação dos padrões de financiamento.

Nesse sentido, especula-se sobre a possibilidade de universidades receberem financiamento público e privado. Além de as variações econômicas criarem instabilidade na educação, a parceria do setor público com o privado parece contribuir para uma maior participação da sociedade na universidade.

Também o financiamento público do estudante não se mostra suficiente, levando à necessidade de ampliação das possibilidades de financiamento privado.

Acesso e qualidade

Em todo caso, o desafio da educação superior continuará sendo a busca pela garantia de amplo acesso somada à qualidade dos cursos, da infraestrutura da IES, do quadro docente e do desempenho dos alunos.

Com os avanços obtidos nesses aspectos, já é possível entrever um desenvolvimento mais sólido futuramente. Mas, para isso, o sistema educacional deverá apostar, dentre outros fatores, na modernização da metodologia de ensino, em uma educação que atenda às necessidades do País e que foque no avanço tecnológico.

Como se pode notar, seja no momento atual, seja para continuar sustentando o crescimento e a melhora do ensino superior no Brasil, faz-se necessário uma gestão acadêmica e administrativa capaz de assegurar a qualidade das IESs.

O futuro — e já mesmo o momento presente — pede uma gestão inovadora, capaz de quebrar os paradigmas acadêmicos bem como administrativos, a fim de proporcionar uma educação transformadora.

O panorama geral do ensino superior brasileiro se mostra, portanto, complexo e desafiador. E o cenário conclama tanto os agentes públicos quanto os privados para assegurar maiores avanços na educação do País.

Para saber mais sobre o acesso ao ensino superior, a análise dos indicadores de qualidade e receber outras informações sobre a educação brasileira, assine nossa newsletter e tenha acesso ao nosso conteúdo em primeira mão!

Por que fazer uma avaliação de instituições de ensino superior?

A crise financeira instalada a partir de 2014 também alcançou o âmbito universitário. Por isso, manter-se competitivo nesse cenário tão desafiador exige olhar estratégico para a avaliação de instituições de ensino superior como forma de embasamento para uma tomada de decisão eficaz.

Pensando nisso, vamos apresentar neste texto informações que justificam a avaliação de instituições do ensino superior como fator crucial para as estratégias de negócio das IES privadas. Além disso, vamos explicar como a gestão data-driven pode contribuir para melhores resultados nos negócios.

Mas, antes, é preciso entender os números. Vamos lá?

O cenário das IES privadas

Segundo o Censo da Educação Superior de 2016, das 2.407 IES brasileiras, 87,7% são privadas e detêm 75,3% das matrículas. Do total de IES, incluindo as públicas, apenas 8,2% são universidades — mas concentram 53,7% dos cursos de graduação.

Por outro lado, as faculdades correspondem a 83,3% do total de IES, mas contêm apenas 26,7% das matrículas. Centros universitários expressam 6,9% das instituições, com 17,6% dos alunos matriculados. Os últimos 1,7% são de IFs e Cefets, com 2% das matrículas na graduação.

O Censo 2016 ainda aponta que as IES oferecem em média 14 cursos de graduação e apenas 2,4% delas tem uma grade com mais de 100 cursos. Isso significa que instituições privadas de médio e pequeno porte prevalecem no cenário brasileiro.

Completando esse contexto altamente competitivo para as IES privadas, as matrículas na educação superior em geral têm apresentado desaceleração. Desde 2006, o número de matrículas em cursos de graduação e sequenciais vinha aumentando em média 5% ao ano. Mas essa porcentagem começou a cair a partir de 2014 e o ingresso de novos alunos atingiu inexpressivos 0,2% entre 2015 e 2016 — uma estagnação inédita.

Esses dados foram colhidos no momento no auge da crise. É possível que o próximo levantamento do INEP/MEC apresente números mais favoráveis, uma vez que o governo federal, ainda no primeiro semestre de 2017, já projetava retomada do crescimento econômico.

Mas, diante desses números, é preciso abandonar a intuição e abrir os olhos para o volume de dados produzidos na IES e transformá-los em informações pertinentes à tomada de decisão.

De olho nos indicadores do MEC

Com base no Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade), o MEC criou indicadores que atestam a qualidade das IES e de seus cursos. Como é sabido, uma avaliação negativa pode levar o MEC a aplicar ações corretivas e, até mesmo, a abrir processos administrativos que culminem com o fechamento dos cursos mal avaliados.

Todavia, uma avaliação positiva traz inúmeros benefícios para as IES. Por exemplo:

  • é critério para participação nos programas federais de concessão de bolsas de estudo e de fomento à pesquisa;
  • estimula o engajamento da comunidade estudantil e o reconhecimento do corpo docente;
  • eleva a reputação da IES, melhorando sua imagem perante seu público e a sociedade;
  • possibilita melhor posição em rankings universitários, como o Ranking Universitário Folha (RUF);
  • no marketing educacional, é um dado de valia para exploração publicitária e captação e novos alunos.

Enade pode ajudar na gestão da IES

O Enade é o indicador que tem o maior peso na avaliação de uma IES. Sozinho, corresponde a 55% do Conceito Preliminar de Curso (CPC).

Além de atestar a qualidade dos cursos, o Enade revela uma série de outros dados importantes sobre a universidade.

Por meio do questionário socioeconômico dos alunos ingressantes, por exemplo, é possível compreender algumas lacunas de aprendizagem e tomar as devidas providências para evitar a alta evasão escolar, que chegou a 49% em 2014, segundo o Ministério da Educação.

Além disso, os alunos concluintes que prestam o Enade expressam oficialmente a opinião deles a respeito da organização pedagógica de seu curso, da capacitação do corpo docente e da infraestrutura da instituição.

Assim, junto aos demais indicadores, o Conceito Enade representa importante ferramenta de feedback para a IES. E como os conceitos são públicos, as instituições podem se comparar, fazendo um cruzamento de cenários, o que possibilita ampla reflexão a respeito da gestão institucional e posicionamento de mercado.

A avaliação como ferramenta estratégica

Mangolin, Meyer e Pascucci (2012) afirmam que o ambiente universitário está em um processo de transformação e que novas abordagens de gestão, como o planejamento estratégico, estão ganhando cada vez mais espaço.

Para tanto, a avaliação de instituições de ensino superior deve ser encarada como mecanismo para um acompanhamento sistemático dos dados gerados pela instituição e seus públicos. O objetivo é ampliar a precisão do diagnóstico sobre a atuação da IES.

Esse monitoramento é importante, não apenas para a comunidade acadêmica, mas principalmente para compreender o real posicionamento da instituição em relação ao mercado e à opinião pública.

Com isso, essas informações devem servir de parâmetro para que as universidades possam responder aos desafios que lhes impõem um novo contexto econômico, social e tecnológico e se manterem atuantes num ambiente competitivo (Mangolin, Meyer e Pascucci, 2012).

Big Data e a gestão data-driven

Nos últimos anos, empresas dos mais diversos segmentos têm implantado formas de otimizar seus processos a fim de aumentar seu desempenho e evitar perdas financeiras. Entre elas está o Big Data, que pode ser usado por praticamente todas as áreas e atividades.

Segundo a revista norte-americana Forbes, esse termo pode ser definido como “uma coleção de dados de fontes tradicionais e digitais, de dentro e de fora da empresa, que representa uma fonte para descoberta e análise contínuas”.

Ao Big Data está associada a inteligência de dados. Com a implantação de sistemas de informação que possibilitam a integração de dados de todos os setores e processos da IES, é possível traçar ações para melhor experiência do aluno dentro da instituição e reconhecer de forma personalizada cada um dos estudantes.

Em ambientes virtuais de aprendizagem, por exemplo, é possível verificar a interação do aluno com seu curso, onde residem suas maiores dúvidas e quais tipos de conteúdo podem ser incrementados, a fim de garantir pleno engajamento do estudante.

Além disso, com base em interações online entre os alunos e a universidade, é possível até mesmo reestruturar o percurso do projeto pedagógico. E, inclusive, antever situações que levem à desistência do curso.

O mesmo vale para o marketing. Ao utilizar os meios digitais, como redes sociais, blogs, anúncios em aplicativos etc., o internauta deixa um rastro de informação que pode ser usado para traçar a jornada do aluno em potencial.

De posse dessas informações, as campanhas institucionais podem ser direcionadas a grupos específicos de vestibulandos. A partir disso, todo o processo de conversão dos aprovados em matrículas reais fica mais claro, pelo fato de o marketing saber para quem está falando.

Além disso, a gestão data-driven pode combinar os dados de Big Data com outras formas  analógicas de avaliação institucional que contemplem com amplitude o complexo contexto das IES.

Alguns exemplos de formas de autoavaliação podem abrigar ações do tipo:

  • utilização de canais de comunicação para ouvidoria;
  • pesquisas de satisfação;
  • observação do engajamento dos alunos nas atividades acadêmicas;
  • produção científica do corpo docente;
  • análise dos rankings universitários brasileiros e internacionais;
  • foco na gestão democrática e participativa;
  • análise da inadimplência;
  • estudo da taxa de evasão;
  • benchmarking educacional;
  • além dos já citados indicadores do MEC.

As estratégias de avaliação de instituições de ensino superior são uma oportunidade para as entidades educacionais diagnosticarem pontos críticos de maneira efetiva. Com isso, é possível redefinir caminhos rumo à transformação de sua realidade e realinhar sua missão pedagógica com as tendências de mercado.

Assim, convidamos você, gestor, a conhecer a ferramenta online Resultado Enade, desenvolvida pela Saraiva Educação. Ela vai auxiliá-lo, de forma prática, a enxergar as informações relativas ao Conceito Enade e demais indicadores do MEC, além de permitir a comparação da sua IES com a concorrência. E melhor, gratuitamente! Experimente e inclua o Resultado Enade na sua gestão estratégica.