Inovação curricular no ensino superior: fotografia de um grupo de estudantes sorrindo enquanto realizam um trabalho.

Entenda o que é, desafios e oportunidades da inovação curricular no ensino superior

As constantes mudanças na sociedade provocam a necessidade de adequar o ensino às transformações tecnológicas e comunicacionais.  

Além disso, para garantir o cumprimento efetivo das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior (DCNs), propostas pelo Ministério da Educação (MEC), é importante considerar pontos como o protagonismo do aluno, a facilidade de acesso aos conteúdos e o enriquecimento do ensino.

Assim, a inovação curricular  no ensino superior é de grande importância para que o projeto pedagógico das instituições de ensino se adeque às diretrizes e promova a aproximação entre o ensino, as experiências reais dos alunos e o cumprimento das demandas do mercado de trabalho.

De fato, o que é a inovação curricular no ensino superior?

Promover, de fato, a inovação curricular no ensino superior é renovar todo o método pedagógico, estimulando transformações significativas no modo de pensar e de ensinar nos cursos de graduação do ensino superior. 

As Instituições de Ensino Superior (IES) devem superar a distância entre a academia e a sociedade e o aprendizado deve ir além do técnico, estimulando a produção de conhecimentos úteis para toda a vida do estudante. 

O uso de ferramentas tecnológicas para aproximar discentes e docentes, por exemplo, gera inovações e altera a comunicação. A busca por um saber interdisciplinar faz com que a fragmentação dos campos do conhecimento seja superada. A implementação de programas ministrados à distância gera inclusão. 

Então, a organização de um currículo que considera pontos como esses apresenta indícios de inovação e altera de forma significativa o processo de aprendizagem. 

Quais são os desafios e as oportunidades?

Durante o processo de inovação curricular do ensino superior, as IES encontram alguns desafios como:

Inclusão: é preciso encontrar formas de garantir o acesso a ferramentas tecnológicas por todo o corpo discente;  

Rompimento de conceitos tradicionais: como introduzir métodos aos quais os alunos e professores não estão habituados? A construção de um plano pedagógico inovador requer capacitação de discentes e docentes.

Superados os desafios, as oportunidades são diversas. A inovação curricular transforma a educação, aumenta o engajamento do aluno, solidifica o aprendizado e prepara o estudante para o mercado de trabalho, haja vista que desenvolve nele competências que vão além das técnicas e teóricas. 

Como as IES podem inovar sem deixar de atender os requisitos do MEC? 

As Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior são orientações do Governo Federal para a elaboração do currículo acadêmico nas IES. O objetivo é fazer com que a educação se dê de forma igualitária em todas as instituições. 

Assim, é importante que as IES promovam a inovação curricular no ensino superior sem deixar de se atentar às recomendações trazidas pelas DCNs. Para isso, confira a seguir nossas dicas. 

1. Promover a interdisciplinaridade

A interdisciplinaridade é responsável pela superação da fragmentação entre as áreas do conhecimento. Integrar o ensino entre várias disciplinas produz um aprendizado crítico e completo. 

A interação entre as áreas do saber provoca uma melhor compreensão acerca dos acontecimentos do dia a dia e faz com que o estudante aprenda a integrar o conhecimento adquirido em uma disciplina à outra ministrada separadamente.

Assim, o aprendizado se complementa e a IES forma um indivíduo com maior capacidade de resolver problemas, inclusive no mercado de trabalho. Por isso, é importante que a instituição de ensino trabalhe a interdisciplinaridade para garantir a inovação curricular no ensino superior. 

2. Utilizar metodologias ativas 

O uso de metodologias ativas gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado. 

As metodologias ativas promovem o incentivo de características como proatividade, colaboração, pensamento interdisciplinar e resolução de problemas, valores elementares à ocupação profissional. Conheça alguns exemplos de estratégias de metodologias ativas

2.1 Sala de aula invertida

É uma metodologia que mescla o ensino presencial e o online. Consiste em utilizar material complementar disponibilizado em plataformas para consumar o aprendizado das aulas expositivas. Assim, é um modelo que se aproveita da tecnologia para transformar as práticas de ensino.

2.2 Aprendizado entre pares

Essa metodologia consiste em promover o compartilhamento do conhecimento entre os colegas, tornando o aprendizado mais fácil e estimulando a integração. 

2.3 Gamificação

A gamificação passa pelo uso de conceitos e ferramentas típicas de jogos para motivar o aprendizado e a solução de problemas. O uso de apps educativos e divisão de tarefas por fases torna o processo de aprendizado mais dinâmico e instiga o aluno a buscar um melhor desempenho.

3. Desenvolver o ensino por competências 

Para a educação, competência se refere à “faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações”.

O ensino por competências ganhou destaque a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e consiste em uma tentativa do Governo Federal de adequar as políticas educacionais brasileiras às demandas trazidas pelo desenvolvimento econômico. 

Nesse cenário, é importante destacar que o objetivo do ensino por competências é aproximar o ambiente educacional do ambiente profissional, preparando o aluno para desenvolver habilidades úteis ao mundo do trabalho. 

4. Trabalhar o ensino híbrido

O Ensino Híbrido é uma metodologia que reúne aulas a distância e aulas presenciais. O objetivo é fazer com que a construção do conhecimento promova autonomia de discentes e docentes, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e pedagógico

A modalidade de ensino híbrida no Brasil começou a ser debatida com a publicação da portaria nº 1.428 pelo Ministério da Educação (MEC). A portaria dispõe sobre a oferta, por instituições de ensino superior (IES), de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presenciais. 

A convergência dos 2 modelos de aprendizagem visa garantir que o aluno dê continuidade ao conteúdo aprendido em sala de aula também no ambiente virtual. Para tanto, o uso de ferramentas tecnológicas é de grande importância, pois promove a aproximação entre o conteúdo estudado e o aluno.

Após entender a importância da inovação curricular no ensino superior, esperamos que esse artigo ajude a sua IES a definir estratégias para promover a transformação pedagógica. Aproveite para ler o nosso artigo sobre plataformas digitais de aprendizagem e entender como esse tipo de ferramenta pode ajudar nesse processo!

O ponto de virada da transformação digital na educação

Como sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico, estudantes, educadores e profissionais da educação contabilizam perdas e ganhos que o ano de 2020 trouxe. Para além da crise sanitária, os ensinos básico e superior sofreram com desafios sem precedentes, sobretudo por conta do fechamento definitivo de salas de aulas e a migração repentina e desordenada para o modelo remoto de educação.  

Quando a questão é acesso, o impacto é enorme e de longo prazo. Os dados da Organização Internacional do Trabalho confirmam essa conclusão: a pandemia negou estudo a 70% dos jovens entre 18 e 29 anos. A pesquisa entrevistou 12 mil jovens em 112 países. Entre os destaques do relatório, 51% dos entrevistados afirma que a crise vai atrasar a sua formação e 65% afirmaram que aprenderam menos.  

Do ponto de vista docente, os desafios também são inúmeros. E suas dores são frequentemente as mesmas dos estudantes: faltam letramento digital, estrutura de internet de qualidade e conhecimento entre as ferramentas digitais necessárias para manter, no mínimo, o essencial dos compromissos letivos. Nessa tentativa de correr contra o tempo, e se adaptar ao online, muitos também viram suas jornadas de trabalho se alongarem. A pesquisa “Trabalho docente em tempos de pandemia”, feita com mais de 15 mil professores, apontou que para 82% deles houve aumento de tempo trabalhado, por conta da atuação remota (UFMG e CNTE) 

Diante deste cenário, é possível dizer que a pandemia em 2020 acelerou o processo de transformação digital no setor educacional?  

O voo das edtechs

Do ponto de vista dos negócios, as startups de educação tiveram o momento como um trampolim, impulsionando sua atuação. Segundo a Abstartups (Associação Brasileira de Startups), houve crescimento no número de empresas do tipo. A maior parte delas (70%) são do segmento de educação básica, que foca nos anos escolares de formação.  

Entre serviços de capacitação de professores, aplicativos de conteúdo e leitura digital, há um consenso sobre a maior abertura à transformação digital em instituições de ensino, ainda que esta curva de implantação seja lenta.  

O auge das videoaulas síncronas

Com a migração rápida para as aulas remotas, os aplicativos de chamadas de vídeo vivem um pico na quantidade de usuáriosO Zoom experimentou um crescimento de 1123% ao longo da pandemia, impulsionado pelo home office implementado por diversas empresas do mundo todo, além de apoiar instituições educacionais e seus professores. Até maio de 2020, o uso do MicrosofTeams havia quadruplicado e em abril o Google Classroom já havia dobrado a quantidade de acessos de sua plataforma de disponibilização de conteúdo educacional.  

EaD em alta

A modalidade de Educação a Distância já estava ascendente antes da pandemia. Em 10 anos (de 2009 a 2019) o número de estudantes do EaD aumentou quase 5 vezesFoi um crescimento de 378,9% de matrículas neste segmento, de acordo com o Inep. Há inúmeros motivos que impulsionam a preferência por esse modelo, como a flexibilidade e o custo-benefício.  

O panorama econômico resultante do cenário de covid-19 também influenciou nesse aspecto: com o desemprego em alta, há uma preocupação em manter os estudos, algo que ainda não pode acontecer presencialmenteAinda que haja uma perda de renda, 94% dos estudantes manifestou que quer continuar estudando segundo pesquisa da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) com a Educa Insigths 

Leia também: saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil 

 O ano de 2020 foi o ponto de virada?

Todos esses fatores demonstram que o processo de transformação digital na educação está em curso e não tem voltaPor outro lado, mesmo que a pandemia do novo coronavírus tenha acelerado a migração para modelos digitais, ainda há um longo caminho pela frente. As diversas dificuldades enfrentadalevantam inúmeras lições aprendidas.  

A principal conclusão, endossada por especialistas da área, é a velha premissa de que quantidade não necessariamente implica em qualidade. Ainda que mais professores e estudantes tenham utilizado mais ferramentas digitais ao longo do turbulento calendário letivo, assegurar uma boa experiência de ensino e aprendizagem envolve inúmeras melhorias na aplicação desses recursosNa maioria dos casos, não importa muito a tecnologia em si, mas o uso pedagógico que se faz dela.  

Antes de mais nada, será preciso compreender como incorporar as tecnologias digitais nos projetos pedagógicos e planos de aula de modo permanente, e não como paliativos no contexto de pandemia. A implementação de ferramentas tecnológicas por si só não garante que os problemas e dores de educadores e estudantes tenham sido superados. E este é o verdadeiro ponto de virada: garantir que esses recursos digitais inovadores resolvam questões reais, colocando estudantes e professores no centro do debate.  

Sobre este artigo  

Para quem chega por aqui agora, aproveito a oportunidade para me apresentar: sou especialista em Educação e Tecnologia aplicada à Educação pela Ufscar, com ênfase em Gestão da Educação à Distância e Produção e Uso de Tecnologia na Educação. Também sou formada em Letras pela USP e Comunicação Social (Jornalismo) pela Faculdade Cásper Líbero.  

Atualmente gerencio os times de conteúdo das soluções digitais da Saraiva Educação e dos conteúdos de doutrina do selo editorial Saraiva Jur. Produzimos materiais pedagógicos para instituições de ensino superior e livros de Direito para estudantes, professores e profissionais jurídicos. Saiba mais aqui! 

Pretendo abordar aqui, periodicamente, os principais assuntos e reflexões sobre o universo da educação superior. Seja muito bem-vindo e volte sempre! 

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Learning Analytics: fotografia de uma pessoa utilizando um notebook. No notebook, aparecem diversos gráficos.

Saiba o que é e como usar Learning Analytics em sua IES

O avanço da tecnologia e a modernização e automação dos processos fez surgir uma necessidade cada vez maior pelo monitoramento de dados.  É nesse contexto que a tomada de decisão baseada em dados – o chamado data-driven – ganhou popularidade nos mais diversos meios. Na educação, essa cultura se concretiza mais diretamente no conceito de Learning Analytics.

Além de potencializar os resultados de sua instituição, o Learning Analytics pode ser um grande diferencial de mercado frente aos concorrentes. Neste artigo vamos explicar o que é, a importância e para que serve, além de demonstrar os benefícios e exemplos práticos do Learning Analytics no Ensino Superior.

Quer saber de modo prático como o Learning Analytics funciona e como começar a aplicar esse conceito? Leia este artigo! 

O que é Learning Analytics?

Learning Analytics é um conceito que engloba o uso de dados na educação – em tradução literal, mais especificamente na análise da aprendizagem. Ele consiste na medição, coleta e análise de dados para posterior tomada de decisão sobre os alunos e os ambientes em que a aprendizagem ocorre, bem como possibilita outras análises sobre o desempenho educacional dos estudantes.

Em outras palavras, é um meio da instituição orientar a tomada de decisão em relação a ações pedagógicas com base em dados. Geralmente, ocorre em ambientes automatizados, em que a coleta e análise de dados possa ser feita de forma escalável para análise inicial e refinamento do decisor. Esse é um ponto importante, pois muitas instituições possuem volume considerável de alunos, turmas e corpo docente, o que na prática inviabiliza uma análise manual.  

Para que serve e por que é importante?

Trabalhar com o conceito de Learning Analytics permite não só um maior conhecimento dos alunos e seus comportamentos como também fornece maior previsibilidade de cenários futuros

É possível antecipar comportamentos, tendências e identificar causas para problemas de maneira direta e quantitativa, sendo os dados poderosos aliados para otimizar a aprendizagem nos ambientes analisados.

Além de fornecer maior conhecimento, previsibilidade e medidas quantitativas para causas de problemas, o Learning Analytics permite a personalização da atuação dos docentes e da instituição nos ambientes em que a aprendizagem ocorre. 

Os insumos gerados pelo Learning Analytics permite que a instituição atue a nível individualizado com o aluno, uma vez que englobam não só os dados gerais de determinado curso como também os resultados e engajamento de cada aluno dentro da turma.

Como usar Learning Analytics no Ensino Superior?

Na prática, os dados podem otimizar e direcionar a tomada de decisão nos mais diversos fluxos de aprendizagem da instituição em que estiverem configurados para coleta, dentre eles:

1. Diagnóstico e adequação dos planos de ensino

Dados quantitativos sobre taxa de acerto de turma em diferentes conteúdos, tarefas e habilidades podem indicar deficiências de aprendizagem. Aqui, é importante salientar os dados conjuntos da turma, de forma que se possa fazer uma readequação dos planos de ensino e até comparar desempenho entre turmas.

A adequação dos planos de ensino também pode se beneficiar do Learning Analytics a partir da coleta de informação de quais horários os alunos se engajam mais com plataformas, quais são os tipos de atividade com maior taxa de engajamento e acerto. 

A combinação de um horário de alta disponibilidade e de tarefas com alto interesse por parte dos alunos pode melhorar os índices de engajamento, retenção e satisfação com o curso, além de diversos outros indicadores de qualidade da Instituição de Ensino Superior (IES).

2. Personalização da atuação dos docentes

O uso de dados permite não somente a avaliação das turmas como também compreende os dados de cada estudante. Quantidade de questões respondidas, taxa de acerto, envolvimento em fóruns.. tudo isso conta para se conhecer melhor o aluno e como ele interage com o ambiente de aprendizagem.

Um bom exemplo são os dados de marcação por alternativa em questões objetivas. Obtendo-se essa informação, pode-se personalizar a atuação de deficiências de um estudante em específico em momentos paralelos, como em monitorias ou tutorias, as quais podem ser diferentes das deficiências da turma. 

A atuação a nível de aluno permite não somente o atendimento do objetivo global da aprendizagem como pode colher frutos em exames gerais de avaliação do MEC, por exemplo.

Considerando que cada estudante aprende de uma forma, é possível fornecer um feedback muito mais específico para cada aluno e tratá-los diferenciadamente.

De um modo mais amplo, neste exemplo pode-se trabalhar cada questão com a turma de acordo com as alternativas mais marcadas. Note que, em um contexto não automatizado, esse levantamento torna-se muito mais complexo e difícil.

3. Apoio a docentes


Os dados são o melhor insumo para docentes. Eles facilitam a visualização geral da turma e das especificidades de cada aluno e são uma ferramenta para a validação de ideias e novos rumos dentro do contexto de ensino. 

As decisões começam a ser muito menos subjetivas e mais pautadas no real comportamento e entendimento dos contextos em que as interações ocorrem.

Com o Learning Analytics, os docentes aumentam sua capacidade estratégica no redirecionamento de ações para a melhoria da aprendizagem e otimizam tempo em suas análises.

4. Adaptação para o ensino remoto

Principalmente no contexto remoto, o Learning Analytics é um grande aliado. É através dele que se consegue conhecer a turma e os alunos para otimizar atividades de aprendizagem, do curso e tutorias. 

O mesmo vale para ensinos totalmente presenciais que desejam fazer a migração, para irem monitorando a adequação e engajamento dos estudantes no ambiente virtual.

Mas engana-se quem acredita que o Learning Analytics pode ser usado apenas em ensinos a distância. O uso de dados é uma cultura que pode ser implementada em qualquer contexto de aprendizagem, por meio da automatização e geração de relatórios e dashboards específicos para cada situação.

Gostou de conhecer melhor sobre Learning Analytics e a importância dos dados para as instituições de ensino superior? Aproveite para assistir a gravação do nosso webinário sobre a aplicação da ciência de dados na educação!

Ensino híbrido na prática: fotografia de uma pessoa participando de uma videoconferência. Foco na tela do computador, com várias pessoas.

Saiba como desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES

O Ensino Híbrido é uma metodologia que reúne aulas a distância e aulas presenciais. O objetivo é fazer com que a construção do conhecimento promova autonomia de discentes e docentes, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e pedagógico

A modalidade de ensino híbrida no Brasil começou a ser debatida com a publicação da portaria nº 1.428 pelo Ministério da Educação (MEC). A portaria dispõe sobre a oferta, por instituições de ensino superior (IES), de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presenciais. 

A convergência dos 2 modelos de aprendizagem visa garantir que o aluno dê continuidade ao conteúdo aprendido em sala de aula também no ambiente virtual. Para tanto, o uso de ferramentas tecnológicas é de grande importância, pois promove a aproximação entre o conteúdo estudado e o aluno. 

Nesse artigo, iremos definir estratégias e dicas para que você consiga desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES. Acompanhe!  

Quais são as orientações do MEC?

A partir da portaria nº 1.428 de 2018, o Ministério da Educação estabeleceu algumas orientações acerca da aplicação do ensino híbrido na prática. Veja a seguir: 

1. IES aptas a ofertar o ensino a distância em um curso presencial

As IES que possuem pelo menos 1 curso de graduação reconhecido poderão introduzir a oferta de disciplinas na modalidade a distância na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

Leia também: 8 modelos de ensino híbrido para aplicar em sua IES

2. Carga horária

Inicialmente, a carga horária das disciplinas online deve obedecer o limite de 20% em relação ao total da duração do curso

Entretanto, é possível ampliar o limite para até 40% em cursos de graduação presencial, desde que os seguintes requisitos sejam atendidos: 

  1. A IES deve estar credenciada em ambas as modalidades, presencial e a distância, com Conceito Institucional igual ou superior a 4;
  2. A IES deve possuir um curso de graduação na modalidade a distância, com Conceito de Curso igual ou superior a 4, que tenha a mesma denominação e grau de um dos cursos de graduação presenciais reconhecidos e ofertados pela IES;
  3. Os cursos de graduação presenciais que poderão utilizar os limites de 20% e 40% devem ser reconhecidos, com Conceito de Curso igual ou superior a 4; 
  4. A IES não pode estar submetida a processo de supervisão, nos termos do Decreto nº 9.235, de 2017, e da Portaria Normativa MEC nº 315, de 4 de abril de 2018.

Importante: a possibilidade de ampliação da carga horária não se aplicava aos cursos de graduação presenciais da área de saúde e das engenharias. Entretanto, em 2019 foi publicada Portaria nº 2.117, que permitiu que as instituições de ensino superior ampliassem para até 40% a carga horária também dos cursos de engenharia e da área da saúde, com exceção aos cursos de Medicina. 

3. Ferramentas utilizadas

A Portaria define que a oferta das disciplinas deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação. Assim, é importante que o projeto pedagógico descreva com precisão quais serão as atividades realizadas ao longo do curso de forma online. 

Além disso, a IES deve garantir o treinamento de professores e alunos para que estejam aptos a utilizar as ferramentas escolhidas. 

Ou seja, o plano pedagógico precisa considerar questões como acessibilidade e perfil socioeconômico entre a comunidade acadêmica. 

Leia também: ensino híbrido: desafios e oportunidades para aplicação no ensino superior

Como desenvolver o ensino híbrido na prática?

A princípio, é necessário adequar o plano pedagógico à estrutura da instituição, perfil dos alunos e professores e equipamentos disponíveis.

O conteúdo proposto precisa ser coeso, mantendo relação entre a matéria dada em sala de aula e as atividades em ambiente virtual. Assim, é importante que os docentes planejem como um tópico deve complementar o outro, garantindo que o ensino híbrido seja consistente.

Após a estrutura do plano pedagógico, a IES deve escolher a plataforma digital e ferramentas que serão utilizadas para as atividades online. 

Uma boa plataforma digital de aprendizagem reúne, em ambiente virtual funcionalidades que serão essenciais ao ensino híbrido, como banco de questões, conteúdos interativos e suporte pedagógico aos docentes. 

Além disso, é possível a utilização de uma biblioteca digital que disponibiliza acesso ilimitado aos livros necessários à formação dos estudantes. 

As vantagens são inúmeras: acessibilidade a qualquer tempo e em qualquer lugar, não há limitação de espaço físico, não demanda deslocamento dos alunos e o acesso a uma mesma obra pode ser feito simultaneamente por diferentes usuários.  

Para as reuniões síncronas em ambiente virtual, podem ser utilizadas plataformas de ensino online, como Google Meets e Microsoft Teams. As aulas expositivas assíncronas podem ser acessadas em uma plataforma de vídeos, como o YouTube.

Por fim, é necessário garantir o acompanhamento da efetividade do método pedagógico e das ferramentas tecnológicas escolhidas. 

Para isso, a IES deve contar com reuniões periódicas entre a comunidade escolar para debater acerca de melhorias e ajustes. 

Ademais, é possível disponibilizar questionários para discentes e docentes proporem sugestões de como adequar o ensino à realidade dos estudantes.

Quais são as vantagens do ensino híbrido?

A adoção da metodologia híbrida pode significar maior participação entre os alunos, autodeterminação para definir o processo de aprendizado e, assim, maior engajamento com a disciplina estudada. 

O aluno passa a protagonizar o processo, sendo responsável pela gestão do tempo e ritmo conferido aos estudos. 

Dessa forma, o ensino híbrido gera diversos benefícios para a IES, já que se coloca como um agente transformador da educação, promovendo o uso de metodologias diferenciadas e a flexibilidade do tempo de aprendizado. 

Quais são as categorias do ensino híbrido?

O Ensino híbrido pode ser dividido entre duas categorias. São elas: 

1. Sustentado

Esse modelo possui o foco nas aulas presenciais. O ambiente virtual é usado para algumas tarefas, mas a maior parte das aulas é ministrada na instituição de ensino. 

2. Disruptivo

É o modelo que rompe com a metodologia tradicional. O ambiente virtual é o principal aparato do ensino e as aulas presenciais só acontecem a cada 15 dias. 

Esperamos ter tirado suas dúvidas sobre a implementação do ensino híbrido na prática. Você também pode se interessar pelo artigo sobre quais são as principais vantagens da utilização da plataforma digital como ambiente de aprendizagem e entender como essas ferramentas são essenciais para o desenvolvimento do ensino híbrido em sua IES!

Modelos de ensino híbrido: fotografia de uma mulher estudando de forma online.

Conheça 8 modelos de ensino híbrido para aplicar em sua IES

Antes da Covid-19, modelos de ensino híbridos já eram listados como tendências educacionais no século XXI. E com a pandemia, esse tipo de ensino passa a ser uma grande solução para educação, seja nas escolas ou nas Instituições de Ensino Superior (IES).

De forma geral, a educação híbrida pode ser definida como uma combinação entre o ensino presencial e o ensino a distância (EaD). Assim, ela mescla elementos do ensino tradicional com tecnologias contemporâneas.

E há diferentes formas de fazer essa união, ou seja, diferentes modelos de ensino híbrido. Continue a leitura e saiba mais!

Como é o ensino híbrido?

Também conhecido como blended learning, o ensino híbrido não consiste apenas na inclusão de atividades online no currículo dos alunos. Ele também impacta a organização e o papel de alunos e professores em sala de aula. Por esse motivo, ele pode ser confundido com as metodologias ativas. Entretanto, existe uma distinção importante entre esses conceitos.

A metodologia ativa é um paradigma de aprendizado em que o aluno assume protagonismo no processo de ensino e o professor atua como orientador. Ela pode ou não incluir atividades a distância.

Em alguns casos, o ensino híbrido e a metodologia ativa se misturam, uma vez que os alunos podem assumir sua autonomia dentro de um cenário presencial e online. Dessa forma, é possível inclusive entender o ensino híbrido como um tipo de metodologia ativa.

E, assim como existem diferentes metodologias dentro da aprendizagem ativa, também temos diferentes modelos de ensinos híbridos para aplicar nas IES.

Quais são os modelos de ensino híbrido?

Existem dois grupos diferentes de modelos de blended learning:

  • Modelos sustentados: em que todos os alunos estão presentes em sala de aula.
  • Modelos disruptivos: em que nem todos os alunos estão em sala.

Antes do regime remoto imposto pela pandemia, os especialistas indicavam a adoção dos modelos sustentados no país. Entretanto, no novo cenário, as metodologias disruptivas podem ser uma opção mais interessante.

Modelos de ensino híbrido sustentados

Abaixo, você confere 8 modelos diferentes de ensino híbrido.

Vamos separá-los em sustentados e disruptivos, começando pela primeira categoria:

1. Rotação por estação

Tem como principal característica a organização da turma nas chamadas estações de aprendizagem, em que cada grupo desenvolve uma atividade diferente.

Neste modelo, o professor assume um papel de intermediário, solucionando as dúvidas dos alunos, mas estimulando a autonomia dos grupos.

Após a realização da primeira rodada de atividades, é sugerida a rotação das estações, para que cada grupo passe por todas.

2. Laboratório rotacional

Neste modelo os alunos são separados em dois grupos. Enquanto o primeiro realiza atividades no laboratório, tendo como suporte ferramentas digitais, o segundo trabalha com o professor em sala de aula. Posteriormente, os grupos são invertidos.

Os estudantes em laboratório desenvolvem sua autonomia e protagonismo. Enquanto na sala de aula o professor atua apresentando conteúdos ou respondendo dúvidas de alunos.

3. Sala de aula invertida

Este modelo já é muito explorado pelas IES. Nele, os conteúdos das aulas são enviados para os alunos antes das aulas, para que eles possam estudá-los com antecedência.  

A ideia é que os estudantes cheguem em sala preparados, já conhecendo os principais conceitos, e aproveitem o momento coletivo para troca de ideias, aplicações práticas e resolução de dúvidas.

Leia também: tudo o que você precisa saber sobre biblioteca digital

Modelos de ensino híbrido disruptivos

Além dessas metodologias apresentadas, temos também os modelos de ensino híbrido disruptivos, com maior presença online:

4. Rotação individual

Esse modelo foca nas necessidades individuais de cada estudante, com maior personalização do conteúdo.

Na metodologia de rotação individual, o professor fica atento a cada aluno e planeja roteiros mais individualizados. A prioridade é explorar e solucionar as dificuldades de cada aluno individualmente.

Para isso, é indicado que o professor pense em diferentes atividades para diferentes perfis, e não necessariamente em elaborar um roteiro para cada aluno. Além disso, ele contará com diferentes recursos digitais para execução dos conteúdos e tarefas. 

5. À la carte

Neste modelo, o estudante assume ainda mais o protagonismo, e organiza ele mesmo os seus estudos. Isso é feito a partir de objetivos gerais pré-determinados, que guiam a organização dos alunos.

É indicado que ao menos uma disciplina seja ofertada online, geralmente uma eletiva ou optativa.

O sistema à la carte é mais indicada para o Ensino Médio, mas com algumas adaptações pode muito bem ser incorporado por IES.

6. Flex

Este modelo de ensino híbrido ganhou destaque nas IES durante a pandemia.

No modelo flex, os estudantes têm roteiros entregues via plataformas digitais, onde também realizam as atividades propostas durante parte do tempo. E em outros momentos, podem efetuar trabalhos com outros alunos.

Leia também: como escolher uma plataforma de ensino superior para a sua IES?

7. Aprendizado baseado em projetos

Também chamado de Project-based Learning (PBL), neste modelo os alunos têm a oportunidade de aprender por meio de projetos, e não lições.

Esses projetos unem aprendizados práticos e mentais, além de integrarem plataformas online e momentos presenciais de forma estratégica.

8. Virtual aprimorado

Também conhecido como modelo remoto, aqui os estudantes possuem disciplinas online e vão à IES algumas vezes na semana para debater o conteúdo apresentado online ou para realizar projetos.

É importante lembrar que existe uma carga horária máxima permitida para disciplinas EaD, inclusive em cursos presenciais. E no caso da carga horária de cursos EaD, ao menos 20% dela deve ser destinada a avaliações presenciais.

Outro adendo importante é que o modelo de ensino híbrido virtual aprimorado é permitido inclusive nos cursos de Direito. Apesar de não ter o formato totalmente EaD autorizado, estudantes deste curso podem sim assistir aulas de forma virtual.

Existem inclusive plataformas especializadas no oferecimento de disciplinas online modularizáveis para as IES. Se for o caso, pesquise bastante pelas ferramentas disponíveis e procure a ideal para a sua IES!

O modelo de ensino híbrido remoto é considerado um dos mais disruptivos. Entretanto, no contexto atual, ele pode ser de grande auxílio no próximo ano letivo.

Além disso, é importante lembrar que tanto os modelos sustentados quanto os disruptivos podem ser aplicados no Brasil. E para escolher qual implementar na sua IES, é importante considerar as possibilidades e limitações da sua instituição, bem como de cada metodologia.

E agora que você já conheceu os principais modelos de ensino híbridos para sua IES, que tal investigar mais a fundo as vantagens da utilização da plataforma como ambiente de aprendizagem? Essa é uma excelente ferramenta para você complementar o ensino em sua IES!

Como garantir a empregabilidade: fotografia de 4 estagiários ao redor de um médico em um hospital.

Saiba como garantir a empregabilidade dos alunos na IES

Uma das grandes questões entre gestores de Instituições de Ensino Superior (IES) atualmente é: como garantir a empregabilidade dos alunos?

A transição da faculdade para o mercado de trabalho é um momento desafiador para os alunos concluintes. O aumento do número de jovens com curso superior que encontram dificuldade para exercer sua profissão após a graduação cresce a cada dia. 

Segundo dados de estudo realizado pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE) entre os recém formados a taxa de desemprego foi de aproximadamente 45% entre os anos de 2014 e 2018.

Os fatores responsáveis por esse cenário são inúmeros. Entre os principais estão o aumento do número de pessoas com formação superior e, assim, da competitividade por vagas e a transformação do mercado de trabalho, que se tornou mais exigente em relação à qualificação do profissional pretendido, requerendo maior desenvolvimento de habilidades e competências como o planejamento pessoal e autodeterminação do empregado.  

Dessa forma, torna-se necessário pensar em estratégias a serem realizadas ainda durante a graduação e que facilitem o ingresso dos concluintes na vida profissional. A experiência e conhecimento adquiridos ao longo do curso serão determinantes para definir a empregabilidade do formando. 

Porém, como garantir a empregabilidade dos alunos concluintes, de fato? Preparamos este artigo com algumas práticas que te ajudarão a melhorar as taxas em sua IES. Confira!

Melhorando a empregabilidade dos alunos concluintes

A seguir iremos apontar dicas e estratégias que auxiliarão sua instituição de ensino a superar os desafios e melhorar as taxas de empregabilidade entre os estudantes concluintes. 

Leia também: entenda os conceitos e as diferenças de trabalhabilidade e empregabilidade!

1. Ensino por competências 

Para a educação, competência se refere à “faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações”.

O ensino por competências ganhou destaque a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e consiste em uma tentativa do Governo Federal de adequar as políticas educacionais brasileiras às demandas trazidas pelo desenvolvimento econômico. 

Nesse cenário, é importante destacar que o objetivo do ensino por competências é aproximar o ambiente educacional do ambiente profissional, preparando o aluno para desenvolver habilidades úteis ao mundo do trabalho.

A partir de um estudo realizado sobre as DCNs é possível extrair os seguintes exemplos de competências necessárias à educação em nível superior: 

Competências de educação permanente

Preparar o aluno para o desenvolvimento da aprendizagem de forma contínua, com conhecimentos necessários ao longo da vida.  

Competências sociais e interpessoais

Preparar o aluno para o convívio em sociedade, com desenvolvimento de habilidades interpessoais como  trabalho em equipe, comunicação e criatividade. 

Competências técnico-científicas

Preparar o aluno para aplicar o conhecimento técnico adquirido durante a faculdade na resolução de problemas relativos à sociedade. 

Valores humanísticos

Preparar o aluno para analisar desafios de modo humanístico, refletindo acerca de aspectos da diversidade social.  

Dessa forma, o ensino por competências leva a um aprendizado que desenvolve o aluno de forma pessoal, acadêmica e profissional. A mobilização de conhecimentos em diversas áreas promove a aproximação entre escola e trabalho. 

2. Metodologias Ativas 

O uso de metodologias ativas gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado. 

As metodologias ativas promovem o incentivo de características como proatividade, colaboração, pensamento interdisciplinar e resolução de problemas, valores elementares à ocupação profissional. Conheça alguns exemplos de estratégias de metodologias ativas

Sala de aula invertida

É um modelo que se aproveita da tecnologia para transformar as práticas de ensino, antes mesmo de o aluno pisar na sala de aula. Conteúdos teóricos são disponibilizados online para que os estudantes possam se preparar para os momentos com os professores.

Aprendizado entre pares

Essa metodologia consiste em promover o compartilhamento do conhecimento entre os colegas, tornando o aprendizado mais fácil e estimulando a integração. 

Gamificação

A gamificação passa pelo uso de conceitos e ferramentas típicas de jogos para motivar o aprendizado e a solução de problemas. O uso de apps educativos e divisão de tarefas por fases torna o processo de aprendizado mais dinâmico e instiga o aluno a buscar um melhor desempenho.

3. Parcerias com Empresas para Estágios

Outra dica interessante sobre como garantir a empregabilidade de alunos concluintes é por meio de parcerias entre a instituição de ensino e empresas que priorizem os estudantes da IES na contratação para estágios. 

A experiência profissional é um grande diferencial para os contratantes. Contar com estágios ainda durante a graduação proporciona o conhecimento prático que transpõe o aprendizado adquirido em sala de aula.  Além disso, durante o estágio acadêmico, o aluno aprende valores essenciais à sua futura relação profissional. 

Os coordenadores das instituições de ensino devem se preocupar em construir um projeto pedagógico que atenda às necessidades dos estudantes e da própria instituição. 

Algumas parcerias proporcionam benefícios  que vão além da experiência profissional, pois o investimento das empresas pode significar também melhorias estruturais para as IES. 

4. Preparação para o Mercado de Trabalho 

Além das estratégias já apontadas, a empregabilidade dos alunos pode ser melhorada pelos seguintes meios: 

Atividades extracurriculares 

É importante promover atividades que incentivem os estudantes a desenvolver suas habilidades fora da sala. Organizar visitas a órgãos públicos e empresas, por exemplo, servirão para que o estudante aprenda sobre o funcionamento das organizações e se torne mais preparados para o mercado de trabalho. 

Orientação profissional

As instituições de ensino podem ofertar serviços de orientação profissional, a fim de apresentar alguns planos de carreira e possibilidades de atuação dentro da área escolhida pelo estudante. 

Além disso, a orientação servirá para capacitar os estudantes na elaboração dos currículos profissionais, visto que a construção de um currículo constitui-se, em muitos casos, como desafio para o aluno que busca sua primeira oportunidade de emprego.

Incentivar o aprendizado de idiomas 

Dominar um novo idioma aumenta as chances de contratação do concluinte. Muitas empresas exigem o domínio de um segundo idioma e para outras pode ser considerado um grande diferencial. 

Assim, é importante que as IES incentivem e criem oportunidades de aprendizado para o aluno por meio de programas como o de intercâmbio.  

Entendendo a importância da empregabilidade no ensino superior

O cenário da educação superior está em constante transformação. Atualmente, a maior parte dos alunos de IES são dependentes de alguma renda para custear os estudos. Desse modo, a inserção no mercado de trabalho é um fator de extrema relevância para evitar evasões

Além disso, muitos estudantes escolhem se matricular em cursos e instituições que possuam bons índices de empregabilidade. 

Portanto, a necessidade de criar oportunidades que aumentem a taxa de empregabilidade entre os estudantes tem como fim garantir a colocação profissional dos concluintes, evitar o abandono do curso e melhorar a captação de novos alunos.

Após entender a importância desse tema e como garantir a empregabilidade dos alunos concluintes na IES, que tal implementar algumas das estratégias citadas na sua instituição de ensino? Confira o nosso artigo sobre ferramentas de metodologias ativas!

Ensino híbrido no ensino superior: fotografia de uma estudante participando de uma aula online e fazendo anotações.

Ensino híbrido no ensino superior: principais passos para desenvolver em sua instituição

No Brasil, existem 2 modalidades oficiais de ensino: a presencial e a distância. Contudo, o ensino híbrido no ensino superior já é uma terceira realidade em muitas Instituições de Ensino Superior (IES). 

Isso se tornou possível devido à publicação da Portaria nº 1.428, pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, que ampliou a carga horária das aulas a distância nos cursos presenciais. 

Além disso, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a Educação a Distância (EaD) tem crescido muito nos últimos anos, registrando um aumento de 17% de estudantes matriculados nessa modalidade de ensino entre os anos de 2017 e 2018.

Para você saber o que é, como funciona o ensino híbrido no ensino superior e as vantagens ao desenvolver essa metodologia em sua IES, continue lendo este artigo!

O que é o ensino híbrido?

Definido pelo Clayton Christensen Institute, nos Estados Unidos, o ensino híbrido, blended learning ou simplesmente b-learning e outras variações como semipresencial e flex, é uma das maiores tendências da educação no século XXI.

Ele promove o fim da dicotomia entre o ensino presencial e a EaD, propondo uma integração bem planejada entre essas modalidades no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Assim, o estudante tem a oportunidade de aprender por meio do ensino in loco, sendo supervisionado por professores e orientadores, e pela modalidade online, realizando seu próprio controle sobre o tempo, lugar, forma e ritmo do estudo. 

De modo geral, essa é uma metodologia educativa que:

  • faz com que o professor tenha o papel de transmissor na mediação do conhecimento;
  • mescla estratégias de ensino offline com estratégias digitais;
  • personaliza o ensino para atender melhor às necessidades de aprendizagem do estudante;
  • propõe que o aluno seja protagonista na aquisição do conhecimento. 

Dessa forma, vale destacar que, como algumas aulas são feitas presencialmente e as demais por meio de plataformas de ensino online, é preciso observar duas diferenciações:

  1. Educação presencial híbrida: as aulas a distância e devem somar até 40% do tempo de estudo. Os outros 60% consistem em aulas e atividades presenciais.
  2. Educação a distância híbrida: apresenta as aulas por meio de uma plataforma virtual, porém os alunos devem comparecer às instituições de ensino para acompanhar os conteúdos, fazer trabalhos, atividades e avaliações. Essas atividades presenciais devem totalizar até 30% de toda a carga horária.

Tipos de ensino híbrido 

Antes de saber como a metodologia de ensino híbrida pode ser aplicada na educação superior, é preciso observar a existência de duas subcategorias, que são os modelos sustentados e disruptivos.

Os modelos sustentados são os mais próximos do ensino tradicional. Por isso, eles são uma ótima opção para instituições que querem adaptar essas novas práticas ao currículo existente. Os mais conhecidos são: laboratório rotacional, rotação por estações e sala de aula invertida.

Já os modelos disruptivos propõem um rompimento maior em relação ao ensino tradicional, já que o processo de aprendizagem ocorre quase exclusivamente pela iniciativa dos alunos. Dessa maneira, as instituições precisam estruturar sua grade curricular de forma diferente. Os principais modelos disruptivos são: à la carte, flex, rotação individual e virtual aprimorado ou enriquecido. 

Vale ressaltar que não existe um modelo ideal de ensino híbrido no ensino superior, mas é preciso atenção especial ao planejamento, horários e ferramentas utilizadas nas aulas, pois é necessário que haja uma sequência entre o que é ensinado no online e no presencial.

Portanto, independente do modelo de ensino híbrido escolhido, o trabalho deve ser condizente com o objetivo formativo que se espera atingir com os alunos.

Como desenvolver o ensino híbrido no ensino superior?

Existem diversos passos para implementar o ensino híbrido no ensino superior. 

As ações realizadas passam por traçar um plano estratégico de infraestrutura educacional, definição sobre a orientação pedagógica, formação dos professores, criação de um cronograma de aulas e desenvolvimento dos modos de avaliação.

De forma geral, são necessários 5 passos:

1. Pensar nas especificidades do curso

Esse primeiro passo serve para decidir qual a melhor maneira de colocar o ensino híbrido em prática e pensar nos objetivos do curso. Também é importante definir o público-alvo, como será essa formação e as capacidades que serão desenvolvidas.

2. Estabelecer o percentual de aulas online x offline

As IES devem definir qual a quantidade de horas/aula no ensino híbrido serão necessárias. Isso pode variar de um curso para outro e também deve estar de acordo com as tecnologias que serão utilizadas.

3.  Utilizar uma tecnologia adequada

A qualidade do ensino híbrido irá depender de uma série de fatores, dentre eles, a tecnologia utilizada para a realização das aulas, entrega das atividades, dentre outros.

Por isso, pesquise bem para encontrar ferramentas que se adequam às necessidades da IES e dos estudantes!

4. Capacitar os professores

Após escolher a tecnologia que será utilizada no ensino híbrido, o corpo docente precisa ser capacitado para manejar todas as suas ferramentas da melhor maneira. 

5. Criar engajamento com os alunos

Mesmo que os alunos tenham maior autonomia no processo de ensino-aprendizagem, eles também precisam ser engajados e estimulados com o projeto pedagógico do curso. 

Por isso, é importante definir muito bem o primeiro passo relacionado ao planejamento do curso no ensino híbrido.

Quais as vantagens do ensino híbrido no ensino superior?

Uma das principais vantagens oferecidas pelo ensino híbrido é que o estudante ganha maior autonomia e pode aprender em seu próprio ritmo. 

Assim, ele sai do papel passivo e se torna o protagonista do seu processo de aprendizagem. 

Além disso, essa metodologia de ensino oferece uma série de benefícios, tais como:

  • maximiza o aproveitamento das aulas;
  • flexibiliza os estudos;
  • facilita a aprendizagem por meio da tecnologia;
  • otimiza o tempo do professor;
  • reduz custos;
  • aumenta o engajamento e reduz a evasão dos alunos;
  • permite a adequação de várias metodologias de aprendizagem;
  • possibilita melhorias contínuas;
  • prepara a IES para o futuro.

De modo geral, o ensino híbrido no ensino superior trouxe mais versatilidade e flexibilidade, uma vez que ele pode ser adaptado de acordo com as necessidades dos alunos, instituições e educadores.

Conseguiu entender melhor sobre o ensino híbrido no ensino superior? Aproveite também para conferir nosso artigo sobre como escolher uma plataforma de ensino superior para a sua IES! 

Ensino por competências na educação profissional: fotografia de estudantes sentados à mesa e prestando atenção a uma aula.

Saiba como desenvolver o ensino por competências na educação profissional

Foi-se o tempo, se é que ele realmente existiu, em que apenas o conhecimento sobre conteúdos faziam de alguém um bom profissional.

Atualmente, além de conhecimentos técnicos e teóricos, para se destacar no mercado de trabalho os estudantes e recém-formados precisam de competências sociais, emocionais, culturais, comunicacionais, atitudinais, entre outras.

O ensino por competências já está previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação básica brasileira. Entretanto, não há uma proposta universal para o ensino superior. 

Dessa forma, cabe às Instituições de Ensino Superior (IES) se atentarem às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de cada curso e entender como é possível aplicar a educação por competências na educação profissional em cada caso.

Afinal, para se manterem atualizadas e oferecendo uma aprendizagem de qualidade para seus alunos, as IES precisam incluir o ensino por competências na educação profissional de seus currículos. 

O que é o ensino por competências?

A aprendizagem por competências é uma metodologia que se opõe à educação tradicional de ensino por disciplinas. 

Ela conecta diferentes áreas do saber e, ao invés de focar na teoria, tem como objetivo a combinação de conhecimentos, recursos, atitudes, valores, estímulos e habilidades.

Nesse sistema, os alunos possuem aulas em módulos integrados para desenvolverem as novas capacidades, como habilidades práticas, técnicas, cognitivas e socioemocionais.

Assim, os estudantes podem praticar e desenvolver capacidades e comportamentos como:

  • proatividade;
  • comunicação;
  • curiosidade;
  • resolução de conflitos;
  • capacidade de liderança;
  • autonomia;
  • pensamento crítico;
  • habilidades tecnológicas e científicas;
  • cooperação;
  • interação;
  • disciplina, entre outras.

Essa nova aprendizagem é muitas vezes aliada às metodologias ativas, que transformam o modelo tradicional expositivo de educação. Nesse cenário, os alunos passam a ter um local de maior protagonismo e participam de todas as etapas do processo de aprendizado. 

Para enxergar melhor essa transformação, vamos a uma comparação: na educação tradicional, um aluno de Publicidade aprende sobre fundamentos de Design, Pesquisa de Mercado, Redação Publicitária, Marketing, entre outras disciplinas.

Mas, com o ensino por competências na educação profissional, ao invés de desenvolver esses conteúdos em disciplinas isoladas e desagregadas, o estudante pode cursar um módulo em que aprende enquanto simula a atuação em uma agência. 

Essa comparação pode ser feita tendo diferentes cursos como exemplo. Isso porque a metodologia é útil para as mais diversas áreas.

Apesar de estar em voga nos últimos anos, o conceito de educação por competências não é tão recente. Isso porque ele foi pensado em 1948, por Robert White, um psicólogo e professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Porém, foi apenas a partir de 1990 que a aplicação do ensino por competência foi elaborada enquanto metodologia de ensino, principalmente nos Estados Unidos e alguns países da Europa.

No Brasil, as práticas de competência na educação surgiram em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). E desde 2013 o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também utiliza critérios de avaliação que consideram essas competências para resolução da prova.

Ensino por competências na educação profissional

Muito se fala da implantação desse tipo de educação no nível básico da educação. Mas você deve estar se perguntando: qual o papel do ensino por competências na educação profissional? Como ele pode ser aplicado na minha IES?

Já há alguns anos, o mercado de trabalho precisa de pessoas não apenas bem-qualificadas na teoria e nos conteúdos, mas que também sejam responsáveis, tenham capacidade de tomar decisões, liderar e conduzir suas relações. E o ensino por competências na educação profissional é capaz justamente de desenvolver essas capacidades.

Ao não incluir esse tipo de competência no currículo dos cursos de sua IES, você acaba prejudicando os estudantes. Afinal, sem desenvolver as competências necessárias, eles poderão ter menos facilidade em sua inserção e manutenção no mercado de trabalho.

Qual a importância do ensino por competências no ensino superior?

Uma das funções da Instituição de Ensino Superior é preparar seus estudantes para o futuro, especialmente para seu percurso profissional. E um dos principais objetivos de um jovem que ingressa na educação superior é concluir o curso estando capacitado para atuar no mercado de trabalho.

Em um cenário cada vez mais competitivo, a formação em um ensino por competências simboliza uma melhor capacitação, trabalhabilidade e empregabilidade dos egressos. 

Além disso, durante o curso, essa metodologia também é capaz de gerar maior interesse e engajamento dos alunos na sala de aula. 

Logo, adotar esse tipo de metodologia na IES faz com que a instituição assuma uma posição contemporânea e competitiva, oferecendo uma formação mais completa e atual para seus estudantes.

Como preparar os docentes para o ensino por competências?

Um dos principais desafios ao adotar o ensino por competências na educação profissional é a adequação do corpo docente a essa nova proposta. Isso porque a implementação dessa metodologia exige da IES e de seus docentes uma mudança a nível organizacional e cultural. 

Muitas vezes, os professores precisam transformar suas práticas pedagógicas, o que pode gerar resistência, especialmente se eles não estiverem preparados para enfrentar esse desafio.

O artigo “O modelo curricular por competência e os desafios à prática docente”, publicado no periódico Trabalho & Educação, explica bem essa dificuldade. 

O estudo concluiu que um dos grandes desafios enfrentados pelos docentes é “o de sair de uma prática pedagógica tradicional, em que o professor tinha nas mãos todo o controle do processo ensino-aprendizagem para uma prática pedagógica crítica que impulsiona a participação ativa dos alunos em todas as etapas do processo, cujo eixo central agora está na aprendizagem”.

Neste sentido, é necessário que os docentes sejam capacitados para transformar seu papel dentro da sala de aula, pois eles passam a trabalhar em rede e atuar como facilitadores da aprendizagem, e não controlando esse processo. 

Com essa nova dinâmica, os professores também passam a treinar suas habilidades com os alunos, exercitando suas competências socioemocionais, técnicas e cognitivas, por exemplo.

Para que o aluno assuma o protagonismo e que os projetos de educação por competências sejam colocados em prática, a IES também passa por transformações curriculares. Lembrando que cada mudança deve seguir as determinações das DCNs de cada curso.

Agora que você já sabe mais sobre o ensino por competências na educação profissional, que tal descobrir como a tecnologia pode auxiliar nessa transformação? Confira agora nosso artigo sobre tecnologia na educação!

Ensino híbrido, desafios e oportunidades: fotografia de uma mulher estudando pelo notebook e sorrindo.

Ensino híbrido: desafios e oportunidades para aplicação no ensino superior

O ensino híbrido já era apontado como uma tendência na educação mundial há alguns anos. Mas, em 2020, ele apareceu como uma grande solução para a educação contemporânea, especialmente considerando as adversidades que enfrentamos nos últimos tempos.

Entretanto, da mesma forma que o ensino híbrido apresenta diversas possibilidades animadoras para o cenário da educação brasileira, ainda há muitas dificuldades a serem superadas.

Continue a leitura e saiba mais sobre o ensino híbrido, desafios e oportunidades para as Instituições de Ensino Superior (IES).

Definição: o que é ensino híbrido

Também conhecido como blended learning ou educação semipresencial, o ensino híbrido mescla estratégias e ferramentas da Educação a Distância (EaD) e da presencial tradicional.

Nesae contexto, a educação passa a ser mais personalizada e oferece maior autonomia ao aluno, por suas características remotas. E as atividades presenciais seguem a estimular a interação, os debates e os trabalhos em grupo dos alunos. 

Assim, o ensino híbrido é capaz de reorganizar tanto o espaço e tempo de aula, quanto o papel do professor e do aluno.

A importância do Ensino Híbrido nas IES

A Portaria Nº 1.428, publicada no fim de 2018, permite que até 40% da carga horária de cursos presenciais sejam executadas em formato EaD. Essa ação já permitiu que diversas Instituições de Ensino Superior passassem a ter mais liberdade na adoção de modelos híbridos de educação.

E aquelas instituições que ainda não exploravam essas possibilidades foram obrigadas a se remodelar em 2020, para lidar com as mudanças no ensino geradas pelo Covid-19. 

Logo, no contexto atual a educação híbrida ganha ainda mais importância, uma vez que ela representa uma das soluções para a retomada e continuidade das aulas agora e nos próximos meses.

E mesmo com a volta do ensino presencial, o blended learning ainda aparece como uma opção considerável no pós-pandemia. Isso porque ela traz diferentes benefícios, tanto para as IES quanto para os alunos. Entre as vantagens do ensino híbrido estão:

  • redução de custos;
  • maior autonomia para os alunos;
  • otimização do tempo dos professores;
  • melhor aproveitamento das aulas;
  • maior engajamento;
  • maior flexibilidade nos modelos de ensino, entre outros.

Ensino híbrido: desafios e oportunidades

A implantação do ensino híbrido pode resultar em diferentes benefícios, como vimos acima, e também abre portas para diferentes oportunidades. Entretanto, também são muitos os desafios a serem superados para uma implementação de sucesso do blended learning.

Em 2017, o Instituto Clayton Christensen (Clayton Christensen Institute – CCI) organizou uma investigação sobre o ensino híbrido em 250 instituições privadas em 3 países em desenvolvimento: Brasil, Malásia e África do Sul. A pesquisa tinha como objetivo avaliar e desenvolver projetos para aprendizagem online.

O CCI é uma organização sem fins lucrativos que se dedica ao desenvolvimento mundial por meio da Inovação Disruptiva desde 1952. 

Em sua pesquisa de 2017, a instituição mapeou o ensino híbrido, oportunidades e desafios no contexto Brasileiro. E mesmo já tendo se passado alguns anos, essa pesquisa ainda é considerada atual e traz pontos relevantes. Continue a leitura e saiba mais!

As oportunidades do ensino híbrido

No relatório do CCI, o uso de tecnologias adaptadas à realidade dos estudantes é apresentado como uma das soluções para melhorar os índices da educação do Brasil, que nos últimos anos estão abaixo da média geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em áreas como Ciência, Leitura e Matemática.

Além disso, as tecnologias adaptadas também aparecem como uma forma de de melhorar o engajamento dos alunos nas salas de aula. Assim, é possível perceber que as tecnologias digitais combinadas com a educação presencial tradicional podem potencializar a qualidade educacional no país, bem como otimizar o aproveitamento dos alunos nas IES.

Mas as principais oportunidades da educação híbrida no Brasil estão relacionadas à possibilidade de personalização desse tipo de ensino. Isso porque não existe um único modelo ideal para aplicar esse tipo de metodologia.

Os modelos do ensino híbrido podem ser divididos entre sustentados e disruptivos. Os sustentados são aqueles em que os alunos estão presentes em sala de aula. Já os modelos disruptivos não necessitam da presença dos estudantes em sala para funcionarem.

Os modelos podem ser aplicados de acordo com as necessidades e possibilidades de cada escola. Assim, é possível personalizar a experiência de educação híbrida.

Há alguns anos, o modelo sustentado era o mais defendido por especialistas brasileiros. Entretanto, hoje já é possível inserir modelos disruptivos da educação híbrida no Brasil.

Os desafios do ensino híbrido e como superar

O relatório da CCI sobre o ensino híbrido em países em desenvolvimento descreveu também alguns obstáculos que devem ser enfrentados. Entre eles estão:

  • falta de entendimento quanto aos modelos de ensino híbrido;
  • o uso de conteúdo e materiais de qualidade;
  • currículos não integrados à prática de blended learning;
  • déficit de capital humano e infraestrutura.

Mas calma, há formas de solucionar e superar esses desafios! Treinamentos e qualificações para professores e profissionais da educação devem fazer parte dos primeiros passos a serem tomados nesse contexto. A elaboração de conteúdos personalizados e específicos para o ensino híbrido em trilhas de aprendizado também são de grande ajuda.

Além disso, as parcerias entre IES e soluções de tecnologia são muito importantes para solucionar os desafios do ensino híbrido no país. Elas são capazes de oferecer maior segurança e confiabilidade para os alunos e docentes, bem como facilitar a aplicação de metodologias e atividades de blend learning.

Com as soluções tecnológicas de ensino híbrido, as IES podem desenvolver disciplinas online para os cursos EaD e presenciais com maior facilidade. E a elaboração de trilhas de aprendizagem por meio das plataformas digitais de aprendizagem também é otimizada.

Como vimos, o cenário brasileiro de ensino híbrido, desafios e oportunidades está sendo desenvolvido e investigado já há alguns anos. E apesar dos grandes obstáculos que enfrentamos, há formas de aplicar o blended learning nas IES brasileiras, aproveitando as possibilidades desse tipo de ensino. Para saber como uma solução tecnológica pode auxiliar nesse percurso, que tal descobrir mais sobre as plataformas disponíveis no mercado brasileiro? Acesse agora nosso conteúdo especial sobre o assunto conheça as 8 melhores plataformas de ensino online para a sua IES!

Cursos com maior empregabilidade: fotografia de 3 jovens no trabalho conversando.

Saiba quais são os cursos com maior empregabilidade no Brasil

As Instituições de Ensino Superior (IES) que ofertam cursos com maior empregabilidade sempre atuam analisando as necessidades do mercado de trabalho. Isso possibilita que seus alunos construam suas carreiras assim que formados. 

Algumas empresas classificam tais formações como cursos “versáteis”, pois promovem o aprendizado e o desenvolvimento de competências requisitadas nas diversas esferas.

Por outro lado, esses cursos também possibilitam que as IES tenham mais qualidade no ensino e façam parte do ranking das instituições com maior empregabilidade. 

Assim, elas geram maior visibilidade e o aumento no números de captação, retenção e fidelização dos estudantes, que podem continuar seus estudos fazendo especializações no mesmo local. 

A sua IES está acompanhando quais são os cursos com maior empregabilidade para atender as necessidades dos alunos e do mercado profissional? Confira, neste artigo, os 10 cursos que oferecem as melhores oportunidades de emprego e como sua instituição deve atuar nesse sentido!

Veja os 10 cursos com maior empregabilidade no mercado 

Saiba quais são as graduações que apresentaram maior empregabilidade nos últimos anos, ajudando na captação de alunos em sua IES.

1. Administração

O curso de graduação em Administração está entre os cursos com maior empregabilidade, pois forma profissionais dotados de uma visão sistêmica dos principais enfoques necessários para o gerenciamento organizacional. 

A partir da relação entre as teorias e a prática, com estudos sobre o mundo corporativo, sua IES deve instrumentalizar os alunos para o sucesso das organizações, oferecendo ao estudante o conhecimento dos principais conceitos, métodos e instrumentos que possibilitem os melhores resultados na gestão estratégica, financeira, de pessoas, produção, mercado e clientes.

2. Ciências Contábeis

O curso de Ciências Contábeis habilita seus alunos a serem responsáveis pelo controle contábil e orçamentário das empresas, além de exercerem atividades de regulamentação de todos os fatos relativos ao patrimônio das instituições.

Sua IES deve formar profissionais aptos a planejar, organizar, orientar e preparar as demonstrações contábeis essenciais em uma empresa. 

Sua teoria e a prática são necessárias para que o futuro contador analise todas as despesas e custos, de modo a avaliar o valor de bens e serviços, preparando a declaração do imposto de renda de uma empresa e calculando o valor do tributo devido.

3. Direito

O curso de Direito prepara o aluno com uma formação multidisciplinar. Assim, ao conquistar o diploma de bacharelado, ele estará apto a exercer a advocacia privada, trabalhando em empresas ou escritórios, atuando como consultor ou, ainda, podendo se inserir na carreira pública, como delegado de polícia, juiz de Direito, promotor público, defensor público, entre outras. 

Sua IES deve proporcionar aos estudantes a competência normativa voltada a uma gestão mais ampla e diferenciada, além de contar com uma biblioteca online de Direito sempre atualizada, para que o acadêmico faça suas leituras e estudos, de modo a prepará-lo para o mundo profissional.

4. Engenharia de Produção

No de Engenharia de Produção, sua IES deve preparar os profissionais para serem capazes de gerenciar os recursos humanos, financeiros e materiais de uma empresa, de modo a aumentar sua produtividade e rentabilidade.

Assim, o aluno deve contar com uma formação multidisciplinar, possibilitando trabalhar com sistemas de produção de bens e serviços.

5. Estatística

Para fazer parte das IES com os cursos com maior empregabilidade, sua instituição precisa preparar os estudantes de Estatística para serem especialistas em matemática, voltados para a análise e interpretação de dados. 

Isso é necessário pois esse profissional é responsável pelo levantamento de informações, diagnósticos de mercado, tendências e acompanhamento das ações de Marketing.

As oportunidades para esses profissionais estão em grande ascensão, já que o mercado de trabalho tem necessitado cada vez mais de grandes bases de dados, conhecidas como big data.

6. Gestão de Recursos Humanos

Nesse curso, a IES deve capacitar seus estudantes a atuarem no suporte à gestão de pessoas e a lidarem com as várias rotinas relacionadas ao departamento de Recursos Humanos de uma organização.

Ao concluir a graduação, o futuro profissional estará apto a trabalhar com controle, admissão e demissão de pessoas, desenvolvimento e retenção de talentos em uma empresa, além de realizar a administração da folha de pagamento e dos benefícios oferecidos.

7. Marketing

O curso de Marketing forma profissionais analíticos e capazes de detectar as reais oportunidades do mercado. Eles traçam e executam as melhores estratégias para a imagem da marca, produto/serviço ou empresa, de forma a torná-los mais competitivos.

A formação tem estado entre os cursos com maior empregabilidade pois, com o avanço das tecnologias e da internet, as marcas precisam ter maior presença no contexto digital para que seja criado um relacionamento com seu público.

O curso da sua IES deve sempre buscar a inovação e capacitar os alunos para acompanhar e analisar todo o processo de venda da marca, desde a concepção da ideia, até o momento de pós-venda, com o consumidor, objetivando sua fidelização e maior alcance mercadológico. 

8. Medicina

A profissão médica faz parte do sonho de muitas pessoas, razão pela qual há maior disputa nos vestibulares e é um dos cursos com maior empregabilidade.

O curso de Medicina deve capacitar os alunos a trabalhar diretamente com a saúde humana, em seus mais diversos aspectos.

Ao final do curso, o profissional precisa estar apto a diagnosticar doenças, prescrever medicamentos, acompanhar e conduzir o tratamento dos pacientes, além de atuar na prevenção de várias enfermidades.

9. Pedagogia

O curso de Pedagogia necessita preparar os alunos para atuarem na educação infantil, ou seja, nos anos iniciais do ensino fundamental, e também na educação de jovens e adultos (EJA).

Sua IES também precisa habilitá-los para as funções de suporte pedagógico, como direção, supervisão e orientação educacional, além de trabalhar a inclusão escolar nos mais diversos contextos.

A Pedagogia tem ocupado seu lugar entre os cursos com maior empregabilidade nas últimas décadas pois capacita profissionais que, além de formarem outras pessoas, também são capazes de lidar com as diferenças e com o desafio de suprir as necessidades de uma sociedade cada vez mais complexa e heterogênea.

10. Tecnologia da Informação

No curso de Tecnologia da Informação, seus egressos devem estar preparados para atuar em posições estratégicas dentro de uma organização, criando soluções em sistemas de informação de dados, desenvolvendo softwares ou até mesmo fazendo a proteção e a gestão de dados.

Como se trata de uma formação com excelente empregabilidade, o profissional de TI encontra boas oportunidades no Brasil e também no exterior, pois se trata de uma área com carência de profissionais bem qualificados atulmente.

Percebeu como ter cursos com maior empregabilidade na sua IES é importante para a realização dos seus alunos e para o consequente posicionamento da instituição entre as mais requisitadas pelo mercado? Agora, aproveite para conferir o nosso artigo sobre as principais técnicas para captação de alunos para aplicar em sua IES!