Educação pós-pandemia: fotografia de dois estudantes usando máscaras em uma biblioteca.

Educação pós-pandemia: cenário e como superar os desafios na IES

A pandemia do Coronavírus chegou transformando a realidade de todos. Diferentes setores tiveram que se adaptar, o mundo inteiro se transformou e a área da educação foi uma das grandes afetadas. 

Nesse sentido, a busca pela EaD se intensificou e essa modalidade passou a fazer parte da rotina das instituições. Além disso, professores, alunos e gestores precisaram se adequar ao novo cenário. 

Agora, meses depois do começo da pandemia, o que tem preocupado as IES é: como será o cenário depois que tudo isso passar? É preciso entender e pensar nas possibilidades sobre o que pode acontecer para tentar se preparar da melhor maneira possível.

Hoje vamos falar sobre a educação pós-pandemia, qual é o cenário que a sua IES vai enfrentar e o que você pode fazer para superar os desafios. Para saber mais sobre o assunto é só continuar a leitura do artigo!

Educação pós-pandemia: qual será o cenário para as IES?

A educação foi um setor bastante afetado pela pandemia e teve que se adaptar rapidamente. Saindo das aulas presenciais para as virtuais, os professores e alunos tiveram que aprender a utilizar ferramentas e a se acostumar com uma nova forma de aprendizado.

Mas, infelizmente, as mudanças no setor não foram só na forma de aprender. As instituições também foram muito afetadas economicamente

Pesquisas apontam que muitos alunos não se adaptaram à nova realidade ou tiveram que trancar a matrícula por questões financeiras. Isso fez com que as IES perdessem muitos alunos e começassem a apostar em novas condições de pagamentos e negociações para evitar a inadimplência e mais prejuízos.

Por isso, analisamos que é possível que o setor enfrente uma crise ainda maior no período pós-pandemia. Afinal, de acordo com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), a evasão dos alunos aumentou 14% em 2020 e a taxa de inadimplência 51%, se comparadas com o ano de 2019. 

Muitos alunos ainda não estão seguros para voltar a estudar. Como não estão tendo empregos em vista, preferem desistir do curso, e isso pode continuar mesmo depois que a pandemia passar. 

Além disso, provas importantes, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foram adiadas, podendo afetar a entrada de alunos nas instituições de ensino superior e complicando a situação financeira das IES.

Próximos passos: o que fazer para enfrentar a crise?

O cenário de crise já é realidade para muitas instituições. Por isso, decidimos te ajudar com dicas sobre o que a sua IES pode fazer para se preparar e enfrentar a crise da educação pós-pandemia de uma forma mais tranquila. Confira:

1. Invista em tecnologia

Apostar na tecnologia é o primeiro passo para enfrentar a crise atual e a que está por vir. A tecnologia ajuda a sua IES a se tornar uma instituição mais atrativa para novos alunos, mostrando que ela aposta em inovação, no desenvolvimento e na qualidade da educação que é passada.

Além disso, algumas ferramentas ajudam a IES a ficar em dia com os processos regulatórios, o que facilita bastante o trabalho burocrático dos coordenadores. 

2. Aposte no ensino híbrido

Quando a pandemia acabar, a realidade do mundo será outra. Por isso, voltar ao presencial e esquecer totalmente do ensino online não é uma opção. É preciso investir no ensino híbrido, ou seja, tanto offline, quanto online.

É importante pensar em metodologias e estratégias em que os alunos e professores possam manter o contato dessas duas maneiras e explorar de forma mais abrangente esses dois jeitos de aprendizagem. É um momento de somar as diversas opções disponíveis e não de excluir uma ou outra.

3. Foque na atração de alunos

Em momentos de crise é a hora de gerar valor! Muitos alunos estarão desanimados para correr atrás do sonho de ter um ensino superior. Por isso, será necessário trabalhar bem na captação de novos alunos.

Se necessário, tenha pessoas de comunicação e marketing no time que possam ajudar a pensar em campanhas focadas nesse momento, mostrando o quanto fazer um curso superior é relevante e faz a diferença em um momento difícil.

4. Pense em melhores condições nas negociações

Quando passamos por uma crise, é necessário repensar as negociações e condições de pagamento para que ambas as partes sejam beneficiadas. Não se apegue a modelos antigos, agora é o momento para pensar no que é possível mudar, tanto para os alunos novos, como para as rematrículas.

Pense em bolsas de estudos, parcelamento maior das parcelas, financiamentos. Com certeza, apresentar soluções e se mostrar aberto para os alunos fará com que eles pensem melhor sobre a continuidade ou entrada em um curso superior.

5. Não se esqueça dos professores

Com certeza, os alunos são parte essencial de toda a história, mas os professores também são fundamentais

Mantenha eles sempre engajados, proporcione treinamentos sobre as ferramentas, peça ajuda para as campanhas de matrícula, faça com que eles participem e se sintam parte do processo. Isso faz com que eles não fiquem desanimados com o cenário da educação pós-pandemia.

Essas foram as dicas que separamos para você sobre educação pós-pandemia. Sabemos que não está sendo e nem será um momento fácil para as Instituições de Ensino Superior, mas estamos aqui para te ajudar! Por isso, separamos um conteúdo sobre tecnologia da educação para você entender melhor a importância desse investimento. Clique aqui para conferir!

Como engajar alunos: fotografia de três alunos em uma biblioteca analisando algo em um tablet.

8 dicas sobre como engajar alunos em sua IES

Como engajar alunos na sua instituição? Manter a motivação de estudantes em cursos de ensino superior é um desafio para as instituições de ensino. 

Dificuldades de acesso, falta de estímulo em sala de aula, visão limitada de mercado e infraestrutura ruim são algumas das causas da desmotivação e, consequentemente, da baixa retenção de alunos.

Durante a pandemia do novo coronavírus, essas adversidades foram ampliadas com as aulas remotas. E é importante reconhecer que, antes mesmo do período de isolamento social, o cenário da educação passava por fortes transformações, associadas a novas tecnologias e novas demandas do corpo discente.

Como a gestão das IES pode trabalhar essas novas possibilidades e expectativas a seu favor? Confira 8 dicas para ajudar no processo de engajar alunos.

1. Promova a capacitação e motivação de professores

Ao se perguntar como engajar alunos, tenha em mente que um corpo docente motivado é uma das principais estratégias que podem ser adotadas. 

Professores com presença e metodologias eficientes em sala de aula produzem alunos mais responsivos e interessados nos conteúdos de ensino. E isso é estendido ao olhar sobre a instituição como um todo.

Para motivar os educadores, é fundamental valorizar e capacitar esses profissionais, com medidas desde estímulo financeiro, associado a bons salários e benefícios, a programas de formação. Invista ainda em infraestrutura e sistemas de ensino apropriados e que correspondam às necessidades dos docentes.

2. Saiba como engajar alunos com novas metodologias

Uma das principais causas da falta de interesse entre estudantes são metodologias pouco interessantes e conteúdos desatualizados. 

É importante desenhar, com cuidado, os programas dos cursos e as técnicas de ensino adotadas na sua instituição. Esse é mais um motivo para contar ainda com um corpo de professores capacitados e alinhados a essa construção metodológica.

Considere trabalhar com metodologias ativas, que colocam o aluno como ator principal da própria educação e o professor como mediador entre ele e o conhecimento. Essa construção do ensino em sala de aula, mais dinâmica e interessante, fomenta naturalmente a interação entre estudantes e educadores e incentiva a autonomia do aluno. Existem diversos métodos e técnicas disponíveis para serem testadas e implementadas na sua instituição.

3. Desenvolva projetos colaborativos

Dentro da noção de trazer novas perspectivas e metodologias para o ensino, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares e colaborativos permite a construção do conhecimento de forma dinâmica e ativa. Além disso, amplia o relacionamento entre estudantes e professores de diferentes turmas ou cursos.

Os projetos colaborativos consolidam-se, assim, como uma alternativa para gerar interesse e engajamento. Gestores de IES podem incentivar esse tipo de ação, por exemplo, por meio da modelagem dos programas dos cursos ou da orientação ao corpo docente.

4. Dê voz e autonomia aos estudantes

Para engajar alunos com a sua instituição, é importante que eles se sintam ouvidos e reconhecidos. Crie canais de comunicação com os estudantes, em que possam apresentar problemas e sugestões à gestão, para a organização do ambiente de ensino.

A construção de uma cultura democrática também tem papel fundamental em assegurar o envolvimento dos alunos com as decisões tomadas nas faculdades e universidades. É importante desenvolver e encorajar mecanismos de organização estudantil, além de incluir, de forma ativa, o corpo discente em determinados processos de tomada de decisão.

É interessante também o estímulo à criação de coletivos e atividades de interesses específicos, como grupos de estudo e pesquisa ou ações culturais e esportivas, por exemplo. Essas são medidas que ampliam os espaços ocupados pelos estudantes dentro da instituição e que geram interesse e motivação.

5. Invista em infraestrutura

Uma infraestrutura adequada e propícia às atividades de ensino, pesquisa e extensão, além das recreativas e de construção de relacionamento interpessoal, é a chave para você que quer saber como engajar alunos. É fundamental ter salas de aula bem equipadas e bibliotecas, além de espaços de ensino prático, como laboratórios de informática, de ciências e de fotografia, por exemplo.

Mas, mais que isso, é necessária a construção de espaços adequados para descanso, alimentação, lazer e convivência entre estudantes. São estruturas que tendem a reter o aluno dentro da instituição e trazem valor para a relação construída entre estudantes e o espaço.

6. Use a tecnologia como aliada para engajar alunos

Cada vez mais, professores e gestores de ensino devem ficar atentos às novas tecnologias e usá-las como aliadas, uma vez que fazem parte do cotidiano e das expectativas dos estudantes. Computadores, celulares, câmeras, vídeos e redes sociais devem ser vistos como instrumentos de trabalho em sala de aula.

O investimento em equipamentos e sistemas que operam de forma adequada durante as aulas e outros espaços das faculdades amplia a comunicação e o interesse dos alunos nas atividades da instituição, dentro e fora dela. É importante desenvolver e trabalhar ainda com sistemas robustos para ensino a distância (EAD).

Além disso, a tecnologia pode ser usada no funcionamento da própria IES, por meio de sistemas de gestão acadêmica, que reúnem as diferentes áreas funcionais. Por meio dessas ferramentas, pode-se ainda construir um portal para alunos, com acesso a diversos conteúdos e informações, que trazem praticidade na relação do estudante com o andamento da sua vida acadêmica.

Leia também: Ensino híbrido: novas perspectivas para o Ensino Superior

7. Adote ferramentas de comunicação

Já foi mencionada, ao longo do texto, a importância da comunicação e da criação de canais de comunicação na motivação de alunos. Por isso, é tão relevante investir em tecnologias que permitam esse contato mais próximo entre a IES e seus estudantes. 

Além de um site completo e bem estruturado, a instituição deve marcar presença nas principais redes sociais, como Facebook, LinkedIn, Instagram e Twitter. É essencial construir e articular um bom projeto de comunicação, com interação constante entre os membros da comunidade acadêmica.

Outros recursos que podem ser adotados são os chats e fóruns de discussão, que permitem uma troca mais expressiva, sobre diferentes tópicos, entre estudantes, professores, gestores e demais figuras da IES. Nos chats, alunos ganham voz e espaço para tirar suas dúvidas e debater.

8. Realize eventos

Por fim, para engajar alunos, a IES pode realizar ou participar da idealização, produção ou apoio a eventos, sejam eles acadêmicos, culturais ou recreativos. 

Realizar ou receber congressos, por exemplo, é uma maneira interessante de promover a troca entre estudantes e professores de diferentes instituições e de gerar interesse ampliado pelos temas discutidos e trabalhados, que reflete diretamente na qualidade do ensino e da pesquisa.

Saber como engajar alunos e fazer com que se sintam motivados não é tarefa fácil. Mas, com essas dicas, é possível adotar algumas medidas que ajudam a ampliar o interesse de estudantes na sua instituição. E, para que esse processo fique ainda mais fácil, assista o nosso webinar sobre metodologias ativas!

Motivação de professores: fotografia de um professor universitário usando o computador.

6 estratégias para você melhorar a motivação de professores

Ao lado de uma infraestrutura adequada e de boas condições oferecidas pela IES, os professores desempenham papel fundamental no engajamento dos alunos e na redução da evasão escolar

Assim, a motivação de professores é um ponto sensível e estratégico para manter e ampliar a qualidade das atividades educacionais. Professores motivados exercem suas atividades com maior disposição e inovação, mantém-se atualizados e adquirem reconhecimento profissional que é estendido à instituição onde trabalham.

No entanto, os desafios enfrentados por esses profissionais são crescentes. Particularmente no período de pandemia, o trabalho remoto e as aulas online transformaram a rotina dos educadores, que sentem-se ainda mais sobrecarregados. Confira 6 estratégias que as IES podem adotar para oferecer suporte prático e psicológico para professores.

1. Forneça infraestrutura moderna e adequada

A garantia de uma infraestrutura eficiente e segura é o primeiro passo para promover a motivação de professores. Lecionar em uma estrutura precária produz diversas limitações ao trabalho em sala de aula. A IES precisa dar as ferramentas necessárias para que lecionar seja o foco primário do educador.

Planejar e dar aulas sem surpresas ou dificuldades operacionais é essencial. Uma manutenção ruim de equipamentos, por exemplo, é causa de preocupação e de tempo perdido, que prejudica o andamento das aulas e leva à desmotivação.

A IES deve oferecer computadores, projetores e todo o suporte tecnológico apropriado para as aulas. Esses equipamentos são importantes para abrir as possibilidades de ensino e para testar e mesclar recursos pedagógicos. 

Para as aulas remotas, devem entrar na conta bons sistemas de gerência de comunicações e de recursos para a educação online, como ferramentas de videoconferências e de avaliação dos alunos.

2. Dialogue e conheça as dificuldades dos professores

O diálogo entre gestores e professores é essencial para lidar com os desafios da sala de aula, alinhar expectativas e evitar frustrações. Crie canais abertos de comunicação e agende reuniões periódicas para permitir essas trocas. 

Dê feedback aos docentes, construtivos e positivos. Para isso, organize metas e entregas de resultados e acompanhe as práticas de ensino. 

Também por meio da construção de diálogo, mapeie e reconheça problemas reportados. É importante selecionar e organizar as demandas e carências expressadas pelo corpo docente, e apresentar respostas frequentes em relação ao andamento de possíveis mudanças e soluções.

O estímulo à interação entre os integrantes do corpo docente também deve ser incorporado como medida importante para gerar motivação de professores dentro de uma IES. O convívio saudável e a união entre esses profissionais traz uma série de vantagens: potencializa a troca entre disciplinas e métodos pedagógicos e produz relações importantes para motivar o trabalho e a permanência na instituição.

3. Ofereça formação contínua

Os desafios pedagógicos associados às práticas em sala de aula, aos conteúdos trabalhados e às novas tecnologias se transformam frequentemente. Por isso, professores se veem muitas vezes frustrados ao não saber exatamente como lidar com novas expectativas dos alunos e das próprias IES.

Uma solução que, além de permitir que educadores acompanhem com tranquilidade essas mudanças, traz valorização ao profissional, é oferecer formação contínua. As IES devem mapear gargalos e dificuldades e investir na capacitação e atualização profissional do corpo docente.

Cursos e palestras podem ser desenvolvidos e aplicados internamente. Além disso, é interessante desenvolver programas de incentivo à educação dos professores, por meio do custeio de cursos e de participação em eventos, por exemplo.

4. Valorize os professores

Ao se falar em motivação, o reconhecimento ao trabalho do profissional é essencial. Isso passa, primeiro, por salários compatíveis com o mercado, garantia de direitos e de benefícios trabalhistas. 

É interessante também considerar a construção de programas de bonificação por desempenho. A construção de planos de carreira é outra alternativa que impacta de forma expressiva na atuação e crescimento dos docentes.

Mas a valorização dos professores está também atrelada a uma série de medidas que podem ser adotadas pela IES, algumas das quais já foram tratadas aqui, como melhor comunicação, formação e garantia de infraestrutura eficiente. 

Canais que permitam o envolvimento dos profissionais na gestão e na organização da instituição são também uma forma de aumentar a autoestima do corpo docente. 

Caso o gestor note a necessidade de transformações em práticas de ensino, por exemplo, é ideal trazer professores para a conversa, para que seja uma construção em conjunto. Isso reforça o olhar da IES para a percepção e para as demandas dos docentes, e valoriza o seu trabalho.

5. Dê apoio à organização do trabalho

Reuniões fora do horário de trabalho, exigências que fogem ao escopo de atuação dos docentes, dificuldades para operacionalizar processos, entre uma série de outras questões do dia a dia do profissional reduzem a produtividade e são desestimulantes. 

Durante períodos que fogem ao “normal”, como o de pandemia, esses são problemas que têm ganhado mais intensidade, com demandas remotas não sistematizadas.

Gestores de IES devem ficar atentos a essas situações e investir em ferramentas e processos que tornem o trabalho dos docentes mais organizado e ágil. Uma possibilidade é o uso de sistemas de gestão que permitem que demandas fora de sala de aula sejam trabalhadas de modo estruturado.

6. Aplicar dinâmicas motivacionais

Com o objetivo de estimular a integração, a criatividade e a comunicação, compartilhar experiências e dificuldades  e reconhecer qualidades e potenciais pessoais, dinâmicas motivacionais são ferramentas que podem ser trabalhadas para gerar motivação de professores. 

Existem dinâmicas já consolidadas, com roteiro de execução, prontas para serem aplicadas. Ou a instituição pode optar, por exemplo, por promover rodas de conversa e grupos de apoio entre os docentes. De modo geral, são medidas que ajudam a reduzir o estresse, a buscar motivos e soluções para determinadas frustrações e a enxergar valor no próprio trabalho.

A motivação de professores está associada a uma série de fatores, alguns fora do escopo de atuação da gestão em uma IES. Entretanto, com as dicas trabalhadas nesse texto, é possível resolver alguns problemas, melhorar o ambiente de trabalho e dar respostas para grandes desafios vividos pelos educadores. E, para conhecer outras recomendações e boas práticas para gestores de faculdades e universidades durante a pandemia, leia também sobre como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social!

Retenção de alunos no ensino superior: fotografia de uma estudante segurando livros.

10 ideias para melhorar a retenção de alunos no ensino superior

Já há alguns anos o índice de matrículas nas Instituições de Ensino Superior privadas seguem consistentemente em expansão. No entanto, um dos principais desafios segue sendo o mesmo: controlar a evasão escolar e, consequentemente, melhorar a retenção de alunos no ensino superior 

Como podemos observar a partir do Censo de Educação do Ensino Superior 2018, realizado pelo INEP e publicado em 2019as matrículas não parecem ser foco de problema para o setor privado, sobretudo com a expansão do ensino à distância.  

Todavia, um aspecto chama a atenção sobre a atuação do setor administrativo das IES: as campanhas referentes a matrículas e captação de alunos na maioria das vezes ganham mais atenção do que aquelas dedicadas à retenção dos estudantes. 

Fica aqui uma chamada para os administradores: evasão escolar não dá para ser solucionada apenas com uma abordagem, ela deve ser desenvolvida ao longo de todo curso e merece a sua atenção, pois é um dos maiores problemas enfrentados na administração de uma IES. 

As causas mais comuns para a evasão são:  

  • dificuldade financeira; 
  • insatisfação com o curso (seja pela qualidade ou escolha equivocada); 
  • falta de empregabilidade; 
  • notas baixas.  

Pensando em como encaminhar soluções para esses problemas, propusemos abaixo 10 ideias para você aumentar a retenção de alunos da sua IES. Continue a leitura!  

1. Invista na retenção de alunos no ensino superior 

Não deixe para atuar quando o aluno já estiver decidido a abandonar a Instituição. Assim como a administração investe no setor de matrículas, é necessário investir em um setor para lidar com a retenção de alunos. 

Este é um trabalho de tempo integral e que demanda uma equipe ativa e disposta a atender e pensar em como solucionar os problemas dos alunos antes mesmo que o próprio aluno tenha consciência do seu problema. 

2. Faça uma comunicação direta, acessível e transparente  

Uma boa comunicação com o aluno desde o início do curso é fundamental. É de extrema importância que o aluno perceba que a sua opinião é importante para a IES e que suas reclamações serão sempre ouvidas. 

Para isso, invista em construir uma relação de confiança com o aluno. Pode ser que nem sempre você tenha uma solução viável para o problema que ele apresenta, mas nunca minta sobre isso e coloque essa relação em risco.  

Seja transparente e faça com que ele se sinta, de fato, ouvido, todas as vezes que procurar a IES para reportar alguma reclamação ou dúvida. 

Um relacionamento humanizado e de confiança entre instituição e aluno gera um sentimento de lealdade e fidelidade do estudante em relação a IES.  

Além disso o aluno saberá que terá sempre uma acolhida e disponibilidade da instituição para auxiliá-lo na resolução de potenciais problemas. Lembre-se que se o aluno precisar de resolver sozinho, a chance de a “solução” ser o trancamento ou desistência do curso é muito maior. 

3. Utilize estrategicamente as redes sociais 

Utilizar as redes sociais da Instituição apenas como vitrine é uma subutilização de todas as potencialidades que ela traz.  

Pense e utilize as redes como ferramenta de monitoramento e engajamento da relação entre IES e estudantes. Elabore e incentive campanhas identitárias e de interesse dos alunos para que eles interajam e se sintam ainda mais parte da instituição.  

Não se esqueça também que as redes sociais são o principal local da disseminação de reclamações sobre qualquer assunto. Por isso, não perca a oportunidade de acompanhar os grupos e fóruns dos alunos da IES.  

Responda o mais prontamente possível a todas as reclamações que surgirem e tente encontrar soluções, chame o aluno para conversar e lide com a situação num estado de “prevenção de crises”. 

A presença nesses grupos e interação com os perfis dos alunos é também mais uma oportunidade de fortalecer a relação e demostrar como a IES se importa com cada um e está de portas abertas ao diálogo. 

4. Demonstre e promova o sucesso dos profissionais que a IES forma  

O receio da recepção e empregabilidade do mercado de trabalho para os profissionais que você está formando constituem uma grande preocupação, afinal foi visando um bom emprego que esses estudantes ingressaram na sua instituição. 

Por isso, uma boa dica para melhorar a retenção de alunos no ensino superior é criar situações e eventos para apresentar ex-alunos da IES que estão bem posicionados no mercado aos estudantes. Demonstre como eles tem potencial de alcançar o mesmo patamar. 

Um diferencial enorme aqui é se você conseguir facilitar essa inserção do aluno concluinte no mercado de trabalho. Para isso, busque parcerias com empresas que possam oferecer oportunidades para os seus profissionais recém-formados.  

Apresente para ela seus comprovantes de qualidade de ensino e veja quais outras vantagens você pode oferecer. Quem sabe uma palestra ou um desconto para os funcionários que se interessarem em uma pós graduação? 

5. Crie canais de facilitação de estágio 

Que tal viabilizar a criação de agências internas dentro do curso que atendam o mercado de trabalho? Essa é uma excelente forma de engajar o aluno com a instituição e aproximálo  do mercado de trabalho. Busque por empresas ou instituições que sejam facilitadoras ou potenciais clientes para essas agências.  

Proponha também parcerias e trocas com empresas e outras instituições por oportunidades de estágio para os seus alunos. 

6. Promova incentivos e auxílio para pagamentos 

Esse é um dos pontos de mais sensibilidade quando tratamos da evasão nas IES, ponto crítico para aluno e instituição. Seja flexível para essa negociação. 

Acompanhe de perto os pagamentos de mensalidade e, aos primeiros sinais de inadimplência, procure o aluno para conversar e proponha soluções viáveis de negociação para ambos. 

Esteja sempre em busca também de programas de crédito estudantil que possam oferecer um bom suporte para os seus alunos. 

Por outro viés, incentivos como bolsas e descontos são sempre ótimos fidelizadores. 

7. Ofereça reorientação vocacional e suporte psicológico 

Existem várias razões que podem levar à frustração do aluno com o curso, desde uma não identificação real com a área até um desencontro entre a expectativa inicial e a realidade encontrada.  

Observe de perto seus estudantes. Notas baixas e ausências frequentes são potentes indicadores de que essa relação entre o curso e o aluno está em crise.  

Aborde esse aluno e tente entender o que está acontecendo. Auxilie-o na busca por soluções antes que ele encontre uma porta de saída sozinho. Forneça o suporte psicológico que ele necessita para a situação e se for o caso ajude-o nessa recolocação vocacional. 

8. Demonstre seus resultados qualitativos 

Uma instituição com qualidade reconhecida pelo mercado é um grande atrativo e fidelizador dos alunos, não se esqueça disso.  

Não utilize seus resultados qualitativos apenas para atrair os alunos para a sua instituição, lembre-os disso ao longo do curso e atualize os dados sempre que obtiver novos resultados. 

Promover esses dados em meio à comunidade acadêmica e veículos de comunicação são também estratégias interessantes. 

9. Facilite o acesso dos materiais por plataformas e acervos digitais 

O intuito deve ser sempre facilitar o acesso do aluno aos materiais didáticos que ele precisa a qualquer hora e local. Para isso busque por ferramentas e plataformas que permitam à instituição fornecer esse suporte. 

Além da praticidade, o aluno se sentirá constantemente amparado pela instituição. 

Acervos digitais, por exemplo, são grandes aliados que podem disponibilizar para o aluno, além dos conteúdos abordados no curso, materiais extras dos assuntos que ele deseja se aprofundar. 

10. Invista no formato híbrido 

O formato EAD foi um dos principais responsáveis pelo aumento da entrada de alunos nas IES nos últimos anos ele tende a crescer cada vez mais; sobretudo diante da nova rotina imposta pela Pandemia de Covid-19 que eliminou vários preconceitos que ainda existiam sobre o formato. 

A tendência é que os formatos híbridos de ensino ganhem mais espaço, aliando a melhor parte do ensino presencial com a melhor parte do EAD.  

Um ensino híbrido facilita a adequação da rotina do aluno ao andamento do curso, além de promover melhores aproveitamentos. Não deixe de dedicar uma boa parte do seu planejamento estratégico para essa ação. 

Por isso, se você se interessou por nossas dicas sobre como melhorar a retenção de alunos no ensino superior, não deixe de conferir também o nosso artigo sobre como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social! 

Como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19: fotografia de uma formanda fazendo a sua colação de grau online.

Como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19: dicas para deixar a sua IES preparada

As mudanças que a Pandemia de Covid-19, decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 11 de março, trouxeram às nossas rotinas pode ser qualificada de diversas formas, mas não como banal.  

Todos os setores da sociedade foram impostos a uma transformação bruta e repentina e a reação mais comum que seria ficar paralisado foi rapidamente substituída por uma inesperada capacidade de adaptação e resiliência resultando em cada vez mais avanços e novas formas de lidar com a realidade.  

Uma constatação, no entanto, também já é fato, os avanços tecnológicos em diversos setores e novas maneiras de comunicação digital que já sinalizavam ser o caminho futuro foram aceleradas e tomaram a frente dos processos. Isso aconteceu em diversos setores e na Educação não foi diferente. Afinal, como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19? 

O fortalecimento das estratégias online já vinha sendo discutido amplamente no setor não só nas questões de marketing e vendas, mas também no processo educacional como ponto chave para a retenção dos alunos.  

Porém, agora esse aspecto atingiu um ponto irreversível, os modos de produção da Educação estão para sempre transformadosAs bases de representação da atuação educacional foram profundamente abaladas e obrigou o setor a reagir rapidamente, acompanhando de modo acelerado a transformação tecnológica que já estava na sociedade. 

As IES que já vinham investindo por esses caminhos acabaram por tomar a dianteira dessas transformações, ao mesmo tempo os questionamentos e demandas de melhoria sobre esse sistema aumentaram por ele ter se tornado foco de inúmeros debates sociais.  

Por isso quem já avançava no caminho tecnológico precisa rever aprimorar suas metodologias e quem ainda resistia precisa estar disposto a transformação 

No artigo de hoje, você verá dicas que te ajudarão a entender como lidar com as mudanças exigidas pela pandemia a partir de uma série de questionamentos que estão sendo levantados por professores e gestores educacionais. Siga na leitura para saber mais! 

Como uma IES pode se preparar para ensinar e apoiar os alunos remotamente?  

Essa é uma dúvida comum. Portanto, vamos abordar algumas ferramentas e ações que podem ser tomadas em sua IES! 

1. Utilizando  ferramentas digitais e EAD 

Apesar de óbvio e já amplamente discutido, não podemos deixar de colocar em primeiro lugar o uso de tecnologias digitais para o ensino EAD neste momento. No entanto, vale a ressalva e reflexão de como esses meios estão sendo utilizados.  

As IES estão dispostas de fato a utilizar as potencialidades desses recursos ou os enxergam apenas como maneira de viabilização da reprodução de aulas que antes eram realizadas de modo presencial?  

É preciso que as IES tomem consciência e ajam no sentido de adaptar seu ensino para as plataformas digitais e não só reproduzir o que era feito em sala de aula.  

Quais são as demandas que o EAD gera e quais ela soluciona? Vamos discutir isso um pouco mais nos próximos tópicos. 

2. Capacitando e equipando os professores 

Por mais que o tempo ainda seja curto para capacitações aprofundadas é necessário que a IES capacite minimamente o seu professor para lidar com o universo das plataformas digitais e com a formatação do EAD. Do contrário, a IES terá professores desgastados e exaustos que, consequentemente, não podem exercitar o seu trabalho de lecionar com a qualidade antes alcançada. 

Portanto, se você busca saber como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19, não deixe de ter em mente: treinamentos que auxiliem no uso das ferramentas digitais, oferecimento de suporte técnico por parte da IES e até mesmo o fornecimento de equipamentos adequados são altamente desejáveis 

Um microfone com ruídos, por exemplo, torna a comunicação entre professor e alunos ruim e resulta em dispersão e perda de aprendizado por parte dos alunos, além do estresse para ambas as partes. 

É preciso, ainda, que a administração da IES e os professores avancem em discussões metodológicas que compreendam as necessidades específicas desse meio de comunicação digital.  

O processo de ensino, mais do que nunca, deve ser embasado no desenvolvimento de conteúdos e competências e não apenas no cumprimento de cargas horárias. O professor precisa ser não só um expositor de conhecimentos, mas um tutor para o aluno. Esse é um aspecto cada vez mais demandado que a maioria dos professores ainda não teve a oportunidade de absorver.  

É necessário que o professor acompanhe a trilha de formação de cada aluno e seja um dinamizador de seu conhecimento. É preciso que corpo docente e administração comecem a construir essa jornada de transformação metodológica. 

3. Recriando espaços férteis a compartilhamentos e debates 

É importante levar em consideração que, durante um processo de aprendizagem presencial, os alunos não aprendem só com os conhecimentos veiculados pelo professor durante a aula. O conhecimento surge também a partir das conversas entre os alunos, debates e compartilhamento de experiências.  

No entanto, essas trocas que, em um contexto presencial, acontecem naturalmente, em um ambiente virtual precisam ser provocadas. É necessário criar um ambiente onde essas relações e vínculos possam emergir. Para isso, a criação de fóruns, grupos de debates virtuais e outras atividades que incentivem essas relações de compartilhamento devem ser consideradas obrigatórias e passo fundamental dentro da metodologia do EAD. 

Como será a entrada de alunos póspandemia? 

Até o presente momento, o Inep anunciou, no dia 08 de julho, o adiamento do Enem para janeiro e fevereiro de 2021. No entanto, diante do contexto imprevisível que temos à frente, é interessante que as IES aprimorem possibilidades de entrada em suas instituições para além dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio e considerem alterações de datas do início do ano letivo. 

que muda no futuro das IES pós-pandemia? O que mudará no formato do ensino? 

Os impactos e transformações que já se mostram presentes hoje sobre a educação serão provavelmente maiores a longo prazo. O principal deles com certeza será de que a resistência à tecnologia foi vencida, teve de ser, e dificilmente esse é um passo que voltará atrás.  

Nesse cenário certamente as buscas pelo EAD devem aumentar.  

No entanto, curiosamente, a valorização de encontros presenciais também tende a crescerO que nos aponta para o desenvolvimento de um modelo híbrido de ensino: parte presencial, parte online (otimizando as relações que cada um desses contextos trás de mais produtivo).  

O que funciona bem com EAD tende a se tornar parte do ensino presencial, que reservará seus encontros para momentos realmente ricos e proveitosos. 

Outro aspecto que podemos refletir é que com a realidade de uma gestão desafiada e uma demanda por planejamento maior, potencializa-se que as IES elevem seu grau de qualidade. Inclusive, tentando solucionar questões que anteriormente não estavam tão evidenciadas e ganharam foco com os constantes debates realizados atualmente sobre os modos de ensino. Vale ressaltar que o olhar de quem busca pela educação também está sendo influenciado a mudar.  

Muitas pessoas que acreditavam que o ensino a distância funcionava com uma aula expositiva de vídeo começam a observar que não é bem assim. Sendo assim, a busca por instituições que provenham uma experiência mais completa tende a crescer. 

Algumas falhas comuns na transição para o EAD que serão evidenciadas e devem ser sanadas são, por exemplo: a falta de capacitação adequada dos professoresos planos de ensino e metodológicos defasados ao formato, os materiais didáticos limitados ignorando a multiplicidade dos recursos multimidiáticos, a falta de realização de dinâmicas de aprendizado que exploram a autonomia dos alunos ao invés da atual super utilização de exposições teóricas e até mesmo a subvalorização da interação entre pares como estratégia de aprendizagem. 

O momento para as IES é de planejamento do futuro e antecipação de ações. É preciso que a gestão da sua instituição seja parte ativa dessa transformação para que a sua IES não seja ultrapassada. 

Quais são as ferramentas para transformação da minha IES? 

Vale ressaltar, no entanto, que você não terá de inventar essas transformações do zero para a sua IES. Existem hoje plataformas e ferramentas já em funcionamento que potencializam essa transição, duas delas são a Saraiva Soluções em Aprendizagem (SSA) e a Biblioteca Digital Saraiva (BDS). 

A SSA é uma ferramenta de apoio à leitura, estudo e aprendizagem para os cursos de Direito, Administração, Ciências Contábeis e Tecnológicos na área de Gestão. Apresenta um conjunto estruturado de atividades de aprendizagem aderentes às ementas dos respectivos cursos em um ambiente virtual. Além de desenvolverem habilidades previstas nas DCNs de cada curso, elas são escolhidas de acordo com a ementa de sua instituição. 

Já a BDS coloca à disposição seu catálogo de obras digitais com mais de 1.860 títulos voltados para o nível superior e técnico, elaborados por especialistas e professores das mais conceituadas universidades do Brasil e do mundo.  

Referência no setor de conteúdo educacional no Brasil, a Saraiva se destaca nos segmentos de publicações universitárias voltadas para as áreas do Direito e disciplinas de Administração, Economia, Contabilidade e Marketing, além de atuar na área de Negócios publicando títulos sobre Finanças Pessoais, Desenvolvimento Profissional, Carreira, Liderança, Gestão de Pessoas e Investimento em Ações. 

Já quer colocar em prática as nossas dicas sobre como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19? Fale agora com um de nossos especialistas e saiba como deixar a sua IES preparada! 

Evasão no ensino superior

5 medidas para combater a evasão no ensino superior

O abandono das salas de aula é uma realidade que compete grande parte dos ingressantes em faculdades brasileiras. Segundo Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019, que reflete sobre dados de 2016 e 2017, publicado pela Semesp, a evasão nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas de grande porte – com mais de 20 mil matriculados – foi de 31,6% nos cursos presenciais e 34,9% no EAD.

Entre as principais causas do abandono podemos apontar a perda de motivação pelo curso, problemas em conciliar trabalho e estudo e dificuldades financeiras. Segundo o Censo de Educação Superior publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em setembro de 2019 a taxa de desistência acumulada de estudantes da rede privada com Fies foi de 39,2%, em 2016, e para alunos sem esse suporte o número sobe para 62,1%. Já estudantes com bolsa Prouni registraram 40,9% de taxa de desistência e os que não receberam o apoio corroboram com 62,1%. Além disso, índices de reprovação e ausência de tecnologias para flexibilização dos materiais e participação também podem ser considerados.

A solução do problema não é simples e deve envolver diversos setores da instituição desde a gestão, à comunicação e ementas das disciplinas. Confira a seguir cinco boas medidas para reverter esses números e evitar a evasão no ensino superior.

1. Identificar as fragilidades da instituição

Para realizar melhorias em uma IES, o primeiro passo é identificar os pontos fracos na estrutura, gestão e qualquer outro setor que influencie, direta ou indiretamente, na qualidade do ensino aos alunos. A frequência nas aulas pode ser um dos indicativos dessa questão. Caso o contingente esteja abaixo da média esperada há algo que precisa ser identificado e retificado o mais rápido possível.

Essa investigação deve ser dar ainda realizada pelos gestores em todos os âmbitos da instituição.

2. Aplicar uma boa gestão institucional

Tendo em mãos uma análise detalhada dos problemas da empresa, é possível integrá-los à sua gestão. Gerir bem os recursos de uma instituição de ensino é fundamental para otimizar o aprendizado dos alunos. Não necessariamente a IES com mais receita será a com melhor gestão, o direcionamento dos recursos é de fundamental importância para o sucesso.

Estando a par das fragilidades da instituição a gestão pode organizar o gerenciamento de modo a resolver os problemas em algum momento próximo.

Para realizar uma gestão eficiente utilizar a tecnologia como aliada também é necessário. Softwares de gerenciamento, por exemplo, ajudam a otimizar os processos e, assim, economizam tempo dos gestores.

3. Criar uma relação mais próxima e personalizada com os alunos

Fidelizar o aluno à instituição é um recurso de valor inestimável que contribui não somente para a diminuição da taxa de desistência como também para a estratégia de marketing de conteúdos da IES.

Elaborar campanhas internamente entre os estudantes pode gerar sensação de pertencimento ao espaço e fortalecer a relação afetiva e de fidelidade com a instituição.

A comunicação direta e clara com o estudante é fundamental para isso. Além de atualizações diárias nas redes sociais sobre as “novidades”, um atendimento mais efetivo é fundamental. As matrículas ou questões administrativas podem ser resolvidas via chatbots, por exemplo, e o atendimento da secretaria pode ser contemplado também via WhatsApp.

4. Diversificar e trazer a tecnologia para o ensino em sala de aula

A tecnologia digital revolucionou o comportamento social e precisa entrar também nas salas de aula. Além de plataformas digitais funcionais por que não pensar em um aplicativo para facilitar a vida do aluno? Ou potencializar o aprendizado com a disponibilização de e-books, vídeos e webinários?

Cursos à distância ou semipresenciais estão em alta e a tendência é que não parem de crescer. Segundo o último Censo de Educação Superior enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas a modalidade EAD registrou um crescimento de 17,6%, de 2016 para 2017. Otimizar os recursos e transformar a sala presencial em virtual também é uma ideia importante a se considerar.

5. Melhorar a infraestrutura do local

É fundamental a IES ofereça uma boa infraestrutura para que nela os alunos possam extrair o máximo de conhecimento possível dos educadores. Um laboratório devidamente equipado pode tornar o aprendizado muito mais produtivo por exemplo.

Além de questões estruturais, é importante garantir aos profissionais da instituição condições necessárias para que eles possam executar seu trabalho sem maiores problemas. Assim, torna-se mais justo para o professor a cobrança por resultados acadêmicos.

Esperamos que você tenha gostado das dicas para diminuir a evasão no ensino superior. Quer ter acesso a conteúdos gratuitos? É só assinar a nossa newsletter!

Transferência de faculdade: por que você está perdendo alunos?

Pedidos de transferência de faculdade fazem parte da rotina das IES e constituem um direito do aluno previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Todavia, quando a porcentagem de migração aumenta muito, significa um problema de gestão a ser enfrentado com visão estratégica. 

As razões para um pedido de transferência são múltiplas e resultam tanto de questões pessoais quanto de fatores acadêmicos, administrativos e estruturais. Pensando nisso, neste post vamos ajudar você, gestor, a identificar motivos que levam à transferência de faculdade e propor algumas medidas empreendedoras para ampliar a permanência dos estudantes até a conclusão dos cursos em que estão matriculados. Acompanhe! 

Principais motivos para a transferência de faculdade 

De acordo com o MEC (1996), transferências de curso ou IES caracterizam-se como uma das formas de evasão na educação superior. Nesse sentido, a problemática da migração estudantil também deve ser discutida estrategicamente com todos os envolvidos na IES, desde as áreas acadêmica e administrativo-financeira até os representantes de alunos (LOBO, 2012). 

O MEC (1996) também afirma existirem três fatores básicos de evasão na educação superior, os quais coincidem com estudos de caso em IES privadas sobre solicitações de transferência. São eles: 

  • fatores internos às instituições (deficiências no projeto pedagógico e na qualidade do ensino, corpo docente desvalorizado e infraestrutura obsoleta para as atividades); 
  • fatores externos às instituições (concorrência no mercado, conjuntura econômica, dificuldade de atualização diante do cenário sociopolítico e tecnológico); 
  • fatores individuais dos estudantes (dificuldade de acompanhar os conteúdos, escolha precoce da carreira, desencanto com o curso escolhido, personalidade, dificuldades de adaptação à vida universitária, reprovações ou baixa frequência, desconhecimento da metodologia do curso, problemas financeiros, mobilidade). 

Falha na escolha do curso 

Na pesquisa “O valor do cliente como elemento de marketing para instituições de ensino superior” (FARIAS, GOMES e JÚNIOR, 2006), baseada em estudo de caso sobre transferências externas em uma IES privada de Fortaleza (CE), os autores observam que escolher equivocadamente o curso é um dos principais motivos para transferência. 

Corroboram esse equívoco um corpo docente desqualificado e sem grandes vínculos interpessoais com os alunos, falta de orientação vocacional, frustração com as expectativas do curso, metodologias de ensino defasadas e segunda opção de carreira. 

Dificuldades no aprendizado 

As dificuldades no aprendizado são relativas tanto ao resultado de uma educação básica deficiente quanto a questões de metodologia. Soma-se ainda a predominância de disciplinas teóricas no currículo, nos períodos iniciais, sem interação com a prática. Há, ainda, uma grade curricular inflexível ou desatualizada — fatores igualmente evidenciados por pesquisa sobre evasão do curso de Ciências Contábeis de uma IES mineira. 

Circunstâncias socioeconômicas 

Políticas de descontos desfavoráveis e valores altos nas mensalidades também podem resultar em pedidos de transferência, especialmente se os estudantes não tiverem renda robusta. Não raro, universitários necessitam trabalhar para custear os estudos, e os ajustes das mensalidades não acompanham os salariais. 

Somam-se, ainda, valores com materiais didáticos e de apoio, moradia, alimentação. E há acadêmicos que desistem de estudar na instituição por não terem condições de arcar com gastos de transporte, ou não terem tempo para as viagens rotineiras (KAFURI e RAMON, 1985). 

Incômodo com a infraestrutura 

Banheiros quebrados, salas de aula malcuidadas, laboratórios sem manutenção e com falta de insumos ou equipamentos para as atividades, biblioteca desatualizada são alguns dos grandes problemas sobre infraestrutura (MEC/ SESU, 1997). Sem uma infraestrutura impecável, a IES desmotiva os alunos, os professores e os funcionários e pode registrar ampla evasão estudantil, além prejudicar a avaliação institucional perante os indicadores do MEC. 

Atendimento ruim ou demasiadamente burocrático 

Um funcionário que trabalha insatisfeito certamente oferecerá atendimento de baixa qualidade. Especialmente no atual cenário, em que o comportamento do consumidor é imediatista, movido por ampla informação advinda do acesso irrestrito à internet, essa deve ser uma preocupação constante das IES. 

Por muito pouco, um estudante — independentemente do grau de independência financeira e idade — pode simplesmente migrar para outra instituição se sua experiência dentro da faculdade não for de alto nível. 

O que fazer diante dessa situação? 

Para aumentar as taxas de retenção de alunos, a IES precisa desenvolver estratégias de gestão que despertem no estudante o engajamento com a instituição, a fim de que ele enxergue na faculdade valores indispensáveis à sua formação pessoal e profissional. Para tanto, algumas atitudes são primordiais. Veja a seguir. 

Conhecimento das expectativas dos alunos 

É importante conhecer as expectativas dos alunos com relação à IES. Para isso, existem diversos métodos e tecnologias que permitem a compilação dos dados de interesse da instituição. 

Mensurados esses dados, é importante separar os estudantes por similaridade de perfis. Por exemplo: calouros, primeira graduação, formandos, segunda graduação. A partir de então, desenvolvem-se políticas de relacionamento voltadas a cada grupo, conforme suas necessidades e expectativas. 

Vale lembrar a importância de gerenciar esses dados permanentemente e criar um sistema de autoavaliação periódica. Para auxiliar os gestores, ferramentas de CRM são amplamente utilizadas. 

Construção de um relacionamento de respeito 

Para haver lealdade à IES, a cultura organizacional precisa construir uma relação de confiança, tanto do ponto de vista administrativo como, principalmente, acadêmico. Alguns fatores a considerar: 

  • educação no tratamento pessoal; 
  • facilidade de acesso aos funcionários e professores; 
  • atendimento personalizado; 
  • dinamismo e pontualidade nos prazos; 
  • transparência; 
  • comprometimento; 
  • ambiente escolar envolvente; 
  • diálogo aberto com estudantes. 

Políticas de desconto e bolsas de estudo 

Ações permanentes de descontos para pagamentos antecipados ou integrais, bem como oferecimento de descontos progressivos para alunos mais antigos são formas de fidelizar o público. 

Além disso, o estabelecimento de convênios com entidades e empresas para a concessão de descontos nas mensalidades pode aumentar retenção de alunos. 

Por fim, além dos programas de bolsa de estudo do governo (como o FIES e ProUni), a IES pode construir suas próprias políticas por meio de fundos sociais de incentivo ao estudo e parceria com entidades de concessão de crédito universitário. 

Relacionamento com inadimplentes 

Compreender o que leva à inadimplência é fundamental para uma gestão de cobranças eficaz. Primeiramente, faz-se necessário um conhecimento da situação socioeconômica dos estudantes e o perfil dos inadimplentes (efetivos e potenciais). De posse dessas informações, é necessário o estabelecimento de ações de relacionamentos humanizadas que permitam redirecionar esses alunos devedores à adimplência. 

Por fim, antever atrasos no pagamento é fundamental. Para tanto, mensagens personalizadas com lembretes do vencimento das parcelas pode ser uma saída interessante. Sistemas de comunicação automatizados facilitam esse trabalho de gestão. Podem ser utilizados diferentes dispositivos, como e-mail marketing, SMS, URA, WhatsApp etc. 

Investimento em tecnologia e infraestrutura 

Primeiramente, a infraestrutura da IES precisa estar em excelentes condições. Isso significa garantir manutenção constante de todas as instalações. Vale ressaltar que a estrutura deve ser adequada a um projeto pedagógico arrojado, a fim de favorecer a aplicação de novas metodologias de ensino e inovações tecnológicas para a educação. 

Do ponto de vista administrativo, a adoção de novos sistemas de informação desburocratiza processos e evita a lentidão de retornos dos alunos. 

Capacitação profissional para o corpo docente e funcionários 

Manter os corpos docente e administrativo atualizados é indispensável ao aumento do desempenho da IES. Para isso, a gestão estratégica precisa incluir ações de formação profissional continuada e incentivo ao estudo. Por exemplo: 

  • apresentação de feedbacks periódicos; 
  • investimento em treinamentos presenciais e a distância; 
  • coaching para lideranças; 
  • aprendizado por times para alinhamento de conceitos; 
  • criação de um mapa de desempenho do corpo docente; 
  • incentivo à produção científica e à pesquisa; 
  • incentivo ao ingresso de professores e funcionários em cursos de graduação ou programas de pós-graduação e mestrado; 
  • parcerias com consultorias educacionais para mentoria universitária. 

Embora a transferência de faculdade seja inerente a todas as IES, diferenciar a flutuação natural do número de alunos de um contexto acadêmico e empresarial desfavorável é importante para garantir maior retenção. Por esse motivo, o foco de qualquer gestão é promover a melhor experiência possível ao aluno para que ele crie laços afetivos com a instituição. 

Para saber mais sobre como melhorar a gestão de sua IES e garantir maior competitividade no mercado, assine nossa newsletter agora mesmo! 

Gestão de tempo: 3 dicas para docentes

Estamos vivendo um tempo em que o Google tomou o lugar da Barsa; os tablets e notebooks, dos cadernos e canetas; os E-books, dos livros físicos; e, muitas vezes, as videoaulas e metodologias ativas, das aulas convencionais. As salas de aula são invertidas, as aulas são online, o ambiente de aprendizagem é virtual

Em se tratando de docência, já é de se saber que são muitos os desafios: engajar os alunos, oferecer aulas dinâmicas e didáticas, estar em consonância com as inovações tecnológicas, oferecer conteúdo relevante e atualizado, e, por fim, o mais desafiador, gerir o tempo dentro e fora das quatro paredes da sala de aula para não ficar para trás nesse contexto de transformação socioeducacional. 

Tendo em vista, todas essas mudanças na educação, cada vez mais, as Instituições de Ensino Superior (IES) buscam profissionais que consigam acompanhar as transformações e se destacar com qualidade e organização frente aos desafios e as suas rotinas apertadas, para que sejam capazes de formar alunos aptos a serem profissionais competentes e, principalmente, para que contribuam com o aumento do conceito avaliativo do MEC, por meio da melhora no desempenho em avaliações como o ENADE, por exemplo. 

Parece impossível obter um desempenho excelente em todas as esferas, conseguindo, como Professor, equilibrar a profissão, vida privada, os estudos e o desenvolvimento pessoal. No entanto, vamos provar que é possível fazer com que todos os compromissos caibam nas 24 horas do dia, e que é possível ser um diferencial na docência com três dicas práticas.

1. Cuidado com os “ladrões de tempo”

Se o dia tem 24 horas para todo mundo, por que algumas pessoas conseguem exercer diversas atividades com alta produtividade e capacidade de execução, e você não? É simples! Você pode estar sendo “roubado” e nem se deu conta disso.  

O tempo é o único bem que, após perdido, não se pode recuperar. Por isso, é fundamental fazer a gestão do seu tempo: fique atento às principais situações que podem desvirtuá-lo, como o entretenimento, as redes sociais, as interrupções, e a falta de organização, de rotina e de disciplina.  

A internet e as redes sociais podem ser suas aliadas, se usados de maneira correta e temperada, pois, além do tempo de descanso e entretenimento também serem fundamentais, as tecnologias podem ser (e já estão sendo) grandes aliadas para alguns Professores para engajar os alunos, promover o seu networking, e se atualizar frente às transformações mundiais.  

Existem ferramentas de gestão de tempo online como o Monday, o Trello o WunderList, entre outras, que ajudam na organização de tarefas em rotinas lotadas de afazeres e compromissos. Essas ferramentas baseiam-se no método de “Kanban, surgido nos ambientes de produção industrial, e auxiliam no ajuste de fluxos. Invista nelas! 

Existem também, produtos e metodologias ativas de intervenções pedagógicas que podem auxiliar o Professor que se vê sobrecarregado frente à obrigação de elaborar atividades de aprendizagem, montar provas, simulados, trabalhos, avaliações diagnósticas e ainda ter que corrigir tudo isso depois. Esses serviços permitem que todo esse tempo que seria direcionado às atividades operacionais seja investido em estudos, aprofundamento prático e teórico, e desenvolvimento pessoal e profissional. 

2. Conheça as características de suas turmas 

Não adianta você estar totalmente organizado, ter uma rotina bem definida, seu tempo cronometrado e cada uma de suas atividades pessoais e microtarefas direcionadas, se você não estiver antenado às necessidades específicas de seus alunos! 

Isso, porque se você for capaz de discernir os pontos fortes e fracos deles, não desperdiçará o seu tempo investindo em temas, assuntos e detalhes que eles já dominam, nem deixando de investir em aspectos que ainda têm dificuldades, aspectos estes, basais para a construção do aprendizado sistemático e organizado de que eles precisam naquele momento.  

Dessa forma, você evita “surpresas” com dúvidas muito amplas durante as aulas (que podem fazer com que o tempo seja o maior inimigo de sua produtividade em sala de aula) e intervenções improdutivas, impedindo que o seu tempo dentro de sala de aula seja totalmente direcionado àquilo que é mais importante de se tratar.  

Algumas estão mais à frente do que as demais. Outras, entretanto, precisam de nivelamento e intervenções pedagógicas mais específicas, que podem ser aplicadas por meio de simulados diagnósticos e outras intervenções pedagógicas para se identificar a verdadeira necessidade daqueles alunos. 

Essa segunda dica é também um grande desafio, porque demanda relatórios e análises das classes, o que vai exigir de você atenção, observação e alguns testes diagnósticos. Certas classes se dão melhor com aulas mais expositivas primeiro e debates ao final, outras, com trabalhos coletivos e grupos de estudo, etc. 

É preciso ter proximidade com os discentes para atacar os problemas e aprimorar as qualidades, com vistas a desenvolver as suas competências e habilidades e alcançar os objetivos de aprendizagem necessários para o alcance do seu sucesso como futuros profissionais, e de seu sucesso como um Professor competente e eficaz em seu ensino e intervenções.  

3. Aproveite de maneira inteligente o seu tempo fora da sala de aula 

Para que um Professor ministre uma aula completa, bem elaborada, adequada com as realidades e necessidades pedagógicas de seus alunos, atual e didática, é, por óbvio, necessário que ele invista tempo nisso fora do tempo em que está em sala de aula, e não somente controle o tempo enquanto está lecionando.  

É necessário que haja, em reforço ao que já foi dito aqui, organização, planejamento e, principalmente, gestão inteligente de tempo. Principalmente quando se trata desse tempo que será gasto fora da sala de aula, porque é ele quem vai determinar a qualidade do ensino oferecido. 

Para que esse tipo de gestão aconteça, é preciso que o máximo de tarefas e microtarefas, em especial as mais operacionais, (como a elaboração, montagem, e correção de provas e trabalhos, a aferição dos níveis de participação e engajamento dos alunos, etc.) sejam auxiliadas por algum tipo de ferramenta, seja uma plataforma, um serviço de acompanhamento/consultoria, ou um produto, que te ajude a fazer aquilo que é necessário, mas que nem sempre você tem tempo de qualidade para fazer. 

É, dentre outras, por essa razão que essas ferramentas, em especial as que envolvem metodologias ativas, têm ganhado cada vez mais espaço nas IES, visto que proporcionam ao aluno um processo de aprendizagem emancipatório, construtivo e dinâmico, colocando-o como protagonista de seu próprio aprendizado, sem, todavia, deixar de lado a importância da intervenção pedagógica do Professor nesse processo de obtenção e desenvolvimento do conhecimento.  

Isso permite ao docente otimizar ao máximo o seu tempo e fazer aquilo que é essencial: investir em seu desenvolvimento pessoal, aprimorar os seus conhecimentos e habilidades, inteirar-se sobre as novas ferramentas de tecnologia educacional, engajar os alunos, conhecer as suas turmas, utilizar os dados advindos dos diagnósticos que precisar aplicar e manter-se apto a alcançar o auge de todo o seu potencial profissional. 

EAD em tempos de isolamento social

Como fazer um bom plano de aula?

Em qualquer atividade que fazemos, para que atinjamos o objetivo, é extremamente importante que realizemos um planejamento. Isso nos ajuda a prever possíveis falhas, a lidar com os imprevistos que porventura possam aparecer e a praticar a atividade com eficiência. Para o professor não é diferente. O sucesso da sua carreira como professor será atingido quando você conseguir colocar em prática aquilo que você se propõe a fazer em sala, ou seja, quando cumpre seu Plano de Aula. 

É comum observarmos professores insatisfeitos com o gerenciamento de tempo da sua aula. Terminar a aula antes do horário, dar muitas informações em um pequeno período ou, ainda, por ter gerado muitas dúvidas, ter que repetir o mesmo conteúdo na aula seguinte. Estes são alguns indícios de que sua aula não está sendo bem aproveitada. 

Então, como atender as necessidades das diferentes turmas ou mesmo de diferentes locais de trabalho, apresentar conteúdos de forma inovadora e atrativa para os alunos e ainda fazer com que o seu tempo lecionando em sala seja otimizado? 

O plano de aula é um importante aliado na busca por atingir esses objetivos. Ele fará com que o seu tempo dentro e fora de sala sejam otimizados, contribuindo para que você entenda o perfil do aluno, atenda aos objetivos da IES, consiga se organizar para estar em constante capacitação e, também, fazer o que se propõe em sala. 

Dicas para fazer um bom planejamento 

O maior desafio do professor, principalmente quando se tem mais de uma turma, é entender que nem sempre o Plano dado para uma turma funcionará bem com a outra. Além disso, metodologias que são muito produtivas com um público, podem não ser com o outro. Para identificar o quê usar e como usar em sala de aula, basta seguir os seguintes passos: 

Conheça o perfil do aluno 

O primeiro passo para a construção de um plano de aula é alinhar as expectativas dos seus alunos. Em outras palavras, é necessário saber o que eles esperam de você e da sua aula e analisar se isso condiz com o tipo de aula que você pretende dar. 

Para isso, é necessário conhecer o perfil do seu aluno: saber quem ele é, entender o seu estágio de desenvolvimento e o período em que eles se encontram, a familiaridade de cada um com o tema proposto, o percurso que percorreram até ali, entre outros. 

Defina o tema 

Após saber exatamente o que seus alunos esperam de você, é possível definir o tema da sua aula. É comum haver temas que se estendem para mais de uma aula. Tudo depende, como dissemos anteriormente, do perfil do seu aluno e da sua turma no geral.  

Dessa forma, é imprescindível que cada aula tenha um tema específico.  

Mesmo que, no fim do período de três dias, por exemplo, você pretenda que os alunos adquiram um conhecimento, o objetivo específico da primeira aula será diferente do da terceira. Os objetivos específicos serão gradativos e acumulativos para o objetivo final, mas são independentes entre si. 

Principais componentes de um plano de aula impecável

Um plano de aula eficiente contém os seguintes tópicos: duração, objetivos, conteúdo, metodologia, recursos e avaliação. 

Duração 

Para que você possa entender e delimitar o seu tema, é necessário que você tenha definido bem a duração que aquela aula terá. Isso influenciará diretamente no tanto de conteúdo que você passará naquele encontro, bem como ajudará a gerenciar o tempo que você deixará para cada um dos momentos da sua aula.  

Objetivos 

Também é necessário que você saiba o que exatamente você quer que os alunos aprendam. Ou seja, os objetivos da aula. 

Tente pensar até onde você pretende levar os seus alunos naquela aula. Não estamos falando aqui dos objetivos gerais do curso. Estes normalmente são definidos pela IES e é aquilo que você pretende concluir para que sua disciplina tenha sido bem-feita.  

Entretanto, para que tais objetivos sejam concluídos, serão necessárias várias aulas e em cada aula você deve ter também um objetivo.  É importante que o conhecimento seja gradativo. 

Por exemplo, se você é professora de português e pretende que os seus alunos aprendam a escrever bem, isso é um objetivo, mas um objetivo geral. Para atingi-lo, precisaremos destrinchar quais objetivos específicos nos levarão até esse objetivo geral. Então, na primeira aula, a professora de português pode apresentar os elementos coesivos que são ótimos aliados na construção do texto. Dessa forma, o objetivo dessa aula será “aprender os elementos coesivos”. O da segunda, “aplicar os elementos coesivos no texto”, e por aí vai. 

Os objetivos vêm com os verbos no infinitivo para indicar a ação que será aplicada naquela aula. Tendo definido esses pontos, procure repassar o conteúdo em questão. 

Conteúdo 

Agora que já você já definiu qual o seu público e já sabe o que pretende que ele aprenda, você precisa, agora, atentar-se ao que será passado. Para isso, se você tem dificuldade em saber por onde começar, você pode procurar o auxílio de outros profissionais da área a fim de obter trocas de experiências. Outra sugestão é se basear em aulas já dadas e tentar encontrar os pontos que foram proveitosos da sua aula ou identificar outros que precisam melhorar. 

Metodologia 

Na metodologia, procure pensar qual abordagem (tradicional, sociocultural, humanista, entre outras) você usará na sua aula para aplicar aquele conteúdo. Será uma aula expositiva? Haverá discussão em grupo? Você vai usar recursos audiovisuais?  

Não deixe de considerar a adição de atividades online, uma vez que você pode contar com o auxílio de plataforma digitais, de e-mails e até mesmo do celular. 

Dica: use o seu plano de aula para permitir que você tenha flexibilidade. Não pense em algo rígido, mas sim em um norteador das suas tarefas em sala. 

Material – recursos didáticos 

A metodologia te dirá quais materiais ou recursos didáticos serão necessários para aquela aula. Isso é extremamente importante, pois te ajudará a saber o que você vai precisar antes e durante a sua aula.  

Caso você precise, por exemplo, imprimir alguma folha, ou reservar o laboratório de informática, ou, ainda, solicitar o uso de celular, deixe indicado no seu plano de aula. Isso te fará lembrar do que fazer e consequentemente te fará ganhar tempo de aula. 

Deixe indicado, também, a bibliografia necessária para o encontro, bem como onde encontrá-la. Isso serve como lembrete a fim de que você não se esqueça de levar para o encontro os seus livros, tablet ou notebook, ou mesmo evitar de levá-los desnecessariamente.  

Avaliação 

Por fim, não se esqueça de reservar um tempo para a avaliação da turma. Não precisa, necessariamente, ser algo formal, para que os alunos escrevam ou entreguem. Apenas algumas perguntas ao fim da aula já garantem a retomada de tudo ensinado naquele dia e pode te dar o retorno tanto sobre o que os alunos de fato aprenderam quanto para o ponto de retomada da próxima aula. 

Dica: sempre que o tema da aula se estender, procure reservar um pequeno período no início da aula subsequente, para a recapitulação do conteúdo dado na aula anterior. Isso garante que o fio condutor entre as aulas não se perca e que aquela aula em questão não fique desconexa.  

Seguindo esses passos para a montagem de um plano de aula, você verá a sua rotina aliviada e suas aulas melhor aproveitadas.  

Como melhorar a gestão financeira da sua instituição de ensino?

Um dos principais objetivos de uma IES é diferenciar-se no mercado através de qualidade e desenvolvimento de seus alunos. A gestão eficiente da área acadêmica e da infraestrutura é essencial neste processo, mas não se pode descuidar da gestão financeira. 

A falta de planejamento frente a oscilações de demanda, inadimplência ou aplicação ineficiente dos eventuais excedentes de caixa pode gerar problemas na operação da IES, afetando a qualidade entregue aos discentes. 

Confira os tópicos a seguir para conhecer estratégias que você pode colocar em prática e indicadores de desempenho que auxiliam na gestão financeira. 

Profissionalize a gestão financeira 

A gestão profissional é tradicionalmente apontada como responsável por ganhos efetivos nos processos decisórios de empresas, sejam eles complexos ou não (FAMA e JENSEN, 1983). Em instituições de ensino superior, especialmente as de menor porte, é comum que diretores administrem sozinhos as questões financeiras, ainda que precisem lidar com inúmeras responsabilidades diárias na IES. 

A separação entre a gestão acadêmica e administrativa permite, dentre outros benefícios, que alguém analise os indicadores financeiros de forma consistente e direcione o trabalho da equipe auxiliar. Se automatizadas tarefas rotineiras, a análise de dados pode ainda direcionar estratégias da instituição e propiciar inteligência estratégica acerca de captação de alunos, evasão e projeções de resultados. 

Assim, é aconselhável investir em tecnologias desenhadas para tais instituições, pois elas possuem recursos específicos voltados ao ramo de educação. 

Tenha um plano de ação contra a inadimplência 

As taxas de inadimplência no Ensino Superior, no Brasil, em 2017, foram superiores às de demais setores da economia, de acordo com a Pesquisa de Inadimplência realizada pelo SEMESP e divulgada em 2018. Para Machado (2009), a falta de profissionalismo e informalidade nos processos de cobrança são os maiores propulsores da inadimplência das IES, juntamente aos efeitos da legislação – que por vezes é severa com as instituições de ensino ao proteger fortemente os direitos dos alunos. 

De forma preventiva, a instituição pode realizar ações para evitar a inadimplência, como: 

  • descontos para pagamentos adiantados; 
  • concessão de benefícios para alunos com pagamentos em dia; 
  • possibilidade de pagamento através de cartão de crédito; 
  • intermediação de fiadores para alunos mais novos ou com baixa classificação de crédito. 

Para reduzir o número de pendências financeiras, uma estratégia de negociação que considere o perfil dos alunos, aliada a cobranças online nos dias seguintes ao vencimento da mensalidade também pode auxiliar o setor. 

Calcule corretamente o custo por aluno 

Para oferecer um produto ou serviço, é importante que sua precificação envolva uma análise detalhada de despesas e fatores críticos. Outros fatores, além do custo de corpo docente, podem ser considerados: 

  • custo individual projetado para manutenção da infraestrutura; 
  • despesas com inovações e melhorias no ensino; 
  • trabalho gerado aos setores administrativos; 
  • despesas com possíveis prestadores de serviços da instituição. 

As mensalidades, que são a principal fonte de receita das IES, precisam equilibrar demanda, custos e qualidade percebida pelos alunos. 

Faça orçamentos anuais prévios 

O planejamento orçamentário é uma ferramenta relevante que pode auxiliar diretores a planejar despesas, levando em consideração a continuidade das atividades e o investimento necessário em inovação. Caso haja necessidade de captação de recursos, a diretoria da IES pode planejar antecipadamente de que forma irá recorrer a financiamento, obtendo melhores taxas e garantindo a continuidade das operações. 

Dica: para planejar estratégias de captação e expansão de cada curso, é importante analisar os dados disponibilizados pelo Inep.

Mantenha um fluxo de caixa projetado 

Apesar de não ser algo exato, boas projeções podem nortear a tomada de decisão e oferecer cenários hipotéticos – positivos, negativos e neutros – para subsidiar planos de ação na ocorrência de cada um deles. 

Estabeleça e acompanhe indicadores financeiros 

Indicativos sobre a saúde financeira da IES são essenciais para medir seu desempenho e oferecer diretrizes para ações de outras áreas. Veja, a seguir, três importantes indicadores financeiros para sua instituição de ensino, além do índice de inadimplência e custo por aluno: 

Relação entre despesas e receitas por curso 

Além do custo por aluno, pode-se avaliar as despesas gerais de cada curso em relação ao faturamento total. Caso o indicador demonstre que algum curso não colabora com os custos gerais da instituição, o gestor acadêmico pode avaliar se ele, estrategicamente, faz sentido, e de que forma outros cursos podem compensar seu déficit. Isso é bastante comum em instituições que possuem cursos stricto sensu: apesar de muitas vezes eles serem deficitários, possuem valor estratégico, agregando publicações científicas e conhecimento acadêmico relevante. 

Lifetime Value (LTV) 

Lifetime revela qual é o período médio de relação entre os alunos e a IES e qual é a receita gerada, em média, por matrícula. Ele é uma ferramenta de gestão financeira e acadêmica, pois um LTV baixo pode ser resultado da insatisfação com métodos de ensino, por exemplo. 

Como a duração dos cursos costuma ser de poucos anos, o ideal é que o indicador mostre um lifetime alto. Portanto, caso ele esteja baixo e/ou diminua com o tempo — devido à evasão —, é preciso entender os motivos pelos quais isso ocorre. 

Ticket médio 

Saber quanto, em média, cada aluno gera de faturamento mensalmente à IES é fundamental para entender se os custos por aluno e por curso estão adequados à realidade da instituição.

E então, depois de ler sobre o assunto, como você considera a situação e a gestão financeira da sua instituição? Acompanhe o blog da Saraiva Educação. Semanalmente publicamos conteúdos com dicas de gestão para IES.