Saiba as principais informações sobre o ensino superior a distância no Brasil

A revolução tecnológica provocou, no âmbito da educação, o maior acesso às oportunidades pela população e a preparação para o universo do trabalho. Isso não foi diferente no caso do ensino superior.

Nesse sentido, a Educação a Distância é uma modalidade educacional que vem se expandido cada dia mais mediante a utilização das tecnologias de informação e comunicação, permitindo que estudantes e professores desenvolvam suas atividades com flexibilidade de horário e local. 

O ensino superior a distância funciona de uma forma prática, uma vez que os alunos necessitam de poucos recursos para seu acesso. Porém, é necessário disciplina, dedicação, organização e motivação por parte da gestão da IES, dos professores e dos discentes. 

Se você está buscando se aprofundar no assunto, este artigo é para você! Basta continuar a leitura para saber mais sobre o ensino superior a distância.

Conheça um breve histórico da EaD no Brasil

O desenvolvimento da modalidade EAD no Brasil teve seu início no século XX, percorrendo diversas fases até os dias atuais. 

Sua idealização ocorreu em decorrência do processo de industrialização, no intuito de formar o trabalhador para o labor industrial, desenvolvendo e capacitando pessoas para o exercício e domínio de determinadas habilidades e atividades. 

Para atender às demandas dos trabalhadores, no início dos anos 30 foram utilizados meios radiofônicos para transmitir os conhecimentos. 

Pouco tempo depois, com a implementação da televisão no Brasil, diversos programas educativos nasceram com o objetivo de dar continuidade à capacitação profissional. Dois grandes exemplos são o Telecurso, que surgiu de uma parceria da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Padre Anchieta, e o projeto “Um Salto para o Futuro”, que se destinava ao aperfeiçoamento de professores das séries iniciais. 

A modalidade foi se desenvolvendo e, com o avanço da tecnologia, o ensino superior a distância vem crescendo aceleradamente nos últimos anos. A busca é cada vez maior, principalmente por alunos que buscam maior autonomia e flexibilidade nos estudos, e é por isso que as Instituições de Ensino Superior precisam estar preparadas.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

Veja quais são os cursos que possuem autorização para EaD e os que não possuem 

A maioria dos cursos superiores já possuem a autorização do MEC para funcionamento na modalidade EaD. Porém, não são todos. Grande parte das graduações da área biológica e muitas engenharias ainda não possuem essa autorização, por exemplo. 

Além disso, algumas exceções, como é o caso dos cursos de Medicina e Direito, necessitam passar por processos diferenciados de autorização, uma vez que é necessário o parecer do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que o MEC conceda a autorização para EaD. 

Confira alguns cursos que ainda não possuem autorização para funcionamento a distância:

  • Astronomia
  • Biotecnologia
  • Fonoaudiologia
  • Geologia
  • Medicina
  • Medicina Veterinária
  • Oceanografia
  • Odontologia
  • Psicologia
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia do Petróleo
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Naval
  • Engenharia de Minas
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia Nuclear
  • Engenharia Química
  • Cinema
  • Direito
  • Moda

Saiba como funciona o credenciamento pelo MEC para o ensino superior a distância

O ensino superior a distância possui a mesma validade das graduações presenciais. Portanto, é importante que a IES faça uma excelente comunicação para que os estudantes entendam que a validade do diploma não depende da modalidade de ensino e sim do reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). 

Para oferecer essa modalidade, sua IES precisa, primeiramente, solicitar a autorização do MEC. Então, o Ministério irá analisar uma série de documentos, envolvendo três dimensões: 

  • organização didático-pedagógica;
  • corpo docente e técnico-administrativo;
  • instalações físicas oferecidas pela instituição.  

Quando o curso é reconhecido pelo MEC, significa que a instituição está dentro dos padrões exigidos para o seu funcionamento. Porém, quando o curso é apenas autorizado, apesar de poder oferecê-lo, a instituição de ensino tem um prazo determinado para regularização.

Tendo a autorização em mãos, a IES já pode abrir as matrículas e receber novos alunos.

Confira como preparar um curso superior EaD

Para preparar um curso EaD, vários pontos devem ser analisados. Antes de qualquer ação, é necessário que se faça um plano de negócios que contemple a filosofia da instituição, os investimentos necessários, o público-alvo, os diferenciais, dentre outros.

Após a definição do plano de ação, é necessário a busca pela autorização do MEC para que, ao final do curso, a IES possa emitir aos seus alunos os certificados de graduação.

Para conseguir a autorização do MEC, os projetos de cursos a distância devem compreender, no Projeto Político Pedagógico, aspectos pedagógicos, de recursos humanos e infraestrutura. 

Os principais tópicos que devem compor o PPP são:

  • Concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;
  • Sistemas de Comunicação; 
  • Material didático; 
  • Avaliação; 
  • Equipe multidisciplinar; 
  • Infraestrutura de apoio; 
  • Gestão Acadêmico-Administrativa; 
  • Sustentabilidade financeira.

As IES devem se preparar com uma infraestrutura tecnológica de qualidade e com plataformas de ensino inovadoras, no intuito de facilitar e apoiar o aprendizado do estudante. 

Outro ponto muito importante é a montagem de uma infraestrutura física, pois será nessa sede que os estudantes terão acesso às salas de informática, às aulas presenciais, laboratórios, etc. 

Com a autorização em mãos e a infraestrutura montada, é hora de pensar na captação de alunos, o que exige um bom planejamento estratégico de marketing.

Esperamos que você tenha tirado as suas dúvidas sobre o ensino superior a distância! Para saber mais sobre o assunto, aproveite e baixe gratuitamente o nosso ebook sobre como criar cursos EaD no ensino superior.

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Autorização do MEC para cursos a distância: fotografia de uma estudante fazendo uma aula online.

Entenda como funciona a autorização do MEC para cursos a distância

Os cursos a distância contemplam uma modalidade que vem crescendo a cada dia, tornando-se uma excelente alternativa para estudantes que desejam ingressar em um ensino superior, mas necessitam de flexibilidade nos estudos e de mensalidades acessíveis. 

Porém, para oferecer essa modalidade, toda Instituição de Ensino Superior (faculdades, institutos federais de educação, centros universitários e universidades) necessita solicitar a autorização do MEC para cursos a distância.

O processo para o reconhecimento do curso superior inicia-se no credenciamento do curso, em seguida ocorre a sua autorização e, por fim, o seu reconhecimento.

No artigo de hoje vamos explicar como funciona o processo de autorização do MEC para cursos a distância e tirar todas as suas dúvidas. Confira!

Saiba como funciona o credenciamento de um curso superior

O processo de credenciamento tem como objetivo permitir que a IES abra processos seletivos e crie turmas para essa nova graduação de forma legal. 

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é o órgão responsável pela autorização, reconhecimento e renovação do reconhecimento de cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnológico), nas modalidades presencial ou a distância, além da formulação de políticas para a regulação e a supervisão de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas

As faculdades e centros universitários credenciadas possuem o prazo máximo de três anos no primeiro credenciamento, enquanto para as universidades esse prazo é de cinco anos. 

Após o final de cada ciclo avaliativo do Sinaes e vencimento do prazo o recredenciamento deve ser solicitado pela IES.

Leia também: a importância do EaD para o ensino superior

E a autorização do MEC para cursos a distância?

Quando a IES já está credenciada pelo MEC, ela precisa solicitar uma autorização para oferecer o curso a distância. O MEC analisa mais uma série de documentos, envolvendo três dimensões:

  • organização didático-pedagógica;
  • corpo docente e técnico-administrativo;
  • instalações físicas oferecidas pela instituição.

Devido à sua complexidade, os projetos de cursos a distância devem compreender em seu Projeto Político Pedagógico aspectos pedagógicos, de recursos humanos e infraestrutura. Os principais tópicos devem ser:

  • concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;
  • sistemas de Comunicação; 
  • material didático; 
  • avaliação; 
  • equipe multidisciplinar; 
  • infraestrutura de apoio; 
  • Gestão Acadêmico-Administrativa; 
  • sustentabilidade financeira.

Com a autorização em mãos, a IES já pode abrir as matrículas e receber novos alunos.

Hoje, alguns cursos superiores, como os de graduação em Medicina, Odontologia, Psicologia e Direito, passam por processos de autorização diferentes dos demais.

Isso acontece pois, para o MEC conceder a autorização ou não, é necessário o parecer do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Esses processos ainda estão em andamento.

Leia também: entenda também a situação do curso de Direito EaD no Brasil

Entenda o reconhecimento do curso superior a distância

Uma vez autorizado e iniciado o curso EaD, a IES deve solicitar o seu reconhecimento junto ao MEC. A solicitação deve ser realizada quando o curso de graduação alcançar 50% de sua carga horária

O reconhecimento ocorre a partir da visita da comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) às instalações do curso. É realizada uma avaliação da relação de docentes, grade curricular, laboratórios e outros aspectos relacionados ao curso durante a visita, dando base para que os técnicos do MEC reconheçam, solicitem ajustes ou neguem o reconhecimento.

Se o curso não cumprir as exigências estipuladas ou não passar na avaliação por não contar com a qualidade necessária nos pontos observados, ele será fechado.

O reconhecimento de curso é condição necessária para a validade nacional dos respectivos diplomas. A renovação do reconhecimento deve ser solicitada pela instituição de ensino a cada ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Quando o curso é reconhecido pelo MEC, significa que a instituição está dentro dos padrões exigidos para o funcionamento. Quando ocorre apenas a autorização do MEC para cursos a distância, a instituição de ensino tem prazo para regularização, mas ela pode oferecê-lo.

Descubra como é feita a avaliação da qualidade dos cursos

O MEC avalia a qualidade dos cursos ofertados a partir de três indicadores, são eles:

  • Conceito Preliminar do curso: indicador que vai de 1 a 5 observando os seguintes aspectos:
    • qualificação do corpo docente;
    • número de profissionais trabalhando em tempo integral ou parcial;
    • desempenho dos estudantes;
    • recursos pedagógicos;
    • infraestrutura do curso.
  • Conceito do curso: avaliação presencial realizada pelo MEC nos polos presenciais. Seu indicador também é de 1 a 5.
  • Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade): prova relacionada às diretrizes de seus cursos de graduação. A nota também é de 1 a 5.

Leia também: como aumentar a nota no Enade em sua IES?

O fechamento de uma IES ocorre quando ela não consegue manter os indicadores mencionados acima em nível suficiente.

Saiba como desenvolver um curso EaD de qualidade

Os cursos EaD necessitam ser apoiados em tecnologia inovadora e em uma filosofia de aprendizagem que proporcione aos estudantes a oportunidade de interagir, de desenvolver projetos compartilhados, de reconhecer e respeitar diferentes culturas e de construir o conhecimento. 

Os materiais didáticos devem ser desenvolvidos recorrendo a um conjunto de mídias compatíveis com a proposta e com o contexto socioeconômico do público-alvo da IES no intuito de promover as habilidades e competências específicas.

Além da concepção de educação clara e objetiva, os itens que constituem o Projeto Político Pedagógico ligados aos aspectos de recursos humanos e infraestrutura necessitam proporcionar uma experiência de aprendizagem completa aos estudantes. 

É necessário a composição de uma equipe multidisciplinar com funções de planejamento, implementação e gestão dos cursos a distância, além de uma infraestrutura de recursos tecnológicos adequada à modalidade.

Os investimentos iniciais para o desenvolvimento de um curso EAD contemplam produção de material didático, capacitação das equipes multidisciplinares, implantação de pólos de apoio, e implantação da gestão do sistema de educação a distância.

Deu para entender como funciona a autorização do MEC para cursos a distância? Aproveite para conferir a gravação do nosso webinar sobre Gestão de produção de aulas EaD para ensino superior!

LGPD na prática: fotografia de um cadeado sobre um teclado de computador.

Entenda como funciona a LGPD na prática nas IES

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), regulamenta como os dados pessoais dos usuários e clientes são tratados pelas empresas públicas e privadas. O seu principal objetivo é proteger essas informações.

A Lei foi aprovada em 2018, no governo de Michel Temer, e foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, começando a valer no dia 18 de setembro 2020. As punições ainda não estão acontecendo, pois o órgão responsável pela fiscalização ainda não está estabelecido, dessa forma as sanções serão aplicadas a partir de agosto de 2021.

Com essa nova regulamentação, todas as empresas que utilizam dados dos seus clientes mesmo que sejam básicos, como nome e e-mail deverão deixar claro de que forma essas informações estão sendo coletadas, utilizadas e armazenadas. As organizações também devem deixar livre para que o usuário peça a exclusão ou modificação de algum dado.

Quer saber tudo sobre como funciona a LGPD na prática e como essa lei vai impactar sua IES? É só continuar a leitura do artigo!

O que são considerados dados sensíveis?

Para entendermos melhor sobre como funciona a LGPD na prática, precisamos conhecer alguns conceitos que a regulamentação traz, como é o caso de “dados sensíveis”.

Os dados sensíveis são caracterizados como dados que podem dar insumos para gerar algum tipo de discriminação, como, por exemplo, raça, opinião política, convicção religiosa, orientação sexual, entre outros. A biometria, por ser algo muito pessoal, também é considerada um dado sensível.

Os dados pessoais sensíveis e comuns só podem ser repassados para outra organização ou publicados com a autorização dos usuários. Por isso, é necessário investir em segurança e se atentar ao armazenamento dessas informações.

Mas existem algumas exceções em que as empresas podem recolher e tratar os dados sem o consentimento do usuário. Veja a seguir alguns deles:

  • para fins jurídicos, como obrigações legais ou regulatórias;
  • para órgãos que realizam políticas públicas ou tutelas de saúde, como a vigilância sanitária ou para campanhas de vacinação;
  • para casos de pesquisas ou estudos, mas tentando sempre garantir o anonimato.

Veja também: entrevista com especialista sobre a aplicação da LGPD no âmbito das IES

Quais são as sanções previstas na lei?

A LGPD prevê 3 tipos de sanções, que são:

  • advertência formal;
  • multas de até 2% do faturamento da organização;
  • bloqueio dos dados relativos à infração.

Quais são as preocupações que a IES deve ter com o armazenamento de dados dos alunos?

As Instituições de Ensino Superior estão usando cada vez mais ferramentas digitais e essa é uma questão para se atentar. Afinal, esse tipo de plataforma envolve empresas terceiras que também acabam recebendo os dados dos alunos.

Pois isso, o primeiro passo para um armazenamento eficiente é mapear todas as atividades que são desenvolvidas no âmbito empresarial e que envolvem o tratamento de dados, como matrículas, consultas, orçamentos e adesão de contratos. Isso te ajudará a identificar empecilhos no processo e a garantir que ele funcione da melhor forma. A prevenção é muito importante!

O especialista em Direito Digital, José Faleiros afirma: 

“Não adianta mais imaginarmos os processos da coleta de dados por formulários simples (…), se a coleta será de dados cadastrais para uma consulta, para um mailing list, para o que quer que seja, que se apresente dentro da plataforma quais dados serão coletados, qual será a finalidade da coleta, onde estarão armazenados, por quanto tempo estarão armazenados e quais são as técnicas de segurança da informação aplicadas pela instituição de ensino para o resguardo desses titulares”.

Qual a relevância da compliance digital para a IES?

A compliance digital nada mais é que a governança de dados da instituição, ou seja, a gestão das informações e adoção de medidas preventivas para que a IES esteja sempre dentro das regulamentações, como a própria LGPD. 

Adotar essas medidas na sua IES é importante e traz diversos benefícios, como::

  • prevenção de fraudes;
  • evita prejuízos financeiros;
  • proporciona um ambiente mais seguro para os alunos, melhorando assim a reputação da instituição;
  • consegue fazer com que a IES fique em dia com as regulamentações necessárias

Como colocar a LGPD na prática na IES? 

Mesmo que as sanções da lei só comecem a valer no ano que vem, você já deve preparar a sua IES e se adequar à nova regulamentação. Mas, como aplicar a LGPD na prática, então? Confira as dicas que preparamos para você!

1. Tenha um time específico

O primeiro passo para isso é criar e manter uma estrutura de administração dos dados.

Você precisa ter colaboradores responsáveis pela gestão dessas informações, por manter a privacidade, garantir o armazenamento e que quando solicitados consigam responder a localização e quais dados foram coletados. É direito do cliente pedir por essas informações.

2. Ofereça treinamentos

Treinar os colaboradores da IES sobre a nova lei também é importante para se adequar à LGPD na prática. Ofereça cursos e palestras para que eles consigam ficar a par de tudo, entendam quais são os direitos do aluno e saibam quais são os deveres da instituição. 

O tratamento de dados é algo complexo e amplo e envolve não só quem trabalha na área de T.I., mas profissionais da secretaria, financeiro e até mesmo os professores.

3. Adapte os processos

A LGPD faz com que a IES seja afetada em diversos processos: na captação de alunos, na rematrícula, na gestão de permanência, nas pesquisas feitas, seja de satisfação, seja para obter alguma outra informação. 

Por isso, será necessário adaptar esses processos, solicitando a permissão do uso de dados, deixando bem explicado onde eles ficarão armazenados, para quais situações serão utilizados. É importante fazer isso não só com o aluno que vai entrar, mas também com os atuais, mesmo que para isso seja preciso reformular contratos, formulários, e-mails e processos.

Colocar a LGPD na prática será um longo processo de reestruturação e adequação tecnológica, jurídica e metodológica da sua IES. É um trabalho necessário e que fará com que a instituição fique dentro da lei, sem sofrer danos. Quer saber mais sobre regulamentações para a sua IES? É só clicar aqui e assistir o webinar que preparamos para te ajudar!

Curso superior de direito EaD: fotografia de duas pessoas estudando e fazendo anotações.

Entenda a situação do curso superior de Direito EaD no Brasil e como preparar a sua IES

Com mais de 863 mil universitários espalhados pelo país e 1.303 cursos oferecidos, o curso de Direito é um dos mais procurados. 

O Brasil está entre os países com mais advogados no mundo, superando até mesmo os Estados Unidos, que conta com um advogado para cada 246 pessoas, e o Reino Unido, com um a cada 354. No Brasil é um advogado para cada 174 habitantes, sendo assim 1,2 milhões de profissionais atuando no setor.

Para seguir profissões ligadas ao exercício do Direito, é obrigatório obter um diploma de bacharel em curso reconhecido pelo MEC e a aprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sendo assim, o curso superior de Direito EaD surge como uma nova oportunidade para as instituições de ensino do país.

No entanto, a modalidade de ensino a distância para esse curso ainda gera amplas discussões em todo o país. Vamos abordar melhor esse assunto no artigo de hoje!

Afinal, o curso superior de Direito EaD é liberado no Brasil?

Hoje o curso de Direito é oferecido apenas na modalidade presencial. O curso na modalidade de Ensino a Distância é um pedido de mais de uma década pelas instituições de ensino, porém, o modelo nunca avançou devido à coação da OAB.

O argumento utilizado pela OAB para não abertura da modalidade é que existem muitos cursos de Direito no país, sendo que há um número significativo de profissionais de baixa qualidade que não conseguem passar no exame da Ordem, nem sequer em concursos públicos.

Como está o debate em torno da liberação do curso de Direito EaD?

As vistorias e avaliações nas IES que têm interesse em oferecer o curso superior de Direito EaD são realizadas a partir das regras que compõem o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), levando em conta a adequação da metodologia de ensino, a infraestrutura física e tecnológica e a capacidade do corpo docente de realizar o plano pedagógico do curso. Porém, elas estão sendo mantidas em sigilo.

Anteriormente, a OAB entrou com um pedido na Justiça para suspender o credenciamento e a autorização de cursos de Direito EAD e acabou perdendo. 

O pedido de liminar foi negado pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal. De acordo com a decisão, a fiscalização de cursos de Direito) e outras graduações EaD são de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e não cabe às entidades representativas.

Na ação ajuizada, a OAB assegura que o país não suporta mais cursos na área e que, com a criação de novas vagas, os padrões de qualidade de ensino tendem a cair.

Quais são as vantagens de criar um curso superior de Direito EaD?

Cursos na modalidade de ensino a distância têm interessado os estudantes principalmente aqueles que têm uma rotina trabalhosa devido à sua flexibilidade. 

Essa flexibilização possibilita que o estudante não precise fazer uma escolha entre estudar ou trabalhar, pois é possível organizar seus horários para atender às duas causas. 

Para aqueles que possuem filhos e casa para cuidar, essa é uma opção ideal. E, mesmo que não haja tantos compromissos na rotina, o EaD lhe dá a possibilidade de utilizar o tempo livre para investir em sua capacitação profissional, dedicando suas horas vagas a atividades extracurriculares.

Para os que acabam tendo imprevistos no dia a dia, não há perda do conteúdo que foi lecionado em sala. Afinal, o aluno tem acesso a todo material que será utilizado durante o semestre.

Além do que foi mencionado, o curso EaD ajuda o educando no desenvolvimento de habilidades valorizadas no mercado, tais como: autonomia, gestão de tempo, organização, autodidatismo, senso de iniciativa.

Muitas pessoas já vêm notando esses benefícios ao longo dos últimos ano, e é nesse contexto que a busca por ensino a distância se intensifica. Por isso, a preparação para o lançamento de um curso superior de Direito EaD é uma excelente estratégia para as instituições que querem aumentar o seu leque de oportunidades e atrair mais alunos!

Como se preparar para a criação de um curso superior de Direito EaD?

Se você está pensando na possibilidade de criar um curso de Direito EaD em sua instituição, é muito importante ter em mente as necessidades próprias desse modelo de ensino.

No EaD há uma vasta quantidade de conteúdo que deve ser absorvida pelo educando e, por outro lado, existe pouca interação tanto entre os próprios alunos quanto entre o professor e o estudante. 

Marília Ancona Lopez, vice-reitora da Unip, tem acompanhado modelos de cursos EaD em outros países, tais como: Estados Unidos, Inglaterra e vizinhos da América do Sul. Segundo ela: “Pelo que temos visto, as discussões dão prioridade para o modo de ensinar, buscando desenvolver uma linguagem característica da modalidade e evitar, dessa forma, a mera reprodução de aulas presenciais. ”

Lopes ainda diz “buscamos as formas de construção de problemas jurídicos a serem discutidos em chats e fóruns, a apresentação de casos jurídicos emblemáticos e oferta de conteúdo complementar, como palestras com juristas e a disponibilização, na biblioteca virtual, tanto da bibliografia clássica da área quanto atualizada. ” O estágio obrigatório, ou, prática jurídica também está prevista no modelo proposto pela vice-reitora.

Por isso, é muito importante que a IES conte com o apoio de soluções tecnológicas que auxiliem os estudantes. É o caso de ferramentas de aprendizagem ativa e bibliotecas digitais. Plataformas como essas ampliam o leque de possibilidades de estudo e permitem maior engajamento dos alunos com o curso.

Esperamos que você tenha entendido melhor o cenário do curso superior de Direito EaD no Brasil atualmente e todas as oportunidades que ele oferece para a sua IES! Aproveite para baixar o nosso ebook sobre como criar cursos EaD no ensino superior e se informe ainda mais sobre o assunto.

Ensino técnico: fotografia de três estudantes estudando juntos

Confira como e por que oferecer ensino técnico em sua IES

O ensino técnico ganhou uma maior visibilidade depois que a reforma do ensino médio foi aprovada, já que um dos itinerários formativos que as escolas básicas podem oferecer é, justamente, o ensino técnico e profissionalizante.

Por isso, muitas Instituições Privadas de Ensino Superior (IPES) têm demonstrado interesse pela área. 

Porém, como este ainda é um assunto bastante novo, é normal ter dúvidas sobre ele. Pensar se vale mesmo a pena investir e oferecer cursos técnicos é uma das principais questões que permeiam a cabeça de coordenadores. 

E foi com o objetivo de apresentar a você melhor esse assunto e te mostrar por que vale a pena oferecer ensino técnico que fizemos este artigo. Para conferi-lo, basta seguir na leitura! Vamos lá?

Por que oferecer ensino técnico em sua IES?

Quando lançamos um olhar crítico e analítico ao mercado de trabalho, percebemos que estudantes que fizeram um curso técnico antes de iniciarem sua graduação são, na maioria das vezes, empregados com maior facilidade. 

O ensino técnico tem funcionado como uma porta de entrada para o mercado de trabalho já há algum tempo, mas ele voltou à tona, definitivamente, após a reforma do ensino médio, que prevê como um dos seus itinerários formativos para as escolas o ensino técnico e profissionalizante. 

Além do ensino técnico ser um degrau importante na trajetória profissional daqueles que querem ser rapidamente alocados no mercado de trabalho, geralmente, o próximo passo de quem faz um curso técnico é se especializar ainda mais no assunto, por meio de um curso de graduação na área em que trabalha. 

E é esse o ponto central de se oferecer ensino técnico em sua IES. Afinal, se um estudante se forma tecnicamente em sua instituição e sabe que lá também pode dar andamento à sua vida acadêmica e profissional com excelência, por que escolheria uma outra instituição? 

Um aluno formado no curso técnico em Edificações, por exemplo, tem mais conhecimento, maturidade e familiaridade com o que irá estudar no curso de graduação de Engenharia Civil, facilitando seu desenvolvimento e rendimento na graduação. E se esse aluno encontra ambos os cursos: técnico e, posteriormente, graduação em um mesmo ambiente, não tem motivos para mudar de IES. 

Além de todos esses benefícios aos estudantes, a abertura de uma escola de cursos profissionalizantes também beneficia empresários da região, que aproveitam os profissionais formados na escola para atuar em suas empresas.

E é por isso que a Instituição de Ensino Superior que oferece um ensino técnico de qualidade trabalha no desenvolvimento de um estudante que estará mais apto para cursar a graduação. Isso também contribui para a diminuição da evasão no Ensino Superior, já que o aluno estará mais preparado para essa etapa de sua vida. 

Percebemos, então, que a IES que oferece ensino técnico ganha notoriedade, sendo considerada uma das primeiras opções para a matrícula no curso de Ensino Superior, contanto que ofereça, é claro, uma educação técnica de qualidade.

A seguir vamos te mostrar quais os requisitos você deve levar em consideração se quer oferecer um ensino técnico de qualidade e, assim, angariar novas matrículas e se tornar destaque em sua região.

Como oferecer um curso técnico de qualidade?

Se você ficou convencido de que oferecer ensino técnico fará de sua instituição destaque em sua região e quer saber o que precisa fazer para oferecer um ensino de qualidade, continue na leitura e confira algumas dicas que não pode deixar de seguir:

  • Saiba quem são seus concorrentes;
  • Tenha conhecimento do mercado de trabalho local;
  • Leve em consideração o local em que sua Instituição de Ensino está localizada;
  • Tenha uma mensalidade competitiva.

Seguir essas dicas é importante para conseguir oferecer um ensino técnico de qualidade e fidelizar o estudante. 

No próximo tópico você verá o que precisa fazer se quer se credenciar e oferecer cursos técnicos. Acompanhe!

Como credenciar minha IES e oferecer ensino técnico?

Se você viu vantagem e quer saber como se credenciar e oferecer ensino técnico, deve seguir algumas diretrizes e se atentar para não perder o prazo.

Para credenciar um curso técnico, é preciso levar em consideração alguns fatores importantes como, por exemplo, o local da instituição e os cursos que serão oferecidos.

Cada estado brasileiro tem algumas especificidades em relação ao processo de credenciamento de escolas e cursos que podem ser presenciais ou a distância (EAD). Portanto, ainda que você já tenha uma IES é importante verificar a legislação local para o ensino técnico, ok?

Então, fique atento às exigências da região à qual sua IES faz parte para evitar qualquer retrabalho em relação à documentação.

Com o objetivo de te ajudar, trouxemos informações pertinentes para que você consiga credenciar a sua instituição e oferecer um ensino técnico de qualidade. Confira!

1. Acompanhe as mudanças na educação brasileira

Acompanhar as mudanças na educação brasileira é o primeiro passo que você deve seguir. Isso porque a educação técnica no Brasil pode passar por grandes mudanças nos próximos anos em razão da Reforma do Ensino Médio.

Existem muitas hipóteses sobre o que pode acontecer em um futuro próximo, pois um dos itinerários formativos é justamente a formação técnica profissionalizante.

De modo geral, a previsão é que aconteça um boom nas matrículas da educação técnica profissional e é justamente por isso que você não pode se descuidar e perder as atualizações que estão por vir. Sugerimos que você faça esse acompanhamento pelo site do Ministério da Educação (MEC).

2. Conheça e acompanhe a legislação estadual

O segundo e último passo para se credenciar é conhecer e acompanhar a legislação atual. 

Portanto, tenha sempre em mãos a legislação atualizada do estado ao qual a sua IES faz parte e o que essa legislação diz a respeito do ensino técnico – tanto para a modalidade presencial, quanto a distância.

Mesmo que você não pretenda trabalhar com EAD no início, fique de olho na legislação, pois podem existir muitas oportunidades para aumentar o número de alunos (uma vez que você poderá atender pessoas de todo o país).

Os pedidos de autorização para oferta de cursos técnicos devem ser feitos, já com a inclusão do Plano de Curso, por meio do SISTEC. O Plano de Curso deverá demonstrar coerência com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da IPES, devendo ainda atender o disposto nas diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

E se tratando de IES, é extremamente importante observar o que diz a portaria nº 1718 de 08 de outubro de 2019. Essa é a mais nova portaria para as Instituições de Ensino Superior que querem se credenciar e oferecer ensino técnico. 

Levando em consideração a portaria nº 1718, para estar apta a solicitar o credenciamento de cursos técnicos, a instituição de ensino deve cumprir as seguintes exigências:

  • Índice Geral de Cursos (IGC) ou Conceito Institucional (CI), o que for mais recente, igual ou superior a 3 (três);
  • Atuação em curso de graduação em área de conhecimento correlata à do curso técnico a ser ofertado previsto no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) organizado pelo Ministério da Educação (MEC) (ver tabela da portaria);
  • Excelência na oferta educativa comprovada por meio dos seguintes indicadores:
    • Conceito Preliminar de Curso (CPC) ou Conceito de Curso (CC), igual ou superior a 4 (quatro) no curso de graduação, da área de conhecimento correlata ao curso técnico a ser ofertado;
    • Inexistência de supervisão institucional
    • Inexistência de penalidade institucional, nos dois anos anteriores à oferta, nos cursos de graduação correlatos aos cursos técnicos a serem ofertados. 

É imprescindível que a sua IES esteja com seus dados atualizados no e-MEC para que seja possível a análise do pedido de habilitação.

Gostou das informações e está pensando seriamente em oferecer ensino técnico em sua IES? Então, baixe nosso ebook e descubra um passo a passo bem detalhado sobre como inscrever sua instituição na portaria nº 1718 e, assim, atrair novos alunos!

Como é a avaliação do MEC nas instituições de Ensino Superior?

SINAES, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, é um conjunto de práticas com o objetivo de assegurar o processo nacional de avaliação das Instituições de Educação Superior (IES). O regulatório é complexo e envolve uma série de dados que avaliam as mais diversas facetas das IES e dos seus processos de ensino-aprendizagem-avaliação.  

Essa análise é feita por meio de indicadores e parâmetros pré-estabelecidos, que buscam mensurar a qualidade do ensino e compreender os desempenhos organizacional e acadêmico da instituição diante do cenário brasileiro. 

O diagnóstico é construído pelos Indicadores de Qualidade do Ensino Superior e, de acordo com a Portaria nº 40, “são obtidos com base no Enade e em demais insumos constantes das bases de dados do MEC, segundo metodologia própria, aprovada pela Conaes (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior) e atendidos os parâmetros da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.”.  

Os aspectos avaliados são divididos em vários eixos, como o ensino, a administração da instituição, a pesquisa, a extensão, o desempenho dos alunos, a responsabilidade social, o corpo docente e as instalações físicas.   

Existem três segmentos principais:  

  • Resultados sobre as instituições de educação superior, o Índice Geral e Cursos Avaliados da Instituição (IGC). 
  • Resultados sobre os cursos superiores, o Conceito Preliminar de Curso (CPC). 
  • Resultados sobre o desempenho dos estudantes, o conceito ENADE e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). 

O conceito contínuo versus o conceito em faixa 

A maioria dos índices obtidos durante as etapas do processo avaliativo é representado em um valor numérico contínuo que varia de 0 (zero) a 5 (cinco), ou, em alguns casos, de 0 (zero) a 500 (quinhentos), sendo que o 0 (zero) representa um valor preocupante e o 5 (cinco), ou 500 (quinhentos), representa um valor considerado de referência e excelência. 

Porém, para melhorar os efeitos comparativos desejados com essas avaliações, o MEC categoriza as IES de acordo com faixas, que agrupam os conceitos contínuos. Essas faixas variam de 1 (um) a 5 (cinco), sendo que valores de 1 (um) e 2 (dois) são considerados resultados insatisfatórios, enquanto valores de 3 (três) e 4 (quatro) são considerados satisfatórios e o 5 (cinco) são valores considerados como excelência. Ou seja, as IES/cursos que detiverem esse resultado são vistas como referência pelas demais. 

Para a conversão dos valores contínuos em faixas, o MEC utiliza a Tabela 1 a seguir: 

Tabela 1: Tabela de conversão de valores contínuos para os valores de faixa. (Fonte: INEP) 

Índice Geral e Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 

O Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) é o indicador que avalia diretamente as IES. Seus resultados são calculados e divulgados anualmente e, segundo o Inep, três aspectos são levados em conta:  

  • média dos CPC’s (Conceito Preliminar do Curso) dos últimos três anos, relativos aos cursos avaliados da instituição e ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos computados; 
  • média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela CAPES na última avaliação trienal disponível, convertida para escala compatível e ponderada pelo número de matrículas em cada um dos programas de pós-graduação correspondentes; 
  • distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu, excluindo as informações do item b) para as instituições que não oferecerem pós-graduação stricto sensu. 

O IGC, referindo-se sempre aos últimos três anos da Instituição de Ensino, aborda todas as áreas e eixos tecnológicos avaliados e previstas no Ciclo Avaliativo do Enade.

Conceito Preliminar de Curso (CPC)

O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um parâmetro que avalia os cursos de graduação de cada Instituição de Ensino. Ele é dividido em quatro dimensões principais, sendo elas as condições do processo formativo, o desempenho dos estudantes no Enade, o corpo docente e o valor agregado pelo processo formativo. É possível observar na Tabela 2 a seguir as componentes de cada divisão e seu respectivo peso no cálculo do indicador.     

Tabela 2: Notas utilizadas para o cálculo do CPC e seus respectivos pesos. 

Portanto, é necessário que o curso tenha pelo menos dois alunos concluintes realizando a prova Enade. Caso o curso não tenha, seu CPC será considerado SC (Sem Conceito). Os resultados são publicados no ano após a realização do Enade e seus dados são utilizados para os atos de renovação de reconhecimento de cursos de graduação pelo MEC.  

O conceito ENADE 

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) analisa o desempenho dos alunos concluintes dos cursos de graduação de acordo com as competências, os conteúdos e as habilidades desenvolvidas durante a sua graduação. Seu objetivo é mensurar a qualidade dos cursos das IES brasileiras e ser referência em fonte de consulta e desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a Educação Superior.  

As notas obtidas pelos alunos no Enade representam insumos essenciais para o cálculo dos outros indicadores de qualidade da educação superior: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Além disso, o exame também serve como base para dois outros importantes parâmetros de avaliação: o Conceito Enade e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).  

Dessa maneira, o Conceito Enade avalia os cursos de acordo com o desempenho dos alunos no exame. Seu cálculo e divulgação ocorrem anualmente para os cursos com pelo menos dois estudantes concluintes participantes do Exame. 

Saiba mais sobre o modelo Enade de questões clicando aqui.

Resultados sobre o desempenho dos estudantes, o IDD 

O Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) é um parâmetro de qualidade que mede o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento dos estudantes concluintes. Ao aplicar medida proxy (aproximação), esse indicador utiliza o desempenho dos estudantes no Enade e no Enem para avaliar as características de progressão do aluno durante o curso de graduação.  

A partir de 2014, foi estabelecido que o cálculo do IDD acontece para todos os alunos que realizaram o Enade e o Enem, por meio do número do CPF. Seu cálculo é realizado utilizando-se: 

  • Dados dos desempenhos dos estudantes concluintes no Enade. 
  • Estimativa do desempenho do estudante concluintes no Enade decorrente de suas características quando ingressante no curso.

O IDD também é um indicador utilizado para o cálculo de outros indicadores de qualidade da educação superior: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e, consequentemente, o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). 

Entender como é a avaliação do MEC sobre as Instituições de Ensino Superior é apenas o primeiro passo para aumentar a classificação e a nota dos seus cursos e da sua IES. Agora, é necessário reconhecer quais são seus indicadores com maiores e piores notas e, assim, buscar possibilidades para aumentar o desempenho desses parâmetros.

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