Ensino híbrido no ensino superior: fotografia de uma estudante participando de uma aula online e fazendo anotações.

Principais passos para desenvolver o ensino híbrido no ensino superior

No Brasil, existem 2 modalidades oficiais de ensino: presencial e a distância. Contudo, o ensino híbrido no ensino superior já é uma terceira realidade em muitas instituições de educação superior (IES). 

Isso se tornou possível devido à publicação da Portaria nº 1.428, pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, que ampliou a carga horária das aulas a distância nos cursos presenciais.

Além disso, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a Educação a Distância (EaD) tem crescido muito nos últimos anos, registrando um aumento de 17% de estudantes matriculados nessa modalidade de ensino entre os anos de 2017 e 2018.

Para você saber o que é, como funciona o ensino híbrido no ensino superior, as vantagens ao desenvolver essa metodologia em sua IES e como fazer isso, continue lendo este artigo!

O que é o ensino híbrido?

Definido pelo Clayton Christensen Institute, nos Estados Unidos, o ensino híbrido, blended learning ou simplesmente b-learning e outras variações como semipresencial e flex é uma das maiores tendências da educação no século XXI.

Ele promove o fim da dicotomia entre o ensino presencial e a EaD, propondo uma integração bem planejada entre essas modalidades no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

No Brasil, seu desenvolvimento se iniciou em 2014, a partir da organização de um grupo de experimentações do Instituto Península e pela Fundação Lemann.

Dados da pesquisa Blended Beyonde Borders (O ensino híbrido além das fronteiras), promovida pelo Instituto Clayton Christensen em 2017, traz dados importantes sobre o ensino híbrido no país. 

De acordo com o estudo, quando perguntados sobre as principais motivações para o uso de tecnologia em sala de aula, as opções mais apontadas pelos professores foram:

  • a busca por programas que facilitem o aprendizado personalizado (72%);
  • promoção da competência e aprendizagem (67%);
  • melhora dos resultados acadêmicos (62%).

Assim, o estudante tem a oportunidade de aprender por meio do ensino in loco, sendo supervisionado por professores e orientadores, e pela modalidade online, realizando seu próprio controle sobre o tempo, lugar, forma e ritmo do estudo. 

De modo geral, essa é uma metodologia educativa que traz diversos desafios e oportunidades, além de:

  • fazer com que o professor tenha o papel de transmissor na mediação do conhecimento;
  • mesclar estratégias de ensino offline com estratégias digitais;
  • personalizar o ensino para atender melhor às necessidades de aprendizagem do estudante;
  • propor que o aluno seja protagonista na aquisição do conhecimento. 

Dessa forma, vale destacar que, como algumas aulas são feitas presencialmente e as demais por meio de plataformas de ensino online, é preciso observar duas diferenciações:

  1. educação presencial híbrida: as aulas a distância devem somar até 40% do tempo de estudo. Os outros 60% consistem em aulas e atividades presenciais.
  2. educação a distância híbrida: apresenta as aulas por meio de uma plataforma virtual, porém os alunos devem comparecer às instituições de ensino para acompanhar os conteúdos, fazer trabalhos, atividades e avaliações. Essas atividades presenciais devem totalizar até 30% de toda a carga horária.

Tipos de ensino híbrido 

Antes de saber como a metodologia de ensino híbrida pode ser aplicada na educação superior, é preciso observar a existência de duas subcategorias, que são os modelos sustentados e disruptivos.

Modelos sustentados

Os modelos sustentados são os mais próximos do ensino tradicional. Por isso, eles são uma ótima opção para instituições que querem adaptar essas novas práticas ao currículo existente. Os mais conhecidos são:

1. Laboratório rotacional

Neste modelo, os alunos são separados em dois grupos. Enquanto o primeiro realiza atividades no laboratório, tendo como suporte ferramentas digitais, o segundo trabalha com o professor em sala de aula. Posteriormente, os grupos são invertidos.

Ao colocar os estudantes no laboratório, eles desenvolvem sua autonomia e protagonismo. Já na sala de aula o professor atua apresentando conteúdos ou respondendo dúvidas de alunos.

2. Rotação por estações

A rotação por estações tem como principal característica a organização da turma no que se chama de estações de aprendizagem, em que cada grupo desenvolve uma atividade diferente.

Nesse modelo, o professor assume um papel de intermediário, solucionando diversas dúvidas, mas principalmente estimulando a autonomia dos grupos.

Após a realização da primeira rodada de atividades, é sugerida a rotação das estações, para que cada grupo passe por todas elas.

3. Sala de aula invertida

Na sala de aula invertida, os conteúdos das disciplinas são enviados para os alunos antes das aulas iniciarem, para que eles possam estudá-los com antecedência. 

A ideia é que os estudantes cheguem em sala com a informação em mente, já conhecendo os principais conceitos, e aproveitem o momento coletivo para a troca de ideias, aplicações práticas e resolução de dúvidas.

Modelos disruptivos

Já os modelos disruptivos propõem um rompimento maior em relação ao ensino tradicional, já que o processo de aprendizagem ocorre quase que exclusivamente pela iniciativa dos alunos. Dessa maneira, as instituições precisam estruturar sua grade curricular de forma diferente. Os principais modelos disruptivos são:

1. À la carte

Neste modelo, o estudante assume ainda mais seu protagonismo no aprendizado e organiza ele mesmo os seus estudos. Isso é feito a partir de objetivos gerais pré-determinados, que guiam a organização dos alunos.

Assim, é indicado que ao menos uma disciplina seja ofertada online, sendo geralmente uma eletiva ou optativa.

O sistema à la carte é mais indicado para o ensino médio, mas com algumas adaptações pode muito bem ser incorporado por uma instituição de educação superior.

2. Flex

Corresponde ao modelo de ensino híbrido que ganhou destaque nas IES durante a pandemia.

Por ele, os estudantes têm roteiros entregues via plataformas digitais, onde também realizam as atividades propostas durante parte do tempo. Em outros momentos, podem efetuar trabalhos com outros alunos.

3. Rotação individual

A rotação individual, como o nome diz, foca nas necessidades individuais de cada estudante, com maior personalização do conteúdo.

Nessa metodologia, o professor fica atento a cada aluno e planeja roteiros mais individualizados. Ou seja, a prioridade é explorar e solucionar as dificuldades de cada aluno individualmente.

Para isso, é indicado que o docente pense em diferentes atividades para diferentes perfis, e não necessariamente na elaboração de um roteiro para cada aluno. Além disso, o estudante conta com diferentes recursos digitais para execução dos conteúdos e tarefas. 

4. Virtual aprimorado ou enriquecido

Também é conhecido como modelo remoto. Aqui, os estudantes possuem disciplinas online e vão à IES algumas vezes na semana para debater o conteúdo apresentado online ou para realizar projetos.

É importante lembrar que existe uma carga horária máxima permitida para disciplinas EaD, inclusive em cursos presenciais. E no caso da carga horária de cursos EaD, ao menos 20% dela deve ser destinada a avaliações presenciais.

Vale ressaltar que não existe um modelo ideal de ensino híbrido no ensino superior, mas é preciso atenção especial ao planejamento, horários e ferramentas utilizadas nas aulas, pois é necessário que haja uma sequência entre o que é ensinado no online e no presencial.

Portanto, independente do modelo de ensino híbrido escolhido, o trabalho deve ser condizente com o objetivo formativo que se espera atingir com os alunos.

Características do ensino híbrido

Tendo em mente o que é um ensino híbrido e quais são os seus tipos, vamos entender o porquê de sua eficiência na educação e suas características.

De maneira geral, essa metodologia de ensino age de forma ampla. Dentro da sala de aula, quando os alunos estão offline e longe das tecnologias, é o momento em que se deve trabalhar com a orientação do educador. Quando estão conectados, devem se dedicar às atividades complementares e buscar respostas para as dúvidas que não foram sanadas na aula, por exemplo.

Assim, o estudante deve pensar em si mesmo como parte de um todo, visando o benefício de todos os seus colegas e não apenas o seu. É uma parte construtiva, uma troca de experiências entre alunos e professor.

Tendo isso em mente, podemos citar que algumas características do ensino híbrido no ensino superior são:

1. Autonomia e protagonismo dos estudantes

Uma das principais premissas do ensino híbrido é o entendimento que cada um aprende no seu tempo e de uma maneira específica. Por isso, o aluno é o protagonista em seu aprendizado, que é impulsionado pela autonomia de assistir aos conteúdos quando e da maneira que preferir;

2. Uso de tecnologia

A tecnologia hoje já é essencial para a educação. A variedade de ferramentas tecnológicas abre um vasto mundo de possibilidades para educadores e alunos, tornando o ensino muito mais efetivo e atrativo;

3. Maior engajamento

Se o ensino dá autonomia ao aluno e é mais atrativo, consequentemente, o engajamento dele com o curso aumenta. Com alunos aprendendo e cada vez mais interessados, há uma queda considerável na evasão, sendo uma vantagem incrível para professores e gestores de instituições.

Qual o papel dos professores no ensino híbrido?

Com o desenvolvimento do ensino híbrido no ensino superior, o papel desempenhado pelos docentes passa por algumas mudanças no que diz respeito às configurações das aulas. Elas passam a favorecer mais o envolvimento com as tecnologias digitais e a troca entre os pares com diferentes habilidades, para que o conhecimento se torne mais fluido e colaborativo.

O professor ganha um papel de mentor, estando apto a impulsionar os alunos em direção a uma postura crítica, acompanhando as questões individuais e dando vazão ao que melhor funciona para a aprendizagem de cada um.

Dessa maneira, os professores devem saber acompanhar, interagir e se beneficiar de dados gerados pelas diversas ferramentas digitais para analisar e aprimorar a aprendizagem dos alunos.

Qual o papel dos alunos no ensino híbrido?

O grande impacto do ensino híbrido na aprendizagem dos alunos está relacionado às capacidades de organização, autonomia e ajustes à velocidade de cada um.

Nessa metodologia o estudante pode potencializar seu aprendizado. Isso por ter maior flexibilidade em relação aos horários, às programações de estudo e poder absorver e adquirir ainda mais disciplina com suas tarefas.

Um dos principais resultados vistos é o feedback dos alunos. O modelo tradicional tem o professor ensinando de forma geral, a toda a classe e não consegue atender os estudantes de forma individual pela sua quantidade.

Já no ensino híbrido, isso pode ser diferente. Por exemplo, no modelo de rotação por estações, enquanto um grupo faz atividades online, outro pode desenvolver algum projeto e, em outra estação, há o professor tirando dúvidas. 

Nesse tempo, ele atende somente a um terço ou um quarto da turma, o que facilita a relação educador x aluno, além de fazer com o que aluno sinta que pode ter uma atenção específica, em determinado momento. Isso pode fazer com que estudantes desestimulados passem a ter um melhor desempenho em suas atividades.

Assim, o crescimento do alcance entre aluno e professor com o ensino híbrido causa diversos benefícios, como bom rendimento, ótimo aproveitamento das aulas e maior interesse.

Quais as vantagens e os desafios do ensino híbrido no ensino superior?

Uma das principais vantagens oferecidas pelo ensino híbrido é que o estudante ganha maior autonomia e pode aprender em seu próprio ritmo. 

Assim, ele sai do papel passivo e se torna o protagonista do seu processo de aprendizagem.

Além disso, essa metodologia de ensino oferece uma série de benefícios, tais como:

  • maximiza o aproveitamento das aulas;
  • flexibiliza os estudos;
  • facilita a aprendizagem por meio da tecnologia;
  • otimiza o tempo do professor;
  • reduz custos;
  • aumenta o engajamento e reduz a evasão dos alunos;
  • permite a adequação de várias metodologias de aprendizagem;
  • possibilita melhorias contínuas;
  • prepara a IES para o futuro.

Porém, o ensino híbrido também pode apresentar alguns desafios. Afinal, diferente das aulas tradicionais, esse tipo de ensino exige recursos e habilidades que devem ser desenvolvidas, como:

  • recursos específicos, como computador e internet;
  • domínio das ferramentas digitais;
  • entendimento quanto aos modelos de ensino híbrido;
  • o uso de materiais de qualidade;
  • currículos integrados à prática do ensino híbrido;
  • interação entre os alunos;
  • interesse dos alunos nas aulas;
  • infraestrutura.

Contudo, existem formas de solucionar e superar tais desafios. Os treinamentos e qualificações para os docentes e profissionais da educação devem fazer parte dos primeiros passos a serem tomados nesse contexto.

A elaboração de materiais personalizados e específicos para o ensino híbrido e as trilhas de aprendizagem também são de grande ajuda.

Além disso, as IES podem buscar por soluções tecnológicas capazes de oferecer maior segurança e confiabilidade para os alunos e docentes, bem como facilitar a aplicação de metodologias e atividades baseadas no ensino híbrido.

De modo geral, o ensino híbrido no ensino superior trouxe mais versatilidade e flexibilidade, uma vez que ele pode ser adaptado de acordo com as necessidades dos alunos, instituições e educadores.

Qual a importância do ensino híbrido na pandemia?

É visível que a educação não será a mesma após o fim da pandemia. O momento provocou grandes transformações nos processos em todos seus atores: docentes, gestores e alunos.

Ela trouxe novos aprendizados e possibilidades de descoberta com o uso da tecnologia. Portanto, além da necessidade imediata de aulas online para o prosseguimento no ensino do aluno, a tendência é que esse modelo seja mais experimentado e utilizado, mesmo quando todos não tenham mais que cumprir o isolamento social.

Por isso, é importante que as IES procurem se planejar para essa nova forma de ensino, que já existia. Afinal, a importância que o ensino híbrido ganhou durante a pandemia mostra como esse método deve se fazer mais presente nas aulas.

Como desenvolver o ensino híbrido no ensino superior?

Existem diversos passos para implementar o ensino híbrido na prática

As ações realizadas passam por traçar um plano estratégico de infraestrutura educacional, definição sobre a orientação pedagógica, formação dos professores, criação de um cronograma de aulas e desenvolvimento dos modos de avaliação.

De forma geral, são necessários 5 passos:

1. Pensar nas especificidades do curso

Esse primeiro passo serve para decidir qual a melhor maneira de colocar o ensino híbrido em prática e pensar nos objetivos do curso. Também é importante definir o público-alvo, como será essa formação e as capacidades que serão desenvolvidas.

2. Estabelecer o percentual de aulas online x offline

As IES devem definir qual a quantidade de horas/aula no ensino híbrido serão necessárias. Isso pode variar de um curso para outro e também deve estar de acordo com as tecnologias que serão utilizadas.

3.  Utilizar uma tecnologia adequada

A qualidade do ensino híbrido irá depender de uma série de fatores, dentre eles, a tecnologia utilizada para a realização das aulas, entrega das atividades etc.

Por isso, pesquise bem para encontrar ferramentas que se adequam às necessidades da IES e dos estudantes.

4. Capacitar os professores

Após escolher a tecnologia que será utilizada no ensino híbrido, o corpo docente precisa ser capacitado para manejar todas as suas ferramentas da melhor maneira. 

5. Criar engajamento com os alunos

Mesmo que os alunos tenham maior autonomia no processo de ensino-aprendizagem, eles também precisam ser engajados e estimulados com o projeto pedagógico do curso. 

Por isso, é importante definir muito bem o primeiro passo relacionado ao planejamento do curso no ensino híbrido para que o interesse dos alunos ocorra no curso.

Como elaborar um plano de aula para o ensino híbrido?

Para que o profissional de educação possa aproveitar ao máximo as vantagens do ensino híbrido em suas aulas e contribuir para o processo de aprendizagem dos alunos, é imprescindível contar com um plano de aula bem desenvolvido.

Em linhas gerais, o plano de aula para ensino híbrido é um documento que detalha todos os assuntos que serão abordados na disciplina em questão. A intenção é organizar e esquematizar a metodologia que será adotada pelo professor, assim como o cronograma das atividades.

1. Identifique o seu plano de aula

O primeiro passo para elaboração do plano de aula no ensino híbrido é montar um cabeçalho para identificar o documento.

No topo da folha, informe o nome da disciplina, o professor responsável, o ano, ou o período da turma e o total de alunos. Além disso, é importante sinalizar os tipos de ensino híbrido a serem utilizados.

2. Defina os objetivos da disciplina

Aqui, é necessário descrever quais são os principais objetivos da disciplina. Em alguns parágrafos, mostre que resultados se pretende alcançar no decorrer das aulas.

Por exemplo, o professor que leciona a disciplina “Metodologia da Pesquisa” pode ter como objetivo “fazer com que cada aluno produza um artigo científico”.

3. Aponte as temáticas a serem abordadas

Na terceira etapa do plano de aula, deve-se especificar os temas que serão discutidos durante as aulas.

Seguindo o exemplo do professor de “Metodologia da Pesquisa”, alguns temas que ele pode colocar no plano de aula são “investigação do objeto de pesquisa”, “coleta de dados”, “normas da ABNT” etc.

4. Explique a metodologia de ensino utilizada

O quarto passo consiste em explicar qual a metodologia de ensino adotada pelo professor. Ou seja, como o conteúdo será ensinado para os alunos. 

Conforme mencionado nos tipos de ensino híbrido, aqui é importante explicar qual será utilizado e como isso será feito na prática. 

5. Defina o cronograma das aulas

Também é imprescindível colocar o cronograma no plano de aula. Dessa forma, defina a data de início e de término, bem como a carga horária diária ou semanal que os alunos precisarão cumprir.

Se possível, determine também as datas das provas e entregas de trabalhos, para que os alunos também possam realizar o seu cronograma de estudos pessoal.

6. Estabeleça os métodos avaliativos

Nessa etapa, você deve definir como pretende avaliar o desempenho dos alunos.

Será por meio de provas presenciais ou online? Quantos pontos elas irão valer? Qual a pontuação mínima para a aprovação na disciplina? 

7. Informe as referências bibliográficas 

Por fim, coloque no plano de aula todas as referências bibliográficas para que os alunos possam consultar e ler a fonte correta dos conteúdos.

8 atividades com o ensino híbrido no ensino superior

Como vimos, o ensino híbrido está ganhando cada vez mais espaço na educação e algumas iniciativas podem ser bastante vantajosas para as IES que buscam adotar esse formato.

Confira 8 práticas que podem ser desenvolvidas com o ensino híbrido no ensino superior:

1. Laboratório 

Não é mais fácil para o aluno aprender quando ele observa o fenômeno de algo acontecendo? Por isso, uma dica é realizar experiências em laboratório, filmando e disponibilizando para os alunos essas explicações de forma virtual.

2. Games

Nos ambientes virtuais, o professor pode fazer uso das plataformas digitais que oferecem ferramentas para elaborar e executar tarefas que podem ser incluídas em uma estratégia de gamificação. Além disso, é possível coletar dados que medem com maior exatidão o aprendizado dos alunos.

3. Palestra

Uma dica para tornar uma palestra mais interessante é convidar profissionais da área para falar sobre determinado conteúdo para a turma. Caso a participação não possa ocorrer no mesmo momento, é possível solicitar um vídeo gravado e repassar na aula. 

4. Projeto interdisciplinar

Reunir disciplinas que se complementam para criar uma aprendizagem baseada em projetos é outro exemplo de atividade para o ensino híbrido. Como se trata de um processo maior, também é importante ouvir as ideias dos alunos sobre o tema que será trabalhado, já que é necessário considerar todo o contexto do corpo estudantil.

5. Notícias

Seja em formato de vídeos ou escrita, as notícias também podem e devem ser usadas para enriquecer ainda mais o conteúdo abordado no ensino híbrido. Elas trazem exemplos reais e interessantes, mas também precisam se relacionar à matéria para serem discutidas.

6. Pesquisas 

Com base na sala de aula invertida, os professores podem propor uma pesquisa sobre algum assunto para que os alunos falem o que aprenderam e também apresentem suas considerações. Vale ressaltar que essa atividade pode ser mais significativa quando eles levam curiosidades e fatos relevantes que descobriram sobre o conteúdo.

7. Podcasts

Com a popularização das plataformas de streaming, o podcast ganhou novos usuários e se tornou um formato midiático de destaque no ensino.

Sua produção não exige muitos recursos, logo, os professores podem solicitar que os alunos façam gravações de áudio comentando sobre algum conteúdo da matéria pelo próprio smartphone.

8. Debates 

Seja indicando um vídeo do YouTube, uma palestra do TEDx, um livro da biblioteca digital ou, ainda, um texto sobre o conteúdo, o professor pode promover um debate como grande aliado para o aprendizado dos alunos. 

Uma boa estratégia é separar os estudantes em grupos, para discussão, apresentando argumentações contra ou a favor, de forma a engajar todos os integrantes.

Conseguiu entender melhor sobre o ensino híbrido no ensino superior? Aproveite para aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto com o nosso artigo sobre como funciona a matéria online em curso presencial!

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