Confira a importância do mapa mental para o ensino e 5 passos para criar o seu

Confira como surgiu o mapa mental, as formas de fazer, a importância e aplicações no processo de ensino-aprendizagem.
Mapa mental: imagem de pessoa desenhando um mapa mental

Pare por um minuto e tente fazer esse exercício: você consegue mapear tudo que aconteceu nos últimos 7 dias? Aposto que não foi possível! Isso ocorre porque nosso “HD” é limitado, ou seja, o cérebro vai processar memórias de curto e longo prazo para otimizar o aprendizado e as recordações. 

Agora tente imaginar o caso do ensino superior, em que os alunos têm centenas de aulas por ano, durante 4 ou 5 anos. A memorização pode ficar altamente prejudicada e, por isso, o caminho deve ser outro, o aprendizado deve fazer sentido e ser incorporado à vida do estudante.

A criação de um mapa mental auxilia na potencialização da produtividade nos estudos, no trabalho e até mesmo na vida pessoal. Eles são uma forma de organizar o pensamento, e criar estruturas para que as informações possam se conectar e fazer sentido, o que aumenta a possibilidade de captação do conteúdo.

Sobre a estrutura dos mapas mentais, geralmente eles são feitos em formato de diagrama, mas hoje em dia há várias formas de aplicar essa metodologia, como apps, vídeos, animações, etc.

Sua base consiste nas palavras-chave utilizadas para designar os pontos que serão abordados. Por isso, a capacidade de síntese é muito importante. 

Confira como surgiu o mapa mental, as formas de fazer, a importância e aplicações no processo de ensino-aprendizagem.

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Como surgiu o mapa mental?

A sistematização do que chamamos método de confecção de Mapas Mentais foi feita pelo psicólogo inglês Tony Buzan, autor do livro que leva o nome de sua teoria. Para ele, essa é uma ferramenta valiosa na captação de informações com o uso de imagens, cores, palavras-chave, entre outros elementos. 

O surgimento dos mapas mentais faz parte da dificuldade do próprio criador da teoria, que, ainda na faculdade, sofreu com o grande contingente de materiais que tinha contato, todos os dias. Na busca por métodos que fossem eficazes para suas demandas, criou os mapas mentais. 

Mas eles não foram criados do zero, já são embasados na obra de Da Vinci, que tinha uma forma peculiar de aprender, com o uso de imagens, códigos, etc. Dessa forma, ficava mais simples organizar seu modo de pensar sobre determinado assunto. 

Além do renascentista, Tony Buzan se inspirou em pensadores da Grécia Antiga, que sabiam fazer conexões poderosas entre os conceitos e ideias da época, que foi de efervescência renascentista.

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Qual a importância do mapa mental no processo de ensino-aprendizagem?

O aluno do futuro está acostumado a vídeos de 15 segundos e postagens que atingem todo o mundo tão rápido quanto. Mas como ensinar para uma geração que está acostumada, e até tem certo gosto pela efemeridade das relações e dos conteúdos?

Uma coisa é certa, tal qual como os estudantes de 50 anos atrás, eles também precisam estudar e aprender. Nesse sentido, métodos que contemplem essa capacidade mais visual, desenvolvida com muitas horas nas redes sociais, podem ser até mesmo um benefício para alguns deles.

Os mapas mentais podem ser utilizados em diversas situações no processo de ensino-aprendizagem, e um deles é na sintetização de materiais. Com eles é possível delimitar quais são os aspectos principais de uma obra, desenvolvendo uma lógica de pensamento a partir deles. 

Em apresentações os mapas mentais podem ajudar a sintetizar a fala, uma dificuldade para muitas pessoas. Para aqueles mais introspectivos, é uma ajuda a mais para não se perder no conteúdo, diante do nervosismo, sem deixar de lado a espontaneidade

Independente da forma, os mapas mentais ajudam os alunos, e até mesmo professores e coordenadores, a compreender melhor os temas a que estão se dedicando. Estimulando o processo de memorização significativa e proporcionando uma gestão adequada daquelas informações, como um arquivo bem organizado.

Qual o objetivo e a importância do mapa mental?

Podemos entender como principal objetivo dos mapas mentais a adequação de determinada informação a um modo inteligível, mas extremamente personalizado, que contemple a forma que aquela pessoa consegue absorver conteúdos. 

Os desafios nunca são iguais para pessoas diferentes, assim como as soluções também precisam ser desenvolvidas para cada um. Os mapas mentais fortalecem a autonomia do aluno, já que partem do princípio que o sujeito tem ferramentas que podem ser utilizadas para beneficiar seu processo de aprendizagem.

Um dos objetivos do mapa mental é criar conexões visuais que beneficiem a ordenação do pensamento, ou seja, que funcionam como um guia para a compreensão e replicação de determinado conteúdo. É uma forma de sistematizar informações de difícil memorização, como dados, fazendo com que o cérebro se lembre mais facilmente. 

Alguns materiais didáticos e textos acadêmicos podem ser bastante confusos, e até mesmo desconexos. Logicamente, é preciso evitar esse tipo de material, mas muitas vezes, essa confusão parte de uma percepção individual e pontual de um aluno, e é preciso achar um meio termo.

Para não deixá-lo desamparado, os mapas mentais podem auxiliar na melhor assimilação do conteúdo. Isso leva esse aluno a um nível de aprendizado similar ao dos colegas, evitando a defasagem acadêmica, que pode ser um empecilho à continuidade dos estudos.

Onde criar um mapa mental? 

Um aspecto muito interessante sobre os mapas mentais é que eles são extremamente versáteis. Um lápis e uma folha de papel já são suficientes para desenvolver essa ferramenta. Por outro lado, existem várias formas de aplicar a metodologia dos mapas mentais. 

Para os mais antenados, há diversos sites e aplicativos que são amplamente utilizados. A escolha da forma de elaborar o mapa vai ao encontro do objetivo e dos elementos que deseja inserir. 

Antes de definir se ele será feito a partir de uma animação, vídeo, ou até mesmo em uma folha de papel, é preciso saber um pouco mais sobre os objetivos e a plataforma que vai usar para replicá-lo ou visualizá-lo.

Se você deseja inserir elementos gráficos, como desenhos, e é um excelente desenhista, talvez seja até mesmo terapêutico realizar esse trabalho à mão. Do contrário, é possível usar apps comuns, como os do pacote Office, e até mesmo os apps e sites anteriormente citados. 

Caso essa proposta mais digital tenha te interessado, não deixe de conferir as aplicações do MindMeister, Coggle, MindManager, Lucidchart e até mesmo o Canva, que é amplamente utilizado em vários tipos de designs. Existem versões gratuitas, pagas e para todos os sistemas operacionais, basta pesquisar.

Quais são os tipos de mapa mental? 

Por sua amplitude, a ferramenta de mapa mental pode ser aplicada em diversas situações, seja na escola, no trabalho, ou na vida pessoal. Além de se dividirem em físicos e digitais, existem alguns modelos que são mais replicados, vamos conhecer alguns deles?

O mapa mental para brainstorming ajuda a organizar o pensamento. Além de ajudar no processo criativo, ele aumenta o número de ramificações de cada termo ou ícone. Por isso, permite uma maior complexidade das ideias e a finalização mais simplificada de um processo de decisão criativa.

Já o mapa mental para anotações vem para substituir as notas que normalmente fazemos em reuniões ou aulas. Com ele, é possível transcrever para o papel, computador ou celular, de uma forma muito individual, suas percepções sobre o assunto, a partir de palavras-chave e imagens que se tornam gatilhos para lembrar da apresentação. 

Sabe aquele conteúdo que é meio complicado de guardar na cabeça? Isso acontece por conta da curva de esquecimento. Pensando nisso, é possível utilizar um mapa mental para memorização. 

Diferente do que muitos pensam, a memorização é uma forma de aprendizado muito eficaz. Mas para que funcione, o aluno precisa entender sobre o assunto, e não só repeti-lo. Nessa modalidade de mapa mental, o foco são dados, datas, vocabulários e informações importantes de lembrar na integralidade. 

Para quem tem a sensação de ler e não entender o conteúdo, é possível utilizar um mapa mental para compreensão de leitura. Com ele o leitor retoma o conteúdo lido a partir de palavras-chave e imagens, fazendo com que aquela leitura nunca seja perdida. Mas para isso, é preciso selecionar o que entra e o que sai dos mapas mentais. 

Que tal fazer o clássico resumo da matéria em formato de mapa mental? O mapa mental para preparação para provas pode reunir notas, informações sobre obras, links, e tudo mais que você considere relevante consultar antes de uma avaliação importante. 

Como fazer um mapa mental em 5 passos

Aposto que você já percebeu as grandes vantagens de aplicação dos mapas mentais no ensino superior, seja na melhoria do desempenho dos alunos, ou na possibilidade dos coordenadores e professores tomarem notas, resumir obras, etc.

A criação de mapas mentais não é uma tarefa difícil. Ele precisa ser inteligível para quem consulta, mas existem técnicas que facilitam sua idealização, criação e leitura posterior. Algumas pessoas ainda disponibilizam mapas para terceiros, por isso, precisam ser extremamente claros.

Você pode implementar essa ferramenta na sua instituição de educação superior (IES) por meio da capacitação da a equipe de profissionais e dos discentes. Selecionamos 5 passos que podem te auxiliar nesta tarefa. Confira e se inspire!

  1. Defina o ponto de partida

Para iniciar a confecção de seu mapa mental é interessante definir um objetivo. Assim, será mais fácil alcançar as metas da aplicação dessa ferramenta. Além disso, será possível buscar referências de mapas parecidos, o que pode aumentar a chance de sucesso nas próximas etapas de elaboração. 

Também será necessário definir o tema. Se o objetivo é estudar para uma prova, o tema será o conteúdo a ser estudado, e ele precisa ocupar o centro do mapa, para que a partir dele surjam as ramificações.

Elas darão corpo ao conteúdo e irão conter as imagens, elementos e palavras chave que irão se ancorar às informações. Com isso, é possível partir para os próximos passos da confecção do seu mapa mental.

  1. Crie as ramificações

A partir da definição do tema central, serão criadas as ramificações das informações. Elas precisam estar conectadas ao tema, ampliando-o. Com elas, é possível definir os elementos secundários do mapa, e para facilitar esse processo, é possível criar diferentes tipos de ramificações para diferentes assuntos.

Assim como em uma árvore, as ramificações irão derivar do tema central, que é o tronco, complementando-o e oferecendo perspectivas sobre aquele tema. É preciso pensar em tudo o que é necessário falar quando estamos tratando daquele assunto.

Aproveite este momento para fazer um levantamento dos dados secundários, porque eles poderão ser elementos importantes em novas ramificações, derivadas destas.

  1. Selecione os elementos

Devo usar palavras? Pequenas frases? Siglas? Imagens? Este é o momento de tomar essa decisão. A seleção de elementos deve retomar o objetivo principal do conteúdo e seu tema. Se estou estudando para uma prova, por exemplo, as informações que preciso estarão bem representadas em uma ilustração? É preciso deixar alguma data ou nome?

Uma dica é sintetizar. Evite o excesso de informações, como textos e frases longas. Leia o material, entenda do que se trata e escolha uma forma de representá-lo no seu mapa mental. A escolha dos elementos auxilia na retomada do conteúdo pelo cérebro, que irá ancorar informações diversas a uma palavra ou imagem, por exemplo.

  1. Utilize um sistema de cores

As cores podem ser grandes aliadas no desenvolvimento de um mapa mental. Isso porque elas podem remeter a um tipo específico de ramificação, que se relaciona de forma particular com o tema central. Utilize cores distintas para ajudar sua mente a relacionar melhor as informações. 

Isso ajuda o cérebro a identificar mais rapidamente, e guardar mais facilmente, os elementos e palavras-chave referentes a cada ramificação do seu mapa mental. Essas associações fazem parte da capacidade do cérebro de “organizar o caos”. 

Nossa mente adora esse tipo de ordenação, além de gerar satisfação, permite que possamos criar categorias fixas, que inclusive podem ser compartilhadas entre mapas distintos. 

  1. Avalie e repeta

Por último, mas não menos importante, é preciso observar o mapa mental e notar se aquele conteúdo faz sentido sem que você tenha acesso ao conteúdo base. Sempre volte ao tema e objetivo e, caso sinta necessidade, promova as edições que acredita serem importantes. 

Faça um teste de memorização, tentando fazer com que sua mente relembre os conceitos do mapa mental sem consultá-lo. Para que você possa “ajudar” seu cérebro deixe o mapa mental em lugar que seja de fácil acesso. Agora que você já conhece o mapa mental, que tal aplicar em suas tarefas na IES e na formação do corpo docente e discente? Confira agora o passo a passo da elaboração de conteúdos EaD.

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