Perfil dos alunos do curso de Direito: conheça as características: mulher estudando em biblioteca

Como é o perfil dos alunos do curso de Direito? Conheça as características e as competências

De acordo com um balanço realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o curso de Direito, em 2019, ocupou o 1º lugar em número de matrículas. O censo calculou que 831.350 novos estudantes se inscreveram para cursar a graduação. 

Desse modo, considerando o elevado interesse pela área, é possível perceber que as instituições de educação superior (IES) devem investir na captação de alunos para o curso de Direito. 

Para tanto, torna-se necessário entender qual é o perfil dos alunos do curso de Direito, quais são as características desses estudantes e quais as competências necessárias para garantir a empregabilidade dos concluintes

Pensando nisso, preparamos este artigo para apresentar quais são as características desejáveis em um profissional do Direito e como a IES deve trabalhar na capacitação dos discentes. Confira! 

Quais são as características desejáveis em um profissional de Direito?

A partir da década de 1990 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), o Brasil passa por um expressivo crescimento de criação e oferta de vagas em cursos de ensino superior. Assim, o número de alunos matriculados e concluintes nos cursos de Direito cresceu de forma significativa. 

Para se ter uma ideia, até o ano de 1982 o Brasil possuía apenas 130 instituições que ofertavam o curso de Direito. Em 1995 esse número subiu para 235 (quase dobrou) e em 2017 chegou ao expressivo marco de 1.203 cursos. Hoje, o Brasil se tornou o país com maior número de faculdades de Direito do mundo. 

Entre as principais mudanças trazidas por esse crescimento no cenário do Direito, têm-se um grande número de concluintes e advogados que precisam disputar uma colocação no mercado de trabalho. 

Assim, é importante que a IES se preocupe em desenvolver habilidades e competências necessárias em um profissional de Direito. Vejamos as principais entre elas: 

1. Comunicação e oratória 

Um bom profissional da área jurídica deve ser capaz de se expressar de forma clara e fundamentada. Assim, trabalhar a oratória e a comunicação dos estudantes é fundamental para determinar o sucesso no mercado de trabalho. 

2. Escrita

Além da comunicação verbal, o profissional do Direito deve possuir habilidade de comunicação escrita. Em todas as áreas de atuação, uma boa redação e ortografia são requisitos necessários para realizar as tarefas profissionais. 

3. Conhecimento técnico 

Para garantir a efetividade da comunicação verbal e escrita, o conhecimento técnico é indispensável. Dessa forma, um bom profissional deve possuir uma formação sólida na área escolhida e demonstrar domínio sobre a matéria. 

Como a IES pode desenvolver as competências necessárias nos estudantes?

A instituição de ensino é a principal responsável pelo aprendizado de seu aluno. É por meio do conteúdo programático pedagógico, das aulas e dos exercícios aplicados que o estudante se prepara para o mercado de trabalho. 

Dessa forma, desde o início do curso é importante que a IES desenvolva as competências necessárias ao corpo discente. Abaixo listamos como esse preparo pode ser feito. 

1. Aplicando as metodologias ativas 

As metodologias ativas objetivam transformar o modelo expositivo clássico de aula. O aluno se torna parte central, integrante ativa do seu processo de aprendizagem.

O uso de metodologias ativas gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento com as disciplinas e faz com que o estudante melhore seu desempenho no curso.

Dessa forma, as metodologias ativas são responsáveis por garantir um aprendizado sólido e eficiente. 

2. Contando com uma biblioteca digital na IES

Para o estudante de Direito, a leitura de diversas obras ao longo do curso é essencial. O estudo por meio de manuais, compilados e códigos comentados, por exemplo, facilita o aprendizado e fixa o conteúdo estudado. 

Nesse sentido, a biblioteca digital facilita o acesso às obras e é responsável pelo aumento da carga de leitura. Assim, o conhecimento técnico necessário também é incentivado. 

3. Desenvolvendo atividades extracurriculares

Para desenvolver as habilidades de escrita e oratória, a IES pode ofertar atividades que estimulem o debate e a redação. Alguns exemplos de atividades extracurriculares que atendem essa finalidade são: 

  • Júris simulados; 
  • Competições de debate; 
  • Iniciação à pesquisa;
  • Núcleos de prática jurídica.

Leia também: Saiba mais sobre as fontes do Direito e como abordá-las na IES

Qual é o perfil de quem se interessa pelo curso de Direito?

Os estudantes que demonstram interesse em cursar uma graduação em Direito possuem algumas características em comum. São elas: 

  •  Poder de argumentação
  • Capacidade comunicativa; 
  • Gosto por leitura e escrita;
  • Visão crítica e questionadora.

Como captar esses interessados em minha IES?

Considerando as características do perfil dos alunos do curso de Direito, torna-se necessário elaborar estratégias que atendam às expectativas dos estudantes. 

Além disso, devido ao grande número de instituições que ofertam o curso, é importante que a IES se diferencie para que seja a opção escolhida. 

Confira a nossa dica para captação de alunos a seguir!

Conte com materiais de qualidade

A qualidade dos materiais apresentados ao aluno irá definir seu aprendizado ao longo do curso. É importante que o material oferecido esteja sempre atualizado, acompanhando as mudanças no mundo jurídico e que possua credibilidade quanto ao conteúdo. 

Assim, é necessário investir em conteúdos com autores renomados e em editoras já consolidadas no mercado como forma de captar os alunos e fornecer um ensino de qualidade. Além disso, a IES pode oferecer uma biblioteca digital de Direito com obras acessíveis. 

Como reter esse perfil de estudante?

Durante a graduação, é necessário que a IES se preocupe em evitar a evasão e reter os estudantes no curso. 

Para tanto, pensando no perfil dos alunos do curso de Direito, a instituição precisa garantir o engajamento com as disciplinas. Um exemplo de como isso pode ser feito é por meio das disciplinas online.  

Disciplinas online

As disciplinas online possibilitam a utilização de  conteúdos multimídia. Eles servem para ilustrar o conteúdo pedagógico, promovendo a associação de ideias na exposição de um assunto. 

Dessa forma, disciplinas consideradas maçantes e extensas dentro da graduação em Direito tornam-se mais atrativas para os estudantes, o que constitui um importante recurso didático para expor assuntos relevantes. Além disso, o Ministério da Educação incentiva a utilização de soluções tecnológicas levando em conta sua praticidade e inovação na educação superior.  

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Esperamos que este artigo tenha tirado todas as dúvidas sobre o perfil dos alunos do curso de Direito e como a IES pode investir na captação e retenção desses estudantes. Aproveite para conferir também o nosso artigo sobre a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil!

O professor como líder inovador: características da liderança inovadora nas Instituições de Ensino Superior (IES)

Já estamos vivendo no que vem sendo chamada de a 5ª revolução industrial ou Indústria / Sociedade 5.0, caracterizada principalmente por tecnologias inteligentes, onde homem e máquina trabalham em parceria para gerar inovações sustentáveis.

Em relação aos processos de transmissão de conhecimento nas Instituições de Ensino Superior (IES), infelizmente, a realidade parece estar mais próxima da 1ª revolução industrial, onde o protagonismo ainda parece ser do professor em vez do aluno.

Mas qual o papel do professor para atuar como líder inovador neste novo contexto? Quais são as mudanças comportamentais e culturais necessárias para desenvolver a liderança inovadora nas IES?

O desenvolvimento de competências do professor para assumir o papel de um líder inovador nas IES é fundamental para as instituições se adaptarem às mudanças do ambiente, com visão, missão e objetivos estratégicos claros, no sentido de que as coisas possam ser feitas de maneira diferente e melhor, gerando valor às partes interessadas (docentes, estudantes, membros da comunidade acadêmica, acionistas, mercado, fornecedores, sociedade, etc.) das IES.

Foco no aluno

Cinquenta anos atrás, quando cursei o ensino médio no Colégio Pedro II, no Centro do Rio de Janeiro, tive um exemplo simples e marcante do papel de líder de uma professora com foco no aluno, ou seja, procurava identificar e atender as necessidades do aluno.

Para os alunos que trabalhavam de dia e estudavam à noite, como no meu caso, a alternativa ao uso do uniforme tradicional era usar terno e gravata, sendo obrigatório vestir o paletó nas dependências do Colégio.

Sensível ao desconforto dos alunos, principalmente no verão Carioca, de ficar de paletó dentro da sala de aula, a professora permitiu que durante a aula dela deixássemos o paletó no encosto da carteira.

Durante uma inspeção de rotina, o chefe de disciplina observou que não estávamos usando paletó, e depois de pedir licença à professora para entrar na sala, mandou que vestíssemos o paletó.

A professora interveio frisando que havia permitido tal procedimento em função do calor dentro da sala, que continuássemos sem paletó na sala, e que estava dentro da autoridade em sala de aula decidir sobre o assunto.

Esse exemplo simples do papel da liderança do professor em relação a atender às necessidades do aluno ilustra o quanto precisamos avançar para que o aluno seja o protagonista do processo de aprendizado.

Ainda hoje vivemos o paradigma da transmissão hierárquica do conhecimento nas IES, onde o que deveria ser uma troca de conhecimento, acaba limitada pelo protagonismo do professor em detrimento do aluno.

Esse paradigma limita a criatividade e a inovação nos processos educacionais e pode ser rompido à medida que o professor incentive o aluno a ser protagonista de seu próprio aprendizado, com efetiva troca de conhecimento e cocriação de soluções diferentes, melhores, gerando valor dentro e no entorno das IES.

Leia também: guia completo para a aplicação de metodologias ativas no ensino superior

Um dos elementos chave para enfrentar com eficácia esse desafio é a preparação e disposição da liderança para se adaptar bem às mudanças no ambiente das IES. Para sobreviver e evoluir neste contexto, torna-se fundamental o alinhamento estratégico institucional permanente e a adequação na escala e na vivência de valores pessoais e organizacionais, de modo a desenvolver novos comportamentos e uma cultura organizacional para inovação.

O foco no aluno é fundamental para o desenvolvimento da liderança inovadora do professor e deve se basear numa relação de confiança dentro e no entorno das IES.

Confiança é um valor guarda-chuva dos outros valores de inovação, e para fazer a inovação acontecer na vida do professor e no seu entorno é fundamental que este “fale” e “caminhe” inovando, pois as palavras desacompanhadas de ações perdem o sentido prático.

Para tal, entre outras características, deve-se procurar eliminar preconceitos, buscar a diversidade nas pessoas, apreciar o pensamento, a curiosidade e a criatividade de cada um, dando liberdade a todos para explorar novas formas de aprendizado. O professor como líder inovador deve ser capaz de:

  • Compartilhar seu sonho e paixão de realizar algo novo, sua visão de futuro desejado para a instituição, e estar preparado e disposto a apoiar as iniciativas dos alunos.
  • Expressar claramente a visão, a missão, os objetivos estratégicos, os valores da IES, vivenciar esses valores e estimular com isso o orgulho, respeito e confiança dos alunos.
  • Comunicar suas altas expectativas, utilizar símbolos para focar os esforços, expressar propósitos importantes de maneira simples.
  • Estimular a inteligência emocional e intelectual dos alunos, a troca de conhecimento dentro e no entorno da instituição, e o cuidado na solução dos problemas.
  • Ser acessível, não ter medo de trazer à tona as emoções para serem discutidas, dar atenção personalizada, praticando feedback para reforçar pontos fortes e superar pontos fracos.

Características da liderança inovadora nas IES

Desenvolver liderança inovadora nas IES não deve ser um objetivo em si, mas sim uma estratégia de desenvolvimento de liderança da instituição. Isso significa que deve haver uma visão, missão e objetivos estratégicos claros relacionados à necessidade de a instituição inovar / se renovar, em que todos na instituição devem “falar” e “caminhar” inovando, dando exemplo nas próprias ações do dia a dia de trabalho, e à medida que a inovação seja um valor compartilhado com as partes interessadas das IES.

Um fator crítico de sucesso da liderança inovadora nas IES está relacionado à  paixão e à visão de futuro desejada pela instituição e não à posição hierárquica que os líderes ocupam na instituição.

Brillo e Boonstra (2018) revelam como as organizações de sucesso implementam inovações sustentáveis e as características que líderes bem-sucedidos desenvolvem para fazer a inovação acontecer nas suas organizações.

A Figura a seguir ilustra essas características que podem servir para o desenvolvimento da liderança inovadora nas IES.

Características da liderança inovadora nas IES (adaptado de BRILLO, 2020)

Imagem com as características, descritas abaixo, do líder inovador. 

Visualização do futuro desejado

O futuro desejado pela liderança inovadora de uma IES deve estar relacionado à construção de uma base comum para sustentar as inovações, aos desafios ambiciosos, à clareza da missão e à sensibilidade para com a profundidade da mudança organizacional.

Ter uma visão clara e desafiadora pode fornecer a orientação necessária às pessoas e conectá-las com a visão e a estratégia da instituição, tornando-as mais preparadas e dispostas a experimentar práticas inovadoras.

A formulação da visão de futuro da instituição explicita o que a organização defende, como aprende, como se renova ou inova, e como utiliza suas competências distintas para agregar valor às partes interessadas.

Nas organizações onde se vivenciam a visão e os valores, a propaganda boca-a-boca é suficiente para difundi-los e os produtos/serviços da organização costumam ser comprados, não vendidos. Ter uma visão inspiradora e atraente se baseia numa imagem clara da identidade da IES e compreende os seguintes elementos:

  • Uma imagem idealizada ou um sonho que passa a ideia de o que a IES pode ser no futuro.
  • Uma fonte de autoestima e propósito comum que ajuda as pessoas a desenvolver um significado e um sentimento de pertencer a instituição.
  • A razão de existir da organização e o valor gerado às partes interessadas.
  • Os valores centrais influenciam o processo de tomada de decisão na organização e norteiam o relacionamento com as partes interessadas.
  • As competências com as quais a instituição conquista o mercado e se distingue de possíveis concorrentes.

Criação de comprometimento

Líderes inovadores nas IES devem assegurar que as pessoas diretamente envolvidas no processo de mudança participem efetivamente da transformação da instituição, buscando a contribuição de todas as pessoas

Trata-se do comprometimento das partes interessadas com a mudança, reduzindo as distâncias hierárquicas na instituição, criando coalizões sólidas para viabilizar a mudança e selando o compromisso das pessoas com os processos de mudança na instituição.

É de suma importância formar coalizões para abrir espaço para lidar com a diferença e a diversidade entre pessoas de diferentes origens e com competências complementares.

Líderes inovadores costumam ter visibilidade, são acessíveis, desapegados da hierarquia e têm foco no mercado. Geralmente questionam os valores, as normas e discutem os pressupostos básicos da organização, o que só se torna possível se existir proximidade e uma efetiva relação de confiança com as pessoas envolvidas na mudança.

Líderes inovadores devem buscar a contribuição de todas as pessoas nos processos de mudança das IES, que significa:

  • Reduzir as distâncias hierárquicas na organização, criando comprometimento e coalizões sólidas para viabilizar a mudança.
  • Construir relações de confiança, honrar as iniciativas das pessoas e ter a mente aberta para práticas inovadoras.
  • Ser acessível, aproveitar contatos informais para discussões estratégicas, reconhecer e celebrar os sucessos da equipe.
  • Formar equipes com pessoas de diferentes origens, com diferentes conhecimentos, que se respeitam por essas diferenças e também porque se complementam.
  • Reconhecer quais pessoas são essenciais para fazer a inovação acontecer na instituição, como envolvê-las e mantê-las alinhadas aos valores centrais da instituição.

Foco no mercado

Focar nas necessidades do mercado deve ser a razão e o princípio básico da liderança inovadora nas IES. Essa abordagem envolve dar foco aos processos operacionais do mercado, simplificar os processos operacionais internos e buscar sinergia horizontal (cooperação operacional entre os departamentos das IES e entre outras instituições).

O processo de foco no mercado passa primeiramente por conhecer bem as necessidades e as expectativas do mercado, desenvolvendo um sistema de informação estruturado contendo expectativas, necessidades e informações sobre o relacionamento com essas empresas, que podem ser muito úteis para proporcionar experiências inovadoras.

Uma liderança Inovadora costuma associar inovação com organização enxuta, e reengenharia de processos operacionais com renovação dos sistemas de informação.

As IES devem obter sinergia horizontal, unindo forças e trocando conhecimento de modo a permitir a transversalidade dos processos da instituição com os processos das empresas e de instituições parceiras, que significa:

  • Traduzir as necessidades do mercado numa visão inspiradora para orientar a organização para o mercado.
  • Abrir espaço para práticas inovadoras que idealmente superem as expectativas do mercado.
  • Definir quais processos operacionais são essenciais, e que a simplificação desses se alinhe com os processos de mudança na instituição.
  • Ter estratégias claras de sinergia horizontal focada no mercado que contribuam para ambos inovarem.
  • Trocar conhecimento e experiência com o mercado, grupos de sinergia, comunidades de troca de conhecimento ou grupos de trabalho do setor.

Iniciativas do topo e da base

As iniciativas vindas do topo das IES podem dar a direção para a mudança para inovação, enquanto as iniciativas vindas da base da organização podem abrir espaço para a inovação/renovação na instituição.

Geralmente, líderes inovadores usam suas posições de poder para abrir espaço às iniciativas vindas da base, que costumam resultar em inovações sustentáveis e irem além dos limites da organização, permitindo experimentar novas formas de cooperação e práticas de trabalho.

Uma liderança inovadora normalmente explicita os valores da organização, não tolera comportamentos desalinhados a esses valores e costuma também dar exemplos de comportamentos que consideram inaceitáveis.

Geralmente, essas lideranças entram de peito aberto nas discussões sobre a eficácia das práticas de trabalho, demostram interesse genuíno pelo progresso de práticas inovadoras e resultados alcançados pela equipe. Também costumam mudar as pessoas quando as inovações ficam emperradas em função do jogo de poder na instituição.

Na gestão de iniciativas do topo e da base das IES, líderes inovadores devem:

  • Dar a direção na forma de uma ambição compartilhada e abrir espaço para a base experimentar a inovação/renovação na instituição.
  • Estimular experimentos inovadores com instituições parceiras para trazer à luz os próprios valores, normas e pressupostos básicos da organização.
  • Vivenciar os valores da instituição, confrontar as atitudes inconvenientes dos outros, expressar claramente o que não querem e perguntar como as coisas deveriam ser.
  • Dar exemplos concretos de comportamentos desalinhados dos valores da organização e das consequências que isso pode causar.
  • Trocar pessoas quando resistem sistematicamente à mudança e dificultam que a inovação aconteça na instituição.

Tempo e ritmo de atuação

A liderança inovadora geralmente lida conscientemente com o tempo e faz disso um princípio básico para que os processos de inovação sejam bem-sucedidos na organização. Torna-se necessário haver tempo adequado para a inovação fazer parte da cultura organizacional das IES.

Para mudar os valores subjacentes e as práticas de trabalho na instituição, tal liderança deve atuar com tempo e ritmo, com paz e espaço e equilibrar direção e liberdade como ingredientes básicos para gerar inovações sustentáveis.

Em situações de crise, deve também ser capaz de acelerar o ritmo das atividades, atuar com ousadia e, em sequência, ter a capacidade de desacelerar o ritmo das mesmas se forem mudadas as formas de conduta, os métodos de trabalho, e assimilados os padrões e valores subjacentes.

Lideres inovadores costumam também refletir e aprender no processo de aprendizagem, criando confiança mútua para permitir a eficácia da prática de feedback. Por meio do tripé direção, espaço e resultado, tais líderes costumam atuar com a paz necessária e proporcionar o espaço adequado para a instituição se renovar/inovar. Isso significa:

  • Dedicar uma parcela significativa do tempo de trabalho para mudar a estratégia, a estrutura, a cultura da instituição e para assimilação do processo contínuo de inovação.
  • Que os processos de aprendizagem devem ocorrer com base na própria história da instituição, no futuro desejável para ela e nas estratégias organizacionais.
  • As pessoas devem tornar seus pensamentos e valores explícitos para poder se comunicar abertamente com as outras e criar um significado mútuo de futuro desejável à instituição.
  • Que líderes inovadores costumam optar pela paz e por um certo grau de imperturbabilidade, sabendo lidar bem com as emoções das pessoas, que consideram parte integrante da mudança.
  • Abrir espaço para possibilitar a discussão das emoções das pessoas e experimentarem novos métodos de trabalho e novas formas de colaboração dentro e no entorno da instituição.

Estratégias para inovação

Segundo Brillo e Boonstra (2018), há 3 diferentes estratégias adotadas por líderes inovadores.

  • Estratégia de desenvolvimento – abordagem participativa que parte da premissa que as pessoas têm possibilidades suficientes dentro de si para mudar, desde que haja uma liderança inovadora que possa fazer com que elas queiram dar o melhor de si. Dessa forma, a liderança costuma ouvir as pessoas, dar apoio efetivo para reduzir a insegurança e a incerteza para fazer a inovação acontecer na instituição.
  • Estratégia de aprendizagem – abordagem adotada quando as pessoas agem com base em pressupostos, emoções, sentimentos e padrões quase inconscientes. Geralmente, Lideres inovadores tornam as pessoas conscientes desses pressupostos e padrões limitantes e possibilitam a discussão dos sentimentos de modo a abrir espaço para a aprendizagem ativa, na qual as pessoas se motivam a mudar o próprio comportamento.
  • Estratégia de transformação – abordagem em que a liderança inovadora troca ideias com as pessoas sobre o futuro da instituição e a necessidade das inovações. A ideia por trás dessa estratégia sugere que a realidade não é objetiva, mas está presente nos corações e mentes das pessoas. Essas imagens e definições subjetivas da realidade mudam continuamente por meio da interação e da formação de senso comum, podendo alavancar a energia criativa das pessoas para se movimentarem na direção da renovação / inovação das IES.

Modelo Tri-interseccional de Liderança por Valores (MTLV)

O MTVL pode ajudar no desenvolvimento da liderança inovadoras nas IES, compartilhando valores com paixão dentro e no entorno das instituições para ter alto impacto nas estratégias organizacionais.

Uma liderança inovadora deve ser conectada por valores, tendo como fonte a visão de futuro desejado para a instituição, em que líderes devem “falar” e “caminhar” inovando.

O Modelo Tri-interseccional de Liderança por Valores — MTLV — (BRILLO; SILVA, 2020) é uma extensão e elaboração do Modelo de Gestão por Valores de Inovação — GPVIS — (BRILLO et al., 2015) e do Modelo Triaxial de Valores (Dolan e Garcia, 2006).

O MTLV permite que líderes e organizações integrem estratégias sustentáveis e sistema de gestão baseada em valores, que simultaneamente otimizam recursos humanos, financeiros e sociais.

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Resultados:

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  • MTLV do Grupo (MTLV agregado dos integrantes do grupo).
  • MTLV ajustado do Grupo (MTLV ajustado ao Foco Estratégico predominante no grupo).

Referências

  • Brillo, J., Boonstra, J. (2018) Liderança e Cultura Organizacional para Inovação, Editora Saraiva.
  • Brillo, J. (2020) Liderança Inovadora: como se destacar em ambientes de mudanças, Editora Expressa / Saraiva educação.
Gestão educacional: homem em apresentação com equipe de trabalho

Saiba o que é gestão educacional, quais são seus elementos e como desenvolver na IES

A gestão educacional diz respeito a um conjunto de estratégias que gestores e coordenadores das  instituições de educação superior (IES) devem traçar periodicamente a fim de guiar todas as áreas para alcançar os objetivos estipulados

Contudo, para obter sucesso no mercado de educação é necessário mais do que apenas realizar as atividades de gerenciamento de forma sistemática. É preciso implementar estratégias de gestão para aumentar a eficiência do ensino na instituição.

Neste artigo, vamos explicar melhor sobre essa prática e dar algumas dicas de como desenvolver uma boa gestão educacional na sua IES. Veja! 

O que é e para que serve a gestão educacional?

A gestão educacional é responsável por todos os processos de uma instituição de ensino, desde o setor de recursos humanos até o pedagógico. Ela busca instituir um modelo para coordenar e potencializar os melhores procedimentos dentro da IES, visando produzir um ensino de qualidade.

Ela também abrange a articulação entre as instâncias normativas no setor educacional como, por exemplo, os atos regulatórios do Ministério da Educação (MEC) para as instituições de ensino superior. 

Entretanto, a gestão de cada instituição é feita de forma autônoma. Ou seja, algumas diretrizes guiam o caminho dos gestores, mas cada instituição possui suas próprias regras e processos internos de tomada de decisão. 

Resumidamente, a gestão educacional estabelece bases para uma melhor coordenação e organização das rotinas educacionais e administrativas de uma IES.

Leia também: Guia completo da avaliação do MEC para IES

Quais são os elementos que compõem a gestão educacional?

Existem várias áreas que compõem a gestão educacional de uma IES. Elas possuem um fluxo bem definido, mas não trabalham de forma isolada. Vamos apresentar 7 exemplos e as características de cada um. Confira!

1. Gestão Administrativa

É responsável por garantir o funcionamento dos processos operacionais entre as equipes e opera a integração entre as áreas. Ela supre as seguintes demandas: 

  •   administra a estrutura e o patrimônio;
  •   zela pela limpeza e conservação;
  •   gerencia os processos de compras e o almoxarifado;
  •   acompanha a legislação e garante o cumprimento de todas as leis;
  •   determina a cultura institucional e a sua disseminação;
  •   determina os fluxos operacionais;
  •   incentiva o uso de métodos ágeis de produtividade.

2. Gestão Financeira

É responsável por administrar todos os recursos financeiros da instituição. Seus esforços são pautados na análise do lucro e na avaliação da capacidade de se fazer investimentos, visando o crescimento da instituição. Portanto, ela:

  •   define os valores dos cursos e demais produtos ofertados;
  •   negocia convênios com instituições financeiras para buscar boas taxas de operação;
  •   gerencia o fluxo de recebimentos das diferentes áreas como matrículas, processo seletivo, cursos livres etc;
  •   administra as contas bancárias e as transações;
  •   controla a tesouraria e os caixas internos;
  •   define o orçamento a ser aprovado anualmente;
  •   estabelece estratégias e ações para a cobrança de inadimplências;
  •   opera a contabilidade e gera as prestações de contas. 

Leia também: Como melhorar a gestão financeira da sua instituição de ensino? 


3. Gestão de Recursos Humanos

O Recursos Humanos (RH) das instituições de ensino foca especialmente na contratação e qualificação do quadro funcional. Suas principais atribuições são:

  •   organização do processo seletivo e contratação de profissionais;
  •   alinhamento com a gestão administrativa sobre o código de cultura da IES e compartilhamento com a equipe;
  •   definição do calendário contínuo de treinamentos e qualificação profissional;
  •   busca de engajamento e satisfação da equipe;
  •   acompanhamento da avaliação de satisfação dos profissionais;
  •   análise do clima organizacional. 


4. Gestão Acadêmica

É responsável por organizar todo o processo envolvendo a secretaria acadêmica, como matrículas, documentações e emissões de documentações oficiais. Suas atividades são: 

  •   manutenção do cadastro atualizado dos professores e suas titulações;
  •   definição do processo seletivo e as formas de captação de alunos EaD e presencial;
  •   validação dos documentos dos alunos e seus respectivos cursos;
  •   preparação e acompanhamento do sistema para o uso dos diários de classe pelos docentes;
  •   criação do calendário acadêmico integrando processos gerenciais administrativos e pedagógicos;
  •   realização das demandas legais da instituição;
  •   emissão de documentos oficiais. 

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5. Gestão Pedagógica

Define todo o processo de ensino da instituição e a forma como os conteúdos serão trabalhados com os discentes. Assim, ela é responsável por: 

  •   definir as matrizes curriculares de aprendizagem;
  •   promover a capacitação dos docentes;
  •   analisar os planos de ensino das disciplinas;
  •   acompanhar a rotina das aulas e o clima educacional;
  •   fazer o acompanhamento dos estudantes e promover ações que aumentem o engajamento.

6. Gestão da Comunicação

Área responsável pela divulgação da instituição para a comunidade acadêmica e sociedade. Tem as seguintes funções:

  •   determina o funcionamento do site para a divulgação de notícias e captação de matrículas;
  •   publica conteúdos no blog e promove postagens nas redes sociais;
  •   envia comunicados aos professores e funcionários;
  •   mantém um fluxo de interação constante com os estudantes sobre tudo o que acontece na instituição;
  •   reforça orientações da instituição sobre as diferentes áreas, como biblioteca, laboratórios, processo de matrícula, pagamento de boletos etc.;
  •   aproxima as pessoas com a rotina da instituição.

Leia também: Conheça 10 estratégias de marketing educacional inovadoras para o ensino superior

7. Gestão da Tecnologia

É a área responsável por toda a estrutura tecnológica da instituição e possibilita o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) na educação. Suas principais funções são:

  •   cuidar da estrutura de computadores e da rede de dados;
  •   gerenciar a segurança da rede e regras de tráfego de informações;
  •   administrar a hospedagem do site e dos sistemas;
  •   manter o controle das licenças de softwares e do processo de uso e distribuição de dados;
  •   prestar o apoio técnico aos usuários para garantir sua operação;
  •   promover treinamentos e ações de engajamento dos usuários nos softwares de gestão;
  •   alinhar com as outras equipes para garantir o fluxo dos processos e propor melhorias para aumentar a produtividade.

Como desenvolver uma boa gestão educacional?

Durante a administração de uma instituição de ensino, cabe ao gestor tomar as decisões mais acertadas para que os resultados positivos sejam alcançados.

Seja na manutenção dos dados, informações, relatórios e demais questões que envolvem a gestão educacional, é preciso adotar algumas estratégias em seus processos. 

Para ajudar você, reunimos 4 dicas para desenvolver uma gestão educacional eficiente na sua IES. Confira!

1. Mapeie os processos

É essencial que você faça o mapeamento de todas as áreas, fazendo um levantamento de informações relacionadas aos dados acadêmicos e financeiros da instituição

Com uma visão holística é possível melhorar o planejamento, o orçamento e apurar o que está limitando o crescimento da instituição.

2. Defina objetivos claros

Os objetivos devem seguir o planejamento estratégico da instituição acerca do aumento do número de matrículas e/ou no crescimento da marca. É preciso estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, mas acompanhando todas as mudanças no mercado para fazer as adaptações necessárias. 

3. Proponha melhorias contínuas

Após identificar aquilo que precisa ser aprimorado, você deve focar os esforços considerando questões como a potencialidade da melhoria proposta e o investimento necessário, de forma que ela seja incluída no trabalho de toda a instituição.

4. Acompanhe os resultados

É ideal que a gestão educacional seja trabalhada por meio de processos que avaliem os resultados constantemente

Nesse sentido, além dos números relacionados ao faturamento, inadimplência e Recursos Humanos, é essencial que você saiba quais são os indicadores-chave de desempenho que devem ser acompanhados na sua IES. 

Entendeu como a gestão educacional tem papel fundamental para melhorar os resultados de uma instituição de ensino? Aproveite para ler nosso próximo artigo e descubra quais são os indicadores de qualidade do MEC e como eles se relacionam.

Plano de internacionalização Universidade: fotografia de 4 estudantes universitários andando pelo corredor de uma instituição de ensino superior.

O que é o Plano de Internacionalização da Universidade, quais são seus benefícios e como colocá-lo em prática

A internacionalização pode ser definida como a troca política, social, econômica e cultural efetivada entre países. No âmbito educacional, o fenômeno da globalização é responsável por dinamizar as relações de ensino, proporcionando autonomia e criatividade no ambiente acadêmico-científico. 

Nesse cenário, o Plano de Internacionalização da Universidade objetiva criar estratégias que possibilitem a internacionalização da educação superior. Por meio do Plano, é possível oferecer experiências enriquecedoras aos alunos, facilitar o estabelecimento de redes de ensino pelo mundo e diminuir as barreiras linguísticas existentes. 

Pensando nisso, preparamos este artigo para explicar o que é o Plano de Internacionalização da Universidade, quais são seus benefícios para as instituições de ensino e quais são as estratégias para colocá-lo em prática. Confira! 

O que é o Plano de Internacionalização da Universidade?

A necessidade de especialistas e pesquisadores, unida ao avanço da globalização, fez surgir uma aproximação entre o Estado e a universidade. A partir disso, consolidou-se a importância da universidade como fortalecedora das economias nacionais e dos processos de desenvolvimento tecnológico e científico, que deu origem ao processo de internacionalização da educação.

Assim, foram originadas políticas públicas que fomentaram a pesquisa e a formação de pesquisadores em vários países. No Brasil, a regulação institucional possibilitou a criação de agências nacionais, destacando-se a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que está vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que está vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. 

As políticas públicas determinam, principalmente: 

  • A cooperação internacional das universidades brasileiras;
  • O desenvolvimento científico e tecnológico;
  • A inserção internacional da universidade brasileira. 

Partindo de uma análise do conjunto de programas de cooperação internacional desenvolvido ao longo dos últimos anos pela CAPES e pelo CNPq, é possível extrair os exemplos de programas: 

  • Programas de Formação – Intercâmbio de alunos dos cursos de graduação e pós-graduação no exterior.  
  • Programas de Pesquisa Conjunta entre Países – Cooperação científica por meio de pesquisa conjunta entre os países. 
  • Programas de Formação Interinstitucional – Intercâmbio acadêmico de estudantes, professores e pesquisadores de pós-graduação para qualificação dos programas de pós-graduação das instituições brasileiras. 

Nesse cenário, o Plano de Internacionalização da Universidade é o estudo que prevê de que forma se pretende internacionalizar a instituição de educação superior (IES). Nesse documento é preciso apresentar: 

  • Os objetivos pretendidos pela instituição de ensino;
  • O cronograma previsto para alcançar as metas propostas;
  • Os programas e ações estratégicos de internacionalização da IES; 
  • As políticas linguísticas da instituição, entre outros.

Quais são os benefícios do Plano de Internacionalização da Universidade?

Iniciar um Plano de Internacionalização da Universidade traz diversos benefícios para o corpo discente, para o corpo docente e para a própria instituição. A seguir listamos os principais motivos: 

1. Diversidade linguística

Atrair jovens pesquisadores estrangeiros ou enviar alunos para universidades de outros países garante o aperfeiçoamento das habilidades linguísticas dos discentes e docentes. 

É durante um intercâmbio acadêmico que os estudantes têm contato com outros idiomas e culturas, o que enriquece o aprendizado e favorece a prática da diversidade linguística. 

Além disso, a partir dessas experiências a IES se tornará mais apta a aumentar a oferta de disciplinas em outros idiomas, melhorando a experiência do aluno e trazendo mais credibilidade para a instituição

No mesmo sentido, a qualidade dos artigos e trabalhos desenvolvidos em outros idiomas cresce, o que confere maior visibilidade para a IES

2. Pesquisa e inovação

Promover a internacionalização da universidade aumenta significativamente o impacto das produções científicas e destaca a instituição internacionalmente. Ainda, é a partir da internacionalização que a IES: 

  • Amplia a capacidade de captar recursos em editais internacionais;
  • Garante a transferência dos conhecimentos produzidos;
  • Atrai pesquisadores com excelência acadêmica. 

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre inovação na educação superior

3. Visibilidade e difusão do conhecimento 

Além dos benefícios já expostos, ao atrair pesquisadores e docentes estrangeiros, a IES aumenta o reconhecimento do ensino e também: 

  • Facilita parcerias estratégicas com outras instituições; 
  • Amplia a difusão do conhecimento produzido; 
  • Expande programas de mobilidade acadêmica; 
  • Apoia a elaboração de projetos de pesquisa, artigos científicos e livros em língua estrangeira, o que pode atrair recursos de agências internacionais de fomento à pesquisa. 

Portanto, é possível perceber que a internacionalização da universidade e a consequente  cooperação internacional são capazes de gerar benefícios mútuos para as instituições cooperantes, para comunidade acadêmica e para a gestão da IES

Como elaborar o Plano de Internacionalização da Universidade?

Após entender o que é e quais são os benefícios do Plano de Internacionalização da Universidade, redigimos um passo a passo com estratégias para ajudar a IES a elaborar o planejamento. Veja a seguir: 

1. Preparação

O primeiro passo para desenvolver o Plano é identificar o contexto da IES e fazer um levantamento do orçamento disponível, da infraestrutura e do interesse da comunidade acadêmica. 

2. Objetivos

Após o recolhimento dos dados obtidos na etapa da preparação, chega o momento de definir os objetivos esperados com a internacionalização. Nessa etapa, a IES deve elencar objetivos relativos à pesquisa, à cultura, ao ensino e aos investimentos esperados. 

3. Operacionalização

Com os objetivos elencados, a instituição precisa refletir sobre quais serão os recursos efetivamente destinados ao Plano e como as competências pretendidas serão desenvolvidas. 

Para tanto, é necessário estabelecer contatos internacionais com outras instituições e firmar contratos que garantam a execução das metas planejadas. 

Importante: A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou o seu Guia para Aceleração da Internacionalização Institucional: Pós-Graduação Stricto Sensu, elaborado pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) do órgão.

O guia é voltado para gestores de Instituições de Ensino Superior que fazem parte ou desejam integrar o Programa Institucional de Internacionalização, orientando sobre como alcançar os padrões de excelência no ensino, pesquisa e extensão necessários para a inserção das instituições no cenário global. Acesse nossa pílula da educação com a notícia completa e com o link para o guia clicando aqui

Esperamos que o artigo tenha ajudado a sua IES a entender a importância do Plano de Internacionalização e os passos para elaborá-lo. Agora, que tal ler sobre como é a avaliação do MEC nas IES?

Entenda a importância do planejamento educacional e como montá-lo em sua IES

Para garantir o bom funcionamento da sua instituição de educação superior (IES) e dos cursos oferecidos, organização e estratégia são palavras-chave. E ambas se encaixam no planejamento educacional.

Um bom plano é capaz de trazer muitos benefícios para sua instituição, como entregar uma melhor qualidade de ensino para estudantes, reduzir custos e otimizar as dinâmicas de trabalho entre docentes e outros colaboradores.

Quer saber o que é o planejamento educacional, quais suas finalidades, tipos, dimensões e como montar o plano da sua IES? Continue a leitura e descubra!

O que é planejamento educacional?

O planejamento educacional é um plano que define atividades e ações futuras da IES. Ele é obrigatório para as instituições, uma exigência do MEC.

Entretanto, esse documento não deve ser encarado como uma obrigação burocrática. Mas sim, como o guia que orienta todas as ações e tomadas de decisão da IES.

Ele é responsável pela delimitação de ações que vão da gestão da IES ao dia a dia na sala de aula. Assim, o planejamento educacional envolve diferentes profissionais da IES.

Quais as finalidades do planejamento educacional?

O planejamento educacional não serve apenas como um documento a ser entregue ao MEC. Sua finalidade primária está relacionada ao quê precisa ser ensinado nos cursos de sua IES, como e por quê.

Quais as dimensões do planejamento educacional?

É importante ter em mente que o planejamento educacional se estende por diferentes dimensões dentro e fora das instituições.

As quatro principais dimensões do planejamento educacional são inter-relacionadas e englobam níveis que variam do micro ao macro, estão dentro e fora do controle da IES.

Vamos saber mais sobre cada uma dessas dimensões:

1. Planejamento do sistema educacional

Essa dimensão trata do nível mais macro de um planejamento educacional. Ela se refere ao plano de todo o sistema de educação do país.

Assim, no caso do Brasil, essa dimensão do planejamento educacional está relacionada ao Ministério da Educação (MEC) e suas Diretrizes Curriculares Nacionais, às Secretarias de Educação e às determinações a nível estadual e municipal.

De forma geral, esse planejamento tem o objetivo de melhorar a qualidade na educação superior do país, delimitando as ações que podem ou não ser tomadas a um nível micro pelas instituições.

Vale lembrar que para fazer seu plano educacional interno, a IES não pode fugir das determinações e planejamentos do MEC, bem como da legislação que rege a educação no país.

2. Planejamento escolar

Por falar nos planos internos, o planejamento escolar é a dimensão realizada no âmbito da IES. Ele é caracterizado pela organização das ações de ensino e aprendizagem da instituição e deve avaliar a atividade escolar de forma política, científica e técnica.

Para efetuar um bom planejamento escolar a IES deve considerar critérios como:

  • Objetivos
  • Valores
  • Conteúdos
  • Atitudes
  • Modos de agir, entre outros.

Para determinar esses pontos e o plano escolar, a instituição deve contar com o apoio coletivo de diferentes profissionais internos. Ademais, é importante ter em mente que esse planejamento não é definitivo. Dessa forma, é preciso refletir a seu respeito com frequência para alinhá-lo às realidades da IES.

3. Planejamento curricular

Nesse nível, o planejamento educacional é focado na vida escolar dos alunos da instituição, seus percursos de ensino e nas orientações para guiar os estudantes durante seus cursos.

Assim, o planejamento curricular também considera as experiências de aprendizagem dos alunos e as oportunidades a serem oferecidas de diferentes formas, desde matérias obrigatórias, seguindo as diretrizes nacionais, até as atividades complementares e extracurriculares.

4. Planejamento do ensino

O plano do ensino é o nível mais micro do planejamento educacional. Ele trata especificamente das atividades realizadas em sala de aula, desenvolvidas pelos professores e alunos no dia a dia da IES, inclusive do plano de aula.

Para efetuar um bom plano de ensino, devemos considerar a realidade concreta dos contextos de ensino, respeitando as outras dimensões de planejamento.

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Quais são os tipos de planejamento educacional?

Já apresentamos as dimensões do planejamento educacional e como elas se relacionam. E agora, que tal conhecermos as duas principais formas de efetuá-lo?

Os tipos de planejamento variam de acordo com o grau de participação dos integrantes da IES na tomada de decisões. Confira: 

  • Planejamento participativo: nesse tipo de planejamento, todos os envolvidos nos processos da IES devem ser ouvidos. Isso é válido para membros do corpo docente, para os demais colaboradores, bem como para os estudantes e demais envolvidos na comunidade em que a IES está inserida.
  • Planejamento estratégico: nesse processo, a quantidade de pessoas envolvidas no processo é reduzida, pois, apesar de ouvir outras pessoas envolvidas, apenas um indivíduo possui o controle da tomada de decisão.

Quem deve fazer o planejamento educacional?

Como demonstrado, os indivíduos envolvidos no planejamento educacional da sua IES variam de acordo com o tipo de planejamento que você deseja adotar.

Entretanto, independente de uma abordagem participativa ou estratégica, é muito importante que a direção e o corpo docente sejam escutados durante o processo.

Colher a opinião e feedbacks dos alunos sobre suas experiências educacionais também pode gerar insights interessantes para seu planejamento.

Quais os passos para montar um planejamento educacional?

Além de escolher a que tipo de planejamento educacional a IES irá aderir, é importante ter conhecimento sobre os principais passos para montar sua estratégia. Veja quais são:

  1. Reúna as equipes e partes envolvidas nos processos da educação oferecida pela sua IES.
  2. Incentive o diálogo entre os integrantes do planejamento.
  3. Recolha dados e informações sobre a realidade da IES e o contexto em que ela está envolvida.
  4. Compare a realidade atual com os planejamentos anteriores.
  5. Defina metas e objetivos para o novo planejamento.
  6. Durante a execução do novo planejamento, colha feedbacks constantes e promova revisões com regularidade.

Esses passos valem tanto para o plano de ensino, quanto para o plano curricular e escolar. E é importante lembrar que todos eles estão relacionados e devem estar de acordo com o planejamento do sistema de educação.

Esperamos que este conteúdo sobre planejamento educacional tenha sido útil para você e sua instituição. E não se esqueça: os planos da sua IES são considerados para a avaliação do Ministério da Educação. Que tal descobrir agora 8 dicas para garantir a qualidade na educação superior em sua IES?

Fotografia de uma mulher expressando dúvida, com a mão no queixo.

Como decidir quais cursos ofertar na sua IES?

Uma pesquisa realizada pela empresa Cmov em 2018 aponta que não é apenas o financeiro que causa a evasão durante o curso superior. A cada 10 estudantes, 8 não sabem o que fazer profissionalmente.

Com base nisso, é possível concluir que muitos estudantes acabam ingressando em um curso pela opinião dos pais, nota do vestibular ou por motivos superficiais sem realizar a devida pesquisa e reflexão.

Então, por onde começar? O que pode ser feito para que os cursos ofertados tenham taxas menores de evasão?

Definir métricas para avaliar o benefício de oferecer o curso

Muitas instituições já possuem tradição e reconhecimento em determinadas graduações. Sendo assim, considerar o que o mercado procura e o que sua instituição oferece são detalhes importantes para ter uma qualidade nos cursos acima da expectativa.

Uma boa forma de analisar é através de KPI’s (Key Performance Indicators, ou Indicadores de Resultado-Chave). Um indicador de qualidade pode ser utilizado para verificar se as taxas de evasão do curso não estão acima da média. Caso esteja, é importante descobrir a raiz do problema para analisar se a procura está baixa ou se pode ser algo relacionado ao ensino, estrutura ou plataforma.

Nesse sentido, avaliar o que já é ofertado na sua instituição, a estrutura, a tecnologia e o plano pedagógico pode ser a chave para uma melhora significativa na captação e retenção de alunos.

Tendências

Segundo o INEP, cerca de 1,7 milhão de brasileiros fizeram matrículas na Educação a Distância (EaD) no primeiro semestre de 2020. E um levantamento realizado pelo Google em 2020 mostra que as buscas por ensino a distância cresceram 130%.

Possuir cursos nessa modalidade ou transformar uma parte da carga horária de presencial para online pode ser uma boa estratégia.

Vale ressaltar o quão importante é buscar a plataforma, corpo docente e plano pedagógico competitivos para receber reconhecimento do Ministério da Educação e chamar a atenção para os cursos a distância.

Em relação aos cursos, devido à pandemia, cursos na área da saúde, como enfermagem, farmácia e biomedicina, devem possuir crescimento na busca. 

Outra área em que poderá ocorrer aumento é a tecnologia. Segurança da informação, gerenciamento de dados e desenvolvimento de sistemas podem ser excelentes opções considerando o contexto atual do mercado de trabalho no Brasil e no mundo

Por fim, áreas como administração, contabilidade, marketing, comércio exterior e publicidade são essenciais para qualquer empresa. Por essa razão, cursos voltados para inovação e estratégia são indispensáveis.

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Acompanhar o CPC e o CC de cada curso 

O Conceito Preliminar de Curso (CPC), é um dos indicadores mais importantes criados para avaliar a qualidade das graduações oferecidas em uma escala de 1 a 5. Com a obtenção máxima de nota, é possível se tornar referência em determinado curso. 

Para estabelecer a pontuação, esse indicador analisa estrutura, equipe pedagógica, recursos didáticos, entre outros fatores. Logo, se o curso está com um ótimo desempenho faz sentido continuar ofertando o curso na IES.

Já o Conceito de Curso (CC) é a nota final dada pelo MEC a instituições de ensino superior nas modalidades presencial e a distância. Essa nota pode confirmar ou modificar o que foi considerado no CPC.

Disponibilizar orientação sobre a carreira profissional

Quando se fala em carreira e profissão, é comum acharem que os termos são sinônimos. Entretanto, a carreira inclui cargos, empresas, competências e habilidades durante a vida profissional. Já a profissão é tudo aquilo que é estudado, dentro e fora de uma IES, para atuar na área desejada.

Como já abordado anteriormente, na maioria das vezes os estudantes que ingressam no ensino superior não possuem certeza sobre a graduação que escolheram. Muitas vezes, por não pesquisarem sobre os cargos, possibilidades de atuação e mercado de trabalho, alguns estudantes podem se frustrar e desistir da graduação, contribuindo com os índices de evasão.

A primeira opção pode ser a disponibilidade de um teste de orientação vocacional tanto para alunos (retenção) quanto para futuros alunos (captação). 

Na segunda opção, podemos considerar países como o Estados Unidos, onde é comum as instituições de ensino superior possuírem uma Central de Carreiras que ajuda com a empregabilidade dos estudantes. 

Sendo assim, não adianta apenas ofertar as vagas de estágio. É necessário disponibilizar um plano de carreira, que será traçado durante os estudos, seja através de uma matéria específica, palestras ou profissionais que sejam qualificados para tirar as dúvidas desses alunos. Outro fator importante, é começar isso o quanto antes na graduação, já que a maioria das pessoas desistem logo no início do curso.

Em suma, todos esses itens podem servir de pesquisa para entender qual carreira cada aluno quer seguir e consequentemente se o curso está fazendo sentido para a maioria.

Leia mais:

Glossário de marketing: termos e usos

Vagas ociosas: o que fazer?

Quais são os motivos de escolha de um curso superior?

MQL e SQL: diferença e estratégia

Este artigo foi produzido pela BRG Educacional.

Atividades complementares: fotografia de um grupo de alunos estudando juntos.

Dicas para a sua IES desenvolver atividades complementares e comunicá-las para os estudantes

A realização de atividades complementares é essencial para alunos de qualquer curso superior. Afinal, as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior (DCNs) colocam as atividades extracurriculares como obrigatórias para todas as graduações.

Como conseguir os créditos complementares para formação é uma dúvida constante entre os estudantes durante seu percurso acadêmico. Mas, com uma boa estrutura e organização, a instituição de educação superior (IES) pode e deve auxiliar seus alunos nesse desafio.

Continue a leitura e descubra a importância das atividades complementares, como oferecê-las digitalmente, como divulgá-las aos seus alunos, entre diferentes dicas para sua IES oferecer atividades extracurriculares da melhor maneira!

O que são atividades complementares?

Como sugerido pelo próprio termo, as atividades complementares têm o objetivo de complementar o aprendizado dos alunos, promovendo experiências que vão além da grade curricular obrigatória.

Os estudantes podem realizar essas atividades dentro da própria IES, participando de projetos de pesquisa e extensão ou de empresas juniores, por exemplo.

Mas vale lembrar que a participação em atividades externas também é uma opção. E são exemplos dessas atividades: 

  • presença e participação em congressos, 
  • cursos livres, 
  • estágios, entre outras atividades.

Um adendo importante é que, apesar de a execução das atividades complementares serem exigidas pelas DCNs do ensino superior, cabe à IES determinar a carga horária mínima e máxima a ser cumprida por seus alunos. Essa decisão pode ser tomada pelos colegiados de cada curso.

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Qual é a importância de oferecer atividades complementares variadas?

As atividades complementares são de extrema importância para a formação dos estudantes. Com elas, o aprendizado vai além das teorias e práticas na sala de aula, passando por diferentes competências de caráter pessoal, social e profissional.

Ao oferecer uma variedade de atividades complementares para seus alunos, as IES contribuem para que essas competências sejam bem desenvolvidas e a formação dos estudantes seja bem aproveitada.

Além disso, com diferentes opções de formação complementar, os alunos também têm a oportunidade de encontrar atividades que mais combinam com suas personalidades, projetos e objetivos.

A flexibilidade de horário com essas atividades extracurriculares também é importante, para garantir que os alunos consigam se organizar da melhor forma.

Como informar bem os estudantes sobre o cumprimento das atividades complementares?

Muitos estudantes têm dúvidas sobre como efetuar e como creditar suas atividades complementares.

E para garantir que seus alunos consigam efetuar as atividades necessárias para sua formação e aproveitem essas experiências da melhor maneira, a IES deve estabelecer uma comunicação efetiva com seus estudantes.

Enviar e-mails aos alunos anunciando eventos e oportunidades é essencial. Mas, além dessas ações de praxe, anunciar nas redes sociais da universidade e até mesmo para o WhatsApp pode ser uma boa opção.

3 dicas para o oferecimento de atividades complementares variadas

Você já sabe o que são as atividades complementares e já entendeu sua importância, mas ainda tem dúvidas sobre como oferecê-las na sua IES?

Abaixo você confere três dicas para aplicar atividades complementares variadas para seus alunos! Veja:

1. Ofereça cursos extras e eventos

Além das aulas obrigatórias, seu corpo docente pode oferecer cursos extracurriculares, palestras, entre outras opções de eventos que podem servir como atividade complementar para os estudantes.

É importante, claro, que essas atividades estejam relacionadas às temáticas e práticas profissionais do curso que os alunos estão fazendo. Também é essencial oferecer certificados para que os alunos comprovem suas participações e, assim, creditem suas horas junto à instituição.

2. Faça parceria com outras instituições

Caso sua IES não tenha recursos ou oportunidade de oferecer atividades extracurriculares variadas, é interessante que você busque parcerias com outras instituições. E isso vale tanto para outras IES quanto para instituições com outras propostas e níveis de educação.

Parcerias com escolas de idiomas, por exemplo, permitem que seus alunos consigam melhores ofertas para fazerem cursos de línguas, que podem ser creditados como atividades complementares a depender dos cursos. Isso também vale para outras instituições de cursos livres, como informática, design, entre outras matérias.

Parcerias com outras IES podem proporcionar aos seus alunos a oportunidade de participar de eventos, palestras, workshops oferecidos por outras instituições, além de proporcionar um intercâmbio acadêmico entre sua instituição e a parceira.

parcerias com empresas locais também têm seus benefícios. Empresas credenciadas junto à sua IES podem ser um local ideal para que seus estudantes efetuem seus estágios não obrigatórios, se desenvolvendo profissionalmente e conseguindo créditos extras.

3. Ofereça atividades online

Limitações de tempo ou até mesmo infraestrutura podem dificultar esse oferecimento. Neste cenário, atividades complementares online podem ser uma boa solução!

E isso não é válido apenas para o ensino superior a distância ou para cursos de ensino híbrido. Até mesmo graduações presenciais podem aproveitar de algumas atividades online.

Muitas vezes, isso possibilita que seus alunos consigam acessá-las com maior flexibilidade e comodidade, algo muito apreciado por docentes e vestibulandos.

Alguns exemplos de atividades que podem ser oferecidas online são:

  • Cursos livres, de idiomas ou de extensão 
  • Workshops
  • Palestras
  • Seminários e Webinários
  • Congressos
  • Grupos de estudo

Todas essas opções de eventos podem acontecer digitalmente. Isso, inclusive, faz com que os custos de oferecer essas atividades sejam reduzidos, uma vez que não há gastos com aluguéis de espaços, por exemplo.

Atividades online podem ser transmitidas ao vivo ou gravadas e oferecidas posteriormente, em diferentes períodos.

Porém, assim como acontece em atividades presenciais, nas atividades online é necessário controlar a presença dos alunos, bem como suas avaliações e exercícios, se for o caso.

Da mesma forma, para que a atividade seja creditada como complementar, os alunos precisam dos certificados adequados. Ou seja, sua IES precisa oferecer os certificados para seus alunos até nos eventos online.

Como oferecer atividades complementares online?

Sabendo da importância das atividades complementares, sua finalidade e das vantagens de oferecê-las online, você pode estar se perguntando: como fazer isso?

Para oferecer boas opções de atividades extracurriculares para seus alunos virtualmente, você pode contar com plataformas especializadas. Na verdade, isso é válido tanto para atividades complementares quanto para os cursos em sua totalidade. Quer saber mais? Então leia nosso artigo especial para descobrir as 8 melhores plataformas de ensino online para a sua IES!

Melhores universidades do Brasil: fotografia realizada da parte de trás de uma sala de aula lotada de estudantes.

Confira o ranking das melhores universidades do Brasil

Sua Instituição de Educação Superior (IES) está entre as melhores universidades do Brasil?

Acompanhar esse ranking é muito importante para saber quais instituições estão se destacando e, consequentemente, entender como elas estão nas primeiras colocações para que a sua IES trace metas para também chegar lá.

Por aqui, nós já abordamos os indicadores de qualidade que o Ministério da Educação (MEC) utiliza para avaliar uma instituição de ensino superior. São eles: o Conceito Preliminar de Cursos (CPC), Índice Geral de Cursos (IGC) e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).

Neste artigo, você vai saber quais são as 50 melhores universidades do Brasil e ver 6 dicas de como a sua IES pode melhorar seu desempenho para estar entre elas. Acompanhe!

Ranking das 50 melhores universidades do Brasil

Segundo o MEC, apenas 2% das instituições de ensino superior tiveram a nota máxima na avaliação de 2018.

Veja as 50 universidades com o melhor desempenho do país:

Universidade Estado
Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) SP
Universidade Federal de Viçosa (UFV) MG
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) SP
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) SP
Universidade Federal do Paraná (UFPR) PR
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) MG
Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS) RS
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) SC
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) RJ
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) SP
Universidade Federal de Lavras (UFLA) MG
Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) RS
Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC) SP
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) MT
Universidade de Brasília (UNB) DF
Universidade Federal de Sergipe (UFS) SE
Universidade Federal do Amazonas (UFAM) AM
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) MG
Universidade Estadual de Londrina (UEL) PR
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) PR
Universidade Federal do Rio Grande (FURG) RS
Universidade de Caxias Do Sul (UCS) RS
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) RS
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) MG
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) RS
Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE) SP
Universidade Feevale (FEEVALE) RS
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) BA
Universidade Estadual do Ceará (UECE) CE
Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) MG
Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) SC
Universidade Estadual de Maringá (UEM) PR
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) SC
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) MG
Universidade Veiga de Almeida (UVA) RJ
Universidade São Judas Tadeu (USJT) SP
Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) SP
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) SP
Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) SP
Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) SP
Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) RS
Universidade Nove de Julho (UNINOVE) SP
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MINAS) MG
Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) PR
Universidade Salvador (UNIFACS) BA
Universidade Tiradentes (UNIT) SE
Universidade Católica de Brasília (UCB) DF
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) SP
Universidade de Marília (UNIMAR) SP
Universidade Franciscana (UNIFRA) RS

6 dicas para melhorar o ensino e deixar a sua IES entre as melhores do país

A avaliação do MEC fornece dados importantes que podem ajudar nas melhorias da sua IES. 

Ela considera fatores como: 

  • o plano de desenvolvimento pedagógico;
  • o nível de formação dos professores;
  • a qualidade da infraestrutura oferecida;
  • o investimento em pesquisa e desenvolvimento;
  • a oferta de cursos;
  • o material didático fornecido, entre outros.

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A seguir, listamos 6 dicas para a sua IES ficar entre as melhores universidades do Brasil:

1. Tenha um corpo docente capacitado

Um corpo docente com ótima formação acadêmica é a base para uma educação superior de qualidade. Logo, ter mestres e doutores no corpo docente da instituição é um grande diferencial.

Por outro lado, também é importante que a IES sempre estimule a atualização do corpo docente em cursos, especializações e práticas de capacitação didática de sua área.

Leia também: 6 estratégias para você melhorar a motivação de professores

2. Invista em um ensino de qualidade

Para estar entre as melhores universidades do país, é preciso investir na qualidade dos cursos ofertados. Quando um estudante ingressa em uma IES, ele está procurando pelo melhor ensino possível, com o objetivo de garantir sua formação profissional.

3. Cuide da infraestrutura

Também é importante que a IES se atente à infraestrutura física da sua unidade, oferecendo o devido suporte e bons espaços para o aluno.

Considere ter um campus acessível e boas instalações, com laboratórios de informática, uma biblioteca atualizada, etc.

Vale ressaltar que a infraestrutura vai além do ambiente físico, pois os cursos de Educação a Distância (EaD), e mesmo os que são presenciais mas possuem atividades online, precisam de plataformas que atendam às suas necessidades.

4. Engaje todos os profissionais da instituição

Ao engajar toda a equipe, você estará estimulando a evolução e o crescimento da IES.

Por isso, investir em treinamentos e qualificações dos profissionais é essencial.

Assim, quando todos os envolvidos entendem os propósitos e os objetivos da IES, isso reflete para uma educação de qualidade para todos os alunos.

5. Avalie os alunos continuamente

Ter um processo contínuo de avaliações para verificar a evolução dos alunos, também é uma excelente estratégia para chegar entre as melhores universidades do Brasil.

No futuro, isso possibilita melhores notas em provas como o Enade e o Exame OAB, por exemplo.

Além disso, a avaliação funciona como uma ferramenta de gestão que a IES pode usar para analisar se os alunos estão adquirindo o conhecimento de toda a grade do curso.

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6. Use soluções tecnológicas para auxiliar o aprendizado

Seja nos cursos presenciais ou a distância, oferecer suporte e estrutura é fundamental para a satisfação dos alunos e para obter boas notas no MEC.

Ter uma biblioteca completa e com obras diversificadas é uma ótima estratégia para entrar no ranking, pois ela agrega muito valor ao estudo do aluno durante o curso.

Dessa forma, sua IES pode investir em uma biblioteca digital. Assim, você amplia os títulos do seu acervo e oferece mais facilidade quanto à bibliografia utilizada pelo professor.

Agora você já sabe quais são as melhores universidades do Brasil e como a sua IES pode fazer parte desse ranking! Aproveite para conferir nossas dicas para conseguir uma boa nota do MEC e melhorar os índices de qualidade de sua instituição.

O que é e qual a importância da gestão de aprendizagem?

O que atualmente chamamos de educação tradicional começou a se formar por volta da segunda metade do século XVII, com a primeira Revolução Industrial. Entretanto, em pleno século XXI, a maioria das instituições de ensino ainda seguem esses moldes desatualizados, pensados para uma realidade já muito distante.

Para oferecer uma educação de maior qualidade e coerente com a atualidade, alguns educadores vêm adotando novas formas de ensino e planos pedagógicos. Mas esses não são os únicos aspectos que necessitam de atualização dentro das Instituições de Educação Superior (IES).

Mesmo otimizando e atualizando as metodologias de ensino, a gestão de aprendizagem também precisa passar por uma transformação e ser pensada para os tempos atuais.

Continue a leitura e descubra o que é a gestão de aprendizagem, qual sua importância para as IES, como aplicar na sua instituição e mais!

O que é gestão de aprendizagem?

A gestão de aprendizagem pode ser considerada uma abordagem com foco nos níveis de aprendizado dos estudantes. Por meio dela, toda a estrutura educacional é construída para promover um aprendizado integral dos alunos. E isso inclui não apenas as questões pedagógicas e acadêmicas, mas também administrativas, financeiras, entre outras.

Assim como outras tendências educacionais, a gestão de aprendizagem se popularizou no contexto empresarial e agora vêm sendo adaptada para as instituições de ensino.

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Como a gestão de aprendizagem funciona?

A tecnologia auxilia muito na aplicação e funcionamento da gestão de aprendizagem. Inclusive, sistemas e plataformas de aprendizagem são capazes de monitorar os processos de aprendizado dos estudantes.

Vale lembrar que tanto as plataformas de ensino superior quanto a gestão de aprendizagem em si são aplicáveis tanto em cursos presenciais quanto em disciplinas e cursos de Educação a Distância (EaD), bem como no ensino híbrido.

Qual a importância da gestão de aprendizagem?

A gestão de aprendizagem é capaz de trazer muitas vantagens para sua IES. Como vimos, sua principal proposta é otimizar e garantir foco total nos processos de aprendizagem dos alunos.

Consequentemente, a qualidade do ensino da sua IES também é potencializada, entre outros benefícios que você confere abaixo!

Quais as vantagens da gestão de aprendizado?

Algumas das principais vantagens da gestão de aprendizagem para sua IES são:

  • Aumento da produtividade
  • Aprimoramento constante
  • Estabelecimento da cultura de aprendizagem contínua
  • Redução de custos a longo prazo
  • Documentação dos processos de aprendizagem de cada aluno
  • Análise de resultados e dados otimizados
  • Melhora nos resultados dos estudantes
  • Maior resiliência e adaptação com as novas tecnologias

Quais as práticas pedagógicas relacionadas à gestão de aprendizagem?

A gestão de aprendizagem influencia em todos os aspectos e setores de uma IES. No entanto, isso não significa que seu objetivo central seja afetar as práticas pedagógicas e a didática dos professores.

Porém, é importante que os docentes consigam aprimorar suas práticas visando impactar o aprendizado de cada aluno.

Para isso, espera-se que uma boa gestão de aprendizagem possa apoiar os professores em seus processos de atualização pedagógica, ampliação de atuação e interação com os alunos.

Leia também: entenda o que é, desafios e oportunidades da inovação curricular no ensino superior

Como implementar a gestão de aprendizagem na IES?

Para aplicar a gestão de aprendizagem na sua IES, é preciso se organizar e colocar o processo de aprendizado dos alunos no centro de todas as decisões da IES.

Por ser uma transformação que envolve todos os setores, a aplicação de uma boa gestão não se dá da noite para o dia, mas com um passo de cada vez é possível alcançá-la.

Confira as nossas dicas a seguir!

1. Mantenha o foco na aprendizagem

Como vimos, o principal foco da gestão de aprendizagem é no aprendizado dos alunos. Assim sendo, é importante que todos os setores estejam cientes e focados nesse mesmo sentido.

Podemos usar como exemplo uma gestão financeira de aprendizagem, que foque suas aquisições de recursos e materiais para melhoria na aprendizagem.

Já no ponto de vista administrativo, uma abordagem com foco na aprendizagem  deve estimular e apoiar os professores e alunos com recursos  e treinamentos adequados. Esses são apenas alguns exemplos.

2. Dialogue e alinhe suas ideias

Para que todos os setores estejam alinhados na gestão de aprendizagem, o diálogo entre todos os colaboradores é essencial.

Afinal, todos estarão trabalhando com os mesmos objetivos: melhorar a qualidade da educação da IES e a aprendizagem dos estudantes.

Mantenha um diálogo aberto com os colaboradores para que todos estejam centrados e cientes de suas tarefas e objetivos.

3. Introduza metodologias de ensino atuais

Já percebemos que uma gestão atual de aprendizagem é essencial para aprimorar a qualidade da educação das IES. Porém, também já vimos que este não é o único aspecto que deve ser atualizado no mercado da educação.

Retomando o ponto que abordamos na introdução deste artigo, a educação tradicional ainda se apoia em bases ultrapassadas e incoerentes com as exigências atuais.

Por isso, a gestão de aprendizagem deve estar acompanhada de metodologias de ensino inovadoras. Alguns exemplos destes novos métodos são:

Combinando a gestão de aprendizagem e metodologias atuais de ensino, a educação oferecida para seus alunos será mais atual, competitiva e completa!

Leia também: como desenvolver as metodologias ativas com uso de tecnologias digitais?

4. Conte com tecnologias de ponta

Como já citamos, algumas plataformas de aprendizagem são capazes de te auxiliar com a gestão da sua IES.

Elas facilitam o acompanhamento das ações que estão sendo tomadas, o acesso dos alunos e professores aos conteúdos das aulas, e ainda apresenta análises, dados e insights sobre o desenvolvimento e dificuldades dos estudantes.

Esperamos que essas dicas possam te auxiliar na aplicação da gestão de aprendizagem na sua IES. E agora que você já sabe mais sobre esse conceito e a importância dele, que tal investigar mais sobre inovação na educação superior? Confira já nosso artigo sobre o tema!

Passo a passo para elaborar um plano de aula com metodologia ativa

O plano de aula é a especificação dos conteúdos do plano de ensino, com previsão de serem aplicados no dia letivo. Ele é responsável por garantir o engajamento do aluno com a disciplina ministrada, já que é desenvolvido considerando o interesse do estudante no dia em questão. 

Para a elaboração do plano de aula, o docente deve pensar em como apresentar o tema atraindo a atenção imediata do estudante. Para tanto, o uso de metodologias ativas é um importante recurso, pois gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. 

Transformar o aluno em protagonista da sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado. 

Além disso, as metodologias ativas promovem o incentivo de características como proatividade, colaboração, pensamento interdisciplinar e resolução de problemas, valores importantes para o estudante. 

Pensando nisso, elaboramos a seguir um passo a passo para desenvolver um plano de aula com metodologias ativas para o ensino superior. Confira! 

1. Escolha o tema da aula

O primeiro passo para a elaboração de um plano de aula com metodologias ativas é a escolha do tema a ser trabalhado. Para isso, o docente deve considerar o plano pedagógico desenvolvido pela instituição de ensino (IES), o plano de ensino elaborado para o semestre letivo, e o plano da unidade na qual o tema escolhido se insere. 

Além disso, é importante que o assunto seja atrativo para o estudante. Dessa forma, é possível planejar um tema que relacione o conteúdo programático com alguma situação do dia a dia ou alguma notícia da atualidade, por exemplo.  

2. Defina os objetivos 

Para o segundo passo, é necessário considerar o que o professor quer que os alunos aprendam com aquela aula. Os objetivos funcionam como a finalidade por meio da prática. 

Assim, é preciso refletir sobre quais são os comportamentos, as habilidades e as competências que se pretende desenvolver por meio da aula planejada. Ainda, os objetivos devem abranger competências técnicas e comportamentais, sempre considerando o engajamento do estudante. 

É importante ressaltar que é a partir da definição dos objetivos que será possível escolher qual metodologia mais se encaixa na aula proposta. 

3. Estabeleça o tempo

O terceiro passo consiste em definir qual é o tempo de duração da aula. O docente deverá, então, planejar as atividades considerando o tempo disponível. 

Para tanto, é necessário separar uma parte da aula para exposição e outra parte para discussão com participação dos estudantes. A utilização das metodologias ativas nessa etapa aumenta a participação dos alunos e o engajamento com a disciplina ministrada. 

4. Selecione os recursos 

A quarta etapa do planejamento de aula com metodologias ativas é o momento de selecionar os recursos a serem utilizados. É importante destacar que o uso de tecnologias, leituras complementares e outros recursos que incentivam a participação ativa dos alunos são encorajados. 

Ainda, é importante que o professor consulte previamente na IES quais são os recursos disponíveis para a aplicação das metodologias ativas. Além disso, é necessário considerar o perfil da turma e questões de acessibilidade, para definir recursos que toda a turma pode utilizar e que garantem a inclusão. 

 5. Escolha a metodologia ativa a ser desenvolvida

Nesta etapa, o docente deve definir quais serão as metodologias ativas utilizadas. É importante considerar o conteúdo programado para a aula, o projeto pedagógico e os objetivos elencados no 2º passo. 

O docente deve, agora, responder à pergunta “com o que quero que os alunos aprendam?”. 

Vale lembrar que a escolha deve ser capaz de estimular o interesse dos alunos sobre a matéria da disciplina e provocar a participação ativa da turma. Para tanto, é possível incentivar debates e propor atividades. 

Leia também: 5 dicas sobre como aplicar metodologias ativas na prática

6. Relacione o plano com as DCNs 

As Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior (DCNs) são orientações do Governo Federal para a elaboração do currículo acadêmico das IES. O objetivo é fazer com que a educação se dê de forma igualitária em todas as instituições.

Ainda, as DCNs incentivam uma sólida formação geral, estimulam práticas de estudo independentes, encorajam o reconhecimento de habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar e fortalecem a articulação da teoria com a prática. 

Dessa forma, é possível que o docente relacione o plano de aula com metodologia ativa às Diretrizes Curriculares previstas para o curso em que leciona. 

7. Promova avaliações

O momento da avaliação é quando o docente apura a efetividade das metodologias escolhidas e do aprendizado da turma. 

Por isso, é importante que o modelo tradicional de avaliação, pautado em medir erros e acertos, seja questionado. As ultrapassadas “provas” podem ser substituídas por avaliações que apurem efetivamente o envolvimento do aluno com a disciplina e a efetividade da metodologia aplicada. 

Para tanto, os recursos tecnológicos mostram-se como ferramenta útil para mensurar o aprendizado e conectar o discente com a disciplina ministrada. O uso de ferramentas, como plataformas de vídeos, podcasts e de mensagens, podem tornar o processo avaliativo mais prático e atrativo.

A avaliação das atividades propostas deve se dar de forma a ultrapassar a ideia de atribuir notas. Ela precisa ser justificada, com detalhamento de cada ponto de erro do aluno, ajudando-o a humanizar o relacionamento com o professor e com a Instituição de Ensino e, consequentemente, a se envolver mais diretamente com a disciplina. 

O feedback trazido pelo docente deve detalhar os pontos positivos e negativos. Os “acertos” precisam ser enfatizados, para que o aluno se sinta encorajado a se aperfeiçoar. Já os “erros”, precisam se apresentar de forma detalhada e abrandada, com sugestões de como aprimorar a produção.

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8. Utilize uma plataforma digital 

Uma boa plataforma digital de aprendizagem reúne, em ambiente virtual, funcionalidades que serão úteis ao plano de aula com metodologia ativa, como banco de questões, conteúdos interativos e suporte pedagógico aos discentes. 

Além disso, é possível a utilização de uma biblioteca digital que disponibiliza acesso ilimitado aos livros necessários à formação dos estudantes. 

As vantagens são inúmeras: acessibilidade a qualquer tempo e em qualquer lugar com acesso à internet, não há limitação de espaço físico, não demanda deslocamento dos alunos e o acesso a uma mesma obra pode ser feito simultaneamente por diferentes usuários. 

Esperamos que o artigo seja um guia para você pôr em prática o plano de aula com metodologia ativa na sua IES. Aproveite para conhecer mais sobre a importância da plataforma digital de aprendizagem e entender as suas principais vantagens!