Quer saber como chamar atenção dos alunos? Conheça 10 métodos eficientes

Como chamar atenção dos alunos: estudantes se distraem em arquibancada
Em meio a tantas distrações, capturar a atenção dos alunos é um grande desafio. Leia este artigo e conheça 10 maneiras de resolver esse problema!

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Um dos maiores desafios dos educadores de instituições de educação superior (IES) é a conquista e manutenção do engajamento dos estudantes. Esse é um fator que influencia diretamente em vários indicadores de sucesso da IES, e levanta a pergunta: como chamar atenção dos alunos?

Um dos indicadores que podem sofrer alterações diante da perda do engajamento é a taxa de evasão de alunos, como consequência da perda de interesse dos estudantes, e a diminuição dos índices de qualidade dos cursos oferecidos.

Com uma grande diversidade de perfis de alunos, é natural que haja grande variedade na forma de lidar com o tempo de dedicação ao estudo. Sendo assim, não é possível elencar uma única causa que leve ao desengajamento, como algumas pessoas tendem a achar.

Alguns fatores que podem complicar a relação dos estudantes com o conteúdo precisam ser identificados e neutralizados. Da mesma forma, elementos que provocam maior engajamento podem ser mapeados e utilizados posteriormente, em planejamentos dos docentes. 

Pensando nisso, preparamos o presente artigo para auxiliar os professores de sua IES! Continue a leitura e descubra como chamar atenção dos alunos!

Como chamar atenção dos alunos? 10 dicas práticas para sua IES

Para que as instituições de educação superior possam descobrir como chamar atenção dos alunos e ampliar seu engajamento, separamos 10 dicas práticas, que podem ser aplicadas no planejamento acadêmico dos professores e tutores.

Vamos falar sobre os seguintes métodos:

  1. Aproveite os picos de atenção;
  2. Assuma uma postura que auxilie no engajamento;
  3. Use metodologias ativas;
  4. Promova experiências práticas;
  5. Controle o nível de dificuldade;
  6. Incorpore o uso de tecnologia;
  7. Promova debate em sala de aula;
  8. Empregue formas alternativas de avaliação;
  9. Experimente a sala de aula invertida;
  10. Dê autonomia aos aluno.

1. Aproveite os picos de atenção

Algumas teorias são dedicadas a responder questões centrais para o processo de ensino-aprendizagem, como chamar atenção dos alunos. Em 4h de aula, conseguimos mensurar quanto tempo de atenção plena os estudantes conseguem ter?

Muitos fatores estão envolvidos na definição de períodos de atenção dos alunos, como:

  • Seus objetivos pessoais;
  • As emoções acionadas;
  • A metodologia utilizada;
  • O tipo de atividade proposta. 

O processo de observação dos alunos em relação às aulas é de grande valia para definir o tempo para cada atividade. Apesar de não existir um tempo específico de retenção da atenção, é possível utilizar dicas e direcionamentos gerais para alcançar a melhoria da experiência do aluno.

Pesquisas indicam que a capacidade de se manter atento varia entre 10 e 20 minutos. Como pode haver variações, é interessante observar as reações da turma. A criação de blocos de 15 minutos, com quebras programadas, pode facilitar a assimilação do conhecimento.

Outra percepção tem relação com os minutos iniciais em sala de aula. Geralmente esse momento é utilizado para realizar a chamada, promover correção de atividades, entre outras tarefas iniciais. 

No entanto, os minutos iniciais são aqueles em que há um pico de atenção, logo o mais recomendado é que esse momento seja de apresentação de novos conceitos.

A revisão de conceitos centrais, que precisam de maior tempo e dedicação, também pode ser feita nesse momento. Essa prática facilita a conexão dos alunos com o restante da aula, despertando a curiosidade. Para corroborar com esse processo, é recomendado que os estudantes tenham estímulos de participação, como uma indagação a ser respondida. 

Já o meio da aula pode ser um momento propício para trabalhar metodologias como aprendizagem baseada em problemas ou aprendizagem baseada em projetos, como propostas de trabalho colaborativo.

Ao final da aula é possível revisar as informações e tirar as principais dúvidas que ficaram após a aplicação de atividades e da exposição de conceitos. 

2. Assuma uma postura que auxilie no engajamento

A postura do educador pode ser um estímulo ao engajamento, assim como pode atuar de forma contrária, inserindo os alunos em um contexto de passividade. Algumas ações simples podem ser empregadas para facilitar a tomada de protagonismo do estudante. 

Uma boa ideia é inserir aquecimentos mentais na aula: um desafio, uma pergunta ou um exercício que introduz o assunto, e estimulam a atenção plena. 

Muitos estudantes têm utilizado resumos para promover assimilação do conteúdo. Além de promover essa prática, o professor pode pedir que os alunos destaquem o ponto que mais chamou a atenção, ou que emitam sua opinião sobre determinado assunto que foi utilizado na exposição do conteúdo.

Outra dica é  mudar o tom e o volume da voz durante a aula. Alguns assuntos podem ser mais técnicos e detalhados, o que pode gerar um certo tédio. A forma de falar adequada a cada momento pode ser decisiva para manter o engajamento.

O humor também é uma dica importante. Se você se sente confortável com brincadeiras e um tom mais irreverente, não tenha medo de usá-lo, dentro dos limites do respeito e bom senso. Já aqueles que não se sentem confortáveis com essa postura podem buscar recursos de terceiros, como produções audiovisuais, tirinhas, podcasts, etc. 

Nada disso deve ser feito sem uma base contextual para promover uma aprendizagem significativa. Para tal, é preciso utilizar exemplos próximos da realidade dos estudantes, para que eles sejam capazes de enxergar a dimensão prática e aplicável do conhecimento.

3. Use metodologias ativas

E por falar nas metodologias ativas, elas são uma importante estratégia de engajamento dos estudantes do ensino superior. A aplicação de métodos ativos têm comprovação científica na promoção de mais momentos de atenção entre os alunos. 

Afinal de contas, muitos dos estudantes das IES fazem parte de uma geração que é nativa digital, ou seja, que já teve acesso a computadores e outros dispositivos desde sempre. Internet discada? Muitos desses jovens podem nem saber do que estamos falando!

Por isso, é importante entender que a dinâmica de atenção para pessoas que ficam conectadas o dia todo é muito diferente. Mas então como chamar atenção dos alunos hiperconectados? As metodologias ativas são uma solução.

Assim como nos dispositivos tecnológicos, nas aulas com metodologias ativas o estudante participa ativamente, tornando-se co-produtores de conhecimento, eliminando a ideia de que o professor é o único que detém essa capacidade. E não se engane, há métodos possíveis para vários tipos de aula! 

Inclusive, a variação de métodos também auxilia na melhor apreensão do conteúdo, como bem sugere a teoria de William Glasser, com a pirâmide de aprendizagem. 

Entre algumas técnicas das metodologias ativas, podemos citar a atividades gamificadas. Elas aproximam a dinâmica da sala de aula da prática dos jogos online e offline, capazes de manter a atenção e a participação dos estudantes. 

Outras duas técnicas muito atrativas para manter o engajamento no ensino superior são a aprendizagem baseada em problemas e em projetos. A resolução de uma questão, ou a proposição de um planejamento são capazes de motivar os alunos na busca por avanços em suas áreas. 

Opções não faltam para criar uma ponte entre conhecimentos teóricos e práticos!

4. Promova experiências práticas

Para complementar o que acabamos de constatar, é possível buscar ainda mais ferramentas para trazer as aulas para a dimensão prática do conhecimento. É só na prática que muitas dúvidas se revelam, por conta da interação com elementos da realidade. 

Entre esses fatores, podemos citar as questões geográficas, políticas, sociais, etc. Todos eles alteram a experiência do aluno com o conhecimento, e devem estar previstos no processo de aprendizado.

Um recurso muito interessante nesse sentido é a aprendizagem experiencial, que procura justamente situar o ensino-aprendizagem em uma abordagem mais prática e contextual.

5. Controle o nível de dificuldade

Quanto mais difícil, melhor? Nem sempre! Controlar o nível de dificuldade é essencial para manter o engajamento do aluno. E essa é mais uma das tarefas quase imperceptíveis dos docentes: avaliar a capacidade de assimilação de determinado conteúdo em uma turma, e para cada estudante. 

Tanto a hiperestimulação quanto a hipoestimulação podem ser danosas para o processo de aprendizagem. 

  • Na hiperestimulação, ou seja, na criação de um nível de dificuldade acima da capacidade do aluno, ocorre a desmotivação pela percepção das dificuldades, e o sentimento de incapacidade de vencê-las. 
  • Já na hipoestimulação, o aluno consegue captar todo o conteúdo e desenvolver todas as atividades, mas por se encontrar em um nível abaixo do que é capaz de desempenhar, sente-se desmotivado, o que pode até fazer com que o aluno desista da atividade, disciplina ou curso. 

Os professores podem fazer testes para mensurar este quadro, como a avaliação diagnóstica. A partir dela, é possível discutir os caminhos para adequar o conteúdo aos estudantes. 

6. Incorpore o uso de tecnologia

O uso de recursos digitais de aprendizagem ocupou, por alguns anos, um lugar marginal. O que antes era uma atividade desaconselhada passa a se tornar parte do planejamento pedagógico das instituições de educação, especialmente aquelas que trabalham com o ensino superior. 

Essas ferramentas possibilitam a inserção dos alunos em ambientes digitais, e a utilização de modos de aprender e ensinar distintos, mais amplos, e com acesso facilitado.

No caso dos estudantes, as simples proibições de uso não funcionam mais. O uso consciente pode ressignificar a relação com esses dispositivos em sala de aula, e beneficiar o processo de ensino — é preciso saber, por exemplo, como aproveitar o celular na sala de aula.

Um dos usos está ligado aos recursos audiovisuais, que podem ser criados ou replicados para ensinar ou reforçar um conteúdo. É uma forma de estimular a criatividade, e a capacidade de interagir de forma benéfica com a tecnologia.  

Além disso, os dispositivos móveis oferecem a possibilidade dos estudantes estarem presentes de forma remota, além de viabilizar uma comunicação mais fácil entre alunos, e com os professores e tutores.

7. Promova debate em sala de aula

Alguns professores acreditam que um aluno que fica em silêncio durante toda a aula, observando a exposição do conteúdo feita pelo educador, é sinônimo de atenção plena. Mas quem nunca passou pela situação de estar presente apenas de forma física, e com a mente vagando por aí?

Pois é, acontece mais do que se imagina! Como chamar atenção dos alunos e evitar que isso ocorra?

A participação ativa dos estudantes é fundamental. Os debates em sala de aula são essenciais para que essa participação fique consolidada, e passe a fazer parte da postura dos alunos.

Uma boa forma de incorporar essa prática é lançar questionamentos no início das aulas. Além disso, podemos identificar pontos de dissenso, ou impasses,  que possam gerar discussões valiosas. Nelas, diferentes pontos de vista podem ser apresentados, enriquecendo as perspectivas dos participantes.

Essa prática pode, ainda, resultar em uma atividade capaz de gerar engajamento. Para isso, basta dividir a sala em grupos, e promover um debate a partir de uma questão pré-definida. Em alguns casos, como no curso de Direito, é possível realizar um júri simulado.

Além dessa prática, que oferece oportunidades de aprendizagem entre pares, o estudante pode, e deve, fortalecer os laços com os colegas. Para isso, o educador precisa dosar o nível saudável de conversas durante as aulas, para evitar que isso atrapalhe o ensino, sem que vire um ambiente desconfortável.

8. Empregue formas alternativas de avaliação

Além de utilizar metodologias ativas, e atividades envolventes, é preciso que todo o planejamento das aulas esteja alinhado ao objetivo de cativar os estudantes. Um ponto de atenção são os tipos de avaliação utilizados.

É preciso que as avaliações contemplem o perfil de cada aluno, para que este se sinta valorizado. A diversificação dos modos de avaliar pode ser uma ferramenta para que diversos perfis de alunos sejam contemplados nesse processo tão necessário.

Muito além das provas, é possível pontuar a partir de uma observação profunda das dinâmicas entre grupos, nas atividades propostas de forma coletiva, além de avaliar o próprio engajamento em sala de aula, e a frequência do estudante.

Uma autoavaliação também é ferramenta potente para promover reflexões sobre o engajamento. Nela, o estudante pode avaliar critérios como o nível de dificuldade das aulas e das atividades, além de propor melhorias para dar um upgrade na experiência dos próximos estudantes. 

9. Experimente a sala de aula invertida

O método da sala de aula invertida é ideal para os professores que desejam estimular o engajamento de seus estudantes. A metodologia consiste na divisão do processo de aprendizagem em dois momentos chave:

  1. O primeiro ocorre em casa, com referências que podem ser indicadas pelo educador. O aluno estuda antes da aula.
  2. Em um segundo momento, já em sala, ocorre a discussão sobre o que foi estudado, com  comentários dos alunos e observações que o professor achar pertinente. É o momento ideal para tirar dúvidas que podem ter aparecido enquanto cada estudante fazia sua imersão individual no assunto.

A sala de aula invertida pode ser utilizada em todas as aulas, ou de forma pontual, de acordo com o planejamento da disciplina ou do curso. Ela faz com que o tempo em sala de aula seja utilizado de forma mais proveitosa, favorecendo as atividades e discussões. 

10. Dê autonomia aos alunos

A autonomia é essencial para que os alunos sintam-se mais engajados, especialmente no ensino superior, em que o público, em sua maioria de jovens e adultos, estão acostumados a cargas de responsabilidade maiores.

O ensino “mão na massa” é um grande estímulo à autonomia, e combina perfeitamente com todos os métodos e dicas que foram apresentadas anteriormente. Nosso contexto tecnológico também corrobora com essa perspectiva, já que a produção e o uso de recursos audiovisuais estimulam a autonomia dos estudantes.

A cultura maker na educação — movimento em que os alunos são convidados a criar suas próprias soluções e produtos — é parte da ideia de “faça você mesmo”, que prevê a plena capacidade de qualquer indivíduo adquirir conhecimento para construir, consertar ou criar.

Na área de tecnologia esse conceito é peça chave para inovações, e nos demais cursos torna-se um convite para promover melhorias contínuas na área de atuação. 

A criatividade, e liberdade de colocar suas ideias em prática, é o que prevê a cultura maker. É uma forma de materializar sua visão de mundo, e compartilhar essas perspectivas com as outras pessoas. Além de ser um trunfo do ponto de vista profissional, também pode tornar-se um grande ativo para questões sociais. 

A partir dessas 10 dicas, é possível melhorar o engajamento dos estudantes em sala de aula, e consequentemente a experiência desses alunos. Novos métodos, mais contextualizados e que promovem a autonomia precisam fazer parte de uma mudança de mentalidade e modo de operação dos educadores. 

É necessário estimular a participação dos alunos, sem medo das repercussões disso. Precisamos utilizar, de forma positiva, as conversas paralelas em sala de aula e as novas tecnologias.

O sucesso de uma instituição de educação superior tem relação direta com a qualidade do serviço oferecido, e esse é um dado que faz parte das rotinas dos estudantes. Um aluno satisfeito é uma ponte para alcançar outros potenciais estudantes. 

Esperamos que tenha gostado deste conteúdo sobre como chamar atenção dos alunos! Se você deseja saber mais sobre várias formas de ensinar e aprender, não deixe de conferir esse post sobre estilos de aprendizagem!

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