avaliação in loco em 2021: homem digitando em computador

Inep anuncia que a avaliação in loco poderá ser feita remotamente em 2021

Após a queda do número de avaliações in loco provocada pelo advento da pandemia do Coronavírus, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) passará a permitir que as avaliações sejam feitas de forma virtual em 2021. A informação foi divulgada por Rodrigo Capelato – Diretor Executivo do SEMESP.

A mudança foi necessária, considerando-se que a presença física dos avaliadores nas instituições de educação superior (IES) foi dificultada pelas regras de distanciamento social aconselhadas pelas autoridades de saúde para conter o avanço da pandemia.

Continue a leitura deste artigo para saber quais são as datas previstas, quais cursos estão aptos para o novo modelo de avaliação in loco em 2021 e quais são os principais benefícios provocados pela mudança! 

Quais são as datas previstas? 

O início das avaliações in loco de forma remota está previsto para 16 de abril de 2021. Essa data se aplica a todas as avaliações, sejam de IES ou de cursos, e incluem credenciamento, recredenciamento, autorização, entre outros. 

A Portaria que apresentará a mudança tem a publicação prevista para esta semana. Portanto, não deixe de acompanhar o blog para se manter atualizado.

Qual a ferramenta escolhida?

As avaliações in loco feitas remotamente necessitam de uma ferramenta digital para acontecerem. Para tanto, a plataforma utilizada será o Microsoft Teams.

Além disso, o Inep anunciou ontem (13/04) que o Aplicativo Avaliação in loco está com uma versão atualizada. As alterações incluem a possibilidade de recebimento de informações referentes ao acompanhamento de confirmação da comissão avaliadora,  atualização da agenda de disponibilidade, aceitar ou recusar convite e receber informações de designação. 

A partir dessa atualização, o avaliador não precisará mais acessar a sua caixa de mensagem no Sistema e-MEC para verificar se foi designado.

Acesse a notícia completa e os links para baixar a nova versão do aplicativo, clicando aqui.  

Quais cursos estão aptos para as avaliações in loco remotas?

O novo formato de avaliação se aplica a todos os cursos, exceto medicina, enfermagem, odontologia e psicologia. Para estes cursos, a avaliação continuará no formato presencial.  

Leia também: Guia completo da avaliação do MEC para IES

Quais são os benefícios?


A avaliação in loco no modelo remoto confere maior agilidade e rapidez aos processos. Dessa forma, a mudança será benéfica tanto para avaliadores quanto para as instituições de educação. 

Além disso, o novo modelo de avaliação promove redução de custos com deslocamento, pois os avaliadores não terão mais que estar presencialmente nas IES. 

Ainda, as avaliações poderão até ser mais confiáveis, considerando que o modelo remoto possibilita o acompanhamento por um técnico do Inep e auditorias futuras. 

Entretanto, apesar dos possíveis benefícios, a avaliação remota, anteriormente realizada in loco, também traz novos desafios para as IES. Entre eles, a maior complexidade de comprovação do atendimento às exigências dos indicadores do instrumento de avaliação, especialmente os indicadores de infraestrutura física.

Dessa forma, o novo modelo de avaliação exigirá capacitação e adaptação dos avaliadores para que sejam capazes de definir se as IES atendem aos requisitos exigidos.

Agora que você já sabe que a avaliação in loco em 2021 será remota, que tal ler sobre quais são os indicadores de qualidade do MEC e como eles se relacionam?

Disciplinas Online Saraiva: jovem estudando pelo computador

Você já conhece a solução Disciplinas Online Saraiva (DONS)?

O curso de Direito é conhecido por sua extensa carga horária e quantidade significante de conteúdo programado, o que demanda do aluno tempo e  disciplina para concluir o curso com o aprendizado efetivado. 

Além disso, o tradicional modelo de aula expositiva presencial precisa ser repensado, de forma a incentivar o uso da tecnologia como aliada no ensino. É importante que o  aluno se torne protagonista da sua própria educação, aumentando o engajamento com as disciplinas ministradas. 

Pensando nisso, a Saraiva Educação elaborou uma nova solução: Disciplinas Online Saraiva (DONS). A DONS surge, então, buscando a implementação de disciplinas online no curso de Direito e se mostra como uma boa solução para garantir a flexibilização do acesso à educação e engajar o corpo discente com a graduação

Neste artigo, iremos apresentar a nova solução da Saraiva Educação, quais são as disciplinas atendidas, os regulamentos do Ministério da Educação (MEC) e os principais benefícios para alunos e instituições. Confira! 

O que é DONS? 

DONS é a solução para o fornecimento de conteúdos digitais pela Saraiva Educação, com o objetivo de compor as disciplinas de graduação do curso de Direito. 

Disciplinas Online Saraiva, então, é uma solução composta por conteúdos de qualidade garantida pela Saraiva Educação, marca já consolidada e conceituada no mercado do Direito. 

Qual é o propósito da DONS?

A Portaria nº 2.117, de 6 de dezembro de 2019 dispõe sobre a oferta de carga horária na modalidade de Ensino a Distância (EaD) em cursos de graduação presenciais. 

No documento, o Ministério da Educação (MEC) autoriza as IES a introduzir a oferta de disciplinas online até o limite de 40% da carga horária total do curso.

Além disso, os princípios que orientam as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos cursos de graduação determinam que, no momento da elaboração de um novo currículo a ser enviado para a avaliação do Ministério da Educação (MEC), as instituições de ensino devem considerar pontos como: 

  • O incentivo de sólida formação geral;
  • O estímulo de práticas de estudo independentes;
  • O encorajamento do reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar;
  • O fortalecimento da articulação da teoria com a prática.

Para todos os pontos elencados, é possível perceber que a aplicação de disciplinas online, sejam elas aplicadas no formato de Ensino a Distância (EaD) ou híbrido, e o uso de ferramentas tecnológicas se mostram como agente facilitador do cumprimento das Diretrizes Curriculares do Ensino Superior. 

Dessa forma, a DONS surgiu para ajudar a IES a melhorar a qualidade do ensino, cumprindo as determinações do MEC e preenchendo até 40% da carga horária do curso de Direito. 

Além da qualidade de ensino garantida, os benefícios das DONS são inúmeros para os alunos, professores e para a instituição. 

Quais são as disciplinas atendidas?

Atualmente, a DONS atende às seguintes disciplinas do curso de Direito: 

  1. Introdução ao Estudo do Direito
  2. Civil – Geral 1: Pessoas e Bens
  3. Civil – Geral 2: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos
  4. Penal – Parte Geral 
  5. Civil – Obrigações
  6. Constitucional – Teoria da Constituição e Direitos Fundamentais 
  7. Processo Civil I – Processo de Conhecimento e Tutelas Provisórias

O curso de Direito pode ter disciplinas online?

A partir da Portaria nº 2.117/19 o Ministério da Educação estabeleceu algumas orientações acerca da oferta de disciplinas online que se aplicam também ao curso de Direito. 

Carga horária

As IES poderão introduzir a oferta de carga horária na modalidade de EaD na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 40% da carga horária total do curso.

Para tanto, os seguintes requisitos devem ser atendidos: 

  1. O Projeto Pedagógico do Curso – PPC deve apresentar, na matriz curricular, o percentual de carga horária a distância e indicar as metodologias a serem utilizadas;
  2. A introdução das disciplinas online deve observar as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação superior;
  3. As universidades e os centros universitários devem registrar o percentual de oferta de carga horária a distância no momento da informação de criação de seus cursos à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação ( SERES-MEC);
  4. A oferta das disciplinas online deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), material didático específico, tutores e profissionais da educação com formação e qualificação em nível compatível com o previsto no PPC e no plano de ensino da disciplina. 

Quais são os benefícios da solução Disciplinas Online Saraiva?

Os benefícios em adotar a solução Disciplinas Online Saraiva incluem melhor gestão do tempo, redução de custos e aumento da qualidade do curso de Direito ofertado pela IES. A seguir, listamos ainda: 

1. Projeto pedagógico

O projeto pedagógico da DONS possibilita: 

Metodologias ativas 

O uso de metodologias ativas gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado

Aprendizagem significativa

A aprendizagem significativa é a construção contínua do conhecimento. Fornecer contexto para os alunos por meio de casos concretos, notícias e jurisprudências gera aumento do interesse na disciplina e ajuda o estudante a relacionar a matéria com o dia a dia. 

Tecnologias educacionais 

A adoção de disciplinas online também possibilita o uso da tecnologia como ferramenta educacional, fazendo com que as atividades no ambiente virtual sejam combinadas com as aulas síncronas. 


Aprendizagem multimídia

Multimídia é o agrupamento dos variados meios de comunicação, incluindo recursos digitais como gráficos, imagens, áudios, vídeos e animações que objetivam a transmissão de informações.

Tendo em vista que alguns alunos possuem maior facilidade em fixar o conteúdo apresentado por meio de imagens, outros por leitura e outros por áudio, a utilização de conteúdos multimídia se apresenta como uma boa solução para contemplar todos os tipos de aprendizagem na educação superior. 

2. Redução de custos e melhoria da qualidade

Além de promover maiores taxas de retenção e aprendizado para os estudantes, o que aumenta a qualidade do curso oferecido, apostar na adoção da solução Disciplinas Online Saraiva para os cursos de graduação também garante redução de custos para a instituição de ensino. 

Ao implantar os conteúdos online, a IES reduz as despesas geradas pela presença dos estudantes no espaço físico da instituição. Tal economia pode ser revertida, então, em melhorias para a educação dos alunos, como: aquisição de materiais atualizados,  ampliação da biblioteca da IES, capacitação dos docentes, investimento em ferramentas tecnológicas de qualidade, entre outros. 

Portanto, conforme demonstrado, a solução Disciplinas Online Saraiva é capaz de transformar a educação em Direito da sua IES. Que tal conversar com um especialista e conhecer melhor a DONS

Confira 8 competências do professor do futuro e como a sua IES pode capacitá-lo

A principal diferença entre o professor do presente e um professor do futuro está em como o docente faz para aproveitar ao máximo as ferramentas oferecidas pela tecnologia na educação. 

Entretanto, não se trata apenas de ter habilidades técnicas (hard skills) para manusear os novos recursos tecnológicos. Também será preciso desenvolver outras competências (soft skills), como a socioemocional, com o objetivo de aprimorar os processos de ensino.

Nesse sentido, cabe ao educador ampliar suas capacidades e oferecer base para os alunos desenvolverem o pensamento crítico, habilidade de análise e investigação, proporcionando o aprendizado aplicado ao seu contexto. 

Continue lendo este artigo para saber quais são as competências essenciais para o professor do futuro e como as instituições de educação superior (IES) podem ajudar nessa capacitação!

8 competências do professor do futuro 

A ideia de que a tecnologia irá acabar com o papel do educador é equivocada.  Mesmo que os alunos sejam capazes de absorver a informação de livros ou vídeos, o professor sempre será necessário para ajudar a transformar toda essa informação em conhecimento.

Essa mediação é importante porque, sem o aprendizado consolidado, nenhum aluno conseguirá reter e interpretar uma informação ou utilizá-la para solucionar problemas.

Sabendo da importância desse profissional, vejamos quais são as competências e habilidades necessárias que um professor do futuro precisa desenvolver ou adquirir!

Leia também: Como garantir a autonomia do professor no ensino superior?

1. Busca por aprimoramento constante

Considerando que as IES precisam seguir as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior (DCNs), gestores e coordenadores de curso devem identificar os perfis dos docentes que atendam às determinações do Ministério da Educação (MEC).

Em virtude disso, torna-se indispensável que os professores saibam lidar com as novidades da educação. Ainda, é preciso que façam especializações na carreira e entendam que a qualificação e conhecimentos adquiridos visam melhorar as metodologias de ensino.

Também é preciso desenvolver outras habilidades, como a flexibilidade, de forma a desempenhar novos papéis no ambiente educativo. Assim, é necessário se deslocar do papel de único transmissor dos conteúdos para se transformar em um mediador da aprendizagem com múltiplas potencialidades.

2. Boa comunicação e escuta ativa

Estabelecer uma boa comunicação com toda a comunidade acadêmica é um dos atributos essenciais a um professor do futuro. Assim, é preciso saber transmitir as informações de forma clara e objetiva, evitando ruídos na comunicação, seja ela oral, escrita ou não verbal.

Essa habilidade deve ser vista principalmente em sala de aula, ao explicar assuntos complexos e difíceis para a compreensão dos alunos.

Saber ouvir também é muito importante para uma boa comunicação. O uso da técnica da escuta ativa propõe a atenção máxima do outro lado. Sua prática visa o desprendimento de julgamentos e pensamentos para a compreensão da mensagem por uma perspectiva mais empática.

Ademais, essa forma de comunicação aumenta o vínculo entre professor e aluno. Também estimula a construção de um espaço afetivo e respeitoso e favorece o aprendizado.

3. Habilidades socioemocionais

Inúmeras situações podem interferir na gestão educacional. Entre elas, estão os desafios acerca das emoções dos docentes, que podem ser agravados pelo desinteresse dos alunos e resultados insatisfatórios na disciplina.

Nessa perspectiva, o professor do futuro deve ser capaz de desenvolver suas habilidades socioemocionais. Ou seja, trabalhar o autoconhecimento, a boa gestão das emoções, ter empatia e colaborar para a diversidade acadêmica.

Leia também: 6 estratégias para melhorar a motivação de professores

4. Atenção às inovações

O professor do futuro não pode se manter restrito às novidades do ambiente educacional. Ao contrário, ele precisa procurar informações, inclusive em outras áreas, com o objetivo de inovar seu processo de ensino, estando cada vez mais próximo da realidade dos alunos.

A neurociência, por exemplo, é uma área que tem contribuído bastante para o desenvolvimento de novas metodologias de ensino tomando como base o funcionamento cerebral dos estudantes.

5. Ensino e  tecnologia

As instituições que se preocupam em proporcionar um ensino de excelência e qualidade aos alunos investem cada vez mais em novos recursos tecnológicos. Dessa forma, o professor do futuro deve estar preparado para lidar com a tecnologia dentro e fora da sala de aula.

E quando se fala em tecnologia, também é preciso pensar nos métodos de ensino do professor.  Eles devem acompanhar as inovações da área e propor formas mais atrativas e eficientes de aprendizagem, como a gamificação, por exemplo. 

6. Seleção de conteúdos

Usando as novas tecnologias e sabendo do vasto potencial das pesquisas na internet, os professores precisam ser ótimos curadores sobre os conteúdos que irão utilizar. Assim, eles devem ter a aptidão de pesquisar, selecionar, organizar, revisar e distribuir os materiais para os alunos. 

O importante é combinar o formato do conteúdo com as estratégias de ensino. Desse modo, será possível contextualizar a aula e proporcionar uma aprendizagem ativa.

7. Criticidade dos alunos

O professor do futuro deve contribuir com a forma de pensar dos alunos. Isso é feito ao estimular o raciocínio lógico e a análise crítica para que eles possam quebrar diversos paradigmas em todos os aspectos da vida estudantil, pessoal e profissional.

8. Metodologias ativas de ensino

No plano de aula do professor do futuro, não será possível ensinar sem a inclusão das metodologias ativas. A ideia é que juntos, docentes e alunos possam construir caminhos personalizados de aprendizagem de forma participativa.

Além disso, as metodologias ativas são responsáveis por um aprendizado completo e aumentam o engajamento dos alunos com as disciplinas. 

Como a IES pode capacitar os docentes 

Como apresentado, são várias as competências que um professor do futuro necessita desenvolver e adquirir. Assim, como a sua IES pode contribuir para capacitá-lo?

O primeiro ponto a ser considerado é que não há excelência profissional sem qualificação. Nesse sentido, investir na formação dos professores significa investir na instituição e, consequentemente, nos alunos.

Dessa forma, a IES pode realizar as seguintes ações para capacitar seus docentes:

  • melhorar as condições de trabalho;
  • disponibilizar um ambiente acolhedor;
  • incentivar um clima agradável;
  • oferecer cursos de formação continuada;
  • valorizar e confiar no trabalho do profissional.

Saber quais são as competências do professor do futuro e auxiliar a sua equipe trará ótimos resultados para a IES! Aproveite para ler também o nosso artigo sobre a educação pós-pandemia: cenário e como superar os desafios na IES!

Avaliação online: fotografia de uma estudante segurando um caderno e com um notebook à sua frente.

Como elaborar uma avaliação online de forma prática para o ensino remoto e EaD

A avaliação é uma etapa muito importante na verificação da aprendizagem dos estudantes, pois ela serve para apurar se eles realmente estão se desenvolvendo e alcançando os objetivos propostos. Para as instituições de educação superior (IES), ela subsidia a tomada de decisões nos diversos âmbitos da gestão acadêmica.

Contudo, diferente do método tradicional, a avaliação online requer adequação e alinhamento à execução das aulas nos ensinos remoto e a distância (EaD)

Dessa maneira, é necessário utilizar diferentes mecanismos para avaliar se seus alunos estão aprendendo e conseguindo acompanhar as aulas online. 

Neste artigo, iremos apresentar como as IES podem tornar o processo de avaliação online prático e eficiente no ensino a distância. Acompanhe!

Como desenvolver a avaliação online no ensino remoto e EaD?

A avaliação online é a ferramenta que garante o sucesso da aprendizagem no ensino remoto e EaD. Entretanto, o processo necessita de estrutura, organização e análise curricular para funcionar.

Vejamos como os alunos podem ser avaliados nesse contexto de maneira eficiente.

Leia também: Entenda a importância da EaD para o ensino superior

1. A avaliação online deve abarcar todo o ciclo de aprendizagem

Nas aulas remotas, a etapa de avaliação permanece sendo um desafio às práticas educacionais. Dessa forma, a atribuição de notas aos alunos deve resultar de um processo que engloba todo o ciclo de aprendizagem de uma disciplina.

Logo, prevalece o que determina as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior (DCNs), sendo que a checagem de rendimento acadêmico deve ser feita por meio de avaliações abrangentes e periódicas.

Assim, é possível detectar quais conteúdos foram ou não assimilados, além de fornecer dados importantes para buscar melhorias e a adoção de novas estratégias e metodologias no ensino.

2. A avaliação online deve utilizar instrumentos diversificados

Para realizar uma avaliação online coerente, justa e adequada aos estudantes, é importante que a IES considere a utilização de diversos instrumentos nesse processo.

Como existem diferentes metodologias de aprendizagem, os diferentes tipos de avaliação também irão produzir performances distintas. 

Sendo assim, para compor um método avaliativo é importante utilizar diferentes abordagens e práticas quantitativas e qualitativas, que podem incluir: 

  • apresentações orais;
  • auto avaliação;
  • avaliações com e sem consulta;
  • cumprimento de tarefas em plataformas de aprendizagem;
  • desenvolvimento de projetos colaborativos online;
  • participação nas atividades propostas e em fóruns;
  • provas discursivas;
  • testes objetivos, entre outros.

Leia também: Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

3. As entregas em pequenas etapas fazem parte da avaliação

Algumas atividades que geram entregas em pequenas etapas podem ajudar os alunos a cumprir todo o processo, como a aplicação de trilhas de aprendizagem, por exemplo.  

Dessa forma, dividir projetos ou produções mais extensas e complexas por fases, torna mais perceptível a evolução e o desenvolvimento dos discentes ao longo do curso. 

4. Os objetivos da avaliação devem ser claros e compartilhados 

No ensino a distância, principalmente, os objetivos da avaliação devem ser mais evidentes e compartilhados com todos os alunos.

É necessário que o professor explique aos estudantes o que será abordado e os motivos de determinado conteúdo ser trabalhado. Ainda,  o docente deve compartilhar o que se espera da turma com a atividade, quais habilidades e competências serão desenvolvidas, etc.

Isso faz com os alunos compreendam melhor como serão avaliados, permitindo o alinhamento de estratégias e metodologias pedagógicas para potencializar a aprendizagem.

Como aplicar a avaliação online?

Além de avaliar se o conteúdo foi realmente absorvido pelos alunos no curso de graduação a distância ou no ensino remoto, as avaliações online também possibilitam:

  • identificar os pontos fortes e fracos dos estudantes em cada disciplina;
  • mensurar a qualidade dos conteúdos e do ensino do curso;
  • aprimorar a didática do professor;
  • observar a motivação dos alunos;
  • medir os objetivos da instituição;
  • aperfeiçoar os modelos de avaliação utilizados.

A seguir, listamos 5 exemplos de como a avaliação online pode ser aplicada:

1. Avaliando o engajamento 

Em um curso a distância, é imprescindível que o professor encontre mecanismos para verificar o engajamento dos alunos nos meios de comunicação entre os administradores da disciplina. Isso pode ser medido das seguintes formas: 

  •  presença e participação em atividades síncronas;
  •  número de acessos e tempo de permanência na plataforma de ensino; 
  •  envio de mensagens e dúvidas, etc. 

2. Avaliando as atividades realizadas

A avaliação online em cursos EaD e no ensino remoto pode ser estruturada das seguintes formas:

  • questões de múltipla escolha;
  • respostas discursivas;
  • elaboração de redações e artigos, entre outras.

Ainda que essas atividades não sejam avaliadas por meio de nota, é possível que o professor analise como está o aprendizado dos alunos e se há a necessidade de trabalhar novas metodologias de ensino, reforçando pontos que ficaram pouco compreendidos.

3. Avaliando as aulas síncronas

As ferramentas de bate-papo e de chat nas plataformas de aula online também podem ser utilizadas como um método de avaliação online pelo professor, pois elas ajudam a verificar a discussão da turma sobre os temas tratados na disciplina.

Normalmente, elas são utilizadas ao mesmo tempo em que são ministradas as aulas expositivas. Entretanto, elas podem proporcionar debates de longa duração, nos quais os alunos terão um maior prazo para comentar e opinar.

4. Avaliando o acompanhamento das leituras

Também é possível acompanhar o aprendizado dos alunos por meio de um cronograma de leituras previamente indicadas, que pode abordar:

  • bibliografia obrigatória;
  • bibliografia complementar;
  • materiais confeccionados pelo curso;
  • lista de textos, etc.

Todas essas leituras reforçam os conhecimentos sobre disciplina, já que devem ser indicados de acordo com a evolução do tema e do próprio estudante.

Essa prática de avaliação online pode ser tomada solicitando que os alunos façam o registro do que já foi lido por meio de relatórios de leitura ou na participação de discussões das aulas sobre os conteúdos abordados.

5. Avaliando com o auxílio de soluções tecnológicas 

Para submeter os alunos ao objetivo de aprendizagem do curso, gestores e professores podem contar, ainda, com o apoio das ferramentas que promovem simulados online.

Além de abordar todas as possibilidades apresentadas anteriormente, essas plataformas digitais auxiliam os alunos a terem um melhor desempenho acadêmico e, assim, a IES pode melhorar sua nota na avaliação do Ministério da Educação (MEC) por seu ensino de qualidade.

As plataformas de simulados são instrumentos interessantes para a avaliação online, pois agilizam o processo e permitem que o corpo docente otimize o tempo gasto, concentrando esforços no ensino.

Algumas delas contam com ferramentas completas, atendendo às especificidades de cada curso, com um banco de questões inédito e atualizado. 

Além disso, elas também disponibilizam relatórios que facilitam o diagnóstico de desempenho para a tomada de decisões pedagógicas da sua IES.

Agora que você entendeu sobre o processo de avaliação online no ensino remoto e EaD, que tal conhecer melhor a importância das ferramentas de simulado Enade?

O que são, para que servem e como aplicar as TICs na educação

Cada vez mais a tecnologia está inserida na sociedade e, portanto, torna-se necessário utilizá-la também no ensino. Assim, é preciso que gestores e coordenadores compreendam o impacto que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) têm na educação e como elas irão transformar a aprendizagem.

Nesse sentido, o Ensino a Distância (EaD) deve ser entendido como um grande aliado da educação superior, pois, ao integrar os recursos tecnológicos, ajuda a promover uma educação mais acessível e inclusiva. 

Entretanto, apesar dos benefícios do uso da tecnologia na educação, sua implementação carrega desafios sobre como desenvolver habilidades cognitivas mais complexas, exigindo que os estudantes colaborem e interajam na produção do seu próprio conhecimento.

Quer saber mais sobre as TICs na educação e ver alguns exemplos de como a sua instituição de educação superior (IES) pode utilizá-las? Continue lendo este artigo!

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O que são e para que servem as TICs?

TICs é a sigla para Tecnologias da Informação e da Comunicação e diz respeito às máquinas e programas que geram o acesso ao conhecimento. Elas consistem no tratamento da informação, articulado com os processos de transmissão e de comunicação

As TICs multiplicaram as possibilidades de pesquisa e informação para os alunos, que munidos dessas novas ferramentas tornam a aprendizagem ativa e passam a protagonizar o processo de educação. 

Contudo, o desenvolvimento das novas tecnologias não diminui o papel dos professores, que agora devem ensinar os alunos a avaliarem e gerirem a informação. Nesse contexto, os docentes passam a ser: 

  •       organizadores do saber;
  •       fornecedores de meios e recursos de aprendizagem;
  •       provocadores do diálogo, da reflexão e da participação crítica. 

Quando as TICs são integradas corretamente ao contexto pedagógico, os alunos se tornam mais motivados e engajados. Além disso, as TICs colaboram com a gestão educacional para melhorar a qualidade do ensino

Desse modo, tem-se que as tecnologias de informação e comunicação podem potencializar a educação, porém exigem mudanças e adaptações das comunidades discente e docente. 

Quais são os desafios do uso das TICs na educação?

Como exposto anteriormente, não basta implementar a tecnologia em sala de aula, é preciso preparar a instituição de ensino para o uso das ferramentas digitais

A seguir, listamos os principais desafios acerca do uso das TICs na educação, assim como seus benefícios para o meio acadêmico:

1. Capacitação para colaboradores

A chegada das ferramentas e recursos digitais nas instituições de ensino evidenciou os problemas relacionados às antigas práticas educacionais. 

Assim, nesse novo contexto é fundamental que toda a equipe esteja flexível e aberta a receber as novas tecnologias. Além disso, é fundamental que a IES invista na capacitação dos colaboradores sobre a correta utilização das ferramentas.   

2. Engajamento dos alunos 

Outro desafio decorrente da implementação das TICs na educação é manter o aluno envolvido nos trabalhos desenvolvidos, evitando distrações e elaborando tarefas que contribuam para a aprendizagem. 

Para tanto, é necessário que a gestão da IES trabalhe coletivamente com os professores a fim de encontrar soluções para esse problema. A equipe deve elaborar, então, critérios para a utilização das ferramentas tecnológicas e para as atividades avaliativas. 

3. Avanços do setor tecnológico

É sabido que novas tecnologias são introduzidas e outras modificadas a todo momento. Assim, alguns desses aparatos podem perder a relevância e cair em desuso rapidamente. 

Para evitar que isso aconteça, é preciso investir em recursos digitais que possuam capacidade de atualização e que sejam de qualidade. Dessa forma, a IES  garante que gastos com reparação e novas aquisições não sejam necessários. 

4. Adequação da infraestrutura

Além de investir em equipamentos de qualidade e em capacitação, a IES deve oferecer uma infraestrutura nos ambientes físico e virtual, compatível com as necessidades do corpo discente

Sendo assim, é necessário investir, por exemplo, em laboratórios de informática e em uma biblioteca digital. Dessa forma, a IES aumenta a produtividade e satisfação de alunos e professores. 

5. Seleção de ferramentas 

Existem diversas soluções tecnológicas desenvolvidas exclusivamente para o ensino, mas nem todas são adequadas à realidade e ao contexto de uma instituição. 

Por isso, a escolha de uma ferramenta deve ser condizente com os interesses e objetivos da IES, além de oferecer uma boa contribuição para o aprendizado dos alunos.

Apesar dos desafios da utilização de recursos tecnológicos para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, os impactos positivos são inúmeros. Alguns exemplos são:

  •   acompanhamento individual do aluno;
  •   personalização no processo de aprendizagem;
  •   autonomia do estudante;
  •   trabalho em equipe;
  •   aprendizado mais dinâmico e interessante;
  •   gerenciamento das tarefas burocráticas. 

Leia também: O que são ferramentas de metodologias ativas e como fazer a melhor escolha para sua IES?

Como aplicar as TICs na educação?

A seguir, iremos apresentar as categorias em que as TICs são divididas e como é possível inseri-las na IES. Confira!

1. Ambientes virtuais imersivos

São dispositivos que promovem experiências que combinam o mundo real com o mundo virtual. Eles permitem o aprendizado através da experiência e da interação entre os alunos. Exemplo:

  •   equipamentos de realidade aumentada. 

Leia também: Saiba o que é e os benefícios da gamificação na educação

2. Ferramentas de comunicação

São ferramentas que facilitam a comunicação entre as pessoas envolvidas no processo educativo. Estreitam o relacionamento e também simplificam a troca de informação, com o envio de recados e comunicados importantes. Exemplos: 

  •   e-mail;
  •   aplicativos como WhatsApp;
  •   site;
  •   redes sociais.

3. Ferramentas de trabalho

São programas ou aplicativos que auxiliam na realização de tarefas e na organização de arquivos, que também podem ser armazenados na nuvem. Podem ser utilizados tanto por professores quanto por alunos. Exemplos:

  •   ferramentas de edição de textos; 
  •  Conteúdos multimídia. 

4. Ferramentas de gestão

São ferramentas que simplificam e facilitam a organização dentro e fora da sala de aula, permitindo que o corpo docente gaste menos tempo com as tarefas burocráticas. Exemplo:

  •   simulados e correção de provas online.

Leia também: Como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

 5. Ferramentas para acervo de conteúdo

São ferramentas que auxiliam na distribuição de diversos conteúdos das disciplinas do curso e permitem o acompanhamento de maneira individualizada. Exemplos:

6. Ferramentas de experimentação

São dispositivos que possibilitam o desenvolvimento de projetos, em que os alunos precisam fazer pesquisas e elaborar um produto diferenciado. Auxiliam no trabalho com as competências cognitivas, as habilidades socioemocionais, a comunicação e o trabalho em equipe. Exemplos:

  •   kits de robótica;
  •   plataformas de programação e de produção audiovisual.

7. Objetos digitais de aprendizagem (ODA)

São recursos digitais que auxiliam a prática pedagógica, seja dentro ou fora da sala de aula. Podem ser utilizados para trabalhar conteúdos e habilidades de maneira mais criativa. Exemplo:

  •   livros digitais;
  •   animações;
  •   jogos;
  •   videoaulas. 

Agora que você já sabe o que são as TICs na educação, aproveite para ler sobre como desenvolver as metodologias ativas com uso de tecnologias digitais

Como garantir a autonomia do professor no ensino superior?

A autonomia do professor é um assunto que extrapola os fazeres didáticos-pedagógicos dentro da sala de aula para as interfaces da instituição. 

Os benefícios do desenvolvimento da autonomia do professor para a qualidade do ensino podem ser vistos por alguns, enquanto pontos como o avanço da tecnologia e diretrizes e processos internos podem ser vistos como limitadores.

Em um mundo mais digital e com o perfil de alunos e ensino se transformando, será mesmo que a tecnologia é a vilã da autonomia dos professores? Como garantir a autonomia do professor em um mundo cada vez mais tecnológico e dinâmico à mudanças? 

Neste artigo vamos falar sobre como as plataformas e as conhecidas TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação – podem ser benéficas para a autonomia do professor, e como preservá-las para dentro e fora da sala de aula considerando o alinhamento com a instituição.



Os dois lados da autonomia

Quais obstáculos os professores têm enfrentado para o exercício mais autônomo de sua profissão e como os professores interpretam uma ação autônoma em seu trabalho docente são questões que, para serem respondidas, é preciso considerar diversos fatores.

Por um lado, o excesso de autonomia docente pode ser interpretado como lacuna de normas institucionais. A autonomia, se não bem alinhada aos critérios de avaliação, pode fazer o docente não ter insumos suficientes para direcionar suas ações, de acordo com o objetivo da instituição. 

Por outro lado, a existência de processos limitantes e diretrizes distanciadas da realidade, principalmente dentro da prática da sala de aula, ou qualquer imposição não acordada entre instituição e docente, pode ser interpretada como falta de autonomia.

Entendendo-se a autonomia como a liberada para desempenhar funções e papéis de formas personalizadas, únicas e diferenciadas, as tecnologias podem ser grandes aliados na jornada rumo à garantia da autonomia.

Como garantir autonomia com as novas tecnologias

As plataformas digitais e tecnologias de informação e comunicação (TICs) então adentrando o contexto das instituições e da sala de aula com o propósito de não só otimizar processos como alinhar a atuação docente para uma nova geração de alunos. 

Muitas instituições buscam inovar e acompanhar a tendência tecnológica do mercado através da aquisição de plataformas digitais

Existem plataformas como os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), ambientes que simulam uma sala de aula, e existem também plataformas e ferramentas com finalidades específicas, como bibliotecas digitais, plataformas de aplicação de simulados e diagnóstico e banco de questões.

É preciso entender como essas plataformas preservam a autonomia do docente e podem ser muito benéficas para sua atuação, além de como podem reforçar a autonomia do professor como fundamental para a inovação educacional. 

Além de ser mais uma ferramenta para uso, a utilização de novas tecnologias permite ampliar o acesso a recursos mais diversificados e de maior qualidade, além de permitir trabalhar com conceitos de Learning Analytics (dados da aprendizagem) e gamificação, que colaboram para que os docentes passem a adotar novos métodos de ensino e inovem no processo de ensino-aprendizagem.



Desse modo, para garantir a autonomia do professor frente às novas ferramentas, deve-se priorizar tecnologias que não se sobreponham à atuação do docente, mas sim que sirvam como uma nova ferramenta de valor no qual eles enxergarão benefícios e facilidade de uso. 

Em tecnologias que preservem a autonomia do professor, a aquisição se constitui como uma base, em que o professor pode reduzir sua carga de elaboração de conteúdos, aproveitando os conteúdos e ferramentas fornecidos, mas ainda assim a possibilidade de complementar com seus próprios conteúdos ou tirar insumos e benefícios claros para sua atuação fora da plataforma. 

Relatórios e medições advindos da tecnologia podem ser entendidos como insumos para a atuação do docente para além da tecnologia.

Conclusão

Garantir a autonomia docente frente às novas tecnologias passa pelo entendimento e exploração das tecnologias como um suporte à autonomia docente e como facilitadoras do cumprimento de tarefas rotineiras, abrindo espaço para ações mais estratégicas dentro da instituição.

Para fora da sala de aula, os professores podem dividir suas experiências com a utilização de tecnologias, dividir conquistas e dificuldades. 

A tecnologia pode ser aliada à autonomia do professor,  mas só se consegue uma participação positiva com a existência de processos claros de comunicação dos benefícios e limites mútuos para a existência da autonomia. 

Essas e demais decisões dependem de um bom processo de comunicação e da descentralização da tomada de decisão, para privilegiar a autonomia dos trabalhos dos professores.

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Neurociência e educação: fotografia de uma sala de aula com estudantes assistindo à aula.

Entenda a relação entre neurociência e educação

Entre os desafios encontrados pelos docentes e pelas instituições de educação superior (IES) na formação dos alunos, tem-se como um dos principais  garantir que o aprendizado dos estudantes se dê de forma eficiente

Para isso, é possível empregar estratégias que potencializam a absorção do conteúdo ensinado e que conduzem a um processo de educação mais eficaz, fomentando o desenvolvimento das habilidades de memória e assimilação do conteúdo. 

Nesse cenário, a neurociência deve ser entendida como importante aliada da educação, tendo em vista que o conhecimento acerca do funcionamento do cérebro é um valioso meio de compreender e dominar as estruturas responsáveis pelo aprendizado.   

Pensando nisso, neste artigo iremos falar sobre a relação entre neurociência e educação, os benefícios para a comunidade acadêmica e como a IES pode enriquecer o processo de ensino através de sua implementação. Confira! 

O que a neurociência estuda?

A neurociência surgiu no final do século XIX como uma ciência que estuda o sistema nervoso central e procura compreender como é seu funcionamento, sua estrutura, como se desenvolve e as alterações que ocorrem ao longo da vida. 

O estudo da área está diretamente relacionado à psicologia, à neurologia e à biologia. A neurociência é, então, uma ciência multidisciplinar, pois considera aspectos de diversas áreas do conhecimento para sua construção. 

Os campos de estudo da neurociência podem ser fragmentados, levando à seguinte divisão: 

1. Neuropsicologia 

A neuropsicologia consiste no estudo da interação entre as ações do nervo e as funções ligadas à área psíquica.

2. Neurociência comportamental 

É a área que investiga a ligação entre o contato do organismo e seus fatores internos (emoções e pensamentos) ao comportamento visível, como a forma de se falar e os gestos. A neurociência comportamental está relacionada à psicologia comportamental.

3. Neuroanatomia 

A neuroanatomia é o estudo da estrutura do sistema nervoso, fragmentando o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos externos. É a partir da neuroanatomia que se torna possível entender a respectiva função de cada parte citada.

4. Neurofisiologia 

É o estudo das funções ligadas às diversas áreas do sistema nervoso.

5. Neurociência cognitiva

Por fim, a neurociência cognitiva é o estudo da capacidade cognitiva dos indivíduos – o raciocínio, a memória e o aprendizado.

Desse modo, a neurociência, a partir de uma análise profunda acerca do funcionamento do cérebro, é capaz de definir como o corpo reage ao contato com o aprendizado de novas informações. 

Além disso, a neurociência também é capaz de identificar como os diferentes estímulos do processo pedagógico afetam o cérebro humano. Assim, o estudo pode contribuir muito para a educação, pois a partir dele é possível selecionar as melhores estratégias para garantir um aprendizado duradouro. 

Qual é a relação entre neurociência e educação?

Inicialmente, é necessário destacar que o processo de aprendizagem consiste em criar memórias duradouras, ou seja, possíveis de serem recuperadas em momentos oportunos. No mesmo sentido, a neurociência é o estudo do funcionamento do cérebro em relação aos conhecimentos adquiridos. 

Dessa forma, o estudo da neurociência torna-se uma importante ferramenta para melhorar e desenvolver a aprendizagem. 

Ao longo dos últimos anos, o estudo da neurociência traz, então, importantes contribuições para a educação devido aos conhecimentos adquiridos sobre a atividade cerebral. 

É a partir dessas descobertas que o ensino pode ser potencializado, tornando-se praticável a definição de estratégias que melhor estimulam o cérebro e a memorização dos estudantes. 

Como a neurociência contribui para a educação?

Uma das principais funções da instituição de ensino e dos docentes é aumentar o engajamento do aluno com as disciplinas estudadas e garantir que o conteúdo transmitido seja fixado. 

Considerando-se que nem todos os alunos absorvem o conteúdo da mesma forma e que cada estudante possui individualidades em seu processo de aprendizagem, é importante colocar em prática técnicas que ampliem a capacidade de memorização do corpo discente. 

Nesse cenário, é evidente a relação entre neurociência e educação. Afinal, a neurociência mostra que o estímulo de diferentes partes do cérebro é capaz de aumentar a performance cognitiva do indivíduo e melhorar a concentração, ampliando os índices de aprendizagem entre a turma. 

Para tanto, é possível associar o estudo das disciplinas ao uso de tecnologia e às artes, por exemplo, como forma de aumentar o rendimento dos alunos e reter o conteúdo transmitido. 

Como a neurociência se aplica à sala de aula?

Após a apresentação da relação entre neurociência e educação, é importante entender como colocá-la de forma prática na sala de aula. A seguir, elencamos algumas técnicas para associar a neurociência ao ensino. Confira!

1. Estimular os sentidos

O estímulo dos sentidos modifica a relação entre os neurônios e é capaz de gerar memórias baseadas na experiência. Assim, essa é uma importante forma de melhorar o aprendizado dos estudantes. 

Para isso, o docente pode fazer uso de conteúdos multimídia, buscando estimular a audição e visão, por exemplo. 

Leia também: Como elaborar um plano de aula com metodologia ativa

2. Promover a contextualização 

A exposição do conteúdo programático sem contextualização prática é responsável por dificultar o aprendizado e a memorização. Desse modo, é importante que o docente se preocupe em transmitir o conteúdo fazendo associações com o dia a dia dos alunos. 

Para tanto, é possível agregar alguma notícia ou exemplo prático de aplicação da matéria ministrada para que os estudantes associem a retenção da informação às suas vivências. Assim, promover a contextualização é uma valiosa forma de aumentar o rendimento da turma.

3. Trabalhar com recompensas

Segundo as descobertas da neurociência, o cérebro humano se torna mais motivado quando é recompensado. Dessa forma, os estudantes tendem a se esforçar mais para o aprendizado durante a aula se forem recompensados por isso.

Assim, é importante que os professores promovam dinâmicas, debates e atividades que incentivem a participação e esforço da turma. 

4. Incentivar a memorização

A memorização acontece pela repetição de informações e pela associação com conhecimentos anteriores. Assim, reforçar os conteúdos por meio de revisões, resumos e atividades avaliativas é um meio de garantir que o aprendizado se efetive. 

Por fim, é possível concluir que o estudo da área da neurociência é capaz de revolucionar a educação. Entender a forma do funcionamento da atividade cerebral e como a consolidação das memórias acontece são meios de melhorar o processo pedagógico.  

Dessa forma, incentivar o estudo da neurociência pelos docentes e colocar as técnicas apresentadas em prática farão com que a IES aumente o desempenho dos seus alunos e garanta uma educação de qualidade. 

Se você gostou de entender melhor sobre a relação entre neurociência e educação, temos certeza que se irá se interessar por nosso conteúdo sobre metodologias ativas também. Confira! 

Ensino híbrido no ensino superior: fotografia de uma estudante participando de uma aula online e fazendo anotações.

Ensino híbrido no ensino superior: principais passos para desenvolver em sua instituição

No Brasil, existem 2 modalidades oficiais de ensino: a presencial e a distância. Contudo, o ensino híbrido no ensino superior já é uma terceira realidade em muitas Instituições de Ensino Superior (IES). 

Isso se tornou possível devido à publicação da Portaria nº 1.428, pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, que ampliou a carga horária das aulas a distância nos cursos presenciais. 

Além disso, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a Educação a Distância (EaD) tem crescido muito nos últimos anos, registrando um aumento de 17% de estudantes matriculados nessa modalidade de ensino entre os anos de 2017 e 2018.

Para você saber o que é, como funciona o ensino híbrido no ensino superior e as vantagens ao desenvolver essa metodologia em sua IES, continue lendo este artigo!

O que é o ensino híbrido?

Definido pelo Clayton Christensen Institute, nos Estados Unidos, o ensino híbrido, blended learning ou simplesmente b-learning e outras variações como semipresencial e flex é uma das maiores tendências da educação no século XXI.

Ele promove o fim da dicotomia entre o ensino presencial e a EaD, propondo uma integração bem planejada entre essas modalidades no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

No Brasil, sua aplicação se iniciou em 2014, a partir da organização de um grupo de experimentações do Instituto Península e pela Fundação Lemann.

Dados da pesquisa Blended Beyonde Borders (O ensino híbrido além das fronteiras), promovida pelo Instituto Clayton Christensen em 2017, traz dados importantes sobre o ensino híbrido no país. 

De acordo com o estudo, quando perguntados sobre as principais motivações para o uso de tecnologia em sala de aula, as opções mais apontadas pelos professores foram:

  • a busca por programas que facilitem o aprendizado personalizado (72%);
  • promoção da competência e aprendizagem (67%);
  • melhora dos resultados acadêmicos (62%).

Assim, o estudante tem a oportunidade de aprender por meio do ensino in loco, sendo supervisionado por professores e orientadores, e pela modalidade online, realizando seu próprio controle sobre o tempo, lugar, forma e ritmo do estudo. 

De modo geral, essa é uma metodologia educativa que traz diversos desafios e oportunidades, além de:

  • fazer com que o professor tenha o papel de transmissor na mediação do conhecimento;
  • mesclar estratégias de ensino offline com estratégias digitais;
  • personalizar o ensino para atender melhor às necessidades de aprendizagem do estudante;
  • propor que o aluno seja protagonista na aquisição do conhecimento. 

Dessa forma, vale destacar que, como algumas aulas são feitas presencialmente e as demais por meio de plataformas de ensino online, é preciso observar duas diferenciações:

  1. Educação presencial híbrida: as aulas a distância e devem somar até 40% do tempo de estudo. Os outros 60% consistem em aulas e atividades presenciais.
  2. Educação a distância híbrida: apresenta as aulas por meio de uma plataforma virtual, porém os alunos devem comparecer às instituições de ensino para acompanhar os conteúdos, fazer trabalhos, atividades e avaliações. Essas atividades presenciais devem totalizar até 30% de toda a carga horária.

Tipos de ensino híbrido 

Antes de saber como a metodologia de ensino híbrida pode ser aplicada na educação superior, é preciso observar a existência de duas subcategorias, que são os modelos sustentados e disruptivos.

Os modelos sustentados são os mais próximos do ensino tradicional. Por isso, eles são uma ótima opção para instituições que querem adaptar essas novas práticas ao currículo existente. Os mais conhecidos são:

Já os modelos disruptivos propõem um rompimento maior em relação ao ensino tradicional, já que o processo de aprendizagem ocorre quase exclusivamente pela iniciativa dos alunos. Dessa maneira, as instituições precisam estruturar sua grade curricular de forma diferente. Os principais modelos disruptivos são:

  • à la carte;
  • flex;
  • rotação individual;
  • virtual aprimorado ou enriquecido. 

Vale ressaltar que não existe um modelo ideal de ensino híbrido no ensino superior, mas é preciso atenção especial ao planejamento, horários e ferramentas utilizadas nas aulas, pois é necessário que haja uma sequência entre o que é ensinado no online e no presencial.

Portanto, independente do modelo de ensino híbrido escolhido, o trabalho deve ser condizente com o objetivo formativo que se espera atingir com os alunos.

Qual o papel dos professores no ensino híbrido?

Com o desenvolvimento do ensino híbrido no ensino superior, o papel desempenhado pelos docentes passa por algumas mudanças no que diz respeito às configurações das aulas. Elas passam a favorecer mais o envolvimento com as tecnologias digitais e a troca entre os pares com diferentes habilidades, para que o conhecimento se torne mais fluido e colaborativo.

O professor ganha um papel de mentor, estando apto a impulsionar os alunos em direção a uma postura crítica, acompanhando as questões individuais e dando vazão ao que melhor funciona para a aprendizagem de cada um.

Dessa maneira, os professores devem saber acompanhar, interagir e se beneficiar de dados gerados pelas diversas ferramentas digitais para analisar e aprimorar a aprendizagem dos alunos.

Quais as vantagens e os desafios do ensino híbrido no ensino superior?

Uma das principais vantagens oferecidas pelo ensino híbrido é que o estudante ganha maior autonomia e pode aprender em seu próprio ritmo. 

Assim, ele sai do papel passivo e se torna o protagonista do seu processo de aprendizagem. 

Além disso, essa metodologia de ensino oferece uma série de benefícios, tais como:

  • maximiza o aproveitamento das aulas;
  • flexibiliza os estudos;
  • facilita a aprendizagem por meio da tecnologia;
  • otimiza o tempo do professor;
  • reduz custos;
  • aumenta o engajamento e reduz a evasão dos alunos;
  • permite a adequação de várias metodologias de aprendizagem;
  • possibilita melhorias contínuas;
  • prepara a IES para o futuro.

Porém, o ensino híbrido também pode apresentar alguns desafios. Afinal, diferente das aulas tradicionais, esse tipo de ensino exige recursos e habilidades que devem ser desenvolvidas, como:

  • recursos específicos, como computador e internet;
  • domínio das ferramentas digitais;
  • entendimento quanto aos modelos de ensino híbrido;
  • o uso de materiais de qualidade;
  • currículos integrados à prática do ensino híbrido;
  • desenvolver a interação entre os alunos;
  • fazer com que os alunos tenham interesse nas aulas;
  • infraestrutura.

Contudo, existem formas de solucionar e superar tais desafios. Os treinamentos e qualificações para os docentes e profissionais da educação devem fazer parte dos primeiros passos a serem tomados nesse contexto.

A elaboração de materiais personalizados e específicos para o ensino híbrido em trilhas de aprendizagem também são de grande ajuda.

Além disso, as IES podem buscar por soluções tecnológicas capazes de oferecer maior segurança e confiabilidade para os alunos e docentes, bem como facilitar a aplicação de metodologias e atividades baseadas no ensino híbrido.

De modo geral, o ensino híbrido no ensino superior trouxe mais versatilidade e flexibilidade, uma vez que ele pode ser adaptado de acordo com as necessidades dos alunos, instituições e educadores.

Qual a importância do ensino híbrido na pandemia?

É visível que a educação não será a mesma após o fim da pandemia. O momento provocou grandes transformações nos processos e em todos os atores: docentes, gestores e alunos.

Ela trouxe novos aprendizados e possibilidades de descoberta com o uso da tecnologia. Portanto, além da necessidade imediata de aulas online para o prosseguimento no ensino do aluno, a tendência é que esse modelo seja mais experimentado e utilizado, mesmo quando todos não tenham mais que cumprir o isolamento social.

Por isso, é importante que as IES procurem se planejar para essa nova forma de ensino, que já existia. Afinal, a importância que o ensino híbrido ganhou durante a pandemia mostra como esse método deve se fazer mais presente nas aulas.

Como desenvolver o ensino híbrido no ensino superior?

Existem diversos passos para implementar o ensino híbrido na prática

As ações realizadas passam por traçar um plano estratégico de infraestrutura educacional, definição sobre a orientação pedagógica, formação dos professores, criação de um cronograma de aulas e desenvolvimento dos modos de avaliação.

De forma geral, são necessários 5 passos:

1. Pensar nas especificidades do curso

Esse primeiro passo serve para decidir qual a melhor maneira de colocar o ensino híbrido em prática e pensar nos objetivos do curso. Também é importante definir o público-alvo, como será essa formação e as capacidades que serão desenvolvidas.

2. Estabelecer o percentual de aulas online x offline

As IES devem definir qual a quantidade de horas/aula no ensino híbrido serão necessárias. Isso pode variar de um curso para outro e também deve estar de acordo com as tecnologias que serão utilizadas.

3.  Utilizar uma tecnologia adequada

A qualidade do ensino híbrido irá depender de uma série de fatores, dentre eles, a tecnologia utilizada para a realização das aulas, entrega das atividades, dentre outros.

Por isso, pesquise bem para encontrar ferramentas que se adequam às necessidades da IES e dos estudantes!

4. Capacitar os professores

Após escolher a tecnologia que será utilizada no ensino híbrido, o corpo docente precisa ser capacitado para manejar todas as suas ferramentas da melhor maneira. 

5. Criar engajamento com os alunos

Mesmo que os alunos tenham maior autonomia no processo de ensino-aprendizagem, eles também precisam ser engajados e estimulados com o projeto pedagógico do curso. 

Por isso, é importante definir muito bem o primeiro passo relacionado ao planejamento do curso no ensino híbrido.

8 atividades com o ensino híbrido no ensino superior

Como vimos, o ensino híbrido está ganhando cada vez mais espaço na educação e algumas iniciativas podem ser bastante vantajosas para as IES que buscam adotar esse formato.

Confira 8 práticas que podem ser desenvolvidas com o ensino híbrido no ensino superior:

1. Laboratório 

Não é mais fácil para o aluno aprender quando ele observa o fenômeno de algo acontecendo? Por isso, uma dica é realizar experiências em laboratório, filmando e disponibilizando para os alunos essas explicações de forma virtual.

2. Games

Nos ambientes virtuais, o professor pode fazer uso das plataformas digitais que oferecem ferramentas para elaborar e executar tarefas que podem ser incluídas em uma estratégia de gamificação. Além disso, é possível coletar dados que medem com maior exatidão o aprendizado dos alunos.

3. Palestra

Uma dica para tornar uma palestra mais interessante é convidar profissionais da área para falar sobre determinado conteúdo para a turma. Caso a participação não possa ocorrer no mesmo momento, é possível solicitar um vídeo gravado e repassar na aula.  

4. Projeto interdisciplinar

Reunir outras disciplinas que se complementam para criar uma aprendizagem baseada em projetos é outro exemplo de atividade para o ensino híbrido. Como se trata de um processo maior, também é importante ouvir as ideias dos alunos sobre o tema que será trabalhado, já que é necessário considerar todo o contexto do corpo estudantil.

5. Notícias

Seja em formato de vídeos ou escritas, as notícias também podem e devem ser usadas para enriquecer ainda mais o conteúdo abordado no ensino híbrido. Elas trazem exemplos reais e interessantes, mas também precisam se relacionar à matéria para serem discutidas.

6. Pesquisas 

Com base na sala de aula invertida, os professores podem propor uma pesquisa sobre algum assunto para que os alunos falem o que aprenderam e também apresentem suas considerações. Vale ressaltar que essa atividade pode ser mais significativa quando eles levam curiosidades e fatos relevantes que descobriram sobre o conteúdo.

7. Podcasts

Com a popularização das plataformas de streaming, o podcast ganhou novos usuários e se tornou um formato midiático de destaque no ensino.

Sua produção não exige muitos recursos, logo, os professores podem solicitar que os alunos façam gravações de áudio comentando sobre algum conteúdo da matéria pelo próprio smartphone.

8. Debates 

Seja indicando um vídeo do YouTube, uma palestra do TEDx, um livro da biblioteca digital ou, ainda, um texto sobre o conteúdo, o professor pode promover um debate como grande aliado para o aprendizado dos alunos. 

Uma boa estratégia é separar os estudantes em grupos, para discussão, apresentando argumentações contra ou a favor, de forma a engajar todos os integrantes.

Conseguiu entender melhor sobre o ensino híbrido no ensino superior? Aproveite também para conferir nosso artigo sobre como escolher uma plataforma de ensino superior para a sua IES! 

Metodologias ativas no ensino remoto: fotografia de uma estudante sorrindo enquanto assiste uma aula online.

As metodologias ativas, tecnologias e ensino remoto

Há quase um ano, o ensino remoto se tornou uma das únicas possibilidades de interação no Ensino Básico e Superior, em um mundo mergulhado na pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, a rotina da aula online já não é novidade para ninguém, ainda que os desafios e dificuldades estejam mais presentes do que nunca.  

Em muitos encontros virtuais de educadores, ouvi os mesmos relatos aflitivos. “Falo sozinho na frente do computador” ou “meus alunos simplesmente não aparecem nos encontros online”. A falta de interesse parece ser o elemento-chave da angústia docente: entre todas as dificuldades técnicas e de recursos, perdeu-se o “olho no olho” da sala de aula.  

Durante o Congresso Internacional de Educação e Tecnologia (Ciet), a fala de uma palestrante ecoa até hoje na memória: “a falta de engajamento já era um problema no presencial”. E, de fato, quem leciona sabe que a motivação sempre esteve na lista de principais desafios dentro de uma sala de aula.  

As discussões em torno das metodologias ativas trouxeram uma mudança de paradigma nas experiências de ensino-aprendizagem convencionais. Mas será que elas podem trazer contribuições para o ensino remoto? Com certeza. 

1. Combine o jogo 

primeiro passo para a efetividade das metodologias ativas, no on e no off-line, é combinar o jogo com os estudantes. Os benefícios desse tipo de dinâmica pedagógica nem sempre são claros a eles, e é importante que no início do curso o professor possa explicar quais serão as práticas utilizadas, seus objetivos e o que se espera do aluno. Manter esse diálogo com a turma também ajuda a criar conexão e favorecer a construção coletiva, além de engajá-los durante o processo. 

2. Não existe metodologia certa 

Escolher entre os tipos de metodologias disponíveis para aplicar em uma disciplina requer não só entendimento técnico (domínio do professor), mas também entender bem o perfil dos estudantes. Isso deve ajudar a selecionar os métodos que vão não só funcionar melhor, mas que atenderão bem a turma. Além disso, vale considerar os objetivos pedagógicos da disciplina e do curso.  

3. Explore ferramentas tecnológicas 

É possível utilizar simuladores de matemática para exercitar conceitos de física com alunos de graduação em Engenharia. Para os estudantes do curso de letras, um aplicativo que permita a leitura e construção de textos coletivamente, pode ser muito útil.  

Esses são apenas exemplos de como ferramentas tecnológicas disponíveis podem ser aproveitadas para fins pedagógicos, dentro de experiências de ensino remoto. Recursos digitais, como videoaulas e ebooks, aplicativos multimídia e tutores inteligentes, podem e devem ser aplicados como recursos educacionais.  

Há inúmeras ferramentas para criação de conteúdo, para jogos online (como os Quiz do Kahoot) ou ferramentas de apresentação colaborativas (como Menti ou Prezi).  

4. Metodologias ativas que funcionam 

Uma das mais conhecidas é a sala de aula invertida. Por meio dela o estudante pesquisa sobre o tema da aula, tem contato com leituras e materiais em múltiplos formatos e no momento da aula, faz debates e discussões com os colegas, mediados pelo professor.  

Em casos de ensino remoto com aulas síncronas (videoaulas ao vivo, com interação), essa metodologia pode funcionar muito bem. O aluno tem autonomia para se preparar e aprender sobre o tema anteriormente, e a discussão acontece no momento da aula, pela ferramenta de videochamada.  

Na Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), o professor pode propor um problema a ser solucionado pelo aluno, com materiais complementares e propostas de pesquisas que o ajudem a chegar em uma resposta. Sistemas Tutores Inteligentes (STI) podem ajudar em algumas áreas específicas, principalmente de exatas.  

Já na Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), os alunos podem focar em desenvolver projetos juntos, construídos com a orientação do professor e dos tutores, se for o caso. Inclusive essa interação pode acontecer em fóruns, de forma assíncrona, ou por meio de ferramentas de colaboração online (como as do Google Suite). Aplicativos como Zoom, permitem que o professor gerencie diversas salas de discussão com grupos de alunos, favorecendo esse tipo de construção coletiva.  

5. “Na língua” do aluno 

A comunicação de um jeito amigável, respeitando o perfil dos alunos, ajuda a aumentar a motivação, o engajamento e promovem mais participação no ambiente remoto. Apesar de muitos professores negarem o potencial dos dispositivos móveis, é ali que seus alunos passam a maior parte do tempo. Ou seja, investir em canais de comunicação pelo WhatsApp ou Telegram, pode valer a pena.  

A ideia não é criar mais um grupo para o compartilhamento de figurinhas (embora algumas delas sejam verdadeiros materiais didáticos). O objetivo principal é o de promover o diálogo com os estudantes em ambientes que já são familiares, e possam servir como espaços de compartilhamento de conteúdo, revisão de aula e plantões de dúvidas.  

6. O estudante é o centro de tudo 

Mensurar a aprendizagem é um dos grandes desafios dos docentes, mesmo no ensino presencial. Uma pesquisa do Instituto Crescermostrou que 46% dos educadores não sabem avaliar se os alunos estão realmente aprendendo com as aulas onlineNesse caso, aplicativos de formulários como Google Forms e Forms da Microsoft são opções que podem funcionar para a criação de atividades avaliativas ou como formas de colher feedbacks sobre assuntos específicos. É possível gerar relatórios e entender as coincidências entre acertos e erros.  

Também é comum que os professores se sintam altamente frustrados com problemas estruturais que afetam o desempenho dos alunos no on-line (57% afirmam que por mais que se dediquem, muitas vezes os alunos não se envolvem por questões de infraestrutura).  

É por isso que o planejamento pedagógico para o ensino remoto precisa ser essencial e contar com as ferramentas e os canais que melhor atendem o aluno. Por exemplo: será que formatos de conteúdo em áudio ajudam a levar o mesmo conhecimento que uma videoaula, para aqueles com problemas de internet? Criatividade quase nunca significa complexidade e as metodologias e tecnologias podem provar isso.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação à Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui! 

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre! 

O que se espera do designer instrucional para os próximos anos?

As tecnologias educacionais transformaram o ensino tradicional nos últimos 20 anos e promoveram um processo de requalificação profissional de todos os recursos humanos, desde o pedagógico até os setores administrativos. 

Embora a evolução da informática, a obsolescência  programada e o alto nível de conectividade tenham impactado diretamente a utilização das ferramentas técnicas pelos profissionais de ensino, estas contribuíram para o desenvolvimento de novas funções e também de novas tendências de trabalho na área educacional. 

As inovações pedagógicas, a consolidação da educação a distância e as novas metodologias para a aprendizagem consolidaram a relevância do profissional em design instrucional na gestão de projetos educacionais para a modelagem do ensino, a fim de qualificar os métodos e recursos educacionais utilizados na inteligência pedagógica das instituições. 

Historicamente, o termo “design instrucional” remete aos manuais desenvolvidos por instrutores e elaboradores de tutoriais durante a Segunda Guerra Mundial.  Os manuais e tutoriais para o treinamento dos soldados com as devidas instruções de manejo de armas, montagem e conserto de veículos e equipamentos, táticas de atuação em campo e demais ações eram projetados e encaminhados para as divisões de infantaria.

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No contexto contemporâneo da educação, os profissionais que atuam na área de desenvolvimento do design instrucional são responsáveis pela engenharia pedagógica na concepção e compreensão do projeto de curso ou disciplina, da utilização dos recursos didáticos aplicados aos conteúdos dirigidos, da eleição de tecnologias de informação e comunicação adequadas e da gestão da qualidade do processo de aprendizagem dos alunos. 

Atualmente, diversas instituições de ensino estão à procura de designers instrucionais com habilidades e competências diferenciadas, não exclusivamente atreladas à visão teórica na elaboração de projetos, pois necessitam da participação prática e efetiva no treinamento discente e docente do que é modelado pedagogicamente. 

Algumas organizações qualificam a especialização do técnico profissional de design instrucional, denominado analista de projetos educacionais. Enfim, são dimensões funcionais que evoluem conforme tendências e o desenvolvimento de novas carreiras no mercado educacional.

O maior desafio para os próximos anos do designer instrucional será administrar a qualidade e excelência do processo de aprendizagem em todos os níveis de ensino, desde a educação básica à educação superior. Deverá atuar como facilitador na aplicação dos recursos didáticos instrumentalizados pelas ferramentas tecnológicas aplicadas frente às produções audiovisuais diversificadas (entrevista, reportagem, aula expositiva, observação, encenação, animação etc.), concentração na linguagem dialógica textual dos materiais didáticos, treinamento e desenvolvimento dos recursos humanos, big data educacional e, principalmente, às metodologias utilizadas na gestão de informação e conhecimento educacional.

O desenvolvimento estratégico de metodologias é competência fundamental do designer instrucional, pois qualifica o núcleo de eficácia da sua engenharia pedagógica. Hoje, estamos presenciando a demanda de expressão e ação de metodologias experimentais seccionadas por diversos termos e técnicas para o aprendizado: estudos e métodos de caso, design thinking, aprendizagem por projetos, gamificação, blended learning, sala de aula invertida, peer instruction, learning by doing, dramatização, autoavaliação e exames por pares etc.

O designer instrucional merece investimento profissional com a contrapartida da entrega do resultado pedagógico projetado. Sabemos que eficácia e eficiência organizacional é uma constante e, para a educação em geral, deve ser aplicada a uma gestão de qualidade. É isso que se espera deste profissional para os próximos anos, seja como carreira especializada e consolidada no mercado, seja como carreira absorvida ou conexa às funções de coordenação, direção e gestão.

Independente do que seja o futuro profissional, avalio a necessidade de novas expertises do designer instrucional nos próximos anos. Será o profissional que qualificará os processos gerenciais das instituições em quatro grandes estratégias do ensino e aprendizagem: conectividade, interatividade, design e inovação.