O que são bibliotecas digitais: fotografia de uma mulher lendo em um tablet.

Descubra o que são bibliotecas digitais e quais os benefícios para sua IES

Com a democratização dos meios digitais, muitos estudantes têm optado por utilizar meios virtuais a meios físicos.

E quando o assunto é leitura, essa opção por meios virtuais têm obtido ainda mais destaque. Nesse sentido, as bibliotecas virtuais têm ganhado espaço e notoriedade. Não é incomum ver estudantes lendo por notebooks e celulares, por exemplo. 

Mas como esse ainda é um assunto bastante recente, é normal apresentar dúvidas e não saber, de fato, quais as vantagens que uma biblioteca digital pode oferecer à sua IES. 

Pensando nisso, elaboramos este artigo supercompleto. Nele, você vai descobrir o que são bibliotecas digitais, como elas funcionam, além de conhecer uma série de vantagens que elas vão trazer à sua instituição. Se você ficou interessado e quer conferir, basta seguir na leitura!

O que são bibliotecas digitais? 

Uma das melhores definições para as bibliotecas digitais é: bibliotecas sem limitações ou sem paredes

Isso porque as bibliotecas não necessitam de um espaço físico para existirem. O necessário, no fim das contas, é um bom acervo de obras organizado de maneira coerente. E esse acervo pode ser físico, como normalmente o conhecemos, ou digital.

Por ser ainda uma alternativa nova, é interessante que você conheça bem o que são as bibliotecas digitais e os benefícios que elas têm a oferecer aos alunos de sua IES. 

Essas plataformas podem apresentar um grande acervo de obras das mais variadas áreas do conhecimento e ainda contar com atualizações gratuitas à medida que as obras vão recebendo novas edições. 

Tudo isso favorece e democratiza a leitura, já que, por meio de aparatos tecnológicos, mais pessoas conseguem ler em diferentes lugares.

O funcionamento dessas bibliotecas virtuais é bem simples. Como não existem obras físicas, seu acesso pode ser feito por qualquer aparelho com conexão à internet, sejam tablets ou celulares. 

Geralmente, as bibliotecas digitais estão locadas em plataformas bastante organizadas e fáceis de se usar. Inclusive, uma grande vantagem de utilizar essa ferramenta é a facilidade com que se pode encontrar uma obra específica.

Quer conhecer outros benefícios que essa biblioteca sem paredes pode oferecer à sua IES? Separamos mais algumas vantagens e te mostraremos a seguir. Acompanhe!

Quais são os benefícios de se optar por uma biblioteca digital?

Agora que você já conhece o que são as bibliotecas e como elas funcionam, vamos te apresentar 5 benefícios que elas podem trazer à sua Instituição de Ensino Superior. 

1. Disponibilidade em qualquer lugar 

Uma das maiores e melhores vantagens das bibliotecas digitais é a disponibilidade e versatilidade que elas oferecem aos alunos de sua instituição, que conseguem ler os manuais e conteúdos em qualquer lugar. 

As plataformas que contém as obras digitais costumam ser responsivas, ou seja, possíveis de acessar onde e quando quiser. Isso quer dizer que dá para ler pelo celular, pelo kindle, pelo tablet, pelo notebook ou por qualquer outro meio que os estudantes se sentirem confortáveis. 

O mesmo vale para o espaço. É possível acessar dentro da instituição, o que facilita e otimiza a vida dos alunos, como também é possível acessar de casa, de dentro do ônibus ou em qualquer outro lugar. 

2. Economia de espaço 

Outra grande vantagem de se conhecer o que são as bibliotecas virtuais e quem sabe usá-las em sua IES é a economia de espaço.

As bibliotecas tradicionais ocupam uma grande parte do espaço físico da instituição, já que um boa graduação deve contar com um número enorme de obras. Esse espaço que poderia ser utilizado como laboratório ou qualquer outra funcionalidade fica comprometido com o volume de livros. 

O legal de se utilizar bibliotecas digitais é que você ganha esse espaço para investir em outros projetos. E não pense que só porque é um meio virtual que o acervo não será satisfatório. As bibliotecas virtuais conseguem reunir um número imenso em seu acervo e ainda contam com atualizações das novas edições. 

3. Favorece a sustentabilidade ambiental

Este é um dos maiores benefícios de se adotar bibliotecas digitais, senão o maior: a sustentabilidade.

O tema da economia sustentável tem sido protagonista entre as mais diversas discussões ambientais.

E os estudantes do século XXI, recém saídos do Ensino Médio, procuram encontrar nas instituições que escolhem cursar um pensamento crítico voltado à preservação ambiental. 

Nesse sentido, as obras virtuais que não exigem o uso de papel favorecem muito a preservação do meio ambiente e uma economia sustentável.

4. Possibilidade de fazer anotações e marcações

Outro benefício proporcionado pelas bibliotecas digitais é a possibilidade de fazer anotações e marcações nos livros.

Como as versões são digitais, os alunos não terão aquele problema de pegar algum livro emprestado na biblioteca e não poder fazer considerações a respeito do tema no livro em si.

Muitas vezes, quando estamos lendo queremos marcar alguma parte importante e fazer algumas considerações, o que não é possível se estamos utilizando uma cópia de um livro físico que será usada por outras pessoas. Isso não acontece em obras virtuais.

Muito bem, esperamos que você tenha gostado de saber o que são as bibliotecas digitais e ainda alguns de seus principais benefícios. Aproveite para conhecer nosso artigo sobre tecnologia na educação e veja como ferramentas como essas podem trazer sucesso à sua IES!

Alunos colocando em prática metodologias ativas no ensino superior

Metodologias Ativas no Ensino Superior: elas são mesmo eficazes?

Com novas tecnologias digitais de informação e comunicação, a dinâmica da sala de aula tem se transformado. E a necessidade de um novo olhar sobre os processos de ensino-aprendizagem coloca as metodologias ativas no centro do debate. São métodos que possibilitam o encontro entre as instituições e as demandas do mercado e dos estudantes.

As metodologias ativas no ensino superior promovem a descentralização da sala de aula e a rapidez no alcance de informações. Por isso, têm o potencial de despertar a curiosidade e de motivar a construção de conhecimentos e capacidades técnicas, com o aluno no centro do próprio aprendizado.

Quer entender o que são as metodologias ativas e quais são os benefícios e desafios de aplica-las em uma IES? É só continuar a leitura do artigo!

O que são metodologias ativas?

As metodologias ativas vieram para transformar o modelo expositivo clássico nas salas de aula. Se valem da percepção do aluno como parte integrante, central e ativa do próprio aprendizado – dividido com o professor.

Apesar da tecnologia, hoje, exercer um papel importante em muitos desses processos colaborativos de ensino, as metodologias ativas surgiram antes das instituições contarem com tantos recursos, ainda no século 19. Paulo Freire (1996) defendeu essa base de ensino, e afirmou que a superação de desafios e a construção de novos conhecimentos a partir de experiências prévias são essenciais para promover o aprendizado.

Assim, as metodologias ativas operam com diferentes modelos de educação, utilizando a experiência do aluno e diferentes recursos e técnicas para instigar e dar condições de solucionar problemas e ganhar conhecimento e habilidades diversas.

Quais são os tipos de metodologias?

Existem diversas metodologias ativas, todas com o potencial de trabalhar diferentes habilidades, autonomia e senso crítico entre os alunos. Conheça algumas delas:

Aprendizagem Baseada em Projetos e em Problemas (PBL)

Nos últimos anos, duas abordagens de ensino (muito similares) vem crescendo em universidades em todo o mundo: a Aprendizagem Baseada em Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas. Não são apenas os nomes que se parecem, os preceitos das metodologias são os mesmos. Nelas, o aluno é o centro do ensino e a aprendizagem é colaborativa e participativa.

A diferença é que o foco do primeiro é o desenvolvimento de projetos, e o segundo está centrado na solução de problemas propostos. Por meio das PBL, alunos adquirem conhecimentos e habilidades ao investigar e responder a uma pergunta ou desafio. Os métodos de ensino usam questões práticas, muitas vezes associadas ao campo profissional, para desenvolver pensamento crítico e capacidades de solução de problemas.

A ideia é que o professor lance um projeto (que pode ser a resolução de uma pergunta). Para chegar a um produto final ou a uma conclusão, os alunos devem se organizar e formular hipóteses, estudar e estruturar etapas de trabalho. Nota-se, assim, que o PBL não traz uma única resposta: é um método mais aberto, com foco nos percursos e na busca por soluções possíveis.

Ensino híbrido

O ensino híbrido combina a educação a distância (EAD) com atividades e aulas presenciais. Parte do tempo, o aluno acessa plataformas online para aprender. Os momentos em sala de aula, sob a supervisão direta do professor, funcionam de modo complementar e garantem uma relação mais personalizada com o ensino.

Existem diferentes modelos que atendem a esses requisitos. Podem ir desde uma base de aulas online, com algumas atividades presenciais a um currículo básico construído inteiramente de forma presencial, com apenas disciplinas complementares online.

Sala de aula invertida

É um modelo que se aproveita da tecnologia para transformar as práticas de ensino, antes mesmo do aluno pisar na sala de aula. Conteúdos teóricos são disponibilizados online para que os estudantes possam se preparar para os momentos com os professores.

Com uma base conceitual, o aprendizado presencial pode ser muito mais direcionado para atividades práticas, discussões, exercícios em laboratório e para a solução de problemas.

Aprendizado entre pares

É um método que surgiu na Universidade de Harvard (Massachusetts, EUA). Partindo do princípio da sala de aula invertida, o objetivo é incentivar o aluno a estudar fora da dos horários de aula, a partir de conteúdos previamente disponibilizados pelo professor.

Mas, nesse caso, o direcionamento para esse estudo prévio é mais específico. Os alunos devem responder a questionários online que dão ao professor uma visão sobre quais são os pontos de maior dificuldade entre a turma, para que sejam trabalhados presencialmente.

Depois, ainda são aplicados testes de acompanhamento, que, mais uma vez, geram material para discussão em sala de aula. Nota-se que é um método que permite um feedback constante entre professores e alunos, que pauta as aulas e torna o ensino mais certeiro.

Gamificação

Outra estratégia bem-sucedida é a gamificação, que passa pelo uso de conceitos e ferramentas típicas de jogos para motivar o aprendizado e a solução de problemas. E, com a possibilidade de uso de aplicativos móveis, é uma metodologia que ganhou ainda mais propulsão.

O uso de apps educativos e divisão de tarefas por fases torna o processo de aprendizado mais dinâmico e instiga o aluno a buscar um melhor desempenho.

Como implementar metodologias ativas no ensino superior?

Com as metodologias ativas, a dinâmica entre alunos, professores e instituições de ensino se transforma. Por isso, a implementação desses processos de ensino requer uma reavaliação de formatos, tecnologias usadas, processos internos e dinâmicas de comunicação.

Treinamento de docentes

A IES deve preparar os professores para novos modelos de ensino e oferecer suporte para atendimento das dúvidas, tanto em relação ao uso das tecnologias quanto para tornar a aplicação das atividades e a relação interpessoal com os alunos mais proveitosa.

Em função das diferentes relações aluno-professor, o processo avaliativo é amplamente modificado. No lugar de provas classificatórias e eliminatórias, a avaliação deve ser pensada dentro das dinâmicas de ensino, como um processo de colaboração para a construção coletiva do aprendizado.

Outro ponto relevante é a necessidade de construir modelos de feedbacks efetivos entre alunos e professores. Esse tipo de troca incentiva os alunos a desenvolverem os próprios objetivos acadêmicos, e os professores a pensarem as aulas de modo mais assertivo.

É interessante que a IES estruture uma equipe de apoio ao professor, a fim de se evitar falhas que venham a prejudicar o andamento das atividades. A equipe pode incluir secretariado, assistentes de coordenação e até mesmo outros docentes para dividir a tutoria dos alunos.

Investimento em novas tecnologias e plataformas EAD

Primeiro, é preciso planejamento e uma comunicação mais efetiva e próxima aos estudantes. Os processos comunicacionais exigem, hoje, uma forte base tecnológica, com plataformas online e canais de mensagem, a fim de garantir a interação com todos os estudantes, individualmente e em grupo.

A tecnologia vem como forma de enriquecer o processo, já que além das ferramentas à disposição dos professores e alunos, existe a liberdade de incrementar as descobertas por meio da utilização de formatos multimídia diversos. A utilização de soluções para o desenvolvimento de conteúdos pedagógicos tem sido uma saída interessante para garantir maior engajamento dos alunos.

Muitas das metodologias ativas demandam modalidades ou ferramentas de ensino a distância (EAD). Por isso, é importante que a IES trabalhe com instrumentos que permitam esse tipo de interação e aulas online.

Quais são os benefícios que as metodologias trazem para o ensino?

As metodologias ativas no ensino superior trazem diversos benefícios para a comunidade acadêmica e para a instituição. Os alunos adquirem maior autonomia, tornam-se protagonistas do próprio aprendizado, e ganham confiança para lidar com problemas e situações reais. São traços que tendem a formar profissionais mais qualificados e valorizados.

Do ponto de vista dos professores, esse retorno do aprendizado possibilitado pelas metodologias ativas contribui para diagnósticos mais reais do conhecimento transmitido, e de formas mais eficazes para lidar com conteúdos em sala de aula.

Por fim, para as instituições de ensino, as metodologias ativas têm refletido em maior reconhecimento no mercado e aumento da atração, captação e retenção de alunos. É o que torna o olhar e a revisão constante dos processos de ensino tão importantes para a educação superior.

Esperamos que você tenha gostado de saber mais sobre metodologias ativas no ensino superior. Para ter acesso a mais conteúdos gratuitos é só assinar a nossa newsletter!

Tecnologia na Educação

Tecnologia na educação: 6 benefícios para o sucesso da sua IES!

É difícil imaginar uma sala de aula sem o uso de tecnologia. Do ensino básico ao superior, a educação é uma das áreas que mais pode se beneficiar com o avanço dos recursos tecnológicos e da conectividade, cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros.

Por isso, destacamos abaixo os principais benefícios que a tecnologia pode trazer para o ensino no Brasil – e como isso pode ser decisivo para a consolidação de instituições no mercado.

Os seis benefícios da tecnologia para a educação

1. Melhora na qualidade da educação

A tecnologia ajuda a trazer novas possibilidades para a sala de aula. Além de aproximar estudantes de outras fontes de informação, permite que professores explorem diferentes recursos para transmitir conhecimento. Quem também ganha com isso são as instituições, que passam a oferecer educação de maior qualidade.

2.As aulas ficam mais interessantes

A evasão escolar é um dos principais problemas enfrentados na educação brasileira. Diversos fatores contribuem para que isso ocorra, mas especialistas indicam recursos tecnológicos educativos como uma das possíveis soluções. Aulas que fazem uso da tecnologia ficam mais interessantes aos olhos dos alunos.

Ao permitir que tanto estudantes quanto professores explorem novos recursos de aprendizagem, as aulas tendem a gerar mais motivação. A tecnologia educacional pode tornar o aprendizado mais interativo e colaborativo – e isso pode ajudar os alunos a se envolverem melhor com o conteúdo e o material das disciplinas e cursos. Em vez de aulas expositivas e de memorizar fatos, eles aprendem fazendo. Para alguns alunos, a interatividade fornece uma melhor experiência de aprendizado.

3. Cria um canal de comunicação a mais entre alunos e professores

A relação entre professor e aluno é muito importante para o processo de aprendizagem. Canais de comunicação digitais transformam essa interlocução.  Ajudam a estreitar laços, a criar sentimento mútuo de confiança, a tornar a conversa mais direta e informal e a produzir melhor aproveitamento dos momentos de estudo.

4. Aumenta o desempenho escolar

Por despertar o interesse dos estudantes para outras possibilidades de aprendizado, a tecnologia no ensino produz uma melhora significativa no desempenho escolar. especialistas afirmam que o uso de recursos tecnológicos em sala de aula contribuem até mesmo para o melhor aproveitamento do tempo de estudo em casa.

5. Valoriza mais o professor

O trabalho com o ensino se estende para fora das paredes das instituições de ensino. Além de planejar aulas, estudar constantemente e corrigir provas e trabalhos, professores acumulam tarefas administrativas e burocráticas. Precisam também operar pontes entre os estudantes e a coordenação. São atividades que consomem muito tempo desses profissionais.

Com uso de tecnologias de ensino, o gestor economiza muito o tempo do professor e permite que se dedique ao ensino. Todos têm a ganhar com isso, inclusive os próprios alunos.

6.Estimula a busca pelo conhecimento

Esse, talvez, seja um dos maiores benefícios que a tecnologia pode trazer para a educação. Com ela, amplia-se o rol de possibilidades para instigar a curiosidade do indivíduo e fazer com que ele mesmo busque cada vez mais conhecimentos – até mesmo fora da sala de aula.

No futuro, todo esse investimento pode se traduzir na descoberta de novas competências profissionais. Por que não?

Investir em tecnologia na educação é muito importante para que a sua IES alcance o sucesso esperado! Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e confira o artigo que preparamos para você sobre Ensino Híbrido.

Inovação no Ensino Superior

Inovação no ensino superior: por que ela deve estar presente na IES?

Análises comparativas idealizadas pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2018, pesquisa patrocinada pelo SEBRAE, classificam os países em três grupos com características distintas em relação ao empreendedorismo. Neste estudo, o Brasil é classificado como país impulsionado pela inovação, ou seja, com elevado avanço da industrialização, ganhos em escala e predominância de organizações intensivas de capital.

As taxas de empreendedorismo são divididas entre TTE (taxa de empreendedorismo total), TEA (taxa de empreendedorismo inicial) e TEE (taxa de empreendedorismo estabelecido). Todas apresentam constante tendência de ascensão no Brasil.

Gráfico 1 - Inovação no ensino superior

Dos empreendedores iniciais (TEA), 61,8% empreendem por oportunidade e 37,5% por necessidade.  Em 2018, da mesma forma que havia acontecido em 2017, se observou um pequeno aumento na relação entre empreendedores por oportunidade e por necessidade, quando comparado ao ano anterior. Em 2017, para cada empreendedor inicial por necessidade, havia 1,5 empreendedores por oportunidade. Em 2018, essa relação chega a 1,6.

O crescimento dos empreendedores “por oportunidade” é um indício de a população está um pouco mais esperançosa de encontrar no mercado formal de trabalho satisfação para suas necessidades e, por consequência, podemos assumir, está mais disposta a investir no que é necessário para o sucesso do seu negócio.

Gráfico 2 - inovação no ensino superior

A formação dos empreendedores

Os dados a seguir apontam quais são os fatores limitantes para a abertura e manutenção de novos negócios no Brasil, segundo a opinião de especialistas, e suas recomendações para melhores condições de empreender e gerar impacto econômico.

Tabela 1 - Inovação no ensino superior

Tabela 2 - Inovação no ensino superior

 

A princípio entre os empreendedores brasileiros que estão iniciando seus negócios o nível de escolaridade não é detectado como um fator determinante para a tomada de decisão inicial, no entanto, segundo os especialistas ouvidos pelo GEM, a Educação e Capacitação configuram entre os três fatores que mais limitam a abertura e a manutenção desses novos negócios sobretudo se a busca for por um empreendimento de maior impacto econômico e social. Para esses casos falta desde a formação geral e técnica como a especializada.  Ainda segundo os dados, especialistas acreditam que a Capacitação e Educação são a segunda maior recomendação para melhorar as condições e ampliar o cenário empreendedor no país.

Os dados a seguir ilustram as taxas de empreendedores para cada faixa etária.

Gráfico 3 - Inovação no ensino superior

 

Os dados do GEM apontam ainda que 60,9% dos empreendedores iniciantes têm entre 18 a 44 anos, enquanto 77,9% dos empreendedores estabelecidos encontram-se nessa mesma faixa etária. Essa informação somada às recomendações de especialistas já mencionadas chama atenção para um nicho de investimento das IES; Sobretudo considerando que, segundo o último Censo Digital EAD, o público alvo das faculdades (para cursos a distância, presenciais e semipresenciais) compreendem essas idades e que entre as três áreas de conhecimento mais buscadas figura a categoria “Gestão e Negócios”.

Diante destes dados, podemos encontrar potenciais alunos com os seguintes perfis:

Jovens que inspirados pelo crescimento do mercado e tendências apontadas pelos especialistas vão em busca de formação em cursos voltados para o empreendedorismo e gestão, como em áreas administrativas por exemplo. Um segundo recorte de público são empreendedores já consolidados que visando a melhoria de seus negócios para um maior impacto econômico e consolidação vão em busca de recomendações para o seu negócio e se deparam com a capacitação como um dos principais tópicos. Nesse caso o grupo transforma-se ainda num potencial aluno para pós graduações e MBAs em áreas de empreendedorismo e marketing.

Para ambos os públicos, faz sentido que sua IES ofereça disciplinas reflexivas, que fomentem a inovação e dialoguem acerca dos desafios e oportunidades do universo empreendedor. É necessário que a troca seja intrigante para o aluno e aprofunde a compreensão que ele tem do empreendedorismo, seja pela experiência ou intuição.

Disciplinas à distância também são uma excelente opção para agradar, pois alguns já realizaram cursos em outras áreas de especialização e muitos tem baixa disposição para se deslocar diariamente a uma faculdade, seja por já ter passado pelo processo anteriormente ou pela necessidade de flexibilidade de horários para continuar atuando em seu negócio.

Empreendedorismo e tecnologia no ensino superior

Grande parte das startups que têm prosperado no mercado se apoia no uso de tecnologias inovadoras. O Brasil, sendo classificado como país impulsionado pela inovação (GEM, 2018), segue esta direção de forma intensa. Jovens empreendedores e até mesmo gestores de pequenas e médias empresas precisam usar a tecnologia a seu favor para oferta de serviços, eficiência operacional e estratégia baseada em dados.

Uma saída para preparar esses profissionais para o mercado é trazer para as ementas tópicos que abordam inovação, tecnologia e análise de dados de forma estratégica. Autores como Peterman e Kennedy (2003), Zhang, Guysters e Cloodt (2014) analisaram a relação entre educação empreendedora e a intenção de empreender, encontrando influência positiva do contato acadêmico com empreendedorismo e a intenção de montar seu próprio negócio.

Se seu curso está situado em uma das cidades com maior índice de empreendedorismo, torna-se ainda mais importante que o contexto de inovação e empreendedorismo seja recorrente na matriz do curso e converse com as disciplinas e ementas.

Gráfico 4 - Inovação no ensino superior

Ter a presente inovação no ensino superior é muito importante para o sucesso da sua IES! Para ter acesso a mais conteúdos gratuitos sobre a educação no Brasil, é só assinar a nossa newsletter.

Diferença de gerações: manter a tradição ou se adaptar aos nativos digitais?

Um mundo de informações ao alcance das mãos por meio de smartfones e tablets. Conexão ininterrupta e de alta velocidade. Agilidade ao digitar, fotografar, gravar, postar, curtir, compartilhar. Todas essas características são marca das gerações Y e Z, que agora têm chegado à educação superior. 

A nova geração de estudantes das Instituições de Ensino Superior (IES) apresenta especificidades que precisam ser levadas em consideração. Cada vez mais, professores universitários sentem dificuldade em manter esse público concentrado em suas aulas convencionais. Inclusive, um dos fatores causadores de evasão no ensino superior é a estagnação do método de ensino. 

Esse cenário revela que, em meio à Era Digital do século 21, educar é uma tarefa que envolve novos desafios e mudanças de paradigma. Por isso, talvez seja a hora de rever metodologias e posturas. 

Neste post, vamos refletir sobre quais caminhos trilhar, se o objetivo é superar a diferença de gerações. Investir em estratégias pedagógicas criativas e na formação de um corpo docente bem preparado para lidar e atender a diferença de gerações é um bom começo. 

Acompanhe! 

Geração Y 

Nascidos após a década de 1980 até meados de 1990, em meio ao apogeu da era digital e da virtualidade, os jovens que compõe a geração Y são multitarefas e multifocais. Além de convergirem conteúdos por meio de diferentes plataformas, são, também, críticos, dinâmicos e, muitos deles, autodidatas. A geração do milênio, como também é chamada, cresceu experimentando um mundo com mercado aquecido e globalizado. Encontraram, em desenvolvimento, certa prosperidade econômica e acessibilidade a dados e informações. 

Tal contexto socioeconômico influenciou os costumes, hábitos e gostos desses jovens. Além disso, impactou nos modos como eles se relacionam, se comunicam e, claro, aprendem. Um estudo realizado pelo Bank of America Merrill Lynch com jovens da geração Y revelou que grande parte desse público prefere trabalhar e estudar fazendo uso de tecnologias digitais. Estar conectado é uma prioridade para eles. 

Conhecidas como nativos digitais, as pessoas da geração Y têm uma percepção de ensino, de trabalho e de carreira bem diferente das gerações que as antecederam. Por vezes, pode haver choque de ideias e de comportamento entre pessoas de épocas distintas. Assim, é preciso superar esse enfrentamento, os preconceitos, e perceber as inúmeras contribuições que o diálogo entre as gerações pode oferecer. 

Diferença de gerações 

Segundo o diretor do Centro de Ensino e Aprendizagem da Universidade do Chile, Oscar Jerez Yañez, antigamente, os saltos geracionais ocorriam a cada 25 anos. Hoje, esses saltos ocorrem, no máximo, a cada 10 anos, e são muito influenciados pelo momento socioeconômico vivido pela sociedade. 

O contexto social, segundo o educador chileno, impacta de forma direta sobre a forma como as pessoas consomem, trabalham e aprendem. Esse entendimento precisa ser levado em consideração pela sociedade e pelas IES, para que a diferença de gerações seja algo que enriqueça os processos interpessoais e de ensino-aprendizagem. 

Segundo o pesquisador, pensando nisso, os educadores têm desenvolvido com seus alunos um aprendizado multilugar, ou seja, um processo de formação que extrapola o espaço físico e contempla ambientes diversificados. Nesses novos moldes, a ideia é promover um diálogo entre o ensino formal e conteúdos dinâmicos, apostando no uso de dispositivos digitais. 

Investir em mudanças 

Mais do que pensar em infraestrutura, adequar a instituição ou o currículo à geração Y requer disponibilidade. No entanto, antes de adquirir aparatos tecnológicos e fazer grandes investimentos financeiros, é preciso atentar-se para mudanças de comportamento. Isso diz respeito à atitude e ao apoio que os gestores podem oferecer aos docentes para reverem suas práticas e inovarem as metodologias. 

Criar canais de comunicação é um importante passo a ser dado nessa direção. É preciso ficar atento para estabelecer rotinas de feedback e diálogo constantes. Numa perspectiva de aprendizagem colaborativa, o uso de redes sociais, tão familiares aos jovens da geração Y, pode estimular diferentes possibilidades de trocas, para que os alunos exercitem argumentação e pensamento crítico — habilidades muito importantes no mundo do trabalho em qualquer carreira. 

A propósito, as redes sociais são um ótimo canal, inclusive, para interagir com outros seguidores e captar novos alunos. Posts pertinentes divulgam a IES e isso pode resultar em um número maior de matrículas. 

Há educadores que investem em blogs para ensinar e aprender, e essa é uma estratégia que não exige muitos dispêndios. É possível, por exemplo, divulgar conteúdos que enriqueçam o tema das aulas e também fotos e trabalhos dos alunos. Por meio dos blogs, também é possível ir além do currículo e refletir com a turma sobre segurança na internet — discussão importante em tempos de comunicação em rede. 

A consolidação de uma IES no mercado atual é impactada por esse tipo de disponibilidade. Afinal, um dos equívocos que podem comprometer a instituição é a falta de adaptação às necessidades do mercado — nesse caso, o erro seria ignorar a diferença de gerações. 

Sala de aula invertida 

Participar das aulas em um espaço físico limitado, entre quatro paredes, não é suficiente para os nativos digitais. Por isso, vários educadores pesquisam formas de transpor essa configuração tradicional e desenvolver metodologias mais dialógicas e dinâmicas com suas turmas. 

Em 2007, os professores Jonathan Bergmann e Aaron Sams desenvolveram uma abordagem de ensino chamada sala aula invertida (ou flipped classroom), que tem como objetivo tornar o aluno protagonista de sua aprendizagem. 

A sala de aula invertida é uma das formatações pedagógicas resultantes da utilização da internet e de diversos recursos tecnológicos. O professor continua sendo o responsável por orientar os estudantes em suas aprendizagens e construção de saberes. No entanto, todo conteúdo é oferecido numa perspectiva interacionista, dialógica, diferente da convencional. 

Nos últimos anos tem crescido vertiginosamente a procura por metodologias didáticas dessa natureza. Uma curiosidade: no Google Trends (ferramenta que analisa a evolução de pesquisa de uma palavra-chave) houve um forte crescimento na busca por aula invertida e flipped classroom

Portanto, é possível desenvolver estratégias criativas para lidar com a diferença de gerações presente na sala de aula da educação superior. Com um pouco de empenho, é possível encontrar diversos caminhos que atraiam e envolvam os jovens, o que é positivo para todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. 

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Transformações da educação superior e as práticas docentes

A concorrência é acirrada: alunos munidos de smartphonestablets e notebooks de alto desempenho, em meio a notificações das redes sociais e aplicativos que controlam cada atividade do dia. Diante da sala, professores universitários tentam estimular o interesse dos discentes, mas sentem que lhes faltam ferramentas necessárias para aproximar o aluno do conhecimento transmitido. 

Além disso, com acesso imediato à informação, os conteúdos curriculares teóricos ministrados em aulas expositivas tornam-se um pesadelo para o aluno que as considera “do século passado”. 

Temos aqui um cenário real e factível: 

a) O perfil do estudante no contexto das TIC (tecnologias de informação e comunicação) reflete uma “pressa” de aprender: querem ter acesso ao conhecimento de maneira ágil, sem muito aprofundar em leituras que consideram “desnecessárias” e nesse processo, frente a milhares de outros estímulos tecnológicos, perdem o interesse pelas aulas, reduzindo o aprendizado a um nível raso e superficial. 

b)  A graduação e os cursos de pós-graduação que embasam a formação dos docentes no ensino superior têm se tornado insuficiente para desenvolver o repertório de atividades, avaliações e trabalhos conduzidos dentro e fora da sala de aula, diante do contexto de transformações do cenário escolar. Saber o conteúdo já não basta.  

Não há, de fato, uma receita de bolo para mudar completamente os fatores que têm causado esse desalinhamento entre a perspectiva aluno-professor. A boa notícia é que é possível reduzir essa distância de aprendizado. O que buscamos com esse texto é justamente indicar três caminhos que vão auxiliar os docentes a lidar com esse novo contexto de transformações no ensino superior.

O professor como mediador: uma mudança de mindset

O ensino tradicional tem sido marcado pela transmissão do conteúdo com um enfoque puramente informativo. Paulo Freire (1987), em sua conhecida obra Pedagogia do Oprimido, traz o conceito de educação bancária como a imposição ou o depósito do conhecimento realizado pelo professor sobre os alunos. Para Freire, a educação se torna libertadora na medida em que seja superada a contradição entre educador-educando, de forma que ambos se façam e se reconheçam como educadores e educandos. Essa relação entre teoria e prática é permanente e deve subsidiar a dinâmica humana da “ação-reflexão-ação” que possibilita a mudança transformadora em algum grau da realidade, por meio da ação mais consciente. 

O clássico modelo de aulas expositivas, em que se vislumbra um professor, detentor do conhecimento, e os alunos, ouvintes, meros receptáculos do conteúdo exposto, em um processo de pouquíssimo dialógico, ainda é uma constante no ensino superior. Em decorrência disso, o aluno tem se tornado um receptor passivo das informações que deve repetir de maneira literal nas avaliações de ensino. Nesse contexto, torna-se essencial ressaltar a importância do papel do professor como mediador do conhecimento na relação com os alunos, e não mais os de “donos” do saber. 

Nessa seara, a mudança de mindset é importante para que o aluno esteja no centro do processo de aprendizagem, de forma que o professor promova sua participação contínua, contribuindo na indicação de informações de qualidade para o estudante que está rodeado de vários conteúdos.  

O desenvolvimento de habilidades: por que isso é importante?

Além de compreender o seu papel de mediador no processo de ensino e aprendizagem, o docente deve buscar orientar suas aulas em desenvolver determinadas habilidades em seus alunos, muito mais do que se preocupar em transmitir a totalidade dos conteúdos previstos nos programas pedagógicos.  

Isso porque o contexto de transformações pelo qual passa o cenário mercadológico e o exercício das profissões têm revelado que o egresso deve ser adaptável a esse contexto de mudanças velozes e que estará mais bem preparado se tiver desenvolvido skills, do que ter decorado todos os conceitos teóricos do curso. Desenvolver habilidades é um desafio para a educação superior de uma forma geral, que não deve ser desconsiderado no processo de aprendizagem. 

Além disso, as avaliações externas como o ENADE, por exemplo, têm seus itens elaborados no intuito de verificar se determinadas competências, previstas para o perfil do egresso no curso superior foram, de fato, desenvolvidas. Os itens buscam ser interdisciplinares e não questionam dados memorizados ao estudante, de modo que os conteúdos são trabalhados como instrumento para a resolução do item, em que o seu conhecimento puro e simples não é suficiente para resolver a questão, na qual são exigidas operações mentais mais complexas, como reflexão crítica e análise de situações práticas.  

Diante deste cenário de intensas transformações, o World Economic Forum (WEF) apresentou em 2018 um estudo bastante aprofundado sobre o futuro das profissões no mundo, o “The Future of Jobs Report”, de modo que o relatório expõe as diversas transformações da força de trabalho ao longo dos últimos anos, bem como a necessária janela de mudança que deverá envolver governos, instituições públicas e privadas e os trabalhadores a partir dos avanços tecnológicos da chamada “Quarta Revolução Industrial.” 

Assim, foi apresentada uma lista de habilidades que deveriam ser desenvolvidas até o ano de 2022 para atender às expectativas do futuro do mercado de trabalho em diversas áreas do conhecimento: 

Essas habilidades demonstram o quão relevante é investir em práticas docentes e atividades que estimulem o seu desenvolvimento. Elas promovem o pensamento crítico e analítico e a necessidade de resolver problemas complexos. Além disso, demonstram a necessidade de incluir o aluno no processo de aprendizagem de maneira ativa, por meio da criatividade e iniciativa. 

Como despertar o interesse no aluno?

Mediar o conhecimento e desenvolver habilidades só será efetivo se houver um elemento muito importante dos alunos: o desejo de aprender. 

O interesse estudantil, baseado no “querer”, é um elemento essencial para que o aprendizado ocorra. Não basta ter um professor disposto a ensinar, é necessário despertar o desejo nos ouvintes. E a solução é uma só: trazer o conteúdo teórico para a realidade prática dos estudantes. 

Chamar a atenção dos alunos não exige teatro ou stand-up, mas uma conexão entre o que se fala e o que se vive. A conexão da teoria conteudista e a vivência dos conceitos na realidade promovem um aprendizado natural, baseado em experiências sensoriais que fixam o aprendizado de maneira duradoura. Mas como fazer isso? 

Em primeiro plano, é preciso esclarecer que a aula teórica é importante, sim! Não será possível promover dinâmicas, atividades e metodologias inovadoras com estudantes que não têm aporte teórico sobre os conteúdos ministrados nas disciplinas. 

Os conteúdos devem ser trabalhados em sala de aula de maneira didática, explicativa, e minuciosa em um primeiro momento, com atividades de fixação.  

Em um segundo momento é preciso promover atividades que permitam ao aluno estar no centro do processo de aprendizagem, de modo que ele se sinta agente do seu processo e não apenas o receptor das informações postas. Para isso é indicado o desenvolvimento de novas metodologias de ensino, chamadas “metodologias ativas” com recursos didáticos inovadores, que propõem uma nova perspectiva de learning, para o aluno e para o professor. 

Diante deste cenário de transformações na educação superior, movidas pelas TIC (tecnologias de informação e comunicação), é preciso que os três pilares descritos sejam trabalhados conjuntamente na sala de aula: o papel do professor deve ser alinhado com uma mudança de mindset: de “dono” a “mediador” do saber, as práticas docentes devem estar consonantes a um aprendizado baseado no desenvolvimento de habilidades nos estudantes e o aluno deve ser trazido para o processo de ensino e aprendizagem por meio da conexão entre o conhecimento teórico e a sua realidade prática. 

Ensino híbrido: novas perspectivas para a educação superior

Como seria se a sala de aula acompanhasse as inovações tecnológicas do século XXI? Qual o impacto desse movimento na aprendizagem dos alunos? 

Como uma forma de colocar a educação inserida no contexto tecnológico de inovações constantes, o ensino híbrido (ou, em inglês, blended learning) é uma proposta para reestruturar o contexto educacional e torná-lo mais alinhado à revolução tecnológica que acontece no mundo de hoje. Nesse texto, você vai descobrir mais sobre essa revolucionária metodologia de ensino e como aplicá-la em sala de aula. 

O que é o Ensino Híbrido? 

A metodologia híbrida de aprendizagem também é conhecida como semipresencial por ter, como característica principal, a fusão do ensino a distância (EAD) com o ensino presencial. O objetivo é incentivar uma reorganização do espaço e tempo de aula, bem como do papel do professor e do aluno. Dessa maneira, a metodologia busca engajar todos os envolvidos no processo educacional e proporcionar um aprimoramento das habilidades dos estudantes e educadores.

A união das modalidades presencial e a distância permite que os alunos desfrutem de novas oportunidades de aprimoramento. Por um lado, o ensino presencial estimula os alunos a interagir, debater ideias e trabalhar em grupo. Por outro, a parcela a distância fornece autonomia ao aluno, que passa a ser responsável por gerir seu próprio tempo e priorizar suas atividades, realizando-as no ritmo e local que achar mais adequado. Além disso, a inserção de plataformas digitais no ensino permite a coleta de dados com maior facilidade, facilitando o diagnóstico e acompanhamento do progresso dos alunos. Tais informações podem ser utilizadas como forma de retroalimentação no processo pedagógico.

Outro grande benefício da modalidade híbrida é uma maior possiblidade de personalização do ensino. No modelo tradicional de educação, os alunos têm acesso a uma informação única, criada e direcionada para a turma como um todo. Já em um modelo híbrido, por conta do acesso às tecnologias, o aluno tem a possibilidade de buscar formas que facilitem seu próprio aprendizado, além de estudar conteúdos que têm por objetivo sanar dificuldades específicas.  

Apesar de o termo ensino híbrido estar muito em voga nos últimos anos, a ideia por trás do conceito não é nova. A primeira iniciativa de se criar um curso a distância aconteceu na Europa em 1840, onde Isaac Pitman se dispôs a ensinar taquigrafia via correspondência. Já nos anos 1970 e 1980, as primeiras iniciativas de ensino utilizando a tecnologia tiveram início. Empresas começaram a fornecer treinamentos para seus funcionários através de computadores, bem como instruções começaram a ser passadas por meio de vídeos gravados e exibidos em TV’s. Dessa maneira, não era mais necessário que o instrutor responsável estivesse presente na empresa naquele momento para executar o treinamento. Já nos anos 90, cursos vendidos por meio de CD-ROM se tornaram cada vez mais populares, juntamente com a popularização do computador pessoal que tornou essa realidade possível. A partir dos anos 2000, com a explosão da internet, modalidades de ensino a distância ficaram cada vez mais acessíveis e difundidas. Hoje, com o constante avanço tecnológico e popularização da internet, fica mais fácil adaptar um currículo de ensino tradicional para um de ensino híbrido. 

Ensino Híbrido nas universidades

Atualmente, o ensino híbrido encontra cada vez mais espaço nas universidades brasileiras. Ao final de 2018, o governo brasileiro publicou a Portaria Nº 1.428, que amplia para até 40% a carga horária EAD em cursos presenciais. Com essa expansão, a hibridização do ensino se torna uma realidade cada vez mais possível para as universidades brasileiras, com a possibilidade de adaptação do currículo escolar.  

As vantagens da metodologia híbrida vão desde fornecer maior autonomia para os alunos, aumentar o engajamento, melhorar o monitoramento de dificuldades dos alunos e até mesmo possibilitar uma alocação mais eficiente do tempo do educador.  

Em um estudo publicado em 2016, os autores avaliam o estado da arte das pesquisas envolvendo ensino híbrido ao redor do mundo e mostram que, nas pesquisas mais recentes, os alunos que têm contato com a modalidade híbrida de ensino se saem melhor do que os estudantes de modalidades tradicionais. Ainda, o artigo aponta que a diferença em performance não é devida somente à tecnologia, mas sim a agregação desta ao contato presencial com o professor. Ou seja, a metodologia híbrida, que alia tecnologia ao contato face-a-face com o instrutor, é de fato benéfica no desempenho dos estudantes.  

Formas de aplicação do Ensino Híbrido 

Veja agora as formas mais comuns de aplicação da metodologia híbrida de ensino, e como você pode implementar, desde já, algumas dessas práticas no currículo já existente em sua instituição de ensino! 

Modelos sustentados

A categoria dos modelos sustentados possui maior familiaridade e proximidade ao ensino tradicional. Por esta razão, é uma excelente opção para instituições que desejam adaptar o seu currículo já existente incorporando novas práticas, sem a necessidade de uma reformulação curricular completa. Os principais modelos sustentados são: rotação por estações, laboratório rotacional e sala de aula invertida.

  • Rotação por estações

O objetivo central da aula é dividido em estações de trabalho independentes. Cada estação é destinada a cuidar de uma parte relativa ao objetivo central da aula. As estações permanecem fixas e cada aluno ou grupo de alunos passa pelas estações por um determinado tempo. Como característica do modelo híbrido de ensino, uma ou mais estações fazem uso de recursos digitais e podem até mesmo acontecer em ambientes virtuais, ou seja, a distância. Dessa maneira, os estudantes têm flexibilidade e autonomia para o trabalho em diferentes estações. Esse modelo ainda depende fortemente da mediação do professor, que tem o trabalho de orientar os estudantes em seu caminho através das estações.  

  • Laboratório Rotacional

Neste modelo, os alunos rotacionam por diferentes espaços dentro da escola, não sendo limitados à sala de aula. Basicamente, dois ambientes de aprendizagem são criados: o online e o offline. No ambiente online, os alunos podem se dirigir para um laboratório de informática para aprender sobre um assunto (geralmente, a parte teórica) utilizando recursos tecnológicos. Enquanto isso, em outro ambiente, que pode ser por exemplo um laboratório de ensino, os alunos têm contato com a parte prática e experimental do conteúdo abordado na aula. Em uma aula de física, por exemplo, os alunos podem pesquisar os conceitos e teorias no laboratório online, e depois ter contato com os experimentos relacionados àqueles conceitos no laboratório de ensino (offline). A ideia aqui é dividir a turma em dois grupos. Enquanto um grupo realiza as atividades no laboratório online, o outro grupo estuda no laboratório offline, e vice-versa.  

  • Sala de aula invertida

No modelo de sala de aula invertida, o estudante fica responsável por aprender o conteúdo das aulas em casa. Normalmente, um ambiente virtual de interação é criado entre o professor e os alunos, em que referências de estudo são indicadas. Fica a cargo do estudante acessar esse material e aprender o conteúdo sozinho, totalmente online, no seu ritmo. A aula presencial, então, tem o papel de fornecer um espaço para debate de ideias e solução de dúvidas. A sala de aula se torna um espaço de interação ativo entre professor e aluno e também entre os próprios alunos. Com essa metodologia híbrida, o aluno pode adquirir o conhecimento em casa e compartilhá-lo com os colegas durante a aula.  

Modelos disruptivos

Os modelos de ensino híbrido disruptivos têm como característica principal romper com a forma tradicional de se pensar o ambiente educacional. Nesses modelos, o processo de aprendizagem acontece quase que inteiramente por iniciativa do aluno, sendo a presença do professor bastante reduzida. Como consequência, exige que o currículo de ensino seja estruturado de forma totalmente diferente do que normalmente é feito nas instituições de ensino. 

  • Rotação individual

É um modelo bem parecido com o de rotação por estações. Contudo, ao contrário do que é feito em sua forma sustentada, na rotação individual cada aluno possui seu próprio roteiro de aprendizagem personalizado. Assim, não há a necessidade de passar por todas as estações. O caminho do aluno pelas estações se faz a partir de sua necessidade. Esse modelo traz como benefícios uma grande personalização do ensino e autonomia.  

  • Modelo Flex

Este modelo permite que os próprios estudantes construam objetivos de aprendizagem individuais, com o auxílio de um tutor. Esses objetivos são totalmente personalizados para os interesses e aptidões do estudante, cabendo a ele trilhar o caminho da aprendizagem conforme suas necessidades. O papel do professor é de fornecer tutoria quando o estudante julgar necessário. Nesse modelo, normalmente a divisão dos alunos não é feita por turmas e séries com conteúdo fixado para cada ano. Dessa forma, o estudante ganha um alto grau de controle sobre suas atividades. 

Quais mudanças são necessárias?

Mais do que saber quais são os principais modelos de ensino híbrido e como funcionam, a aplicação da metodologia no ensino superior exige algumas mudanças por parte da instituição para que seja possível criar um ambiente favorável à aplicação do modelo híbrido. Como todos os modelos se baseiam na alternância entre um ambiente offline e um ambiente online, é necessário que a IES possua uma plataforma digital em que a interação dos alunos com os professores e as atividades propostas seja possível.   

Nessa plataforma, o aluno pode ter acesso a conteúdos relativos às disciplinas em formas de textos complementares ou videoaulas. Aplicar o modelo de sala de aula invertida, por exemplo, tendo como base um repositório de conteúdo digital fica muito mais fácil e interessante!  

Da mesma forma, o modelo de laboratório rotacional poderia ser também facilmente aplicado se, nessa plataforma, o aluno tivesse acesso à exercícios e simulados dos conteúdos que está aprendendo. Além de poupar tempo do professor com a presença de um repositório de questões já prontas, o ambiente digital favorece a autonomia e o engajamento dos alunos. Portanto, a aplicação de modelos híbridos de ensino se torna mais viável e assertiva quando a prática é sustentada por uma plataforma digital eficiente.  

Conclusão 

A hibridização do ensino é uma tendência crescente a nível global. O ensino superior precisa se tornar um aliado, e não um opositor, das inovações tecnológicas. Caminhar de mãos dadas com a tecnologia só traz benefícios para as instituições que já o fazem. Além disso, o cenário brasileiro é animador para as instituições que desejam apostar na modalidade híbrida de ensino, dada a flexibilização recente da carga horária definida pelo MEC. Podendo ser adaptada ao currículo tradicional, a metodologia é uma forma inovadora de aumentar o engajamento e performance dos alunos, incentivar o docente e, em muitos casos, reduzir custos operacionais das IES. Cada modalidade de aplicação do ensino híbrido pode ser utilizada da melhor forma para atender as demandas específicas da sua instituição. Contudo, a presença de uma plataforma digital eficiente que possa centralizar as soluções da parte online da metodologia é extremamente necessária. Quer conhecer mais sobre nossas soluções digitais? Clique aqui.