Saiba o que é, benefícios e como montar uma trilha de aprendizagem

Trilha de aprendizagem: fotografia de quatro pessoas sentadas à mesa e estudando juntas.
Você tem dúvidas sobre como aplicar a trilha de aprendizagem no ensino superior? Tire todas as suas dúvidas neste artigo!

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A trilha de aprendizagem surgiu como um conceito direcionado para a maior capacitação dos profissionais no ambiente de trabalho. Entretanto, é possível, a partir da análise de seus benefícios, aplicar o método também nas instituições de educação superior (IES) a fim de garantir o maior aprendizado dos estudantes.

É sabido que o aprendizado não se consolida da mesma forma para todos os alunos, cada estudante possui suas próprias limitações e individualidades no processo de assimilação do conteúdo. Assim, é necessário pensar em métodos que contemplem a todos e assegurem que o aprendizado se dê de modo efetivo para todo o corpo discente. 

Além disso, a competitividade do mercado de trabalho aumenta a busca por profissionais cada vez mais capacitados para a resolução de problemas. Nesse cenário, as IES precisam garantir que os alunos concluintes deixem a instituição prontos para as tarefas e desafios do dia a dia. 

Pensando nisso, preparamos um artigo que pretende introduzir o assunto e te auxiliar a implementar as trilhas de aprendizagem no ensino superior para otimizar e personalizar o jeito de aprender. Confira a seguir. 

O que são trilhas de aprendizagem?

As trilhas de aprendizagem podem ser definidas como um “conjunto integrado, sistemático e contínuo de desenvolvimento de pessoas e profissionais”. As trilhas pretendem combinar as necessidades dos estudantes com o conteúdo transmitido pelo discente. Para isso, é importante considerar as individualidades de cada aluno e as limitações dos corpos discente e docente.  

O método utilizado pela trilha de aprendizagem reforça a ideia de que o aluno precisa protagonizar o estudo, criando autonomia para que a transmissão do conteúdo acadêmico se efetive. 

Desse modo, o uso de ferramentas tecnológicas deve se aliar às ferramentas tradicionais. Aulas expositivas, livros, jogos, vídeos e podcasts são alguns exemplos de instrumentos importantes para compor uma trilha de aprendizagem. 

A finalidade da utilização do método é transformar o conhecimento técnico em um aprendizado completo, que engloba o desenvolvimento de competências. Assim, as trilhas de aprendizagem são experiências que facilitam a absorção do conhecimento através da combinação de diferentes tipos de atividades durante a formação em uma instituição de ensino superior. 

Como as trilhas de aprendizagem funcionam?

O objetivo das trilhas de aprendizagem é fazer com que o aluno passe por uma sequência contínua de treinamentos sobre determinado conteúdo e, assim, melhore o seu nível de entendimento sobre o assunto. 

Nesse sentido, as trilhas funcionam com uma junção de conteúdos a serem repassados para o aluno, para que o seu aprendizado possa ser mais rico e de maior qualidade. Isso acontece a partir do envolvimento de diversos materiais sobre um só tema, fazendo com que o estudante tenha contato com várias frentes e não veja o assunto de uma ótica só.

Esse caminho a ser seguido e os materiais a serem estudados deverão ser selecionados pelo time pedagógico, professores e coordenadores, visando as necessidades de cada disciplina e turma/estudante.

É importante que uma trilha apresente as seguintes características:

Experiência

Proporcionar boas experiências para o aluno é uma característica fundamental para a trilha de aprendizagem. É necessário fazer com que os estudantes consigam colocar em prática o que está sendo passado, só assim eles assimilarão o conteúdo.

Flexibilidade

O principal benefício da trilha de aprendizagem é ter o aluno como foco, priorizando suas dificuldades e interesses. Por isso, criar algo flexível, em que o aluno tenha passos para a seguir, mas que em alguns momentos possa escolher o caminho é muito importante para que ele tenha certeza da sua autonomia sobre o conteúdo e possa ir onde realmente se interessa.

Estímulo

Estimular os estudantes é uma característica marcante da trilha de aprendizagem. Ela precisa motivar o aluno na assimilação do conteúdo. Invista em diversas formas de montar a trilha, com conteúdos diversos, como vídeos, podcasts e mapas mentais. Isso aumentará o seu dinamismo.

Quais são os benefícios das trilhas de aprendizagem para o ensino superior?

Por se tratar de um método que potencializa o aprendizado e promove o desenvolvimento integral do aluno, as trilhas de aprendizagem mostram-se como vantajosas para a educação superior. A seguir, apresentamos os principais benefícios: 

1. Proporcionam um aprendizado inclusivo

As trilhas de aprendizagem combinam diversas ferramentas no processo de transmissão do conteúdo. 

Assim, os estudantes podem optar pelo uso de ferramentas que mais se encaixam em seu perfil pessoal e em suas individualidades. 

Por exemplo, o aluno que possui maior facilidade em assimilar a matéria lida será contemplado assim como o aluno que tem preferência pelo conteúdo em vídeo. 

2. Promovem autonomia

A utilização das trilhas de aprendizagem permite que o discente opte pelo melhor caminho para seu desenvolvimento. 

Desse modo, a IES gera maior autonomia para o estudante e transforma o aluno em protagonista na sua própria educação, o que aumenta o engajamento e promove uma postura mais ativa em relação ao aprendizado.  

3. Incentivam o ensino por competências

A aprendizagem por competências é uma metodologia que se opõe à educação tradicional de ensino por disciplinas. Ela conecta diferentes áreas do saber e combina conhecimentos, recursos, atitudes, valores, estímulos e habilidades.

Um dos benefícios da utilização das trilhas de aprendizagem é romper com o modelo tradicional de ensino. Nesse sistema, os alunos passam a aprender por combinações de ferramentas que complementam seu aprendizado e desenvolvem novas capacidades, como habilidades práticas, técnicas, cognitivas e socioemocionais.

4. Aumentam a taxa de empregabilidade 

Estima-se que a taxa de desemprego entre os alunos concluintes chegue a 45%. Entre os fatores responsáveis por esse cenário é possível citar o aumento do número de pessoas com formação superior e, assim, da competitividade por vagas, além da transformação do mercado de trabalho, que se tornou mais exigente em relação à qualificação do profissional pretendido. 

Dessa forma, tornou-se necessário o maior desenvolvimento de habilidades e competências, como o planejamento pessoal e autodeterminação do empregado. 

O ensino pedagógico por meio da trilha de aprendizagem é responsável pelo desenvolvimento de competências, assim, o estudante se torna mais preparado para o mercado de trabalho. 

Leia também: como garantir a empregabilidade dos alunos concluintes na IES

5. Nivelamento do conhecimento

Outro benefício das trilhas de aprendizagem é conseguir auxiliar no processo de nivelamento da aprendizagem, fazendo com os estudantes estejam no mesmo lugar em relação ao conteúdo. 

Não havendo atrasos e desigualdades muito grandes, os alunos ficam mais motivados, pois caminham juntos no assunto estudado, o professor pode seguir com a matéria sem se preocupar com quebras e, assim, a qualidade do ensino da instituição será melhor!

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Como surgiram as trilhas de aprendizagem?

As trilhas de aprendizagem surgiram originalmente como uma metodologia de ensino corporativo. Elas eram pensadas como caminhos possíveis para o desenvolvimento profissional, sem a rigidez e inflexibilidade de programas tradicionais de treinamento para novos profissionais.

Diferentemente das grades de treinamentos comuns na prática corporativa, as trilhas de aprendizagem proporcionam aos indivíduos liberdade e autonomia para criar seus próprios itinerários. A diversidade de ferramentas colocadas à disposição dos alunos é um dos diferenciais desse método.

Filmes, e-books, jogos e outros recursos podem ser colocados à disposição dos indivíduos para que realizem seus objetivos dentro do plano de trabalho definido. O que está em jogo não é mais um indivíduo preparado para executar tarefas, mas sim um profissional que olha todo o contexto e sabe tomar as melhores decisões — pensando na empresa de maneira geral e sistêmica.

No contexto empresarial, o principal benefício com a aplicação desse método, é a formação de indivíduos capazes de ter um olhar mais abrangente sobre todos os processos de uma corporação, não se limitando apenas a uma função ou cargo específicos.

Com a ajuda das diversas ferramentas colocadas à disposição do profissional, as trilhas de aprendizagem auxiliam no desenvolvimento das diversas habilidades e competências socioemocionais que um profissional deve ter nos dias de hoje.

Como você pode observar, as trilhas de aprendizagem podem e muito auxiliar na formação de profissionais mais autônomos, responsáveis e engajados com a sociedade. Mais do que uma ferramenta da educação corporativa, atualmente essa metodologia é utilizada em diversas etapas do ensino, ganhando destaque no ensino superior e profissionalizante.

Da educação corporativa até o ensino superior, as trilhas de aprendizagem são eficazes para transformar os alunos em protagonistas de seu aprendizado.

A seguir, vamos conhecer mais alguns tipos e características das trilhas de aprendizagem. Vamos lá?

Quais são os tipos de trilhas de aprendizagem?

As trilhas de aprendizagem podem ser divididas entre dois tipos. Vejamos abaixo quais são: 

Linear

No modelo linear, a aquisição de um novo conhecimento depende de outro adquirido previamente. Assim, o aprendizado se organiza em módulos, de forma que o conhecimento é disposto em uma sequência linear.

Nesse modelo, o autor da trilha de aprendizagem é responsável por direcionar o caminho a ser percorrido pelo estudante. 

Um exemplo de trilha de aprendizagem linear é o estudo do Código Penal. Para compreender a parte especial do Código, é necessário estudar anteriormente a parte geral, que contém regras necessárias ao aprendizado integral. 

Agrupado 

No modelo agrupado, a organização da trilha não obedece uma ordem pré determinada, como é o caso do modelo linear. Nesse modelo, o estudante pode trabalhar sua autonomia, definindo a ordem de aprendizado que mais se encaixa em seu perfil. 

Assuntos que tenham maior número de ramificações e que não dependam de um conhecimento prévio devem ser alocados nesse modelo de trilha de aprendizagem. 

Como montar uma trilha de aprendizagem?

O processo que envolve a construção de uma trilha de aprendizagem deve considerar diversos fatores como: o perfil da turma e do estudante a que se pretende desenvolver, as limitações e individualidades de professores e alunos e o tipo de conhecimento que será transmitido.

Ainda é importante considerar quais habilidades e competências a IES deseja nutrir em seus estudantes. Desse modo, é necessário traçar objetivos a serem alcançados por meio da utilização das trilhas de aprendizagem.

Confira alguns passos que você pode desenvolver em sua IES:

Passo 1: conhecer o perfil dos estudantes

Na construção de uma trilha de aprendizagem, é muito importante conhecer o perfil do seu público. Por isso, entenda quem são os seus estudantes, saiba o que os motiva mais, quais são seus interesses e dificuldades. Isso irá te ajudar a montar uma trilha mais assertiva.

Não existe uma trilha de aprendizagem ideal: quanto mais adaptada à realidade e às necessidades de seus alunos, mais engajadora e eficaz essa ferramenta se tornará!

Passo 2: trabalhe diferentes níveis de dificuldade

É necessário que a trilha contenha níveis de dificuldade diversos para ir estimulando o aprendizado dos alunos. Se focar apenas em conteúdos fáceis, o aluno pode se desmotivar e sentir falta de algo ou até mesmo de um desafio.

Dessa forma, ter níveis básico, médio e avançado, em que o estudante pode escolher por onde começar a partir das suas dificuldades e curiosidades, é fundamental.

Para atingir esse objetivo, uma estratégia possível é a gamificação. Recursos e técnicas dos jogos são boas ferramentas para adicionar complexidade e desafios por meio de pontuações e recompensas. 

Passo 3: conte com atividades diversas

Por se tratar de um aprendizado contínuo, a trilha precisa conter diversos tipos de atividades e conteúdos. Isso irá ajudar no estímulo e participação de alunos e professores.

Quanto mais atividades à disposição dos alunos, mais rico e estimulante será o seu aprendizado. Utilize todos os recursos que a IES pode oferecer, principalmente as ferramentas digitais!

Veja alguns exemplos de recursos que podem ser utilizados para compor as trilhas de aprendizagem:

  • Vídeo
  • Podcast
  • Mapa mental
  • Textos
  • Fóruns
  • Práticas individuais
  • Práticas em grupo

Passo 4: tenha uma sequência

Sabemos que a flexibilidade é uma forte característica de uma trilha de aprendizagem. Porém, mesmo assim é preciso montá-la de maneira sequencial para que o estudante não se perca ao longo do caminho, mesmo que em alguns momentos ele possa escolher para onde seguir ou qual conteúdo consumir.

Por isso, é importante pensar nos níveis e, dentro de cada um deles, ter uma continuação lógica. A técnica de storytelling pode ser de grande ajuda nesse momento, pois contar histórias faz com que se crie um raciocínio sequencial. 

Passo 5: observe os resultados

Por último, para criar uma trilha de aprendizagem é importante observar resultados. Veja se o que você colocou em prática deu certo ou não e saiba como melhorar para as próximas.

Para isso você pode aplicar avaliações, elaborar projetos nos quais será possível identificar como os alunos se comportaram, resolveram os problemas, se raciocinaram de maneira lógica, ou seja, se a trilha trouxe as melhorias esperadas.

Com esses insumos em mão, professores terão um diagnóstico mais preciso e detalhado de cada aluno. Isso contribui para um processo de ensino e aprendizagem mais personalizado e eficaz, pois cada estudante se desenvolverá em seu ritmo. No final, todos conseguirão alcançar seu objetivo de trilhar seus próprios caminhos profissionais.

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Como colocar a trilha de aprendizagem em prática?

Agora que você já sabe como montar uma trilha de aprendizagem, vamos mostrar como é possível colocá-la em prática no ensino presencial, ensino híbrido e no ensino superior a distância. O ponto básico é utilizar as principais ferramentas disponíveis em cada um dos modelos. Confira!

Ensino presencial

No ensino presencial, é importante que você utilize a infraestrutura da IES para promover práticas com as metodologias ativas de aprendizagem. Pense em trabalhos em grupos, leituras de livros, criação de projetos, orientação com professores.

Em uma instituição de ensino, o espaço físico é um dos principais pontos que chamam a atenção dos alunos quando procuram um curso superior presencial. Dentre os principais aspectos dessa infraestrutura educacional, podemos listar os seguintes componentes como mais atrativos para os estudantes:

  • Restaurante universitário;
  • Salas de aula;
  • Biblioteca;
  • Informatização;
  • Serviços de reprografia (xerox);
  • Ambiente acolhedor.

Na IES, os alunos buscam a estrutura, suas ferramentas e funcionalidades que não são encontradas em casa. Por esse motivo, as trilhas de aprendizagem no ensino presencial devem levar em conta atividades como grupos de leitura, visitas à biblioteca, laboratórios e trabalhos em campo.

Além disso, a instituição de educação superior deve estar preparada para receber todos os estudantes. Por isso, é fundamental que a IES pense maneiras de tornar seu espaço acessível também aos alunos com deficiência, garantindo que desenvolvam plenamente sua aprendizagem.

Um ambiente acadêmico acessível é também um ambiente mais diverso. Isso impacta diretamente em toda a comunidade acadêmica, criando um espaço de acolhimento e inclusão que só melhora a aprendizagem de todos.

Ensino híbrido

Mais do que um meio-termo entre o ensino presencial e a EaD, o ensino híbrido é uma modalidade com características e necessidades próprias que devem ser observadas. Utilizando ao mesmo tempo da estrutura e funcionalidades de uma IES e das diversas ferramentas digitais de aprendizagem, o ensino híbrido já é realidade no ensino superior brasileiro.

Ao proporcionar uma integração bem planejada entre as práticas presenciais e as ferramentas virtuais, o ensino híbrido é uma modalidade potente para a IES. São diversas as possibilidades de adequação da carga-horária que o ensino híbrido oferece e a instituição deve decidir qual a mais adequada para seu público-alvo e cursos oferecidos.

Existem diversos modelos que podem ser aplicados no ensino híbrido. A seguir, conheça algumas das principais práticas nessa modalidade, para auxiliar na montagem das trilhas de aprendizagem:

Laboratório rotacional

Neste modelo, os alunos são separados em dois grupos: um primeiro grupo trabalhará com o professor em sala de aula, enquanto o outro desenvolverá as atividades em um laboratório com o apoio das ferramentas digitais. Após a realização das tarefas, os grupos são invertidos.

Com essa dinâmica, o laboratório rotacional ensina autonomia e aos alunos, ao mesmo tempo que o professor atua como facilitador da aprendizagem ao apresentar os conteúdos em classe. Protagonistas de sua própria aprendizagem, os alunos aprendem mais e melhor!

Rotação por estações

A rotação por estações é uma dinâmica de trabalho que estimula diversas habilidades e competências durante toda a trajetória do estudante. A turma é dividida e organizada em diferentes estações de trabalho, com atividades e tarefas diferentes a serem realizadas por todos os grupos.

Com esse modelo de ensino, as trilhas de aprendizagem ganham corpo por meio das diferentes etapas de trabalho. O dinamismo trazido pela rotação por estações ajuda a manter os estudantes engajados e envolvidos com todo seu processo de construção do conhecimento.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida é uma modalidade de ensino muito popular para o ensino híbrido. Por meio desta metodologia, os alunos têm acesso aos conteúdos a serem estudados em casa, deixando o encontro em sala de aula para realização de atividades, debates e tirar suas dúvidas.

Com o auxílio das metodologias ativas, a sala de aula invertida se mostra uma importante aliada da aprendizagem dos alunos, pois torna o estudo mais focado e o momento de encontro mais produtivo. O professor assume o papel de facilitador da aprendizagem, auxiliando os alunos nos encontros presenciais.

Modelos disruptivos

Além das possibilidades apresentadas anteriormente, o ensino híbrido também pode ser palco dos modelos disruptivos. Tais métodos de organização das disciplinas do curso superior se baseiam principalmente na personalização do ensino, pois o aluno assume ainda mais protagonismo ao definir que maneira deseja aprender.

Flex, à la carte e virtual aprimorado são algumas das possibilidades que os modelos disruptivos apresentam e cabe a cada gestor educacional definir o que melhor se encaixa para seus alunos e IES. Para aplicação das trilhas de aprendizagem, os modelos disruptivos estimulam ainda mais o protagonismo dos alunos na construção de seus percursos de conhecimento.

Ensino a Distância

Na EaD, o ponto forte são as diversas ferramentas multimídias disponíveis. Por isso, você pode pensar em vídeos, podcasts, ebooks para passar os conteúdos, utilizar plataformas de reunião para promover debates online, fóruns. Além disso, usar a gamificação na educação pode melhorar — e muito! — o engajamento dos alunos.

Para usufruir de todas as possibilidades que as trilhas de aprendizagem podem trazer a sua IES por meio do EaD, que tal conhecer mais alguns instrumentos que você pode adotar em sua unidade? Venha conosco!

Como aplicar metodologias ativas na trilha de aprendizagem?

A trilha de aprendizagem é um ótimo caminho para aplicar metodologias ativas no ensino superior. Isso porque as duas contam com o princípio de manter o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem. Algumas metodologias ativas que você pode desenvolver ao longo da trilha de aprendizagem são:

Sala de aula invertida

É uma estratégia em que o aluno conhece o conteúdo antes de ir para a sala de aula, utilizando o tempo com professores e colegas para tirar dúvidas, discutir e aprimorar os seus conhecimentos. Por meio dessa abordagem, o docente não mais possui o papel de detentor das informações, mas passa a atuar como um facilitador do processo de aprendizagem dos alunos.

Gamificação na educação 

Utilizando elementos e estratégias de jogos, como pontuação, competitividade e lógica, os conteúdos são aprendidos pelos alunos de forma mais dinâmica. Para adotar essa metodologia, as ferramentas digitais como celulares, tablets e computadores se tornam grandes aliadas do professor em estratégias inovadoras em sala de aula.

Aprendizagem baseada em projetos 

Usar projetos é uma ótima forma de aplicar conhecimento e fazer com que o estudante se torne protagonista em seu processo de aprendizagem. Ao invés de aprender o conteúdo passivamente por meio de aulas expositivas, o aluno passa a construir seu próprio percurso de aprendizagem por meio de projetos engajadores e desafiadores.

Aprendizagem baseada em problemas

Essa metodologia propõe que a resolução de problemas seja parte de um processo significativo de aprendizagem para o aluno. Habilidades e competências socioemocionais são desenvolvidas de maneira individual e também em grupo.

Aprendizagem entre pares 

O debate e o trabalho em equipe são peças fundamentais para entender como funciona essa metodologia ativa. Aqui, a aprendizagem é construída em conjunto, desenvolvendo o senso crítico do aluno por meio das trocas entre os colegas.

Aprendizagem baseada em equipes 

Diversidade, responsabilidade, cooperação e cultura de feedback são alguns dos princípios que guiam a aprendizagem baseada em equipes. Por meio desta metodologia, pequenos grupos são guiados pelo professor para realização de projetos e solução de problemas, criando situações significativas de aprendizagem.

Agora que você já sabe que a trilha de aprendizagem é uma excelente oportunidade para desenvolver as metodologias ativas em sua IES, que tal conhecer algumas obras especialmente pensadas para o ensino superior que tratam sobre esse assunto? Vamos lá?

Para conhecer mais sobre metodologias ativas

Como foi possível observar, são diversas as metodologias ativas que podem ser trabalhadas por meio das trilhas de aprendizagem. O que elas têm em comum é colocar o aluno como centro do processo de aprendizagem, trazendo seu protagonismo para todo o percurso de construção de conhecimento.

Para que isso aconteça, é preciso que diretores e gestores de IES estejam preparados para aplicar no dia a dia essas metodologias ativas. Com um bom embasamento e o uso de todas as ferramentas disponíveis na  instituição de educação, você conseguirá trazer grandes resultados para seus alunos.

Por isso, trouxemos aqui algumas sugestões de obras e autores especialistas no assunto, que podem auxiliar na implementação e aplicação das metodologias ativas de aprendizagem em sua IES. Confira a lista abaixo:

“Metodologias Inov-Ativas: na educação presencial, a distância e corporativa”, de Andrea Cristina Filatro e Carolina Costa Cavalcanti

 Por meio de uma série de exemplos e estudos de caso, as especialistas Andrea Cristina Filatro e Carolina Costa Cavalcanti mostram um extenso panorama das mais inovadoras metodologias educacionais existentes. Na obra, diversas abordagens que colocam o aluno como centro de seu processo de aprendizagem são apresentadas na teoria e na prática.

Metodologias ágeis com foco na gestão de tempo, metodologias imersivas centradas na simulação da realidade, metodologias analíticas para análise de dados produzidos pelos alunos… Enfim, uma série de possibilidades trazidas por métodos mais ativos e dinâmicos de aprendizagem. 

“Informática na educação: o uso das tecnologias digitais na aplicação das metodologias ativas”, de Sanmya Feitosa Tajra

 Que as tecnologias digitais transformaram o mundo não é novidade para ninguém. O que ainda pode ser novo para muitos, no entanto, são as formas de relacioná-las com as metodologias ativas. 

Além de explicar a importância do uso das ferramentas digitais em sala de aula, o livro da educadora Sanmya Feitosa Tajra discute como implementar a informática na educação, de maneira prática e eficaz em todas as modalidades de ensino.

 Afinal, seja o ensino presencial, híbrido ou EAD, a tecnologia deve fazer parte de uma educação inovadora. Em sua última edição, a obra traz também um importante olhar para a aplicação das metodologias ativas de aprendizagem por meio do uso das ferramentas de informática.

“Como preparar conteúdos para EaD: guia rápido para professores e especialistas em educação a distância, presencial e corporativa”, de Andrea Filatro

 Agora que já conhecemos o potencial das tecnologias na execução de metodologias ativas, é preciso saber como preparar o melhor conteúdo para sua instituição de ensino superior. Como o próprio nome sugere, “Como preparar conteúdos para EaD” é uma obra que reúne tudo o que você precisa saber sobre a preparação de aulas e atividades em suas diversas modalidades.

 A proposta do livro é trazer um panorama das principais etapas e passos para aplicação de conteúdos para EaD, seguindo as mais recentes pesquisas em educação e uso das diversas possibilidades das ferramentas digitais.

Após entender o que é e os benefícios da trilha de aprendizagem, aproveite para se aprofundar nas dicas para desenvolvê-la em sua IES neste artigo!

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