O que se espera do designer instrucional para os próximos anos?

O professor e gestor de Educação a Distância (EaD) falou sobre a importância do designer instrucional para as instituições de ensino nos próximos anos neste artigo. Confira!

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As tecnologias educacionais transformaram o ensino tradicional nos últimos 20 anos e promoveram um processo de requalificação profissional de todos os recursos humanos, desde o pedagógico até os setores administrativos. 

Embora a evolução da informática, a obsolescência  programada e o alto nível de conectividade tenham impactado diretamente a utilização das ferramentas técnicas pelos profissionais de ensino, estas contribuíram para o desenvolvimento de novas funções e também de novas tendências de trabalho na área educacional. 

As inovações pedagógicas, a consolidação da educação a distância e as novas metodologias para a aprendizagem consolidaram a relevância do profissional em design instrucional na gestão de projetos educacionais para a modelagem do ensino, a fim de qualificar os métodos e recursos educacionais utilizados na inteligência pedagógica das instituições. 

Historicamente, o termo “design instrucional” remete aos manuais desenvolvidos por instrutores e elaboradores de tutoriais durante a Segunda Guerra Mundial.  Os manuais e tutoriais para o treinamento dos soldados com as devidas instruções de manejo de armas, montagem e conserto de veículos e equipamentos, táticas de atuação em campo e demais ações eram projetados e encaminhados para as divisões de infantaria.

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No contexto contemporâneo da educação, os profissionais que atuam na área de desenvolvimento do design instrucional são responsáveis pela engenharia pedagógica na concepção e compreensão do projeto de curso ou disciplina, da utilização dos recursos didáticos aplicados aos conteúdos dirigidos, da eleição de tecnologias de informação e comunicação adequadas e da gestão da qualidade do processo de aprendizagem dos alunos. 

Atualmente, diversas instituições de ensino estão à procura de designers instrucionais com habilidades e competências diferenciadas, não exclusivamente atreladas à visão teórica na elaboração de projetos, pois necessitam da participação prática e efetiva no treinamento discente e docente do que é modelado pedagogicamente. 

Algumas organizações qualificam a especialização do técnico profissional de design instrucional, denominado analista de projetos educacionais. Enfim, são dimensões funcionais que evoluem conforme tendências e o desenvolvimento de novas carreiras no mercado educacional.

O maior desafio para os próximos anos do designer instrucional será administrar a qualidade e excelência do processo de aprendizagem em todos os níveis de ensino, desde a educação básica à educação superior. Deverá atuar como facilitador na aplicação dos recursos didáticos instrumentalizados pelas ferramentas tecnológicas aplicadas frente às produções audiovisuais diversificadas (entrevista, reportagem, aula expositiva, observação, encenação, animação etc.), concentração na linguagem dialógica textual dos materiais didáticos, treinamento e desenvolvimento dos recursos humanos, big data educacional e, principalmente, às metodologias utilizadas na gestão de informação e conhecimento educacional.

O desenvolvimento estratégico de metodologias é competência fundamental do designer instrucional, pois qualifica o núcleo de eficácia da sua engenharia pedagógica. Hoje, estamos presenciando a demanda de expressão e ação de metodologias experimentais seccionadas por diversos termos e técnicas para o aprendizado: estudos e métodos de caso, design thinking, aprendizagem por projetos, gamificação, blended learning, sala de aula invertida, peer instruction, learning by doing, dramatização, autoavaliação e exames por pares etc.

O designer instrucional merece investimento profissional com a contrapartida da entrega do resultado pedagógico projetado. Sabemos que eficácia e eficiência organizacional é uma constante e, para a educação em geral, deve ser aplicada a uma gestão de qualidade. É isso que se espera deste profissional para os próximos anos, seja como carreira especializada e consolidada no mercado, seja como carreira absorvida ou conexa às funções de coordenação, direção e gestão.

Independente do que seja o futuro profissional, avalio a necessidade de novas expertises do designer instrucional nos próximos anos. Será o profissional que qualificará os processos gerenciais das instituições em quatro grandes estratégias do ensino e aprendizagem: conectividade, interatividade, design e inovação.

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