Projeto pedagógico e as atividades de ensino, pesquisa e extensão: fotografia de uma sala de aula com estudantes.

Entenda a relação entre projeto pedagógico e as atividades de ensino, pesquisa e extensão

Ao montar um Projeto Pedagógico de Curso, é importante incluir atividades referentes aos três pilares da formação superior: ensino, pesquisa e extensão. Cada um desses fatores será diferencial no curso e tornará o egresso mais apto para o mercado de trabalho, a pós-graduação e a representação da instituição de ensino.

O ensino é a parte primária de um curso: é aqui que se decidem as diretrizes curriculares, a grade horária, as missões educacionais e outros fatores que influenciam o aprendizado em sala de aula, seja ela presencial ou a distância. A escolha dos docentes, por exemplo, é uma parte fundamental da estratégia de ensino, já que, para a experiência do aluno, cada docente apresenta sua vivência acadêmica e proposta educacional.

Já a pesquisa é a ampliação dos conhecimentos: a opção de laboratórios, estágios acadêmicos, linhas de iniciação científica e outros conhecimentos atrelados à produção acadêmica. O projeto pedagógico inclui em seu guia os recursos dedicados a este pilar.

Os projetos de extensão, terceiro pilar da formação superior, visam amplificar o conhecimento gerado na sala de aula e nos centros de pesquisa para a sociedade. Nesse campo estão as atividades extracurriculares, os projetos comunitários, as atividades abertas e culturais, etc.

Todos estes fatores devem ser levados em conta na construção de um curso superior bem avaliado pelo MEC, visando a educação e a inovação, formando alunos preparados para os próximos desafios de acordo com a proposta da instituição.

Neste artigo, vamos falar sobre a relação entre o projeto pedagógico e as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Boa leitura!

Projeto pedagógico: a estrutura do curso

É neste documento que estão registradas as atividades previstas aos cursos, como carga horária, grade curricular, perfil do egresso, experiência profissional, qualificação de docentes, gestão administrativa e pedagógica, apoio ao aprendizado, linhas de pesquisa, métodos de avaliação, etc.

É por meio deste guia que a IES pode manter uma linha de continuidade do curso e, se preciso, rever as diretrizes para contemplar as mudanças sociais e formativas da área de atuação dos egressos.

Além disso, contribui para uma comunidade estudantil mais engajada e alinhada à proposta pedagógica da instituição, o que amplia o aprendizado e o aproveitamento do curso.

Por fim, é neste documento que se pode delimitar a relação entre o projeto pedagógico e as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Ensino: a sala de aula como primeiro cenário

O primeiro pilar é o ensino. Parte fundamental da formação superior, é aqui que são discutidos os procedimentos em sala de aula. Por exemplo, atividades com foco em solução de problemas, cursos híbridos, planos de aula e grades curriculares são temas que diferenciam a graduação em cada instituição.

Docentes: os guias do aprendizado contemporâneo

É interessante também focar na formação de docentes: serão profissionais com mais vivência de pesquisa? Qual o perfil do egresso e como, em sala de aula, os professores podem engajar os alunos para seu objetivo?

Outro ponto importante para a qualidade do ensino é que os docentes estejam atualizados nas diferentes formas de aprendizagem e difusão de conhecimento, buscando trazer inovação para dentro do espaço de estudos e garantindo que os alunos adquiram conhecimentos relevantes para sua formação.

Criação da grade curricular

Durante a elaboração do projeto pedagógico, uma parte essencial do trabalho é escolher a grade curricular. Ela deve atender às demandas profissionais exigidas dos alunos após sua conclusão do curso, além de atender às legislações vigentes.

Como diferencial, também há instituições de educação superior (IES) que buscam incluir atividades para além do básico: cursos com complementos e diferentes trilhas de aprendizado, cursos híbridos, aulas optativas, teoria e prática, etc. 

Pesquisa: a ciência em prática

A pesquisa pode fazer parte da função de uma instituição de educação superior. Além de formar alunos para a pós-graduação e o mercado de trabalho, estes espaços são fundamentais para o desenvolvimento da ciência.

É nas universidades e outros âmbitos educacionais que são feitas pesquisas em diversas áreas, com grupos de profissionais dedicados à solução de problemas e a levantar hipóteses que transformam o conhecimento cultural e científico do país.

Complemento aos estudos

Em determinados projetos pedagógicos, a pesquisa funciona como complemento acadêmico: iniciação científica e participação em grupos de pesquisa são atividades que beneficiam tanto o aluno e o docente como a instituição em geral na produção do conhecimento.

O aprendizado do método científico e da ética, no entanto, devem estar presentes em qualquer plano educacional: docentes de todas as áreas podem – e devem – incentivar alunos a questionar, debater, levantar teorias, testar hipóteses e adquirir conhecimentos baseados em ciência e prática.

Reflexos do apoio à ciência

Além disso, o incentivo à pesquisa tem efeito positivo perante a sociedade. Desde descobertas como vacinas e tratamentos em pesquisas de saúde até pesquisas sobre aprendizado contemporâneo na área de pedagogia, os estudos realizados em ambientes educacionais acrescentam embasamento e questionamentos às práticas do dia a dia.

Extensão: a IES voltada para fora

A extensão é, por sua vez, o pilar mais voltado para o exterior da IES: é aqui que são realizadas atividades que visam expandir os conhecimentos para pessoas dentro e fora do ambiente acadêmico.

Prática do conteúdo

A troca de conhecimentos da extensão universitária é uma forma de praticar conteúdos obtidos em sala de aula. Um exemplo é o de conferências e cursos livres abertos ao público. O estudante precisa dialogar com pessoas em outros ambientes e inseri-las no contexto de pesquisa e aprendizado. É uma forma efetiva de praticar o conteúdo, já qu,e ao difundi-lo, o aluno também reforça o conhecimento.

Empresas juniores também fazem parte desta proposta. Nelas, os alunos organizam e prestam serviços para pessoas fora do ambiente universitário, tendo autonomia e flexibilidade para a prática profissional e desenvolvimento do empreendedorismo. O mesmo ocorre em entidades estudantis beneficentes: elas auxiliam os alunos a reproduzir o conhecimento de forma a criar benefícios sociais com os recursos da IES.

Curricularização da extensão

O Ministério da Educação incluiu, a partir da Portaria nº 1.350, de 14 de dezembro de 2018, a curricularização dos projetos de extensão. Nesse sentido, os projetos pedagógicos devem incluir as atividades propostas para a extensão. Além disso, o documento prevê que 10% da grade curricular deve ser composta delas. 

A lei determina que nessas atividades estão inclusos programas, cursos, oficinas, prestação de serviços, eventos e projetos de extensão, que devem fazer parte da área de atuação do aluno e incluir a comunidade externa à IES.

De acordo com a resolução, a extensão, como parte do currículo, deve visar:

“I – a contribuição na formação integral do estudante, estimulando sua formação como cidadão crítico e responsável; 

II – o estabelecimento de diálogo construtivo e transformador com os demais setores da sociedade brasileira e internacional, respeitando e promovendo a interculturalidade; 

III – a promoção de iniciativas que expressem o compromisso social das instituições de ensino superior com todas as áreas, em especial, as de comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, e trabalho, em consonância com as políticas ligadas às diretrizes para a educação ambiental, educação étnico-racial, direitos humanos e educação indígena; 

IV – a promoção da reflexão ética quanto à dimensão social do ensino e da pesquisa; V – o incentivo à atuação da comunidade acadêmica e técnica na contribuição ao enfrentamento das questões da sociedade brasileira, inclusive por meio do desenvolvimento econômico, social e cultural; 

VI – o apoio em princípios éticos que expressem o compromisso social de cada estabelecimento superior de educação; VII – a atuação na produção e na construção de conhecimentos, atualizados e coerentes, voltados para o desenvolvimento social, equitativo, sustentável, com a realidade brasileira.”

Extensão e benefícios para a sociedade

Um curso completo e um projeto pedagógico contemporâneo deve, então, considerar os três pilares igualmente importantes em sua construção.  Assim, a comunidade acadêmica tem uma atuação multifacetada e de grande valor não só para alunos e docentes, mas para a sociedade como um todo.

Esperamos que este artigo tenha te ajudado a analisar melhor a relação entre o projeto pedagógico e as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Aproveite para conferir, também, o nosso artigo com dicas para otimizar a gestão acadêmica em sua IES!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *