Saiba como desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES

Ensino híbrido na prática: fotografia de uma pessoa participando de uma videoconferência. Foco na tela do computador, com várias pessoas.
Você conhece a importância do ensino híbrido, mas ainda tem dúvidas sobre como aplicá-lo, de fato, em sua IES? Explicamos tudo o que você precisa saber neste artigo. Confira!

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O Ensino Híbrido é uma metodologia que reúne aulas a distância e aulas presenciais. O objetivo é fazer com que a construção do conhecimento promova autonomia de discentes e docentes, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e pedagógico

A modalidade de ensino híbrida no Brasil começou a ser debatida com a publicação da portaria nº 1.428 pelo Ministério da Educação (MEC). A portaria dispõe sobre a oferta, por instituições de ensino superior (IES), de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presenciais. 

A convergência dos 2 modelos de aprendizagem visa garantir que o aluno dê continuidade ao conteúdo aprendido em sala de aula também no ambiente virtual. Para tanto, o uso de ferramentas tecnológicas é de grande importância, pois promove a aproximação entre o conteúdo estudado e o aluno. 

Nesse artigo, iremos definir estratégias e dicas para que você consiga desenvolver o ensino híbrido na prática em sua IES. Acompanhe!  

Quais são as orientações do MEC?

A partir da portaria nº 1.428 de 2018, o Ministério da Educação estabeleceu algumas orientações acerca da aplicação do ensino híbrido na prática. Veja a seguir: 

1. IES aptas a ofertar o ensino a distância em um curso presencial

As IES que possuem pelo menos 1 curso de graduação reconhecido poderão introduzir a oferta de disciplinas na modalidade a distância na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais, até o limite de 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

Leia também: 8 modelos de ensino híbrido para aplicar em sua IES

2. Carga horária

Inicialmente, a carga horária das disciplinas online deve obedecer o limite de 20% em relação ao total da duração do curso

Entretanto, é possível ampliar o limite para até 40% em cursos de graduação presencial, desde que os seguintes requisitos sejam atendidos: 

  1. A IES deve estar credenciada em ambas as modalidades, presencial e a distância, com Conceito Institucional igual ou superior a 4;
  2. A IES deve possuir um curso de graduação na modalidade a distância, com Conceito de Curso igual ou superior a 4, que tenha a mesma denominação e grau de um dos cursos de graduação presenciais reconhecidos e ofertados pela IES;
  3. Os cursos de graduação presenciais que poderão utilizar os limites de 20% e 40% devem ser reconhecidos, com Conceito de Curso igual ou superior a 4; 
  4. A IES não pode estar submetida a processo de supervisão, nos termos do Decreto nº 9.235, de 2017, e da Portaria Normativa MEC nº 315, de 4 de abril de 2018.

Importante: a possibilidade de ampliação da carga horária não se aplicava aos cursos de graduação presenciais da área de saúde e das engenharias. Entretanto, em 2019 foi publicada Portaria nº 2.117, que permitiu que as instituições de ensino superior ampliassem para até 40% a carga horária também dos cursos de engenharia e da área da saúde, com exceção aos cursos de Medicina. 

3. Ferramentas utilizadas

A Portaria define que a oferta das disciplinas deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação. Assim, é importante que o projeto pedagógico descreva com precisão quais serão as atividades realizadas ao longo do curso de forma online. 

Além disso, a IES deve garantir o treinamento de professores e alunos para que estejam aptos a utilizar as ferramentas escolhidas. 

Ou seja, o plano pedagógico precisa considerar questões como acessibilidade e perfil socioeconômico entre a comunidade acadêmica. 

Leia também: ensino híbrido: desafios e oportunidades para aplicação no ensino superior

Como desenvolver o ensino híbrido na prática?

A princípio, é necessário adequar o plano pedagógico à estrutura da instituição, perfil dos alunos e professores e equipamentos disponíveis.

O conteúdo proposto precisa ser coeso, mantendo relação entre a matéria dada em sala de aula e as atividades em ambiente virtual. Assim, é importante que os docentes planejem como um tópico deve complementar o outro, garantindo que o ensino híbrido seja consistente.

Após a estrutura do plano pedagógico, a IES deve escolher a plataforma digital e ferramentas que serão utilizadas para as atividades online. 

Uma boa plataforma digital de aprendizagem reúne, em ambiente virtual funcionalidades que serão essenciais ao ensino híbrido, como banco de questões, conteúdos interativos e suporte pedagógico aos docentes. 

Além disso, é possível a utilização de uma biblioteca digital que disponibiliza acesso ilimitado aos livros necessários à formação dos estudantes. 

As vantagens são inúmeras: acessibilidade a qualquer tempo e em qualquer lugar, não há limitação de espaço físico, não demanda deslocamento dos alunos e o acesso a uma mesma obra pode ser feito simultaneamente por diferentes usuários.  

Para as reuniões síncronas em ambiente virtual, podem ser utilizadas plataformas de ensino online, como Google Meets e Microsoft Teams. As aulas expositivas assíncronas podem ser acessadas em uma plataforma de vídeos, como o YouTube.

Por fim, é necessário garantir o acompanhamento da efetividade do método pedagógico e das ferramentas tecnológicas escolhidas. 

Para isso, a IES deve contar com reuniões periódicas entre a comunidade escolar para debater acerca de melhorias e ajustes. 

Ademais, é possível disponibilizar questionários para discentes e docentes proporem sugestões de como adequar o ensino à realidade dos estudantes.

Quais são as vantagens do ensino híbrido?

A adoção da metodologia híbrida pode significar maior participação entre os alunos, autodeterminação para definir o processo de aprendizado e, assim, maior engajamento com a disciplina estudada. 

O aluno passa a protagonizar o processo, sendo responsável pela gestão do tempo e ritmo conferido aos estudos. 

Dessa forma, o ensino híbrido gera diversos benefícios para a IES, já que se coloca como um agente transformador da educação, promovendo o uso de metodologias diferenciadas e a flexibilidade do tempo de aprendizado. 

Quais são as categorias do ensino híbrido?

O Ensino híbrido pode ser dividido entre duas categorias. São elas: 

1. Sustentado

Esse modelo possui o foco nas aulas presenciais. O ambiente virtual é usado para algumas tarefas, mas a maior parte das aulas é ministrada na instituição de ensino. 

2. Disruptivo

É o modelo que rompe com a metodologia tradicional. O ambiente virtual é o principal aparato do ensino e as aulas presenciais só acontecem a cada 15 dias. 

Esperamos ter tirado suas dúvidas sobre a implementação do ensino híbrido na prática. Você também pode se interessar pelo artigo sobre quais são as principais vantagens da utilização da plataforma digital como ambiente de aprendizagem e entender como essas ferramentas são essenciais para o desenvolvimento do ensino híbrido em sua IES!

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