Reunião sobre marketing educacional

Marketing educacional: como posicionar as IES e atrair alunos?

O cenário da educação superior brasileira é não somente desafiador, mas também altamente competitivo. Sendo assim, é necessário enxergar a IES (Instituição de Ensino Superior) não apenas como um meio de revolucionar a vida dos estudantes, mas também como uma empresa que precisa se atentar a todos os aspectos de seu negócio. Nesse ponto o marketing educacional é um dos pontos fundamentais não só para atrair potenciais alunos, mas também para manter próximos os que já optaram pela instituição.

A ciência de “vender” as qualidades de um produto e convencer o público de que sua marca oferece a melhor solução para determinada necessidade é a chave do marketing. No ramo da educação, esses preceitos podem ser igualmente aplicados, afinal, a IES tem uma imagem a consolidar e cursos – produtos – para vender.

De acordo com uma pesquisa realizada a partir da parceria entre duas empresas de marketing brasileiras, a Rock Content e a MKT4edu, em 2018, 76% das IES entrevistadas declararam adotar estratégias de Marketing de Conteúdo. Desse grupo mais de 57% consideram suas abordagens acima do nível básico. O principal objetivo dessas instituições (76,9%) é captar potenciais novos alunos e o segundo é converter esse potencial aluno em um estudante (59%). Por essas razões as empresas estão atentas aos principais conteúdos que conduzem esse potencial consumidor a virar de fato um cliente e nesse aspecto os vídeos ganham destaque compreendendo 138% das estratégias do funil (desde a abordagem até a conversão da venda).

Neste texto, apresentamos algumas sugestões para que a gestão da sua IES. Aposte nisso e confira!

Avaliar a imagem da IES perante o mercado

Em um paralelo com outros setores, podemos dizer que a retenção de alunos é similar à fidelização de clientes. É por isso que a reputação de uma marca está diretamente ligada ao desempenho de uma IES em avaliações e taxas de permanência nos cursos de graduação.

Se a intenção é conseguir bons resultados, a gestão precisa se dedicar a aspectos como segmentação de público (para melhor direcionamento de esforços), fortalecimento da presença digital, capacitação docente e acompanhamento constante de indicadores.

O primeiro passo, portanto, para incorporar o marketing educacional à sua IES é conhecer bem a imagem da instituição no mercado, levando em conta questões como:

  • O que faz um aluno escolher minha instituição de ensino e não outra?
  • Quais são meus pontos fortes e fracos?
  • O corpo docente e as políticas educacionais adotadas correspondem aos valores da IES?
  • Qual é a expressão das novas tecnologias e o comprometimento com a inovação no cenário educacional?

Com um apanhado de informações a respeito da situação atual da sua instituição é possível fomentar a discussão a respeito das melhores alternativas para a captação de alunos e a construção de uma reputação significativa.

Reconhecer seus pontos fortes

Essa parte é muito importante para explorar aspectos que podem ser decisivos na hora de atrair o público. Nesse caso investir em uma consultoria educacional pode ser interessante para auxiliar na construção de um panorama mais real com as potencialidades e fragilidades da instituição.

Tendo em mãos um compilado de pontos fortes para explorar, você consegue direcionar a sua estratégia de marketing educacional e evidenciá-los. Mais do que isso, você dedica táticas e ferramentas à promoção da melhoria em pontos que merecem atenção.

Lembre-se de que o perfil de consumidor mudou e, com o avanço da internet e facilidade no acesso à informação, o poder de decisão nas mãos do público é enorme. Dessa forma, de nada vale mascarar falhas e vender dados ilusórios. Os resultados serão muito mais significativos quando advirem de cenários consistentes e comunicados com transparência..

Definir os objetivos de marketing

Agora que você já sabe qual é a situação da sua IES frente ao mercado e quais são seus pontos fortes e fracos, é possível definir os objetivos da aplicação do marketing educacional. Alguns caminhos possíveis são:

  • enaltecer a imagem da instituição;
  • reduzir a taxa de evasão escolar;
  • captar mais alunos ingressantes;
  • aproximar a IES da realidade cotidiana dos potenciais novos alunos;
  • ganhar posição de destaque em rankings de desempenho acadêmico;
  • ganhar destaque nas redes sociais com alunos e ex-alunos influenciadores digitais do nicho em que estão inseridos;
  • fidelizar os alunos da instituição com tratamentos personalizados.

Você pode ter um objetivo principal e outros secundários. O importante é desenvolver um planejamento e, em seguida, partir para a etapa de elaboração de metas mensuráveis, com prazos de concretização.

Planejar estratégias e atrair os alunos

Independentemente do motivo que leve a gestão da sua IES a buscar o investimento em marketing educacional, o foco de uma empresa voltada para o ensino superior deve ser sempre o da captação e manutenção do corpo de alunos. Afinal, eles são os motores que permitem todo o funcionamento da instituição.

Veja algumas sugestões de como atrair mais estudantes.

Segmentar e entender o público

Para ter um bom fluxo de captação de alunos e orientar seus esforços de maneira precisa, evitando perda de investimento ou tempo, o primeiro passo é conhecer o público-alvo.

Sabendo qual é o grupo específico de pessoas que você deseja atrair para a sua IES e quais são as suas “dores”, fica mais fácil elaborar estratégias certeiras. Assim, você consegue definir não somente as táticas e formatos mais adequados, mas também o momento ideal para aplicar cada uma.

Fazer um planejamento de conteúdo e oferecer cursos à distância ou semipresenciais

Promover a otimização da matriz curricular a fim de satisfazer os anseios e as necessidades dos estudantes é uma ótima prática, e pode funcionar como estratégia de marketing. Afinal, esse tipo de cuidado pode ser de grande importância para gerar um ambiente no qual o engajamento de alunos aconteça de forma espontânea e genuína.

Por isso o currículo de um curso deve ser completo e oferecer disciplinas que garantam um aprendizado aprofundado. No entanto, flexibilidade de horários e opções de curso a distância ou semipresenciais são pontos de destaque no atual cenário. Segundo o último Censo de Educação Superior, publicado em 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de alunos matriculados na modalidade EAD não para de crescer enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas. De 2016 para 2017 a EAD registrou um crescimento de 17,6% e o número deve aumentar ainda mais. Segundo a Forbes instituições renomadas apostam cada vez mais em modelos de EAD para pós-graduações e MBAs. A garantia de sucesso é que comodidade, economia de tempo e flexibilidade (que permitem estudar em qualquer lugar e horário) são os principais atrativos para pessoas que têm carreiras mais consolidadas (e consequente poder aquisitivo).

Dar importância à reputação da universidade

Nada mais efetivo para a promoção da sua instituição do que a própria reputação da universidade. Quanto mais reconhecida for a IES, mais significativa será a captação de alunos. Afinal, parte importante do que leva alguém a optar por uma ou outra instituição é a credibilidade no meio acadêmico e entre os ex-alunos de sucesso.

Isso se relaciona ao que falamos anteriormente a respeito do engajamento dos estudantes. Uma dinâmica na qual há interesse tanto dos gestores em promover boas condições de ensino e do corpo docente em proporcionar ótimas aulas, quanto dos estudantes em vivenciar ao máximo a experiência da graduação, reflete de forma muito positiva no marketing educacional — a promoção virá de dentro.

Atualmente o relato de um aluno ou ex-aluno para o seu círculo de influenciados digitais pode valer mais do que um comercial com um artista ou nome famoso. Para isso é muito importante que a IES esteja constantemente criando estratégias e experiências para incentivar esse engajamento – campanhas e hashtags virais são um ponto de atenção fundamental.

Reforçar a presença digital

Certifique-se de estar presente nos principais canais de comunicação. Nas redes sociais, invista em conteúdo que gere valor para os estudantes atuais e também para os potenciais alunos. Para captação de novos alunos os vídeos de engajamento nas redes e a presença em blogs são destaques nesse primeiro contato.

Além disso, vale fazer uso do e-mail marketing, tour virtual pela instituição, podcasts, disponibilizar o atendimento via chatbots ou WhatsApp etc. Essas são apenas algumas sugestões de estratégias que podem ajudar a IES a captar e engajar os estudantes.

Investir em novos métodos e tecnologias

A inovação na instituição de ensino superior por si só garante credibilidade. Até porque o avanço da tecnologia é um fato inegável, e estar na vanguarda de ideias confere à IES uma imagem bastante positiva, especialmente se for levado em conta o perfil das novas gerações.

É fundamental que as estratégias estejam sempre relacionadas a projetos, ideias, conhecimentos e recursos modernos, com o objetivo de potencializar ainda mais a efetividade dos mecanismos de promoção da instituição e de seus cursos, não só em se tratando dos recursos digitais, mas também de ideias inovadoras para levar à sala de aula.

Outras dicas são: investir nas mídias sociais, fomentar o trabalho colaborativo por meio de aplicativos e plataformas virtuais, pensar em formas de avaliação que façam uso da tecnologia e estudar a possibilidade de adotar metodologias ativas.

Em suma, é importante ter em mente que o marketing educacional vai além dos limites de uma propaganda convencional. É preciso compreender, de fato, quais são as necessidades dos estudantes e os objetivos da IES para que seja elaborado um projeto consistente e efetivo para ambos.

EAD em tempos de isolamento social

Como aproveitar estratégias EaD em tempos de isolamento social?

A especialista Carolina Costa Cavalcanti, autora da Saraiva, comenta como gestores, coordenadores e professores de instituições de ensino superior podem aproveitar o momento para incluir o digital.

Com a disparada de casos de Coronavírus pelo mundo, alunos da educação básica e do ensino superior de repente se viram em casa. Metade dos estudantes do planeta está sem aulas, segundo estimativas da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Em paralelo, coordenadores e professores tentam se planejar em meio ao contexto inesperado, sem prejudicar o ano letivo.

Instituições passaram, quase que forçadamente, a olhar para o digital. “Paciência e boa comunicação são aspectos fundamentais”, afirma Carolina Costa Cavalcanti, que é docente, autora da Saraiva e consultora em educação digital, metodologias inov-ativas de aprendizagem e design thinking. “Tanto os professores quanto os alunos precisam estar dispostos a aprender nesse momento, uma vez que vão passar pelo isolamento social e, em casa, podem acessar cursos, materiais e conteúdos que apoiem nesse processo. Além de, lógico, avaliar os resultados obtidos.”

Ela compartilhou recomendações e boas práticas para gestores de faculdades e universidades por meio de uma conversa pelo aplicativo de mensagens WhatsApp (para ficarmos todos em casa).

Saraiva Educação: Com os últimos acontecimentos sobre o Coronavírus, muitas faculdades suspenderam aulas e têm buscado o online como uma alternativa. Que recomendações você dá para os gestores dessas instituições que querem incluir modelos a distância durante esse período de isolamento?

Carolina Costa Cavalcanti: Vivemos momentos únicos e, provavelmente, muitos de nós não imaginávamos que iríamos passar por essa circunstância. Pensando no ensino superior, sabemos que o desafio é realmente grande, uma vez que muitas universidades e faculdades fecharam as portas para oferta de aulas presenciais e agora buscam nas aulas online e na educação a distância, uma alternativa para se manterem ativas. Por onde começar? O primeiro passo é montar uma estratégia, com uso de ferramentas de videoconferência e que reúna tanto coordenadores de curso quanto pessoas da equipe de TI, para fazer um levantamento de práticas já existentes na instituição. Às vezes, existe um curso específico ou que tenha um modelo implementado, que já usa uma plataforma, já tem práticas de sucesso. Talvez esse seja o momento de entender como isso é feito e de reproduzir para os outros cursos. Também é possível que a equipe de TI esteja montando um sistema para ser lançado para toda a instituição, e isso pode ser um caminho. Muitas faculdades e universidades no Brasil adotam um modelo presencial, baseados nos 20% de EaD que a legislação vem, há algum tempo, estimulando o ensino superior a seguir.

Sabemos que há professores que, talvez, já tenham trabalhado com EaD e produzido disciplinas específicas nessa modalidade, enquanto outros podem não ter a mínima ideia do que fazer para começar. Para essas pessoas, eu diria que é bom ter uma plataforma, mesmo que depois sejam incorporadas nesse espaço virtual, outras ferramentas e recursos disponíveis na web. O Moodle, por exemplo, é uma plataforma de código aberto, gratuita, que poderia ser uma opção. Existem outras pagas que contam com suporte. O importante é ter esse espaço para centralizar todos os conteúdos e recursos.

Também é fundamental oferecer formação aos professores. Devido ao Coronavírus, muitas instituições educacionais e empresas disponibilizaram o acesso a cursos e conteúdos de forma gratuita. Assim, os gestores educacionais, ou até mesmo um grupo de professores, podem fazer uma curadoria de cursos online, vídeos, palestras que poderiam instrumentalizar o corpo docente da instituição para atuar em EaD. Isso é importante, especialmente para os professores que nunca tiveram contato com a educação online.

 “Por onde começar? O primeiro passo é montar uma estratégia, com uso de ferramentas de videoconferência e que reúna tanto coordenadores de curso quanto pessoas da equipe de TI, para fazer um levantamento de práticas já existentes na instituição.”

Saraiva Educação: Em muitas instituições, pode-se achar que a implementação de um modelo de ensino a distância é muito complexo para uma situação atípica e inesperada como essa. Existem meios de garantir boas experiências de ensino-aprendizagem com pouco, utilizando recursos simples? Que dicas você dá neste sentido?

Carolina Costa Cavalcanti: Muitos gestores educacionais e professores podem estar pensando: “nossa, agora vamos precisar migrar para o online porque não sabemos quanto tempo ficaremos afastados da sala de aula presencial. Como vamos conseguir garantir boas experiências de ensino-aprendizagem?”. Um bom passo é mapear quais recursos tecnológicos os alunos adotam e acessam. Grande parte deles já usa ferramentas muito úteis para a educação. Há o Google Docs, por meio do qual podemos propor a escrita colaborativa de textos. O Google Forms, que nos permite, por exemplo, criar questionários e depois compartilhar os resultados. Whatsapp, e-mail, YouTube, todos são ferramentas que esses alunos, provavelmente, já utilizam. Além disso, é importante que os professores sejam orientados a organizar um plano de ação, um modelo de aulas, com cronograma de atividades, e realmente entender como isso será conduzido para alcançar os objetivos de aprendizagem previamente delineados.

As expectativas desses professores precisam ser colocadas em perspectiva, no sentido de rever o que eles planejaram tratar em sala de aula e que deverá ser abordado de uma forma diferente. Eventualmente, será preciso deixar os materiais mais complexos, os conteúdos mais específicos, como os que demandam, por exemplo, experiências em laboratório, para quando realmente os alunos puderem estar presencialmente na faculdade. Logicamente, as instituições que já têm modelos de educação a distância implementados possuem grande vantagem, no sentido de terem materiais produzidos, atividades desenhadas, testadas, avaliadas; entretanto, é importante definir com os coordenadores e professores qual é o mínimo esperado dos alunos. E esse mínimo não quer dizer que vou fingir que estou dando aula. Mas com base nos conteúdos que preciso abordar, o que é realmente essencial, qual o principal que precisa ser tratado, e oferecer um suporte no sentido de ter um canal de comunicação aberto para apoiar o processo de aprendizagem.

Também sabemos que as empresas disponibilizaram o acesso às suas plataformas EaD e às ferramentas que permitem que o professor ministre aulas ao vivo, conduza webconferências, realize seminários, compartilhe textos e vídeos interativos com seus alunos.

Em resumo, diria que: um calendário muito simples de atividades, com explicações claras do que precisa ser lido, assistido, e, se possível, horários de atendimento marcados pelo professor, mesmo que seja pelo Whatsapp, são iniciativas fundamentais para os alunos não sentirem um distanciamento tão grande. Atividades que permitam que eles conversem entre si e construam conhecimento juntos são bem interessantes, mas simplicidade é o ponto.

Saraiva Educação: Como professores e alunos do 100% presencial podem se adaptar a esses modelos se estiverem tendo uma primeira experiência no online?

Carolina Costa Cavalcanti: Em primeiro lugar, é muito importante que exista uma comunicação transparente entre professores e alunos, porque assim as expectativas ficam alinhadas e o professor consegue se organizar. Ninguém se preparou para o que aconteceu, então não existiu a possibilidade de uma capacitação prévia, envolvendo profissionais da área de EaD, de aprendizagem em ambientes digitais. Se o aluno perceber que o professor e a instituição têm boa vontade em manter as aulas e avaliar de forma eficaz e propor atividades de aprendizagem significativas, com certeza eles também terão boa vontade e vão fazer a parte deles.

Para quem nunca atuou com a modalidade, talvez um grande desafio seja produzir conteúdo. O professor pode fazer uma boa curadoria de materiais já produzidos, de fontes fidedignas, e mandar aí para os alunos uma lista, de acordo com os tópicos que ele precisa abordar na disciplina e propondo que eles assistam vídeos, leiam textos, acessem sites e matérias jornalísticas. Depois, podem propor temas para a discussão em plataformas como Ambientes Virtuais de Aprendizagem, fóruns, chats, até mesmo redes sociais, como o Facebook.

É preciso deixar essa estrutura muito clara, com prazos estabelecidos, e que todos tenham paciência para os erros e para os acertos que vão ocorrer neste período. Um fator muito importante é que existam canais para compartilhar os sucessos em uma instituição. O que deu

certo em uma disciplina, no trabalho de um professor, pode inspirar outro no desafio de também atuar em ambientes digitais, especialmente aqueles que não têm essa experiência prévia. É preciso medir aquilo que deu certo, repetir o que foi bom e mudar o que precisa de ajuste. Paciência boa vontade e comunicação são aspectos fundamentais.

“Um bom passo é mapear quais recursos tecnológicos os alunos adotam e acessam”

Saraiva Educação: Como garantir a produtividade tanto do professor, quanto do aluno da modalidade a distância?

Carolina Costa Cavalcanti: Nesse momento, o envolvimento dos coordenadores de curso e dos gestores educacionais é fundamental. São eles que vão orquestrar as ações de mobilização do corpo docente e de acompanhamento dos alunos na entrada para o digital. Claro que as instituições que já atuam com EaD possuem toda a estrutura implementada, a exemplo de tutores formados e professores que produzem conteúdo e gravam videoaulas, e por isso elas têm uma fluência muito maior no uso das ferramentas. Mas no caso daquelas que ainda precisam desenvolver tal expertise – e há muitas nessa situação –, os coordenadores precisam estar muito próximos dos professores para desenhar em parceria a estratégia a ser adotada.

Analisar a necessidade, do ponto de vista de ferramentas tecnológicas, faz muita diferença de uma disciplina para outra. Às vezes, um professor da área de exatas, estatística, finanças, cálculo, vai precisar de ferramentas digitais, que são únicas para tratar seu conteúdo. Professores da área de biológicas podem propor trabalhar com laboratórios virtuais, que tenham encontrado em uma universidade pública, por exemplo. Por isso, precisam estar dispostos a ouvir as necessidades dos professores, a orientar e a acompanhar o processo de ensino-aprendizagem.

Reuniões semanais, com o uso de ferramentas de videoconferência, como Zoom, Skype, Google Hangouts, ou até mesmo, dependendo do número de professores, o Whatsapp, podem ser interessantes para ouvir quais são os desafios, as limitações, as atitudes e as reações dos alunos e professores frente ao novo desafio. Assim, podem trocar ideias, pensar em soluções e encontrar caminhos.

Finalmente, gestores educacionais e coordenadores de curso, precisam trabalhar em parceria com corpo docente e equipe técnica para garantir que os alunos tenham acesso a conteúdos de qualidade, a atividades que fazem sentido e que estejam articuladas à proposta pedagógica da instituição.

Saraiva Educação: De que forma as instituições de ensino podem utilizar essa experiência para repensar seus modelos de EaD ou até implementar a modalidade do zero, se ainda não tiverem cursos EaD?

Carolina Costa Cavalcanti: A decisão de uma instituição ofertar cursos na modalidade a distancia é única, e deve ser feita a partir de um bom estudo do que a IES é e do que deseja se tornar. Esse momento emergencial em que estamos recorrendo à educação online nos faz refletir. Se a sua instituição trabalha só no presencial, talvez seja o momento de pensar em iniciar pelo modelo híbrido, blended.

Por que não propor mais atividades pelo uso de recursos digitais, ferramentas e aplicativos? Plataformas, microconteúdos, microatividades, tudo isso realmente apoia o processo de aprendizagem. Então, é possível, a partir dessa experiência, até forçada para algumas instituições, desenhar estratégias para adotar o ensino híbrido. A legislação brasileira permite e propõe essa possibilidade. Um caminho é: optar, inicialmente, por esse modelo, explorá-lo e se, em algum momento, dentro da estratégia de crescimento da instituição em EaD, ele fizer sentido, seguir em frente com essa possibilidade.

Todo aprendizado desse momento deve ser aproveitado para implementar atividades online, ofertadas de maneira intercalada, possibilitando o engajamento dos alunos em diferentes ambientes, para que as experiências de aprendizagem sejam diversas, produtivas e relevantes.

 

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Design Thinking –

Na Educação Prencial, à Distância e Corporativa

Metodologias Inov-Ativas

Na Educação Presencial, à Distância e Corporativa

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Inovação na Educação Corporativa

Resultado do Enade 2018 é publicado. Confira!

Saiu hoje, sexta-feira, 04/10/2019, o resultado oficial do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) realizado em 2018. Para conferir, clique aqui.

A cada ano, o Enade avalia um grupo de cursos da graduação. A edição do ano passado, realizada em 25 de novembro de 2018, contemplou os seguintes cursos:

Grau de Bacharel

  • Administração;
  • Administração Pública;
  • Ciências Contábeis;
  • Ciências Econômicas;
  • Comunicação Social – Jornalismo;
  • Comunicação Social – Publicidade e Propaganda;
  • Design;
  • Direito;
  • Psicologia;
  • Relações Internacionais;
  • Secretariado Executivo;
  • Serviço Social;
  • Teologia;
  • Turismo.

Grau de Tecnólogo

  • Tecnologia em Comércio Exterior;
  • Tecnologia em Design de Interiores;
  • Tecnologia em Design de Moda;
  • Tecnologia em Design Gráfico;
  • Tecnologia em Gastronomia;
  • Tecnologia em Gestão Comercial;
  • Tecnologia em Gestão da Qualidade;
  • Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos;
  • Tecnologia em Gestão Financeira;
  • Tecnologia em Gestão Pública;
  • Tecnologia em Logística;
  • Tecnologia em Marketing;
  • Tecnologia em Processos Gerenciais.

O resultado do Enade é utilizado para compor o cálculo que define o Conceito Preliminar de Cursos (CPC), que é um parâmetro que avalia os cursos de graduação de cada IES. Para entender melhor o CPC, leia o artigo Como é a avaliação do MEC nas Instituições de Ensino Superior?

Instituições de ensino superior com cursos que não foram bem conceituados no Exame podem ser penalizadas com redução de vagas para próximas turmas ou até mesmo fechados pelo MEC. Entender o que levou o curso ao resultado insatisfatório é fundamental para a instituição. Acreditamos que o resultado do aluno no Enade deve ser uma consequência da sua jornada acadêmica. Falamos sobre isso na edição do webinar “Enade: a importância do diagnóstico para orientar decisões pedagógicas na IES“.

A sua IES possui cursos que farão o Enade em 2019? Se sim, saiba todos os detalhes da edição clicando aqui.