O que é o modelo Enade de questões?

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) tem o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes concluintes de diversos cursos de graduação ofertados no Brasil. Todos os anos, milhares de alunos submetem-se ao exame, que, além de avaliar o desempenho individual dos estudantes, é um instrumento para analisar a performance das Instituições de Ensino Superior (IES). Tanto o é que “[o]s resultados do Enade, aliados às respostas do Questionário do Estudante, constituem-se insumos fundamentais para o cálculo dos indicadores de qualidade da educação superior: Conceito Enade, Conceito Preliminar de Curso (CPC) e Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC).” (INEP. Enade: Sobre os resultados. Disponível em: http://inep.gov.br/enade).

Dessa forma, considerando a importância do exame para a instituições de ensino, é fundamental preparar o aluno a longo prazo. Isso porque os itens são elaborados para atender aos conteúdos previamente levantados pelo MEC para cada curso. Ou seja: há objetos do conhecimento pré-determinados, que devem ser observados quando da construção da matriz de prova. Ademais, além de trabalhar cada um dos objetos destacados pelo MEC, é preciso desenvolver as habilidades e competências correlatas a esses objetos, o que demanda o exercício contínuo das atividades nos moldes do Enade. 

Somente com a prática de conteúdos e habilidades específicos do Enade será possível otimizar não só os resultados dos egressos, mas também os da IES. Quais são as chaves, entretanto, para uma preparação eficiente? Existe algum padrão entre os itens dos exames anteriores? Essas são algumas das perguntas que responderemos neste artigo.  

Existe um modelo de itens Enade?  

Embora os órgãos oficiais não tenham publicado manuais que instruam a elaboração de itens no padrão Enade, pode-se verificar, a partir da exaustiva análise de exames passados, a recorrência de algumas estruturas e estratégias. Ou seja, apesar de não haver um padrão, uma diretriz rígida sobre a elaboração de itens, verificaram-se tendências e recorrências que constituem, sim, um modelo de questões característico desse exame.   

A elaboração de itens que sigam essas orientações tende a assemelhar-se mais à realidade do Enade. Uma preparação eficiente para o exame, portanto, demanda o treinamento dos alunos com questões bem construídas, em conformidade com os conteúdos e as formas da avaliação.  

Demonstraremos, sucintamente, os principais pontos que caracterizam um item no modelo Enade.  

O que caracteriza um item no modelo Enade?

As questões Enade compõem-se de três macroestruturas: o texto-base, o enunciado e as alternativas. Faz-se essa divisão, ressalte-se, com fins exclusivamente didáticos. Há de se ter em vista que essas partes se integram e se completam.   

Analisaremos cada uma dessas estruturas. 

1. Texto-base   

É essencial que a questão possua um texto-base indispensável para a resolução do item. Se o texto for dispensável, será considerado um pretexto e deverá, portanto, ser reformulado. O texto pode ser verbal ou não-verbal, ou seja, podem também aparecer imagens, tabelas, tirinhas, gráficos, etc. O importante é perceber que o texto-base deve aportar a situação-problema ou situação-estímulo ao aluno, demandando o exercício de habilidades como a reflexão e a tomada de decisões. 

Para que o texto-base seja imprescindível, além de estar estreitamente relacionado ao objeto do conhecimento da questão, o texto deve relacionar-se às habilidades e operações mentais que o item se visa estimular. Dessa forma, a escolha do texto-base não deve ser arbitrária; ao contrário, deve estar em conformidade com o tema e com os objetivos da questão.   

Dica: Para identificar se o texto introdutório é um texto-base ou um pretexto, leia o enunciado e as alternativas antes de ler o texto e avalie sua importância para a resolução da questão. 

2. Enunciado  

O enunciado encontra-se disposto logo após o texto-base. Apesar de simples, sua elaboração não deve ser negligenciada pelo elaborador. Esse é o trecho em que se fornece o comando para a resolução do item; é a instrução da tarefa que o examinando deverá executar. 

O enunciado deve ser claro e objetivo. Não devem constar no enunciado informações ilustrativas, dispensáveis à análise do item. Preferencialmente redigido em frases simples, a sentença deve seguir a ordem direta e a forma afirmativa. Além disso, é desejável que se usem termos impessoais, como “considera-se”, “entende-se”, dentre outros.  

Frise-se, ademais, que o enunciado é o trecho em que se explicitará o nível de habilidade cognitiva a ser avaliado. Dessa forma, a adequada elaboração do enunciado exige a compreensão do tema e dos objetivos do item, já que a complexidade da operação mental será ali determinada. 

Nesse sentido, cabe ressaltar a importância dos operadores mentais na construção de itens no modelo Enade. Classificados segundo a Taxonomia de Bloom, esses operadores são, em suma, os domínios cognitivos que variam do entendimento de um conceito à criação de novas ideias. Em uma ordem crescente de complexidade, Bloom estabelece distintos processos cognitivos, voltados a distintas finalidades. Dessa forma, compreender os objetivos que se pretende alcançar e as habilidades que se quer avaliar exige, necessariamente, o alinhamento entre os objetos do conhecimento, as habilidades e os processos cognitivos envolvidos no ensino e na aprendizagem de determinado conteúdo. 

Dica: Nunca se pede, no enunciado, a identificação da alternativa incorreta. Os comandos deverão ser sempre afirmativos e solicitar a resposta correta. 

Dica 2: A depender do tipo de item escolhido para a questão, haverá enunciados pré-determinados. Mais adiante serão expostos os tipos de item existentes no exame. Atente-se à estrutura das questões de cada um desses tipos para identificar os comandos possíveis. 

3. Alternativas  

As alternativas consistem em possibilidades de resposta para a situação-problema apresentada. Dentre elas, haverá apenas uma resposta correta (gabarito) e as demais alternativas serão os distratores. É importante que essas alternativas sejam absolutamente incorretas. Não se pode, conforme o modelo Enade, pedir a identificação da alternativa “mais adequada”. É preciso que somente uma alternativa atenda perfeitamente ao que o enunciado solicite. 

É preciso, ademais, que o item esteja isento de “pegadinhas”, pois essas estratégias de confusão acabam por distorcer os resultados obtidos pela questão. Se a questão for elaborada com maus distratores, em vez de ela reportar ao examinador o desconhecimento ou conhecimento do aluno sobre o tema e as habilidades (dados que de fato lhe interessam), os erros ou acertos na questão só oferecerão resultados não confiáveis.  

Dica: As alternativas devem ter aproximadamente a mesma extensão. Isso porque os alunos tendem a crer que as respostas mais extensas e mais detalhadas são corretas. A discrepância no tamanho das alternativas pode ser um indicativo da alternativa correta ou podem induzir o aluno ao erro. Além disso, o Enade tende a dispor as alternativas em ordem piramidal, começando do texto menos ao mais extenso. 

Dica 2: No caso dos itens de complementação múltipla, que serão expostos a seguir, recomenda-se manter a proporção entre o número de ocorrências das asserções nas alternativas. Em outras palavras, ao indicar as asserções I, II, III (ou quantas houver) nas alternativas, é importante que o número de repetições das asserções seja igual ou, pelo menos, muito próximo. A ordem segue, também, o formato piramidal. 

Quais são os tipos de questão do Enade?

Conforme exposto, as questões do modelo Enade devem ser elaboradas segundo formas específicas. Cada uma delas será brevemente exposta a seguir. 

Complementação simples 

Nesse modelo de questão, tem-se uma informação incompleta, no qual o texto das alternativas completa o enunciado. As alternativas dão continuidade ao texto do enunciado. 

Complementação múltipla

Esse tipo de item é composto por três ou quatro afirmações, propostas conforme a situação-estímulo do enunciado. O aluno deverá, nas alternativas, identificar aquela em que os itens são verdadeiros, partindo, sempre, da análise de cada um deles.  

Interpretação  

Nesse tipo de item, o enunciado é composto por uma situação estímulo e, a partir dela, o aluno reúne as ideias e os elementos necessários para solucionar o problema proposto, exigindo a efetiva interpretação do aluno. Faz-se uso de quadros, tabelas e gráficos, por exemplo.  

Asserção-razão 

Esse tipo de item demanda a análise de relações. Propõem-se duas asserções e o aluno deverá analisá-las individualmente e, depois, comparativamente. Analisa-se a veracidade de cada asserção e, em seguida, o aluno deverá avaliar se há uma relação de causalidade entre elas. 

As orientações expostas são apenas um ponto de partida para a elaboração de itens segundo o modelo Enade. Para preparar os alunos e otimizar os resultados do exame, é preciso investir em treinamentos a longo prazo, visando ao desenvolvimento de habilidades e competências correlatas ao exame. Quer conhecer as soluções da Saraiva Educação para o Enade? Clique aqui

ENADE 2019: prova, cursos e tendências

Criado em 14 de abril de 2004 pela Lei 10.861 para substituir o antigo Exame Nacional de Cursos, conhecido como “Provão”, o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) visa mensurar a qualidade dos cursos e das instituições do país, sendo utilizado tanto para o desenvolvimento de políticas públicas para a Educação Superior quanto como fonte de consultas pela sociedade.  

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), a prova constitui-se como  “insumo fundamental para o cálculo dos indicadores de qualidade da educação superior: Conceito Enade, Conceito Preliminar de Curso (CPC) e Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), todos normatizados pela Portaria Normativa GM/MEC nº 840, de 24 de agosto de 2018”. Em suma, o resultado dos alunos na prova é o que define a nota da instituição perante ao MEC, podendo esta nota variar de 1 a 5. 

Apesar de inquestionavelmente importante, a cada ano o ENADE traz novas peculiaridades. Nesse texto você vai saber um pouco mais sobre como o ENADE 2019 será organizado e como já começar a se preparar para a tão sonhada nota 5! 

Cursos participantes do ENADE em 2019

A cada ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), responsável pelo Sistema de Avaliação do Ensino, juntamente com o Ministério da Educação, definem as áreas que serão avaliadas pelo ENADE. Isso significa que não são todos os cursos que realizam o ENADE a cada ano: a periodicidade máxima com que cada área de conhecimento é avaliada é trienal, de modo que, se um curso participou da prova em 2015, por exemplo, só em 2018 a turma do último ano deste curso participará novamente, obrigatoriamente. 

Existem três grandes áreas que podem ser alocadas para avaliação no ENADE, descritas detalhadamente na tabela abaixo:

O ENADE 2019 surpreendeu com a alocação de cursos, uma vez que a retrospectiva histórica de avaliação indicava que os cursos avaliados seriam apenas os da área 1: 

  • 2013: foram avaliados cursos da área 1; 
  • 2014: foram avaliados cursos da área 2; 
  • 2015: foram avaliados cursos da área 3; 
  • 2016: foram avaliados cursos da área 1; 
  • 2017: foram avaliados cursos da área 2; 
  • 2018: foram avaliados cursos da área 3;

Porém, o ENADE 2019 contemplará, além dos cursos da área 1, os cursos de bacharelado da área 2.

Estrutura da Prova 

A probabilidade é que a prova do ENADE 2019 siga o mesmo formato das edições anteriores, sendo dividida, portanto, em duas grandes partes: Formação Geral (comum a todos os participantes) e o Componente Específico.  Em cada uma dessas partes ainda temos avaliações específicas, fazendo com que a prova fique dividida da seguinte maneira: 

  • 2 questões discursivas de conhecimentos gerais — peso de 10% do total da prova; 
  • 8 questões objetivas de conhecimentos gerais — peso de 15% do total da prova; 
  • 2 questões discursivas de conhecimentos específicos — peso de 11,25% do total da prova; 
  • 27 questões objetivas de conhecimentos específicos — peso de 63,75% do total da prova; 
  • 9 questões sobre o nível de dificuldade da prova — não conta como critério de avaliação. 

Vale ressaltar que, para os cursos de Engenharia, as seis (6) primeiras questões objetivas de conhecimento específico configuram-se como conteúdos do Ciclo Básico de Engenharia, sendo, portanto, comum a todas. 

Como iniciar a preparação o quanto antes

Os estudantes que farão o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) em 2019 podem consultar os conteúdos que serão avaliados em cada um dos cursos após a liberação das portarias normativas pelo site do INEP.  As portarias normativas abordam os perfis, as competências e os conteúdos que serão avaliados em cada curso naquela edição do exame. A referência do perfil do concluinte aborda as características e habilidades a serem cobradas nas questões, enquanto os conteúdos contemplam os possíveis assuntos das mesmas. 

Enquanto as portarias de 2019 não são disponibilizadas, uma boa opção é entender o perfil das Comissões Assessoras de Área para as áreas avaliadas no ENADE 2019. Os membros que constituirão a comissão de cada curso estão descritos na portaria nº 151, de 28 de fevereiro de 2019, também disponível no site do INEP. 

Agora que você já sabe como funciona o ENADE 2019, que tal já ir preparando sua IES para a tão sonhada nota 5? O exame deve acontecer no segundo semestre de 2019, mas é de fundamental importância que a preparação comece o quanto antes. Quer saber mais sobre como a Saraiva Educação pode auxiliar na preparação da sua IES para o ENADE? Clique aqui!

Resultado Enade: saiba como ficar à frente da concorrência

Em um mercado educacional de concorrência tão acirrada, como o das Instituições de Ensino Superior (IES) privadas, apostar em estratégias de gestão a fim de garantir competitividade junto à concorrência torna-se fundamental à rotina de qualquer administrador.

No entanto, interpretar os indicadores do MEC em sua base de dados online não é tarefa tão simples, especialmente na hora de se comparar com IES de perfil similar. Por isso, a Saraiva Educação desenvolveu o Resultado Enade, uma ferramenta que surge como um divisor de águas. A ideia é auxiliar os gestores na criação de estratégias competitivas, a partir da análise do desempenho da instituição de ensino perante os indicadores do MEC e de outras instituições.

De acordo com o Censo da Educação Superior 2016, das 2.407 IES brasileiras, 2.111 são instituições privadas, o que corresponde a 87,70% do total. Considerando o universo de IES, um número chama a atenção: as universidades representam apenas 8,2% do total de instituições, mas concentram 53,7% das matrículas. O restante (46,3%) é dividido entre faculdades, centros universitários e escolas técnicas, o que reafirma a concorrência existente entre as instituições privadas de médio e pequeno porte.

Para uma melhor compreensão de como o Resultado Enade pode contribuir para a tomada de decisão na sua IES, neste post vamos oferecer a você, gestor, um panorama da importância da análise de dados do MEC.

Enfatizaremos também, como a leitura comparativa desses indicadores e o benchmarking institucional podem impulsionar estratégias que lhe permitam ganhar vantagem competitiva diante de concorrência tão acirrada num contexto de mercado em constante transformação.

Acompanhe!

Veja os principais indicadores de qualidade da educação superior

Os indicadores de qualidade são o termômetro utilizado pelo MEC para verificar o grau de excelência das IES brasileiras, tanto em nível institucional como em qualidade da educação. Eles se baseiam nos resultados do Enade e nos demais insumos presentes nas bases de dados do ministério.

Para tanto, utilizam metodologia aprovada pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), órgão colegiado de coordenação e supervisão do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), de acordo com os parâmetros determinados na Lei n° 10.861/04.

Conforme estabelece o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), autarquia responsável pelo processo avaliativo, cada um dos indicadores determina uma frente de avaliação. São elas:

  1. Cursos superiores: Conceito Preliminar de Curso (CPC);
  2. IES: Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC);
  3. Desempenho estudantil: Enade.

Por meio desses indicadores, o MEC atesta a aptidão das IES ao recredenciamento e à renovação do reconhecimento dos cursos examinados. Além disso, avalia o grau da qualidade pedagógica, aspectos estruturais da instituição, bem como o desempenho do aluno no contexto de aprendizado, levando-se em conta seu histórico educacional.

A avaliação acontece em um ciclo determinado pelo SINAES e compreende (i) autoavaliação, (ii) avaliação externa e (iii) avaliação dos cursos de graduação e dos programas de cursos sequenciais, dentro de ciclos avaliativos (Decreto 5.773/06).

As IES com melhores colocações entram para um ranking divulgado pelo MEC e esse posicionamento se torna importante referencial para nortear a escolha de estudantes por determinado curso ou instituição. O conceito do MEC também influencia outros rankings universitários, como o RUF (Ranking Universitário Folha) — tido como um dos mais prestigiados do país.

Entenda o que revelam os principais indicadores

Conceito Enade

Para falar sobre o Conceito Enade é preciso compreender como funciona o exame. O Enade é um dos pilares do SINAES e soma-se aos processos de avaliação dos cursos de graduação e das instituições.

Juntas, essas avaliações formam um tripé que possibilita compreender de forma profunda o funcionamento das IES e de seus cursos. Componente curricular obrigatório para emissão do diploma de graduação, o processo avaliativo do Enade é formado por dois instrumentos de participação compulsória: a prova escrita e o questionário do estudante.

Por meio do Enade, o MEC busca verificar como está sendo o desempenho dos estudantes em face dos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares de seus cursos, bem como o desenvolvimento de habilidades previstas para o bom desempenho do egresso no mercado profissional..

O exame também procura aferir as competências dos estudantes para a compreensão de temas extrínsecos à sua profissão, ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento (nota técnica do INEP 12/2017).

A prova escrita é composta por duas partes, que, juntas, resultam na nota do estudante. São elas:

  • Formação Geral (FG): 10 questões (8 de múltipla escolha e 2 discursivas) que revelam uma perspectiva crítica sobre temas relevantes à realidade contemporânea, transcendendo a formação profissional. Além disso, avaliam a capacidade de organização textual de acordo com a norma culta e a habilidade de construção argumentativa contextualizada por parte dos estudantes. A FG corresponde a 25% da nota do aluno.
  • Componente Específico (CE): 30 questões (27 de múltipla escolha e 3 discursivas) que exploram particularidades de cada área, tanto em relação ao domínio do conhecimento, quanto das habilidades esperadas para o futuro profissional, utilizando-se de diferentes níveis de complexidade para a abordagem desses conteúdos. O CE equivale a 75% da nota do estudante.

Docentes da educação superior com larga experiência nas áreas avaliadas, provenientes de instituições públicas e privadas das cinco regiões do país, são os responsáveis pela definição das diretrizes do exame. A revisão técnico-pedagógica da prova também conta com a participação de um time de docentes destas áreas, selecionados por meio de edital em processo de chamada pública para o  Banco Nacional de Itens (BNI).

Questionário do Estudante

Para ser considerada uma participação efetiva no Enade, os concluintes devem preencher online o Questionário do Estudante. Assim, o MEC identifica o perfil socioeconômico e as características educacionais dos participantes até o ensino médio. Além disso, os estudantes oferecem sua ótica para elementos concernentes ao curso avaliado, às oportunidades oferecidas para sua formação acadêmica e profissional e à própria estrutura da IES na qual está matriculado.

Em linhas gerais, os concluintes atribuem uma nota (aprovando ou reprovando) os seguintes aspectos:

  • corpo docente;
  • infraestrutura para os cursos;
  • instalações físicas da instituição de ensino superior;
  • oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional;
  • organização didático-pedagógica;
  • uso de tecnologias.

Os resultados do Enade fornecem insumos indispensáveis ao cálculo dos demais indicadores de qualidade da educação superior: o Conceito Preliminar de Curso (CPC), o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).

Ter um alto desempenho nesses indicadores é um trunfo para as IES, pois eles corroboram a reputação institucional perante a sociedade e o mercado. O aluno, por sua vez, tem seu diploma valorizado, uma vez que  foi conferido por uma instituição que comprovadamente preza pela qualidade.

Conceito Preliminar de Curso (CPC)

De acordo com a nota técnica 38/17 do INEP, o CPC é uma medida de qualidade constituída de oito componentes agrupados em quatro dimensões. É destinado a avaliar diferentes aspectos relativos aos cursos de graduação. São eles:

  • desempenho dos estudantes;
  • valor agregado pelo processo formativo oferecido pelo curso;
  • corpo docente;
  • condições da IES para o desenvolvimento do processo formativo.

Para o cálculo do CPC, é necessário que o curso tenha no mínimo 2 estudantes concluintes participando do Enade. Cursos que não atendem a esse critério ficam na condição “Sem Conceito (SC)”. A equação utiliza as seguintes informações:

  • nota dos estudantes concluintes no Enade;
  • nota do Indicador de Diferença entre o Desempenho Observado e Esperado (IDD);
  • número e proporção de mestres;
  • número e proporção de doutores;
  • número e proporção de professores que trabalham em regime parcial ou integral;
  • nota média de organização didático-pedagógica, obtida com o Questionário do Estudante;
  • nota média de infraestrutura e instalações, obtida com o Questionário do Estudante;
  • nota média de oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional, obtida com o Questionário do Estudante.

Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC)

Esse indicador tem o objetivo de expressar o nível de qualidade dos cursos de graduação, de mestrado e de doutorado de cada IES, considerando a totalidade de campi e municípios de atuação.

Segundo o INEP (nota técnica 39/2017), trata-se de uma média ponderada que envolve as notas contínuas do CPC e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) dos cursos de programas de pós-graduação stricto sensu. No caso de mestrado e doutorado acadêmico e mestrado profissional, as avaliações são realizadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O cálculo do IGC toma por base as seguintes informações:

  • notas do CPC no último triênio;
  • número de matrículas do curso de graduação (estudantes cursando ou formando no ano de referência do CPC);
  • conceitos da CAPES atribuídos aos cursos de mestrado e doutorado para programas de pós-graduação reconhecidos e recomendados;
  • número de alunos matriculados em cursos de mestrado e doutorado (cursando ou titulados).

Para que o IGC seja calculado, cada IES precisa ter pelo menos um curso com alunos concluintes inscritos no Enade dentro do triênio de referência. Além disso, é indispensável que tenha sido possível calcular o CPC dos respectivos cursos.

Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD)

O objetivo do IDD é medir o valor agregado pelos concluintes ao longo do período da realização do curso avaliado. Para isso, leva em consideração o desempenho no Enade e as características de aprendizagem individuais na época do ingresso no curso em questão. Para o cálculo do IDD, são levados em consideração os seguintes quesitos (nota técnica 33/2017) para cada curso avaliado:

  • número de concluintes que participaram do Enade;
  • desempenho geral dos concluintes no Enade;
  • desempenho geral dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Matemática e suas Tecnologias;
  • número de concluintes que participaram do Enade com nota recuperada para cálculo do IDD.

Resultado Enade e a comparação de indicadores

Analisar uma quantidade tão densa de dados contidos nos indicadores do MEC e do INEP é uma tarefa complexa para a gestão. Porém, realizar uma leitura superficial é um erro grave, que pode colocar a competitividade e a reputação de sua IES em risco.

A fim de facilitar esse trabalho e contribuir para uma tomada de decisão eficaz, a Saraiva Educação desenvolveu a ferramenta gratuita Resultado Enade, por entender que um gestor precisa acessar as informações mais relevantes de sua IES de forma prática e direta.

Em posse dos dados, cada instituição de ensino superior tem condições de observar com clareza seus pontos fracos e fortes e priorizar medidas e estratégias que, ao mesmo tempo, elevem o grau de excelência do ensino e corrijam problemas de ordem acadêmica e administrativa. Além disso, esses indicadores de qualidade podem auxiliar na construção de um planejamento de investimentos na instituição e de ações de marketing e de captação de alunos.

Além disso, um diferencial do Resultado Enade é que todos os conceitos obtidos por sua instituição de ensino superior podem ser comparados com a concorrência, facilitando enxergar a real qualidade do ensino e como está a oferta de outras instituições de perfil similar.

Essa ferramenta inovadora pode servir de base para diferentes metodologias e aumentar a eficiência da instituição, sobretudo em relação ao desempenho da concorrência. Entre as inúmeras estratégias que podem contar com o auxílio do Resultado Enade para garantir e ampliar a competitividade de sua instituição está o benchmarking.

Vamos conhecer um pouco mais sobre essa prática recorrente em corporações de peso ao redor do mundo?

O benchmarking e a educação superior

Avaliação comparativa, padrão de desempenho, ponto de referência. As traduções para o termo benchmarking são inúmeras. Contudo, uma das definições mais completas pode ser atribuída à Fundação Nacional de Qualidade (FNQ):

“É um método para comparar o desempenho de algum processo, prática de gestão ou produto da organização com o de um processo, prática ou produto similar que esteja sendo executado de forma mais eficiente, na própria ou em outra organização, visando a entender as razões do desempenho superior, adaptar à realidade da organização e implementar melhorias significativas.”

Em outras palavras, benchmarking significa buscar melhorias analisando as melhores práticas do mercado e comparando o próprio desempenho com o de outras organizações. Observar práticas inovadoras em determinados setores, nos cursos e até mesmo no campus de sua IES pode contribuir para uma melhor atuação institucional.

Por essa razão, o benchmarking figura entre as estratégias de gestão mais relevantes para sua IES alcançar superioridade em relação à concorrência. Mas é preciso ter uma ideia em mente: sempre haverá outras organizações que possuem mais experiência ou desempenham com mais eficiência determinados serviços em relação à sua organização.

Sendo assim, é importante não ignorá-las, e sim observá-las com atenção. O benchmarking pode te auxiliar a aprender com elas e a verificar quais práticas podem ser implantadas ou adaptadas às peculiaridades de sua IES. E um detalhe: isso não significa copiar processos que funcionam, e sim compreendê-los, a fim de encontrar fatores-chave para o aumento exponencial de sua competitividade.

Conheça agora alguns dos principais tipos de benchmarking perfeitamente aplicáveis ao mercado educacional.

Benchmarking interno

Esse tipo de benchmarking acontece dentro da própria instituição de ensino, com o objetivo de identificar as melhores práticas e disseminá-las por todos os setores, especialmente quando há diversas unidades, as quais podem servir de exemplo de comparação. Ademais, é tanto uma forma de busca de melhorias, quanto uma oportunidade de autoconhecimento (Carvalho; Martins; Santos, 2010).

Entre as principais vantagens de utilização do benchmarking interno está a praticidade de conseguir informações fidedignas e ter um baixo custo, já que ocorre na própria organização. Além disso, essa prática favorece o contínuo aprimoramento dos processos internos e possibilita que os recursos já existentes na instituição sejam utilizados em favor da competitividade.

Indiretamente, o benchmarking também agrega outros pontos importantes para o clima organizacional, como a valorização pessoal e o fortalecimento da comunicação interna (Siqueira, s/d).

Benchmarking competitivo

Esse é o tipo de benchmarking mais conhecido. Como o próprio nome sugere, orienta ações para detectar as práticas e os comportamentos que estão gerando melhor desempenho à concorrência no desafio de se manter à frente. A principal vantagem desta prática  para sua instituição de ensino superior é a possibilidade de aprender com a concorrência, o que possibilita superá-la e ter posicionamento de maior destaque no mercado (Carvalho; Martins; Santos, 2010).

Para tanto, é necessário identificar quais áreas ou funções você deseja melhorar em sua instituição. A partir daí, é possível escolher um concorrente e traçar um planejamento de coleta de informações. Como o grande desafio é vencer as barreiras do concorrente e entrar em seu território, uma saída é buscar consultorias educacionais especializadas em benchmarking.

Benchmarking funcional

Na prática do benchmarking funcional, o objetivo é identificar técnicas de sucesso em instituições tidas como excelentes, mas não necessariamente concorrentes. O que importa é o quanto os procedimentos realizados por elas são relevantes para sua IES. Segundo essa perspectiva, qualquer processo realizado por outra organização de interesse pode servir de parâmetro para possíveis melhorias (Carvalho; Martins; Santos, 2010).

Nesse caso, o tipo de serviço ou produto que uma organização oferece não é um fator excludente para o benchmarking. A ideia é avaliar como processos similares, sobretudo com relação às tecnologias utilizadas, podem ser melhorados, independentemente do segmento de atuação.

Por exemplo, se uma empresa de marketing multinível (como Avon e Tupperware) oferece treinamento de equipes por meio de um avançado ambiente virtual de aprendizagem, sua IES pode observar os recursos existentes na plataforma de ensino daquela empresa, a fim de melhorar sua infraestrutura para cursos de educação a distância.

Benchmarking de cooperação

Nessa forma de benchmarking, duas organizações trabalham em parceria e compartilham informações sobre suas práticas. Outra maneira é quando uma empresa modelo aceita demonstrar seus processos para que outra de menor porte aprenda com ela. Normalmente, esse caso se dá quando as empresas não são concorrentes e apresentam distintos pontos de excelência, ou quando uma delas aceita abrir esse conhecimento em razão de interesses próprios, como prestígio e notoriedade (Endeavor Brasil, 2015).

Um exemplo é o caso de duas universidades internacionais com diferentes pontos de excelência que se juntam para servir de referência para o mercado. Elas abrem suas portas e apresentam novas tecnologias, procedimentos e métodos de sucesso para que essas práticas representem uma evolução no mercado. Indiretamente, elas ganham maior visibilidade em sua atuação.

Utilizar o benchmarking como ferramenta estratégica de gestão em sua IES significa abandonar velhos paradigmas e aceitar que a aprendizagem é fundamental para aumentar os níveis de desempenho.

Isso significa autoavaliar-se e identificar forças propulsoras da qualidade dentro de sua organização, valorizando o capital humano, recursos e técnicas que estão dando certo. Mas também é preciso olhar para fora de suas fronteiras geográficas e examinar como outras instituições conseguem atingir seus níveis de desempenho, buscando compreender os processos que elas utilizam. Em qualquer caso, o benchmarking se trata essencialmente de conhecer o que está por trás da excelência.

“Quando as lições extraídas de um exercício de benchmarking são aplicadas devidamente, facilitam a melhoria do desempenho em funções críticas de uma organização ou em áreas-chave do ambiente empresarial.” (O’Reagain e Keegan, Benchmarking in Europe, 2000).

Um dos pontos cruciais de uma gestão eficiente na educação superior é a habilidade de desenhar caminhos de acordo com o perfil de serviço institucional, as ofertas de cursos e o público estudantil, tendo clareza de onde estão os pontos de força e fraquezas, tanto de sua IES e quanto dos concorrentes diretos.

Em função disso, fazer uma análise comparativa dos conceitos do MEC torna-se indispensável à confirmação dos segmentos em que sua instituição assume a liderança no mercado, mas também para a avaliação de quais aspectos demandam novas estratégias.

O mesmo vale em relação à concorrência. Por esse motivo, o Resultado Enade é uma ferramenta eficaz. Você visualiza os conceitos do MEC com praticidade, observa os resultados da concorrência, se autoavalia e percebe em quais aspectos precisa focar novas decisões para fortalecer o desempenho. Sendo uma alternativa gratuita, melhor ainda!

Então, não custa nada experimentar. Tome essa iniciativa e eleve o status de sua IES no mercado educacional. Acesse agora o site do Resultado Enade e veja como sua instituição se comporta.

ENADE para IES: tudo o que você precisa saber para garantir o sucesso!

Aplicado há mais de 20 anos, o Exame Nacional de Avaliação do Desempenho dos Estudantes (ENADE) consolidou-se como um dos principais termômetros de comprovação da qualidade das IES e de seus respectivos cursos. O conceito Enade para IES possui um peso enorme para a reputação das instituições, uma vez que a nota obtida pelo aluno que reflete na avaliação da própria instituição. Com isso, o MEC deseja promover a melhoria do ensino superior no país.

Sozinho, o Enade corresponde a aproximadamente 55% do Conceito Preliminar de Curso (CPC) — cujos dados podem determinar a renovação, ou não, do reconhecimento dos cursos superiores. Além disso, as notas do Enade têm expressividade para a classificação das instituições em rankings como o RUF (Ranking Universitário Folha), de amplo apelo midiático, o que tem grande influência na captação de alunos.

Por esse motivo, alcançar e manter um bom conceito no Enade é cada vez mais impactante no planejamento estratégico das IES brasileiras, pois seu resultado tem influência na sobrevivência das instituições no mercado do conhecimento.

IES que não consigam resultados favoráveis no Enade correm o risco de prejudicar seriamente sua reputação e sofrer diversas sanções, como fechamento de cursos ou redução do número de vagas.

O sucesso no Enade depende da perpetuação de uma cultura organizacional em torno do exame, envolvendo os principais stakeholders das IES (reitores, coordenadores, diretores, professores e, sobretudo, alunos). Para tanto, é preciso que os gestores saibam compreender o que está por trás da avaliação Enade, a fim de implantar um planejamento correspondente aos interesses institucionais, tanto pedagógicos quanto mercadológicos.

Entenda, neste post, como analisar os resultados do Enade e implantar ações que incluam o exame na rotina institucional. Além disso, uma ferramenta virtual gratuita está auxiliando gestores a compreenderem de forma mais prática os indicadores do MEC e do INEP para tomarem as melhores decisões.

O que a nota do ENADE realmente diz sobre a sua instituição?

O Enade é integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e “avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação, em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas em sua formação” (INEP). Trata-se de um importante mecanismo de feedback para as IES, já que atesta a excelência dos cursos e da própria instituição.

Por meio desse indicador é possível avaliar a qualidade do ensino e se as condições de aprendizado permitem aos alunos demonstrar as habilidades e competências esperadas para sua atuação no mercado de trabalho. Além disso, é possível medir a reputação institucional e se o projeto político pedagógico está de acordo com as expectativas do MEC e do próprio mercado de trabalho.

Os alunos concluintes — que efetivamente farão a prova do Enade — também fornecem dados que impactam na taxa de retenção das IES. Além da avaliação escrita, o “Questionário do Estudante” é um segundo instrumento de avaliação, de preenchimento obrigatório aos inscritos.

Ele aponta referenciais para a construção do perfil socioeconômico dos alunos e a opinião dos estudantes sobre a organização pedagógica do seu curso, corpo docente e infraestrutura da instituição.

De acordo com o Mapa do Ensino Superior de 2015, 27% dos alunos matriculados em instituições privadas acabam desistindo de estudarr por não conseguirem acompanhar o ensino, em razão de uma lacuna de conhecimento que deveria ser bagagem do ensino médio.

Assim, o aluno ingressante também possui função crucial no Enade, embora não faça a prova. As IES têm obrigação de inscrever os ingressantes para que o INEP calcule o Indicador de Diferença dentre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede quanto de conhecimento o aluno agregou ao longo de toda sua vida acadêmica. A nota atribuída é baseada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A análise dos resultados do Enade permite, ainda, que as IES comparem seus projetos pedagógicos com os de outras instituições e a relevância de sua matriz curricular para a organização pedagógica.

Ao serem bem avaliadas, todos os stakeholders das IES são indiretamente beneficiados. A reputação da universidade é mantida, o corpo acadêmico é valorizado e os alunos terão em seu histórico o nome de uma instituição bem-conceituada.

Por que criar uma rotina de preparação para o exame nacional?

O Enade é um modelo de avaliação institucional que integra o ciclo educacional de uma IES por completo, já que começa a partir da entrada do aluno na instituição, engloba a sua permanência até o fim do curso e finaliza com o objetivo de formar profissionais de excelência para o mercado de trabalho.

Dados do INEP afirmam que o número de IES aumentou cerca de 70% na última década. Entre outros motivos, isso se deve ao fato das políticas educacionais que o governo federal estabeleceu para facilitar o acesso de pessoas ao ensino superior e, também, de uma necessidade do mercado de trabalho para a formação de profissionais qualificados.

A concorrência atual faz do Enade um fator determinante para a competição no mercado do conhecimento. O exame demonstra à sociedade o valor de formação que se agrega à vida de um aluno daquela pela IES e como seu diploma aumenta a credibilidade do profissional por ali formado no mercado de trabalho.

Melhorar o conceito Enade é, para muitas instituições, resultado de grande dedicação junto aos professores e alunos. Levando em conta que a aplicação do exame é trienal, o objetivo das IES é sempre superar a nota do exame anterior.

A melhor maneira de se preparar para o Enade é incluir o exame na rotina institucional. Preparações intensivas, que normalmente vêm acompanhadas de provas finais e trabalhos de conclusão de curso, mais fazem criar tensões nos estudantes que propriamente gerar um bom resultado.

A pressão, pelo contrário, pode gerar rejeição ao exame e prejudicar tanto o concluinte quanto a universidade.

Sendo assim, torna-se imprescindível que as IES implantem fatores motivacionais para os alunos, afinal o Enade é obrigatório e pré-requisito para a obtenção do diploma universitário.

O professor Nelson Pereira Castanheira, especialista em Educação, afirmou em entrevista que: “A prova do Enade é considerada uma disciplina, e se você está num curso onde não fez uma disciplina, não acabou o curso. Se o aluno for inscrito para fazer o ENADE e não comparecer, ele não tem uma disciplina, portanto, não pode colar grau”.

Apesar disso, é comum que os alunos não compreendam bem a razão de se preparar para o Enade, imaginando que o exame seja uma avaliação como qualquer outra. É preciso implantar a “cultura do Enade” dentro da organização.

O Enade deve ser realizado com a mesma seriedade de um exame de ordem ou concurso público, já que influencia, de fato, na formação acadêmica e profissional do concluinte, bem como dos colegas que ainda não estejam nas etapas finais do curso.

A pouca importância ao Enade é uma análise pouco inteligente do aluno, mas reflete falta de esclarecimento e engajamento da universidade. E para esse cenário ser revertido, é preciso entender como lidar com os resultados do Enade e implantar estratégias motivacionais que privilegiem a preparação para o exame ao longo do curso, desde a fase de ingresso na instituição.

Também é importante ressaltar que quando o aluno participa do Enade de forma responsável as IES conseguem informações de qualidade sobre a realidade observada no curso. A partir daí é possível repensar os rumos do projeto acadêmico e embasar decisões mais eficazes para a melhoria dos cursos e da própria instituição universitária.

Um aluno com bom desempenho no Enade ganha um currículo de peso e maior receptividade no mercado de trabalho, antes mesmo de sair da faculdade. É como se fosse um selo de qualidade. Tanto que há empresas que não firmam parcerias para programas de estágios com IES cujo conceito no Enade é baixo.

A partir da criação de uma cultura organizacional em torno do Enade, os alunos tendem a prestar o exame com maior dedicação. Ao enxergar a importância do exame para si e para a universidade onde estudam o empenho tende a ser bem maior, pois os estudantes desejarão que sua instituição seja avaliada positivamente, o que reflete no próprio aluno.

É um ciclo: se o aluno é bem avaliado no Enade, a universidade ganha visibilidade e atrairá melhores alunos para a instituição. Por isso, os estudantes precisam realmente mostrar tudo que sabem no exame. E isso envolve, além de talento, interesse por parte do aluno.

Como lidar com os resultados do ENADE?

A criação de uma cultura organizacional para o Enade é reflexo de um planejamento estratégico que enfoca a motivação dos alunos, melhorias no projeto pedagógico, ampliação das áreas de pesquisa e extensão, inovação das metodologias de ensino, uso de tecnologias e até melhorias na infraestrutura da universidade.

Tais ações, portanto, não devem focar apenas na prova e os alunos tidos como mais capacitados para a realização dos exames. Até porque, se espera que a universidade mantenha e supere sua nota, independentemente de grupos específicos de estudantes. E se são apresentadas discrepâncias na avaliação de um ciclo para outro, isso pode ser ruim para a universidade.

Os resultados do Enade servem como instrumentos de avaliação interna de cada curso. E cada núcleo deve observá-los junto aos respectivos corpos docentes para tomar as providências para melhorias.

O ponto de partida para qualquer ação é, logicamente, o projeto pedagógico curso. Este servirá de parâmetro para que as IES desenvolvam objetivos e metas em curto, médio e longo prazos, ao mesmo tempo em que a estratégia Enade reforça uma educação de excelência e prioriza a formação integral dos estudantes.

O planejamento estratégico precisa englobar parâmetros integrados que envolvam de forma transversal os indicadores de avaliação institucional, a alta qualificação para as necessidades do mercado de trabalho e o desenvolvimento socioeducacional.

É fundamental que as IES construam um panorama dos dados históricos do Enade, a fim de observar como a avaliação dos seus cursos vem se comportando ao longo dos anos e em quais pontos a universidade cresceu, bem como o que ainda precisa ser desenvolvido.

Essa observação precisa acontecer por meio de uma análise conjunta, envolvendo as equipes de gestores, coordenadores e professores, para que se atribuam metas de ampliação da avaliação do Enade. Essas metas são a base para as ações pedagógicas, engajamento do corpo docente e alunos, melhorias estruturais e ampliação do relacionamento com o mercado de trabalho.

Por consequência, a observação do histórico de IES concorrentes também se torna imprescindível. Ao comparar-se com outras instituições de interesse é possível compreender melhor quais estratégias podem ser adequadas à realidade da universidade em questão para que esta determine ações para elevar seus resultados e alcançar maior competitividade.

Ter um olhar para outras IES faz parte das chamadas ações de benchmarking educacional, que consistem em aprender com o que as outras instituições estão fazendo. Isso possibilita que uma universidade aplique internamente ideias que estão funcionando para outras instituições.

É um trabalho de bastante intensidade, mas que vai contribuir para o alcance do resultado esperado.

Porém, avaliar esses dados não é uma tarefa simples. Os informativos do INEP e do MEC são dispostos de uma maneira que exige das IES um trabalho denso de cruzamento dos dados. Essa tarefa demanda tempo e corre o risco de ser uma tarefa um tanto desmotivadora — para não dizer cara, pois é possível que seja necessária a contratação de consultorias específicas para isso.

Por outro lado, já existem algumas ferramentas online que estão facilitando a vida dos gestores universitários com relação à visualização e cruzamento desses dados. Uma delas é o Resultado Enade, desenvolvido pela Saraiva Educação.

A ferramenta expõe os dados de forma bastante prática e de fácil navegação. Por intermédio dessa análise as IES conseguem visualizar as informações de seu interesse e tomar decisões mais rapidamente. E melhor, de graça. Por meio do Resultado Enade, é possível:

  • acompanhar o Conceito Enade de cada curso da sua IES;
  • analisar o desempenho na formação geral e no componente específico;
  • observar a evolução da IES, se houver histórico;
  • comparar a concorrência;
  • avaliar o CPC de cada curso da sua IES;
  • acompanhar o IGC de cada um de seus cursos.

Já deu para perceber que o Enade não é um exame pontual, mas diz muito sobre a universidade. É comum, no entanto, que certas IES tenham dificuldade em desenvolver ações direcionadas à avaliação e, mais ainda, consigam engajar os alunos.

É possível engajar mais os alunos?

O engajamento dos alunos começa com a criação de um orgulho institucional. Os estudantes precisam gostar de estudar na universidade e ter o ânimo de querer levar o nome da instituição como um diferencial importante para sua vida, após a formatura.

Além disso, os professores, coordenadores e a gestão administrativa como um todo precisam conquistar a confiança dos alunos, a fim de conhecer seus anseios com relação à universidade.

A construção dessa identidade vem a partir de ações que permitam aos alunos sentir-se parte da universidade. É fundamental que as IES invistam na criação de segmentos internos que estimulem a participação dos alunos.

Diretórios acadêmicos, Atléticas, Empresas Juniores, Núcleos de Pesquisa e Extensão e Eventos Temáticos, de acordo com os preceitos de cada curso, são alguns exemplos para que os alunos permaneçam em atividades dentro dos muros da instituição e agreguem valor à universidade.

Tudo isso demonstra que a IES se importa com o aluno e deseja oferecer alternativas para que o estudante avance em conhecimentos e na preparação profissional, mas também tenha a universidade como um momento único em sua trajetória.

Comunicação eficiente

Uma vez criada a identidade institucional, é muito menor a chance de haver boicote por parte dos estudantes prestadores do Enade. A receptividade para a compreensão da necessidade de realização de um bom exame torna-se muito maior.

Mas a universidade tem muito mais responsabilidades além de se preocupar apenas em cuidar para que o aluno aceite prestar o exame com satisfação e orgulho institucional. Há questões administrativas por parte da administração e coordenação do curso que também estão atreladas ao sucesso do Enade.

As IES devem garantir a inscrição de todos os concluintes habilitados que devem obrigatoriamente prestar o Enade, bem como fornecer os dados de todos os alunos ingressantes.

Para que nenhuma das partes sofra qualquer tipo de penalidade pela não participação no exame, é necessário que as IES utilizem todos os instrumentos de comunicação a seu alcance para divulgar informações relativas ao exame (telefone, SMS, e-mails, whatsApp, grupos de Facebook, murais nos departamentos, quadros de avisos etc.).

Também é necessário que os alunos recebam explicações claras sobre o formato do exame, composição, quantidade de questões (formação geral e componentes específicos) e tempo de realização da prova.

Como os concluintes estão atônitos com todas as outras atividades, também vale a pena lembrar informações básicas para o ingresso no ambiente do exame (horário de fechamento dos portões, material permitido e documentos de identificação obrigatórios, por exemplo).

Preparação continuada para o Enade

A IES precisa organizar a preparação dos seus alunos para o Enade ao longo da graduação. É um erro concentrar os esforços nos semestres finais. A diluição do exame traz tranquilidade e facilita o engajamento dos alunos.

A aplicação de simulados é uma das formas de familiarização com o exame. Todas as disciplinas dos cursos que são avaliadas pelo Enade devem ser abordadas, especialmente dando ênfase àquelas que estatisticamente apareceram mais em anos anteriores.

Além disso, seminários sobre o Enade são de grande valia para aumentar o engajamento dos alunos. É importante gerar informações claras sobre o atual posicionamento da universidade no exame e quais são seus pontos fortes e fracos.

A partir disso, o estímulo à participação conjunta no planejamento estratégico, aceitando ideias de todos os stakeholders, sobretudo dos estudantes, é uma maneira de contribuir para maior engajamento estudantil.

Inovação no ensino e tecnologia

As novas metodologias de aprendizagem para o Ensino Superior e o uso das novas tecnologias também contribuem na preparação para o Enade e ampliam o engajamento estudantil. O ponto nevrálgico dessas metodologias é que o aluno se torna agente no processo educacional, uma vez que interage com os conteúdos.

A realidade do jovem estudante atual é pautada pelo uso constante de celulares, tablets, computadores e a internet. Ele está conectado o dia todo e em qualquer lugar e mescla a utilização desses dispositivos tanto para uso pessoal quanto para atividades profissionais e de estudo.

Isso também fez a sala descentralizar-se. Muitos conteúdos estão sendo distribuídos aos alunos por meio de plataformas digitais, e os resultados são comprovadamente mais satisfatórios.

Assim como os cursinhos pré-vestibulares e as escolas de ensino médio estão disponibilizando conteúdos, dicas, exercícios e simulados online, o mesmo pode ser aplicado com relação ao Enade nas IES.

Além de tornar o aprendizado mais leve, os alunos têm condição de controlar seu tempo e ritmo de estudo. Pesquisas e de diversas instituições respeitadas internacionalmente comprovam que o modelo tradicional de aula, com alunos ouvindo o professor por extensos períodos e fazendo exercícios teóricos, não garante a mesma retenção dos conteúdos em relação a uma atividade interativa.

Outra estratégia bastante atraente é a gamificação (do inglês gamification), que utiliza os fundamentos de jogos para o aprendizado. Tem sido muito aproveitada não apenas no meio acadêmico como também no meio empresarial para engajar pessoas a fim de estimular a resolução de problemas e motivar o aprendizado.

A ideia é criar uma motivação que estimule o “jogador” a querer jogar mais, ou seja, que o aluno tenha vontade de aprender melhor. Esse mecanismo, além de proporcionar recompensas por bons resultados nas atividades, estimula que os alunos percebam sua evolução.

Já que os jogos de celular e tablets estão em alta entre os jovens, o uso de aplicativos voltados à aprendizagem é uma forma de o jovem levar os conteúdos para onde for. Esses recursos estão sendo muito utilizados para a preparação de diversos tipos de exames, incluindo o Enem e concursos públicos.

A grande vantagem da utilização desses recursos — sobretudo no caso de aplicativos para dispositivos móveis — é o fato de serem democráticos e estarem ao alcance da maior parte da comunidade acadêmica.

Por isso, a interação com as plataformas digitais e o ensino híbrido garantem melhores resultados e são perfeitamente aplicáveis na preparação para o Enade. Ao promover a atividade lúdica e a aprendizagem ativa, a relação ente aluno, professor e universidade se estreita e a mensuração dos pontos positivos e de outros a corrigir acontece com maior exatidão.

A qualidade dos cursos superiores está, de fato, nas mãos das próprias universidades. Um resultado falho significa que o caminho está errado e é preciso corrigi-lo. Este post procurou elucidar alguns aspectos que tornam o Enade para as IES algo imprescindível na ampliação de sua qualidade no ensino e da credibilidade junto à sociedade.

Agora que você já sabe o que deve fazer para ter sucesso no ENADE para IEs, experimente a ferramenta Resultado Enade e administre os resultados para uma tomada de decisão que vai levar a sua IES aos primeiros lugares na avaliação.

Por que fazer uma avaliação de instituições de ensino superior?

A crise financeira instalada a partir de 2014 também alcançou o âmbito universitário. Por isso, manter-se competitivo nesse cenário tão desafiador exige olhar estratégico para a avaliação de instituições de ensino superior como forma de embasamento para uma tomada de decisão eficaz.

Pensando nisso, vamos apresentar neste texto informações que justificam a avaliação de instituições do ensino superior como fator crucial para as estratégias de negócio das IES privadas. Além disso, vamos explicar como a gestão data-driven pode contribuir para melhores resultados nos negócios.

Mas, antes, é preciso entender os números. Vamos lá?

O cenário das IES privadas

Segundo o Censo da Educação Superior de 2016, das 2.407 IES brasileiras, 87,7% são privadas e detêm 75,3% das matrículas. Do total de IES, incluindo as públicas, apenas 8,2% são universidades — mas concentram 53,7% dos cursos de graduação.

Por outro lado, as faculdades correspondem a 83,3% do total de IES, mas contêm apenas 26,7% das matrículas. Centros universitários expressam 6,9% das instituições, com 17,6% dos alunos matriculados. Os últimos 1,7% são de IFs e Cefets, com 2% das matrículas na graduação.

O Censo 2016 ainda aponta que as IES oferecem em média 14 cursos de graduação e apenas 2,4% delas tem uma grade com mais de 100 cursos. Isso significa que instituições privadas de médio e pequeno porte prevalecem no cenário brasileiro.

Completando esse contexto altamente competitivo para as IES privadas, as matrículas na educação superior em geral têm apresentado desaceleração. Desde 2006, o número de matrículas em cursos de graduação e sequenciais vinha aumentando em média 5% ao ano. Mas essa porcentagem começou a cair a partir de 2014 e o ingresso de novos alunos atingiu inexpressivos 0,2% entre 2015 e 2016 — uma estagnação inédita.

Esses dados foram colhidos no momento no auge da crise. É possível que o próximo levantamento do INEP/MEC apresente números mais favoráveis, uma vez que o governo federal, ainda no primeiro semestre de 2017, já projetava retomada do crescimento econômico.

Mas, diante desses números, é preciso abandonar a intuição e abrir os olhos para o volume de dados produzidos na IES e transformá-los em informações pertinentes à tomada de decisão.

De olho nos indicadores do MEC

Com base no Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade), o MEC criou indicadores que atestam a qualidade das IES e de seus cursos. Como é sabido, uma avaliação negativa pode levar o MEC a aplicar ações corretivas e, até mesmo, a abrir processos administrativos que culminem com o fechamento dos cursos mal avaliados.

Todavia, uma avaliação positiva traz inúmeros benefícios para as IES. Por exemplo:

  • é critério para participação nos programas federais de concessão de bolsas de estudo e de fomento à pesquisa;
  • estimula o engajamento da comunidade estudantil e o reconhecimento do corpo docente;
  • eleva a reputação da IES, melhorando sua imagem perante seu público e a sociedade;
  • possibilita melhor posição em rankings universitários, como o Ranking Universitário Folha (RUF);
  • no marketing educacional, é um dado de valia para exploração publicitária e captação e novos alunos.

Enade pode ajudar na gestão da IES

O Enade é o indicador que tem o maior peso na avaliação de uma IES. Sozinho, corresponde a 55% do Conceito Preliminar de Curso (CPC).

Além de atestar a qualidade dos cursos, o Enade revela uma série de outros dados importantes sobre a universidade.

Por meio do questionário socioeconômico dos alunos ingressantes, por exemplo, é possível compreender algumas lacunas de aprendizagem e tomar as devidas providências para evitar a alta evasão escolar, que chegou a 49% em 2014, segundo o Ministério da Educação.

Além disso, os alunos concluintes que prestam o Enade expressam oficialmente a opinião deles a respeito da organização pedagógica de seu curso, da capacitação do corpo docente e da infraestrutura da instituição.

Assim, junto aos demais indicadores, o Conceito Enade representa importante ferramenta de feedback para a IES. E como os conceitos são públicos, as instituições podem se comparar, fazendo um cruzamento de cenários, o que possibilita ampla reflexão a respeito da gestão institucional e posicionamento de mercado.

A avaliação como ferramenta estratégica

Mangolin, Meyer e Pascucci (2012) afirmam que o ambiente universitário está em um processo de transformação e que novas abordagens de gestão, como o planejamento estratégico, estão ganhando cada vez mais espaço.

Para tanto, a avaliação de instituições de ensino superior deve ser encarada como mecanismo para um acompanhamento sistemático dos dados gerados pela instituição e seus públicos. O objetivo é ampliar a precisão do diagnóstico sobre a atuação da IES.

Esse monitoramento é importante, não apenas para a comunidade acadêmica, mas principalmente para compreender o real posicionamento da instituição em relação ao mercado e à opinião pública.

Com isso, essas informações devem servir de parâmetro para que as universidades possam responder aos desafios que lhes impõem um novo contexto econômico, social e tecnológico e se manterem atuantes num ambiente competitivo (Mangolin, Meyer e Pascucci, 2012).

Big Data e a gestão data-driven

Nos últimos anos, empresas dos mais diversos segmentos têm implantado formas de otimizar seus processos a fim de aumentar seu desempenho e evitar perdas financeiras. Entre elas está o Big Data, que pode ser usado por praticamente todas as áreas e atividades.

Segundo a revista norte-americana Forbes, esse termo pode ser definido como “uma coleção de dados de fontes tradicionais e digitais, de dentro e de fora da empresa, que representa uma fonte para descoberta e análise contínuas”.

Ao Big Data está associada a inteligência de dados. Com a implantação de sistemas de informação que possibilitam a integração de dados de todos os setores e processos da IES, é possível traçar ações para melhor experiência do aluno dentro da instituição e reconhecer de forma personalizada cada um dos estudantes.

Em ambientes virtuais de aprendizagem, por exemplo, é possível verificar a interação do aluno com seu curso, onde residem suas maiores dúvidas e quais tipos de conteúdo podem ser incrementados, a fim de garantir pleno engajamento do estudante.

Além disso, com base em interações online entre os alunos e a universidade, é possível até mesmo reestruturar o percurso do projeto pedagógico. E, inclusive, antever situações que levem à desistência do curso.

O mesmo vale para o marketing. Ao utilizar os meios digitais, como redes sociais, blogs, anúncios em aplicativos etc., o internauta deixa um rastro de informação que pode ser usado para traçar a jornada do aluno em potencial.

De posse dessas informações, as campanhas institucionais podem ser direcionadas a grupos específicos de vestibulandos. A partir disso, todo o processo de conversão dos aprovados em matrículas reais fica mais claro, pelo fato de o marketing saber para quem está falando.

Além disso, a gestão data-driven pode combinar os dados de Big Data com outras formas  analógicas de avaliação institucional que contemplem com amplitude o complexo contexto das IES.

Alguns exemplos de formas de autoavaliação podem abrigar ações do tipo:

  • utilização de canais de comunicação para ouvidoria;
  • pesquisas de satisfação;
  • observação do engajamento dos alunos nas atividades acadêmicas;
  • produção científica do corpo docente;
  • análise dos rankings universitários brasileiros e internacionais;
  • foco na gestão democrática e participativa;
  • análise da inadimplência;
  • estudo da taxa de evasão;
  • benchmarking educacional;
  • além dos já citados indicadores do MEC.

As estratégias de avaliação de instituições de ensino superior são uma oportunidade para as entidades educacionais diagnosticarem pontos críticos de maneira efetiva. Com isso, é possível redefinir caminhos rumo à transformação de sua realidade e realinhar sua missão pedagógica com as tendências de mercado.

Assim, convidamos você, gestor, a conhecer a ferramenta online Resultado Enade, desenvolvida pela Saraiva Educação. Ela vai auxiliá-lo, de forma prática, a enxergar as informações relativas ao Conceito Enade e demais indicadores do MEC, além de permitir a comparação da sua IES com a concorrência. E melhor, gratuitamente! Experimente e inclua o Resultado Enade na sua gestão estratégica.