Como é a avaliação do MEC nas instituições de Ensino Superior?

SINAES, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, é um conjunto de práticas com o objetivo de assegurar o processo nacional de avaliação das Instituições de Educação Superior (IES). O regulatório é complexo e envolve uma série de dados que avaliam as mais diversas facetas das IES e dos seus processos de ensino-aprendizagem-avaliação.  

Essa análise é feita por meio de indicadores e parâmetros pré-estabelecidos, que buscam mensurar a qualidade do ensino e compreender os desempenhos organizacional e acadêmico da instituição diante do cenário brasileiro. 

O diagnóstico é construído pelos Indicadores de Qualidade do Ensino Superior e, de acordo com a Portaria nº 40, “são obtidos com base no Enade e em demais insumos constantes das bases de dados do MEC, segundo metodologia própria, aprovada pela Conaes (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior) e atendidos os parâmetros da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.”.  

Os aspectos avaliados são divididos em vários eixos, como o ensino, a administração da instituição, a pesquisa, a extensão, o desempenho dos alunos, a responsabilidade social, o corpo docente e as instalações físicas.   

Existem três segmentos principais:  

  • Resultados sobre as instituições de educação superior, o Índice Geral e Cursos Avaliados da Instituição (IGC). 
  • Resultados sobre os cursos superiores, o Conceito Preliminar de Curso (CPC). 
  • Resultados sobre o desempenho dos estudantes, o conceito ENADE e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). 

O conceito contínuo versus o conceito em faixa 

A maioria dos índices obtidos durante as etapas do processo avaliativo é representado em um valor numérico contínuo que varia de 0 (zero) a 5 (cinco), ou, em alguns casos, de 0 (zero) a 500 (quinhentos), sendo que o 0 (zero) representa um valor preocupante e o 5 (cinco), ou 500 (quinhentos), representa um valor considerado de referência e excelência. 

Porém, para melhorar os efeitos comparativos desejados com essas avaliações, o MEC categoriza as IES de acordo com faixas, que agrupam os conceitos contínuos. Essas faixas variam de 1 (um) a 5 (cinco), sendo que valores de 1 (um) e 2 (dois) são considerados resultados insatisfatórios, enquanto valores de 3 (três) e 4 (quatro) são considerados satisfatórios e o 5 (cinco) são valores considerados como excelência. Ou seja, as IES/cursos que detiverem esse resultado são vistas como referência pelas demais. 

Para a conversão dos valores contínuos em faixas, o MEC utiliza a Tabela 1 a seguir: 

Tabela 1: Tabela de conversão de valores contínuos para os valores de faixa. (Fonte: INEP) 

Índice Geral e Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 

O Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) é o indicador que avalia diretamente as IES. Seus resultados são calculados e divulgados anualmente e, segundo o Inep, três aspectos são levados em conta:  

  • média dos CPC’s (Conceito Preliminar do Curso) dos últimos três anos, relativos aos cursos avaliados da instituição e ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos computados; 
  • média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela CAPES na última avaliação trienal disponível, convertida para escala compatível e ponderada pelo número de matrículas em cada um dos programas de pós-graduação correspondentes; 
  • distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu, excluindo as informações do item b) para as instituições que não oferecerem pós-graduação stricto sensu. 

O IGC, referindo-se sempre aos últimos três anos da Instituição de Ensino, aborda todas as áreas e eixos tecnológicos avaliados e previstas no Ciclo Avaliativo do Enade.

Conceito Preliminar de Curso (CPC)

O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um parâmetro que avalia os cursos de graduação de cada Instituição de Ensino. Ele é dividido em quatro dimensões principais, sendo elas as condições do processo formativo, o desempenho dos estudantes no Enade, o corpo docente e o valor agregado pelo processo formativo. É possível observar na Tabela 2 a seguir as componentes de cada divisão e seu respectivo peso no cálculo do indicador.     

Tabela 2: Notas utilizadas para o cálculo do CPC e seus respectivos pesos. 

Portanto, é necessário que o curso tenha pelo menos dois alunos concluintes realizando a prova Enade. Caso o curso não tenha, seu CPC será considerado SC (Sem Conceito). Os resultados são publicados no ano após a realização do Enade e seus dados são utilizados para os atos de renovação de reconhecimento de cursos de graduação pelo MEC.  

O conceito ENADE 

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) analisa o desempenho dos alunos concluintes dos cursos de graduação de acordo com as competências, os conteúdos e as habilidades desenvolvidas durante a sua graduação. Seu objetivo é mensurar a qualidade dos cursos das IES brasileiras e ser referência em fonte de consulta e desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a Educação Superior.  

As notas obtidas pelos alunos no Enade representam insumos essenciais para o cálculo dos outros indicadores de qualidade da educação superior: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Além disso, o exame também serve como base para dois outros importantes parâmetros de avaliação: o Conceito Enade e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).  

Dessa maneira, o Conceito Enade avalia os cursos de acordo com o desempenho dos alunos no exame. Seu cálculo e divulgação ocorrem anualmente para os cursos com pelo menos dois estudantes concluintes participantes do Exame. 

Saiba mais sobre o modelo Enade de questões clicando aqui.

Resultados sobre o desempenho dos estudantes, o IDD 

O Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) é um parâmetro de qualidade que mede o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento dos estudantes concluintes. Ao aplicar medida proxy (aproximação), esse indicador utiliza o desempenho dos estudantes no Enade e no Enem para avaliar as características de progressão do aluno durante o curso de graduação.  

A partir de 2014, foi estabelecido que o cálculo do IDD acontece para todos os alunos que realizaram o Enade e o Enem, por meio do número do CPF. Seu cálculo é realizado utilizando-se: 

  • Dados dos desempenhos dos estudantes concluintes no Enade. 
  • Estimativa do desempenho do estudante concluintes no Enade decorrente de suas características quando ingressante no curso.

O IDD também é um indicador utilizado para o cálculo de outros indicadores de qualidade da educação superior: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e, consequentemente, o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). 

Entender como é a avaliação do MEC sobre as Instituições de Ensino Superior é apenas o primeiro passo para aumentar a classificação e a nota dos seus cursos e da sua IES. Agora, é necessário reconhecer quais são seus indicadores com maiores e piores notas e, assim, buscar possibilidades para aumentar o desempenho desses parâmetros.

Quer saber mais sobre como a Saraiva Educação pode te ajudar a atender e melhorar esses importantes requisitos regulatórios? Envie um email para falecom@saraivaeducacao.com.br e entraremos em contato.

A importância dos indicadores do Enade e como melhorá-los

Todos os anos, desde que foi implantado em 2004, milhares de estudantes de todo o país realizam o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, Enade. Seu objetivo é avaliar o desempenho dos concluintes dos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras. Mesmo que a nota obtida no exame não exerça influência direta na obtenção do diploma desses alunos, isso não quer dizer que não seja de interesse das IES que elas se mantenham em um padrão elevado. 

Se analisados corretamente e bem aplicados, os indicadores da educação superior brasileira, que levam em seus cálculos a avaliação Enade, podem ser aliados do sucesso das instituições de ensino e das práticas pedagógicas que envolvem os cursos de graduação.  

O que são indicadores?  

“Indicadores possibilitam conhecer verdadeiramente a situação que se deseja modificar, estabelecer as prioridades, escolher os beneficiados, identificar os objetivos e traduzi-los em metas e, assim, melhor acompanhar o andamento dos trabalhos, avaliar os processos, adotar os redirecionamentos necessários e verificar os resultados e os impactos obtidos. Com isso, aumentam as chances de serem tomadas decisões corretas e de se potencializar o uso dos recursos“. 

Serviço Social da Indústria. Departamento Regional do Estado do Paraná. Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade.  

Construção e Análise de Indicadores. / Serviço Social da Indústria. Departamento Regional do Estado do Paraná.  Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade. – Curitiba: [s.n.], 2010. 

Indicadores são variáveis definidas para medir um conceito, sintetizados em um índice, que é comparável entre localidades e grupos distintos (SESI 2010). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, vinculado ao Ministério da Educação, INEP – MEC, é uma importante fonte de bases de dados, com informações relacionadas aos indicadores e índices educacionais do país, envolvendo tanto o ensino básico quanto o ensino superior. 

No que diz respeito ao ensino superior, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, Sinaes, reúne dados e indicadores de avaliações de estudantes, instituições e de cursos, objetivando garantir um ensino mais homogêneo nas IES do Brasil, (SINAES). Esses dados subsidiam os processos de regulação, que compreendem Atos Autorizativos e Atos Regulatórios, tornando o credenciamento das IES, autorização e reconhecimento de cursos, bem como sua renovação de reconhecimento, dependentes do conceito institucional perante essas avaliações (INEP). 

O Enade e a importância dos indicadores nacionais da Educação Superior

O Enade, previsto na lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004, passa a integrar o Sinaes e traz consigo matrizes de provas baseadas em Diretrizes definidas por Comissões Assessoras de Avaliação, compostas por professores indicados pelo próprio INEP. A cada ano, o INEP, responsável pelo Sistema de Avaliação do Ensino, juntamente com o MEC, definem as áreas que serão avaliadas pelo ENADE, de média trienal, e os alunos avaliados serão os concluintes dos respectivos cursos relacionados às áreas indicadas naquele ano. 

A avaliação ENADE tem estrutura construída por um componente de Formação Geral e outro de Conhecimento Específico, com questões discursivas e objetivas que representam diferentes pesos na nota final do estudante, calculada em uma escada de 0 (zero) a 100 (cem). A partir dessa avaliação, passam a compor indicadores de qualidade, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia os cursos de graduação com notas de 1 (um) a 5 (cinco). Considerando essa escala, as notas 1 (um) e 2 (dois) são consideradas insatisfatórias, de maneira que fica a cargo da IES apresentar metas de melhoria, podendo sofrer sansões, e até mesmo ter seus cursos descontinuados, caso a situação se mantenha. O CPC, por sua vez, é um dos componentes do Índice Geral de Cursos (IGC), que busca avaliar a própria IES. 

Os resultados por curso e por instituição são disponibilizados no site do INEP, onde é possível comparar os indicadores de todo o país. É possível dizer, portanto, que a manutenção de um curso de ensino superior depende em grande parte da avaliação de seus concluintes. Dessa forma, o sucesso e competitividade de uma IES perante o mercado está diretamente relacionado à tomada de decisões pedagógicas que levam em consideração o cenário da educação nacional e os indicadores Enade. 

Quando levamos em conta os indicadores Enade, uma IES consegue ter como entrada, a cada três anos, o espelho do aproveitamento que aqueles concluintes tiveram da graduação. Caso as notas obtidas sejam sempre altas, a saída pode até ser de continuar o curso como está, mas o que acontece caso as notas estejam aquém do desejado? 

Por mais que seja possível verificar online os cadernos e as respostas das provas, uma pessoa familiar com o meio pedagógico sabe que uma questão vai além do item que chega até o aluno. As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) discriminam, em seus documentos, os conteúdos do saber curricular, as competências e o perfil esperado dos alunos concluintes, enquanto as Portarias Enade tratam desses parâmetros e de como serão avaliados em um ano específico. Por mais que essas informações, por si só, não componham uma prova, são o ponto de partida para as metas obtidas como saída da avaliação. 

Um ano de Enade aponta os sucessos e falhas na graduação de uma turma, muitos anos apontam pontos fortes e dores do curso como um todo, qual será então o valor de um diagnóstico precoce? 

O acompanhamento pedagógico dos alunos ao longo da graduação é uma medida preciosa para, não somente, tentar melhorar o conceito daquele curso, mas, principalmente, para melhorar a qualidade da graduação dos alunos. Por mais complexo que o ponto de partida possa parecer, algumas ferramentas pedagógicas vêm como maneiras de auxiliar coordenadores e professores nesse trabalho.  

Como melhorar?

A primeira ferramenta, já citada anteriormente, é a análise dos componentes das matrizes de prova cobrados pelo Enade. Por mais que não se possa afirmar com muita antecedência como serão cobrados no ano de aplicação, o estudo das recorrências desses itens pode fornecer uma previsão da composição da prova. 

O Perfil do Egresso, como o próprio nome dá a entender, é a referência do tipo de profissional que aquele curso busca formar. Já os Conteúdos, como são tratados pelas Portarias, definem os componentes curriculares da formação acadêmica que serão abordados. Finalmente, as Competências unem esses dois componentes em como é esperado que o aluno junte o seu Perfil e Conteúdo curricular para atuar em determinadas situações e resolver os problemas propostos. 

A segunda ferramenta pedagógica vem aliada principalmente às Competências, é a Taxonomia de Bloom, uma classificação dos objetivos de aprendizagem. A Taxonomia parte das operações mais simples para as mais complexas, buscando destrinchar o nível cognitivo exigido para a resolução de um problema e avaliar o aluno quanto a ele. Dessa maneira, pode ser utilizada para compreender em que níveis cognitivos opera cada Competência, permitindo que estes sejam estimulados em situações-problema durante o processo de aprendizado. 

Por mais que, muitas vezes, não seja feita de maneira consciente pelos educadores, ambas as ferramentas são constantemente utilizadas nas diversas maneiras de avaliar os alunos. O valor de uma análise pedagógica está em transformar essas ferramentas em indicadores que possam ser utilizados para tomar decisões e implementar metodologias que busquem desenvolver os alunos e sanar carências em busca de uma formação mais completa. 

ENADE 2019: prova, cursos e tendências

Criado em 14 de abril de 2004 pela Lei 10.861 para substituir o antigo Exame Nacional de Cursos, conhecido como “Provão”, o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) visa mensurar a qualidade dos cursos e das instituições do país, sendo utilizado tanto para o desenvolvimento de políticas públicas para a Educação Superior quanto como fonte de consultas pela sociedade.  

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), a prova constitui-se como  “insumo fundamental para o cálculo dos indicadores de qualidade da educação superior: Conceito Enade, Conceito Preliminar de Curso (CPC) e Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), todos normatizados pela Portaria Normativa GM/MEC nº 840, de 24 de agosto de 2018”. Em suma, o resultado dos alunos na prova é o que define a nota da instituição perante ao MEC, podendo esta nota variar de 1 a 5. 

Apesar de inquestionavelmente importante, a cada ano o ENADE traz novas peculiaridades. Nesse texto você vai saber um pouco mais sobre como o ENADE 2019 será organizado e como já começar a se preparar para a tão sonhada nota 5! 

Cursos participantes do ENADE em 2019

A cada ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), responsável pelo Sistema de Avaliação do Ensino, juntamente com o Ministério da Educação, definem as áreas que serão avaliadas pelo ENADE. Isso significa que não são todos os cursos que realizam o ENADE a cada ano: a periodicidade máxima com que cada área de conhecimento é avaliada é trienal, de modo que, se um curso participou da prova em 2015, por exemplo, só em 2018 a turma do último ano deste curso participará novamente, obrigatoriamente. 

Existem três grandes áreas que podem ser alocadas para avaliação no ENADE, descritas detalhadamente na tabela abaixo:

O ENADE 2019 surpreendeu com a alocação de cursos, uma vez que a retrospectiva histórica de avaliação indicava que os cursos avaliados seriam apenas os da área 1: 

  • 2013: foram avaliados cursos da área 1; 
  • 2014: foram avaliados cursos da área 2; 
  • 2015: foram avaliados cursos da área 3; 
  • 2016: foram avaliados cursos da área 1; 
  • 2017: foram avaliados cursos da área 2; 
  • 2018: foram avaliados cursos da área 3;

Porém, o ENADE 2019 contemplará, além dos cursos da área 1, os cursos de bacharelado da área 2.

Estrutura da Prova 

A probabilidade é que a prova do ENADE 2019 siga o mesmo formato das edições anteriores, sendo dividida, portanto, em duas grandes partes: Formação Geral (comum a todos os participantes) e o Componente Específico.  Em cada uma dessas partes ainda temos avaliações específicas, fazendo com que a prova fique dividida da seguinte maneira: 

  • 2 questões discursivas de conhecimentos gerais — peso de 10% do total da prova; 
  • 8 questões objetivas de conhecimentos gerais — peso de 15% do total da prova; 
  • 2 questões discursivas de conhecimentos específicos — peso de 11,25% do total da prova; 
  • 27 questões objetivas de conhecimentos específicos — peso de 63,75% do total da prova; 
  • 9 questões sobre o nível de dificuldade da prova — não conta como critério de avaliação. 

Vale ressaltar que, para os cursos de Engenharia, as seis (6) primeiras questões objetivas de conhecimento específico configuram-se como conteúdos do Ciclo Básico de Engenharia, sendo, portanto, comum a todas. 

Como iniciar a preparação o quanto antes

Os estudantes que farão o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) em 2019 podem consultar os conteúdos que serão avaliados em cada um dos cursos após a liberação das portarias normativas pelo site do INEP.  As portarias normativas abordam os perfis, as competências e os conteúdos que serão avaliados em cada curso naquela edição do exame. A referência do perfil do concluinte aborda as características e habilidades a serem cobradas nas questões, enquanto os conteúdos contemplam os possíveis assuntos das mesmas. 

Enquanto as portarias de 2019 não são disponibilizadas, uma boa opção é entender o perfil das Comissões Assessoras de Área para as áreas avaliadas no ENADE 2019. Os membros que constituirão a comissão de cada curso estão descritos na portaria nº 151, de 28 de fevereiro de 2019, também disponível no site do INEP. 

Agora que você já sabe como funciona o ENADE 2019, que tal já ir preparando sua IES para a tão sonhada nota 5? O exame deve acontecer no segundo semestre de 2019, mas é de fundamental importância que a preparação comece o quanto antes. Quer saber mais sobre como a Saraiva Educação pode auxiliar na preparação da sua IES para o ENADE? Clique aqui!

ENADE para IES: tudo o que você precisa saber para garantir o sucesso!

Aplicado há mais de 20 anos, o Exame Nacional de Avaliação do Desempenho dos Estudantes (ENADE) consolidou-se como um dos principais termômetros de comprovação da qualidade das IES e de seus respectivos cursos. O conceito Enade para IES possui um peso enorme para a reputação das instituições, uma vez que a nota obtida pelo aluno que reflete na avaliação da própria instituição. Com isso, o MEC deseja promover a melhoria do ensino superior no país.

Sozinho, o Enade corresponde a aproximadamente 55% do Conceito Preliminar de Curso (CPC) — cujos dados podem determinar a renovação, ou não, do reconhecimento dos cursos superiores. Além disso, as notas do Enade têm expressividade para a classificação das instituições em rankings como o RUF (Ranking Universitário Folha), de amplo apelo midiático, o que tem grande influência na captação de alunos.

Por esse motivo, alcançar e manter um bom conceito no Enade é cada vez mais impactante no planejamento estratégico das IES brasileiras, pois seu resultado tem influência na sobrevivência das instituições no mercado do conhecimento.

IES que não consigam resultados favoráveis no Enade correm o risco de prejudicar seriamente sua reputação e sofrer diversas sanções, como fechamento de cursos ou redução do número de vagas.

O sucesso no Enade depende da perpetuação de uma cultura organizacional em torno do exame, envolvendo os principais stakeholders das IES (reitores, coordenadores, diretores, professores e, sobretudo, alunos). Para tanto, é preciso que os gestores saibam compreender o que está por trás da avaliação Enade, a fim de implantar um planejamento correspondente aos interesses institucionais, tanto pedagógicos quanto mercadológicos.

Entenda, neste post, como analisar os resultados do Enade e implantar ações que incluam o exame na rotina institucional. Além disso, uma ferramenta virtual gratuita está auxiliando gestores a compreenderem de forma mais prática os indicadores do MEC e do INEP para tomarem as melhores decisões.

O que a nota do ENADE realmente diz sobre a sua instituição?

O Enade é integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e “avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação, em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas em sua formação” (INEP). Trata-se de um importante mecanismo de feedback para as IES, já que atesta a excelência dos cursos e da própria instituição.

Por meio desse indicador é possível avaliar a qualidade do ensino e se as condições de aprendizado permitem aos alunos demonstrar as habilidades e competências esperadas para sua atuação no mercado de trabalho. Além disso, é possível medir a reputação institucional e se o projeto político pedagógico está de acordo com as expectativas do MEC e do próprio mercado de trabalho.

Os alunos concluintes — que efetivamente farão a prova do Enade — também fornecem dados que impactam na taxa de retenção das IES. Além da avaliação escrita, o “Questionário do Estudante” é um segundo instrumento de avaliação, de preenchimento obrigatório aos inscritos.

Ele aponta referenciais para a construção do perfil socioeconômico dos alunos e a opinião dos estudantes sobre a organização pedagógica do seu curso, corpo docente e infraestrutura da instituição.

De acordo com o Mapa do Ensino Superior de 2015, 27% dos alunos matriculados em instituições privadas acabam desistindo de estudarr por não conseguirem acompanhar o ensino, em razão de uma lacuna de conhecimento que deveria ser bagagem do ensino médio.

Assim, o aluno ingressante também possui função crucial no Enade, embora não faça a prova. As IES têm obrigação de inscrever os ingressantes para que o INEP calcule o Indicador de Diferença dentre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede quanto de conhecimento o aluno agregou ao longo de toda sua vida acadêmica. A nota atribuída é baseada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A análise dos resultados do Enade permite, ainda, que as IES comparem seus projetos pedagógicos com os de outras instituições e a relevância de sua matriz curricular para a organização pedagógica.

Ao serem bem avaliadas, todos os stakeholders das IES são indiretamente beneficiados. A reputação da universidade é mantida, o corpo acadêmico é valorizado e os alunos terão em seu histórico o nome de uma instituição bem-conceituada.

Por que criar uma rotina de preparação para o exame nacional?

O Enade é um modelo de avaliação institucional que integra o ciclo educacional de uma IES por completo, já que começa a partir da entrada do aluno na instituição, engloba a sua permanência até o fim do curso e finaliza com o objetivo de formar profissionais de excelência para o mercado de trabalho.

Dados do INEP afirmam que o número de IES aumentou cerca de 70% na última década. Entre outros motivos, isso se deve ao fato das políticas educacionais que o governo federal estabeleceu para facilitar o acesso de pessoas ao ensino superior e, também, de uma necessidade do mercado de trabalho para a formação de profissionais qualificados.

A concorrência atual faz do Enade um fator determinante para a competição no mercado do conhecimento. O exame demonstra à sociedade o valor de formação que se agrega à vida de um aluno daquela pela IES e como seu diploma aumenta a credibilidade do profissional por ali formado no mercado de trabalho.

Melhorar o conceito Enade é, para muitas instituições, resultado de grande dedicação junto aos professores e alunos. Levando em conta que a aplicação do exame é trienal, o objetivo das IES é sempre superar a nota do exame anterior.

A melhor maneira de se preparar para o Enade é incluir o exame na rotina institucional. Preparações intensivas, que normalmente vêm acompanhadas de provas finais e trabalhos de conclusão de curso, mais fazem criar tensões nos estudantes que propriamente gerar um bom resultado.

A pressão, pelo contrário, pode gerar rejeição ao exame e prejudicar tanto o concluinte quanto a universidade.

Sendo assim, torna-se imprescindível que as IES implantem fatores motivacionais para os alunos, afinal o Enade é obrigatório e pré-requisito para a obtenção do diploma universitário.

O professor Nelson Pereira Castanheira, especialista em Educação, afirmou em entrevista que: “A prova do Enade é considerada uma disciplina, e se você está num curso onde não fez uma disciplina, não acabou o curso. Se o aluno for inscrito para fazer o ENADE e não comparecer, ele não tem uma disciplina, portanto, não pode colar grau”.

Apesar disso, é comum que os alunos não compreendam bem a razão de se preparar para o Enade, imaginando que o exame seja uma avaliação como qualquer outra. É preciso implantar a “cultura do Enade” dentro da organização.

O Enade deve ser realizado com a mesma seriedade de um exame de ordem ou concurso público, já que influencia, de fato, na formação acadêmica e profissional do concluinte, bem como dos colegas que ainda não estejam nas etapas finais do curso.

A pouca importância ao Enade é uma análise pouco inteligente do aluno, mas reflete falta de esclarecimento e engajamento da universidade. E para esse cenário ser revertido, é preciso entender como lidar com os resultados do Enade e implantar estratégias motivacionais que privilegiem a preparação para o exame ao longo do curso, desde a fase de ingresso na instituição.

Também é importante ressaltar que quando o aluno participa do Enade de forma responsável as IES conseguem informações de qualidade sobre a realidade observada no curso. A partir daí é possível repensar os rumos do projeto acadêmico e embasar decisões mais eficazes para a melhoria dos cursos e da própria instituição universitária.

Um aluno com bom desempenho no Enade ganha um currículo de peso e maior receptividade no mercado de trabalho, antes mesmo de sair da faculdade. É como se fosse um selo de qualidade. Tanto que há empresas que não firmam parcerias para programas de estágios com IES cujo conceito no Enade é baixo.

A partir da criação de uma cultura organizacional em torno do Enade, os alunos tendem a prestar o exame com maior dedicação. Ao enxergar a importância do exame para si e para a universidade onde estudam o empenho tende a ser bem maior, pois os estudantes desejarão que sua instituição seja avaliada positivamente, o que reflete no próprio aluno.

É um ciclo: se o aluno é bem avaliado no Enade, a universidade ganha visibilidade e atrairá melhores alunos para a instituição. Por isso, os estudantes precisam realmente mostrar tudo que sabem no exame. E isso envolve, além de talento, interesse por parte do aluno.

Como lidar com os resultados do ENADE?

A criação de uma cultura organizacional para o Enade é reflexo de um planejamento estratégico que enfoca a motivação dos alunos, melhorias no projeto pedagógico, ampliação das áreas de pesquisa e extensão, inovação das metodologias de ensino, uso de tecnologias e até melhorias na infraestrutura da universidade.

Tais ações, portanto, não devem focar apenas na prova e os alunos tidos como mais capacitados para a realização dos exames. Até porque, se espera que a universidade mantenha e supere sua nota, independentemente de grupos específicos de estudantes. E se são apresentadas discrepâncias na avaliação de um ciclo para outro, isso pode ser ruim para a universidade.

Os resultados do Enade servem como instrumentos de avaliação interna de cada curso. E cada núcleo deve observá-los junto aos respectivos corpos docentes para tomar as providências para melhorias.

O ponto de partida para qualquer ação é, logicamente, o projeto pedagógico curso. Este servirá de parâmetro para que as IES desenvolvam objetivos e metas em curto, médio e longo prazos, ao mesmo tempo em que a estratégia Enade reforça uma educação de excelência e prioriza a formação integral dos estudantes.

O planejamento estratégico precisa englobar parâmetros integrados que envolvam de forma transversal os indicadores de avaliação institucional, a alta qualificação para as necessidades do mercado de trabalho e o desenvolvimento socioeducacional.

É fundamental que as IES construam um panorama dos dados históricos do Enade, a fim de observar como a avaliação dos seus cursos vem se comportando ao longo dos anos e em quais pontos a universidade cresceu, bem como o que ainda precisa ser desenvolvido.

Essa observação precisa acontecer por meio de uma análise conjunta, envolvendo as equipes de gestores, coordenadores e professores, para que se atribuam metas de ampliação da avaliação do Enade. Essas metas são a base para as ações pedagógicas, engajamento do corpo docente e alunos, melhorias estruturais e ampliação do relacionamento com o mercado de trabalho.

Por consequência, a observação do histórico de IES concorrentes também se torna imprescindível. Ao comparar-se com outras instituições de interesse é possível compreender melhor quais estratégias podem ser adequadas à realidade da universidade em questão para que esta determine ações para elevar seus resultados e alcançar maior competitividade.

Ter um olhar para outras IES faz parte das chamadas ações de benchmarking educacional, que consistem em aprender com o que as outras instituições estão fazendo. Isso possibilita que uma universidade aplique internamente ideias que estão funcionando para outras instituições.

É um trabalho de bastante intensidade, mas que vai contribuir para o alcance do resultado esperado.

Porém, avaliar esses dados não é uma tarefa simples. Os informativos do INEP e do MEC são dispostos de uma maneira que exige das IES um trabalho denso de cruzamento dos dados. Essa tarefa demanda tempo e corre o risco de ser uma tarefa um tanto desmotivadora — para não dizer cara, pois é possível que seja necessária a contratação de consultorias específicas para isso.

Por outro lado, já existem algumas ferramentas online que estão facilitando a vida dos gestores universitários com relação à visualização e cruzamento desses dados. Uma delas é o Resultado Enade, desenvolvido pela Saraiva Educação.

A ferramenta expõe os dados de forma bastante prática e de fácil navegação. Por intermédio dessa análise as IES conseguem visualizar as informações de seu interesse e tomar decisões mais rapidamente. E melhor, de graça. Por meio do Resultado Enade, é possível:

  • acompanhar o Conceito Enade de cada curso da sua IES;
  • analisar o desempenho na formação geral e no componente específico;
  • observar a evolução da IES, se houver histórico;
  • comparar a concorrência;
  • avaliar o CPC de cada curso da sua IES;
  • acompanhar o IGC de cada um de seus cursos.

Já deu para perceber que o Enade não é um exame pontual, mas diz muito sobre a universidade. É comum, no entanto, que certas IES tenham dificuldade em desenvolver ações direcionadas à avaliação e, mais ainda, consigam engajar os alunos.

É possível engajar mais os alunos?

O engajamento dos alunos começa com a criação de um orgulho institucional. Os estudantes precisam gostar de estudar na universidade e ter o ânimo de querer levar o nome da instituição como um diferencial importante para sua vida, após a formatura.

Além disso, os professores, coordenadores e a gestão administrativa como um todo precisam conquistar a confiança dos alunos, a fim de conhecer seus anseios com relação à universidade.

A construção dessa identidade vem a partir de ações que permitam aos alunos sentir-se parte da universidade. É fundamental que as IES invistam na criação de segmentos internos que estimulem a participação dos alunos.

Diretórios acadêmicos, Atléticas, Empresas Juniores, Núcleos de Pesquisa e Extensão e Eventos Temáticos, de acordo com os preceitos de cada curso, são alguns exemplos para que os alunos permaneçam em atividades dentro dos muros da instituição e agreguem valor à universidade.

Tudo isso demonstra que a IES se importa com o aluno e deseja oferecer alternativas para que o estudante avance em conhecimentos e na preparação profissional, mas também tenha a universidade como um momento único em sua trajetória.

Comunicação eficiente

Uma vez criada a identidade institucional, é muito menor a chance de haver boicote por parte dos estudantes prestadores do Enade. A receptividade para a compreensão da necessidade de realização de um bom exame torna-se muito maior.

Mas a universidade tem muito mais responsabilidades além de se preocupar apenas em cuidar para que o aluno aceite prestar o exame com satisfação e orgulho institucional. Há questões administrativas por parte da administração e coordenação do curso que também estão atreladas ao sucesso do Enade.

As IES devem garantir a inscrição de todos os concluintes habilitados que devem obrigatoriamente prestar o Enade, bem como fornecer os dados de todos os alunos ingressantes.

Para que nenhuma das partes sofra qualquer tipo de penalidade pela não participação no exame, é necessário que as IES utilizem todos os instrumentos de comunicação a seu alcance para divulgar informações relativas ao exame (telefone, SMS, e-mails, whatsApp, grupos de Facebook, murais nos departamentos, quadros de avisos etc.).

Também é necessário que os alunos recebam explicações claras sobre o formato do exame, composição, quantidade de questões (formação geral e componentes específicos) e tempo de realização da prova.

Como os concluintes estão atônitos com todas as outras atividades, também vale a pena lembrar informações básicas para o ingresso no ambiente do exame (horário de fechamento dos portões, material permitido e documentos de identificação obrigatórios, por exemplo).

Preparação continuada para o Enade

A IES precisa organizar a preparação dos seus alunos para o Enade ao longo da graduação. É um erro concentrar os esforços nos semestres finais. A diluição do exame traz tranquilidade e facilita o engajamento dos alunos.

A aplicação de simulados é uma das formas de familiarização com o exame. Todas as disciplinas dos cursos que são avaliadas pelo Enade devem ser abordadas, especialmente dando ênfase àquelas que estatisticamente apareceram mais em anos anteriores.

Além disso, seminários sobre o Enade são de grande valia para aumentar o engajamento dos alunos. É importante gerar informações claras sobre o atual posicionamento da universidade no exame e quais são seus pontos fortes e fracos.

A partir disso, o estímulo à participação conjunta no planejamento estratégico, aceitando ideias de todos os stakeholders, sobretudo dos estudantes, é uma maneira de contribuir para maior engajamento estudantil.

Inovação no ensino e tecnologia

As novas metodologias de aprendizagem para o Ensino Superior e o uso das novas tecnologias também contribuem na preparação para o Enade e ampliam o engajamento estudantil. O ponto nevrálgico dessas metodologias é que o aluno se torna agente no processo educacional, uma vez que interage com os conteúdos.

A realidade do jovem estudante atual é pautada pelo uso constante de celulares, tablets, computadores e a internet. Ele está conectado o dia todo e em qualquer lugar e mescla a utilização desses dispositivos tanto para uso pessoal quanto para atividades profissionais e de estudo.

Isso também fez a sala descentralizar-se. Muitos conteúdos estão sendo distribuídos aos alunos por meio de plataformas digitais, e os resultados são comprovadamente mais satisfatórios.

Assim como os cursinhos pré-vestibulares e as escolas de ensino médio estão disponibilizando conteúdos, dicas, exercícios e simulados online, o mesmo pode ser aplicado com relação ao Enade nas IES.

Além de tornar o aprendizado mais leve, os alunos têm condição de controlar seu tempo e ritmo de estudo. Pesquisas e de diversas instituições respeitadas internacionalmente comprovam que o modelo tradicional de aula, com alunos ouvindo o professor por extensos períodos e fazendo exercícios teóricos, não garante a mesma retenção dos conteúdos em relação a uma atividade interativa.

Outra estratégia bastante atraente é a gamificação (do inglês gamification), que utiliza os fundamentos de jogos para o aprendizado. Tem sido muito aproveitada não apenas no meio acadêmico como também no meio empresarial para engajar pessoas a fim de estimular a resolução de problemas e motivar o aprendizado.

A ideia é criar uma motivação que estimule o “jogador” a querer jogar mais, ou seja, que o aluno tenha vontade de aprender melhor. Esse mecanismo, além de proporcionar recompensas por bons resultados nas atividades, estimula que os alunos percebam sua evolução.

Já que os jogos de celular e tablets estão em alta entre os jovens, o uso de aplicativos voltados à aprendizagem é uma forma de o jovem levar os conteúdos para onde for. Esses recursos estão sendo muito utilizados para a preparação de diversos tipos de exames, incluindo o Enem e concursos públicos.

A grande vantagem da utilização desses recursos — sobretudo no caso de aplicativos para dispositivos móveis — é o fato de serem democráticos e estarem ao alcance da maior parte da comunidade acadêmica.

Por isso, a interação com as plataformas digitais e o ensino híbrido garantem melhores resultados e são perfeitamente aplicáveis na preparação para o Enade. Ao promover a atividade lúdica e a aprendizagem ativa, a relação ente aluno, professor e universidade se estreita e a mensuração dos pontos positivos e de outros a corrigir acontece com maior exatidão.

A qualidade dos cursos superiores está, de fato, nas mãos das próprias universidades. Um resultado falho significa que o caminho está errado e é preciso corrigi-lo. Este post procurou elucidar alguns aspectos que tornam o Enade para as IES algo imprescindível na ampliação de sua qualidade no ensino e da credibilidade junto à sociedade.

Agora que você já sabe o que deve fazer para ter sucesso no ENADE para IEs, experimente a ferramenta Resultado Enade e administre os resultados para uma tomada de decisão que vai levar a sua IES aos primeiros lugares na avaliação.

O ENADE e suas consequências para os cursos de graduação

Os indicadores dos instrumentos de avaliação institucional do Ministério da Educação (MEC)  são essenciais para uma Instituição de Educação Superior (IES) no que se refere ao planejamento e à administração de seus processos pedagógicos.

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), construído com base nesses indicadores, permite que os cursos oferecidos pela IES estejam alinhados no cumprimento da missão institucional.

Da mesma forma que os indicadores de avaliação institucional devem direcionar o PDI, os indicadores de avaliação de cursos e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) devem direcionar o projeto pedagógico de um curso. Nesse sentido, pode-se considerar que um processo de construção de um curso de graduação depende de uma sequência de etapas:

Etapa 1. Indicadores de Avaliação Institucional;

Etapa 2. Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI);

Etapa 3. Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN);

Etapa 4. Indicadores de Avaliação de Cursos de Graduação;

Etapa 5. Projeto Pedagógico do Curso (PPC).

Com um projeto pedagógico bem direcionado e fundamentado, é possível oferecer um curso de qualidade, que desenvolva nos estudantes as habilidades e competências exigidas nas DCN na construção do perfil do egresso. O desempenho dos estudantes é avaliado pelo Enade, Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.

O ENADE avalia a aquisição de competências e habilidades dos discentes a partir dos conteúdos programáticos dos respectivos cursos. Diante disso, os conteúdos devem ser trabalhados à luz dessas habilidades e competências.

Nesse sentido, Canan & Eloy (2016) defendem que o modelo de avaliação proposto pelo Enade, deve ser trabalhado de desde o início do curso, como metodologia de avaliação institucionalizada no PDI e, consequentemente, refletida nos Projetos Pedagógicos dos cursos ofertados pela IES.

O Enade como instrumento de avaliação

Os conceitos obtidos pelos estudantes no Enade são públicos e, por isso, geram impacto para imagem do curso e da IES. Assim que o resultado do Enade é divulgado pelo MEC, os órgãos de imprensa dão ampla visibilidade aos números e passam a traçar comparações muitas vezes apressadas e generalizantes.

Se, por um lado, um bom resultado permite que a instituição de ensino possa alavancar a captação de alunos, por outro, um resultado insuficiente – conceito entre 1 e 2 – exigirá a celebração de um protocolo de compromissos com o MEC e poderá culminar em sanções e até na  evasão dos alunos. Por isso, é imprescindível que os gestores educacionais estejam atentos aos processos pedagógicos dos cursos oferecidos pela IES.

A análise dos indicadores educacionais

A partir da nota dos alunos no Enade, dois indicadores educacionais são calculados: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Para compreender como o ENADE influencia tais indicadores é necessário estudar as notas técnicas do INEP:

Nota técnica DAES nº 3/2017 referente ao CPC

Nota técnica DAES nº 4/2017 referente ao IGC

Conscientização dos professores e dos estudantes

Os gestores das IES têm o dever de manter os professores cientes da missão institucional e alinhados ao projeto pedagógico do curso em que lecionam. A clareza quanto a esses aspectos direciona as ações docentes no sentido de trabalhem com objetivos claros e visão global sobre o curso e a IES. A conscientização dos professores, além de efetivar as determinações do PPC – muitas vezes desconhecidas por eles -, afeta diretamente o desempenho dos estudantes em avaliações como o Enade.

Além de um trabalho em equipe, alinhado e claramente direcionado, a conscientização dos estudantes no sentido de mostrar as consequências positivas trazidas por um bom resultado no Enade, tanto para o curso quanto para a comunidade, também pode gerar efeitos positivos. Nesse sentido, Canan & Eloy (2016) lembram que um bom resultado no Enade pode, entre outros benefícios:

  • Comunicar à sociedade boa formação oferecida pelo curso e da IES;
  • Indicar para o mercado de trabalho que os egressos do curso têm perfil profissional diferenciado;
  • Garantir uma bolsa da CAPES para mestrado e doutorado.

O respeito a um PPC bem construído, decorrente das DCN do respectivo curso e do PDI da IES, combinado com a clareza dos objetivos a serem alcançados pelos docentes, fará com que o resultado dos estudantes no Enade não seja uma preocupação, mas um atestado de qualidade e respeito às normas do Sistema Federal de Ensino.

Análise estratégica com a ferramenta Resultado Enade

A ferramenta Resultado Enade  — desenvolvida pela Saraiva Educação — é a maneira mais rápida e eficaz de analisar o desempenho de uma organização, pois reúne todos os dados estatísticos necessários para fazer uma análise completa do desempenho da instituição.

A partir da plataforma do Resultado Enade, é possível não só verificar o desempenho dos alunos de um curso, como também:

  • Acompanhar o conceito Enade de cada curso da instituição de ensino superior;
  • Comparar os resultados da IES com os resultados das suas concorrentes;
  • Analisar o desempenho da IES na formação geral e no componente específico;
  • Avaliar o CPC (Conceito Preliminar de Curso) de cada curso da sua IES;
  • Verificar a evolução da IES a partir do histórico, quando houver;
  • Acompanhar como o Índice Geral de Cursos (ICG) da IES.

Sendo assim, a ferramenta online Resultado Enade é, hoje, a melhor opção para os gestores que necessitam de dados concretos e organizados sobre sua IES em tempo real e em um só lugar.

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Referências

BRASIL. Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004. Lei do SINAES. Legislação federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm> acesso em 05 out. 2017.

CANAN, Sílvia Regina; ELOY, Vanessa Taís. Políticas de avaliação em larga escala: o Enade interfere na gestão dos cursos? Práxis Educativa. Ponta Grossa, p. 621-640, v. 11, n. 3, set./dez. 2016 Disponível em: <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/8996/5250> acesso em 01 out. 2017.