Didática do ensino superior: como inserir mudanças no segmento

Afinal, como desenvolver um processo de ensino-aprendizagem inovador, que, de fato, engaja os estudantes na aprendizagem? Abordamos a didática do ensino superior neste artigo. Confira!
Didática do ensino superior: fotografia de uma sala de aula. O foco está em um professor sorrindo enquanto segura um tablet e mostra para os alunos.

Para uma gestão mais completa das instituições de educação superior (IES), é importante considerar todos os aspectos da experiência do aluno e dos docentes. Uma parte fundamental para o bom desempenho e colaboração acadêmica é a didática do ensino superior.

A didática consiste na utilização e renovação de estratégias educativas, visando otimizar a aprendizagem e a absorção de conteúdo pelos alunos. O objetivo é contemplar múltiplas formas de aprendizado de forma fluida, bem recebida pela sala e produtiva.

Um bom docente, nesse contexto, não visa só ter bons conhecimentos sobre o conteúdo, mas sim transmiti-lo de forma efetiva para os estudantes. É uma faceta importante de todos os segmentos educacionais, já que o contato com bons docentes é sempre um diferencial.

No ensino superior, o papel da didática é ampliado: o professor se depara com um grupo de alunos que busca se especializar em uma área de conhecimentos, possuindo já alto grau de interesse e certos conhecimentos prévios. A chave, então, passa a ser difundir conhecimentos especializados de forma que todos possam aproveitar.

Desafios e barreiras da didática no ensino superior

O grande desafio para docentes do ensino superior é encontrar o meio do caminho entre tornar as explicações efetivas sem torná-las inacessíveis. Alunos chegam às salas de aula com diferentes compreensões dos temas, além de formas de aprendizado que diferem umas das outras.

Leia também: saiba o que é e a importância do plano de nivelamento de aprendizagem

Os docentes, justamente por serem altamente especializados, nem sempre têm o discernimento de encontrar a melhor forma de tornar uma temática palatável aos alunos. Isso é, muitas vezes desenvolvem planos de aula que não funcionam tão bem na prática.

Deixar de inserir didática na formação do professor causa prejuízos, já que são formados excelentes pesquisadores que não criam engajamento produtivo com futuras gerações.

O papel do professor no ensino superior

Assim como ocorre na educação básica, a didática do ensino superior traz outra perspectiva às salas de aula. O papel do docente, nesse contexto, não é apenas expor conteúdos e repetir informações que alunos devem memorizar.

Com a preocupação em relação à didática, os professores estão atentos às melhores formas de ajudar o aluno a entender conceitos e também desenvolver a autonomia necessária para aprender melhor. 

Pensando nisso, podem-se estabelecer estratégias educativas, como o modelo de Taxonomia de Bloom, em que o docente se torna um guia para que o aluno vá, aos poucos, adquirindo conhecimento do conteúdo. O processo se torna mais próximo, identificando lacunas de conhecimento e ajudando o próprio aluno a solucioná-las por diferentes caminhos.

Essa forma de lecionar se baseia no conceito de aprendizagem significativa, que retira do professor o papel de detentor de conhecimentos e promove uma difusão de conteúdo baseada em conhecimentos e bagagem cultural das experiências do aluno.

Além disso, ao contrário da aprendizagem mecânica, as metodologias ativas também colocam no estudante e no professor espaços para diálogo e debates, o que aumenta a retenção e reutilização do conteúdo aprendido. 

Um professor que tenha didática e que esteja aberto a diferentes estratégias que visam ampliar a construção do conhecimento do aluno, é um professor que está preparado para os desafios do ensino superior.

Conceitos de didática para o Ensino Superior

Ainda assim, é um desafio trazer estes conceitos para o ensino superior. Já mais difundida na educação básica, a ideia da didática é fazer com que as estratégias de ensino se adequem às necessidades dos alunos.

Em alguns casos, isso significa ter planos de aula menos engessados e com mais participação dos alunos. Atividades práticas e laboratórios têm sua função na retenção de conhecimento também.

É importante refletir sobre as necessidades específicas de alunos contemporâneos. Sempre conectados às mudanças da sociedade, eles buscam conhecimento que amplie seus horizontes. Conectar o conhecimento acadêmico e profissional com sua vivência é fundamental para que eles se tornem profissionais e/ou pesquisadores envolvidos.

Em muitos casos, a ação didática é um diferencial entre IES. Instituições muito fechadas e sem inovações podem acabar parecendo menos interessantes para potenciais alunos. Isso não só prejudica a captação de estudantes, mas também impede que novos e diversos conhecimentos cheguem ao espaço da IES e se tornem parte daquela comunidade educacional.

Instituições em que gestores e docentes estão sempre atentos às mudanças do cenário educacional são vistas como instituições contemporâneas e confiáveis, tanto perante alunos quanto no mercado de trabalho.

Tecnologia, inovação e mudanças 

Porém, a didática não termina no docente. Mesmo que sua ação e formação sejam essenciais para adquirir habilidades pedagógicas, existem ferramentas práticas que devem ser utilizadas na intervenção didática no ensino superior.

É o caso, por exemplo, de materiais didáticos. Existem diferentes formas de abordar conteúdos e pesquisas nos planos de aula, mas o mais indicado é oferecer amplas referências bibliográficas de fácil acesso aos alunos. Assim, eles não contam somente com explicações em sala, mas podem se aprofundar em materiais completos em seus estudos. 

Recursos didáticos tecnológicos também são grandes aliados dos docentes. Envolver conteúdos paralelos, debates entre alunos, conteúdo cultural, palestrantes especialistas, entre outros, ajudam a diversificar as aulas e a ter a atenção dos alunos.

Também é relevante repensar as metodologias de aula: em formas mais modernas, o docente pode se utilizar de estratégias como aprendizagem baseada em projetos colaborativos, sala de aula invertida e outros conceitos que coloquem o aluno como agente ativo de seu próprio aprendizado.

A tecnologia também entra a favor desse processo: seja na implantação de planos de aula de educação a distância (EaD), que permitam ao aluno ter a mesma experiência que o aluno presencial, seja na utilização de recursos digitais em sala de aula, os docentes que estão abertos a novas ideias e formas de compartilhá-las são didáticos em sua rotina.

Com algumas mudanças e reflexões, a IES fica cada vez mais preparada para atender os alunos e se tornar referência na didática do ensino superior. Aproveite para saber mais sobre a inserção de tecnologia na educação!

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