Educação do futuro: fotografia de um homem anotando algo enquanto olha para a tela do notebook e sorri.

Entenda a educação do futuro: o que é e o que esperar?

As mudanças do mundo atual têm acontecido de forma cada vez mais rápida e profunda graças à internet e às novas tecnologias. Com elas, os modos de nos relacionarmos, pensarmos e nos desenvolvermos também sofreu transformações. Nesse sentido, a educação do futuro deverá acompanhar as novidades, adaptando-se aos alunos e às formas de ensinar.

É possível imaginar os papéis que a tecnologia desempenhará na educação, mas o que o termo “educação do futuro” representa, de fato, para as instituições de ensino?  Estamos falando sobre novas salas de aula? Novas metodologias? O que podemos esperar? Neste artigo, buscaremos elucidar algumas dessas questões.

O que é “educação do futuro”?

O termo faz referência a uma verdadeira transformação das instituições de educação superior (IES), que, aliás, já pode ser observada hoje em dia. Cada vez mais, as IES estão se adaptando a novidades, seja com novas metodologias ativas, seja com ferramentas como as bibliotecas digitais. Essas mudanças buscam tornar o espaço de ensino mais dinâmico, atrativo e personalizado. No entanto, elas não são as únicas que podemos esperar.

Com o novo ritmo global, é importante que um aluno desenvolva mais do que somente as competências nas áreas do conhecimento. Uma formação que abarque aspectos sociais, éticos e psicoemocionais se torna essencial para a sua relação positiva com o mundo em que está inserido. Além disso, é importante que ele tenha familiaridade com a tecnologia.

Nesse sentido, a “educação do futuro” é uma forma de educar que considera também o pensamento crítico, a boa comunicação e a criatividade. A valorização desses traços passa por uma alteração das práticas em sala de aula e da maneira como pensamos, hoje, o papel das nossas instituições. O seu objetivo principal é formar alunos com ideias próprias, capacidade de questionar e que estão prontos para a vida real.

Quais são as tendências da educação do futuro?

Como dissemos, essa forma de pensar a educação está profundamente ligada às mudanças tecnológicas e ao papel das novas ferramentas no nosso cotidiano. Por isso, podemos inferir o tipo de sala de aula e de metodologias que comporão a educação do futuro. Quando pensamos na educação daqui alguns anos, é possível admitir que nela haverá:

  • Integração da tecnologia nas metodologias e ferramentas de ensino;
  • Disciplinas menos estratificadas, com foco em desenvolvimento pessoal;
  • Formas mais dinâmicas de avaliação dos alunos;
  • Reorganização do tempo e do espaço das aulas;
  • Metodologias mais colaborativas e críticas.

Falaremos mais sobre cada uma dessas possíveis mudanças ao longo deste artigo. No entanto, já é importante manter em mente que a maior tendência da educação do futuro é alterar a relação do aluno com a instituição de ensino.

Mais do que um espaço destinado apenas para as salas de aula e a memorização de um currículo profissional, as IES se tornarão lugares para reuniões dinâmicas. A ideia é que elas passem a promover cada vez mais debates, projetos e ações integradas, e que os alunos as vejam como um ponto de partida para se transformarem em adultos preparados para lidar com o mundo real.

Como a tecnologia se relaciona à educação do futuro?

Algumas ferramentas tecnológicas já são usadas, hoje, para auxiliar o processo de ensino-aprendizagem. Dentre elas, podemos citar as bibliotecas sigitais, que auxiliam na relação entre a tecnologia e os livros.

A educação do futuro, porém, promoverá um encontro ainda mais profundo entre o indivíduo e a tecnologia. Para isso, ela poderá utilizar algumas ferramentas.

1. Inteligência artificial

O uso de softwares e programas com inteligência artificial poderá contribuir muito para o ensino do futuro. Isso porque essas inovações permitem uma interação segura e dinâmica, que poderá dar ao aluno ferramentas para desenvolver habilidades específicas, como a comunicação e a criatividade. Além disso, mais do que saber utilizar esses programas, compreender a maneira como eles são projetados e como eles funcionam será um importante diferencial. 

2. Robótica

A robótica pode oferecer contribuições super importantes para a educação. Ela auxiliará muito os laboratórios científicos e será uma importante aliada em tarefas que envolvam experimentos e conhecimentos práticos. Ela também permite compreender com mais clareza os impactos desse tipo de tecnologia no mundo, uma vez que os alunos terão contato direto com as suas possibilidades e limitações. Assim, é uma fonte não só de estímulo, mas também de criatividade para resolver problemas.

3. Realidade virtual

O tipo de imersão promovida pela realidade virtual pode ser um grande aliado da educação do futuro. Com ela, é possível inserir o aluno, de forma segura, em contextos completamente diferentes da sua realidade e estimular a resolução de problemas, a confiança e a autonomia. Além disso, é um recurso cheio de possibilidades também para os professores, que terão a chance de tornar suas aulas mais dinâmicas e interessantes.

Quais são os seus impactos na prática docente?

Evidentemente, a educação do futuro não oferecerá mudanças apenas para os alunos. O corpo docente também precisará se adaptar às transformações e possibilidades de uma nova forma de pensar e agir na sala de aula. Isso significa que ensinar vai ser mais fácil ou mais difícil? Como um professor precisará repensar as suas metodologias? De que maneira será possível integrar todas essas mudanças?

Em primeiro lugar, é preciso manter em mente que toda transformação é gradual e, portanto, haverá tempo para se adaptar aos novos espaços e demandas. Hoje em dia, já é possível encontrar metodologias mais ativas e tecnológicas, como é o caso da educação disruptiva, já mencionada, e da gamificação. No entanto, que outras mudanças podemos prever?

1. A sala de aula precisará ser mais acessível

Integrar a tecnologia ao cotidiano significa construir um espaço mais coletivo. Nesse sentido, o professor precisará estar pronto para receber alunos cada vez mais diferentes, dispostos a desenvolver seus conhecimentos a partir de seus traços e interesses individuais.

Para uma sala de aula mais acessível, é importante pensar em avaliações, aulas e projetos que unam essas diferentes ideias e estejam abertas a elas. Isso significa mais possibilidades de inovação também para o corpo docente.

2. Ferramentas digitais e sala de aula virtual

Por falar em acessibilidade, não podemos esquecer das ferramentas digitais e das aulas gravadas — duas novidades que já existem, hoje, e só tendem a se aprimorar cada vez mais. 

Com os livros digitais, os alunos podem estudar de qualquer lugar; com as aulas gravadas, é possível rever a mesma explicação quantas vezes for necessário. Por isso, os docentes devem estar prontos para incorporar essas mudanças na sua forma de apresentar um conteúdo e indicar materiais complementares. Eles terão, afinal, muita importância!

3. Só a teoria não basta

Mesmo hoje, já sabemos da importância do conhecimento prático para o ensino eficaz. No entanto, com as novas tecnologias tão integradas ao processo de ensino-aprendizagem, ele se tornará ainda mais indispensável. Por isso, será papel dos professores reforçar ainda mais a relação entre a teoria e a prática, tornando a sua sala de aula um espaço ativo e dinâmico. Essa construção é importante para que os alunos desenvolvam competências para além dos currículos das IES, sendo capazes de se tornar centrais no seu processo de aprendizagem.

4. Mais tempo

Com as novas tecnologias, o tempo corrigindo provas e trabalhos será reduzido. Assim, o professor poderá se dedicar a outras atividades em sala, a conteúdos extras e à construção de uma relação mais profunda com as suas turmas. A otimização do seu trabalho resultará também em profissionais mais dispostos e, portanto, mais propensos a utilizar o tempo de aula da melhor maneira possível.

Esses breves exemplos ajudam a ver que os impactos da educação do futuro na prática docente envolvem principalmente a atuação do professor. Mais do que um mediador do conhecimento, ele precisa ser parte integrante da sua sala de aula. Assim como seus alunos, ele precisa ser inovador e criativo, e estar pronto para engajar em debates e transformações diárias.

De que a educação do futuro precisa?

 Já entendemos como a educação do futuro pode impactar o dia a dia de professores e alunos e já sabemos como ela se integrará ao mundo contemporâneo. Agora, é preciso pensar nos elementos que ela exige de nós para ser possível. Afinal, para construirmos uma educação cada vez melhor, é preciso prestar atenção nas demandas atuais.

Se fôssemos construir uma lista, poderíamos dizer que a educação do futuro precisa de três itens principais:

  1. Comprometimento. Gestores, coordenadores e diretores das IES precisam estar, junto ao corpo docente e discente, comprometidos com as inovações que a educação do futuro demanda. Isso significa estar atento a elas e buscar aplicá-las sempre que possível.
  2. Inovação. Será a nossa capacidade de criar e nos desenvolvermos que permitirá mudanças tão profundas quanto as que citamos ao longo do artigo. Por isso, precisamos pensar fora da caixa, aprender a resolver problemas, sermos proativos. Apenas dessa maneira conseguiremos criar uma educação mais interessante no futuro.
  3. Colaboração. Não é possível chegar em um novo modelo educacional sem a ajuda de profissionais de diversas áreas. Além disso, uma relação firme entre todos aqueles que compõem os sistemas e instituições educativas contribui e possibilita avanços cada vez maiores. Trabalhando juntos é possível chegar mais longe.

O que podemos esperar da educação do futuro?

Com base em tudo que apresentamos ao longo deste artigo, talvez você já tenha compreendido o que é a educação do futuro e como ela poderá impactar a nossa realidade. Daqui alguns anos, nossa forma de pensar e interagir com as ferramentas, a tecnologia e uns com os outros vai ser completamente diferente. Por isso, é preciso pensar nos possíveis impactos que isso pode ter na nossa vida.

Dissemos que essa nova educação será inclusiva, diferente, dinâmica. Mas o que isso significa de verdade? Ela será mais efetiva? Será que aprenderemos mais?

Em certa medida, sim. E não porque hoje aprendemos pouco, mas porque um dos pilares da educação do futuro é um ensino mais globalizado, que pensa no mundo do lado de fora das paredes da sala de aula. Mais do que bons alunos, essa educação pensa em possibilitar que sejamos bons indivíduos, completos e independentes, parte ativa da sociedade que constituímos. 

A educação moderna já falava sobre a importância de nos desprendermos de metodologias punitivas e preocupadas apenas com a memorização de conteúdos. E, hoje, já somos capazes de encontrar instituições de ensino que têm como foco o estímulo interdisciplinar, criativo, descentralizado da figura do professor. Embora nossa educação, sobretudo digital, ainda encare muitos desafios, ela avança cada vez mais. 

Isso significa que podemos esperar da educação do futuro não apenas a formação de sujeitos mais complexos, confiantes, proativos e questionadores, mas também de ótimos futuros profissionais. Cada vez mais, caminhamos para um tempo em que as diversas áreas da nossa vida tendem a se unir. O papel da educação do futuro será nos auxiliar a manter esse equilíbrio enquanto, ao mesmo tempo, construímos a realidade em que gostaríamos de viver.

Agora que já falamos sobre a educação do futuro, é hora de compreender como preparar a IES e o aluno do futuro. Você está pronto? Então vamos lá!

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