Entenda o que é WebQuest e sua importância para o ensino superior

Descubra o que é WebQuest, seus benefícios e como aplicá-lo em sua instituição de educação superior neste artigo!
WebQuest: fotografia com foco nas mãos de uma pessoa digitando em um notebook.

Com as vantagens da tecnologia na educação, cada vez mais os coordenadores trazem ideias diferenciadas para as instituições de educação superior (IES). Essas ideias ajudam a transformar o ambiente acadêmico, incentivar a equipe, criar novas ideias e engajar os alunos. Uma das inovações que tem ganhado muito espaço é a metodologia WebQuest.

Preparamos o presente artigo para apresentar essa abordagem em detalhes, além de explicar como colocá-la em prática.

Vamos em frente!

O que é WebQuest?

A WebQuest é uma metodologia de ensino que, em tradução livre, significa busca pela Web. A ideia é incorporar o aprendizado a uma atividade feita totalmente online, em que os alunos devem acessar informações e recursos digitais para completar a proposta do professor.

Esses recursos digitais serão a fonte de informações para uma pesquisa, valorizando a busca multimídia e multifatorial, abrindo espaço para que o aluno, frente à atividade proposta, busque trilhar caminhos próprios.

A WebQuest ajuda os alunos a se engajar melhor com o conteúdo e surgiu nos anos 90, fazendo uso das tecnologias disponíveis na época de sua criação.

Apesar de simples, webquests têm como característica em comum a presença de recursos web de fácil acesso a qualquer tipo de aluno — geralmente apenas um processador de texto inserido em um site, de formato HTML. A partir daí o professor libera as informações necessárias para que os alunos façam a pesquisa e entrem em maior contato com o tema.

Hoje, é claro, as tecnologias digitais e os recursos digitais de aprendizagem são muito mais desenvolvidos do que eram nos anos 90. Mesmo assim, é possível utilizar a metodologia WebQuest no século XXI, focando em sua estratégia simples, porém efetiva de tornar o conteúdo mais acessível para os alunos.

Ao mesmo tempo, seu uso contribui para inserir o uso da tecnologia, já frequente na vida dos alunos, para o aprendizado.

Pesquisa, autonomia e futuro profissional

A metodologia também está relacionada a outras estratégias educacionais. Isso porque está diretamente ligada às metodologias ativas. Ou seja, a ideia de que o aluno é um protagonista de seu próprio aprendizado, e não apenas alguém que está assistindo uma aula expositiva.

Hoje, a tendência de uma IES voltada para o futuro é pensar no aluno como alguém dotado de autonomia e autogestão necessárias para entrar em contato com o conteúdo educativo. O professor, nesse cenário, assume o papel de facilitador, promovendo debates e novas atividades, não apenas expondo os temas para alunos pouco engajados.

É evidente que este método também pode ajudar a desenvolver a autonomia do aluno. Muitos chegam ao ensino superior cientes de seu amplo repertório cultural e científico, mas poucas habilidades socioemocionais. Também conhecidas como soft skills, elas são muito importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional de qualquer pessoa.

Mas durante as estratégias de ensino tradicionais, essa prioridade pode acabar ficando de lado, quando existe um foco apenas no conteúdo ministrado. Na prática, muitos alunos saem do ensino superior conhecedores de seu mercado de trabalho, porém sem as habilidades socioemocionais necessárias para se destacar profissionalmente.

É a partir desse contexto que as IESs têm buscado, cada vez mais, estratégias educacionais que permitam ao aluno desenvolver esse tipo de competência, como autonomia, empatia e senso crítico.

Leia também: A importância da psicologia positiva no processo de ensino

Como a WebQuest foi criada?

Apesar de parecer um conceito novo, o surgimento da WebQuest é de 1995. Na época, o professor Bernie Dodge, da Universidade de San Diego, criou a proposta com a intenção de aliar as estratégias de ensino que valorizam a autonomia do aluno e a facilidade de acesso aos conteúdos digitais.

Confira, abaixo, um trecho de Dodge sobre a proposta das WebQuests:

“Uma WebQuest é uma atividade orientada para a pesquisa, em que alguma ou toda a informação com que os alunos interagem provém de recursos na Internet, opcionalmente suplementados por videoconferência.”

Ele também propôs a ideia de duas WebQuests diferentes: uma modalidade mais curta, e uma modalidade mais longa.

Modalidade curta

Na WebQuest curta, cuja execução deve levar apenas algumas aulas, o objetivo é que o aluno conclua o processo tendo entrado em contato o suficiente com o tema para ter um bom repertório e integrá-lo a seus conhecimentos.

Modalidade longa

Já no modelo de WebQuest mais longa, a ideia é que o aluno tenha tempo para pensar mais profundamente sobre a temática. Aqui, ao longo de até um mês de aulas, ele deve não só absorver o conhecimento, mas também utilizá-lo para criar algo com que os outros possam interagir.

Qual é a relação entre WebQuest e a Taxonomia de Marzano?

O pesquisador Robert Marzano, com base na Taxonomia de Bloom e suas limitações, desenvolveu uma nova e atualizada hierarquia da aprendizagem para o século XXI. Essa estratégia é utilizada por educadores em conjunto com as WebQuests ,e elas se relacionam na proposta multifatorial do aprendizado.

De acordo com sua pesquisa, o conhecimento seria baseado em três domínios: 

  1. Domínio interno;
  2. Domínio metacognitivo;
  3. Domínio cognitivo.

1. Domínio interno

O domínio interno é a autorreflexão, a motivação perante o aprendizado. Aqui, o aluno mostra suas crenças sobre a importância do conteúdo e as emoções associadas a ele. É importante considerar essa esfera porque o aluno precisa valorizar o conteúdo e ter autoconfiança necessária para poder aprender.

2. Domínio metacognitivo

Já na esfera metacognitiva, o foco é o monitoramento: aqui, o estudante desenvolve suas metas de aprendizagem, questiona seu progresso e a clareza com que compreende a temática.

3. Domínio cognitivo

A seção cognitiva da aprendizagem é o processo de aquisição do conhecimento em si. Assim como na Taxonomia de Bloom, a ideia é que o aluno passe por atividades que estimulem a compreensão completa da temática.

Esse processo de aquisição do conhecimento passaria pelas quatro etapas explicadas abaixo:

  1. Recuperação da informação: aluno entra em contato com o conteúdo ao executar atividades e lembrar de uma informação passada em aula;
  2. Compreensão: é a etapa de sintetização e categorização da informação
  3. Análise: aqui, o importante é comparar, classificar, generalizar e especificar as informações;
  4. Utilização: a última etapa é usar o conhecimento para tomar decisões, resolver problemas, investigar e realizar pesquisas experimentais

E o que isso tem a ver com as WebQuests?

Se o aluno tem em mãos as ferramentas de aquisição, compreensão e análise da informação, ele pode utilizar o que aprendeu para a realização de pesquisas e experimentos. Daí a relação dessa proposta com as WebQuests.

Na web, onde muitas informações são facilmente acessíveis, o processo cognitivo é beneficiado pela criação de projetos que englobam a aprendizagem como um todo. 

Marzano também propôs o domínio do conhecimento por 3 fatores: informação, procedimentos mentais e procedimentos físicos. Nessa visão, o aluno precisaria tanto compreender o conteúdo quanto agir em torno dele. 

É a mesma proposta, por exemplo, da gamificação na educação: se o aluno interage de forma mental e prática com a aula, ele terá melhor compreensão do tema.

Assim, colocando no contexto da WebQuest, a ideia é que a criação e solução de projetos seja um caminho para o aluno “colocar a mão na massa” e interagir com o conteúdo, proporcionando uma compreensão mais ativa da disciplina.

Leia também: Passo a passo para elaborar um plano de aula com metodologia ativa

Guia estrutural para criação de WebQuests

Para a criação de WebQuests, é preciso seguir uma estrutura básica que permita a difusão e a compreensão da informação dada. Ainda que as tecnologias variem e tenham evoluído desde 1995, a simplicidade é a chave desse processo.

Vamos indicar, neste tópico:

  • No que consiste a estrutura básica das WebQuests;
  • Como ampliar esta estrutura e aprofundar a WebQuest.

Qual é a estrutura básica para criação de WebQuests?

Como estrutura básica, Bernie Dodge propõe:

  1. Introdução
  2. Tarefa
  3. Informações
  4. Instruções
  5. Guia
  6. Conclusão

O professor deverá criar um guia de atividade acessível por meio dos recursos digitais da IES, como a plataforma digital de aprendizagem. Lá, a tarefa será organizada segundo a estrutura delineada acima, e complementada por bibliografias e dicas.

Vamos explicar em mais detalhes cada um dos pontos da estrutura da WebQuest.

1. Introdução

A introdução irá conter as informações básicas sobre o tema, a relação com os estudos e a importância da abordagem para a formação do aluno. Se for um tema novo, é importante explicar sua relevância dentro da disciplina.

2. Tarefa

Aqui, o docente explica qual é a atividade proposta. É preciso criar tarefas interessantes e que possam ser concluídas no prazo estipulado, com metas mensuráveis. Projetos de pesquisa são a modalidade típica, mas o professor pode trazer novos procedimentos.

3. Informações

Um ponto muito importante das webquests. Ainda que os recursos bibliográficos e informativos sejam abundantes na internet, é essencial que o docente faça uma curadoria, ou seja, indique fontes confiáveis. 

Além de sites e artigos online, pode-se fazer uso de e-Books, podcasts, vídeos, entre outros recursos educacionais. O ideal é que eles estejam linkados na página ou acessíveis dentro da plataforma de aprendizagem.

4. Instruções

O docente deve explicar, com clareza, quais passos os alunos devem seguir para realizar a atividade. Seja um projeto de pesquisa ou uma atividade faça-você-mesmo, é importante delimitar todas as etapas que precisam ser concluídas.

5. Guia

Como organizar o conteúdo adquirido? É aqui que o professor deve orientar seus alunos a classificar e analisar o que foi visto. Proposta de escrita, questões e até fluxos de pensamento podem ser utilizados nessa etapa.

6. Conclusão

Lembre aos alunos o que foi visto, as metas atingidas e quais aprendizados surgiram desse trabalho. Também é importante abrir espaço para a reflexão e encontrar formas de incorporar o conteúdo ao repertório, levando-o para outras esferas após a conclusão do projeto.

Esses são os passos principais de uma WebQuest curta, prevista para durar entre uma e três aulas da disciplina. Em linhas gerais, esse tipo de WebQuest funciona para introduzir uma temática relevante e torná-la parte da matriz curricular, de uma forma mais acessível.

Mas, para WebQuests mais longas, há diferentes estratégias educacionais que auxiliam o aluno a compreender mais profundamente o conteúdo, pensando mais a longo prazo.

Leia também: Saiba o que é e como desenvolver a rotação por estações no ensino superior

Como ampliar a WebQuest e aprofundar em seus temas?

Pensando em estratégias de aprofundamento, se uma WebQuest for utilizada durante um período mais longo, ela deve incluir mais reflexão e ponderação. Dessa forma, exigirá mais pensamento crítico e, portanto, melhor difusão da informação.

Entre as habilidades utilizadas neste processo, podemos citar:

  • Comparação, 
  • Classificação, 
  • Indução, 
  • Dedução, 
  • Análise de erros, 
  • Embasamento, 
  • Abstração
  • Perspectiva. 

Isso significa que o aluno deve entrar em contato com a informação, compará-la com seu repertório, classificar o conteúdo e induzir ligações. Com isso, ele passa a deduzir significados e práticas.

Essa iniciativa é importante, porque a partir dela o estudante analisa seus erros e falhas de interpretação, o que, aliado ao embasamento científico, faz com que chegue às conclusões corretas. Esse processo é um espelho do método científico: observar um fato, ter uma hipótese, testá-la e chegar a uma conclusão (positiva ou negativa).

Se essas etapas forem concluídas, o aluno terá informações diversas para abstrair a teoria e conseguir aplicá-la em mais contextos. Tendo em mente a prática já feita, ele pode levar o conhecimento para outras áreas.

Além da aplicação desta metodologia, outra forma de redimensionar a WebQuest é incluir elementos complementares à atividade.

Elementos complementares das webquests

Além da estrutura básica da metodologia, também existem alguns elementos complementares às WebQuests. Eles não necessariamente alteram seu formato, mas mantêm a ideia e o foco inicial e adicionam novos desafios.

WebQuests em grupo

A WebQuest pode ser uma atividade coletiva. Torna-se, assim, um instrumento para incentivar os alunos a trabalhar em grupos, para que encontrem a solução buscada unindo os conhecimentos entre si. 

Isso é uma forma de facilitar a colaboração e aprendizagem entre pares, o que pode tornar o conhecimento mais acessível.

WebQuest estilo simulação

A segunda forma de complementar a WebQuest é inserir uma motivação ao projeto. Por exemplo, se os alunos fazem o papel de investigadores em relação ao tema, é importante dar a eles uma meta ou um cenário em que possam dialogar sobre as questões abordadas.

Metas tangíveis, como por exemplo solucionar uma questão socioeconômica em uma simulação, fazem com que os alunos entrem em seus papéis e tenham um objetivo final, incorporando elementos de gamificação à atividade.

Essa inclusão de narrativas ajuda a organizar os passos, motivar os alunos e tornar o processo de aprendizado mais leve.

Webquests e multidisciplinaridade

A tendência para o aluno do futuro é que ele vá além de ideias preconcebidas do que deve ser seu foco profissional. Isso porque um profissional completo e diverso tem em seu repertório conhecimentos de múltiplas áreas relacionadas a seus interesses, além de ter planos e ideias de outros aspectos de sua vida.

Essa característica se reflete em um profissional (e uma pessoa) mais interessante e com visão ampla, o que se transforma em ideias inovadoras e capacidade de trazer perspectivas diversas para o ambiente de trabalho.

A IES pode ser uma aliada no desenvolvimento dessas habilidades, por meio de um projeto pedagógico de curso que incentive a integração entre as disciplinas, além de incorporar outros interesses dos alunos. 

Por exemplo: em um curso de Direito, é importante relacionar disciplinas como Ciências Sociais, Antropologia, Economia e Relações Internacionais, além de valorizar atividades como extensão universitária, trabalho voluntário, estágios e afins.

Quais são os objetivos educacionais de uma WebQuest?

A webquest possui vários objetivos educacionais:

  1. Modernizar a educação
  2. Promover a colaboração
  3. Desenvolver habilidades cognitivas
  4. Promover a criatividade
  5. Valorizar o professor
  6. Democratizar o conhecimento

De acordo com Dodge, são baseados na ideia de um aprendizado contemporâneo, efetivo e que faz o melhor uso do tempo do aluno e da internet. Vamos falar mais sobre cada um desses objetivos logo a seguir.

1. Modernizar a educação

Na Internet (em fontes seguras, claro), o aluno pode encontrar informações atualizadas geradas por cientistas das mais variadas áreas. Isso significa que ele poderá ter contato direto com o conhecimento de qualidade, atrelado à realidade vivida. Também é uma forma de acessar a produção científica e cultural de outras IES, o que facilita a colaboração.

2. Promover a colaboração

O acesso à rede também potencializa a comunicação e colaboração. Alunos trabalham em grupos e ao lado de comunidades científicas, buscando contextualizar suas ideias em meio a uma geração maior de informações. Essa colaboração é uma habilidade importante para o futuro acadêmico.

3. Desenvolver habilidades cognitivas

Além de difundir o conteúdo, o desafio das WebQuests é que o aluno precisa realizar uma autorreflexão e discernir os métodos utilizados. Isso leva ao “aprender sobre como aprender”, em que o aluno analisa seus próprios processos cognitivos, o que funciona, como criar condições melhores para aprender e quais benefícios cada tarefa traz.

Nesse sentido, é uma tarefa benéfica para toda a graduação, já que um aluno autônomo e ciente de suas habilidades pode fazer escolhas melhores em relação aos próprios estudos e especializações.

4. Promover a criatividade

As WebQuests são exercícios criativos. Isso porque são cenários experimentais e investigativos em que o aluno é transportado para uma tarefa, um projeto, sem as mesmas predisposições de uma sala de aula tradicional.

Portanto, as resoluções serão mais criativas. Essa iniciativa faz com que o aluno implemente mais ideias originais, tanto durante a atividade quanto posteriormente.

5. Valorizar o professor

Ainda que a WebQuests tenha modelos de funcionamento, a criatividade e a curadoria do professor são os principais fatores determinantes de como ela será. Além de facilitador, o professor assume também tarefas típicas do design instrucional.

Ele pode determinar as etapas, as características e os guias de cada WebQuest de acordo com o que espera que os alunos aprendam, tornando a estratégia muito mais personalizável do que uma aula comum.

6. Democratizar o conhecimento

Uma das propostas da Internet é a democratização do acesso à informação e, ainda que o cenário seja bem diferente do que era em 1995, o projeto pode ajudar e muito nessa tarefa.

Recursos digitais abertos, como o Google Scholar, o Internet Archive e vídeos/podcasts educativos estão sendo constantemente publicados, com acesso livre, gratuito e simples. Com a indexação, fica ainda mais simples acessar de qualquer dispositivo o conteúdo necessário.

Então, as WebQuests podem – e devem – fazer uso dessas ferramentas e buscar criar também conteúdo acessível para outras pessoas. Essa valorização de uma ciência livre também é um aprendizado para o futuro acadêmico e profissional dos alunos.

Leia também: Importância e dados sobre a democratização do ensino superior no Brasil

Confira: exemplos de WebQuests para implementar em sua IES

Existem infinitas formas de desenvolver uma WebQuest eficiente para seus alunos. Tudo depende da disciplina, dos recursos utilizados e das habilidades que precisam ser desenvolvidas durante a atividade.

Para auxiliar coordenadores e docentes, reunimos algumas propostas de WebQuests que podem ser adaptadas para uso em diferentes planos de aula, criando ambientes de aprendizagem efetivos e bem planejados.

1. Bases de dados

O uso de dados nas mais diversas áreas de conhecimento tem ganhado muito espaço nos últimos anos. 

Mas apenas números e informações não contam histórias completas. Por isso, é importante que os alunos desenvolvam o pensamento crítico e a capacidade de categorização necessários para reunir e interpretar os dados.

Uma WebQuest interessante, nessa linha, pode ser propor uma pesquisa em censos da população por informações que chamem a atenção dos grupos. A partir daí, eles podem reorganizar e analisar os dados adquiridos de forma a apresentar suas próprias conclusões.

Por exemplo, os censos mostram que as pessoas com deficiência são pouco representadas nos ambientes de trabalho. Que tal questionar os alunos sobre o histórico social e legal dessa realidade e aumentar a base de dados sobre o assunto?

Além de ser uma atividade de aprendizado, pode ser utilizada posteriormente como bibliografia para outros alunos.

2. Debates

No mundo contemporâneo, estamos sempre cientes de conflitos e questões sociais que atingem grupos próximos ou distantes de nós, graças ao avanço da tecnologia.

Pensando nisso, uma opção de WebQuest é utilizar um documento (como uma reportagem ou relatório) sobre uma situação controversa e propor aos alunos uma busca por argumentos em recursos digitais.

Com esses argumentos, os alunos podem debater a situação com embasamento, incluindo fontes confiáveis e legítimas em seu repertório.

3. Entrevistas

Se a disciplina estiver focando em uma personalidade importante, como um cientista da área, pode ser interessante realizar uma WebQuest com dois papéis. 

Um grupo pode representar os investigadores, que criarão uma série de perguntas que gostariam de fazer a essa pessoa. O outro grupo representará, então, a personalidade, então terá como tarefa estudar tanto suas publicações quanto as publicações feitas a seu respeito. 

Assim, ambas as partes se aprofundarão no conteúdo, ainda que de lados opostos, para que a turma como um todo possa compreender, de diferentes ângulos, o contexto em que aquela teoria científica surgiu.

4. Estudo de caso

Outra proposta interessante de WebQuest, potencializada pelas facilidades do século XXI, é o estudo de caso. Aqui, os alunos podem partir de uma situação marcante do mercado em que pretendem atuar, como uma empresa de sucesso, uma estratégia de marketing ou até mesmo um julgamento relevante.

Nessa WebQuest, o objetivo é recriar os passos do caso, analisando o que deu certo (e o que deu errado), para então poder abstrair desses exemplos o conhecimento que será abordado em sala de aula. 

Por exemplo, se um produto explode no mercado, é interessante fazer com que os alunos, via web, tentem incorporar as estratégias utilizadas pela empresa para obter esse sucesso. Nessa experiência, eles aprenderão sobre planejamento, barreiras e metas que terão que atingir.

As webquests têm diferentes facetas e podem ser planejadas de acordo com a necessidade de cada curso, IES e turma. Por isso, são uma estratégia de ensino importante e que trazem enormes benefícios para a formação do aluno.

Além da WebQuest, existem mais métodos interativos que aumentam o engajamento e trazem inovação para a sala de aula. Que tal conferir, nesse sentido, nosso texto sobre como desenvolver as metodologias ativas com uso de tecnologias digitais?

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