Entenda qual é o papel do professor em um modelo de ensino híbrido

Se você está desenvolvendo o modelo de ensino híbrido em sua IES, saiba como os professores devem atuar para garantir um processo de ensino-aprendizagem eficiente!
O papel do professor em um modelo de ensino híbrido: fotografia com foco em uma estudante utilizando o notebook em uma sala de aula.

O professor do futuro precisa desenvolver novas competências e habilidades para atender às demandas relacionadas ao desenvolvimento de novas metodologias e até mesmo para acompanhar o mercado de trabalho. Nesse sentido, surge a questão: qual é o papel do professor em um modelo de ensino híbrido? 

Sabe-se que o docente deve atuar segundo as Diretrizes Curriculares do curso. Mas também é preciso pensar no currículo de forma diferenciada, integrando o conhecimento acadêmico aos saberes dos próprios estudantes.

Neste artigo, vamos abordar o papel de professores, alunos e da tecnologia no ensino híbrido. Continue a leitura para entender mais sobre o assunto! 

Qual o objetivo do ensino híbrido?

A definição para o ensino híbrido apresenta, de forma geral, a convergência de dois modelos de aprendizagem: o presencial, em que o processo ocorre em sala de aula, e o online, que utiliza as tecnologias para promover o ensino.

Também podemos considerar que essa metodologia está enraizada em uma ideia de que não existe uma forma única de aprender e que a aprendizagem é um processo contínuo.

Nesse sentido, no modelo híbrido, o objetivo é que educadores e estudantes possam ensinar e aprender em tempos e locais variados

Quais são os benefícios do ensino híbrido para o professor e o aluno?

Assim que são alcançados os objetivos que o ensino híbrido se propõe a atingir, sua contribuição gera o desenvolvimento de diferentes habilidades tanto para professores quanto para alunos. 

Confira alguns benefícios para professor:

  • otimiza a elaboração do plano de aula;
  • maximiza o aproveitamento das aulas;
  • permite a adequação de várias metodologias de aprendizagem;
  • possibilita a discussão de temas além do cronograma curricular;
  • contribui para a personalização de conteúdos;
  • favorece o desenvolvimento de novas habilidades.

Já para os alunos, a metodologia apresenta os seguintes benefícios:

  • permite um aprendizado mais atualizado;
  • garante flexibilidade de ambiente e horário para estudar;
  • promove a autonomia e o engajamento;
  • possibilita maior estreitamento das relações interpessoais;
  • aproxima a realidade acadêmica com o cotidiano;
  • ajuda a desenvolver novas competências.

Qual é o papel do professor em um modelo de ensino híbrido?

Quando comparado ao modelo tradicional de aprendizagem, o papel desempenhado pelo professor sofre alterações. Além do ambiente de aula ser diferente, o ensino híbrido favorece momentos de interação, colaboração e envolvimento com os meios tecnológicos.

Nos modelos de ensino híbrido, a aula expositiva dá lugar à tutoria individual, atividades baseadas em projetos, trabalhos em grupo etc.

Dessa forma, há um maior desenvolvimento da autonomia dos estudantes para o compartilhamento de conhecimentos. O professor passa a ser um mediador do conhecimento. 

Sendo assim, o papel do professor em um modelo de ensino híbrido parte de uma proposta metodológica que impacta na sua ação em situações de ensino e aprendizagem, pois, assim, a troca entre os pares se torna mais fluida e participativa.

Essa reconfiguração de uma aula tradicional demanda do educador novas habilidades para fortalecer uma nova cultura na instituição, identificar problemas individuais e agir para personalizar o ensino.

Quais são as habilidades que o professor deve desenvolver?

Agora que já abordamos o papel do professor em um modelo de ensino híbrido, vejamos quais são as habilidades que ele precisa desenvolver, visto que essa reconfiguração demanda novos desempenhos quanto à sua prática.

1. Planejar o ensino com base em dados

Entender como usar dados para personalizar o aprendizado do aluno é fundamental para tornar as aulas híbridas mais efetivas.

Essa personalização pode iniciar com uma avaliação diagnóstica, que ajudará a indicar quais formatos e modelos são mais eficientes para cada estudante e, por consequência, aumentará o desempenho de toda a turma. 

Logo, o professor deve utilizar as melhores ferramentas, conforme os objetivos da aula e do curso. 

2. Melhorar a comunicação

Em todos os modelos de ensino, mas principalmente no modelo híbrido, a atenção do professor é essencial para orientar corretamente os estudos dos alunos. 

É importante saber se comunicar de maneira clara e objetiva, de forma a otimizar o tempo sem que haja falhas e falta de entendimento por parte da turma.

Além disso, saber se conectar com os demais da equipe de trabalho permite coletar informações sobre o desempenho dos alunos e a qualidade da IES no mercado.

3. Ser um bom líder

Disputar a atenção dos alunos com a tecnologia vai exigir do professor uma postura de liderança. Apesar de muitos discentes serem nativos digitais, o conhecimento tecnológico pode não se transferir realmente para o aprendizado. 

Assim, é preciso saber orientá-los na direção correta e usar as ferramentas cabíveis para liderar pelo exemplo, de forma a encorajá-los a construírem seu processo de aprendizagem com maior autonomia.

4. Ter a cultura de aprendizado constante

Diante da velocidade com que surgem novas ferramentas tecnológicas, uma das competências que todo professor precisa ter é uma cultura de aprendizado e evolução constante. 

Nesse sentido, as IES devem possibilitar a formação continuada de seus docentes em cursos e especializações, de forma a capacitar ainda mais o papel do professor em um modelo de ensino híbrido. 

Qual é o papel da tecnologia?

Estudos sobre o uso das tecnologias digitais no processo ensino-aprendizagem não são recentes na educação. Com a introdução do uso dos computadores na escola, desde o final do século passado, diversas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de identificar estratégias e consequências dessa utilização.

Algumas pesquisas realizadas sobre o uso das tecnologias demonstram seu importante papel nas transformações ocorridas nas formas de aprender, de se relacionar, de construir significado e valores. Além disso, também enfatizam a importância de uma reelaboração da cultura acadêmica para que sua utilização possa surtir efeito positivo no ensino.

Isso se justifica porque muitas instituições, apesar de implementarem a tecnologia no processo de ensino-aprendizagem, também precisam modificar seu planejamento educacional.

Qual é o papel do estudante?

Se o papel do professor em um modelo de ensino híbrido é o de ser mediador na busca pelo conhecimento, o estudante desempenha um papel ativo na construção do próprio aprendizado. Ele não apenas absorve os conteúdos, mas também agrega informações, faz conexões e críticas

É o aluno o responsável final pela sua aprendizagem ao atribuir significado aos conteúdos. Assim, valoriza-se o seu protagonismo por meio da personalização das ações de ensino, oportunizando momentos em que possa ser mais criativo, interagir com seus pares, tomar iniciativas e decisões.

Nesse aspecto, o aluno também se torna um grande mentor, quebrando a hierarquia e trazendo novidades daquilo que vivencia no dia a dia para a sala de aula.

Esperamos ter tirado as suas dúvidas sobre o papel do professor em um modelo de ensino híbrido! Não deixe de conferir também o nosso artigo sobre os diferentes modelos relacionados a essa metodologia para desenvolver no ensino superior.

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