Aprendizagem ativa: fotografia de um grupo de estudantes sentados à mesa e resolvendo uma atividade em conjunto.

Saiba o que é e como aplicar a Aprendizagem Ativa em sua IES

A ideia de uma figura única como detentora do conhecimento, passando as informações aos indivíduos “menos iluminados”, já não é mais modelo de educação para ninguém, sobretudo quando abordamos metodologias inovadoras e viáveis à aplicação no ensino superior.

O estudante que ingressa em uma Instituição de Ensino Superior (IES) nos dias de hoje sabe que o professor não é a única fonte de conhecimento e que a prática de mercado, por exemplo, pode ser de valia imensurável no seu aprendizado.

Deste modo, uma IES que se preocupa com a qualidade do ensino ofertado traz situações diversas de aprendizado para dentro de sua estrutura e provoca experiências para que o estudante vivencie todas as etapas do processo de aprendizagem com a maior qualidade possível.

Acontece que o conjunto dessas ações tem um nome: elas são conhecidas como Metodologias de Aprendizagem Ativa.

Uma instituição que não só desenvolve esse trabalho, mas sabe anunciar ao estudante a importância desse tipo de ensino, está dando um passo à frente em qualidade de ensino, captação e retenção de alunos.

Afinal, o que é a Aprendizagem Ativa e em que ela se baseia?

Com o objetivo de colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem, a Aprendizagem Ativa propõe que o estudante participe ativamente de todas as etapas do processo de ensino e seja responsável pela construção do conhecimento. Sem qualquer fuga, o aluno é transformado no protagonista de sua própria aprendizagem.

Essa metodologia se estrutura a partir do objetivo de incentivar os alunos a aprenderem de forma autônoma e participativa, além de elaborarem o conhecimento a partir de problemas e situações reais.

Quais são os benefícios da Aprendizagem Ativa?

Nessa elaboração metodológica, o fato de o próprio aluno construir o conhecimento faz com que ele se aproprie das informações de uma maneira completamente diferente, muito mais aprofundada e funcional ao mesmo tempo. Assim, o estudante é estimulado a pensar por si mesmo, analisar e criar. 

Deste modo, são desenvolvidas habilidades de autonomia, confiança, senso crítico, empatia, adaptabilidade, aptidão em resolver problemas, capacidade analítica e competências de trabalhar em grupo. Todas elas muito importantes no desenvolvimento de um profissional completo para o mercado de trabalho.

Aqui, vale destacar que, apesar de a Aprendizagem Ativa ter entre seus benefícios a capacidade de interação, diálogo e desenvolvimento de empatia, essas são consequências e não focos do processo, como no caso da Aprendizagem Colaborativa, que, por sua vez pode ser complementar a esse processo, mas parte de outro princípio.

Para além do próprio desenvolvimento das qualidades do estudante, a metodologia de aprendizagem ativa se destaca ainda por ser um método que envolve e engaja os alunos, aproximando-os ainda mais do processo de formação e criando vínculos, inclusive de retenção, com a instituição.

Quais são as metodologias ativas?

As metodologias ativas são diversas técnicas de ensino que provocam o Aprendizado Ativo. Elas têm em comum o objetivo de colocar o aluno como centro do seu próprio processo de aprendizagem.

Atualmente, das diversas metodologias ativas existentes, outras tantas  já foram desenvolvidas, ramificadas e apuradas. Abaixo citamos algumas das principais que se destacam na aplicação do aprendizado no ensino superior.

Aprendizagem Baseada em Problemas – Project Based Learning (PBL)

Como o próprio nome sugere, essa metodologia provoca o aprendizado a partir de uma situação-problema. 

Nesse caso, um problema real, de um cliente, por exemplo, tem de ser resolvido pelos alunos. Nesse percurso, diversas pesquisas e abordagens terão de ser feitas pelo estudante. O professor aqui tem o papel de intermediário, mas a resolução do problema deve vir integralmente do estudante ou de seu grupo.

Se o caso em questão é um problema da área de Direito, por exemplo, ou relacionado ao diagnóstico de um paciente, o aluno terá de apreender tudo o que envolve essa situação para lidar com o problema, não basta ter o conhecimento específico final. 

Muito além de uma questão pontual, ele terá de ser capaz de compreender todo um contexto e as implicações provocadas, alterando, inclusive, o resultado final.

Essa metodologia provoca nos alunos as habilidades de investigar, refletir, criar e avaliar diante de uma situação.

Aprendizagem Baseada na Ação Prática – Atividades “maker”

Essa metodologia segue a mesma lógica da Aprendizagem Baseada em Problemas. No entanto, propõe uma resolução prática. 

Também conhecida como “aprender fazendo”, essa linha sugere que a situação- problema seja prática. Nesse caso, uma vivência em laboratório ou em uma empresa interna da IES que ofereça serviços a clientes reais podem ser um ótimo campo de aprendizagem.

Aqui, mais uma vez, o docente deve ser apenas intermediário e a pesquisa, o desenvolvimento, a resolução e a entrega do produto final devem ser feitos pelo aluno. 

Para vivenciar esse ciclo completo, o aluno terá de encarar desde o recebimento do problema, sua descoberta, além de entender como ele acontece, por que, com quem, como solucionar, com que recursos e de que maneira.

Essa metodologia provoca, além das habilidades de investigar, refletir e criar, também habilidades de empatia, percepção e diálogo fundamentais na lida com qualquer cliente ou paciente de qualquer área.

Sala de Aula Invertida – Flipped Classroom

Essa metodologia se baseia no princípio básico de que o professor não deve ser o detentor do conhecimento dentro da sala de aula. 

Nessa linha, todo o conteúdo da aula é fornecido de antemão ao aluno de maneira diversificada e, de preferência, multimídia. Assim, no momento da sala de aula, todos têm o mesmo parâmetro de informação para debater e realizar projetos a partir dali. 

Essa pode ser uma boa opção  para munir o aluno de informações necessárias para o desenvolvimento da solução de uma situação-problema, por exemplo.

Aprendizagem Baseada na Interação por Vídeo – Video Based Learning (VBL)

Popularizada e bastante aprofundada durante o avanço da Educação a Distância (EaD) e da conexão ampliada que o ensino superior virtual tem consolidado tanto no ensino online como no presencial, a Aprendizagem Baseada na Interação por Vídeo provoca maneiras de potencializar essa comunicação e não ser apenas uma reprodução do padrão de ensino tradicional na qual o professor somente expunha todo o seu conhecimento

Aqui, a ideia é qualificar a interação do estudante com o vídeo e gerar uma experiência significativa. 

A partir da utilização de recursos imersivos e interativos, o aluno é provocado a uma participação ativa que demanda iniciativa, capacidade analítica e crítica de situações.

Gamificação

A Gamificação é uma metodologia de Aprendizagem Ativa que leva a aprendizagem baseada em jogos (já bastante conhecida) a um outro nível. Nessa prática, os elementos de design, mecânica e pensamento de jogo são aplicados em atividades de outro universo, até mesmo prático (não relacionadas a jogo) para instigar os participantes. 

Aqui, o uso de sistemas de regras semelhantes a jogos e experiências semelhantes às de jogadores provocam no estudante suas habilidades de desenvolvimento de situações do mercado de trabalho, potencializando a melhoria de suas performances e comportamentos nesses papéis culturais.

Como promover a aprendizagem ativa na IES?

A criação de grupos de pesquisa e de discussão são terrenos férteis para diversas atividades dentro das metodologias de Aprendizagem Ativa.

Um dos destaque nas IES certamente são também as potências dos trabalhos desenvolvidos em Laboratórios e Empresas Juniores, que oferecem aos estudantes a possibilidade de atuar diante do problema real e na formatação que ele o encontrará na atuação prática de sua atividade profissional. 

Poder lidar com a situação real, porém amparado com o suporte da IES e intermédio do docente, é de valor imensurável para o estudante.

Plataformas virtuais integradas e multimídias não são essenciais para o desenvolvimento de metodologias de Aprendizagem Ativa, mas são, com certeza, grandes facilitadoras e apoios desse processo. No caso do EaD, então, essa vantagem passa a ser necessária às instituições que desejam oferecer esse tipo de metodologia aos seus alunos.

Leia também: Ferramentas de metodologias ativas: como escolher para a sua IES

Ficou interessado em como as metodologias de Aprendizagem Ativa podem transformar o ensino da sua IES? Confira o webinário “Metodologias ativas para uma aprendizagem engajadora” com Carolina Costa Cavalcanti.

Ferramentas de metodologias ativas: fotografia de três estudantes universitários usando o computador.

Veja o que são ferramentas de metodologias ativas e como fazer a melhor escolha para sua IES

As metodologias ativas vieram para ficar. Por meio desse novo modelo de aprendizagem, os estudantes conseguem se tornar protagonistas de seu caminho rumo ao conhecimento, o que favorece a autonomia e proatividade, características buscadas pelo mercado de trabalho em qualquer profissional.

A partir disso, já dá para entender o motivo de as metodologias ativas serem realmente valiosas para o ensino superior. Mas uma questão que ainda deixa coordenadores com dúvidas é: “como escolher as ferramentas de metodologias ativas que favoreceram esse ensino “fora da caixinha”?”

E foi pensando em sanar essa dúvida e ajudá-lo na hora de escolher uma ferramenta que proporcione a aplicação de metodologias ativas nos cursos de sua IES que fizemos este artigo. 

Nele, vamos te contar um pouco melhor sobre o que são metodologias ativas, sua importância e o que você deve levar em consideração na hora de escolher uma ferramenta que proporcione aos estudantes de sua IES uma nova forma de aprender. Vamos lá?

O que são metodologias ativas?

As metodologias ativas chegaram para transformar a antiga maneira de ensinar e fazer da educação um modelo disruptivo. 

O modelo tradicional de ensino, em que o professor é o detentor de todo conhecimento e os estudantes são apenas agentes passivos absorvendo conhecimento já não funciona tão bem. 

E isso não vale apenas para estudantes que estão cursando o ensino fundamental e médio, os universitários também querem ser agentes ativos em seu processo de ensino-aprendizagem dentro da IES.

E é por isso que as metodologias ativas no ensino superior também são muitíssimo válidas e importantes. 

Um dos pilares das metodologias ativas é uso da tecnologia. Hoje, já sabemos que não há como fugir dos celulares, tablets e kindles em sala de aula, então, o ideal não é proibir seu uso, mas sim fazer dele benéfico e favorável à busca pelo conhecimento. 

Engana-se, porém, quem acredita que as metodologias ativas surgiram junto à revolução tecnológica e o uso abundante da internet. Há muito tempo atrás, Paulo Freire — patrono da educação brasileira — já defendia que o processo de ensino seria muito mais proveitoso se fosse feito por meio de experiências prévias, colocando o estudante como peça ativa.

Bom, mas, atualmente, não há como negar que os aparatos tecnológicos fazem sim parte das metodologias ativas. Conheça as principais delas a seguir:

  • Aprendizagem Baseada em Projetos e em Problemas (PBL);
  • Ensino Híbrido;
  • Sala de aula invertida;
  • Aprendizado entre pares e grupos;
  • Gamificação.

Quais são os benefícios das metodologias ativas?

A importância das metodologias ativas é gigantesca para os estudantes, que irão adquirir autonomia e trabalharão a proatividade e autogestão, requisitos procurados pelo mercado de trabalho.

Para os professores os benefícios também são vários, um dos maiores é a possibilidade de um diagnóstico real acerca dos conhecimentos trabalhados em sala de aula.

E para a sua IES, as metodologias ativas farão da instituição destaque no mercado. Afinal, tratar o estudante como peça ativa mostra que você acredita em um ensino que olha para o aluno com a individualidade que ele merece, o que impactará na atração e retenção de alunos, diminuindo até a evasão do ensino superior. 

Mas, afinal de contas, como selecionar ferramentas de metodologias ativas que favoreçam essas estratégias disruptivas e inovadoras em minha IES?

Sabendo que essa dúvida pode estar rondando você, a seguir vamos te contar o que você deve levar em consideração na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas. Acompanhe!

O que levar em consideração na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas?

Para conseguir aplicar estratégias de metodologias ativas em sua IES, você terá que investir em novas tecnologias e ferramentas. 

Porém, nem sempre será fácil incluir em sua IES metodologias inovadoras, levando em consideração todas as demais atribuições que um coordenador já possui. E é justamente aqui que entra uma plataforma parceira que ofereça ferramentas de metodologias ativas.

Atualmente, já existem plataformas online que tem se especializado em oferecer soluções pedagógicas ativas para cursos de ensino superior. 

O interessante de contar com plataformas parceiras que oferecem ferramentas de metodologias ativas é justamente a otimização do tempo. Além disso, a possibilidade proporcionar maior engajamento dos estudantes por meio de atividades que exijam a leitura e plataformas que facilitam o acesso a livros, como é o caso das bibliotecas digitais.

Mas para escolher a melhor ferramenta de metodologias ativas, você deverá levar em consideração alguns aspectos. Por isso, antes de fazer sua escolha, pesquise bem pelas plataformas disponíveis e analise as soluções oferecidas. 

Além disso, leve em consideração os seguintes aspectos:

  • As ferramentas de metodologias ativas que essa solução oferece valoriza, de fato, a autonomia do estudante?
  • Essa ferramenta de metodologia ativa possui reconhecimento no mercado?
  • Os materiais oferecidos por essa ferramenta de metodologia ativa são realmente qualificados?

Essas são apenas algumas das questões que você deve levar em conta na hora de escolher uma plataforma parceira que ofereça como solução à sua IES ferramentas de metodologias ativas.

Esperamos que você tenha gostado de nosso conteúdo e com a leitura deste artigo você possa ter mais clareza na hora de escolher ferramentas de metodologias ativas. Aproveite para ler nosso artigo sobre tecnologia na educação e saber mais ainda sobre como ela é fundamental para a excelência em ensino de sua IES! 

Tecnologia no ensino: fotografia de uma mulher usando o computador em uma biblioteca.

Quais são os impactos da tecnologia no ensino?

O advento da internet e o avanço das novas tecnologias da informação vêm nos permitindo a disponibilização de recursos pedagógicos eficientes, tornando o processo de ensino- aprendizagem cada vez mais agregador e dinâmico e possibilitando a criação de um estudante protagonista em sua aprendizagem. 

Mas para que isso ocorra é necessário que as tecnologias de informação não sejam vistas apenas como suporte, mas também como metodologias de ensino. 

Se você quer entender melhor quais são os impactos da tecnologia no ensino e no processo de aprendizagem, é só continuar a leitura deste artigo!

Como a tecnologia pode ser aplicada no ensino? 

Dentro das IES, podemos dividir as tecnologias de informação em dois grandes grupos: o de suporte e o de ensino. 

As tecnologias de suporte visam auxiliar no planejamento e na gestão financeira da IES, além de apoiar o contato e o relacionamento do estudante com a Instituição, cultivando a proximidade com o aluno e fazendo com que ele se sinta pertencente à comunidade escolar. 

As tecnologias no ensino vão além das plataformas e recursos didáticos, são novas formas de ensinar e aprender, são metodologias.

As metodologias de ensino oriundas da tecnologia são chamadas de metodologias ativas. Essas, por sua vez, colocam o foco no estudante, descentralizando o papel do professor e criando um estudante ativo, que necessita buscar e estar envolvido na aprendizagem. 

Alguns exemplos de metodologias ativas são:

Gamificação

A gamificação prevê a utilização de dinâmicas características de jogos envolvendo situações reais para o processo de ensino-aprendizagem. Os estudantes são submetidos a missões e desafios que necessitam resolver para que o objetivo final seja cumprido.

Sala de aula invertida

Essa metodologia contraria totalmente a metodologia tradicional de ensino, em que o professor é visto como o centro das atenções e a absorção dos conhecimentos ocorre na sala de aula. A sala de aula invertida promove aos estudantes a absorção do conteúdo em casa e a troca de conhecimentos com os outros estudantes e professor em sala de aula.

Aprendizado Baseado em Projetos (Project Based Learning)

O aprendizado baseado em projetos inicia-se na resolução de um problema ou desafio com a intenção de criar um produto final. Em geral, é um conhecimento construído de forma mais longa, sendo dividido em várias etapas.

Aprendizado Maker

A cultura Maker tem como objetivo colocar o estudante em contato com a prática. Ele realmente coloca a “mão na massa” utilizando os recursos disponíveis.

Aprendizado Baseado em Problemas (PBL – Problem Based Learning)

O aprendizado baseado em problemas organiza as temáticas a serem estudadas em volta do problema e não das disciplinas, fomenta discussões em grupos para a sua resolução, significando a aprendizagem.

Aprendizado em Pares ou Times (TBL – Team Based Learning)

O aprendizado baseado em times é constituído de três etapas: 

  • Preparação individual: O estudante nessa etapa tem a responsabilidade de se preparar individualmente para a realização das atividades.
  • Garantia do processo: Nessa etapa são aplicados testes de verificação para averiguar se o estudante realizou de forma satisfatória a preparação individual.
  • Aplicação de conceitos: Etapa final onde o professor lança o desafio para o grupo, eles terão de se estruturar a partir dos 4’s (Problema significativo (Significant); Mesmo Problema (Same); Escolha específica (Specific); Relatos simultâneos (Simultaneous report).

Design Thinking

Essa metodologia propõe um redesenho nas aulas, fomentando o trabalho de forma colaborativa e desenvolvendo a empatia aos estudantes. É dividida em cinco etapas: 

  • Descoberta e interpretação: Essas duas etapas são constituídas de desafios para aguçar a motivação dos estudantes.
  • Ideação: Etapa na qual acontece a “chuva de ideias” onde os estudantes expõem as ideias para o grupo.
  • Experimentação: Etapa na qual as ideias são colocadas em prática. 
  • Evolução: Etapa no qual o trabalho é desenvolvido.

Quais são os benefícios da tecnologia no ensino?

A inserção da tecnologia no ensino agrega de forma significativa o processo de aprendizagem dos estudantes, mas as vantagens não dizem respeito apenas ao campo do ensino em si. 

As tecnologias possibilitam benefícios à toda comunidade escolar, desde a comunicação com os estudantes à preparação de aulas. 

Veja alguns dos benefícios abaixo:

1. Captação e fidelização de estudantes

A inserção de um sistema de gestão escolar para auxiliar o relacionamento com futuros estudantes fornece informações importantes, como o alcance do público alvo, as novas tendências e o sucesso das campanhas de marketing realizadas, além de possibilitar a captação fidelização e permanência do estudante na IES.

Além disso, plataformas que apoiam o aprendizado, como soluções de aprendizagem e bibliotecas digitais, são atrativos para novos estudantes e auxiliam muito aqueles que já estão na IES a terem uma excelente experiência durante a graduação.

Leia também: o que são bibliotecas digitais e como funcionam?

2. Redução de gastos

A implantação de um sistema de gestão financeira permite a identificação de informações detalhadas sobre o orçamento da IES, possibilitando o planejamento de futuras ações e auxiliando na redução de custos.

3. Controle de recebíveis

Um sistema de gestão de pagamentos onde seja possível identificar atrasos de pagamentos e centralizar as informações financeiras dos estudantes possibilita à IES o acompanhamento dos casos de inadimplência, auxiliando nas negociações, no controle dos recebimentos, dentre outros processos.

4. Relacionamento com os estudantes

Um sistema que facilita a comunicação com os estudantes de forma integrada auxilia no relacionamento com a comunidade escolar, melhorando a retenção de alunos e aumentando o senso de pertencimento dos estudantes.

A inserção das tecnologias no ensino e de suporte vêm para agregar todos os processos nas instituições de ensino, pois elas aprimoraram os resultados acadêmicos e aumentam o nível de satisfação dos estudantes nas instituições. Aproveite para conferir o nosso artigo sobre ensino híbrido e entender ainda mais sobre o papel da tecnologia na IES!

Metodologias de ensino inovadoras: fotografia de estudantes usando o computador em sala de aula.

Conheça 8 metodologias de ensino inovadoras para sua IES

O avanço tecnológico e a transformação da sociedade trouxeram novos rumos para o processo de ensino-aprendizagem. A necessidade de transformação do ambiente acadêmico em um espaço vivo e a importância da retenção dos alunos faz com que metodologias de ensino inovadoras sejam desenvolvidas e aplicadas nas IES. 

As metodologias de ensino inovadoras — das quais muitas são metodologias ativas vêm oferecer a quebra do paradigma da educação unilateral, onde apenas o professor possui um papel ativo. 

A educação centrada no professor com o intuito apenas de formação choca com o cenário atual, onde a internet e o desenvolvimento das tecnologias de comunicação transformaram profundamente a sociedade. 

O princípio básico das metodologias de ensino inovadoras é proporcionar ao aluno uma emancipação no processo de aprendizagem, onde a somatória das ferramentas disponibilizadas e a vontade de adquirir conhecimentos se unem para que o aprendizado ocorra de forma autônoma. O professor nesse sentido passa a ter o papel de orientação, aquele que provoca e fomenta o conhecimento.

Listamos, abaixo, 8 metodologias ativas que contribuem para a formação do conhecimento dos alunos e levam inovação para a sua IES. Confira!

1. Aprendizagem criativa

A proposta da aprendizagem criativa vem com o intuito de promover uma educação com mais significado, permitindo que o estudante aproveite materiais diversos disponíveis para dar forma e significado no aprender. 

A metodologia da aprendizagem criativa é baseada em 4 princípios: 

  • Projeto: a proposta de um desafio;
  • Paixão: a ideia de despertar a paixão pelo que se foi proposto; 
  • Parceria: a ajuda de pessoas de fora para auxiliar na resolução dos desafios;
  • Brincar: a experimentação do que foi executado, o colocar em prática.

2. Aprendizagem baseada em projetos

A metodologia de projetos, também conhecida como aprendizagem baseada em projetos, (do inglês, Problem-Based Learning – PBL) é proposta por meio de um longo trabalho investigativo, a partir de uma pergunta/desafio de alta complexidade. 

Com a pergunta lançada aos alunos, é iniciado o trabalho de pesquisa e de formulação de hipóteses até chegar nas resoluções. A metodologia de projetos complementa as aulas expositivas, podendo ser utilizadas para agregar o que já está sendo trabalhando 

3. Aprendizagem baseada em problemas

A terceira opção entre as metodologias inovadores de ensino que trouxemos para você é a aprendizagem baseada em problemas (ABP), uma metodologia que oferece ao aluno, além da aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades e competências, uma vez que, para solucionar o problema proposto, ele deve estar em integração. 

As principais vantagens da ABP são: 

  • estimulação da criatividade e do pensamento crítico;
  • promoção de conhecimento e motivação;
  • desenvolvimento de habilidades e competências.

A metodologia baseada em problemas se assemelha em diversos pontos com a metodologia baseada em projetos, pois ambas trabalham de forma colaborativa a fim de solucionar algo, porém, são metodologicamente diferentes. 

A metodologia baseada em projetos prevê a realização de um produto, enquanto a metodologia baseada em problemas promove uma resposta por meio de um trabalho cooperativo de investigação, diálogo e pesquisa.

4. Aprendizagem baseada em equipes

A metodologia baseada em equipes, ou Team-based learning (TBL), tem o objetivo de desenvolver níveis altos de aprendizagem como análise, criatividade e aplicação através da realização de tarefas por pequenos grupos. 

Essa metodologia inovadora de ensino é formada por três etapas:

  • preparação: a preparação é um trabalho realizado individualmente pelo aluno para que esteja preparado para as próximas tarefas. São realizados estudos, leituras prévias, experimentos, etc;
  • garantia do preparo: a garantia o preparo é constituída por algumas pequenas etapas. São realizados questionários, a fim de garantir o preparo individual e, posteriormente, há uma discussão em grupo em que cada membro argumenta a sua escolha;
  • aplicação de conceitos: a aplicação de conceitos é a etapa mais longa da metodologia, em que os alunos realizam exercícios práticos para a consolidação do conhecimento baseado em quatro princípios, conhecidos em inglês como 4s: problema significativo (Significant), mesmo problema (Same), escolha específica (Specific) e relatos simultâneos (Simultaneous report);

5. Metodologia Ágil

Se você conhece um pouco sobre metodologias de ensino inovadoras, provavelmente já ouviu falar sobre metodologias ágeis.

A metodologia ágil foi criada como resposta aos métodos pesados para desenvolvimento de softwares, e é baseada em quatro pilares: 

  • indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;
  • softwares em funcionamento mais que documentação abrangente; 
  • colaboração com cliente mais que negociação de contrato; 
  • responder às mudanças mais do que seguir o plano.

A metodologia prevê o aluno como protagonista de seu aprendizado, dispondo de um ensino menos conteudista e mais prático.

6. Ensino Híbrido

O ensino híbrido, ou blended learning utiliza de atividades online e presencial para o aprendizado do aluno, captando o que há de melhor em cada um dos modelos. O aluno se ocupa de atividades e aprendizagens com a liberdade e flexibilidade de ambiente.

Porém, muito se engana quem acredita que o ensino híbrido é apenas a inserção de atividades online nas disciplinas. É necessária uma mudança na organização da sala de aula, do tempo na escola e do plano pedagógico. Alguns dos métodos mais utilizados são: Sala de aula invertida, rotação individual, rotação coletiva e rotação por estações.

7. Educação Maker

A metodologia Maker foi criada a partir da cultura Maker, que acredita que todos podem construir e consertar seus próprios objetos. Essa metodologia foge dos padrões das aulas expositivas. As aulas são focadas em “colocar a mão na massa”, uma vez que os alunos têm a oportunidade e os recursos necessários para desenvolver e testar novas ideias. 

O compartilhamento, experimentação e o desenvolvimento de suas próprias ideias é o que faz os alunos a se tornarem protagonistas do aprendizado utilizando da transdisciplinaridade. 

8. Design thinking

A metodologia design thinking é utilizada para a resolução de problemas, tendo como foco central as necessidades individuais. 

Ela é dividida em cinco etapas: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução. 

Nas duas primeiras etapas (descoberta e interpretação), os desafios são construídos, para que na fase de ideação, as ideias surjam e tomem formas na quarta fase (experimentação). A última fase é a evolução, que se trata do desenvolvimento do trabalho.

Gostou de conhecer melhor sobre algumas metodologias de ensino inovadoras? Aproveite para conferir a gravação do nosso webinar sobre educação 4.0 e fique ainda mais por dentro do assunto!

Alunos colocando em prática metodologias ativas no ensino superior

Metodologias Ativas no Ensino Superior: elas são mesmo eficazes?

Com novas tecnologias digitais de informação e comunicação, a dinâmica da sala de aula tem se transformado. E a necessidade de um novo olhar sobre os processos de ensino-aprendizagem coloca as metodologias ativas no centro do debate. São métodos que possibilitam o encontro entre as instituições e as demandas do mercado e dos estudantes.

As metodologias ativas no ensino superior promovem a descentralização da sala de aula e a rapidez no alcance de informações. Por isso, têm o potencial de despertar a curiosidade e de motivar a construção de conhecimentos e capacidades técnicas, com o aluno no centro do próprio aprendizado.

Quer entender o que são as metodologias ativas e quais são os benefícios e desafios de aplica-las em uma IES? É só continuar a leitura do artigo!

O que são metodologias ativas?

As metodologias ativas vieram para transformar o modelo expositivo clássico nas salas de aula. Se valem da percepção do aluno como parte integrante, central e ativa do próprio aprendizado – dividido com o professor.

Apesar da tecnologia, hoje, exercer um papel importante em muitos desses processos colaborativos de ensino, as metodologias ativas surgiram antes das instituições contarem com tantos recursos, ainda no século 19. Paulo Freire (1996) defendeu essa base de ensino, e afirmou que a superação de desafios e a construção de novos conhecimentos a partir de experiências prévias são essenciais para promover o aprendizado.

Assim, as metodologias ativas operam com diferentes modelos de educação, utilizando a experiência do aluno e diferentes recursos e técnicas para instigar e dar condições de solucionar problemas e ganhar conhecimento e habilidades diversas.

Quais são os tipos de metodologias?

Existem diversas metodologias ativas, todas com o potencial de trabalhar diferentes habilidades, autonomia e senso crítico entre os alunos. Conheça algumas delas:

Aprendizagem Baseada em Projetos e em Problemas (PBL)

Nos últimos anos, duas abordagens de ensino (muito similares) vem crescendo em universidades em todo o mundo: a Aprendizagem Baseada em Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas. Não são apenas os nomes que se parecem, os preceitos das metodologias são os mesmos. Nelas, o aluno é o centro do ensino e a aprendizagem é colaborativa e participativa.

A diferença é que o foco do primeiro é o desenvolvimento de projetos, e o segundo está centrado na solução de problemas propostos. Por meio das PBL, alunos adquirem conhecimentos e habilidades ao investigar e responder a uma pergunta ou desafio. Os métodos de ensino usam questões práticas, muitas vezes associadas ao campo profissional, para desenvolver pensamento crítico e capacidades de solução de problemas.

A ideia é que o professor lance um projeto (que pode ser a resolução de uma pergunta). Para chegar a um produto final ou a uma conclusão, os alunos devem se organizar e formular hipóteses, estudar e estruturar etapas de trabalho. Nota-se, assim, que o PBL não traz uma única resposta: é um método mais aberto, com foco nos percursos e na busca por soluções possíveis.

Ensino híbrido

O ensino híbrido combina a educação a distância (EAD) com atividades e aulas presenciais. Parte do tempo, o aluno acessa plataformas online para aprender. Os momentos em sala de aula, sob a supervisão direta do professor, funcionam de modo complementar e garantem uma relação mais personalizada com o ensino.

Existem diferentes modelos que atendem a esses requisitos. Podem ir desde uma base de aulas online, com algumas atividades presenciais a um currículo básico construído inteiramente de forma presencial, com apenas disciplinas complementares online.

Sala de aula invertida

É um modelo que se aproveita da tecnologia para transformar as práticas de ensino, antes mesmo do aluno pisar na sala de aula. Conteúdos teóricos são disponibilizados online para que os estudantes possam se preparar para os momentos com os professores.

Com uma base conceitual, o aprendizado presencial pode ser muito mais direcionado para atividades práticas, discussões, exercícios em laboratório e para a solução de problemas.

Aprendizado entre pares

É um método que surgiu na Universidade de Harvard (Massachusetts, EUA). Partindo do princípio da sala de aula invertida, o objetivo é incentivar o aluno a estudar fora da dos horários de aula, a partir de conteúdos previamente disponibilizados pelo professor.

Mas, nesse caso, o direcionamento para esse estudo prévio é mais específico. Os alunos devem responder a questionários online que dão ao professor uma visão sobre quais são os pontos de maior dificuldade entre a turma, para que sejam trabalhados presencialmente.

Depois, ainda são aplicados testes de acompanhamento, que, mais uma vez, geram material para discussão em sala de aula. Nota-se que é um método que permite um feedback constante entre professores e alunos, que pauta as aulas e torna o ensino mais certeiro.

Gamificação

Outra estratégia bem-sucedida é a gamificação, que passa pelo uso de conceitos e ferramentas típicas de jogos para motivar o aprendizado e a solução de problemas. E, com a possibilidade de uso de aplicativos móveis, é uma metodologia que ganhou ainda mais propulsão.

O uso de apps educativos e divisão de tarefas por fases torna o processo de aprendizado mais dinâmico e instiga o aluno a buscar um melhor desempenho.

Como implementar metodologias ativas no ensino superior?

Com as metodologias ativas, a dinâmica entre alunos, professores e instituições de ensino se transforma. Por isso, a implementação desses processos de ensino requer uma reavaliação de formatos, tecnologias usadas, processos internos e dinâmicas de comunicação.

Treinamento de docentes

A IES deve preparar os professores para novos modelos de ensino e oferecer suporte para atendimento das dúvidas, tanto em relação ao uso das tecnologias quanto para tornar a aplicação das atividades e a relação interpessoal com os alunos mais proveitosa.

Em função das diferentes relações aluno-professor, o processo avaliativo é amplamente modificado. No lugar de provas classificatórias e eliminatórias, a avaliação deve ser pensada dentro das dinâmicas de ensino, como um processo de colaboração para a construção coletiva do aprendizado.

Outro ponto relevante é a necessidade de construir modelos de feedbacks efetivos entre alunos e professores. Esse tipo de troca incentiva os alunos a desenvolverem os próprios objetivos acadêmicos, e os professores a pensarem as aulas de modo mais assertivo.

É interessante que a IES estruture uma equipe de apoio ao professor, a fim de se evitar falhas que venham a prejudicar o andamento das atividades. A equipe pode incluir secretariado, assistentes de coordenação e até mesmo outros docentes para dividir a tutoria dos alunos.

Investimento em novas tecnologias e plataformas EAD

Primeiro, é preciso planejamento e uma comunicação mais efetiva e próxima aos estudantes. Os processos comunicacionais exigem, hoje, uma forte base tecnológica, com plataformas online e canais de mensagem, a fim de garantir a interação com todos os estudantes, individualmente e em grupo.

A tecnologia vem como forma de enriquecer o processo, já que além das ferramentas à disposição dos professores e alunos, existe a liberdade de incrementar as descobertas por meio da utilização de formatos multimídia diversos. A utilização de soluções para o desenvolvimento de conteúdos pedagógicos tem sido uma saída interessante para garantir maior engajamento dos alunos.

Muitas das metodologias ativas demandam modalidades ou ferramentas de ensino a distância (EAD). Por isso, é importante que a IES trabalhe com instrumentos que permitam esse tipo de interação e aulas online.

Quais são os benefícios que as metodologias trazem para o ensino?

As metodologias ativas no ensino superior trazem diversos benefícios para a comunidade acadêmica e para a instituição. Os alunos adquirem maior autonomia, tornam-se protagonistas do próprio aprendizado, e ganham confiança para lidar com problemas e situações reais. São traços que tendem a formar profissionais mais qualificados e valorizados.

Do ponto de vista dos professores, esse retorno do aprendizado possibilitado pelas metodologias ativas contribui para diagnósticos mais reais do conhecimento transmitido, e de formas mais eficazes para lidar com conteúdos em sala de aula.

Por fim, para as instituições de ensino, as metodologias ativas têm refletido em maior reconhecimento no mercado e aumento da atração, captação e retenção de alunos. É o que torna o olhar e a revisão constante dos processos de ensino tão importantes para a educação superior.

Esperamos que você tenha gostado de saber mais sobre metodologias ativas no ensino superior. Para ter acesso a mais conteúdos gratuitos é só assinar a nossa newsletter!

Tecnologia na Educação

Tecnologia na educação: 6 benefícios para o sucesso da sua IES!

É difícil imaginar uma sala de aula sem o uso de tecnologia. Do ensino básico ao superior, a educação é uma das áreas que mais pode se beneficiar com o avanço dos recursos tecnológicos e da conectividade, cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros.

Por isso, destacamos abaixo os principais benefícios que a tecnologia pode trazer para o ensino no Brasil – e como isso pode ser decisivo para a consolidação de instituições no mercado.

Os seis benefícios da tecnologia para a educação

1. Melhora na qualidade da educação

A tecnologia ajuda a trazer novas possibilidades para a sala de aula. Além de aproximar estudantes de outras fontes de informação, permite que professores explorem diferentes recursos para transmitir conhecimento. Quem também ganha com isso são as instituições, que passam a oferecer educação de maior qualidade.

2.As aulas ficam mais interessantes

A evasão escolar é um dos principais problemas enfrentados na educação brasileira. Diversos fatores contribuem para que isso ocorra, mas especialistas indicam recursos tecnológicos educativos como uma das possíveis soluções. Aulas que fazem uso da tecnologia ficam mais interessantes aos olhos dos alunos.

Ao permitir que tanto estudantes quanto professores explorem novos recursos de aprendizagem, as aulas tendem a gerar mais motivação. A tecnologia educacional pode tornar o aprendizado mais interativo e colaborativo – e isso pode ajudar os alunos a se envolverem melhor com o conteúdo e o material das disciplinas e cursos. Em vez de aulas expositivas e de memorizar fatos, eles aprendem fazendo. Para alguns alunos, a interatividade fornece uma melhor experiência de aprendizado.

3. Cria um canal de comunicação a mais entre alunos e professores

A relação entre professor e aluno é muito importante para o processo de aprendizagem. Canais de comunicação digitais transformam essa interlocução.  Ajudam a estreitar laços, a criar sentimento mútuo de confiança, a tornar a conversa mais direta e informal e a produzir melhor aproveitamento dos momentos de estudo.

4. Aumenta o desempenho escolar

Por despertar o interesse dos estudantes para outras possibilidades de aprendizado, a tecnologia no ensino produz uma melhora significativa no desempenho escolar. especialistas afirmam que o uso de recursos tecnológicos em sala de aula contribuem até mesmo para o melhor aproveitamento do tempo de estudo em casa.

5. Valoriza mais o professor

O trabalho com o ensino se estende para fora das paredes das instituições de ensino. Além de planejar aulas, estudar constantemente e corrigir provas e trabalhos, professores acumulam tarefas administrativas e burocráticas. Precisam também operar pontes entre os estudantes e a coordenação. São atividades que consomem muito tempo desses profissionais.

Com uso de tecnologias de ensino, o gestor economiza muito o tempo do professor e permite que se dedique ao ensino. Todos têm a ganhar com isso, inclusive os próprios alunos.

6.Estimula a busca pelo conhecimento

Esse, talvez, seja um dos maiores benefícios que a tecnologia pode trazer para a educação. Com ela, amplia-se o rol de possibilidades para instigar a curiosidade do indivíduo e fazer com que ele mesmo busque cada vez mais conhecimentos – até mesmo fora da sala de aula.

No futuro, todo esse investimento pode se traduzir na descoberta de novas competências profissionais. Por que não?

Investir em tecnologia na educação é muito importante para que a sua IES alcance o sucesso esperado! Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e confira o artigo que preparamos para você sobre Ensino Híbrido.

Inovação no Ensino Superior

Inovação no ensino superior: por que ela deve estar presente na IES?

Análises comparativas idealizadas pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2018, pesquisa patrocinada pelo SEBRAE, classificam os países em três grupos com características distintas em relação ao empreendedorismo. Neste estudo, o Brasil é classificado como país impulsionado pela inovação, ou seja, com elevado avanço da industrialização, ganhos em escala e predominância de organizações intensivas de capital.

As taxas de empreendedorismo são divididas entre TTE (taxa de empreendedorismo total), TEA (taxa de empreendedorismo inicial) e TEE (taxa de empreendedorismo estabelecido). Todas apresentam constante tendência de ascensão no Brasil.

Gráfico 1 - Inovação no ensino superior

Dos empreendedores iniciais (TEA), 61,8% empreendem por oportunidade e 37,5% por necessidade.  Em 2018, da mesma forma que havia acontecido em 2017, se observou um pequeno aumento na relação entre empreendedores por oportunidade e por necessidade, quando comparado ao ano anterior. Em 2017, para cada empreendedor inicial por necessidade, havia 1,5 empreendedores por oportunidade. Em 2018, essa relação chega a 1,6.

O crescimento dos empreendedores “por oportunidade” é um indício de a população está um pouco mais esperançosa de encontrar no mercado formal de trabalho satisfação para suas necessidades e, por consequência, podemos assumir, está mais disposta a investir no que é necessário para o sucesso do seu negócio.

Gráfico 2 - inovação no ensino superior

A formação dos empreendedores

Os dados a seguir apontam quais são os fatores limitantes para a abertura e manutenção de novos negócios no Brasil, segundo a opinião de especialistas, e suas recomendações para melhores condições de empreender e gerar impacto econômico.

Tabela 1 - Inovação no ensino superior

Tabela 2 - Inovação no ensino superior

 

A princípio entre os empreendedores brasileiros que estão iniciando seus negócios o nível de escolaridade não é detectado como um fator determinante para a tomada de decisão inicial, no entanto, segundo os especialistas ouvidos pelo GEM, a Educação e Capacitação configuram entre os três fatores que mais limitam a abertura e a manutenção desses novos negócios sobretudo se a busca for por um empreendimento de maior impacto econômico e social. Para esses casos falta desde a formação geral e técnica como a especializada.  Ainda segundo os dados, especialistas acreditam que a Capacitação e Educação são a segunda maior recomendação para melhorar as condições e ampliar o cenário empreendedor no país.

Os dados a seguir ilustram as taxas de empreendedores para cada faixa etária.

Gráfico 3 - Inovação no ensino superior

 

Os dados do GEM apontam ainda que 60,9% dos empreendedores iniciantes têm entre 18 a 44 anos, enquanto 77,9% dos empreendedores estabelecidos encontram-se nessa mesma faixa etária. Essa informação somada às recomendações de especialistas já mencionadas chama atenção para um nicho de investimento das IES; Sobretudo considerando que, segundo o último Censo Digital EAD, o público alvo das faculdades (para cursos a distância, presenciais e semipresenciais) compreendem essas idades e que entre as três áreas de conhecimento mais buscadas figura a categoria “Gestão e Negócios”.

Diante destes dados, podemos encontrar potenciais alunos com os seguintes perfis:

Jovens que inspirados pelo crescimento do mercado e tendências apontadas pelos especialistas vão em busca de formação em cursos voltados para o empreendedorismo e gestão, como em áreas administrativas por exemplo. Um segundo recorte de público são empreendedores já consolidados que visando a melhoria de seus negócios para um maior impacto econômico e consolidação vão em busca de recomendações para o seu negócio e se deparam com a capacitação como um dos principais tópicos. Nesse caso o grupo transforma-se ainda num potencial aluno para pós graduações e MBAs em áreas de empreendedorismo e marketing.

Para ambos os públicos, faz sentido que sua IES ofereça disciplinas reflexivas, que fomentem a inovação e dialoguem acerca dos desafios e oportunidades do universo empreendedor. É necessário que a troca seja intrigante para o aluno e aprofunde a compreensão que ele tem do empreendedorismo, seja pela experiência ou intuição.

Disciplinas à distância também são uma excelente opção para agradar, pois alguns já realizaram cursos em outras áreas de especialização e muitos tem baixa disposição para se deslocar diariamente a uma faculdade, seja por já ter passado pelo processo anteriormente ou pela necessidade de flexibilidade de horários para continuar atuando em seu negócio.

Empreendedorismo e tecnologia no ensino superior

Grande parte das startups que têm prosperado no mercado se apoia no uso de tecnologias inovadoras. O Brasil, sendo classificado como país impulsionado pela inovação (GEM, 2018), segue esta direção de forma intensa. Jovens empreendedores e até mesmo gestores de pequenas e médias empresas precisam usar a tecnologia a seu favor para oferta de serviços, eficiência operacional e estratégia baseada em dados.

Uma saída para preparar esses profissionais para o mercado é trazer para as ementas tópicos que abordam inovação, tecnologia e análise de dados de forma estratégica. Autores como Peterman e Kennedy (2003), Zhang, Guysters e Cloodt (2014) analisaram a relação entre educação empreendedora e a intenção de empreender, encontrando influência positiva do contato acadêmico com empreendedorismo e a intenção de montar seu próprio negócio.

Se seu curso está situado em uma das cidades com maior índice de empreendedorismo, torna-se ainda mais importante que o contexto de inovação e empreendedorismo seja recorrente na matriz do curso e converse com as disciplinas e ementas.

Gráfico 4 - Inovação no ensino superior

Ter a presente inovação no ensino superior é muito importante para o sucesso da sua IES! Para ter acesso a mais conteúdos gratuitos sobre a educação no Brasil, é só assinar a nossa newsletter.

Diferença de gerações: manter a tradição ou se adaptar aos nativos digitais?

Um mundo de informações ao alcance das mãos por meio de smartfones e tablets. Conexão ininterrupta e de alta velocidade. Agilidade ao digitar, fotografar, gravar, postar, curtir, compartilhar. Todas essas características são marca das gerações Y e Z, que agora têm chegado à educação superior. 

A nova geração de estudantes das Instituições de Ensino Superior (IES) apresenta especificidades que precisam ser levadas em consideração. Cada vez mais, professores universitários sentem dificuldade em manter esse público concentrado em suas aulas convencionais. Inclusive, um dos fatores causadores de evasão no ensino superior é a estagnação do método de ensino. 

Esse cenário revela que, em meio à Era Digital do século 21, educar é uma tarefa que envolve novos desafios e mudanças de paradigma. Por isso, talvez seja a hora de rever metodologias e posturas. 

Neste post, vamos refletir sobre quais caminhos trilhar, se o objetivo é superar a diferença de gerações. Investir em estratégias pedagógicas criativas e na formação de um corpo docente bem preparado para lidar e atender a diferença de gerações é um bom começo. 

Acompanhe! 

Geração Y 

Nascidos após a década de 1980 até meados de 1990, em meio ao apogeu da era digital e da virtualidade, os jovens que compõe a geração Y são multitarefas e multifocais. Além de convergirem conteúdos por meio de diferentes plataformas, são, também, críticos, dinâmicos e, muitos deles, autodidatas. A geração do milênio, como também é chamada, cresceu experimentando um mundo com mercado aquecido e globalizado. Encontraram, em desenvolvimento, certa prosperidade econômica e acessibilidade a dados e informações. 

Tal contexto socioeconômico influenciou os costumes, hábitos e gostos desses jovens. Além disso, impactou nos modos como eles se relacionam, se comunicam e, claro, aprendem. Um estudo realizado pelo Bank of America Merrill Lynch com jovens da geração Y revelou que grande parte desse público prefere trabalhar e estudar fazendo uso de tecnologias digitais. Estar conectado é uma prioridade para eles. 

Conhecidas como nativos digitais, as pessoas da geração Y têm uma percepção de ensino, de trabalho e de carreira bem diferente das gerações que as antecederam. Por vezes, pode haver choque de ideias e de comportamento entre pessoas de épocas distintas. Assim, é preciso superar esse enfrentamento, os preconceitos, e perceber as inúmeras contribuições que o diálogo entre as gerações pode oferecer. 

Diferença de gerações 

Segundo o diretor do Centro de Ensino e Aprendizagem da Universidade do Chile, Oscar Jerez Yañez, antigamente, os saltos geracionais ocorriam a cada 25 anos. Hoje, esses saltos ocorrem, no máximo, a cada 10 anos, e são muito influenciados pelo momento socioeconômico vivido pela sociedade. 

O contexto social, segundo o educador chileno, impacta de forma direta sobre a forma como as pessoas consomem, trabalham e aprendem. Esse entendimento precisa ser levado em consideração pela sociedade e pelas IES, para que a diferença de gerações seja algo que enriqueça os processos interpessoais e de ensino-aprendizagem. 

Segundo o pesquisador, pensando nisso, os educadores têm desenvolvido com seus alunos um aprendizado multilugar, ou seja, um processo de formação que extrapola o espaço físico e contempla ambientes diversificados. Nesses novos moldes, a ideia é promover um diálogo entre o ensino formal e conteúdos dinâmicos, apostando no uso de dispositivos digitais. 

Investir em mudanças 

Mais do que pensar em infraestrutura, adequar a instituição ou o currículo à geração Y requer disponibilidade. No entanto, antes de adquirir aparatos tecnológicos e fazer grandes investimentos financeiros, é preciso atentar-se para mudanças de comportamento. Isso diz respeito à atitude e ao apoio que os gestores podem oferecer aos docentes para reverem suas práticas e inovarem as metodologias. 

Criar canais de comunicação é um importante passo a ser dado nessa direção. É preciso ficar atento para estabelecer rotinas de feedback e diálogo constantes. Numa perspectiva de aprendizagem colaborativa, o uso de redes sociais, tão familiares aos jovens da geração Y, pode estimular diferentes possibilidades de trocas, para que os alunos exercitem argumentação e pensamento crítico — habilidades muito importantes no mundo do trabalho em qualquer carreira. 

A propósito, as redes sociais são um ótimo canal, inclusive, para interagir com outros seguidores e captar novos alunos. Posts pertinentes divulgam a IES e isso pode resultar em um número maior de matrículas. 

Há educadores que investem em blogs para ensinar e aprender, e essa é uma estratégia que não exige muitos dispêndios. É possível, por exemplo, divulgar conteúdos que enriqueçam o tema das aulas e também fotos e trabalhos dos alunos. Por meio dos blogs, também é possível ir além do currículo e refletir com a turma sobre segurança na internet — discussão importante em tempos de comunicação em rede. 

A consolidação de uma IES no mercado atual é impactada por esse tipo de disponibilidade. Afinal, um dos equívocos que podem comprometer a instituição é a falta de adaptação às necessidades do mercado — nesse caso, o erro seria ignorar a diferença de gerações. 

Sala de aula invertida 

Participar das aulas em um espaço físico limitado, entre quatro paredes, não é suficiente para os nativos digitais. Por isso, vários educadores pesquisam formas de transpor essa configuração tradicional e desenvolver metodologias mais dialógicas e dinâmicas com suas turmas. 

Em 2007, os professores Jonathan Bergmann e Aaron Sams desenvolveram uma abordagem de ensino chamada sala aula invertida (ou flipped classroom), que tem como objetivo tornar o aluno protagonista de sua aprendizagem. 

A sala de aula invertida é uma das formatações pedagógicas resultantes da utilização da internet e de diversos recursos tecnológicos. O professor continua sendo o responsável por orientar os estudantes em suas aprendizagens e construção de saberes. No entanto, todo conteúdo é oferecido numa perspectiva interacionista, dialógica, diferente da convencional. 

Nos últimos anos tem crescido vertiginosamente a procura por metodologias didáticas dessa natureza. Uma curiosidade: no Google Trends (ferramenta que analisa a evolução de pesquisa de uma palavra-chave) houve um forte crescimento na busca por aula invertida e flipped classroom

Portanto, é possível desenvolver estratégias criativas para lidar com a diferença de gerações presente na sala de aula da educação superior. Com um pouco de empenho, é possível encontrar diversos caminhos que atraiam e envolvam os jovens, o que é positivo para todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. 

Se este conteúdo foi útil para você, compartilhe com seus pares nas redes sociais e troque opiniões. Muitas e boas ideias podem surgir e inspirar novas práticas. 

Transformações da educação superior e as práticas docentes

A concorrência é acirrada: alunos munidos de smartphonestablets e notebooks de alto desempenho, em meio a notificações das redes sociais e aplicativos que controlam cada atividade do dia. Diante da sala, professores universitários tentam estimular o interesse dos discentes, mas sentem que lhes faltam ferramentas necessárias para aproximar o aluno do conhecimento transmitido. 

Além disso, com acesso imediato à informação, os conteúdos curriculares teóricos ministrados em aulas expositivas tornam-se um pesadelo para o aluno que as considera “do século passado”. 

Temos aqui um cenário real e factível: 

a) O perfil do estudante no contexto das TIC (tecnologias de informação e comunicação) reflete uma “pressa” de aprender: querem ter acesso ao conhecimento de maneira ágil, sem muito aprofundar em leituras que consideram “desnecessárias” e nesse processo, frente a milhares de outros estímulos tecnológicos, perdem o interesse pelas aulas, reduzindo o aprendizado a um nível raso e superficial. 

b)  A graduação e os cursos de pós-graduação que embasam a formação dos docentes no ensino superior têm se tornado insuficiente para desenvolver o repertório de atividades, avaliações e trabalhos conduzidos dentro e fora da sala de aula, diante do contexto de transformações do cenário escolar. Saber o conteúdo já não basta.  

Não há, de fato, uma receita de bolo para mudar completamente os fatores que têm causado esse desalinhamento entre a perspectiva aluno-professor. A boa notícia é que é possível reduzir essa distância de aprendizado. O que buscamos com esse texto é justamente indicar três caminhos que vão auxiliar os docentes a lidar com esse novo contexto de transformações no ensino superior.

O professor como mediador: uma mudança de mindset

O ensino tradicional tem sido marcado pela transmissão do conteúdo com um enfoque puramente informativo. Paulo Freire (1987), em sua conhecida obra Pedagogia do Oprimido, traz o conceito de educação bancária como a imposição ou o depósito do conhecimento realizado pelo professor sobre os alunos. Para Freire, a educação se torna libertadora na medida em que seja superada a contradição entre educador-educando, de forma que ambos se façam e se reconheçam como educadores e educandos. Essa relação entre teoria e prática é permanente e deve subsidiar a dinâmica humana da “ação-reflexão-ação” que possibilita a mudança transformadora em algum grau da realidade, por meio da ação mais consciente. 

O clássico modelo de aulas expositivas, em que se vislumbra um professor, detentor do conhecimento, e os alunos, ouvintes, meros receptáculos do conteúdo exposto, em um processo de pouquíssimo dialógico, ainda é uma constante no ensino superior. Em decorrência disso, o aluno tem se tornado um receptor passivo das informações que deve repetir de maneira literal nas avaliações de ensino. Nesse contexto, torna-se essencial ressaltar a importância do papel do professor como mediador do conhecimento na relação com os alunos, e não mais os de “donos” do saber. 

Nessa seara, a mudança de mindset é importante para que o aluno esteja no centro do processo de aprendizagem, de forma que o professor promova sua participação contínua, contribuindo na indicação de informações de qualidade para o estudante que está rodeado de vários conteúdos.  

O desenvolvimento de habilidades: por que isso é importante?

Além de compreender o seu papel de mediador no processo de ensino e aprendizagem, o docente deve buscar orientar suas aulas em desenvolver determinadas habilidades em seus alunos, muito mais do que se preocupar em transmitir a totalidade dos conteúdos previstos nos programas pedagógicos.  

Isso porque o contexto de transformações pelo qual passa o cenário mercadológico e o exercício das profissões têm revelado que o egresso deve ser adaptável a esse contexto de mudanças velozes e que estará mais bem preparado se tiver desenvolvido skills, do que ter decorado todos os conceitos teóricos do curso. Desenvolver habilidades é um desafio para a educação superior de uma forma geral, que não deve ser desconsiderado no processo de aprendizagem. 

Além disso, as avaliações externas como o ENADE, por exemplo, têm seus itens elaborados no intuito de verificar se determinadas competências, previstas para o perfil do egresso no curso superior foram, de fato, desenvolvidas. Os itens buscam ser interdisciplinares e não questionam dados memorizados ao estudante, de modo que os conteúdos são trabalhados como instrumento para a resolução do item, em que o seu conhecimento puro e simples não é suficiente para resolver a questão, na qual são exigidas operações mentais mais complexas, como reflexão crítica e análise de situações práticas.  

Diante deste cenário de intensas transformações, o World Economic Forum (WEF) apresentou em 2018 um estudo bastante aprofundado sobre o futuro das profissões no mundo, o “The Future of Jobs Report”, de modo que o relatório expõe as diversas transformações da força de trabalho ao longo dos últimos anos, bem como a necessária janela de mudança que deverá envolver governos, instituições públicas e privadas e os trabalhadores a partir dos avanços tecnológicos da chamada “Quarta Revolução Industrial.” 

Assim, foi apresentada uma lista de habilidades que deveriam ser desenvolvidas até o ano de 2022 para atender às expectativas do futuro do mercado de trabalho em diversas áreas do conhecimento: 

Essas habilidades demonstram o quão relevante é investir em práticas docentes e atividades que estimulem o seu desenvolvimento. Elas promovem o pensamento crítico e analítico e a necessidade de resolver problemas complexos. Além disso, demonstram a necessidade de incluir o aluno no processo de aprendizagem de maneira ativa, por meio da criatividade e iniciativa. 

Como despertar o interesse no aluno?

Mediar o conhecimento e desenvolver habilidades só será efetivo se houver um elemento muito importante dos alunos: o desejo de aprender. 

O interesse estudantil, baseado no “querer”, é um elemento essencial para que o aprendizado ocorra. Não basta ter um professor disposto a ensinar, é necessário despertar o desejo nos ouvintes. E a solução é uma só: trazer o conteúdo teórico para a realidade prática dos estudantes. 

Chamar a atenção dos alunos não exige teatro ou stand-up, mas uma conexão entre o que se fala e o que se vive. A conexão da teoria conteudista e a vivência dos conceitos na realidade promovem um aprendizado natural, baseado em experiências sensoriais que fixam o aprendizado de maneira duradoura. Mas como fazer isso? 

Em primeiro plano, é preciso esclarecer que a aula teórica é importante, sim! Não será possível promover dinâmicas, atividades e metodologias inovadoras com estudantes que não têm aporte teórico sobre os conteúdos ministrados nas disciplinas. 

Os conteúdos devem ser trabalhados em sala de aula de maneira didática, explicativa, e minuciosa em um primeiro momento, com atividades de fixação.  

Em um segundo momento é preciso promover atividades que permitam ao aluno estar no centro do processo de aprendizagem, de modo que ele se sinta agente do seu processo e não apenas o receptor das informações postas. Para isso é indicado o desenvolvimento de novas metodologias de ensino, chamadas “metodologias ativas” com recursos didáticos inovadores, que propõem uma nova perspectiva de learning, para o aluno e para o professor. 

Diante deste cenário de transformações na educação superior, movidas pelas TIC (tecnologias de informação e comunicação), é preciso que os três pilares descritos sejam trabalhados conjuntamente na sala de aula: o papel do professor deve ser alinhado com uma mudança de mindset: de “dono” a “mediador” do saber, as práticas docentes devem estar consonantes a um aprendizado baseado no desenvolvimento de habilidades nos estudantes e o aluno deve ser trazido para o processo de ensino e aprendizagem por meio da conexão entre o conhecimento teórico e a sua realidade prática. 

Ensino híbrido: novas perspectivas para a educação superior

Como seria se a sala de aula acompanhasse as inovações tecnológicas do século XXI? Qual o impacto desse movimento na aprendizagem dos alunos? 

Como uma forma de colocar a educação inserida no contexto tecnológico de inovações constantes, o ensino híbrido (ou, em inglês, blended learning) é uma proposta para reestruturar o contexto educacional e torná-lo mais alinhado à revolução tecnológica que acontece no mundo de hoje. Nesse texto, você vai descobrir mais sobre essa revolucionária metodologia de ensino e como aplicá-la em sala de aula. 

O que é o Ensino Híbrido? 

A metodologia híbrida de aprendizagem também é conhecida como semipresencial por ter, como característica principal, a fusão do ensino a distância (EAD) com o ensino presencial. O objetivo é incentivar uma reorganização do espaço e tempo de aula, bem como do papel do professor e do aluno. Dessa maneira, a metodologia busca engajar todos os envolvidos no processo educacional e proporcionar um aprimoramento das habilidades dos estudantes e educadores.

A união das modalidades presencial e a distância permite que os alunos desfrutem de novas oportunidades de aprimoramento. Por um lado, o ensino presencial estimula os alunos a interagir, debater ideias e trabalhar em grupo. Por outro, a parcela a distância fornece autonomia ao aluno, que passa a ser responsável por gerir seu próprio tempo e priorizar suas atividades, realizando-as no ritmo e local que achar mais adequado. Além disso, a inserção de plataformas digitais no ensino permite a coleta de dados com maior facilidade, facilitando o diagnóstico e acompanhamento do progresso dos alunos. Tais informações podem ser utilizadas como forma de retroalimentação no processo pedagógico.

Outro grande benefício da modalidade híbrida é uma maior possiblidade de personalização do ensino. No modelo tradicional de educação, os alunos têm acesso a uma informação única, criada e direcionada para a turma como um todo. Já em um modelo híbrido, por conta do acesso às tecnologias, o aluno tem a possibilidade de buscar formas que facilitem seu próprio aprendizado, além de estudar conteúdos que têm por objetivo sanar dificuldades específicas.  

Apesar de o termo ensino híbrido estar muito em voga nos últimos anos, a ideia por trás do conceito não é nova. A primeira iniciativa de se criar um curso a distância aconteceu na Europa em 1840, onde Isaac Pitman se dispôs a ensinar taquigrafia via correspondência. Já nos anos 1970 e 1980, as primeiras iniciativas de ensino utilizando a tecnologia tiveram início. Empresas começaram a fornecer treinamentos para seus funcionários através de computadores, bem como instruções começaram a ser passadas por meio de vídeos gravados e exibidos em TV’s. Dessa maneira, não era mais necessário que o instrutor responsável estivesse presente na empresa naquele momento para executar o treinamento. Já nos anos 90, cursos vendidos por meio de CD-ROM se tornaram cada vez mais populares, juntamente com a popularização do computador pessoal que tornou essa realidade possível. A partir dos anos 2000, com a explosão da internet, modalidades de ensino a distância ficaram cada vez mais acessíveis e difundidas. Hoje, com o constante avanço tecnológico e popularização da internet, fica mais fácil adaptar um currículo de ensino tradicional para um de ensino híbrido. 

Ensino Híbrido nas universidades

Atualmente, o ensino híbrido encontra cada vez mais espaço nas universidades brasileiras. Ao final de 2018, o governo brasileiro publicou a Portaria Nº 1.428, que amplia para até 40% a carga horária EAD em cursos presenciais. Com essa expansão, a hibridização do ensino se torna uma realidade cada vez mais possível para as universidades brasileiras, com a possibilidade de adaptação do currículo escolar.  

As vantagens da metodologia híbrida vão desde fornecer maior autonomia para os alunos, aumentar o engajamento, melhorar o monitoramento de dificuldades dos alunos e até mesmo possibilitar uma alocação mais eficiente do tempo do educador.  

Em um estudo publicado em 2016, os autores avaliam o estado da arte das pesquisas envolvendo ensino híbrido ao redor do mundo e mostram que, nas pesquisas mais recentes, os alunos que têm contato com a modalidade híbrida de ensino se saem melhor do que os estudantes de modalidades tradicionais. Ainda, o artigo aponta que a diferença em performance não é devida somente à tecnologia, mas sim a agregação desta ao contato presencial com o professor. Ou seja, a metodologia híbrida, que alia tecnologia ao contato face-a-face com o instrutor, é de fato benéfica no desempenho dos estudantes.  

Formas de aplicação do Ensino Híbrido 

Veja agora as formas mais comuns de aplicação da metodologia híbrida de ensino, e como você pode implementar, desde já, algumas dessas práticas no currículo já existente em sua instituição de ensino! 

Modelos sustentados

A categoria dos modelos sustentados possui maior familiaridade e proximidade ao ensino tradicional. Por esta razão, é uma excelente opção para instituições que desejam adaptar o seu currículo já existente incorporando novas práticas, sem a necessidade de uma reformulação curricular completa. Os principais modelos sustentados são: rotação por estações, laboratório rotacional e sala de aula invertida.

  • Rotação por estações

O objetivo central da aula é dividido em estações de trabalho independentes. Cada estação é destinada a cuidar de uma parte relativa ao objetivo central da aula. As estações permanecem fixas e cada aluno ou grupo de alunos passa pelas estações por um determinado tempo. Como característica do modelo híbrido de ensino, uma ou mais estações fazem uso de recursos digitais e podem até mesmo acontecer em ambientes virtuais, ou seja, a distância. Dessa maneira, os estudantes têm flexibilidade e autonomia para o trabalho em diferentes estações. Esse modelo ainda depende fortemente da mediação do professor, que tem o trabalho de orientar os estudantes em seu caminho através das estações.  

  • Laboratório Rotacional

Neste modelo, os alunos rotacionam por diferentes espaços dentro da escola, não sendo limitados à sala de aula. Basicamente, dois ambientes de aprendizagem são criados: o online e o offline. No ambiente online, os alunos podem se dirigir para um laboratório de informática para aprender sobre um assunto (geralmente, a parte teórica) utilizando recursos tecnológicos. Enquanto isso, em outro ambiente, que pode ser por exemplo um laboratório de ensino, os alunos têm contato com a parte prática e experimental do conteúdo abordado na aula. Em uma aula de física, por exemplo, os alunos podem pesquisar os conceitos e teorias no laboratório online, e depois ter contato com os experimentos relacionados àqueles conceitos no laboratório de ensino (offline). A ideia aqui é dividir a turma em dois grupos. Enquanto um grupo realiza as atividades no laboratório online, o outro grupo estuda no laboratório offline, e vice-versa.  

  • Sala de aula invertida

No modelo de sala de aula invertida, o estudante fica responsável por aprender o conteúdo das aulas em casa. Normalmente, um ambiente virtual de interação é criado entre o professor e os alunos, em que referências de estudo são indicadas. Fica a cargo do estudante acessar esse material e aprender o conteúdo sozinho, totalmente online, no seu ritmo. A aula presencial, então, tem o papel de fornecer um espaço para debate de ideias e solução de dúvidas. A sala de aula se torna um espaço de interação ativo entre professor e aluno e também entre os próprios alunos. Com essa metodologia híbrida, o aluno pode adquirir o conhecimento em casa e compartilhá-lo com os colegas durante a aula.  

Modelos disruptivos

Os modelos de ensino híbrido disruptivos têm como característica principal romper com a forma tradicional de se pensar o ambiente educacional. Nesses modelos, o processo de aprendizagem acontece quase que inteiramente por iniciativa do aluno, sendo a presença do professor bastante reduzida. Como consequência, exige que o currículo de ensino seja estruturado de forma totalmente diferente do que normalmente é feito nas instituições de ensino. 

  • Rotação individual

É um modelo bem parecido com o de rotação por estações. Contudo, ao contrário do que é feito em sua forma sustentada, na rotação individual cada aluno possui seu próprio roteiro de aprendizagem personalizado. Assim, não há a necessidade de passar por todas as estações. O caminho do aluno pelas estações se faz a partir de sua necessidade. Esse modelo traz como benefícios uma grande personalização do ensino e autonomia.  

  • Modelo Flex

Este modelo permite que os próprios estudantes construam objetivos de aprendizagem individuais, com o auxílio de um tutor. Esses objetivos são totalmente personalizados para os interesses e aptidões do estudante, cabendo a ele trilhar o caminho da aprendizagem conforme suas necessidades. O papel do professor é de fornecer tutoria quando o estudante julgar necessário. Nesse modelo, normalmente a divisão dos alunos não é feita por turmas e séries com conteúdo fixado para cada ano. Dessa forma, o estudante ganha um alto grau de controle sobre suas atividades. 

Quais mudanças são necessárias?

Mais do que saber quais são os principais modelos de ensino híbrido e como funcionam, a aplicação da metodologia no ensino superior exige algumas mudanças por parte da instituição para que seja possível criar um ambiente favorável à aplicação do modelo híbrido. Como todos os modelos se baseiam na alternância entre um ambiente offline e um ambiente online, é necessário que a IES possua uma plataforma digital em que a interação dos alunos com os professores e as atividades propostas seja possível.   

Nessa plataforma, o aluno pode ter acesso a conteúdos relativos às disciplinas em formas de textos complementares ou videoaulas. Aplicar o modelo de sala de aula invertida, por exemplo, tendo como base um repositório de conteúdo digital fica muito mais fácil e interessante!  

Da mesma forma, o modelo de laboratório rotacional poderia ser também facilmente aplicado se, nessa plataforma, o aluno tivesse acesso à exercícios e simulados dos conteúdos que está aprendendo. Além de poupar tempo do professor com a presença de um repositório de questões já prontas, o ambiente digital favorece a autonomia e o engajamento dos alunos. Portanto, a aplicação de modelos híbridos de ensino se torna mais viável e assertiva quando a prática é sustentada por uma plataforma digital eficiente.  

Conclusão 

A hibridização do ensino é uma tendência crescente a nível global. O ensino superior precisa se tornar um aliado, e não um opositor, das inovações tecnológicas. Caminhar de mãos dadas com a tecnologia só traz benefícios para as instituições que já o fazem. Além disso, o cenário brasileiro é animador para as instituições que desejam apostar na modalidade híbrida de ensino, dada a flexibilização recente da carga horária definida pelo MEC. Podendo ser adaptada ao currículo tradicional, a metodologia é uma forma inovadora de aumentar o engajamento e performance dos alunos, incentivar o docente e, em muitos casos, reduzir custos operacionais das IES. Cada modalidade de aplicação do ensino híbrido pode ser utilizada da melhor forma para atender as demandas específicas da sua instituição. Contudo, a presença de uma plataforma digital eficiente que possa centralizar as soluções da parte online da metodologia é extremamente necessária. Quer conhecer mais sobre nossas soluções digitais? Clique aqui.