Inovação na educação superior: fotografia de uma estudante em uma biblioteca utilizando o notebook.

Tudo o que você precisa saber sobre inovação na educação superior

As mudanças recentes do cenário global têm exigido adaptações e mudanças nos mais diversos setores da economia. O uso de metodologias inovadoras no desenvolvimento da autonomia do estudante tem sido um imperativo crescente, de forma que a pandemia causada pela Covid-19 apenas o intensificou. 

Pensando nisso, no artigo a seguir iremos analisar alguns aspectos relacionados a esse movimento e a como garantir inovação na educação superior em sua instituição de ensino. 

O que é a inovação na educação superior? 

Muito se fala atualmente a respeito de inovação, mas por diversas vezes o termo é utilizado de maneira equivocada. Uma boa forma de conceituá-lo é mostarando a sua diferença de “invenção”. Uma invenção é quando há uma nova descoberta ou criação. Inovação, por outro lado, relaciona-se ao desenvolvimento de uma ideia, por meio de instrumentos que já existem.

Com o avanço da tecnologia, tornou-se necessário questionar a respeito do papel dos profissionais relativo às novas mudanças. No caso dos professores, pode-se dizer que eles não serão substituídos pela tecnologia, mas devem saber usá-la. É nesse cenário que surge a inovação na educação superior. 

Um exemplo de inovação é a utilização do ensino híbrido, um modelo educacional em que parte do processo acontece no ritmo do aluno e a outra parte é presencial, supervisionada por professores. 

Novos modelos educacionais com maior uso de tecnologia estão sendo desenvolvidos e é preciso formar professores capacitados para isso. 

 

Quais são as possibilidades para a educação inovadora?

A inovação na educação superior possibilita novas formas de sociabilidade entre professores e alunos. A pandemia de Covid-19 demonstrou que a falta ou baixa interação pessoal entre profissionais e discentes é um problema. No entanto, é possível permitir que essa interação ocorra em moldes diferentes daqueles fixados pelo ensino presencial tradicional.

Atualmente temos dois formatos distintos, quais sejam: Educação a Distância (EaD) e presencial. Já existem Universidades pelo mundo em que os alunos frequentam salas de aula físicas apenas duas ou três vezes por semana, sem que se perca qualidade de ensino. 

É inegável que o mundo caminha para uma educação digital. As experiências com a pandemia parecem apontar para a criação de uma mistura desses dois modelos.

Quais são as tendências na área de educação?

Uma concepção acadêmica menos curricular, que desenvolva o caráter interdisciplinar de formação dos alunos é uma tendência que veio para ficar. 

Muitas Universidades Públicas brasileiras já oferecem modelos alternativos de desenvolvimento curricular, a exemplo da Formação Complementar. 

Nessa modalidade, os alunos desenvolvem o currículo de um curso específico, acrescido de um número mínimo de disciplinas de outro curso a sua escolha, por exemplo: bacharéis em Direito, com formação complementar em Psicologia.

A inovação tecnológica pode se aliar a ferramentas curriculares menos rígidas, como a do exemplo acima, para formar alunos mais preparados. 

Currículos menos engessados, com desenhos mais flexíveis, em que o estudante possa escolher como trilhar a sua formação podem gerar profissionais com competências mais enriquecedoras e adaptáveis ao mercado de trabalho.Banner de divulgação do ebook gratuito "Tendências 2021 para o ensino superior". Link para download: https://materiais.saraivaeducacao.com.br/lp-ebook-tofu-tendencias-2021?utm_source=blog-saraiva-educacao&utm_medium=banner-artigo&utm_campaign=material-rico

Qual é o papel da tecnologia nesse percurso?

As análises mais recentes apontam que dificilmente uma Instituição de Ensino Superior (IES) conseguirá ser competitiva e relevante se não passar por uma adaptação referente ao mundo digital. 

Entretanto, não pode ser utilizada qualquer tecnologia, sob o risco de a instituição permanecer atrasada. É preciso se utilizar de ferramentas inovadoras, que estejam atreladas às metodologias da IES.

As novas tecnologias a serem utilizadas devem permitir um ensino híbrido de maior qualidade e uma gestão acadêmica mais personalizada, que atendam aos interesses dos alunos. 

As tecnologias que permitem aos alunos possuírem maior liberdade e flexibilidade, por exemplo, possuem maior destaque. Além disso, as videoaulas e podcasts, bastante difundidas no ensino remoto, podem agregar bastante valor ao modelo presencial, tornando-o híbrido.

Como preparar a equipe docente?

Pode-se dizer que um dos maiores desafios nesse movimento de adaptação para promover maior inovação na educação superior é capacitar e formar professores com novas competências. 

É fato que tem havido uma aceleração na mudança de perfil dos professores. É muito importante ressaltar que não é o fim da carreira do docente, mas o momento urge que esses profissionais adquiram competências digitais.

Com um mundo cada vez mais digital, os professores também precisam ser mais digitais. Como visto, os mecanismos digitais têm entregado cada vez mais autonomia ao aluno no processo de aprendizagem. 

Por meio desses recursos, o chamado “professor digital” será aquele que deixa de ser um apresentador de conteúdo para ser um mentor, como já ocorre em algumas universidades pelo mundo. 

A forma de pensar desafiadora dos novos alunos, a economia de investimentos e o número crescente de tecnologias educacionais são sinais de que as IES devem se adaptar. Uma das formas de fazer isso é começar a oferecer ao menos uma parcela de educação a distância. 

Vale ressaltar ainda que o governo nacional também tem tentado acompanhar esse movimento do mercado, por meio da edição de portarias viabilizadoras do ensino híbrido. 

A Portaria 2.117/2019, por exemplo, permite que 40% do currículo das IES seja oferecido de forma EaD. Isso possibilita que as instituições possam ofertar até dois dos cinco dias de aula por semana nessa modalidade.

De todo o exposto, pode-se concluir que as mudanças no plano educacional, nacional e mundial, vieram para ficar. A figura do professor deverá ser remodelada para que se adapte às dinâmicas exigidas pelas novas gerações de alunos nativos digitais, que cresceram imersos na tecnologia. Para isso, é preciso haver investimento na formação e capacitação dos professores para que atendam às novas aptidões necessárias. 

Esperamos que você tenha entendido melhor sobre a inovação na educação superior! Você também pode se interessar pela leitura: Inovação curricular no ensino superior: entenda os desafios e as oportunidades.

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