Modalidade de ensino: conheça os 3 tipos, benefícios e tendências!

Continue essa leitura e entenda o que é modalidade de ensino, suas características e as tendências para cada uma delas. Confira!
modalidade de ensino: mulher sorrindo e escrevendo

Se você viajasse no tempo e contasse para a geração dos seus avós que estaríamos falando, neste momento, sobre modalidades de ensino, pode ser que o tema pudesse ser utilizado em roteiros de filmes de ficção científica. A verdade é que evoluímos as tecnologias exponencialmente nos últimos anos.

Isso permitiu que você ligasse o seu computador e navegasse no blog da Saraiva Educação para ler sobre modalidades de ensino, mas também gerou impactos profundos na forma como vivemos e ofertamos serviços de comunicação e, consequentemente, na educação. 

A oportunidade de surgimento de novas modalidades de ensino sempre esteve atrelada a isso, seja na educação por correspondência ou nas aulas que utilizam as vídeo chamadas como recurso. O impacto disso é o aumento do nível de escolarização, já que a possibilidade de acesso ao ensino superior cresce com as novas formas de ensinar e aprender. 

Isso também gera um impacto direto na qualidade da mão de obra disponível no mercado de trabalho, tornando a concorrência para os bons cargos mais acirrada. Quem estuda mais tem maior chance de conseguir um emprego, uma promoção, uma remuneração de qualidade, etc.

As modalidades de ensino vêm como uma forma de equalizar a situação entre pessoas que possuem diferentes tipos de disponibilidade e necessidade. É uma forma de viabilizar o sonho da graduação e da carreira profissional de muitos brasileiros. 

Quer saber mais sobre esse assunto? Continue essa leitura e entenda o que é a modalidade de ensino, suas características e as tendências para cada uma delas. Confira!

O que são as modalidades de ensino?

A modalidade tem a ver com a forma, ou seja, o modo como um curso é disponibilizado aos alunos. Isso envolve os canais utilizados para promover o ensino. Podemos dizer que esses canais são utilizados para organizar, desenvolver ou distribuir o conteúdo que deve ser ministrado em cada curso.

Elas foram criadas para acompanhar as evoluções tecnológicas e adequar-se à nova realidade de acesso ampliado ao ensino superior e à rotina acelerada, com longos deslocamentos e responsabilidades divididas entre muitas funções e atividades.

No Brasil, temos atualmente três modalidades de ensino vigentes. São elas a presencial, semipresencial e a educação à distância (EaD). É importante lembrar que para disponibilizar diferentes modalidades de ensino é preciso que a instituição de educação superior (IES) passe por processos complexos de autorização. 

Eles envolvem supervisão, avaliação e reconhecimento dos cursos, com aval do Ministério da Educação (MEC). Alguns cursos ainda não possuem opções parcial ou totalmente à distância porque precisam da anuência dos conselhos de áreas específicas. 

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Como as modalidades de ensino se dividem e quais suas características?

Como mencionamos anteriormente, no Brasil dispomos de três modalidades de ensino na graduação: o ensino superior a distância (EaD), presencial e semipresencial, ou híbrida. Cada uma delas possui o funcionamento estabelecido em lei e suas características estão atreladas a isso. 

É através das regulamentações que fica definido como a carga horária pode ser dividida e, cada vez mais, as IES têm compreendido formas de otimizar o processo de ensino-aprendizagem a partir das exigências do MEC, com uso de tecnologia e metodologias ativas em sala de aula, presencialmente ou à distância. 

Confira mais detalhes sobre cada uma das modalidades de ensino:

1. Presencial

A modalidade presencial é a que temos como tradicional, porque, por muitos anos, foi a forma mais viável de oferecer formação superior. Temos que considerar que esse título se dá porque a primeira universidade do país data de 1909, quando era impensável estabelecer um processo à distância para carreiras como Direito e medicina, que eram foco dessas instituições. 

Nessa modalidade, é imperativo que o aluno vá até a instituição para participar das aulas. Isso inclui a realização de atividades, provas, trabalhos, etc. Apesar disso, há uma carga de tarefas que podem ser desempenhadas à distância. 

É comum que as aulas ocupem um ou mais turnos de forma fixa, durante todos os dias, geralmente de segunda a sexta-feira. Isso pode variar de curso para curso, já que as cargas horárias são diferentes. 

2. Educação a distância (EaD)

Essa modalidade é desenvolvida 100% online e ganhou espaço ao longo dos anos como uma opção para aquelas pessoas que possuem restrições de horário e deslocamento. Estima-se que a educação à distância começou em 1904, com um curso de datilografia feito por cartas. 

Apesar disso, na educação superior formal essa é uma iniciativa que só ganhou força a partir dos anos 70, com a ajuda de transmissões pela televisão, rádio, além de materiais impressos e posteriormente a internet. 

Nessa modalidade o aluno não precisa ir até a instituição, a menos que suas atividades avaliativas sejam desenvolvidas no polo EaD. Para isso, são utilizados recursos técnicos, como os ambientes virtuais de aprendizado. Geralmente os AVAs têm suporte para acesso no computador e em outros dispositivos móveis, como celulares, tablets, etc.

3. Semipresencial ou híbrido

Para aquelas pessoas que não abrem mão de momentos presenciais, mas precisam contar com os benefícios da EaD, foi criado o ensino semi-presencial, ou ensino híbrido. Essa também é uma forma de fazer com que alguns cursos, que carecem de prática presencial, possam ser parcialmente transpostos para o ambiente virtual.

O mais comum nesse caso é que haja uma turma regular, que se reúne com certa periodicidade para realizar aulas presenciais e coletivas. Além disso, há uma parte da grade curricular que se desenvolve no ambiente digital, o mesmo AVA utilizado na EaD. 

As aulas online podem ser gravadas, por vídeo chamada ou transmitidas ao vivo. Nas duas últimas opções, é possível promover um ambiente semelhante ao presencial, com a interação entre alunos e deles com o professor.

Leia também: Conheça 8 vantagens do ensino híbrido para a sua IES

Quais os benefícios e desafios de cada uma delas? 

Para escolher a modalidade mais adequada para sua instituição, é preciso pensar em alguns critérios. Eles serão decisivos para que a IES entenda o perfil do aluno, sua disponibilidade, facilidades e dificuldades. 

O primeiro passo é entender quanto tempo o aluno tem disponível para se dedicar à formação. Isso irá auxiliar na escolha por disponibilizar opções síncronas ou assíncronas, por exemplo. Poder fazer o próprio horário é uma questão central? O aluno pensa sobre isso antes de tomar qualquer decisão!

O modo de apresentar os conteúdos também entra no processo de decisão pela melhor modalidade. A ideia aqui é diversificar para ampliar o alcance a diferentes perfis de alunos. É possível utilizar vídeos, jogos, resenhas, podcasts ou outros formatos para alcançar o objetivo da matriz curricular? 

Então faça! Ao mesclar os formatos, todas as modalidades ficam mais cobertas. Daí o critério do aluno estará mais atrelado a outras necessidades e até mesmo à interface que deseja ter com a tecnologia. 

O terceiro critério é o custo-benefício recebido pelo aluno. Essa equação está adequada às expectativas do estudante? Quais modalidades atendem suas necessidades? Essa é uma decisão muito pautada em critérios individuais. Afinal de contas, nem sempre o martelo será batido em função do preço, mas do valor que é entregue. 

Quer entender sobre os benefícios e desafios de cada uma das modalidades? Continue essa leitura e saiba mais!

1. Ensino presencial

O ensino presencial é a modalidade para aqueles alunos que não abrem mão da interação com os colegas e com o professor, de forma diária e direta. Além de uma oportunidade de ensino, também é mais propício à formação de uma comunidade mais complexa. 

Os principais desafios que envolvem a modalidade são o tempo e deslocamento. O ensino presencial pede um envolvimento para além da sala de aula e das atividades, afinal de contas, é preciso se dirigir àquele espaço. Além disso, pela menor escala, costuma ter um custo mais elevado para os estudantes. 

Mas o ensino presencial tem suas vantagens, afinal, as IES são ambientes de crescimento e networking, com assistência do professor durante todo o turno de aula e até mesmo em outros horários em que se encontra na IES. 

Além disso, permite que o aluno tenha um tempo de dedicação exclusiva para seu processo de formação, com uma maior autonomia para aqueles que saem do ensino médio e estão vivendo a primeira experiência educacional na vida adulta. 

2. Educação a distância

A educação a distância é o extremo oposto da presencial. Está mais alinhada com um perfil autônomo, que deseja adequar o curso ao dia-a-dia, que já possui muitas atividades. Para muitas pessoas essa é a única forma de conseguir o tão sonhado diploma acadêmico. 

Também é uma opção para quem não pode gastar muito, já que são cursos escalonáveis e, consequentemente, mais em conta para o estudante. Outra economia é com o deslocamento, alimentação e tudo que envolve uma saída para a instituição de ensino superior.

Com o desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis, esses cursos podem ser acessados pelo computador ou por dispositivos móveis, como tablets e celulares. Isso aumenta exponencialmente o potencial de alunos, já que grande parte dos brasileiros acessam essas tecnologias. 

Além das aulas, o aluno conta com um extenso material de apoio, como soluções tecnológicas, bibliotecas digitais, atividades online, etc. Outra vantagem é que os cursos EaD são reconhecidos pelo MEC e possuem a mesma validade de uma formação presencial. 

Um desafio enfrentado pode ser a dificuldade de alguns alunos em dominar as tecnologias necessárias e as adversidades inerentes a um processo de aprendizagem mais autônomo e conectado com a habilidade de autogestão da rotina de estudos.  

Leia também: Tire todas as suas dúvidas sobre como funciona graduação a distância

3. Ensino híbrido

Também conhecido como ensino semipresencial, a modalidade de aulas híbridas ficou em evidência para muitos cursos durante a flexibilização das medidas de segurança para contenção da pandemia de covid-19. Afinal de contas, após muito tempo em ensino remoto emergencial, ela fez parte do processo de retomada de um padrão mais regular de aulas.

Apesar de misturar elementos do ensino presencial e à distância, o ensino híbrido é pensado dentro de suas próprias características. Isso porque o percentual de aulas a distância será definido de acordo com o curso e os interesses da instituição.

Nele, o aluno precisa ir até à IES, mas apenas algumas vezes por semana, o que reduz custos, tanto das mensalidades, pela possibilidade de promover maior escala, quanto do próprio aluno, que não precisará movimentar tantos recursos para manter-se na formação.

Além disso, é uma oportunidade para quem não abre mão da interação direta com os professores e colegas, com grande possibilidade de troca. O diploma, tal qual como na educação a distância, é validado pelo MEC e o aluno ainda colhe os benefícios da flexibilidade de horários.

Quais as tendências para cada modalidade de ensino?

O ano de 2020 foi um grande divisor de águas para os estudiosos da educação que estão de olho nas mudanças das modalidades de ensino

Isso porque, segundo o Censo da Educação Superior 2020, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação, este foi o primeiro ano em que as matrículas EaD, no ensino superior, superaram as presenciais. 

Tudo indica que o impulso dado pela pandemia criou uma nova cultura de ensino. Dados do MEC dão conta que, nos últimos 10 anos, o número de matrículas em cursos presenciais diminuiu 13,9%, enquanto os cursos à distância registraram um aumento de 428,2%. 

Isso também promove um impacto na modalidade híbrida, que se torna uma opção para quem deseja colher os benefícios do ensino presencial e da educação a distância. Independente da modalidade, uma coisa é certa: a tecnologia e a educação digital vieram para ficar!

Assim, a inovação na educação superior tem que ter espaço em qualquer forma de ensinar, afinal, o espaço fora da IES é um ambiente ideal para promover uma educação mais significativa. Entre os recursos que se tornaram parte da rotina das IES estão as plataformas de aprendizagem, bibliotecas virtuais, disciplinas online, entre outros. O segredo é a autonomia à serviço do desenvolvimento do aluno. Agora que você conhece as modalidades de ensino, seus desafios e vantagens, leia nosso artigo sobre como fazer avaliação no ensino a distância, possibilidades e desafios!

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