Guia completo de conteúdos digitais: do conceito à elaboração

Entenda o que são os conteúdos digitais e como eles impactam o processo de ensino-aprendizagem no artigo de hoje!

Seja no ensino superior a distância, no ensino híbrido ou presencial, os conteúdos digitais são recursos ideais para melhorar a experiência dos estudantes e, consequentemente, elevar seus índices de captação de alunos.

A aplicação de tecnologia no ensino é um movimento que foi alavancado pela pandemia do covid-19, e que veio para ficar. Neste cenário, o material didático das instituições de educação superior (IES) se transformou.

O uso de materiais impressos cede espaço a materiais multiformatos, jogos interativos e comunicação virtual. No presente texto, vamos explicar em detalhes: o que são esses conteúdos digitais, suas espécies, funções, dados relevantes do contexto brasileiro e, ao fim, dicas para sua elaboração!

Tenha uma boa leitura!

O que são conteúdos digitais?

Conteúdos digitais são os materiais produzidos a partir das tecnologias de informação e comunicação (TICs). No contexto educacional, representam uma tendência crescente no ensino, muito associada à modalidade da educação a distância (EaD).

No entanto, os conteúdos digitais não são restritos à EaD. Podem ser aplicados também no ensino híbrido ou mesmo no ensino presencial.

O uso de tecnologia de ponta nos conteúdos educacionais é sempre uma ideia interessante do ponto de vista pedagógico. Já se passou o tempo das aulas expositivas, em que aluno e professor não interagem verdadeiramente.

Através dos recursos informacionais do mundo digital, conseguimos atender às diferentes formas de se apreender conhecimentos, que variam de aluno para aluno. Além disso, é possível também desenvolver uma comunicação rápida e efetiva entre os atores do mundo educacional.

Quais são os conteúdos digitais?

Confira, abaixo, uma lista com os principais tipos de conteúdos digitais:

  • Textos e livros virtuais;
  • Videoaulas e vídeos complementares às aulas;
  • Podcasts e gravações de áudio sobre o conteúdo;
  • Mapas mentais
  • Jogos interativos
  • Plataformas de questões e simulados de exames oficiais;
  • Conferências virtuais;
  • Softwares de aprendizagem;
  • Infográficos e ilustrações, entre outros.

Leia também: Conheça o passo a passo da elaboração de conteúdos EaD

Qual é a função dos conteúdos digitais?

A função básica dos conteúdos digitais é auxiliar no processo de ensino-aprendizagem por meio da aplicação de tecnologia. A partir deles, os alunos têm uma experiência melhor e mais completa em seus cursos, e conseguem ter acesso a uma formação de qualidade.

Além dessa função básica, os conteúdos digitais possuem funções mais específicas de acordo com o contexto em que são aplicados.

Conteúdos digitais no ensino a distância

No ensino superior a distância, os conteúdos digitais ganham uma posição de destaque. Como essa modalidade é trabalhada no meio virtual em sua maior parte, contar com esse tipo de conteúdo é essencial para construir um bom curso.

Portanto, podemos utilizar os conteúdos digitais com maior frequência, inclusive na avaliação online e outros tipos de atividades.

Os conteúdos, aqui, vão consistir em ferramentas síncronas e assíncronas. Ambas devem ser utilizadas, na proporção correta, para compor a grade curricular de cada disciplina.

Conteúdos digitais no ensino presencial e híbrido

Já nas modalidades do ensino presencial e híbrido, também é plenamente possível e benéfico fazer uso dos conteúdos digitais. No entanto, isso acontecerá de forma diferente.

Os conteúdos digitais deverão complementar as atividades desenvolvidas presencialmente. Portanto, podem servir como materiais de apoio aos estudantes. É interessante, portanto, que os professores indiquem esse tipo de material como referência para aprofundar os estudos.

Dados sobre os conteúdos digitais no ensino

Para compreender melhor a realidade dos conteúdos digitais no contexto educacional brasileiro, vamos observar alguns dados provenientes do Censo Ead 2019/2020.

Trata-se de um estudo anual realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) para compreender melhor a realidade dessa modalidade de ensino no Brasil. Na última edição do estudo, que vamos abordar a seguir, existem várias informações relevantes sobre os conteúdos digitais.

Quais são os conteúdos digitais oferecidos pelas IES?

O primeiro dado digno de nota diz respeito aos tipos de conteúdos digitais oferecidos pelas IES. A pesquisa comparou a incidência de cada tipo de conteúdo em duas áreas: graduação EaD e pós-graduação EaD.

Confira, abaixo, o gráfico com os resultados:

Gráfico sobre a relação de conteúdos digitais oferecidos pelas IES brasileiras, na graduação 100% EaD e pós-graduação 100% EaD. Fonte: Censo EaD 2019/2020, pág. 51.
Gráfico sobre a relação de conteúdos digitais oferecidos pelas IES brasileiras, na graduação 100% EaD e pós-graduação 100% EaD. Fonte: Censo EaD 2019/2020, pág. 51.

Como podemos observar do gráfico acima, os cursos de pós-graduação a distância foram mais efetivos na incorporação de recursos tecnológicos. Além disso, os formatos de conteúdos digitais mais comuns são textos e vídeos virtuais.

Textos digitais e livros digitais são opções interessantes não só no ensino a distância, mas também nas outras modalidades. É muito mais fácil para os alunos acessar conteúdo em texto pelo celular, computadores, tablets ou pelo Kindle.

Por isso, a biblioteca digital surge como uma tendência interessante para as IES que queiram alcançar um ensino inovador e mais acessível. Ademais, a logística de empréstimo de livros é revolucionada e os gastos com manutenção da biblioteca física são drasticamente reduzidos.

Os conteúdos digitais em vídeo são o segundo tipo mais abundante. Isso vai ao encontro de uma tendência forte identificada na pesquisa Video Viewers 2018, realizada pelo Google. Ela teve como objetivo compreender melhor a forma como os brasileiros consumiam conteúdos em vídeo.

Dentre os dados levantados por este estudo, temos um aumento de 135% no consumo de vídeos na web entre os anos de 2014 e 2018. No entanto, a informação mais relevante para nós é o uso da plataforma YouTube nos estudos:

Infográfico sobre o uso da plataforma YouTube para desenvolver estudos. Fonte: Video Viewers 2018.
Infográfico sobre o uso da plataforma YouTube para desenvolver estudos. Fonte: Video Viewers 2018.

Como podemos observar do infográfico acima, 9 em cada 10 pessoas realizaram seus estudos por meio de vídeos no YouTube. Os principais conhecimentos obtidos não diziam respeito, necessariamente, a estudos acadêmicos, mas uma coisa é certa: os conteúdos audiovisuais possuem enorme potencial nos processos de ensino-aprendizagem.

Entretanto, cabe aqui uma ressalva: apesar da popularidade e eficiência dos conteúdos em vídeo e texto, existem vários outros formatos em que as IES podem investir. Na verdade, uma das principais potencialidades dos conteúdos digitais é justamente isso: os multiformatos.

E quais são as principais ações de aprendizagem dos conteúdos digitais?

A partir da disponibilidade de conteúdos digitais, os alunos são convidados a realizar ações ou atividades de aprendizagem. O Censo EaD 2018/2019 também procurou investigar quais dessas atividades eram as principais no contexto brasileiro à época.

Gráfico sobre ações de aprendizagem nos cursos brasileiros de graduação EaD, pós-graduação EaD e cursos presenciais. Fonte: Censo EaD 2019/2020.
Gráfico sobre ações de aprendizagem nos cursos brasileiros de graduação EaD, pós-graduação EaD e cursos presenciais. Fonte: Censo EaD 2019/2020.

Este gráfico revela um dado muito interessante: práticas relacionadas a certos conteúdos digitais, como assistir a conteúdo em vídeo e elaborar materiais multimídia, são perfeitamente compatíveis com os cursos presenciais.

De fato, a pesquisa mostra que os cursos presenciais se saem melhor do que os cursos EaD no desenvolvimento das ações de aprendizagem, de um modo geral. Mas isso não significa que exista qualquer empecilho para desenvolvê-las no ensino a distância, visto que a pós-graduação EaD também apresentou ótimos índices.

Transcrevemos, abaixo, a interpretação destes dados contida no Censo EaD, que explica perfeitamente este cenário:

Em termos de ações de aprendizagem que se convidam os alunos a realizar, observa-se que os cursos de pós-graduação têm uma oferta similar aos de graduação presencial, demandando um índice mais alto de leitura, acesso a vídeos e participação em discussões, realização de trabalhos acadêmicos e elaboração de conteúdos multimídia, o que revela uma solicitação mais rica e variada dos alunos de pós-graduação e de cursos presenciais em comparação com cursos de graduação. 

“Não há, no entanto, motivos relacionados à modalidade que impeçam a solicitação de atividades diferenciadas e sofisticadas em EAD, visto que elas são possíveis na pós. Trata-se de escolha das instituições que oferecem cursos EAD nesses níveis.

“Para entender os aspectos onde ainda se vê uma discrepância entre presencial e EAD, é necessário observar onde os cursos presenciais se destacam: solicitação de participação em discussões, solução de problemas e realização de atividades relacionadas à prática profissional. Seja por hábito ou por que realmente é mais difícil realizar essas ações a distância, observa-se que estes são os pontos em que os alunos de cursos presenciais têm mais vantagem do que os de EAD. É preciso divulgar e praticar mais estratégias EAD que permitam realizar discussões, solução de problemas e práticas profissionais com conforto. (Censo EaD, pág. 51).

Leia também: Como funciona a matéria online em curso presencial?

Quais são os benefícios de usar conteúdos digitais no ensino superior?

Agora que já conhecemos os conteúdos digitais, suas funções e dados pertinentes, vamos falar um pouco sobre os benefícios de aplicá-los em sua IES.

1. Garantia de maior acessibilidade

Independente da modalidade de ensino dos cursos, muitos dos estudantes desenvolvem seus estudos por meio das tecnologias digitais.

Seja por meio da leitura digital, assistindo vídeos, escutando podcasts ou através dos inúmeros recursos disponíveis, aprender com as TICs é uma tendência que veio para ficar. A questão é que os conteúdos digitais são mais acessíveis ao corpo estudantil.

Atualmente, muitas pessoas já possuem smartphones, tablets, computadores ou outros equipamentos por meio dos quais é possível acessar a rede e, assim, os conteúdos digitais.

De fato, o número de usuários de internet cresceu significativamente ao longo dos anos, como podemos observar na pesquisa TIC Domicílios, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic):

Gráfico sobre a quantidade de usuários de Internet no Brasil, entre 2008 e 2019, por áreas urbanas e rurais. Fonte: TIC Domicílios 2019, Resumo Executivo.
Gráfico sobre a quantidade de usuários de Internet no Brasil, entre 2008 e 2019, por áreas urbanas e rurais. Fonte: TIC Domicílios 2019, Resumo Executivo.

Como a maioria dos brasileiros possui acesso à internet, é possível acessar os conteúdos digitais de ensino. Além disso, muitos estudantes já estão acostumados a executar seus estudos através da rede.

Outra pesquisa do Cetic, sobre as TICs na Educação, confirma essa afirmação. Ela analisou o uso das tecnologias digitais na educação de alunos do ensino fundamental e médio: 93% afirmaram utilizar a internet para fazer pesquisas para trabalhos escolares.

A realidade do ensino superior também é perfeitamente compatível com esse paradigma, visto que os alunos apresentam mais maturidade e habilidades no meio virtual. Por todos esses motivos, o uso de conteúdos digitais contribui para a democratização do ensino.

2. Mais rentabilidade para alunos e IES

Outra grande vantagem dos conteúdos digitais diz respeito à maior rentabilidade. Em outras palavras, fica mais barato investir nesse tipo de material didático.

Vamos explicar este benefício tomando por base os dois principais tipos desses conteúdos: textos digitais e vídeos.

Em relação aos textos digitais, a redução de custos fica bem nítida. Imagine que o professor precise que os alunos leiam certo texto para complementar os conteúdos ministrados durante a aula.

Se optar por distribuí-lo fisicamente, será necessário imprimir centenas de cópias daquele material. Além de representar um gasto enorme com dinheiro, tinta e papel, essa opção também terá um impacto ambiental negativo.

O mesmo se aplica a eventuais provas, questionários e trabalhos. É mais interessante que essas atividades sejam enviadas e respondidas pelo meio digital, para poupar eventuais custos com o material físico.

Em relação a livros, o problema fica ainda maior. Muitos estudantes não conseguem arcar com os custos de obter obras físicas de qualidade (que costumam ser muito caras), e nem a IES consegue cobrir esse valor para os estudantes.

Uma biblioteca digital, por outro lado, garante acesso às mesmas obras por um preço consideravelmente menor. Seus materiais também são frequentemente atualizados, poupando tempo e trabalho dos bibliotecários e recursos financeiros da instituição.

Quando falamos em videoaulas ou outros conteúdos digitais em vídeo, a rentabilidade vem de outras formas.

Em relação às videoaulas síncronas, existe uma economia de gastos em relação ao transporte de professores e alunos, que podem participar de suas casas.

A IES pode optar, também, por gravar vídeos complementares às aulas, que ficam disponíveis para visualização pelo aluno. Esse material dura por muito tempo (enquanto seu conteúdo estiver atualizado, refletindo o estado-da-arte daquela disciplina).

Quando houver alguma mudança científica no conteúdo do vídeo, o gasto será apenas para gravar partes específicas e proceder à sua devida atualização.

Leia também: Saiba como fazer a captação de alunos EaD em sua IES

3. Alunos diversos aprendem de formas diversas

Uma característica dos conteúdos digitais é sua multiplicidade de formatos. Eles podem ser escritos, em áudio, vídeo, ilustrados, interativos…

No contexto de uma sociedade marcada por sua diversidade natural, essa gama de formatos contribui para que todos os estudantes sejam contemplados. Dizendo de outra forma: cada pessoa aprende melhor de um jeito diferente.

Alguns alunos possuem mais facilidade em apreender informações pela audição. Assim, escutar uma aula ou um podcast, por exemplo, é ideal para que estes estudantes consigam fixar o conteúdo.

Outros alunos possuem uma memória mais visual, tendo mais facilidade em lembrar de alguma informação se ela é associada à imagem do professor, à gesticulação que faz ou a recursos como mapas mentais.

Existem também os alunos mais habituados à leitura; os alunos que aprendem muito bem se ensinam a matéria para outra pessoa; os que se adaptam melhor à resolução de questões; os que gostam mais de escrever, ou fazer trabalhos, ou participar de simulações.

Enfim, se a IES investe em conteúdos digitais diversos, que refletem também a diversidade de seu corpo estudantil, certamente ele será contemplado em sua variedade de formas de aprendizado.

Além disso, falando em diversidade num aspecto mais específico, cabe dizer sobre a acessibilidade dos conteúdos digitais para pessoas com deficiência.

Muitos desses materiais já são adaptados para atender a esse público, ou são compatíveis com softwares desenvolvidos para garantir essa acessibilidade. É comum, por exemplo, que vídeos tenham legendas embutidas, ou que materiais escritos possuam recursos de conversão do texto em som.

Leia também: Como promover a inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior?

4. Facilitação das metodologias ativas

Por fim, outro benefício importante que iremos destacar diz respeito à aplicação de metodologias ativas.

Trata-se de uma estratégia muito efetiva nos processos de ensino-aprendizagem. Em síntese, as metodologias ativas buscam dar mais protagonismo ao aluno em sua formação.

Elas vêm, portanto, para quebrar o paradigma clássico do ensino tradicional, em que o estudante é um mero receptor do conhecimento doutrinado pelo professor. Nesse modelo já ultrapassado de aulas apenas expositivas, a informação é transmitida de forma unidirecional, por meio de um verdadeiro monólogo.

Atualmente, sabe-se que a verdadeira construção do conhecimento surge de um diálogo entre os atores do contexto educacional. Isso só é possível se o aluno possui autonomia, iniciativa e toma as rédeas do próprio aprendizado.

Usando recursos como a sala de aula invertida, conseguimos promover esse desenvolvimento dos estudantes e oportunizar seu protagonismo.

Além disso, vários conteúdos educacionais tornam esse processo muito mais fácil. Podemos citar, a exemplo, os fóruns de discussão disponíveis em vários Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), jogos interativos e simulações virtuais.

Aplicando mais inovação e tecnologia no ensino, naturalmente os alunos ficam mais engajados e participam de forma mais ativa nas aulas. Daí surge outro ponto positivo relacionado aos conteúdos digitais.

Podemos destacar, ainda, a relevância dos conteúdos assíncronos neste contexto. Quando são disponibilizados conteúdos que os alunos podem estudar em seu próprio tempo, também promovemos maior autonomia do corpo estudantil.

Na verdade, este aspecto também se relaciona aos outros benefícios descritos neste tópico, Quando o aluno tem certa flexibilidade para desenvolver seus estudos, no seu próprio tempo, contribuímos para garantir mais acessibilidade.

Os alunos aprendem a controlar melhor os próprios horários, e isso pode ajudar inclusive a concluir seus cursos. Diminuindo-se, assim, as taxas de evasão da IES, sua rentabilidade também é otimizada.

Como criar conteúdos digitais? 4 dicas valiosas para IES

Vamos agora abordar os conteúdos digitais sob uma perspectiva mais prática, oferecendo neste tópico quatro dicas para você elaborar seus próprios materiais.

1. Utilize o método design thinking

O design thinking na educação é uma metodologia de resolução de problemas aplicada no contexto do ensino. Trata-se de um processo muito utilizado para abordar diferentes questões educacionais.

Por meio das etapas do design thinking, você consegue encontrar soluções criativas para diversos aspectos do funcionamento de sua IES e seus cursos, e também para criação de conteúdos digitais.

Em síntese, trata-se de uma “abordagem de inovação centrada no ser humano que utiliza o kit de ferramentas de design para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso dos negócios”.

A definição acima é de autoria de Tim Brown, um dos principais nomes no assunto. Clicando aqui, você confere um texto nosso sobre o assunto, para conhecer mais detalhes e colocá-lo em prática em seus conteúdos.

2. Conte com uma equipe multidisciplinar

Nos termos dos referenciais de qualidade para a educação superior brasileira, contar com uma equipe multidisciplinar é essencial para a produção dos conteúdos digitais.

Nesse contexto, o MEC destaca que a experiência de professores em cursos presenciais não é suficiente para produção deste tipo de material didático, que:

atende a diferentes lógicas de concepção, produção, linguagem, estudo e controle de tempo. Para atingir estes objetivos, é necessário que os docentes responsáveis pela produção dos conteúdos trabalhem integrados a uma equipe multidisciplinar, contendo profissionais especialistas em design instrucional, diagramação, ilustração, desenvolvimento de páginas web, entre outros.” (Referenciais, pág 13/14).

Leia também: Saiba como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios

3. Conheça o perfil dos alunos

Integrar o corpo estudantil na elaboração de conteúdos digitais também é uma ótima ideia! Afinal, eles são os destinatários destes materiais, e envolvê-los no processo é uma forma de aumentar sua motivação e estimular os estudos.

É possível, por exemplo, convidar a representação discente de cada curso para trabalhar junto com docentes e demais profissionais na criação de conteúdos digitais. Ela será encarregada de investigar a demanda estudantil e fazer essa ponte de comunicação com os alunos.

Outra sugestão é enviar formulários virtuais aos alunos, questionando sobre o tipo de conteúdo a que eles mais gostariam de ter acesso. Assim, você consegue levantar dados mais objetivos.

4. Conheça os recursos existentes

Vamos indicar, por fim, alguns recursos pedagógicos e tecnológicos existentes para auxiliar na sua criação de conteúdos digitais. Clicando no título de cada um, você será encaminhado para outras páginas com mais informações.

  • Gamificação na educação: trata-se de promover o estudo através de jogos interativos. É uma estratégia certeira para promover mais engajamento e estimular estudos mais dinâmicos.
  • Microlearning: diz respeito à melhor forma de se produzir conteúdos em vídeo. De acordo com estudos científicos sobre o tema, o ideal é que estes conteúdos sejam mais curtos, dividindo determinados assuntos nos chamados “vídeos-pílula”.
  • Multimídia e hipermídia na educação: como dissemos ao longo do texto, contar com conteúdos digitais multiformatos é uma forma de fazer com que todo o corpo estudantil seja contemplado pelos materiais.

Lembre-se, também, que você pode optar por conteúdos EaD prontos para aquisição, ao invés de criar seus conteúdos digitais por conta própria.

Esperamos que você tenha gostado deste artigo sobre conteúdos digitais! Que tal aproveitar e conferir este outro material sobre 10 ferramentas para dar aula online?

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