Para que serve o Enade: fotografia de estudantes fazendo uma prova.

Entenda para que serve o Enade e conheça o papel dessa prova para a sua IES

O Enade é uma prova que sofreu várias modificações ao longo dos anos. Antes conhecida como provão, recebeu o nome de Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes apenas em 2003. 

A partir da nota que os estudantes obtêm nesse Exame, é possível ter sinopses gerais e específicas de cada graduação.

Entender para que serve o Enade e sua real importância é peça chave para pensar em estratégias educacionais que cumpram o que Exame e o mercado exigem.

Se você ainda não conhece profundamente o Enade, não há problema algum. Neste artigo vamos te contar para que serve o Enade e qual é o papel dessa prova para sua IES. Para conferir esse conteúdo superpetinente basta seguir na leitura!

O que é o Enade?

O Enade — Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes — avalia o desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação. O Exame é baseado em habilidades e competências relacionadas aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos.

Seu objetivo é avaliar o nível de desempenho e atualização dos estudantes levando em conta a realidade brasileira e mundial.

As questões da prova do Enade não são secas, elas envolvem raciocínio lógico e contextualizado. 

É necessário compreender, na prática, como as situações se aplicam à realidade dos estudantes e é nesse sentido que os professores precisam atuar em criar metodologias novas e estimulantes que trabalhem não só a teoria, mas a prática de diferentes cursos, a fim de preparar adequadamente os estudantes. 

As diretrizes gerais do MEC, que regem o Ensino Superior, permitem que as IES façam suas próprias avaliações internas e tenham sua própria dinâmica, porém, exigem também que as instituições desenvolvam com os estudantes os aspectos que serão cobrados pelo Enade, que é uma prova externa. 

Além da prova do Enade, os alunos deverão também responder as questões do Questionário do Estudante. Essas duas ferramentas são os insumos para o cálculo dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior.

A inscrição para o Enade é obrigatória para os alunos que estão ingressando e concluindo a graduação dos cursos superiores de bacharelado e superiores de tecnologia relacionados às áreas de avaliação da edição. E a nota que o aluno obtém é registrada em seu histórico escolar.

O Enade é elaborado pelo Inep e integra o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que conta também com a Avaliação de cursos de graduação e com a Avaliação institucional. 

Se você ainda não conhece o Sinaes, vamos apresentá-lo a você a seguir. Acompanhe.

O que é o Sinaes?

O Sinaes, criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004, de acordo com o Inep:

Avalia todos os aspectos que giram em torno desses três eixos, principalmente o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente e as instalações.

Os principais objetivos da avaliação envolvem melhorar o mérito e o valor das instituições, áreas, cursos e programas, nas dimensões de ensino, pesquisa, extensão, gestão e formação; melhorar a qualidade da educação superior e orientar a expansão da oferta, além de promover a responsabilidade social das IES, respeitando a identidade institucional e a autonomia de cada organização.

Após a resolução do Sinaes, o MEC torna público e disponível a todos os resultados das IES como um todo e de seus cursos.

Fazem parte dessa divulgação os instrumentos de informação, como dados do censo, do cadastro, CPC (que é a nota específica do curso) e IGC (a nota para a instituição de ensino), além dos conceitos das avaliações para os atos de Renovação de Reconhecimento e de Recredenciamento, que fazem parte do ciclo trienal do Sinaes, com base nos cursos contemplados no Enade a cada ano.

Muito bem, agora que você conhece o que é e para que serve o Enade, vamos te mostrar qual a real importância dessa prova para sua IES. Confira! 

Qual a importância do Enade para a IES?

Entender para que serve o Enade é peça fundamental para que gestores pensem em estratégias pedagógicas e estruturação de cursos que sejam, de fato, práticos. Afinal, o mercado de trabalho irá exigir que os estudantes que se formaram saibam como aplicar todo o conhecimento que adquiriram ao longo da graduação.

E é por isso que a nota no Enade é importantíssima para toda a comunidade acadêmica. A partir da análise das notas e da verificação de deficiências em determinadas habilidades e competências, é possível reformular todo o curso, levando em conta as particularidades de cada área. 

Além disso, a nota no Enade servirá como parâmetro de qualidade de sua instituição, fazendo que os estudantes se interessem ou não por iniciar um curso e permanecer no curso.

Por tudo isso, levar em consideração a nota do Enade é fundamental para pensar em estratégias pedagógicas que melhorem o curso e o desenvolvimento dos estudantes de modo acadêmico e pessoal, transformando-os em seres humanos melhores, preparados para a vida profissional e para lidar com a diversidade.

Nesse sentido, as metodologias pedagógicas são pensadas não só para melhorar a nota nesse Exame, mas também para aperfeiçoar o curso, fazendo daquela graduação mais prática.

Isso beneficia não só a IES, que oferecerá um curso realmente interessante e irá angariar novas matrículas, além de evitar a evasão no Ensino Superior; mas também trará benefícios aos estudantes, que conseguirão aplicar o conhecimento na prática, abrindo portas no mercado de trabalho.

Para isso, os gestores podem pensar em aplicar provas diagnósticas, que irão exibir claramente os desafios que os estudantes enfrentam, além de como e onde atuar para que isso seja revertido. 

A seguir, vamos te mostrar algumas das principais ferramentas que vão ajudar você a pensar em como melhorar não só a nota geral, como também a do curso como um todo. São elas:

  • criar provas elaboradas no estilo Enade para cada disciplina;
  • entender a realidade individual dos estudantes e, assim, verificar quais são os desafios e por que eles aparecem;
  • levar em consideração o feedback dos professores;
  • mostrar aos alunos novos que as provas devem ser um reflexo da realidade, e que, por isso, é necessário abrir a sua mente para entender a interdisciplinaridade;

É claro que todo o processo de modificação e adequação pelo qual o curso passará a partir da nota e dos relatórios emitidos pelo Inep deverão ser feitos com coordenadores em comunhão com o NDE (Núcleo Docente Estruturante).

Qual o papel do coordenador para uma boa preparação para o Enade?

O papel do coordenador é fundamental para uma boa preparação para o Enade. Afinal, é ele, junto com sua equipe, quem vai mostrar para que serve o Enade para os professores.

Assim, que entram na IES, os professores precisam ser informados sobre o funcionamento do Exame. Por isso, é interessante investir em palestras, materiais sobre o processo de avaliação e ainda na análise minuciosa das mais diversas edições anteriores do Enade.

E, além disso, é importante apresentar aos educadores os relatórios síntese emitidos pelo Inep, que qualquer um tem acesso. Os relatórios são ferramentas completissimas que mostram desde a nota do curso especificamente até o perfil do aluno daquele curso e instituição. 

Não se deve deixar apenas para o ano em que o Enade será aplicado para determinado curso, é necessário que o coordenador trabalhe isso ao longo dos anos, para que o professor entenda o funcionamento da prova e possa passar a importância dela para os estudantes de modo claro e real. 

Isso porque um dos maiores desafios das IES é mostrar aos alunos que o Enade não é importante apenas para que a instituição apresente uma boa nota nos cursos que oferecem. Esse Exame será usado como escopo para trabalhar com os estudantes as habilidades e competências exigidas, que também serão requisitadas na mercado de trabalho.

O professor precisa ser inserido, porque é ele quem terá o contato direto com os estudantes, verificando as dificuldades e os pontos fortes, trabalhando e moldando os estudantes para a vida profissional e, consequentemente, para o Enade. 

Bom, esperamos que você tenha gostado e tenha entendido de uma vez por todas para que serve o Enade. Para se aprofundar no assunto, não deixe de assistir a gravação do nosso webinar Enade: a importância do diagnóstico para orientar intervenções pedagógicas na IES!

Como funciona uma biblioteca digital: fotografia de uma pessoa lendo um livro digital.

Entenda o que é e como funciona uma biblioteca digital

Quando foi a última vez que você foi a uma biblioteca, andou pelos corredores (talvez se perdeu) e procurou um livro? Qual foi a última pesquisa que você fez no Google? Quando? Por que você foi à biblioteca e não buscou somente na internet? Quantos livros de papel você leu no último ano? Quantas páginas digitais você leu no último mês? Afinal, como funciona uma biblioteca digital? 

Respondendo a essas perguntas, podemos notar como os hábitos de leitura se transformaram em uma velocidade impressionante nas últimas décadas. Não é incomum escutarmos frases como “o jovem hoje não lê”, “ninguém mais lê”, mas será que é verdade? As pessoas de fato não leem mais ou o aparato físico de leitura se tornou obsoleto? As pessoas não precisam mais dos livros ou buscam por outras opções mais práticas de leitura dentro da sua rotina? 

Os livros seguem sendo referência fundamental em qualquer processo educacional, do ensino básico à pós graduação. Então, como aceitar tão facilmente essa ideia de que estão esquecidos?  

É verdade que hoje buscas na internet solucionam muito do que antigamente apenas as enciclopédias podiam cumprir. No entantoas buscas online trazem a tiracolo um enorme desafio: a confiabilidade e referência da informação. 

Qualquer metodologia de ensino de qualidade não abre mão de referências bibliográficas conceituadas e que trazem informações e estudos confiáveis e referenciados, sobretudo no Ensino Superior. Cria-se então o impasse entre a pouca acessibilidade das bibliotecas físicas e seus livros de papel e a facilidade e interatividade das buscas sem confiabilidade da internet. 

É nesse universo que as bibliotecas digitais surgem unindo o melhor de cada situação e criando um terceiro cenário em que confiabilidade, praticidade, interatividade, conforto, acessibilidade e democratização ao conhecimento se encontram. 

No caso das IES, a implementação de bibliotecas no formato digital representa não só uma redução de custos como coloca a instituição bastante à frente no processo de modernização da educação e configura forte investimento na atual tendência educacional dos modelos híbridos de ensino: aqueles que unem o melhor do formato presencial com o melhor do EAD. 

Afinal, o que é e como funciona uma biblioteca digital? 

Uma biblioteca não depende de paredes ou forma física dos documentos para existir. Ela éantes de tudo, um conglomerado organizado de obras referenciadas que transmitem conhecimentos, cultura e história. Ou seja, nada impede que uma biblioteca seja estabelecida com igual, ou mais, valia no ambiente digital. 

Apesar de ainda pouco conhecida no Brasil, o formato de bibliotecas digitais tem se popularizado e é louvável que existam cada vez mais. Uma biblioteca digital pode oferecer todo o conteúdo de uma biblioteca física de maneira ainda mais organizada e fácil acesso.  

Por ela alunos conseguem encontrar conteúdos com facilidade e interagir com mobilidade máxima, de qualquer lugar a qualquer hora. Sem contar que em um acervo digital os livros ficam disponíveis por tempo indeterminado e sem fila de espera para cada aluno. 

Uma biblioteca digital vai reunir títulos selecionados com o mesmo critério de bibliotecas físicas, mas disponibilizados por uma plataforma digital que auxilia nas buscas, organização e gestão desse espaço virtual. 

Deu para entender melhor como funciona uma biblioteca digital? Então vamos às suas vantagens! 

Quais as vantagens de uma biblioteca virtual? 

Uma biblioteca digital potencializa a interação dos alunos com um formato que hoje faz muito mais parte de suas rotinas, o digital, e por isso acaba funcionando como uma política de incentivo à leitura, o que, por si só, já é uma enorme vantagem dentro do processo educacional. 

Estimulado, o aluno vai estar mais disposto a buscar por conteúdos complementares e aprofundar seu processo de aprendizado naturalmente. 

No entanto, as vantagens de uma biblioteca digital se estendem para além disso. Abaixo vamos conversar sobre algumas delas. 

Democratização do acesso 

Livros possuem, na maioria das vezes, valores elevados de aquisição. Uma IES com biblioteca digital disponibiliza democraticamente todas as obras a todos os alunos sem que eles tenham limitações de aquisição. 

Acessibilidade 

Uma biblioteca física tem limitações como a quantidade de alunos que pode acessar um material e filas de espera.  

Com a biblioteca digital, esse problema deixa de existir. Cada aluno pode permanecer e consultar simultaneamente a obra desejada pelo tempo que quiser sem ter de esperar a devolução. Além disso, pode ter acesso a diversos livros ao mesmo tempo, de onde quiser e na hora mais adequada à sua rotina. 

Multiplataforma 

As obras podem ser acessadas de diversos dispositivos como celulares, tablets ou computadores da instituição ou pessoais. 

Interatividade e facilidade de buscas 

No formato digital, a biblioteca oferece para o aluno um sistema de buscas mais eficiente e interativo, sobretudo quando se tratam de assuntos ou trechos específicos, promovendo a otimização do tempo de estudo. 

Atualização do acervo sem custos adicionais 

Adotando uma biblioteca digital, a IES estará sempre oferecendo aos seus alunos um acervo em constante atualização sem custos adicionais. 

Facilitação da gestão 

Para a IES essa é outra vantagem prática, a gestão torna-se automatizada, não existem mais multas para gerenciar ou prejuízos com materiais danificados ou perdidos. 

Sem limitações físicas 

É obvio, mas não custa lembrar, que a biblioteca digital permite a reunião de incontáveis títulos sem qualquer limitação de quantidade. 

O que o MEC diz sobre as bibliotecas digitais? 

Ministério da Educação não só recomenda, como posiciona as bibliotecas digitais como altamente desejáveis ou até obrigatórias em alguns casos. 

Atualmente para atender aos parâmetros que estabelecem a regulamentação do EAD as bibliotecas digitais são fundamentais.  

Vale lembrar que, desde 2017, a atualização de diversas normas da Educação Superior passou a exigir o tombamento e informatização do acervo físico.  

A demanda do acervo virtual seria também uma das formas de solucionar a obrigação de um “contrato que garante o acesso ininterrupto pelos usuários”. Por mais que essa não seja uma exigência obrigatória, ela figura entre os quesitos necessários para obter nota 5 nos indicadores de avaliação do Inep sobre instituição. 

Essas demandas fazem parte da pontuação do Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação Presencial e a Distância (IACG) que lida com a autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento – nos graus de tecnólogo, de licenciatura e de bacharelado para os cursos de todas as IES. Para conferir a regulação completa basta acessar a aba “Instrumentos” no site do Inep. 

Com este artigo, deu para entender bastante sobre como funciona uma biblioteca digital e a sua importância para a IES, não é mesmo? Aproveite para saber mais sobre a tecnologia no ensino com o nosso artigo sobre esse assunto! 

Retenção de alunos no ensino superior: fotografia de uma estudante segurando livros.

10 ideias para melhorar a retenção de alunos no ensino superior

Já há alguns anos o índice de matrículas nas Instituições de Ensino Superior privadas seguem consistentemente em expansão. No entanto, um dos principais desafios segue sendo o mesmo: controlar a evasão escolar e, consequentemente, melhorar a retenção de alunos no ensino superior 

Como podemos observar a partir do Censo de Educação do Ensino Superior 2018, realizado pelo INEP e publicado em 2019as matrículas não parecem ser foco de problema para o setor privado, sobretudo com a expansão do ensino à distância.  

Todavia, um aspecto chama a atenção sobre a atuação do setor administrativo das IES: as campanhas referentes a matrículas e captação de alunos na maioria das vezes ganham mais atenção do que aquelas dedicadas à retenção dos estudantes. 

Fica aqui uma chamada para os administradores: evasão escolar não dá para ser solucionada apenas com uma abordagem, ela deve ser desenvolvida ao longo de todo curso e merece a sua atenção, pois é um dos maiores problemas enfrentados na administração de uma IES. 

As causas mais comuns para a evasão são:  

  • dificuldade financeira; 
  • insatisfação com o curso (seja pela qualidade ou escolha equivocada); 
  • falta de empregabilidade; 
  • notas baixas.  

Pensando em como encaminhar soluções para esses problemas, propusemos abaixo 10 ideias para você aumentar a retenção de alunos da sua IES. Continue a leitura!  

1. Invista na retenção de alunos no ensino superior 

Não deixe para atuar quando o aluno já estiver decidido a abandonar a Instituição. Assim como a administração investe no setor de matrículas, é necessário investir em um setor para lidar com a retenção de alunos. 

Este é um trabalho de tempo integral e que demanda uma equipe ativa e disposta a atender e pensar em como solucionar os problemas dos alunos antes mesmo que o próprio aluno tenha consciência do seu problema. 

2. Faça uma comunicação direta, acessível e transparente  

Uma boa comunicação com o aluno desde o início do curso é fundamental. É de extrema importância que o aluno perceba que a sua opinião é importante para a IES e que suas reclamações serão sempre ouvidas. 

Para isso, invista em construir uma relação de confiança com o aluno. Pode ser que nem sempre você tenha uma solução viável para o problema que ele apresenta, mas nunca minta sobre isso e coloque essa relação em risco.  

Seja transparente e faça com que ele se sinta, de fato, ouvido, todas as vezes que procurar a IES para reportar alguma reclamação ou dúvida. 

Um relacionamento humanizado e de confiança entre instituição e aluno gera um sentimento de lealdade e fidelidade do estudante em relação a IES.  

Além disso o aluno saberá que terá sempre uma acolhida e disponibilidade da instituição para auxiliá-lo na resolução de potenciais problemas. Lembre-se que se o aluno precisar de resolver sozinho, a chance de a “solução” ser o trancamento ou desistência do curso é muito maior. 

3. Utilize estrategicamente as redes sociais 

Utilizar as redes sociais da Instituição apenas como vitrine é uma subutilização de todas as potencialidades que ela traz.  

Pense e utilize as redes como ferramenta de monitoramento e engajamento da relação entre IES e estudantes. Elabore e incentive campanhas identitárias e de interesse dos alunos para que eles interajam e se sintam ainda mais parte da instituição.  

Não se esqueça também que as redes sociais são o principal local da disseminação de reclamações sobre qualquer assunto. Por isso, não perca a oportunidade de acompanhar os grupos e fóruns dos alunos da IES.  

Responda o mais prontamente possível a todas as reclamações que surgirem e tente encontrar soluções, chame o aluno para conversar e lide com a situação num estado de “prevenção de crises”. 

A presença nesses grupos e interação com os perfis dos alunos é também mais uma oportunidade de fortalecer a relação e demostrar como a IES se importa com cada um e está de portas abertas ao diálogo. 

4. Demonstre e promova o sucesso dos profissionais que a IES forma  

O receio da recepção e empregabilidade do mercado de trabalho para os profissionais que você está formando constituem uma grande preocupação, afinal foi visando um bom emprego que esses estudantes ingressaram na sua instituição. 

Por isso, uma boa dica para melhorar a retenção de alunos no ensino superior é criar situações e eventos para apresentar ex-alunos da IES que estão bem posicionados no mercado aos estudantes. Demonstre como eles tem potencial de alcançar o mesmo patamar. 

Um diferencial enorme aqui é se você conseguir facilitar essa inserção do aluno concluinte no mercado de trabalho. Para isso, busque parcerias com empresas que possam oferecer oportunidades para os seus profissionais recém-formados.  

Apresente para ela seus comprovantes de qualidade de ensino e veja quais outras vantagens você pode oferecer. Quem sabe uma palestra ou um desconto para os funcionários que se interessarem em uma pós graduação? 

5. Crie canais de facilitação de estágio 

Que tal viabilizar a criação de agências internas dentro do curso que atendam o mercado de trabalho? Essa é uma excelente forma de engajar o aluno com a instituição e aproximálo  do mercado de trabalho. Busque por empresas ou instituições que sejam facilitadoras ou potenciais clientes para essas agências.  

Proponha também parcerias e trocas com empresas e outras instituições por oportunidades de estágio para os seus alunos. 

6. Promova incentivos e auxílio para pagamentos 

Esse é um dos pontos de mais sensibilidade quando tratamos da evasão nas IES, ponto crítico para aluno e instituição. Seja flexível para essa negociação. 

Acompanhe de perto os pagamentos de mensalidade e, aos primeiros sinais de inadimplência, procure o aluno para conversar e proponha soluções viáveis de negociação para ambos. 

Esteja sempre em busca também de programas de crédito estudantil que possam oferecer um bom suporte para os seus alunos. 

Por outro viés, incentivos como bolsas e descontos são sempre ótimos fidelizadores. 

7. Ofereça reorientação vocacional e suporte psicológico 

Existem várias razões que podem levar à frustração do aluno com o curso, desde uma não identificação real com a área até um desencontro entre a expectativa inicial e a realidade encontrada.  

Observe de perto seus estudantes. Notas baixas e ausências frequentes são potentes indicadores de que essa relação entre o curso e o aluno está em crise.  

Aborde esse aluno e tente entender o que está acontecendo. Auxilie-o na busca por soluções antes que ele encontre uma porta de saída sozinho. Forneça o suporte psicológico que ele necessita para a situação e se for o caso ajude-o nessa recolocação vocacional. 

8. Demonstre seus resultados qualitativos 

Uma instituição com qualidade reconhecida pelo mercado é um grande atrativo e fidelizador dos alunos, não se esqueça disso.  

Não utilize seus resultados qualitativos apenas para atrair os alunos para a sua instituição, lembre-os disso ao longo do curso e atualize os dados sempre que obtiver novos resultados. 

Promover esses dados em meio à comunidade acadêmica e veículos de comunicação são também estratégias interessantes. 

9. Facilite o acesso dos materiais por plataformas e acervos digitais 

O intuito deve ser sempre facilitar o acesso do aluno aos materiais didáticos que ele precisa a qualquer hora e local. Para isso busque por ferramentas e plataformas que permitam à instituição fornecer esse suporte. 

Além da praticidade, o aluno se sentirá constantemente amparado pela instituição. 

Acervos digitais, por exemplo, são grandes aliados que podem disponibilizar para o aluno, além dos conteúdos abordados no curso, materiais extras dos assuntos que ele deseja se aprofundar. 

10. Invista no formato híbrido 

O formato EAD foi um dos principais responsáveis pelo aumento da entrada de alunos nas IES nos últimos anos ele tende a crescer cada vez mais; sobretudo diante da nova rotina imposta pela Pandemia de Covid-19 que eliminou vários preconceitos que ainda existiam sobre o formato. 

A tendência é que os formatos híbridos de ensino ganhem mais espaço, aliando a melhor parte do ensino presencial com a melhor parte do EAD.  

Um ensino híbrido facilita a adequação da rotina do aluno ao andamento do curso, além de promover melhores aproveitamentos. Não deixe de dedicar uma boa parte do seu planejamento estratégico para essa ação. 

Por isso, se você se interessou por nossas dicas sobre como melhorar a retenção de alunos no ensino superior, não deixe de conferir também o nosso artigo sobre como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social! 

Enade 2020: fotográfia muito próxima de uma pessoa segurando uma caneta e fazendo uma prova.

Tudo o que você precisa saber sobre o Enade 2020

Sua instituição está atenta aos processos do Enade 2020? Conforme divulgado em julho por Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova deve ocorrer em 2021, com data a ser divulgada. 

Realizado anualmente, o Enade avalia: 

  • o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares de cada curso; 
  • o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional; 
  • o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial. 

A cada edição, o MEC determina um grupo de cursos a ser avaliado. São três subdivisões denominadas de Ano I, II e III do Ciclo Avaliativo 

Na edição de 2020, que ocorrerá em 2021 devido à pandemia, será a vez do Ano II. Segundo a normativa do próprio exame, cada curso não pode ficar mais do que três anos sem ser avaliado.  

A lista de cursos avaliados bem como cronogramas de inscrição e realização de cada etapa podem ser conferidas no site do Inep na aba referente ao Enade. Lá você também encontra as diretrizes empregadas na prova, procedimentos técnicos e responsabilidades da IES. 

Confira, agora, algumas informações importantes sobre a próxima edição do Enade! 

Quais serão os cursos avaliados no Enade 2020? 

Este ano serão avaliados 10 cursos de bacharel, 17 de licenciatura e três tecnológicos. Confira a lista completa abaixo: 

Grau de bacharelado 

  • Ciências da computação 
  • Ciências biológicas 
  • Ciências sociais 
  • Design 
  • Educação física 
  • Filosofia 
  • Geografia 
  • História 
  • Química 
  • Sistemas de informação 

Grau de licenciatura 

  • Artes visuais 
  • Ciências da computação 
  • Ciências biológicas 
  • Ciências sociais 
  • Educação física 
  • Filosofia 
  • Física 
  • Geografia 
  • História 
  • Letras – inglês 
  • Letras – português 
  • Letras – português e espanhol 
  • Letras – português e inglês 
  • Matemática
  • Música 
  • Pedagogia 
  • Química 

Grau de tecnólogo 

  • Tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas 
  • Tecnologia em gestão da tecnologia da informação 
  • Tecnologia em redes de computadores 

Vale lembrar que a participação dos alunos egressos desses cursos é obrigatória e responsabilidade de inscrição de cada um é da instituição de ensino.  

Quem são os egressos? 

São considerados alunos egressos do bacharelado e licenciatura aqueles que integralizaram 80% ou mais da carga horária mínima do currículo até o último dia do período de retificação de inscrições do Enade da respectiva edição ou tem previsão de integralização de 100% até julho do ano seguinte.  

Já os egressos de graus tecnólogos são aqueles que integralizaram 75% ou mais da carga horária mínima do currículo até o último dia do período de retificação de inscrições do Enade da respectiva edição ou tem previsão de integralização de 100% até dezembro do mesmo ano.  

Fique atento! A não inscrição ou não participação do aluno no Exame acarreta penalidades para o estudante, que não obtém seu diploma, e para a IES, que pode receber sansões e impedimentos legais. 

Como funciona a prova? 

Composta por quarenta questões, a prova tem duração de até quatro horas. A avaliação traz exercícios envolvendo situações-problema e estudos de casos e é subdividida em duas partes: 

Formação geral 

São 10 questões (25%), sendo 2 questões discursivas e 8 de múltipla escolha. 

Essa etapa aborda princípios dos Direitos Humanos. As questões discursivas têm como objetivo avaliar aspectos como clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, utilização de vocabulário adequado e utilização correta da gramática. 

Específica da área 

São 30 questões (75%), sendo 3 discursivas e 27 de múltipla escolha. 

Essa etapa aborda conteúdos programáticos obrigatórios específicos de cada curso e tem como objetivo avaliar o aprendizado e apreensão do aluno sobre esses conceitos e práticas ao longo de sua trajetória acadêmica.  

Os tópicos de avaliação específica de cada área podem ser encontrados nas portarias específicas de cada curso compartilhadas no site do Inep. 

Qual é o modelo de questão Enade? 

Oficialmente não existe nenhuma normativa que aponte para um modelo de questão Enade. No entanto, ano a ano, a prova apresenta as mesmas estruturas e é possível observar que ela mantém forte tendência no que diz respeito estruturas estratégicas 

Os exames apresentam comumente 4 modelos de questões – são elas: complementação simples, complementação múltipla, interpretação e asserção-razão – compostas, por sua vez, de 3 macroestruturas – texto base, enunciado e alternativas. 

Entenda melhor cada uma dessas formatações: 

Complementação simples 

Nesse tipo de item, as alternativas dão continuidade ao texto do enunciado. Tem-se uma informação incompleta que deve ser complementada com o texto de uma das alternativas 

Complementação múltipla 

Esse modelo é composto por três ou quatro afirmações, propostas conforme a situação-estímulo do enunciado.  

Nele o aluno deverá identificar dentre as asserções quais são verdadeiras, partindo, sempre, da análise individual. Nesse caso as alternativas serão dispostas como “I, II e III.” ou “II e III apenas.”, por exemplo.   

Interpretação 

Nesse tipo de item é exigido a efetiva interpretação do aluno perante dados e elementos que são oferecidos no texto base para resolução do enunciado. Faz-se uso de quadros, tabelas e gráficos, por exemplo.   

Asserção-razão 

Esse modelo demanda a análise de relações. Diante de 2 asserções, o aluno deverá analisar cada uma individualmente e comparativamente. Analisa-se a veracidade de cada asserção e, em seguida, o aluno deverá avaliar se há uma relação de causalidade entre elas. 

Como preparar sua IES para o Enade 2020? 

Uma IES bem preparada sabe que um bom desempenho no Enade 2020 depende de ações continuadas ao longo do ano e não às vésperas da prova.  

O sucesso de uma instituição no exame demanda que ela promova engajamento e conscientização dos alunos, envolvimento da equipe administrativa e corpo docente, realização de simulados e produção de diagnósticos para avaliação de desempenho, conteúdos e mapeamento dos alunos envolvidos. 

Para alcançar todas essas etapas do processo de preparação para a prova sem sobrecarregar a equipe administrativa e professores, a automatização desses processos é altamente recomendada.  

Solução Enade, da Saraiva Educação, vai te proporcionar não só um amplo banco de questões originais seguindo o padrão específico do modelo de questão Enade, como também vai fornecer para a gestão previsibilidade e diagnósticos precisos 

A interação pela plataforma também potencializa o engajamento dos alunos, que recebem acesso a uma forma mais leve e dinâmica de interação com os conteúdos. 

Vale ressaltar que a Solução ENADE retroalimenta o processo de aprendizagem dos alunos, pois traz questões elaboradas de acordo com a taxonomia de objetivos educacionais de Bloom – estimulando o pensamento crítico, desenvolvendo habilidades e competências esperadas do egresso.  

Portanto, os itens disponibilizados por meio desta plataforma servem também como validação do desenvolvimento do estudante. 

Quer conhecer melhor a a Solução Enade e preparar a sua IES para alcançar um excelente desempenho no Enade 2020? Cadastre-se gratuitamente para falar com um de nossos especialistas! 

O que é e como aumentar a nota no Enade da sua IES

A nota no Enade é um dos principais componentes utilizados pelo MEC para atribuir o Conceito Preliminar de Curso (CPC). Esse, por sua vez, é utilizado não só como forma de avaliação por parte do governo a respeito da qualidade dos cursos, mas também pelo mercado de trabalho 

Consequentemente, influencia potenciais alunos no momento da escolha de qual IES ingressar.  

Uma instituição reconhecida em qualidade de ensino proporciona destaque aos profissionais que forma e, por conseguinte, atrai mais alunos que buscam o sucesso. Por isso manter bons resultados no Enade é fundamental. 

Vale lembrar ainda que, com conceitos baixos no CPC, uma IES pode receber sansões do governo, inclusive a suspensão da abertura de novas vagas e fechamento de cursos. 

Por tudo isso, gestor, não descuide da sua nota no Enade! 

Uma instituição bem sucedida não prepara apenas seus alunos, mas também seus professores para essa avaliação. Uma boa nota no Enade envolve diversos fatores, vamos trabalhar aqui alguns fundamentais para que a sua IES obtenha sucesso nos resultados. 

O que é a nota no Enade? 

A nota no Enade é a pontuação alcançada por determinado curso em uma IES de acordo com o desempenho de seus alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). 

Como já apontamos acima, essindicador compõe o CPC, podendo impactar desde a a captação de novos alunos até a continuação do curso. 

Como melhorar a nota Enade? 

O primeiro grande desafio da IES é convencer o aluno de que obter um bom desempenho no Enade é importante. Como ele visa a avaliação da Instituição e não de cada aluno individualmente, pode gerar desinteresse ou descompromisso, por parte do aluno, com essa obrigação.  

Por mais que o estudante tenha a exigência legal, por parte do governo, de comparecer ao Exame para receber seu diploma, essa obtenção não está associada ao seu desempenho na prova, somente com a presença 

Desse modonão é incomum ouvirmos relatos de alunos que comparecem ao Exame apenas para “assinar a lista de presença” e não se comprometem com os resultados. 

Como, então, solucionar essa demanda? É possível a IES engajar seus alunos e preparar a instituição para o Enade?  

Sim é possível, mas esse processo não acontece no mês que antecede a prova, ele deve fazer parte da rotina diária da instituição.  

Como fazer? Vamos lá! 

1. Conscientize e promova a boa comunicação com os alunos desde o início do curso 

Para um Enade bem sucedido, é importante que o assunto faça parte da abordagem cotidiana do currículo, além de que o aluno seja familiarizado com o conceito e as importâncias do mecanismo de avaliação desde a sua entrada no curso.  

Imagina a desagradável surpresa, e potencial revolta, de um aluno que está se formando e descobre que só poderá obter seu diploma se for realizar uma prova que mede a qualidade da instituição – e não lhe traz qualquer ganho direto pessoal – em pleno final de semana do final do semestre? 

Uma boa comunicação entre Instituição e aluno é importante não só para explicar questões como essa, como para gerar vínculo. Se o aluno se sente escutado e auxiliado pela IES ao longo do curso, ele desenvolve sua confiança na instituição, o que gera sensações de pertencimento e orgulho que vão potencializar seu empenho quando o momento da prova chegar. 

2. Engaje os professores e equipe 

Não só os alunos devem estar conscientes de todo o processo Enade como também a equipe que movimenta a rotina da instituição.  

De técnicos do setor administrativo aos professores, todos devem saber como funciona e a importância da nota no Enade para o sucesso da IES.  

Um profissional da secretaria, por exemplo, deve estar preparado para responder qualquer dúvida que possa chegar por parte dos alunosum professor deve se preocupar com o bom desempenho em suas disciplinas e a própria gestão tem de estar bastante consciente para buscar sempre soluções que facilitem a rotina da equipe para que possam estar mais engajados e solícitos aos alunos.  

3. Proporcione recompensas, reconhecimento e auxílios 

Proporcionar a valorização do aluno que tem bons desempenhos no ENADE e conceder auxílios como transporte e lanche no dia da prova também são interessantes e estimulantes. Afinal, o Exame é realizado no final de semana, demanda deslocamento até o local de prova e tem longa duração. 

O caminho para essa valorização pode passar por diversos recursos, desde uma celebração de agradecimento até benefícios como créditos extras ou descontos em programas de pós-graduação ou matrícula (para os que estiverem ingressando) no caso de bons desempenhos. 

4. Realize simulados 

A preparação continuada é fundamental para obter uma boa nota no EnadePorém, métodos intensivos normalmente criam tensões e rejeição dos alunos ao exame.  

Por isso, realize simulados ao longo do curso e não só ao final. Além de ser uma ótima preparação para o Enade, os resultados também servirão de parâmetro para a gestão da IES avaliar o desempenho de suas metodologias e corpo docente. 

Com o auxílio das ferramentas corretas, a IES pode até prever seus resultados por meio dsimulados e corrigir possíveis falhas. 

5. Faça uso de tecnologias e ferramentas digitais 

A realidade do jovem hoje é pautada pela conexão constante com a interface digital. Celulares, tablets e computadores não devem (há muito tempo) ser encarados apenas como distratores. Eles podem ser o diferencial ou a chave do sucesso para que a IES alcance maior engajamento e uma melhor nota Enade. 

 A IES pode utilizar desses meios para oferecer formas mais leves de envolver o aluno com o Enade, além de encaminhar e conduzir conteúdos, dicas, exercícios e simulados online. 

tecnologia pode ser ainda ser forte aliada para não sobrecarregar os professores ou equipe com as demandas Enade, uma vez que elas envolvem muitos conteúdos e formatos de questão específicos. 

6. Automatize processos 

Atualmente, existem disponíveis ferramentas e plataformas virtuais que auxiliam na automatização dos processos, fornecendo simulados e exercícios de acordo com o Modelo de Questão Enade. Algumas disponibilizam tanto questões originais como fornecem acesso a banco de dados de questões antigas. 

Além de aumentar o engajamento dos alunos e aliviar a carga de trabalho dos professores, a automatização desses processos auxilia a gestão da IES prevendo resultados da nota Enade e fornecendo diagnósticos que permitem a avaliação de desempenho de sua instituição ao longo do ano.  

É possível também obter diagnósticos de engajamento dos alunos. Com esses dados e tempo hábil, é possível a instituição mapear e corrigir falhas metodológicas ou de conteúdo e intensificar ou mudar abordagens com os alunos para garantir o sucesso no Enade. 

Agora você já tem todas as dicas que precisa para aumentar a nota no Enade e obter o sucesso em sua IES, certo? Aproveite para assistir a gravação do nosso webinar sobre a importância do diagnóstico para orientar intervenções pedagógicas na IES para o Enade! 

Como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19: fotografia de uma formanda fazendo a sua colação de grau online.

Como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19: dicas para deixar a sua IES preparada

As mudanças que a Pandemia de Covid-19, decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 11 de março, trouxeram às nossas rotinas pode ser qualificada de diversas formas, mas não como banal.  

Todos os setores da sociedade foram impostos a uma transformação bruta e repentina e a reação mais comum que seria ficar paralisado foi rapidamente substituída por uma inesperada capacidade de adaptação e resiliência resultando em cada vez mais avanços e novas formas de lidar com a realidade.  

Uma constatação, no entanto, também já é fato, os avanços tecnológicos em diversos setores e novas maneiras de comunicação digital que já sinalizavam ser o caminho futuro foram aceleradas e tomaram a frente dos processos. Isso aconteceu em diversos setores e na Educação não foi diferente. Afinal, como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19? 

O fortalecimento das estratégias online já vinha sendo discutido amplamente no setor não só nas questões de marketing e vendas, mas também no processo educacional como ponto chave para a retenção dos alunos.  

Porém, agora esse aspecto atingiu um ponto irreversível, os modos de produção da Educação estão para sempre transformadosAs bases de representação da atuação educacional foram profundamente abaladas e obrigou o setor a reagir rapidamente, acompanhando de modo acelerado a transformação tecnológica que já estava na sociedade. 

As IES que já vinham investindo por esses caminhos acabaram por tomar a dianteira dessas transformações, ao mesmo tempo os questionamentos e demandas de melhoria sobre esse sistema aumentaram por ele ter se tornado foco de inúmeros debates sociais.  

Por isso quem já avançava no caminho tecnológico precisa rever aprimorar suas metodologias e quem ainda resistia precisa estar disposto a transformação 

No artigo de hoje, você verá dicas que te ajudarão a entender como lidar com as mudanças exigidas pela pandemia a partir de uma série de questionamentos que estão sendo levantados por professores e gestores educacionais. Siga na leitura para saber mais! 

Como uma IES pode se preparar para ensinar e apoiar os alunos remotamente?  

Essa é uma dúvida comum. Portanto, vamos abordar algumas ferramentas e ações que podem ser tomadas em sua IES! 

1. Utilizando  ferramentas digitais e EAD 

Apesar de óbvio e já amplamente discutido, não podemos deixar de colocar em primeiro lugar o uso de tecnologias digitais para o ensino EAD neste momento. No entanto, vale a ressalva e reflexão de como esses meios estão sendo utilizados.  

As IES estão dispostas de fato a utilizar as potencialidades desses recursos ou os enxergam apenas como maneira de viabilização da reprodução de aulas que antes eram realizadas de modo presencial?  

É preciso que as IES tomem consciência e ajam no sentido de adaptar seu ensino para as plataformas digitais e não só reproduzir o que era feito em sala de aula.  

Quais são as demandas que o EAD gera e quais ela soluciona? Vamos discutir isso um pouco mais nos próximos tópicos. 

2. Capacitando e equipando os professores 

Por mais que o tempo ainda seja curto para capacitações aprofundadas é necessário que a IES capacite minimamente o seu professor para lidar com o universo das plataformas digitais e com a formatação do EAD. Do contrário, a IES terá professores desgastados e exaustos que, consequentemente, não podem exercitar o seu trabalho de lecionar com a qualidade antes alcançada. 

Portanto, se você busca saber como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19, não deixe de ter em mente: treinamentos que auxiliem no uso das ferramentas digitais, oferecimento de suporte técnico por parte da IES e até mesmo o fornecimento de equipamentos adequados são altamente desejáveis 

Um microfone com ruídos, por exemplo, torna a comunicação entre professor e alunos ruim e resulta em dispersão e perda de aprendizado por parte dos alunos, além do estresse para ambas as partes. 

É preciso, ainda, que a administração da IES e os professores avancem em discussões metodológicas que compreendam as necessidades específicas desse meio de comunicação digital.  

O processo de ensino, mais do que nunca, deve ser embasado no desenvolvimento de conteúdos e competências e não apenas no cumprimento de cargas horárias. O professor precisa ser não só um expositor de conhecimentos, mas um tutor para o aluno. Esse é um aspecto cada vez mais demandado que a maioria dos professores ainda não teve a oportunidade de absorver.  

É necessário que o professor acompanhe a trilha de formação de cada aluno e seja um dinamizador de seu conhecimento. É preciso que corpo docente e administração comecem a construir essa jornada de transformação metodológica. 

3. Recriando espaços férteis a compartilhamentos e debates 

É importante levar em consideração que, durante um processo de aprendizagem presencial, os alunos não aprendem só com os conhecimentos veiculados pelo professor durante a aula. O conhecimento surge também a partir das conversas entre os alunos, debates e compartilhamento de experiências.  

No entanto, essas trocas que, em um contexto presencial, acontecem naturalmente, em um ambiente virtual precisam ser provocadas. É necessário criar um ambiente onde essas relações e vínculos possam emergir. Para isso, a criação de fóruns, grupos de debates virtuais e outras atividades que incentivem essas relações de compartilhamento devem ser consideradas obrigatórias e passo fundamental dentro da metodologia do EAD. 

Como será a entrada de alunos póspandemia? 

Até o presente momento, o Inep anunciou, no dia 08 de julho, o adiamento do Enem para janeiro e fevereiro de 2021. No entanto, diante do contexto imprevisível que temos à frente, é interessante que as IES aprimorem possibilidades de entrada em suas instituições para além dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio e considerem alterações de datas do início do ano letivo. 

que muda no futuro das IES pós-pandemia? O que mudará no formato do ensino? 

Os impactos e transformações que já se mostram presentes hoje sobre a educação serão provavelmente maiores a longo prazo. O principal deles com certeza será de que a resistência à tecnologia foi vencida, teve de ser, e dificilmente esse é um passo que voltará atrás.  

Nesse cenário certamente as buscas pelo EAD devem aumentar.  

No entanto, curiosamente, a valorização de encontros presenciais também tende a crescerO que nos aponta para o desenvolvimento de um modelo híbrido de ensino: parte presencial, parte online (otimizando as relações que cada um desses contextos trás de mais produtivo).  

O que funciona bem com EAD tende a se tornar parte do ensino presencial, que reservará seus encontros para momentos realmente ricos e proveitosos. 

Outro aspecto que podemos refletir é que com a realidade de uma gestão desafiada e uma demanda por planejamento maior, potencializa-se que as IES elevem seu grau de qualidade. Inclusive, tentando solucionar questões que anteriormente não estavam tão evidenciadas e ganharam foco com os constantes debates realizados atualmente sobre os modos de ensino. Vale ressaltar que o olhar de quem busca pela educação também está sendo influenciado a mudar.  

Muitas pessoas que acreditavam que o ensino a distância funcionava com uma aula expositiva de vídeo começam a observar que não é bem assim. Sendo assim, a busca por instituições que provenham uma experiência mais completa tende a crescer. 

Algumas falhas comuns na transição para o EAD que serão evidenciadas e devem ser sanadas são, por exemplo: a falta de capacitação adequada dos professoresos planos de ensino e metodológicos defasados ao formato, os materiais didáticos limitados ignorando a multiplicidade dos recursos multimidiáticos, a falta de realização de dinâmicas de aprendizado que exploram a autonomia dos alunos ao invés da atual super utilização de exposições teóricas e até mesmo a subvalorização da interação entre pares como estratégia de aprendizagem. 

O momento para as IES é de planejamento do futuro e antecipação de ações. É preciso que a gestão da sua instituição seja parte ativa dessa transformação para que a sua IES não seja ultrapassada. 

Quais são as ferramentas para transformação da minha IES? 

Vale ressaltar, no entanto, que você não terá de inventar essas transformações do zero para a sua IES. Existem hoje plataformas e ferramentas já em funcionamento que potencializam essa transição, duas delas são a Saraiva Soluções em Aprendizagem (SSA) e a Biblioteca Digital Saraiva (BDS). 

A SSA é uma ferramenta de apoio à leitura, estudo e aprendizagem para os cursos de Direito, Administração, Ciências Contábeis e Tecnológicos na área de Gestão. Apresenta um conjunto estruturado de atividades de aprendizagem aderentes às ementas dos respectivos cursos em um ambiente virtual. Além de desenvolverem habilidades previstas nas DCNs de cada curso, elas são escolhidas de acordo com a ementa de sua instituição. 

Já a BDS coloca à disposição seu catálogo de obras digitais com mais de 1.860 títulos voltados para o nível superior e técnico, elaborados por especialistas e professores das mais conceituadas universidades do Brasil e do mundo.  

Referência no setor de conteúdo educacional no Brasil, a Saraiva se destaca nos segmentos de publicações universitárias voltadas para as áreas do Direito e disciplinas de Administração, Economia, Contabilidade e Marketing, além de atuar na área de Negócios publicando títulos sobre Finanças Pessoais, Desenvolvimento Profissional, Carreira, Liderança, Gestão de Pessoas e Investimento em Ações. 

Já quer colocar em prática as nossas dicas sobre como lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19? Fale agora com um de nossos especialistas e saiba como deixar a sua IES preparada! 

Evasão no ensino superior

5 medidas para combater a evasão no ensino superior

O abandono das salas de aula é uma realidade que compete grande parte dos ingressantes em faculdades brasileiras. Segundo Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019, que reflete sobre dados de 2016 e 2017, publicado pela Semesp, a evasão nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas de grande porte – com mais de 20 mil matriculados – foi de 31,6% nos cursos presenciais e 34,9% no EAD.

Entre as principais causas do abandono podemos apontar a perda de motivação pelo curso, problemas em conciliar trabalho e estudo e dificuldades financeiras. Segundo o Censo de Educação Superior publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em setembro de 2019 a taxa de desistência acumulada de estudantes da rede privada com Fies foi de 39,2%, em 2016, e para alunos sem esse suporte o número sobe para 62,1%. Já estudantes com bolsa Prouni registraram 40,9% de taxa de desistência e os que não receberam o apoio corroboram com 62,1%. Além disso, índices de reprovação e ausência de tecnologias para flexibilização dos materiais e participação também podem ser considerados.

A solução do problema não é simples e deve envolver diversos setores da instituição desde a gestão, à comunicação e ementas das disciplinas. Confira a seguir cinco boas medidas para reverter esses números e evitar a evasão no ensino superior.

1. Identificar as fragilidades da instituição

Para realizar melhorias em uma IES, o primeiro passo é identificar os pontos fracos na estrutura, gestão e qualquer outro setor que influencie, direta ou indiretamente, na qualidade do ensino aos alunos. A frequência nas aulas pode ser um dos indicativos dessa questão. Caso o contingente esteja abaixo da média esperada há algo que precisa ser identificado e retificado o mais rápido possível.

Essa investigação deve ser dar ainda realizada pelos gestores em todos os âmbitos da instituição.

2. Aplicar uma boa gestão institucional

Tendo em mãos uma análise detalhada dos problemas da empresa, é possível integrá-los à sua gestão. Gerir bem os recursos de uma instituição de ensino é fundamental para otimizar o aprendizado dos alunos. Não necessariamente a IES com mais receita será a com melhor gestão, o direcionamento dos recursos é de fundamental importância para o sucesso.

Estando a par das fragilidades da instituição a gestão pode organizar o gerenciamento de modo a resolver os problemas em algum momento próximo.

Para realizar uma gestão eficiente utilizar a tecnologia como aliada também é necessário. Softwares de gerenciamento, por exemplo, ajudam a otimizar os processos e, assim, economizam tempo dos gestores.

3. Criar uma relação mais próxima e personalizada com os alunos

Fidelizar o aluno à instituição é um recurso de valor inestimável que contribui não somente para a diminuição da taxa de desistência como também para a estratégia de marketing de conteúdos da IES.

Elaborar campanhas internamente entre os estudantes pode gerar sensação de pertencimento ao espaço e fortalecer a relação afetiva e de fidelidade com a instituição.

A comunicação direta e clara com o estudante é fundamental para isso. Além de atualizações diárias nas redes sociais sobre as “novidades”, um atendimento mais efetivo é fundamental. As matrículas ou questões administrativas podem ser resolvidas via chatbots, por exemplo, e o atendimento da secretaria pode ser contemplado também via WhatsApp.

4. Diversificar e trazer a tecnologia para o ensino em sala de aula

A tecnologia digital revolucionou o comportamento social e precisa entrar também nas salas de aula. Além de plataformas digitais funcionais por que não pensar em um aplicativo para facilitar a vida do aluno? Ou potencializar o aprendizado com a disponibilização de e-books, vídeos e webinários?

Cursos à distância ou semipresenciais estão em alta e a tendência é que não parem de crescer. Segundo o último Censo de Educação Superior enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas a modalidade EAD registrou um crescimento de 17,6%, de 2016 para 2017. Otimizar os recursos e transformar a sala presencial em virtual também é uma ideia importante a se considerar.

5. Melhorar a infraestrutura do local

É fundamental a IES ofereça uma boa infraestrutura para que nela os alunos possam extrair o máximo de conhecimento possível dos educadores. Um laboratório devidamente equipado pode tornar o aprendizado muito mais produtivo por exemplo.

Além de questões estruturais, é importante garantir aos profissionais da instituição condições necessárias para que eles possam executar seu trabalho sem maiores problemas. Assim, torna-se mais justo para o professor a cobrança por resultados acadêmicos.

Esperamos que você tenha gostado das dicas para diminuir a evasão no ensino superior. Quer ter acesso a conteúdos gratuitos? É só assinar a nossa newsletter!

Transferência de faculdade: por que você está perdendo alunos?

Pedidos de transferência de faculdade fazem parte da rotina das IES e constituem um direito do aluno previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Todavia, quando a porcentagem de migração aumenta muito, significa um problema de gestão a ser enfrentado com visão estratégica. 

As razões para um pedido de transferência são múltiplas e resultam tanto de questões pessoais quanto de fatores acadêmicos, administrativos e estruturais. Pensando nisso, neste post vamos ajudar você, gestor, a identificar motivos que levam à transferência de faculdade e propor algumas medidas empreendedoras para ampliar a permanência dos estudantes até a conclusão dos cursos em que estão matriculados. Acompanhe! 

Principais motivos para a transferência de faculdade 

De acordo com o MEC (1996), transferências de curso ou IES caracterizam-se como uma das formas de evasão na educação superior. Nesse sentido, a problemática da migração estudantil também deve ser discutida estrategicamente com todos os envolvidos na IES, desde as áreas acadêmica e administrativo-financeira até os representantes de alunos (LOBO, 2012). 

O MEC (1996) também afirma existirem três fatores básicos de evasão na educação superior, os quais coincidem com estudos de caso em IES privadas sobre solicitações de transferência. São eles: 

  • fatores internos às instituições (deficiências no projeto pedagógico e na qualidade do ensino, corpo docente desvalorizado e infraestrutura obsoleta para as atividades); 
  • fatores externos às instituições (concorrência no mercado, conjuntura econômica, dificuldade de atualização diante do cenário sociopolítico e tecnológico); 
  • fatores individuais dos estudantes (dificuldade de acompanhar os conteúdos, escolha precoce da carreira, desencanto com o curso escolhido, personalidade, dificuldades de adaptação à vida universitária, reprovações ou baixa frequência, desconhecimento da metodologia do curso, problemas financeiros, mobilidade). 

Falha na escolha do curso 

Na pesquisa “O valor do cliente como elemento de marketing para instituições de ensino superior” (FARIAS, GOMES e JÚNIOR, 2006), baseada em estudo de caso sobre transferências externas em uma IES privada de Fortaleza (CE), os autores observam que escolher equivocadamente o curso é um dos principais motivos para transferência. 

Corroboram esse equívoco um corpo docente desqualificado e sem grandes vínculos interpessoais com os alunos, falta de orientação vocacional, frustração com as expectativas do curso, metodologias de ensino defasadas e segunda opção de carreira. 

Dificuldades no aprendizado 

As dificuldades no aprendizado são relativas tanto ao resultado de uma educação básica deficiente quanto a questões de metodologia. Soma-se ainda a predominância de disciplinas teóricas no currículo, nos períodos iniciais, sem interação com a prática. Há, ainda, uma grade curricular inflexível ou desatualizada — fatores igualmente evidenciados por pesquisa sobre evasão do curso de Ciências Contábeis de uma IES mineira. 

Circunstâncias socioeconômicas 

Políticas de descontos desfavoráveis e valores altos nas mensalidades também podem resultar em pedidos de transferência, especialmente se os estudantes não tiverem renda robusta. Não raro, universitários necessitam trabalhar para custear os estudos, e os ajustes das mensalidades não acompanham os salariais. 

Somam-se, ainda, valores com materiais didáticos e de apoio, moradia, alimentação. E há acadêmicos que desistem de estudar na instituição por não terem condições de arcar com gastos de transporte, ou não terem tempo para as viagens rotineiras (KAFURI e RAMON, 1985). 

Incômodo com a infraestrutura 

Banheiros quebrados, salas de aula malcuidadas, laboratórios sem manutenção e com falta de insumos ou equipamentos para as atividades, biblioteca desatualizada são alguns dos grandes problemas sobre infraestrutura (MEC/ SESU, 1997). Sem uma infraestrutura impecável, a IES desmotiva os alunos, os professores e os funcionários e pode registrar ampla evasão estudantil, além prejudicar a avaliação institucional perante os indicadores do MEC. 

Atendimento ruim ou demasiadamente burocrático 

Um funcionário que trabalha insatisfeito certamente oferecerá atendimento de baixa qualidade. Especialmente no atual cenário, em que o comportamento do consumidor é imediatista, movido por ampla informação advinda do acesso irrestrito à internet, essa deve ser uma preocupação constante das IES. 

Por muito pouco, um estudante — independentemente do grau de independência financeira e idade — pode simplesmente migrar para outra instituição se sua experiência dentro da faculdade não for de alto nível. 

O que fazer diante dessa situação? 

Para aumentar as taxas de retenção de alunos, a IES precisa desenvolver estratégias de gestão que despertem no estudante o engajamento com a instituição, a fim de que ele enxergue na faculdade valores indispensáveis à sua formação pessoal e profissional. Para tanto, algumas atitudes são primordiais. Veja a seguir. 

Conhecimento das expectativas dos alunos 

É importante conhecer as expectativas dos alunos com relação à IES. Para isso, existem diversos métodos e tecnologias que permitem a compilação dos dados de interesse da instituição. 

Mensurados esses dados, é importante separar os estudantes por similaridade de perfis. Por exemplo: calouros, primeira graduação, formandos, segunda graduação. A partir de então, desenvolvem-se políticas de relacionamento voltadas a cada grupo, conforme suas necessidades e expectativas. 

Vale lembrar a importância de gerenciar esses dados permanentemente e criar um sistema de autoavaliação periódica. Para auxiliar os gestores, ferramentas de CRM são amplamente utilizadas. 

Construção de um relacionamento de respeito 

Para haver lealdade à IES, a cultura organizacional precisa construir uma relação de confiança, tanto do ponto de vista administrativo como, principalmente, acadêmico. Alguns fatores a considerar: 

  • educação no tratamento pessoal; 
  • facilidade de acesso aos funcionários e professores; 
  • atendimento personalizado; 
  • dinamismo e pontualidade nos prazos; 
  • transparência; 
  • comprometimento; 
  • ambiente escolar envolvente; 
  • diálogo aberto com estudantes. 

Políticas de desconto e bolsas de estudo 

Ações permanentes de descontos para pagamentos antecipados ou integrais, bem como oferecimento de descontos progressivos para alunos mais antigos são formas de fidelizar o público. 

Além disso, o estabelecimento de convênios com entidades e empresas para a concessão de descontos nas mensalidades pode aumentar retenção de alunos. 

Por fim, além dos programas de bolsa de estudo do governo (como o FIES e ProUni), a IES pode construir suas próprias políticas por meio de fundos sociais de incentivo ao estudo e parceria com entidades de concessão de crédito universitário. 

Relacionamento com inadimplentes 

Compreender o que leva à inadimplência é fundamental para uma gestão de cobranças eficaz. Primeiramente, faz-se necessário um conhecimento da situação socioeconômica dos estudantes e o perfil dos inadimplentes (efetivos e potenciais). De posse dessas informações, é necessário o estabelecimento de ações de relacionamentos humanizadas que permitam redirecionar esses alunos devedores à adimplência. 

Por fim, antever atrasos no pagamento é fundamental. Para tanto, mensagens personalizadas com lembretes do vencimento das parcelas pode ser uma saída interessante. Sistemas de comunicação automatizados facilitam esse trabalho de gestão. Podem ser utilizados diferentes dispositivos, como e-mail marketing, SMS, URA, WhatsApp etc. 

Investimento em tecnologia e infraestrutura 

Primeiramente, a infraestrutura da IES precisa estar em excelentes condições. Isso significa garantir manutenção constante de todas as instalações. Vale ressaltar que a estrutura deve ser adequada a um projeto pedagógico arrojado, a fim de favorecer a aplicação de novas metodologias de ensino e inovações tecnológicas para a educação. 

Do ponto de vista administrativo, a adoção de novos sistemas de informação desburocratiza processos e evita a lentidão de retornos dos alunos. 

Capacitação profissional para o corpo docente e funcionários 

Manter os corpos docente e administrativo atualizados é indispensável ao aumento do desempenho da IES. Para isso, a gestão estratégica precisa incluir ações de formação profissional continuada e incentivo ao estudo. Por exemplo: 

  • apresentação de feedbacks periódicos; 
  • investimento em treinamentos presenciais e a distância; 
  • coaching para lideranças; 
  • aprendizado por times para alinhamento de conceitos; 
  • criação de um mapa de desempenho do corpo docente; 
  • incentivo à produção científica e à pesquisa; 
  • incentivo ao ingresso de professores e funcionários em cursos de graduação ou programas de pós-graduação e mestrado; 
  • parcerias com consultorias educacionais para mentoria universitária. 

Embora a transferência de faculdade seja inerente a todas as IES, diferenciar a flutuação natural do número de alunos de um contexto acadêmico e empresarial desfavorável é importante para garantir maior retenção. Por esse motivo, o foco de qualquer gestão é promover a melhor experiência possível ao aluno para que ele crie laços afetivos com a instituição. 

Para saber mais sobre como melhorar a gestão de sua IES e garantir maior competitividade no mercado, assine nossa newsletter agora mesmo! 

Gestão de tempo: 3 dicas para docentes

Estamos vivendo um tempo em que o Google tomou o lugar da Barsa; os tablets e notebooks, dos cadernos e canetas; os E-books, dos livros físicos; e, muitas vezes, as videoaulas e metodologias ativas, das aulas convencionais. As salas de aula são invertidas, as aulas são online, o ambiente de aprendizagem é virtual

Em se tratando de docência, já é de se saber que são muitos os desafios: engajar os alunos, oferecer aulas dinâmicas e didáticas, estar em consonância com as inovações tecnológicas, oferecer conteúdo relevante e atualizado, e, por fim, o mais desafiador, gerir o tempo dentro e fora das quatro paredes da sala de aula para não ficar para trás nesse contexto de transformação socioeducacional. 

Tendo em vista, todas essas mudanças na educação, cada vez mais, as Instituições de Ensino Superior (IES) buscam profissionais que consigam acompanhar as transformações e se destacar com qualidade e organização frente aos desafios e as suas rotinas apertadas, para que sejam capazes de formar alunos aptos a serem profissionais competentes e, principalmente, para que contribuam com o aumento do conceito avaliativo do MEC, por meio da melhora no desempenho em avaliações como o ENADE, por exemplo. 

Parece impossível obter um desempenho excelente em todas as esferas, conseguindo, como Professor, equilibrar a profissão, vida privada, os estudos e o desenvolvimento pessoal. No entanto, vamos provar que é possível fazer com que todos os compromissos caibam nas 24 horas do dia, e que é possível ser um diferencial na docência com três dicas práticas.

1. Cuidado com os “ladrões de tempo”

Se o dia tem 24 horas para todo mundo, por que algumas pessoas conseguem exercer diversas atividades com alta produtividade e capacidade de execução, e você não? É simples! Você pode estar sendo “roubado” e nem se deu conta disso.  

O tempo é o único bem que, após perdido, não se pode recuperar. Por isso, é fundamental fazer a gestão do seu tempo: fique atento às principais situações que podem desvirtuá-lo, como o entretenimento, as redes sociais, as interrupções, e a falta de organização, de rotina e de disciplina.  

A internet e as redes sociais podem ser suas aliadas, se usados de maneira correta e temperada, pois, além do tempo de descanso e entretenimento também serem fundamentais, as tecnologias podem ser (e já estão sendo) grandes aliadas para alguns Professores para engajar os alunos, promover o seu networking, e se atualizar frente às transformações mundiais.  

Existem ferramentas de gestão de tempo online como o Monday, o Trello o WunderList, entre outras, que ajudam na organização de tarefas em rotinas lotadas de afazeres e compromissos. Essas ferramentas baseiam-se no método de “Kanban, surgido nos ambientes de produção industrial, e auxiliam no ajuste de fluxos. Invista nelas! 

Existem também, produtos e metodologias ativas de intervenções pedagógicas que podem auxiliar o Professor que se vê sobrecarregado frente à obrigação de elaborar atividades de aprendizagem, montar provas, simulados, trabalhos, avaliações diagnósticas e ainda ter que corrigir tudo isso depois. Esses serviços permitem que todo esse tempo que seria direcionado às atividades operacionais seja investido em estudos, aprofundamento prático e teórico, e desenvolvimento pessoal e profissional. 

2. Conheça as características de suas turmas 

Não adianta você estar totalmente organizado, ter uma rotina bem definida, seu tempo cronometrado e cada uma de suas atividades pessoais e microtarefas direcionadas, se você não estiver antenado às necessidades específicas de seus alunos! 

Isso, porque se você for capaz de discernir os pontos fortes e fracos deles, não desperdiçará o seu tempo investindo em temas, assuntos e detalhes que eles já dominam, nem deixando de investir em aspectos que ainda têm dificuldades, aspectos estes, basais para a construção do aprendizado sistemático e organizado de que eles precisam naquele momento.  

Dessa forma, você evita “surpresas” com dúvidas muito amplas durante as aulas (que podem fazer com que o tempo seja o maior inimigo de sua produtividade em sala de aula) e intervenções improdutivas, impedindo que o seu tempo dentro de sala de aula seja totalmente direcionado àquilo que é mais importante de se tratar.  

Algumas estão mais à frente do que as demais. Outras, entretanto, precisam de nivelamento e intervenções pedagógicas mais específicas, que podem ser aplicadas por meio de simulados diagnósticos e outras intervenções pedagógicas para se identificar a verdadeira necessidade daqueles alunos. 

Essa segunda dica é também um grande desafio, porque demanda relatórios e análises das classes, o que vai exigir de você atenção, observação e alguns testes diagnósticos. Certas classes se dão melhor com aulas mais expositivas primeiro e debates ao final, outras, com trabalhos coletivos e grupos de estudo, etc. 

É preciso ter proximidade com os discentes para atacar os problemas e aprimorar as qualidades, com vistas a desenvolver as suas competências e habilidades e alcançar os objetivos de aprendizagem necessários para o alcance do seu sucesso como futuros profissionais, e de seu sucesso como um Professor competente e eficaz em seu ensino e intervenções.  

3. Aproveite de maneira inteligente o seu tempo fora da sala de aula 

Para que um Professor ministre uma aula completa, bem elaborada, adequada com as realidades e necessidades pedagógicas de seus alunos, atual e didática, é, por óbvio, necessário que ele invista tempo nisso fora do tempo em que está em sala de aula, e não somente controle o tempo enquanto está lecionando.  

É necessário que haja, em reforço ao que já foi dito aqui, organização, planejamento e, principalmente, gestão inteligente de tempo. Principalmente quando se trata desse tempo que será gasto fora da sala de aula, porque é ele quem vai determinar a qualidade do ensino oferecido. 

Para que esse tipo de gestão aconteça, é preciso que o máximo de tarefas e microtarefas, em especial as mais operacionais, (como a elaboração, montagem, e correção de provas e trabalhos, a aferição dos níveis de participação e engajamento dos alunos, etc.) sejam auxiliadas por algum tipo de ferramenta, seja uma plataforma, um serviço de acompanhamento/consultoria, ou um produto, que te ajude a fazer aquilo que é necessário, mas que nem sempre você tem tempo de qualidade para fazer. 

É, dentre outras, por essa razão que essas ferramentas, em especial as que envolvem metodologias ativas, têm ganhado cada vez mais espaço nas IES, visto que proporcionam ao aluno um processo de aprendizagem emancipatório, construtivo e dinâmico, colocando-o como protagonista de seu próprio aprendizado, sem, todavia, deixar de lado a importância da intervenção pedagógica do Professor nesse processo de obtenção e desenvolvimento do conhecimento.  

Isso permite ao docente otimizar ao máximo o seu tempo e fazer aquilo que é essencial: investir em seu desenvolvimento pessoal, aprimorar os seus conhecimentos e habilidades, inteirar-se sobre as novas ferramentas de tecnologia educacional, engajar os alunos, conhecer as suas turmas, utilizar os dados advindos dos diagnósticos que precisar aplicar e manter-se apto a alcançar o auge de todo o seu potencial profissional. 

EAD em tempos de isolamento social

Como fazer um bom plano de aula?

Em qualquer atividade que fazemos, para que atinjamos o objetivo, é extremamente importante que realizemos um planejamento. Isso nos ajuda a prever possíveis falhas, a lidar com os imprevistos que porventura possam aparecer e a praticar a atividade com eficiência. Para o professor não é diferente. O sucesso da sua carreira como professor será atingido quando você conseguir colocar em prática aquilo que você se propõe a fazer em sala, ou seja, quando cumpre seu Plano de Aula. 

É comum observarmos professores insatisfeitos com o gerenciamento de tempo da sua aula. Terminar a aula antes do horário, dar muitas informações em um pequeno período ou, ainda, por ter gerado muitas dúvidas, ter que repetir o mesmo conteúdo na aula seguinte. Estes são alguns indícios de que sua aula não está sendo bem aproveitada. 

Então, como atender as necessidades das diferentes turmas ou mesmo de diferentes locais de trabalho, apresentar conteúdos de forma inovadora e atrativa para os alunos e ainda fazer com que o seu tempo lecionando em sala seja otimizado? 

O plano de aula é um importante aliado na busca por atingir esses objetivos. Ele fará com que o seu tempo dentro e fora de sala sejam otimizados, contribuindo para que você entenda o perfil do aluno, atenda aos objetivos da IES, consiga se organizar para estar em constante capacitação e, também, fazer o que se propõe em sala. 

Dicas para fazer um bom planejamento 

O maior desafio do professor, principalmente quando se tem mais de uma turma, é entender que nem sempre o Plano dado para uma turma funcionará bem com a outra. Além disso, metodologias que são muito produtivas com um público, podem não ser com o outro. Para identificar o quê usar e como usar em sala de aula, basta seguir os seguintes passos: 

Conheça o perfil do aluno 

O primeiro passo para a construção de um plano de aula é alinhar as expectativas dos seus alunos. Em outras palavras, é necessário saber o que eles esperam de você e da sua aula e analisar se isso condiz com o tipo de aula que você pretende dar. 

Para isso, é necessário conhecer o perfil do seu aluno: saber quem ele é, entender o seu estágio de desenvolvimento e o período em que eles se encontram, a familiaridade de cada um com o tema proposto, o percurso que percorreram até ali, entre outros. 

Defina o tema 

Após saber exatamente o que seus alunos esperam de você, é possível definir o tema da sua aula. É comum haver temas que se estendem para mais de uma aula. Tudo depende, como dissemos anteriormente, do perfil do seu aluno e da sua turma no geral.  

Dessa forma, é imprescindível que cada aula tenha um tema específico.  

Mesmo que, no fim do período de três dias, por exemplo, você pretenda que os alunos adquiram um conhecimento, o objetivo específico da primeira aula será diferente do da terceira. Os objetivos específicos serão gradativos e acumulativos para o objetivo final, mas são independentes entre si. 

Principais componentes de um plano de aula impecável

Um plano de aula eficiente contém os seguintes tópicos: duração, objetivos, conteúdo, metodologia, recursos e avaliação. 

Duração 

Para que você possa entender e delimitar o seu tema, é necessário que você tenha definido bem a duração que aquela aula terá. Isso influenciará diretamente no tanto de conteúdo que você passará naquele encontro, bem como ajudará a gerenciar o tempo que você deixará para cada um dos momentos da sua aula.  

Objetivos 

Também é necessário que você saiba o que exatamente você quer que os alunos aprendam. Ou seja, os objetivos da aula. 

Tente pensar até onde você pretende levar os seus alunos naquela aula. Não estamos falando aqui dos objetivos gerais do curso. Estes normalmente são definidos pela IES e é aquilo que você pretende concluir para que sua disciplina tenha sido bem-feita.  

Entretanto, para que tais objetivos sejam concluídos, serão necessárias várias aulas e em cada aula você deve ter também um objetivo.  É importante que o conhecimento seja gradativo. 

Por exemplo, se você é professora de português e pretende que os seus alunos aprendam a escrever bem, isso é um objetivo, mas um objetivo geral. Para atingi-lo, precisaremos destrinchar quais objetivos específicos nos levarão até esse objetivo geral. Então, na primeira aula, a professora de português pode apresentar os elementos coesivos que são ótimos aliados na construção do texto. Dessa forma, o objetivo dessa aula será “aprender os elementos coesivos”. O da segunda, “aplicar os elementos coesivos no texto”, e por aí vai. 

Os objetivos vêm com os verbos no infinitivo para indicar a ação que será aplicada naquela aula. Tendo definido esses pontos, procure repassar o conteúdo em questão. 

Conteúdo 

Agora que já você já definiu qual o seu público e já sabe o que pretende que ele aprenda, você precisa, agora, atentar-se ao que será passado. Para isso, se você tem dificuldade em saber por onde começar, você pode procurar o auxílio de outros profissionais da área a fim de obter trocas de experiências. Outra sugestão é se basear em aulas já dadas e tentar encontrar os pontos que foram proveitosos da sua aula ou identificar outros que precisam melhorar. 

Metodologia 

Na metodologia, procure pensar qual abordagem (tradicional, sociocultural, humanista, entre outras) você usará na sua aula para aplicar aquele conteúdo. Será uma aula expositiva? Haverá discussão em grupo? Você vai usar recursos audiovisuais?  

Não deixe de considerar a adição de atividades online, uma vez que você pode contar com o auxílio de plataforma digitais, de e-mails e até mesmo do celular. 

Dica: use o seu plano de aula para permitir que você tenha flexibilidade. Não pense em algo rígido, mas sim em um norteador das suas tarefas em sala. 

Material – recursos didáticos 

A metodologia te dirá quais materiais ou recursos didáticos serão necessários para aquela aula. Isso é extremamente importante, pois te ajudará a saber o que você vai precisar antes e durante a sua aula.  

Caso você precise, por exemplo, imprimir alguma folha, ou reservar o laboratório de informática, ou, ainda, solicitar o uso de celular, deixe indicado no seu plano de aula. Isso te fará lembrar do que fazer e consequentemente te fará ganhar tempo de aula. 

Deixe indicado, também, a bibliografia necessária para o encontro, bem como onde encontrá-la. Isso serve como lembrete a fim de que você não se esqueça de levar para o encontro os seus livros, tablet ou notebook, ou mesmo evitar de levá-los desnecessariamente.  

Avaliação 

Por fim, não se esqueça de reservar um tempo para a avaliação da turma. Não precisa, necessariamente, ser algo formal, para que os alunos escrevam ou entreguem. Apenas algumas perguntas ao fim da aula já garantem a retomada de tudo ensinado naquele dia e pode te dar o retorno tanto sobre o que os alunos de fato aprenderam quanto para o ponto de retomada da próxima aula. 

Dica: sempre que o tema da aula se estender, procure reservar um pequeno período no início da aula subsequente, para a recapitulação do conteúdo dado na aula anterior. Isso garante que o fio condutor entre as aulas não se perca e que aquela aula em questão não fique desconexa.  

Seguindo esses passos para a montagem de um plano de aula, você verá a sua rotina aliviada e suas aulas melhor aproveitadas.