O que é o modelo de questões Enade?

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) tem o objetivo de avaliar o desempenho dos concluintes de diversos cursos de graduação no Brasil. Todos os anos, milhares de egressos submetem-se ao modelo de questões Enade, que, além de avaliar o desempenho individual dos estudantes, também analisa a performance das Instituições de Ensino Superior (IES).

Dessa forma, considerando a importância do exame para as IES, é fundamental preparar o aluno a longo prazo. Isso porque a matriz da prova, segue a elaboração de alguns itens e objetos de conhecimento pré-determinados para atender aos conteúdos indicados pelo MEC para calcular o conceito Enade.

Assim, é preciso desenvolver as habilidades dos estudantes por meio do exercício contínuo de atividades. Somente com a prática de conteúdos e habilidades específicas é possível otimizar não só os resultados dos estudantes, mas também os da IES.

Sendo assim, existe um padrão nas questões do Enade que torne possível realizar uma preparação eficiente dos estudantes? Neste artigo, vamos mostrar a você o que é o modelo de questões Enade, suas características e os tipos de questões presentes no Exame. Confira!

Quais as características do Enade?

Inicialmente, é importante conhecer as principais características e atributos do Enade. Sua principal particularidade é ser um componente curricular obrigatório para os cursos de graduação. Ou seja, os alunos designados para fazer a prova só conseguem colar grau se tiverem participado do teste. 

Sim, apenas alguns alunos irão fazer o Enade. Isso porque a aplicação da prova é trienal (a cada ano uma certa quantidade de cursos são convocados), e delimita a qualidade dos cursos de graduação por amostragem. No ano em que o Enade é realizado, todos os alunos que estão no final do primeiro e do último ano de curso podem fazer a prova.

A obrigatoriedade não abrange os ingressantes. Ou seja, apenas os alunos do último ano deverão fazer a prova. Apesar disso, a IES precisa cadastrar os alunos que estão no fim do primeiro ano, e deixar a decisão de participação na mão deles. 

A prova consiste em questionários, cujos tipos de perguntas iremos abordar mais adiante. A ideia é que elas sejam capazes de demonstrar as habilidades adquiridas no curso, como uma forma de medir a capacidade daquela IES de ministrar aquele curso e formar bons profissionais. 

Apesar dessas informações se aplicarem às últimas provas do Enade, todo gestor e coordenador de IES precisa estar conectado às regulamentações e diretrizes que são divulgadas anualmente em uma portaria. O documento também delimita a data de aplicação, e dá as indicações de participação no Manual do Estudante. 

Geralmente, a prova é aplicada em novembro e tem duração de 4 horas. Os alunos respondem a 40 questões, 10 de cunho geral e 30 relacionados à sua área específica. As perguntas específicas estão ligadas às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso em questão.

Diferente do Enem, a prova é composta de questões dissertativas, além das clássicas perguntas de múltipla escolha. Além disso, há um questionário que coleta informação sobre o aluno.

Existe um modelo de questões Enade?  

Embora os órgãos oficiais não tenham publicado em editais e manuais sobre a elaboração de itens no padrão Enade, pode-se verificar, a partir da análise de Exames passados, que algumas estruturas e estratégias são recorrentes.

Ou seja, apesar de não haver um padrão quanto à elaboração dos itens, pode-se verificar tendências e recorrências que constituem um modelo de questões Enade bem característico desse Exame.

Dessa forma, a elaboração de itens que seguem essas orientações tende a se assemelhar mais à realidade do Enade. Com isso, é possível que sua IES prepare seus alunos de forma eficiente, de modo a treiná-los com questões bem construídas.

Veja, a seguir, quais são os principais pontos que caracterizam um item e dicas de como elaborá-los, seguindo o modelo de questões Enade.


O que caracteriza o modelo de questões Enade?

As questões do Enade são compostas a partir de três macroestruturas:

  1. texto-base;
  2. enunciado;
  3. alternativas. 

Vale ressaltar que essa divisão é exclusivamente didática, pois há de se considerar que todas elas se integram e se completam.

Na interligação entre essas macroestruturas há uma articulação, que permite uma abordagem homogênea do conteúdo a ser trabalhado, sem que haja desconexão entre esses três elementos. 

Conhecer um pouco mais sobre a estrutura das questões aplicadas no Enade pode levar ao direcionamento correto do conteúdo apresentado aos alunos, com a aplicação de questões semelhantes em provas e simulados. Destrinchamos cada um desses tópicos, confira:

1. Texto-base   

O texto-base é essencial no modelo de questões Enade, pois ele é indispensável para a resolução do item. O texto pode ser verbal ou não-verbal, podendo apresentar imagens, tabelas, charges, gráficos, etc.

O importante é perceber que ele deve conter a situação-problema ou situação-estímulo, demandando do aluno o uso de habilidades, como a reflexão e a tomada de decisões. Se o texto for dispensável, será considerado um pretexto e deverá, portanto, ser reformulado.

Além de estar estreitamente relacionado ao objeto do conhecimento da questão, o texto-base deve se relacionar às habilidades e operações mentais que o item pretende estimular. Dessa forma, a sua escolha não deve ser arbitrária; ao contrário, deve estar em conformidade com o tema e com os objetivos exigidos na questão.

2. Enunciado  

O enunciado é o trecho que se encontra disposto após o texto-base. Apesar de simples, sua elaboração não deve ser negligenciada. Nele, se fornece o comando para a resolução da questão, portanto, é a instrução da tarefa que o examinando deve executar.

Assim, o enunciado deve ser claro e objetivo. Não deve constar informações ilustrativas dispensáveis à sua análise. Preferencialmente, ele deve ser redigido em frases simples, com a sentença em ordem direta e a forma afirmativa. Além disso, é desejável que se usem termos impessoais construídos em 3ª pessoa, como: “considera-se”, “entende-se”, dentre outros.

Ademais, o enunciado é a parte em que se explicita o nível de habilidade cognitiva a ser avaliado. Dessa forma, sua adequada elaboração exige a compreensão do tema e dos objetivos da questão.

Nesse sentido, cabe ressaltar a importância dos operadores mentais na construção de itens no modelo de questões Enade. Segundo a Taxonomia de Bloom, esses operadores se referem aos domínios cognitivos que variam do entendimento de um conceito à criação de novas ideias. Bloom estabelece distintos processos cognitivos em uma ordem crescente de complexidade.

Uma dica para construir o enunciado é que os comandos devem ser sempre afirmativos, solicitar a resposta correta e nunca pedir a identificação da alternativa incorreta. Ainda, dependendo do tipo de item escolhido para a questão, haverá enunciados pré-determinados. Portanto, atente-se à estrutura de cada tipo de questão para identificar os comandos possíveis.

Leia também: Confira 8 dicas práticas sobre como incentivar a leitura na sua IES

3. Alternativas  

As alternativas consistem em possibilidades de resposta para a situação-problema apresentada. Dentre elas, existe apenas uma resposta correta (gabarito) e as demais alternativas são os distratores. É importante que essas alternativas sejam absolutamente incorretas. Não se pode, conforme o modelo de questões Enade, pedir a identificação da alternativa “mais adequada”. É preciso que somente uma alternativa atenda perfeitamente ao que o enunciado solicita.

Ademais, o item deve estar isento de “pegadinhas”, pois essas estratégias acabam por distorcer os resultados. Se a questão for elaborada com distratores confusos, em vez de ela reportar ao examinador o desconhecimento ou conhecimento do aluno sobre o tema e as habilidades (dados que, de fato, interessam), os erros ou acertos na questão só oferecerão resultados não confiáveis.

A dica é elaborar as alternativas com aproximadamente a mesma extensão. Isso porque os alunos tendem a crer que respostas mais extensas e mais detalhadas são as corretas. Além disso, o Enade tende a dispor as alternativas em ordem piramidal, ou seja, começando do texto menor ao mais extenso.

Já no caso dos itens de complementação múltipla, é recomendado manter a proporção entre o número de ocorrências das asserções nas alternativas. Em outras palavras, ao indicar as asserções I, II, III (ou quantas houver) nas alternativas, é importante que o número de repetições das asserções seja igual ou, pelo menos, muito próximo. No modelo de questões Enade, essa ordem também segue o formato piramidal.

Agora que você viu como é o modelo de questões Enade e as suas características, vejamos quais são os tipos de questões cobradas no exame.

Quais são os tipos de questão do Enade?

Conforme exposto, o modelo de questões Enade deve ser elaborado segundo uma formatação específica. Provas de grande escala como o Enade, e até mesmo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) possuem uma estrutura própria, que garante a confecção de questões dentro de um mesmo padrão, já que diversos profissionais são responsáveis pelo material.

Isso é um grande ganho para as instituições de educação superior, já que é possível utilizar essas categorias de forma mesclada para criar provas que treinarão os alunos para o Enade. 

Além disso, é possível se valer dessa estrutura, porque além de muito completa, ela foi desenvolvida para compreender se os alunos realmente estão aprendendo, o que é um desafio de todas as avaliações aplicadas nas IES. Confira como são cada uma dessas questões a seguir.

Complementação simples

Nesse modelo de questões Enade, tem-se uma informação incompleta, no qual o texto das alternativas completa o enunciado. Assim, as alternativas dão continuidade ao texto do enunciado.

Além de treinar habilidades de interpretação, é possível aplicar com textos, e a uma fórmula matemática, conforme o exemplo:

(ENADE 2012) Nas empresas, é necessário fazer previsão de vendas para realizar planejamento adequado dos recursos financeiros, humanos e operacionais. O departamento de marketing, que mantém contato direto com o mercado consumidor, é o mais indicado para realizar a previsão de vendas. 

O gráfico abaixo mostra as vendas (em unidades) dos últimos seis meses de um produto:

Modelo de questões Enade: gráfico de questão

Considerando-se o gráfico acima e utilizando-se o método da média móvel trimestral, verifica-se que a previsão de vendas (em unidades) para o mês de dezembro é igual a:
a) 500
b) 520
c) 530
d) 540
e) 550

Respostas múltiplas

Esse tipo de item é composto por três ou quatro afirmações, propostas conforme a situação-estímulo do enunciado. O aluno deverá identificar, dentre as alternativas, aquela em que os itens são verdadeiros, partindo, sempre, da análise de cada um deles. 

É o que chamamos de escolha baseada em uma “chave de respostas”. Um efeito recorrente nesse tipo de questão é o uso de duas opções parecidas, em que uma das afirmações trata-se de um distrator. Confira um exemplo:

(ENADE 2013) De um ponto de vista econômico, a globalização é a forma como os mercados de diferentes países interagem e aproximam pessoas e mercadorias. A superação de fronteiras gerou uma expansão capitalista que tornou possível realizar transações financeiras e expandir os negócios para mercados distantes e emergentes. O complexo fenômeno da globalização resulta da consolidação do capitalismo, dos grandes avanços tecnológicos e da necessidade de expansão do fluxo comercial mundial. As inovações nas áreas das telecomunicações e da informática (especialmente com a Internet) foram determinantes para a construção de um mundo globalizado. 

Sobre globalização, avalie as afirmações a seguir:

I. É um fenômeno gerado pelo capitalismo, que impede a formação de mercados dinâmicos nos países emergentes.
II. É um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que aprofunda a integração econômica, social, cultural e política.
III. Atinge as relações e condições de trabalho decorrentes da mobilidade física das empresas.

É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

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Interpretação

Nesse modelo de questões Enade, o enunciado é composto por uma situação estímulo que exige a efetiva leitura e interpretação do aluno. A partir dela, ele reúne as ideias e os elementos necessários para solucionar o problema proposto. Faz-se uso de quadros, tabelas e gráficos, por exemplo.

Este é um tipo de questão muito presente na vida dos estudantes que se dedicaram ao vestibular, uma vez que o Enem e o próprio ensino médio, preconizam a aplicação deste tipo de questão. Elas podem também ser transdisciplinares, abarcando uma série de repertórios e conhecimentos. 

Confira um exemplo da prova de Ciências Sociais:

(ENADE 2021) A chance de uma criança de baixa renda ter um futuro melhor que a realidade em que nasceu está, em maior ou menor grau, relacionada à escolaridade e ao nível de renda de seus pais. Nos países ricos, o “elevador social” anda mais rápido. Nos emergentes, mais devagar. 

No Brasil, ainda mais lentamente. O país ocupa a segunda pior posição em um estudo sobre mobilidade social feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2018, com dados de 30 países. 

Segundo os resultados, seriam necessárias nove gerações para que os descendentes de um brasileiro entre os 10% mais pobres atingissem o nível médio de rendimento do país. A estimativa é a mesma para a África do Sul e só perde para a Colômbia, onde o período de ascensão levaria 11 gerações. 

Mais de 1/3 daqueles que nascem entre os 20% mais pobres no Brasil permanece na base da pirâmide, enquanto apenas 7% consegue chegar aos 20% mais ricos. Filhos de pais na base da pirâmide têm dificuldade de acesso à saúde e maior probabilidade de frequentar uma escola com ensino de baixa qualidade. 

A educação precária, em geral, limita as opções para esses jovens no mercado de trabalho. Sobram-lhes empregos de baixa remuneração, em que a possibilidade de crescimento salarial para quem tem pouca qualificação é pequena — e a chance de perpetuação do ciclo de pobreza, grande. 

LEMOS, V. Brasil é o segundo pior em mobilidade social em ranking de 30 países. BBC News Brasil, 15 jun. 2018 (adaptado)

A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que:

A) o fator ambiental e o fator demográfico afetam a mobilidade social observada, sendo ela menor nos países que apresentam as maiores taxas de natalidade. 

B) a baixa organização social dos economicamente menos favorecidos determina a baixa mobilidade social da base para o topo da pirâmide.

C) a mobilidade social é caracterizada por um fator ancestral que se revela ao longo das gerações, sendo um limitador da eficácia de políticas públicas de redução das desigualdades sociais.

D) a análise de mobilidade social permite a observação de um ciclo vicioso, que se caracteriza por uma subida nas camadas sociais seguida de uma queda, repetindo-se esse ciclo de modo sucessivo.

E) a ascensão social depende de fatores viabilizadores que estão fora do alcance das camadas pobres, o que ocasiona conflitos sociais em busca do acesso a tais fatores.

Asserção-razão

O último modelo de questões Enade demanda a análise de relações. Dessa maneira, são propostas duas asserções e o aluno deverá analisá-las individualmente e, depois, comparativamente. Em outras palavras, ele analisa a veracidade de cada asserção e, em seguida, avalia se há uma relação de causalidade entre elas.

Esse tipo de questão possui um nível de complexidade muito interessante para o ensino superior, já que testa a capacidade do aluno de traçar correlações, uma habilidade extremamente válida tanto no contexto educativo quanto no laboral. Veja este exemplo da prova de design:

(ENADE 2021) Em muitos contextos, o briefing é o ponto de partida para compreender os objetivos a serem atingidos e mensurar o progresso nos projetos de design. Os aspectos a considerar na formulação do briefing dependem de diversos fatores, como a complexidade do projeto, suas características essenciais, seu público e questões operacionais. 

As informações podem ser qualitativas e/ou quantitativas, desde que sejam úteis e esclarecedoras.  BROWN, T. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 (adaptado).

A partir da ideia de briefing apresentada no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 

I. O briefing de design é elaborado de forma colaborativa entre o solicitante do projeto e a equipe de design. 

PORQUE 

II. Tanto informações setoriais específicas do solicitante quanto métodos estratégicos do design delimitam o conteúdo do briefing. 

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. E As asserções I e II são proposições falsas.

Discursivas

Os itens dissertativos ou discursivos são as conhecidas questões abertas, em que o estudante precisa discorrer sobre determinado assunto. Isso é baseado na teoria de seu curso e de determinadas disciplinas, de modo a correlacionar os materiais apresentados na questão.

Esse tipo de pergunta avalia o conhecimento técnico ou geral, além da capacidade de se expressar de forma clara, coerente e de acordo com as regras gramaticais. Confira um exemplo da prova de direito:

(ENADE 2018) A sociedade contemporânea vive o fenômeno das mídias digitais de forma intensa. Nelas, são veiculadas diariamente notícias verdadeiras e também fake news. Em algumas oportunidades, reconstroem fatos que causam traumas àqueles que viveram o evento ou que expõem em demasia ao público aquilo que se pretende privado. 

O mundo virtual é capaz de causar danos, riscos terminais à privacidade e à autonomia individual, emanados da ampla abertura da arena pública aos interesses privados [e também o inverso], e sua gradual mas incessante transformação numa espécie de teatro de variedades dedicado à diversão ligeira. 

BAUMAN, Z. Danos colaterais: desigualdades sociais numa era global. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013 (adaptado). 

A partir das ideias apresentadas, redija um texto acerca do direito ao esquecimento na sociedade da informação, abordando, necessariamente, os aspectos a seguir: 

• os direitos da personalidade em diálogo com os direitos fundamentais como meio de prevenção de danos; 

• um fundamento jurídico que ampare o direito ao esquecimento; 

• um fundamento jurídico que garanta o direito à informação. 

Como montar uma questão do Enade em 5 passos

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o Enade e os modelos de questões utilizadas no teste, vamos te dar o passo a passo e algumas dicas valiosas para que você possa desenvolver esse tipo de material na sua IES.

Lembrando que, ao incorporar questões como estas na grade de avaliação da sua instituição, há grandes chances de seus alunos terem um desempenho exemplar na prova. Aumentamos assim a média do curso, da sua IES e, consequentemente, a captação de alunos.

Essas dicas e passos podem auxiliar seu corpo docente na elaboração de avaliações mais complexas, capazes de treinar seus alunos e prepará-los para o mercado de trabalho.

Continue esta leitura e saiba mais:

1. Consulte a Matriz de Referência

A matriz de referência é o documento que contém as competências a serem trabalhadas em uma prova. É a partir dela que será feito o conteúdo das questões, que atuam como testes de conhecimento e habilidades dos estudantes e futuros profissionais. 

Cada prova contém uma matriz de referência, e com o Enade não é diferente. Para cada curso há um conteúdo a ser abordado, e esse deve ser o ponto de partida para a confecção de questões que se baseiam no modelo dessa prova.

Lembrando que essas informações estão relacionadas com o que é aprendido em sala de aula, já que esse conteúdo também é embasado em diretrizes nacionais do ensino superior, que promovem uma maior padronização das formações.  

2. Selecione o tipo de questão

As questões do Enade podem seguir alguns tipos de estruturas, como mencionamos anteriormente. Mas o que vem primeiro, a escolha do tipo de questão ou o conteúdo? Como já sabemos, primeiramente é preciso saber os objetivos por trás da questão.

Logo depois, fica mais fácil definir qual tipo de abordagem será mais adequada para o conhecimento que se deseja testar. A primeira ramificação do tipo de questão será entre resposta aberta ou fechada.

Observando os cadernos de prova anteriores, é possível perceber que a estrutura dos tipos de questão é sempre respeitada, mesmo em cursos muito diferentes entre si, como é o caso da Matemática, Artes Plásticas ou Medicina.

3. Construa o conteúdo

A construção do conteúdo deve prever um enunciado bem claro, com referências atuais. Sempre que possível, incorporar dados, textos, imagens e gráficos para aumentar o nível de complexidade do material. 

Os temas mais atuais fazem com que os alunos passem por uma abordagem mais relacional e significativa, podendo ancorar os conhecimentos em alguns pontos comuns, de seu dia a dia. Isso pode ajudar a resolver uma questão, aumentando sua média de acertos. 

A observância às normas da ABNT deve sempre ser seguida, afinal de contas, a escrita acadêmica segue esse padrão normativo. Além disso, sempre se atente ao que exigem as portarias de cada curso, voltando à matriz sempre que possível. 

4. Cheque a questão

Além daquilo que as questões precisam ter, existem alguns aspectos, não muito desejáveis, que precisam ser evitados. Por isso, sempre cheque a questão em busca de conteúdos que exigem do aluno decorar algum conceito ou fórmula. 

Também é importante evitar termos como: nunca, totalmente, sempre, entre outros similares, que dão a ideia de algo absoluto e imutável.

Além disso, fique atento a quaisquer exemplos que possam caracterizar um enviesamento político ou que possam ser ofensivos e discriminatórios. Avalie se sua questão possui a estrutura de texto-base, enunciado e cinco alternativas, no caso das questões fechadas.

Observe se as palavras utilizadas são de conhecimento comum pelos falantes da língua e se seu texto está coerente, coeso e sem erros ortográficos. Distratores não são sinônimo de pegadinha, que induz ao erro. Eles precisam ter uma lógica.

5. Aplique a questão 

Você pode achar que neste ponto sua questão está aprovada, mas não é bem isso!  O teste em um grupo de controle é uma forma de autocrítica, que irá apontar possíveis interpretações dúbias, erros de escrita e até mesmo de conceito.

Nesta etapa você pode utilizar o aconselhamento de outros professores, profissionais da área e até mesmo dos alunos. Com essa validação, o material terá maior chance de sucesso em seus objetivos. 

Esperamos que você tenha entendido quais são as orientações para a elaboração de itens segundo um modelo de questões Enade. Agora, leia também nosso próximo artigo e saiba como funciona o banco de questões Enade para que a sua IES prepare melhor os alunos para o Exame!


Otimize o desempenho das faculdades no Enade! 8 dicas para sua IES

Conhecer o desempenho das faculdades no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) é fundamental para a sua instituição de educação superior (IES). A partir desse conhecimento, é possível conduzir estratégias para se destacar no mercado e, até mesmo, melhorar os serviços que se oferece.

O exame avalia o rendimento dos estudantes que estão concluindo cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de cada um. Também analisa o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, assim como o nível dos alunos quanto ao cenário brasileiro e mundial.

É preciso lembrar que, a cada ano, um conjunto diferente de cursos é avaliado.

Considerando o desempenho dos estudantes nas provas, os cursos são classificados seguindo uma escala de 1 a 5. O conceito 3 é como uma média nesse intervalo.

Sendo assim, aqueles com desempenho “abaixo da média” recebem conceitos 1 ou 2, enquanto aqueles que obtêm um desempenho superior recebem conceitos 4 ou 5.

Aplicado desde 2004, o Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), responsável por analisar as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. 

Para tanto, leva em consideração aspectos como ensino, pesquisa e extensão, responsabilidade social, gestão da instituição e corpo docente.

O Ciclo Avaliativo do Enade determina tanto as áreas de avaliação quanto os cursos a elas vinculados. As áreas de conhecimento para os cursos de bacharelado e licenciatura derivam da tabela de áreas do conhecimento divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Já os eixos tecnológicos são baseados no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), do Ministério da Educação. 

Bem, já deu para entender a importância de acompanhar o desempenho das faculdades no Enade, certo? Neste artigo, falaremos sobre alguns indicativos relevantes observados nas últimas edições do exame, além de apresentarmos 8 dicas para que a sua IES alcance uma boa pontuação no exame.

Continue a leitura!

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Como tem sido o desempenho das faculdades no Enade?

O Enade 2019 escancarou o abismo que existe ainda entre instituições públicas e privadas de ensino superior. 

Apenas 6,3% dos cursos de graduação avaliados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes alcançaram conceito 5, nota máxima da avaliação. Dentre eles, aproximadamente 80% são de universidades públicas.

Um dado que chama a atenção é que cerca de 35,3% dos 8.368 cursos avaliados nesta edição do Enade foram “reprovados”. Ou seja, essa fração recebeu conceito 1 ou 2, os mais baixos da avaliação. O conceito Enade varia de 1 a 5, como explicamos anteriormente. 

Em 2019, 391.863 estudantes concluintes do ensino superior realizaram a prova, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC).

As estatísticas indicam que a maior parte dos cursos de graduação avaliados (58,5% deles) pontuam nas faixas 3 e 4. É importante relembrar — como explicamos lá no início — que, a cada ano, o Inep avalia cursos de determinadas áreas.

Na edição de 2019, as áreas avaliadas foram:

  • Bacharelado: Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Agrárias e Ciências da Saúde;
  • Cursos superiores de tecnologia: Ambiente e Saúde, Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Militar e Segurança.

Instituições públicas X privadas

No total, 419 cursos receberam conceito 1, nota mais baixa da avaliação, e 512 cursos alcançaram a nota 5. Entre os cursos com pior pontuação, 377 (cerca de 90%) eram de instituições privadas de ensino.

Por outro lado, dos cursos que receberam a nota mais alta, 417 deles (81,4%) eram de instituições públicas de ensino, sendo que o destaque vai para as universidades federais, que tiveram 342 cursos com nota 5.

Entre as federais, 46% dos cursos ofertados conseguiram conceito 4 e 24,1%, conceito 5. 

Ao se levar em consideração os cursos de instituições privadas, 11% deles obtiveram conceito 4 e apenas 1,5% dos 6360 cursos avaliados no exame obtiveram conceito 5. Ou seja, o percentual de notas máximas foi expressivamente mais alto entre as instituições públicas de ensino.

O cenário não foi muito diferente na edição 2018 do Enade!

Naquele ano, 492 cursos superiores tiraram a nota máxima no Enade. Eles correspondem a 5,8% do total de 8.520 que tiveram o desempenho divulgado.

A maior parte desses cursos é ofertada por instituições públicas federais (199), seguidos por instituições privadas sem fins lucrativos (123), privadas com fins lucrativos (117), públicas estaduais (52) e um deles por instituição pública municipal. Foram avaliados 25,2 mil estudantes nesses cursos.

Mais de um quarto dos cursos avaliados no Enade de 2018 obtiveram desempenho “abaixo da média” na avaliação. Foram 2.509 ao todo, o que indica que 29% obtiveram conceitos entre 1 e 2.

A maior parte desses cursos (1.397) é ofertada por instituições privadas de educação superior com fins lucrativos. Em seguida, vêm as instituições privadas sem fins lucrativos (864), as instituições públicas federais (76), as públicas estaduais (90), as públicas municipais (73) e as instituições especiais (9).

 

Cursos de Direito e Administração

No ano de 2018, os cursos de Direito e Administração representaram 48,5% dos inscritos no Enade.

Segundo o Inep, 23,8% dos cursos de administração avaliados obtiveram conceito 1 ou 2; 51% obtiveram conceito 3; 20,7%, conceito 4; e 4,5%, conceito 5.

A média da nota geral dos estudantes no exame foi 38,4, de um total de 100 pontos, para esses cursos.

Entre os cursos de Direito, 36,7% obtiveram conceitos 1 ou 2; 4% obtiveram conceito 3; 13%, conceito 4; e 6,9%, conceito 5.

EaD X Presencial

Voltando ao Enade 2019, última edição do exame com resultados divulgados! Apesar de os cursos de educação a distância (EaD) corresponderem a somente 2% do total analisado, é possível identificar diferenças de desempenho em relação à modalidade presencial.

Dos 165 cursos de EaD avaliados, 51,3% obtiveram conceito 1 ou 2, ou seja, os mais baixos da avaliação. Em paralelo, 10,7% alcançaram conceito 4 e 6%, conceito 5.

Já no ensino presencial, o índice de cursos com nota 1 e 2 foi de 35%. Por outro lado, 20,7% obtiveram conceito 4 e 6,3%, conceito 5.

Mas deve-se lembrar que os cursos a distância eram minoria entre os avaliados em 2019.

Em relação ao Enade 2021, o resultado individual do exame será divulgado pelo Inep, por meio do Boletim de Desempenho do Estudante, em 31 de agosto de 2022, no sistema do exame.

A partir dele, será possível observar os possíveis impactos da pandemia no desempenho dos estudantes e nas instituições de educação superior!

Bem, agora que você acompanhou este panorama e viu que as instituições privadas de educação superior precisam reforçar os seus esforços para alcançar um melhor desempenho das faculdades no Enade, vamos apresentar algumas dicas que a sua IES pode começar a colocar em prática com esse propósito. Acompanhe!

Desempenho das faculdades no Enade: 8 dicas para melhorar a nota no exame

Vamos agora abordar oito dicas para otimizar o desempenho das faculdades no Enade. Confira!

1. Conscientize e converse com os alunos sobre o exame desde o início do curso

O estudante deve compreender o conceito e a importância de um exame como o Enade desde o início do curso, de modo que fique totalmente inteirado sobre este mecanismo de avaliação.

Afinal, o aluno só conseguirá obter o diploma após realizar a prova que mensura a qualidade da instituição. 

Diante disso, uma boa comunicação é imprescindível para que ele não encare o exame como um empecilho a ser superado para que conclua o curso, mas sim como um instrumento-chave para ajudar a instituição onde estuda a oferecer serviços cada vez melhores. E, claro, amparar a formulação de políticas públicas para a educação no país.

Além disso, gerar vínculo com os estudantes é essencial desde o momento em que ingressam na universidade. Assim, eles se sentirão pertencentes à comunidade acadêmica e ligados de forma positiva à sua instituição de educação. Isso fará com que estejam motivados a ter um bom desempenho quando o momento da prova chegar.

2. Motive o corpo docente

O engajamento do corpo docente é outro fator fundamental para a sua IES alcançar um bom desempenho das faculdades no Enade. 

Aliás, não só os professores devem estar bem informados sobre a importância do exame, como também os demais profissionais que atuam na instituição — a exemplo dos que trabalham no setor administrativo.

Eles precisam estar prontos para esclarecer dúvidas que possam surgir por parte dos estudantes ao longo do curso.

3. Invista em infraestrutura

O ambiente da sua instituição de educação superior precisa oferecer equipamentos que ajudem os estudantes a absorver melhor os conteúdos das disciplinas.

Salas de aulas com recursos audiovisuais, bibliotecas com amplo acervo (tanto físico quanto digital), espaços com computadores, laboratórios e mesmo espaços de lazer e convivência devem ser priorizados.

Mais do que isso, as metodologias de ensino empregadas pela instituição precisam ser inovadoras, incluindo o uso de novos recursos midiáticos e tecnológicos que facilitem o aprendizado e coloquem o aluno no centro da construção do próprio conhecimento.

4. Acompanhe o processo de inscrição dos estudantes

A IES deve também acompanhar o processo de inscrição dos alunos no Enade. Isso é importante, inclusive, para esclarecer possíveis dúvidas que surjam sobre a prova.

Portanto, é uma boa ideia realizar a seleção de alguns profissionais para controlar os registros dos inscritos, divulgar por diferentes meios informações sobre a aplicação do exame, além de ajudar efetivamente no processo de inscrição, caso seja necessário.

Calendário do Ensino Superior de 2022: clique para baixar!

5. Ofereça benefícios para os estudantes que vão prestar o Enade

Conceder benefícios para os alunos que vão prestar o Enade é uma forma de motivá-los a se dedicar mais, a fim de obterem bons resultados no exame.

Os incentivos podem compreender:

  • Descontos na mensalidade;
  • Gratuidade na matrícula para cursos de pós-graduação na instituição;
  • Horas de atividades complementares;
  • Pontos extras em disciplinas;
  • Auxílio com transporte no dia da prova, entre outros!

Além disso, o bom desempenho dos alunos deve ser celebrado pela IES. Os estudantes envolvidos devem ser informados dos resultados obtidos pela instituição.

Deste modo, fortalecerão o sentimento de pertencimento com a sua IES e continuarão se dedicando para manter a instituição no topo.

6. Realize simulados

Os estudos e preparo contínuos devem ser sempre estimulados. Por isso, é uma boa ideia realizar simulados ao longo dos últimos períodos do curso. 

Trata-se, inclusive, de uma forma de analisar o desempenho das metodologias e do corpo docente da instituição, a partir dos resultados dos alunos nas provas.

A IES tem ainda a chance de realizar uma “previsão” de resultados e contornar eventuais gaps.

7. Valorize o desempenho dos alunos

Já falamos acima sobre a importância de comemorar o bom desempenho dos estudantes. Para tanto, a sua IES pode espalhar faixas no espaço físico da instituição festejando os bons resultados, além de utilizar todos os meios de comunicação institucionais para divulgá-los.

Mas lembre-se de pedir autorização para as pessoas envolvidas nessa divulgação!

8. Automatize processos

Há inúmeras ferramentas e plataformas virtuais nos dias de hoje que ajudam as instituições de educação a automatizar os seus processos e deixá-los mais inteligentes.

A partir desta automatização, é possível, por exemplo, realizar simulados e exercícios que correspondam ao Modelo de Questões Enade. Existem plataformas que disponibilizam questões originais ao oferecerem acesso a bancos de dados de questões de provas antigas.

Assim, pode-se prever resultados e realizar diagnósticos de aprendizagem relacionados à motivação dos alunos.

Leia também: Como desenvolver um simulado diagnóstico?

Dicas extras para melhorar o desempenho das faculdades no Enade

O Inep apresenta outras dicas importantes para que o estudante tenha um bom resultado na prova do Enade e ajude a destacar o nome da sua faculdade. Entre elas, estão:

  • Dedicar-se às disciplinas específicas da graduação, já que este é exatamente o conteúdo que será avaliado pelo Enade;
  • Manter-se informado sobre assuntos atuais do Brasil e do mundo;
  • Utilizar termos técnicos na prova específica da área de estudo do aluno sempre que possível;
  • Ler atentamente cada questão e controlar bem o tempo de resposta;
  • Cetificar-se de que todas as questões foram respondidas antes de entregar o cartão de resposta;
  • Procurar os professores antecipadamente para esclarecer dúvidas sobre possíveis questões que poderão ser solicitadas no Enade;
  • Lembrar-se de que a realização da prova é fundamental para colar grau ao final do curso.

Neste artigo, você viu a importância de ficar atento ao desempenho das faculdades no Enade para aprimorar os serviços oferecidos pela sua IES e torná-la referência no mercado educacional.

Esperamos que este texto sobre o desempenho das faculdades no Enade tenha sido útil para você. Que tal conferir nosso outro conteúdo sobre como preparar os alunos para o Enade?

Relação entre metaverso e o Direito: compreenda os impactos!

Nos últimos meses muito tem se falado sobre o metaverso, um espaço que une a realidade aumentada aos ambientes virtuais. Frente às inúmeras transformações trazidas por esse novo universo online, é preciso refletir sobre a relação entre o metaverso e o direito. Os experimentos desenvolvidos dentro da plataforma do metaverso evidenciaram que o seu objetivo é ir muito além do entretenimento. Portanto, a consolidação desse ambiente virtual implicará em diversas modificações na esfera jurídica e também no setor educacional, implementando novos recursos digitais de aprendizagem. Neste artigo você irá entender um pouco mais sobre a relação entre advocacia e metaverso, quais são os impactos dessa tecnologia na educação e como trabalhar com o metaverso e o direito na sua instituição. Confira! 

O que é e como funciona o metaverso?

O conceito de metaverso é usado para designar um mundo virtual imersivo, ininterrupto, online, coletivo, compartilhado e que proporciona interação com o mundo real. O espaço foi criado através da convergência de tecnologias de realidade virtual, realidade aumentada e Internet.  O termo metaverso apareceu pela primeira vez 1992 em “Snow Crash”,  um romance de ficção científica escrito pelo norte-americano Neal Stephenson. O livro narra a experiência da humanidade com esse universo digital imersivo que, posteriormente, serviu para inspirar diversas outras obras e, também, novas tecnologias. Recentemente, o conceito de metaverso voltou a receber notoriedade depois que o  Facebook fez a mudança do seu nome corporativo para “Meta”. Além de promover a fusão entre os diferentes aplicativos do grupo, a empresa também anunciou o investimento de 10 bilhões de dólares na criação do seu próprio metaverso. A proposta é que a interação oferecida pela plataforma vá muito além do que é proporcionado pelos dispositivos digitais de tela plana. No metaverso, todas as experiências serão em 3D, sendo possível integrar elementos virtuais a locais físicos e explorar possibilidades multissensoriais, incluindo o tato.

O metaverso é a nova internet

Para que se compreenda os impactos dessa nova tecnologia nas esferas sociais, é possível traçar um paralelo com as diversas transformações que a internet causou na realidade cultural durante as últimas décadas. As interações entre os indivíduos foram amplamente modificadas pelas possibilidades ofertadas no ciberespaço, como o compartilhamento de conteúdo em rede e a relação com o outro na ausência do corpo físico. O surgimento do metaverso marca a ascensão da próxima fase da internet, ou web 3.0. Nesse cenário, já é possível observar diversas mudanças nas relações de trabalho frente às novas demandas profissionais. Um estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB) revela que, até 2026, 54% dos empregos formais do Brasil poderão ser substituídos por inteligência artificial.

Quais são os impactos do metaverso no Direito?

O metaverso representa mudanças em diversas profissões. Nas mais tradicionais, como o Direito, a perspectiva é que surjam novos nichos de mercado enquanto outros se tornam obsoletos. Os hábitos de consumo também passarão por profundas transformações, chamando atenção para as discussões acerca do futuro do direito do consumidor no mundo digital. A pandemia do Covid-19 apresentou-se como fator acelerador desse salto tecnológico, pois o crescimento da demanda por encontros virtuais abre caminho para o metaverso. Em 2020, dezenas de países se adaptaram para a prestação do serviço jurisdicional pelo modo remoto, e as facilidades geradas indicam que o modelo de trabalho será definitivo. A realidade tecnológica proposta pelo metaverso e o Direito já está posta e será aplicada em futuro muito próximo. Portanto, cabe aos profissionais e estudantes do curso de Direito acompanhar as mudanças e se preparar para atuar dentro dessa nova realidade. Se o desafio colocado pela internet 2.0 foi a presença das empresas e escritórios de advocacia nas redes sociais, como Instagram, LinkedIn e YouTube, na internet 3.0 o diferencial será conseguir espaço no metaverso. No entanto, marcar presença no metaverso não deve ser o único horizonte dos profissionais do Direito. Saber aproveitar as oportunidades que esse novo universo atribui ao meio jurídico é uma outra questão que deve estar presente nesse contexto.

Metaverso e o Direito

Muitas discussões jurídicas são fruto das interações dos seres humanos no metaverso com seus avatares. Questões relacionadas com a competência territorial, conflito de normas internacionais, relações trabalhistas e crimes virtuais deverão ser analisadas sob a ótica das transformações causadas pelo metaverso. As implicações jurídicas do que precisará ser repensado englobam muitas matérias do curso de Direito. A criação desta “realidade paralela”  traz consigo alguns questionamentos. Saiba quais são eles a seguir!

Propriedade Intelectual 

O Tribunal Distrital da Virgínia, nos Estados Unidos, considerou que um sistema de Inteligência Artificial (IA) não pode ser registrado como o inventor de uma patente. Mas ao contrário da lei de patentes, a lei de Direitos autorais dos EUA não tem uma exigência clara de autoria humana. Os tribunais dos Estados Unidos e o Escritório de Direitos Autorais têm operado com base nesse requisito para negar registros de obras não criadas por humanos. Materiais produzidos exclusivamente pela natureza, por plantas ou por animais não estão aptos a patentes. A criação de produtos dentro da plataforma, como figuras, emblemas e estilo dos avatares, pertencerá a quem? O Metaverso terá criações virtuais de avatares e aspectos de IA acoplados a eles. Se tais criações forem consideradas criações de IA e não criações humanas, podem não ser permitidos certos tipos de proteção de propriedade intelectual.

Direito Autoral

O Metaverso também pode dificultar a identificação de situações de violação de direitos autorais. Isso porque o Direito de usar o conteúdo licenciado no Metaverso também deve ser examinado com cautela, uma vez que muitos contratos de licença podem não ter considerado o uso do conteúdo licenciado em tais plataformas.

Proteção de Dados

O Facebook (Meta), que  já coleta um imenso volume de dados dos seus usuários, terá acesso e armazenará uma quantidade infinitamente maior de informações pessoais com a popularização do metaverso. Nesse sentido, é preciso traçar quais serão os limites legais para o uso dessas informações, levando em conta a capacidade que a plataforma terá em coletar registros de linguagem corporal e até mesmo respostas fisiológicas. Qual será o limite legal que definirá o tratamento e compartilhamento desses dados? Os dados coletados de avatares e suas interações, serão considerados “dados pessoais”?

Direitos da Personalidade

O usuário precisará de um avatar para interagir na plataforma Metaverso. Ou seja, precisará de uma autorrepresentação virtual. A honra, imagem e privacidade são direitos da personalidade, então como vão ser tratados os casos de interações indesejadas ou não consentidas entre avatares? A intimidade dos usuários, na representação de seu avatar, também é inviolável?  A título de exemplo, vale citar relatos de assédio por parte de usuários do metaverso. Como é o caso da empresária britânica, Nina Jane Patel, que contou ter tido o seu Avatar “tocado e apalpado”  sem consentimento, por outros quatro avatares masculinos. 

Direito Penal

Ainda sob a perspectiva de crimes cometidos através de uma representação virtual, vamos supor, por exemplo, uma conduta discriminatória contra um avatar que tenha características afrodescendentes. O ocorrido poderia ser configurado como crime de injúria racial ou racismo? Existem também muitos questionamentos a respeito da abordagem jurídica de casos que configurem injúria, calúnia e difamação contra os “avatares”. Infográfico novas competências do profissional de Direito: clique para baixar!

Advocacia no metaverso: qual é a relação?

O uso de ferramentas digitais já faz parte da rotina dos profissionais de Direito. O surgimento de softwares jurídicos tem se mostrado capaz de otimizar processos, além de  garantir mais segurança e transparência para as decisões. A presença do mundo jurídico no metaverso já é uma realidade. Existem, inclusive, sedes de escritórios de advocacia dentro da plataforma. Eles utilizam-se da tecnologia de realidade virtual 3D e possibilitam ao cliente uma experiência diferenciada. A crescente busca por advogados especializados em causas ligadas à propriedade digital de ativos digitais, LGPD na prática, desenvolvimento de marketplaces de NFTs e utilização de bitcoins também evidenciam a centralidade das discussões acerca do futuro do profissional do Direito, nesse contexto de virtualização do mundo real.  Outro exemplo de influência da tecnologia no Direito é a Resolução de Disputas Online (ODR, na sigla inglês). Ela permite que a mediação do conflito ocorra por meio de plataformas digitais. Assim, o deslocamento das partes interessadas não é mais necessário.

Quais são as consequências jurídicas do metaverso no Brasil?

O Brasil tem 152 milhões de usuários de internet, de acordo com a Pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil, em 2020. Esse dado evidencia que o número de pessoas que acessam a internet regularmente está crescendo, apesar da desigualdade na inclusão digital. A perspectiva é que a transição tecnológica para plataformas que combinem animação, realidade aumentada, holografia e interação entre avatares se dê juntamente com o barateamento dos aparelhos de realidade virtual. Nos últimos anos os avanços tecnológicos estiveram muito presentes na realidade do brasileiro. Muito desse crescimento digital se deu devido às restrições impostas pela pandemia do Covid-19. Atualmente, escritórios e departamentos jurídicos estão cada vez mais habituados com as reuniões e audiências virtuais. Mas a mudança de paradigma ocorrerá novamente, em um futuro próximo. O conceito de metaverso aumenta ainda mais a velocidade com que as coisas acontecem no mundo virtual, o que pode ser muito desafiador para o Direito. No Brasil, o metaverso pode gerar uma série de novos impasses jurídicos, principalmente com questões ligadas à privacidade de informações. Isso porque o metaverso altera o tratamento de dados que são coletados através da rede. Os operadores do Direito devem buscar a solução para essas questões através da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A propriedade intelectual também precisará ser repensada com a chegada do metaverso no Brasil. Será que, segundo as leis brasileiras, tudo o que se cria no metaverso é passível de registro? O usuário necessitará saber como se proteger, por isso, é importante que o Direito esteja presente e saiba atuar na proteção da privacidade do usuário. Nesse sentido, é preciso debater também quais são as garantias do consumidor ao adquirir produtos e serviços no metaverso, chamando atenção para a abrangência do Código de Defesa do Consumidor. Portanto, o direito do consumidor é um outro tema que necessita da intervenção do direito no mundo digital. 
Leia também: Conheça as tendências para o curso e profissões do futuro do Direito

Metaverso e o futuro da educação

Explorar o potencial do metaverso na educação pode parecer algo distante da realidade de professores e pesquisadores brasileiros. Mas esse é um cenário atual e em expansão, por isso as Instituições de Educação Superior (IES) precisam ficar atentas a essas novas possibilidades.  Assim como aconteceu durante a pandemia, as instituições de ensino deverão se adaptar rapidamente aos desafios tecnológicos do metaverso, que vão desde a implementação de sistemas de informação e reestruturação das áreas de TI, até a melhoria das ofertas de ensino e soluções digitais Basicamente, as instituições de ensino que desejam ocupar esse espaço digital têm duas possibilidades: alocar a sua estrutura em um metaverso já criado ou reproduzir a sua estrutura em uma plataforma própria e privada.
Leia também: Conheça 9 autores que falam sobre a tecnologia na educação

Como trabalhar o metaverso e o Direito nas IES?

Com a transformação digital do ensino, a educação é uma área que tem potencial para protagonizar os interesses humanos, a partir de aulas gamificadas e altamente interativas. Diversas IES, principalmente aquelas que investem no ensino superior a distância, poderão ter suas sedes no metaverso. Explorar áreas do conhecimento abordadas na disciplina de Direito Digital também é muito importante para formar profissionais capacitados. A evolução do universo jurídico deve acontecer de forma que as leis que garantem a segurança da informação e proteção digital sejam respeitadas. Portanto, acompanhar as mudanças e atualizar-se para a nova realidade é dever das intuições que ensinam Direito, pois este é o caminho que torna possível que as IES continuem contribuindo para a justiça digital no Brasil. Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a compreender como o metaverso e o direito podem se relacionar, e como se preparar para implementar essa tecnologia na sua IES. Para identificar outros pontos de melhoria no processo de ensino, descubra a importância de realizar o acompanhamento da aprendizagem dos alunos através de dados.

Novidades da BDS: confira os lançamentos dos últimos meses!

Para os gestores de instituições de educação superior, contar com um acervo completo na biblioteca é essencial. Isso porque os livros didáticos acessíveis são ferramentas de estudo, ensino e pesquisa.

Durante a graduação, a maior parte dos alunos precisa consultar regularmente os livros indicados nas aulas. Sendo assim, muitas vezes não há exemplares o suficiente para empréstimos, ou o custo de comprá-los acaba sendo uma barreira de acesso ao conteúdo.

Pensando nisso, muitos educadores optam pela biblioteca digital em suas instituições.

A Biblioteca Digital Saraiva é uma dessas iniciativas e conta com mais de 2.800 obras disponíveis em seu acervo. É um recurso ideal tanto para o ensino presencial quanto para a educação a distância (EaD).

Muitas vezes, os alunos EaD têm dificuldade de acessar a biblioteca física da IES, seja por distância ou tempo. Ainda assim, eles querem ter acesso completo às bibliografias do curso e aos materiais necessários para se desenvolver academicamente. A biblioteca digital é uma solução que fecha a lacuna de conteúdo entre o EaD e o ensino presencial.

Conheça as novidades da BDS!

Com cada vez mais títulos disponíveis, a BDS tem trazido materiais fundamentais para comunidades acadêmicas no Brasil. Nos últimos meses, mais obras importantes e de referência entraram no catálogo. Vamos conhecê-las?

Lançamentos de maio na Biblioteca Digital Saraiva

O mês de maio traz para a Biblioteca Digital Saraiva uma ampla gama de conteúdos relacionados à prática jurídica. Com manuais e reflexões teóricas, os alunos e docentes têm acesso a discussões sobre Direitos Humanos, Direito Previdenciário, Empresarial e Tributário.

Além de conteúdos ricos e atualizados sobre as diferentes facetas da legislação, também há práticas e referências nos estudos para a prova da OAB. As novidades da Biblioteca Digital Saraiva visam a contemplar alunos do início do curso, concluintes, profissionais que querem se atualizar e egressos do curso de Direito se preparando para o exame da ordem.

Confira as novidades:

Democracia, Justiça e Direitos Humanos — Estudos de Teoria Crítica e Filosofia do Direito, Eduardo C. Bittar

Esta obra reúne ensaios de grande atualidade para os desafios da democracia contemporânea. Enfrentando, de modo fundamentado, questões filosóficas e sociológicas dos tempos atuais, oferece uma visão interdisciplinar dos dilemas sociais contemporâneos. 

Nessa edição aprimorada, estão inclusos três novos ensaios, com destaque para “Aceleração social e novas tecnologias”.

Curso de Direito Previdenciário: Seguridade, Gustavo Filipe Barbosa Garcia

Esta obra tem como objetivo o estudo do Direito Previdenciário e, de forma mais ampla, do Direito da Seguridade Social, que abrange a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde. O livro foi escrito com o objetivo de apresentar um panorama completo, didático e diferenciado da Seguridade Social.

Volta-se aos estudantes, profissionais e a todos os que se interessam pelo Direito da Seguridade Social e pelo Direito Previdenciário, bem como pela disciplina jurídica dos acidentes do trabalho, das doenças ocupacionais, da Assistência Social e da Saúde.

Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional, Flavia Piovesan (20ª edição)

Valendo-se de seu aclamado saber jurídico, a professora Flavia Piovesan propõe-se a elucidar com maestria processos de internacionalização do Direito Constitucional e de constitucionalização do Direito Internacional.

Uma vez que o aparato legal internacional permite reforçar a sistemática de proteção a direitos, proporcionando o aperfeiçoamento do próprio regime democrático, urge fomentar uma cultura jurídica inspirada em novos paradigmas e na emergência de um novo Direito Público, pautada na estatalidade aberta, no diálogo jurisdicional e na prevalência da dignidade humana em um sistema multinível. 

Manual do Direito Empresarial, Ricardo Negrão

Neste volume único, Ricardo Negrão reúne todo o conteúdo de Direito Comercial e Empresarial elaborado com base na sua ampla experiência como professor universitário.

Apresentada em seis capítulos, toda a matéria abrange os ciclos curriculares dos cinco anos da graduação em Direito. Os assuntos seguem, nos três primeiros capítulos, a estrutura legal do Livro II do Código Civil brasileiro: a empresa e as pessoas que a exercem; o empresário individual e a sociedade empresária; o estabelecimento empresarial e os institutos complementares.

Os capítulos 4, 5 e 6 abordam, respectivamente, os contratos empresariais, os títulos de crédito e os institutos da recuperação judicial e da falência, completando a matéria de interesse empresarial.

Passe na OAB Completaço – Prática Tributária, Rafael Saldanha Pessoa

Esta obra foi pensada como o livro definitivo para a 2ª Fase da OAB, na qual o examinando irá encontrar teoria, modelos de peças, questões e peças comentadas das provas da OAB, cronograma como guia de estudos, bem como enunciados de súmulas dos tribunais superiores.

30Com a finalidade de demonstrar como as peças devem ser feitas, os autores comentam as que já caíram no Exame da OAB, fazendo com que o examinando possa ter a segurança de observar as peças que de forma efetiva já foram exigidas. Todos os assuntos foram elaborados em linguagem didática, de modo a tornar a matéria acessível àqueles que se preparam para o Exame da OAB sem que, todavia, deixe de lado o aprofundamento necessário para a compreensão da temática.

Lançamentos de abril na Biblioteca Digital Saraiva

No mês de abril, mais obras revisadas e atualizadas, além de conteúdos originais, ficam disponíveis para contratação pela IES. Conheça as novidades:

CLT Comentada, Amador Paes de Almeida

Trata-se de uma das obras mais tradicionais obras de comentários à CLT e que chega a sua 10ª edição devidamente atualizada. A obra divide-se em quatro livros: o Livro I aborda os dispositivos da Constituição Federal de 1988 que estabelecem os fundamentos básicos do Direito do Trabalho no Brasil.

Coleção Thetônios 

Chegaram ao mercado as tão aguardadas edições 2022 dos consagrados “Código Civil e legislação civil em vigor” e “Código de Processo Civil e legislação processual em vigor”, mantendo a essência de obras que se destacam pelos minuciosos comentários artigo por artigo, acrescidos de conteúdo doutrinário, as principais decisões de Tribunais e referências a outros artigos e leis.

Curso de Direito Administrativo, Reinaldo Couto e Álvaro Capagio

Apresenta a disciplina completa de forma clara e objetiva, sem deixar de lado a densidade nos conteúdos de maior relevância. A obra foi revista, atualizada e ampliada, oferecendo o melhor da doutrina aliado à recente jurisprudência.

Curso de Direito Constitucional, Flávio Martins

O autor Flávio Martins apresenta o Curso de Direito Constitucional como resultado de uma vida dedicada aos estudos e à docência. Dividido em 24 capítulos, destina os capítulos iniciais à análise da Teoria Geral do Direito Constitucional e os capítulos finais ao Direito Constitucional Positivo. A presente 6ª edição, foi revista, ampliada e atualizada contando com profunda atualização jurisprudencial e legislativa.

Curso de Direito Empresarial, Elisabete Vido

Os grandes temas de direito empresarial como Empresário Individual, Sociedades, Títulos de Crédito, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Propriedade Industrial, Contratos e, claro, Falências e Recuperação de Empresas são tratados com os detalhes necessários para o estudante de direito, concurseiro, aplicador do direito e qualquer pessoa que precise de atualização, aprofundamento e clareza dos institutos de direito empresarial. 

Linguagem Jurídica, Eduardo C. B. Bittar

Nesta obra, é enquanto semioticista que o Professor Dr. Eduardo C. B. Bittar cuida de apreciar a juridicidade, para compreender o quanto o Direito funciona na base de sua textualidade, oferecendo-se com isso uma visão ampla e sistêmica do Direito. 

A obra é fruto de pesquisa científica, e, por isso, é capaz de aliar a especialidade da terminologia semiótica, dentro da perspectiva da semiótica francesa, com as qualidades de uma exposição clara, atual e fundamentada.

Manual de Direito Administrativo, Alexandre Mazza

Trata-se de obra com ênfase na preparação para provas e concursos públicos, embora possa perfeitamente ser usada na graduação, ou mesmo por profissionais do Direito. 

O conteúdo integra de forma inovadora doutrina, legislação, jurisprudência e questões de prova. 

Nesta edição, foi inserido um capítulo específico sobre licitação e contratos administrativos nos termos da Lei n. 14.133, de 2 de abril de 2021. A maior novidade no Direito Administrativo nos últimos 30 anos, a nova lei geral de licitação e contratos modificou profundamente o sistema de contratações da Administração Pública. 

Manual de Direito Administrativo, Fabrício Bolzen de Almeida

O objetivo desta obra é dar acesso ao Direito Administrativo para os alunos de graduação, candidatos a concurso público, além dos alunos de pós-graduação e operadores do Direito.

Aborda aprofundamento devido e jurisprudência atualizada, em especial teses do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça consolidadas em enunciados de Súmulas e Acórdãos. 

Manual de Direito Ambiental, Luís Paulo Sirvinkas

Em linguagem didática, esta consagrada obra aborda o direito ambiental de forma abrangente, traçando desde noções introdutórias até aspectos do direito processual. 

Dividida em duas partes, a primeira cuida do direito material examinando princípios, tutela constitucional, civil, administrativa, penal e internacional do meio ambiente, poluição hídrica, sonora, visual e poluição do solo, áreas de preservação ambiental, tutela do patrimônio genético, da zona costeira e do meio ambiente do trabalho. 

A segunda parte trata dos aspectos processuais, trazendo a ação civil pública em matéria ambiental, ação civil de responsabilidade por improbidade, além de outros instrumentos como ADIn, ação popular, mandado de segurança e mandado de injunção.

Manual de Direito do Trabalho, Adriana Calvo

Este Manual está organizado de maneira didática e objetiva e segue uma linha metodológica eficaz, apta a oferecer a concursandos e graduandos o que mais necessitam: citações doutrinárias mais cobradas nas provas; sugestão de perguntas para revisão da matéria; quadros sinóticos dos temas mais recorrentes; tabelas didáticas para memorização da matéria supostamente intransponível; dicas sobre pegadinhas em concursos públicos; resolução de questões; e modelos da prática forense trabalhista.

Manual de História do Direito, José Fábio Rodrigues Maciel e Renan Aguiar

O Manual de História do Direito oferece uma introdução à ciência jurídica como fenômeno histórico, proporcionando instrumentos para reflexão sobre os principais modelos de direito. 

Seus autores, professores especialistas na matéria, elaboraram o livro com base em sua ampla experiência em sala de aula para imprimir uma metodologia inovadora, de forma a dar luz a questões atinentes ao papel do discurso histórico na compreensão do direito. Em 15 capítulos, a obra abrange todo o conteúdo dos programas dos Cursos de Direito, de maneira didática e objetiva.

Macrocriminalidade e sistema de justiça criminal, org. Carolina Costa Ferreira

Esta obra coletiva traz reflexões de alunas e alunos do Programas de Pós-Graduação em Direito Constitucional do IDP, que encontraram nas discussões promovidas em sala de aula a oportunidade de aprofundamento de seus temas de pesquisa e de atuação profissionais, resultando em textos que apresentam o que há de mais atualizado no estado da arte da macrocriminalidade no Brasil.

Novidades da BDS — novembro de 2021 a março de 2022

Antimanual de Criminologia, Saulo de Carvalho (dez/2021)

A obra oferece uma alternativa editorial crítica à academia nacional. O objetivo do Antimanual é fornecer elementos para que os professores e os alunos pensem criminologicamente problemas criminológicos. 

O autor procura demonstrar como a edificação do Sistema Penal moderno, em sua forma científica e institucional, provocou o oposto do seu objetivo declarado.

Ou seja, ao invés de anular, potencializou a violência e a barbárie. Antimanual de Criminologia é, portanto, um convite à reflexão sobre os mecanismos de justificação e de atuação do Sistema Penal.

Curso de Direito Ambiental Brasileiro, Celso Antonio Pacheco Fiorillo (dez/2021)

O livro, que teve sua primeira edição publicada no ano 2000, é referência entre estudantes, docentes que ministram a disciplina nas faculdades de Direito do País (graduação, especialização, mestrado e doutorado) e profissionais (advogados, juízes, integrantes do Ministério Público, autoridades policiais etc.) que precisam aprender e trabalhar com esta importantíssima disciplina. 

A obra traz o mais completo estudo de Direito Ambiental no Brasil, esgotando os temas vinculados ao patrimônio genético, meio ambiente cultural (incluindo a análise do meio ambiente digital), artificial, do trabalho, da saúde ambiental e natural.

Cálculo de Benefícios Previdenciários, Hermes Arrais Alencar (jan/2022)

Este livro aborda temas como: 

  • Elaboração de cálculos;
  • Decadência;
  • Prescrição;
  • Salário de contribuição;
  • Salário de benefício;
  • Renda mensal inicial;
  • Revisões judiciais;
  • Lei n. 9.876/99;
  • Teses revisionais;
  • Fator previdenciário;
  • Perda da qualidade de segurado;
  • Reajustes dos valores dos benefícios;
  • Limites mínimo e máximo dos benefícios;
  • Abono anual;
  • Índices de correção monetária;
  • Precatórios, etc.

A nova edição foi ampliada, aprimorando todas as repercussões decorrentes da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional n. 103/2019), e apontando todas as recentes Teses de Repercussão geral do STF, os temas de recursos repetitivos recém-julgados pelo STJ e pela TNU.

Prática Constitucional, Daniel Lamounier, Savio Chalita e Darlan Barroso (jan/2022)

Neste livro, são analisados os seguintes temas:

  • Petição inicial;
  • Habeas corpus;
  • Habeas data;
  • Mandado de injunção individual e coletivo;
  • Mandado de segurança individual e coletivo;
  • Ação popular;
  • Ação civil pública;
  • ADI, ADO, ADC e a ADPF;
  • Reclamação constitucional;
  • Contestação;
  • Defesa prévia e recursos. 

Certamente, esta obra irá enriquecer a formação do leitor e prepará-lo tanto para provas, incluindo o exame OAB e concursos, quanto para a advocacia constitucional.

Comentários à Lei de Recuperação de Empresas e Falência, Marcelo Barbosa Sacramone (jan/2022)

A despeito de a Lei de Recuperação de Empresas e Falência ter sido promulgada em 2005, algumas questões relacionadas surgiram apenas nos últimos anos e não encontram interpretação inequívoca extraída do texto da Lei.

Alguns destes temas são tratados nesta obra, que fala sobre:

  • Recuperação judicial do empresário rural;
  • Possibilidade de compensação de créditos;
  • Limites e os requisitos da cessão fiduciária de recebíveis a performar;
  • Possibilidade de vencimento antecipado das dívidas em razão do pedido de recuperação judicial;
  • Sujeição do patrimônio de afetação à recuperação;
  • Abuso do direito de voto e tantas outras.

O livro resulta das discussões diárias acerca desses temas com os diversos profissionais da área, advogados, administradores  judiciais, promotores e juízes, e pretende ser um auxílio aos aplicadores para as soluções dos diversos casos práticos que se apresentam nos processos de falência e recuperação.

Curso de Direito Constitucional Contemporâneo, Ministro Luís Roberto Barroso (jan/2022)

A visão humanista do doutrinador e a perspectiva prática do Ministro dão a esta obra um toque de originalidade e fascínio que a torna atraente, a um só tempo, para jovens iniciantes e para professores experientes. 

Este volume, dedicado aos conceitos fundamentais e à constituição do novo modelo, contém uma verdadeira Parte Geral do direito constitucional brasileiro, com a exposição didática e crítica dos grandes temas e das principais transformações ocorridas nos últimos anos. 

Curso de direito empresarial — vol. 2 Títulos de crédito, Marlon Tomazette (jan/2022)

Este volume abrange a teoria geral do direito empresarial e do direito societário, da maneira mais didática possível. Livro para as disciplinas Direito Comercial, Direito Empresarial e Direito Societário dos cursos de graduação e pós-graduação em Direito, Administração, Ciências Contábeis e Economia. 

Obra destinada também aos operadores do direito (advogados, juízes, promotores, entre outros), bem como empresários, administradores e contadores que atuam diretamente na área empresarial e, especialmente, na área do direito societário.

Curso de Direito Internacional Público, Sidney Cesar Silva Guerra (jan/2022)

A obra é dividida em seis partes: 

  1. A primeira refere-se ao estudo da Parte Geral, que compreende o conceito e os antecedentes da sociedade internacional. 
  2. A segunda, O Estado como Sujeito de Direito Internacional, alude aos postulados do Estado na ordem jurídica internacional, aos agentes diplomáticos e aos agentes consulares.
  3. A terceira parte, relativa às Organizações Internacionais, versa sobre a teoria geral, a Organização das Nações Unidas.
  4. Mais adiante, estuda-se na quarta parte O Indivíduo no Direito Internacional, à luz de preceitos como nacionalidade, situação jurídica dos imigrantes no Brasil e o direito de asilo e refúgio.
  5. Em seguida, na quinta, examinam- se as Controvérsias Internacionais, pertinentes aos modos de solução no direito internacional público.
  6. A última parte congrega os Temas Atuais do Direito Internacional como a globalização, a proteção internacional da pessoa humana e os direitos humanos no plano regional.

Coleção: Curso de Direito Penal, Victor Eduardo Rios Gonçalves (dez/2021)

Com o objetivo de fornecer um conteúdo amplo e atualizado aos estudantes da graduação e também aos concursandos, o autor apresenta, de forma didática e objetiva, essa coleção que aborda toda a matéria de Direito Penal.

Curso de Direito Processual do Trabalho, Rodolfo Pamplona Filho e Tercio Roberto Peixoto Souza (jan/2022)

Em um único volume, trata-se de maneira completa de todo o âmbito do direito processual do trabalho. Nas palavras de Carlos Henrique Bezerra Leite: 

As visões do advogado e do magistrado reunidas em uma única obra revelam a abertura democrática e pluralista dos autores em prol do fortalecimento das instituições que lidam com a defesa da Justiça, da cidadania e dos direitos humanos em nosso País”. 

Os autores abordam os mais variados debates, principalmente os temas ligados à reforma trabalhista com profundidade e clareza. 

Curso de Direito Processual do Trabalho, Carlos Henrique Bezerra Leite (jan/2022)

Tem por objetivo contribuir de forma nítida, completa e diferenciada para a interpretação e a aplicação do Direito Processual do Trabalho no paradigma do Estado Democrático de Direito e da Hermenêutica Constitucional contemporânea dos Direitos Humanos e Fundamentais. 

Curso de Direito Tributário, Regina Helena Costa (jan/2022)

A obra ensina os fundamentos do Direito Tributário, sem abrir mão de uma visão crítica, apontando novas tendências e conceitos dessa disciplina, tais como a conexão da tributação com os direitos fundamentais e a crescente preocupação com a praticabilidade tributária, por exemplo.

Curso de Direito Tributário Completo, Leandro Paulsen (jan/2022)

Abordagem pelas noções e conceitos fundamentais à compreensão da tributação, segue pela análise do Sistema Tributário Nacional desenhado pela Constituição Federal e continua com o estudo das normas gerais de Direito Tributário, que uniformizam e orientam a tributação nos âmbitos federal, estadual e municipal. 

Mas, para ser completo, também expõe cada imposto e as principais contribuições. E ainda traz as questões procedimentais e processuais relativas à tributação, bem como aponta a interseção do Direito Tributário com o Direito Penal. 

Curso de Direitos Humanos, Sidney Guerra (jan/2022)

A obra apresenta os aspectos históricos e filosóficos dos direitos humanos, além de tratar dos direitos humanos nos sistemas internacional, interamericano e na ordem jurídica brasileira, bem como à luz das minorias e dos grupos vulneráveis. 

Depois, abordam-se temas emergentes, como “universalismo” versus “relativismo”, soberania, globalização, educação e meio ambiente sob o prisma dos direitos humanos, segurança pública, finalizando com a temática da Lei de Migração.

Coleção Direito Civil Brasileiro, Carlos Roberto Gonçalves (jan/2022)

Os sete volumes apresentam conceitos de jurisprudência, contratos, responsabilidade civil, propriedade, culpa, direito de família e sucessório, com um panorama da legislação brasileira. Obra indicada para alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da área.

Direito Internacional Privado, Beat Walter Rechsteiner (jan/2022)

O livro aborda aspectos gerais do Direito Internacional Privado, tais como:

  • Seu conceito e seus objetivos;
  • Suas fontes;
  • Suas relações com o regime jurídico da nacionalidade, com a condição do estrangeiro e com o direito intertemporal;
  • A estrutura da norma do Direito Internacional Privado, seus preceitos básicos (lei do foro, reserva da ordem pública, fraude à lei e alteração de estatuto);
  • A história do direito internacional privado no Brasil.

Dedica-se ao Direito Processual Civil Internacional, examinando, entre outros tópicos, a aplicação das normas do direito internacional privado e do direito estrangeiro no processo, a competência internacional e a imunidade de jurisdição, a homologação de sentença estrangeira, a cooperação jurídica internacional, o regime jurídico dos documentos de procedência estrangeira e o Direito Processual Civil internacional no Mercosul. 

Direito Internacional Público, Francisco Rezek (jan/2022)

É feita uma abordagem concisa e didática do Direito Internacional Público em seu sentido estrito (as regras do jogo, os atores, os espaços, os conflitos), acrescido do que é mais básico em relação às organizações internacionais, ao direito internacional do trabalho, ao direito internacional penal, ao direito internacional dos direitos humanos, ao direito internacional econômico e ao direito internacional do meio ambiente.

O livro proporciona verdadeira formação em Direito Internacional Público àqueles que estão tendo o primeiro contato com a disciplina, ao mesmo tempo em que é indiscutível ferramenta de pesquisa e aprofundamento para o profissional e o pós-graduando.

Coleção Direito Penal, André Estefam (jan/2022)

Composta por 3 volumes, traz ao leitor sua experiência de atuação acadêmica e profissional, o que permite um estudo de forma clara e coerente da seara penal. 

A Coleção conta, ainda, com diferenciais que a tornam única no mercado editorial: garantia de atualização legislativa durante todo o ano, por meio da Plataforma on-line, com acesso fornecido via QR Code e vídeos do autor com explicação de temas atuais e relevantes em Direito Penal. 

Direito Tributário, Luis Eduardo Schoueri (jan/2022)

Uma nova proposta de estudo do Direito Tributário: é assim que o autor descreve este livro. O texto é apresentado em duas fontes tipográficas diferentes: uma delas oferece considerações mais gerais, ideal para um primeiro contato com a matéria; a outra indica estudos mais aprofundados e é, portanto, recomendada a pós-graduandos, profissionais e estudantes da graduação que desejam ir além do conhecimento elementar. 

Elementos do Direito Civil, Christiano Cassettari (jan/2022)

Obra completa que explica o conteúdo de Direito Civil de forma aprofundada e facilitada por uma didática “direto ao ponto”, evitando a repetição de temas. 

Apresenta Súmulas, Provimentos do CNJ, Enunciados do CJF e do IBDFAM organizados por assunto ao término de cada capítulo para aprimorar o estudo. 

No livro foram incluídas importantes decisões judiciais de 2021, especialmente as do STJ, que trouxeram novos entendimentos acerca dos diversos institutos civilistas, auxiliando o operador do direito a compreender o Direito Civil moderno que se constrói a cada dia.

Coleção Esquematizado, org. Pedro Lenza (jan/2022)

A coleção conta com volumes sobre Direito Civil, Administrativo, Empresarial, Financeiro, do Consumidor, Previdenciário, Penal e Processual, ampliando-se também para Comércio Exterior e Legislação Aduaneira. 

Apresenta esquemas e quadros para tornar o aprendizado mais ágil, que auxiliam no estudo e na fixação do assunto, contém quadros sinóticos ao final de cada capítulo e questões de concursos para treino.

Execução Penal, de Alexis Couto de Brito (dez/2021)

Com abordagem própria, a obra sistematiza o conteúdo relacionado ao Processo Penal e à execução penal com objetividade e percorre assuntos como a natureza o objeto e os objetivos da execução penal, princípios de execução penal, aplicação da Lei de Execução Penal, execução das penas privativas de liberdade, medidas de segurança, entre outros.

Introdução ao Estudo do Direito, Sergio Pinto Martins (nov/2021)

O principal diferencial desta obra é trazer o conteúdo da matéria de maneira simples, descomplicada, sem o peso das considerações filosóficas que os outros livros a respeito entregam. O resultado é uma leitura mais leve, fluida, que permite ao leitor entender claramente os pontos de estudo. 

Manual de Direito Ambiental, Terence Dornelles Trennepohl (dez/2021)

O livro concilia a análise doutrinária e jurisprudencial com a atualidade do tema, trazendo casos polêmicos, amplamente divulgados pela imprensa, ligados ao Direito Ambiental em todos os aspectos: preventivo, repressivo, regulatório, legal e tributário. 

Os capítulos são pontuados por diversos ´quadros-resumos´, recurso que possibilita ao leitor processar de maneira rápida e inteligente as informações mais importantes.

Manual de Direito Civil, Maria Helena Diniz (jan/2022)

Os conceitos são complementados com referências às principais doutrinas especializadas e recentes publicações acadêmicas sobre a matéria, para que o leitor possa aprofundar os seus estudos.

Contempla atualizações legislativas e faz remissões a legislações correlatas, trazendo também enunciados de jornadas e entendimentos dos tribunais, para melhor compreensão da aplicação prática do direito.

Manual de Direito Penal, Patrícia Vanzolini e Gustavo Junqueira (jan/2022)

Princípios penais, teoria da lei penal, teoria do crime e teoria da pena serão abordados de forma profunda e atualizada. A obra tem o perfil didático próprio dos cursos de graduação. 

Permite introduzir o aluno na ciência penal por meio de uma leitura global e contextualizada com o cenário histórico e político. Traz exemplos e acompanha a organização dos cursos preparatórios, o que facilita compreender e fixar a matéria.

Manual de Direito Processual Civil, Renato Montans de Sá (jan/2022)

Constitui a sistematização das aulas transformada em texto, com base no novo Código de Processo Civil, atendendo aos públicos de graduação, OAB, concursos jurídicos e pós-graduação. Aborda o novo diploma na sua integralidade. 

A obra conta com uma série de esquemas, gráficos e tabelas para auxiliar a compreensão do texto, bem como o entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre os temas abordados.

Manual de Direito Processual Civil Contemporâneo, Humberto Dalla Bernardina de Pinho (jan/2022)

A obra abrange todos os institutos relacionados à teoria geral do processo e ao Direito Processual Civil, sua abordagem parte da premissa de um processo constitucionalizado e voltado para a realidade brasileira contemporânea. A obra possui conteúdo extra na plataforma digital.

Manual de Prática Forense Civil, Luis Fernando Rabelo Chacon (jan/2022)

A primeira parte do livro compreende uma revisão teórica dos principais conceitos e temas do Direito Processual Civil, incluindo de forma didática tudo o que diz respeito aos requisitos voltados à elaboração de petições iniciais e ainda dos variados recursos cíveis. 

Antes de tratar de modelos de petição, a obra apresenta um roteiro passo a passo, detalhado e explicado individualmente para cada parte da petição que se pretende redigir. 

Manual do Poder Público em Juízo, Cassio Scarpinella Bueno (jan/2022)

A primeira parte da obra é dedicada ao estudo do Poder Público em juízo no Código de Processo Civil. A segunda parte se dedica aos procedimentos jurisdicionais constitucionalmente diferenciados. Isto é, àqueles casos em que a própria Constituição estabelece, em alguma medida, normas procedimentais a serem observadas pelo legislador na disciplina de determinados acessos privilegiados à Justiça quando se trata do Poder Público. A terceira e última parte do trabalho volta-se ao exame do Poder Público em juízo na legislação processual extravagante.

Coleção Curso de Direito Processual Civil, Marcus Vinicius Rios Gonçalves (jan/2022)

O volume 1 da coleção trata da teoria geral do processo civil, de seus princípios e institutos fundamentais e dos fenômenos do litisconsórcio e da intervenção de terceiros. 

O segundo volume dá continuidade ao exame do processo de conhecimento de procedimento comum, tratando da fase de instrução e da fase decisória, incluindo o exame da sentença, da coisa julgada e da ação rescisória e aborda os processos de conhecimento de procedimento especial de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária. 

O terceiro trata da execução civil, teoria geral dos recursos e recursos em espécie.

Prática Civil, João Aguirre e Renato Montans de Sá (jan/2022)

Esta obra fornece o conteúdo necessário para o exercício das mais diversas atividades práticas na área cível. O livro está estruturado em três partes: 

  1. Ações previstas no Código de Processo Civil;
  2. Ações previstas em Legislação Extravagante;
  3. Exercícios de peças profissionais e questões dissertativas com padrão de resposta e espelho de correção do Exame da OAB,

Indicada para todos os profissionais que pretendem atuar ou que atuam na área cível, bem como para os estudantes que estão na preparação para a 2ª fase do Exame da OAB.

Coleção Reta Final OAB, Darlan Barroso e Marco Antonio Araujo Jr. (jan/2022)

A aprovação no Exame de Ordem exige cada vez mais preparo dos candidatos. Pensando nisso, renomados juristas reuniram uma equipe de professores especializados para a elaboração das obras dessa coleção “Reta Final”.

Ela é composta por obras voltadas tanto para o estudo teórico quanto para a resolução de questões, fruto da vasta experiência de professores especializados na preparação para o Exame de Ordem.

Tratado de Direito Penal — Cesar Roberto Bitencourt (dez/2021)

Sua doutrina é pautada pela clareza didática habitual, com profundidade de conteúdo e atualidade, acompanhando a evolução da moderna dogmática penal com muitas referências às principais doutrinas estrangeiras. Abrange diferentes aspectos da área.

Tratado de Direito Penal Tributário Brasileiro, Leandro Paulsen (dez/2021)

Apresenta os diversos crimes relacionados à tributação, envolvendo crimes contra a ordem tributária e também crimes potencialmente aplicáveis às questões tributárias, definidos no Código Penal, na Lei dos Crimes de Abuso de Autoridade e na Lei do Crime de Lavagem de Dinheiro. 

Nesta obra, cada tipo penal é trabalhado à luz da doutrina específica e da jurisprudência dos nossos tribunais, que é apresentada ao operador do direito e que toca a complexa interseção entre o Direito Penal e o Direito Tributário.

Coleção: Passe na OAB, org. Marcelo Hugo da Rocha (dez/2021)

Essa coleção, composta por obras voltadas para a preparação para o exame de ordem da OAB, trabalha temas importantes cobrados nesse exame, tanto em primeira quanto em segunda fase.

Comentários ao Código de Processo Civil, Fabiano Carvalho (fev/2022)

O autor Fabiano Carvalho analisa os arts. 926 a 993 do CPC, tratando da ordem dos processos e dos processos de competência originária dos tribunais.

Abrange temas como meios de impugnação; incidente de assunção de competência; incidente de arguição de inconstitucionalidade; conflito de competência; homologação de decisão estrangeira; concessão do exequatur à carta rogatória; ação rescisória; incidente de resolução de demandas repetitivas e reclamação.

Manual de Direito Empresarial, Marcelo Barbosa Sacramone (fev/2022)

A análise do estabelecimento comercial e de seus componentes, como o ponto comercial, as marcas e patentes, é realizada sob o prisma do desenvolvimento da empresa. Avança com a abordagem dos diversos aspectos dos contratos empresariais, dos títulos de créditos e, finalmente, se encerra com a análise da eventual crise que possa acometer a atividade empresarial: a falência e a recuperação de empresas. A clareza e a profundidade com que a obra foi escrita contribuem para a melhor compreensão dos diversos institutos jurídicos afetos ao Direito Empresarial.

Coleção Curso de Direito Comercial e de Empresa, Ricardo Negrão (fev/2022)

Composta por 3 volumes, apresenta linguagem didática e acessível e, ao mesmo tempo, aprofundada. Contém textos sistematizados com quadros sinóticos, índice alfabético-remissivo e outros recursos didáticos que fazem com que a experiência de estudar com base na obra de Ricardo Negrão seja uma tarefa intuitiva de conhecimento.

Curso de Direito Constitucional, André Ramos Tavares (fev/2022)

Esta obra apresenta as principais matérias do Direito Constitucional de forma objetiva e eficiente. Cuidando das mais importantes discussões doutrinárias, acompanhadas de análise crítica de cada um dos institutos, o autor nos oferece o exame da teoria da constituição, da defesa da constituição, das medidas processuais de controle de constitucionalidade, dos direitos humanos, dos direitos individuais, dos direitos sociais e coletivos, das garantias constitucionais e da repartição e funcionamento do poder.

Curso de Direito Constitucional, Uadi Lammêgo Bulos (fev/2022)

Visando à formação de consciências críticas, capazes de entender a importância da argumentação, das construções doutrinárias, legislativas e jurisprudenciais, o Professor Uadi Lammêgo Bulos satisfez tanto os programas de ensino da matéria, como os editais de concursos públicos, sem perder de vista a realidade profissional. Todas as minúcias da disciplina constam neste trabalho de síntese e reflexão de amplo acolhimento pelo público brasileiro.

História do Direito, Rodrigo Freitas Palma (fev/2022)

Em sua 9ª edição, a obra traz rica análise do percurso pela longa trilha deixada pelas leis e pelos institutos jurídicos do passado. O autor ressalta os traços mais característicos das civilizações de tempos distantes e suas experiências no terreno da legalidade no curso dos séculos. 

O livro destina-se a profissionais, estudantes e à comunidade acadêmica em geral, como também a todos aqueles que procuram ampliar e aprofundar seus conhecimentos sobre a herança histórica ilustrativa dos valores, das estruturas sociais e das convenções como as conhecemos.

Manual da Arbitragem e Mediação, Luiz Fernando do Vale Almeida Guilherme (fev/2022)

O Manual traz um breve parecer acerca da intenção do legislador ao positivar o estímulo ao uso da mediação e da conciliação no Código de Processo Civil, consagrando os métodos de soluções de controvérsias como os meios mais e cientes, céleres e menos onerosos para a resolução de conflitos de interesses, não deixando de comentar a respeito da Convenção de Cingapura, anexada traduzida a esta edição.

Coleção Novo Curso de Direito Civil, Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona (fev/2022)

 Os autores se valem da expertise como professores universitários e a experiência de magistrados para apresentar uma doutrina sólida e bem fundamentada, essencial para aqueles que desejam compreender a fundo os mais diversos institutos do Direito Civil.

Reconstrução — o Brasil nos anos 20, vários autores (fev/2022)

Essa ótima coletânea vem em boa hora. Eleições, é bem verdade, são em grande medida decididas pelo carisma dos candidatos, pela simbologia e retórica políticas, pelas alianças partidárias e estratégias midiáticas, para não falar no acesso a recursos e a verbas públicas. 

Os tópicos são muito diversos, e igualmente diverso é o estilo de cada autor, como se deveria esperar, mas há uma estrutura comum no tratamento dos vários temas: referência à boa literatura e políticas públicas que deram certo; um pouco da história do Brasil e das nossas leis e normas pertinentes a cada tema; e, finalmente, propostas efetivas de política pública.

Sociologia e Antropologia do Direito, Ricardo Maurício (fev/2022)

Uma obra didática e acessível, adequada a graduandos(as), pós-graduandos(as) e concursandos(as), além de fornecer também o embasamento necessário aos profissionais da área jurídica. Com a recente modificação das matrizes curriculares dos Cursos de Direito as disciplinas humanísticas adquiriram maior relevância.

Nesta obra, o leitor encontrará análise segura sobre as conexões do mundo jurídico com os diversos processos socioculturais que se manifestam nas comunidades humanas.

Curso de Direito Constitucional, Ingo Sarlet, Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero (mar/2022)

Apresenta os principais aspectos e desdobramentos doutrinários e jurisprudenciais sobre o direito constitucional. Os autores tratam na primeira parte, dentre outros temas, sobre a teoria da constituição, classificação das constituições, estrutura e função, poder constituinte, eficácia das normas, relações com direito estrangeiro e internacional.

Já na segunda parte, os autores apresentam o sistema constitucional brasileiro, princípios, direitos fundamentais, ações constitucionais, organização do Estado, repartição de competências e controle de constitucionalidade.

Curso do Direito de Trabalho, Gustavo Filipe Barbosa Garcia (mar/2022)

Esta obra foi escrita com o objetivo de apresentar um estudo diferenciado e completo da matéria pertinente ao Direito do Trabalho, e trata dos diversos temas de interesse mediante enfoque atualizado da doutrina e da jurisprudência. 

Procurou-se atender às necessidades do estudante universitário, daqueles que se preparam para as carreiras jurídicas e para os concursos públicos, dos profissionais do Direito, dos alunos de pós-graduação e de todos os que se interessam pela disciplina. 

Coleção Curso de Direito Penal, Fernando Capez (mar/2022)

Uma referência nacional no estudo do Direito Penal, escrito em uma linguagem descomplicada, com objetividade, sem perder a riqueza do conteúdo, o que facilita o entendimento da matéria.  

Curso de Execução Penal, Renato Marcão (mar/2022)

Uma das mais completas e atualizadas sobre o tema. O autor faz uma análise dogmática dos institutos e conceitos, comenta detalhadamente a legislação pertinente e julgados dos tribunais superiores, e ao mesmo tempo faz análise minuciosa de temas de grande complexidade relativos ao Sistema de Execução Penal.

Direito Processual Penal, Aury Lopes Jr. (mar/2022)

A obra, em volume único, é escrita com rigorosa seriedade científica e abrange todos os institutos da disciplina. O direito processual penal é sustentado pelo autor em dois pilares: a busca constante por conformá-lo à Constituição Federal de 1988 e o respeito às categorias jurídicas próprias dessa área do direito.

Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional, Flávia Piovesan (mar/2022)

Fonte de consulta obrigatória ao estudioso do Direito, o propósito maior deste livro é analisar em que sentido o sistema internacional de proteção pode contribuir para o fortalecimento do Estado de Direito, da democracia e do regime de direitos humanos no Brasil, redefinindo o próprio alcance e significado da cidadania no País sob a perspectiva da interação e do diálogo multinível, entre as arenas global, regional e local. 

Falência e recuperação de empresas, Ricardo Negrão (mar/2022)

Estudo detalhado do direito falimentar da recuperação judicial de empresas com base na Lei de Falências, à luz da recente alteração legislativa (Lei n. 14.112/2020) e entendimento expresso na jurisprudência e precedentes do Tribunais. 

Fundamentos do Processo Penal, Aury Lopes Jr. (mar/2022)

Esta obra é imprescindível aos que desejam compreender a fundo o processo penal. Como a proposta da obra é aprofundar o conteúdo fundamental do processo penal, profissionais do ramo e estudantes de pós-graduação são o público leitor que se mais se identificará com o livro.

Mas estudantes de graduação e aqueles que se preparam para fases avançadas de concursos de alto nível também podem estudar os fundamentos do processo penal com esta obra, perfeitamente.

Introdução ao estudo do direito processual civil, Fábio Monnerat (mar/2022)

O livro apresenta de forma simples e direta, 

“o direito processual ao aluno que nunca teve contato com a matéria, ou mesmo com o Direito. (…) Quer que o aluno entenda, se interesse, queira saber mais. Em todas as áreas do conhecimento deveria haver obras assim, em que o autor leva o aluno pela mão, devagar, até que ele possa andar sozinho.” (Do Prefácio, Teresa Arruda Alvim).

Manual de Direito Processual Civil, Rennan Faria Kruger Thamay (mar/2022)

Busca desmistificar e esclarecer os temas da disciplina, quer sejam simples, quer sejam cercados de mistério, apresentando exemplos, julgados e casos concretos, quadros sinóticos, que poderão facilitar a compreensão do leitor e estimular o juízo crítico, amparado nas mais variadas obras nacionais e internacionais que versam sobre a matéria. 

Manual de Direito Tributário, Eduardo Sabbag (mar/2022)

Com uma abordagem aprofundada, sem deixar de ser clara e didática, a obra esgota os principais temas da matéria exigidos tanto nas grades das faculdades de Direito como nos editais de concursos das áreas jurídica e fiscal. 

Atualização: Manual Esquemático de Criminologia (mar/2022)

A análise da criminalidade e de seus personagens passam por uma observação apurada e criteriosa, ocasião em que o crime deixa de ser apenas a conduta típica, antijurídica e culpável, para assumir o caráter de fenômeno social.

Curso de Direito Constitucional, Gilmar Ferreira Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco (mar/2022)

Esta edição foi totalmente revista e atualizada. 

O leitor encontrará atualizações diversas que se referem a novos rumos da jurisprudência e aportes de reflexão jurídica, como as Emendas Constitucionais promulgadas no último ano, compreendendo também as decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. 

Além disso, a edição explora temas ainda pouco desenvolvidos pela doutrina nacional, como os desafios jurídicos trazidos pelo agravamento da pandemia.

Temas atuais do Direito Penal Econômico (mar/2022)

Esta obra, elaborada por operadores do Direito Penal que vivenciam a teoria na prática, é destinada a servir como uma coleção de artigos que tratam sobre os efeitos jurídicos, sociais e políticos da criminalidade econômica no Brasil e no mundo, temas atuais e cotidianos para aqueles que militam nesta seara. 

Teoria Geral do Processo, José Maria Rosa Tesheiner e Rennan Thamay (mar/2022)

Os autores abordam todos os temas clássico da Teoria Geral do Processo, como jurisdição, ação e condições, pressupostos, nulidades, sentença, coisa julgada, assim como temas ligados ao neoprocessualismo, com uma visão crítica dos princípios que norteiam o processo, tutela coletiva, processos objetivos e a judicialização da política.

Vantagens de usar a BDS em sua IES

Além de facilitar o acesso à informação, a Biblioteca Digital Saraiva conta com soluções de ensino e aprendizagem que vão transformar o engajamento dos alunos. Entre os recursos estão:

  • Personalização: o usuário pode otimizar as páginas de acordo com suas preferências e tela de seu dispositivo. Isso garante legibilidade multiplataforma.
  • Marcação de trechos: é possível reunir trechos relevantes e deixá-los anotados em seu exemplar digital.
  • Pesquisa: busca pelo sumário, glossário e termos específicos dentro da obra.
  • Curadoria e atualização: periódicos e artigos científicos relacionados à área do curso, sempre atualizados.
  • Referências: o aluno pode realizar as referência bibliográficas por meio do próprio texto, encontrando com facilidade suas anotações durante a leitura e a formatação correta.

Quer saber mais sobre como a BDS pode ampliar a biblioteca e os recursos de aprendizagem em sua IES? Fale com um de nossos especialistas e construa a biblioteca digital ideal para seus alunos!

12 dicas de melhoria da experiência do aluno

Afinal, o que fazer para garantir a melhoria da experiência do aluno no ensino superior? Contar com estudantes satisfeitos é fundamental para diminuir as taxas de evasão e aumentar a captação de novas matrículas.

Porém, com tantos processos que garantem o funcionamento de uma instituição de educação superior (IES), sabemos que se dedicar à experiência do aluno não é uma tarefa fácil.

Nesse sentido, a Saraiva Educação vem produzindo uma série de conteúdos para te ajudar. Neste artigo, você vai conferir 12 dicas de melhoria da experiência do aluno que podem ser aplicadas a partir de hoje. Confira!

A importância da experiência do aluno

Antes de falarmos sobre as dicas para melhoria da experiência do aluno, vamos entender um pouco mais sobre esse conceito.

Toda vez que compramos um produto ou serviço, nos relacionamos com aquela mercadoria, com a empresa e até com os funcionários da organização. 

A partir desse relacionamento, criamos percepções e opiniões sobre a qualidade do produto ou serviço, sobre o atendimento, sobre as formas de contato com a empresa, dentre outras, e isso, certamente, influenciará na decisão de compra, na relação com a marca, nas indicações para outras pessoas e na possibilidade de realizar a compra novamente.

E os números confirmam: em uma pesquisa realizada pela empresa PWC, sobre experiência do cliente, 89% dos brasileiros entrevistados disseram que a experiência é um fator importante para decisões de compra.

No ramo da educação isso não é diferente. Com o tempo, o aluno desenvolve relacionamentos com a instituição de educação superior, os professores, os gestores, as plataformas e demais elementos que compõem o seu processo de ensino-aprendizagem. 

Tudo isso resultará em uma experiência, que certamente poderá influenciar em sua decisão por indicar a instituição para outros estudantes, na continuidade do curso e até mesmo na realização de especializações.

12 dicas para garantir a melhoria da experiência do aluno

A melhoria da experiência pode passar por vários pontos, e todos eles são permeados pela responsabilidade compartilhada entre professores, gestores e demais funcionários das instituições de ensino superior. Isso é o que garante o sucesso da estratégia traçada.

É possível aplicar mudanças simples, relacionadas à cultura organizacional, como capacitações ligadas ao conteúdo e atendimento, ou alterações ligadas à estrutura da IES e às ferramentas utilizadas no dia a dia da instituição.

Você com certeza já entendeu a importância de gerar uma boa experiência para o aluno. Veja, a seguir, 10 dicas, separadas em 4 categorias para melhorar esse aspecto  em sua IES!

Infraestrutura

Alguns elementos devem ser considerados quando falamos de infraestrutura educacional. Para criar um espaço acolhedor, é preciso levar em conta vários aspectos, que são, inclusive, estratégicos para o atingimento de metas da instituição e de seus alunos.

Se a primeira impressão é a que fica, a infraestrutura precisa ser pensada para passar a mensagem que a instituição deseja. Essa é uma tarefa desafiadora, mas possível de ser executada. Com certeza essa é uma ação que promoverá acolhimento dos alunos. Para te inspirar, separamos alguns exemplos que podem ser aplicados à realidade da sua IES. Confira:

1. Tenha acessibilidade

Se engana quem pensa que a acessibilidade é uma demanda apenas das pessoas com deficiência. Como esse é um compromisso social, a disponibilização de uma estrutura que contemple as necessidades de todas as pessoas é um passo importante para democratizar o acesso e demonstrar o compromisso da IES com seus alunos.

Além disso, durante a vida, passamos por vários momentos de limitações transitórias. Um exemplo disso é quando quebramos o pé, ou fazemos uma cirurgia no joelho. Ter uma rampa, elevador, e estrutura preparada para quem tem problemas de mobilidade pode ser a diferença entre conseguir e não conseguir participar das aulas.

2. Crie um learning space

Os learning spaces podem ser traduzidos do inglês como Espaços de Aprendizagem, e esse é um termo muito amplo.

Onde será que é o espaço ideal para promover a aprendizagem? Isso depende!

Já que o learning space é um ambiente de formação, que pode ser um local real ou virtual, interno ou externo, a escolha desse espaço deve se dar em relação com as demandas dos cursos das IES.

Esse será um espaço que tem recursos para impulsionar o desenvolvimento dos estudantes, estimulando-os na criação de projetos e resolução de problemas, por exemplo. Algumas IES tem estabelecido um “espaço maker” em suas instalações, para estimular a criatividade.

3. Crie um espaço seguro

Em muitas cidades brasileiras criamos verdadeiros esquemas para evitar assaltos. Quem nunca ouviu uma dica como “leve um celular mais velho na bolsa”, ou “evite aquela rua”, ou até mesmo “não saia com esse item, você vai ficar visado(a)”. Pois é, a sensação de insegurança faz parte da vida de muitos brasileiros.

Por isso, a estrutura da IES precisa contemplar a segurança dos estudantes, para que seja um espaço seguro de desenvolvimento e formação. Nenhum aluno deve sentir-se inseguro na sua universidade, faculdade ou centro universitário. Por isso, é preciso investir em sistema de câmeras, segurança patrimonial, sistema de catracas, etc.

Conteúdo

Se a estrutura é um ponto a se observar, especialmente em uma instituição que oferece a modalidade presencial, o conteúdo sempre será o destaque, seja na modalidade híbrida, a distância ou presencial. Afinal de contas, esse aspecto está relacionado ao objetivo do aluno, que é formar-se profissionalmente. 

A qualidade do conteúdo influencia diretamente na experiência do aluno, especialmente quando tem seu primeiro contato com o mercado de trabalho de sua área, seja em um estágio ou primeiro emprego.

Confira abaixo algumas dicas para melhorar o desempenho do conteúdo da sua IES. 

4. Utilizar conteúdos multimídias

Utilizar vídeos, mapas mentais, quizzes e conteúdos nos mais diferentes formatos aumenta o estímulo para o estudo e o engajamento dos estudantes. Muitos alunos possuem jornadas duplas ou triplas, e um conteúdo mais leve é capaz de cativar o aluno, estimulando-o a envolver-se com os estudos.

Afinal de contas, é preciso se preparar para empregar esse tipo de material na formação. E engajamento é uma palavra-chave quando falamos sobre a experiência do aluno! Afinal, contar com estudantes conectados à IES e com verdadeira vontade de estudar já é um passo e tanto para garantir a qualidade do ensino.  

5. Investir na formação de professores

Grande parte do contato do estudante com a instituição de educação superior se dá por meio da sala de aula, seja ela presencial ou online. Portanto, para quem está procurando formas de garantir a melhoria da experiência do aluno, não é novidade nenhuma a importância do investimento na formação de professores.

A atualização, não apenas relacionada aos conteúdos lecionados, mas também em relação às novas metodologias de ensino, tecnologias, dentre outros temas pertinentes ao processo de ensino-aprendizagem é fundamental para garantir a qualidade do ensino.

E, para isso, os docentes precisam contar com o apoio da IES! Procure entender quais são as suas necessidades, tendências de mercado e ferramentas disponíveis para a elaboração de treinamento e disponibilização de cursos para os profissionais.

6. Apostar em novas maneiras de ensinar

O processo de ensino-aprendizagem mudou muito ao longo do tempo. Atualmente, o professor deixa de ser o único detentor do conhecimento e passa a ter um papel de mediação em sala de aula.

Nesse sentido, apostar em novos métodos de ensino, como as metodologias ativas, é um passo essencial para melhorar a experiência do aluno.

Garantir um ensino mais personalizado, adotar estratégias para que o estudante seja protagonista na construção do conhecimento e pensar em maneiras de tornar a aprendizagem mais dinâmica são premissas para uma IES inovadora e que está atenta às exigências dos estudantes.

Atendimento 

Quando falamos de atendimento, a primeira imagem que vem à mente é o balcão que realiza o suporte aos alunos. E, talvez, esse seja o maior erro ao pensar no atendimento. Todos os envolvidos na IES são replicadores de sua estratégia. Portanto, o atendimento de qualidade vira uma responsabilidade de todos os profissionais.

Seja na resolução de uma dúvida sobre o local de uma aula ou uma questão sensível sobre pagamento, o atendimento precisa ser humanizado, individualizado, gentil e capaz de solucionar, ou buscar essas respostas, para que o aluno se sinta amparado. Confira alguns exemplos práticos de como implementar um atendimento melhor.

7. Conheça sua persona

Persona é um termo muito utilizado no marketing, já que ela é a representação fictícia do seu cliente, no caso, o aluno. Além das características dessa pessoa, como idade, composição familiar, trabalho, curso, essa representação também vem acompanhada de um problema que é comum a esse perfil.

No contexto de atendimento, a utilização da persona ajuda a prever possíveis dilemas, e criar abordagens que sejam adequadas ao perfil de aluno que a IES geralmente tem. Essa é uma forma de aplicar uma personalização do atendimento, mesmo que seja em um momento anterior àquele em que já se conhece o real problema do estudante. 

8. Treine sua equipe

Para que o atendimento seja feito com qualidade, é preciso investir na formação de todos os profissionais da IES, para que saibam a maneira correta de abordar e conversar com os alunos além de compreender as principais demandas dos estudantes em relação ao cargo de cada profissional da instituição. 

Esses treinamentos podem ser realizados periodicamente. Dessa forma, é possível coletar situações vivenciadas no dia a dia, para tornarem-se exemplo da resolução adequada das demandas dos estudantes. No caso do setor de atendimento, essas formações devem ser mais densas e voltadas para a função, com reciclagens e atualizações periódicas. 

9. Crie uma cultura de gentileza

Como é possível ensinar aos funcionários sobre o bom atendimento, se internamente não há um clima adequado para o trabalho? Reforçar as relações interpessoais dentro da instituição ajuda a promover um melhor atendimento e relacionamento com os alunos. A satisfação profissional está diretamente ligada à forma de atender os estudantes.

Para tal, é possível investir em palestras, dinâmicas, momentos de troca e interação descontraída, como a comemoração de uma meta batida, ou até mesmo dos aniversariantes do mês. Reforçar a ideia de pertencimento não funciona apenas para manter os estudantes engajados, mas também todos os demais funionários da IES. 

Ferramentas

As ferramentas empregadas na IES dizem muito do investimento que realizam em seus estudantes. Quando o aluno vê uma nova tecnologia ou sistema sendo aplicado, faz uma conexão direta de validação do investimento financeiro que aplica na sua formação. Isso traz a sensação de estar sendo plenamente atendido em suas necessidades de formação.

Algumas tecnologias ainda funcionam como um “extra”. Por serem muito inovadoras, nem faziam parte do imaginário dos estudantes.

De toda forma, a aplicação de boas ferramentas faz com que o aluno entre em uma lógica de melhoria contínua junto da instituição, o que beneficia o processo de ensino e aprendizagem. Conheça algumas iniciativas que podem ser aplicadas em sua IES:

10. Investir em inovação 

Uma das principais estratégias para promover a melhoria da experiência do aluno é garantir que a sua instituição seja inovadora. E quando falamos de inovação na educação superior, não estamos pensando apenas em tecnologia, mas também em metodologias, cultura, etc.

A geração Z é muito conectada e tem acesso à informação em velocidade alta. Por isso, é fundamental estar em dia com as mudanças na educação para atender às demandas do aluno e desenvolver uma boa experiência. 

Uma forma de aplicar a inovação na sua IES é disponibilizando a funcionalidade de laboratórios digitais, que colaboram para aplicação de práticas de forma mais barata e simplificada. 

11. Fazer pesquisas

Sempre precisamos ouvir o lado de quem está consumindo, e nas IES não é diferente. Por isso, não adianta só apostar nas melhorias de experiência do aluno, mas não saber se elas têm funcionado. Conversar e escutar os estudantes é essencial para que essa melhora aconteça de fato. 

Uma forma de inovar neste contexto é desenvolver canais de fácil acesso, como um WhatsApp, um chat, ou até mesmo através das plataformas virtuais. É necessário entender o que o seu aluno tem sentido e o que ele espera da instituição, isso vai te guiar a buscar soluções e a continuar o que tem dado certo.

12. Ter uma biblioteca digital

Vivemos em um mundo digital, e com o avanço de cursos semipresenciais e de Educação a Distância (EaD), contar com uma biblioteca digital é muito importante. Essa é uma ferramenta que ajuda na melhoria da experiência do aluno, afinal, a acessibilidade às obras e a atualização do acervo ficam muito mais otimizadas.

Além disso, os livros ficam alocados em dispositivos que fazem parte do dia a dia dos estudantes, como tablets, celulares e computadores. Com isso, a chance de realizar uma leitura durante um dia cheio, no transporte para o trabalho, por exemplo, aumenta. Dessa forma, o aluno pode se engajar ainda mais com o conteúdo.

5 benefícios de melhorar a experiência do aluno  

Os benefícios envolvidos na melhoria da experiência do aluno vão muito além daqueles que esse indivíduo pode colher. Na verdade, uma experiência melhor para o estudante também implica em uma melhoria geral do serviço prestado pela instituição de educação superior.

Para as instituições de ensino superior que estão em busca de um processo de melhoria contínua, esse deve ser um ponto muito observado, já que implica na adesão dos estudantes à instituição, sua permanência e performance enquanto aluno.

Para que você possa compreender um pouco mais sobre essas vantagens, separamos 5 delas, que podem ser altamente atrativas para a reformulação da experiência do aluno em sua IES. Confira:

1. Aumento do engajamento

Com atividades pensadas para os estudantes, um atendimento adequado, investimento em inovação e ferramentas atrativas, ocorre um engajamento maior dos estudantes. Isso envolve vários fatores, como a sensação de “fazer valer” o tempo ou recursos que despende, já que a IES oferece um suporte para que isso ocorra. 

Para algumas pessoas com jornadas de trabalho extensas e cansativas, esse pode se tornar um momento de descontração e prazer. O estudo realizado a partir de conteúdos e ferramentas multimídia costumam ter esse efeito. 

Além disso, com um bom clima organizacional na IES, as relações ficam mais simples e com laços mais fortes, um ponto que pode ajudar na retenção dos estudantes, como veremos na sequência. 

2. Maior retenção dos estudantes 

Existem muitos fatores que retêm os estudantes, mas é possível dizer que quase todos passam pela  melhoria da experiência do aluno. Se há um problema financeiro, por exemplo, uma abordagem adequada e humanizada pode trazer uma solução que faça sentido, tanto para o aluno, quanto para a IES.

A interação, como mencionado anteriormente, também é um motivo para ficar. Sentir-se apoiado pelos professores e pelos colegas aumenta a vontade de continuar a jornada de formação. Por isso é tão importante criar momentos para fortalecimento de vínculos. São eles que vão criar a sensação de pertencimento, tão importante para evitar a evasão de alunos

3. Visão da comunidade sobre a IES

Além de manter alunos que já estão matriculados, uma boa experiência pode atrair novos estudantes e melhorar a visão geral da instituição no mercado. Isso porque os discentes que se sentem satisfeitos podem compartilhar essas experiências com outras pessoas. Isso faz toda a diferença para as estratégias de marketing e captação.

Assim, além de garantir aquelas matrículas já realizadas, a instituição também constrói um futuro mais sólido para a sua atuação. É o que chamamos de fortalecimento da marca, que a faz se destacar entre as demais. O encantamento do cliente, que nesse caso é o estudante, deve ser uma meta, para que outras pessoas possam conhecer o trabalho da IES.

4. Desenvolvimento de soft skills

Um ambiente mais leve e com um atendimento melhor também proporciona o desenvolvimento das habilidades tão desejadas no mercado de trabalho: as soft skills, ou competências socioemocionais. Nesse caso, o aluno aprende pelo exemplo, já que há uma atuação empática, gentil e resolutiva na IES, tanto dentro da sala de aula, quanto fora. 

Uma boa experiência do aluno também prevê um conteúdo que seja personalizado para as demandas do discente, e como essa é uma necessidade do mercado de trabalho, as soft skills farão parte dessa formação. Com isso, a chance de sucesso no mercado de trabalho é amplificada, o que também promove uma boa experiência após a formatura.

5. Ambiente de trabalho capaz de reter talentos

Outro desafio para gestores das IES é manter talentos em seu quadro de funcionários. Como já falamos, uma boa experiência do aluno amplifica a capacidade dos empregados da instituição de promover um bom clima organizacional. Isso beneficiará a retenção daqueles funcionários que já estão treinados e executando seu trabalho de forma ideal.

Um bom espaço para trabalhar faz com todos sintam-se mais valorizados e motivados, o que aumenta a chance de sucesso e atingimento de metas, beneficiando a IES em vários aspectos. É um círculo virtuoso que só faz ganhar a quem está envolvido. Que tal experimentar essas mudanças em sua instituição?

Esperamos que você tenha entendido melhor sobre a melhoria da experiência do aluno e que não deixe de colocar as dicas em prática. Quer continuar lendo mais sobre o assunto? Então acesse o artigo sobre A importância da integração tecnológica na IES para a experiência do estudante!

Conheça o Data Driven Law e saiba como desenvolvê-lo

Você já conhece o data driven law? É uma área promissora no ramo jurídido, que vamos apresentar neste artigo!

Se tem uma profissão que está sempre atraindo mais pessoas é a do advogado. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), existem 1.275.121 cadastrados no país, além dos 13.648 estagiários.

Essa quantidade extremamente numerosa tem crescido e tende a continuar alavancando:

  • São 1.502 cursos de Direito no país;
  • É o curso de graduação com o maior número de estudantes no país (mais de 700.000);
  • É previsto que haja 2 milhões de advogados até 2032.

Apesar de ter muitos profissionais no mercado, a área se mantém atrativa e com bastante oportunidades. No final do ano de 2020, em meio à pandemia, havia 75,4 milhões de processos em tramitação!

O data driven law se insere nesse panorama, ao identificar a realidade da justiça brasileira e traçar novas oportunidades.

O uso de diversas tecnologias nos negócios não é uma inovação apenas nessa área. Tem crescido o número de empresas que automatizaram diversas funções, além de terem percebido o valor que as informações possuem atualmente e como a ciência de dados pode maximizar seu sucesso.

Este artigo irá te explicar melhor o data driven law. Vamos passar por sua definição, atuação, princípios, funcionamento e mais. Boa leitura!

Infográfico novas competências do profissional de Direito: clique para baixar!

O que é data driven?

Em sua definição, o data driven é um termo que diz sobre os processos que são orientados por dados. Em outras palavras, estão aqui as empresas que tomam decisões importantes para seu negócio de acordo com inteligência de dados coletados e bem tratados, que oferecem informações lógicas e organizadas.

Essa expressão, seja em qual área do mercado for aplicada, tem sempre ligação com a ciência de dados. Afinal, é preciso se apoiar em um trabalho específico que consegue captar os dados e interpretá-los de forma que façam sentido.

E o que é data driven law?

Data driven law nada mais é do que a aplicação da inteligência de dados ao ramo jurídico. No Direito, essa tecnologia pode aperfeiçoar o trabalho do advogado de diversas formas. Compreender padrões é importante para aperfeiçoar o trabalho e ter uma probabilidade maior de acertos.

Como construir uma cultura data driven?

A cultura data driven é, na prática, o ato de colocar os dados no centro da tomada de decisões e na realização das tarefas. Sendo livremente traduzida como “cultura orientada por dados”, é um processo de aproveitamento histórico e estatístico das experiências já vistas.

Neste ponto, é importante entender que não necessariamente o advogado precisa especializar-se na inteligência de dados (apesar de ser uma boa aposta profissional). O objetivo central é focar na construção dessa cultura, para que todo o time esteja apto a trabalhar com dados e aproveitar as vantagens deste processo.

Um último tópico relevante neste ponto é sobre uma possível substituição da intuição pela cultura data driven. Apesar das decisões baseadas em dados serem objetivas e bem racionalizadas, o Direito segue contando com interpretações humanas dos casos, cabendo ainda espaço para a subjetividade e para que o advogado possa confiar em seus instintos.

Além disso, cabe ressaltar que a interpretação de dados por computadores é sempre programada por seres humanos. Ou seja, sempre haverá um quê de subjetividade.

Leia também: Conheça o Direito Digital e sua importância para a IES

Como atua o profissional jurídico orientado por dados?

Em geral, o trabalho nos escritórios se organiza de forma nuclear. Isto é, o serviço gira em torno de um processo ou precedente isolado. Com grandes demandas, o ideal é trabalhar com temas, nos quais se aplicam uma maior diversidade e necessidade de acompanhamento constante.

É nesta realidade que os advogados precisam localizar e compreender os padrões. Ao agrupar casos semelhantes, será possível comprimir as informações que mostram as probabilidades de determinados resultados após a tomada de decisões específicas.

Com o auxílio dos dados, o profissional pode:

  • Conhecer melhor o trâmite processual

Aqui, o advogado fica por dentro de cada passo do processo, de acordo com seu tipo e assunto. Ele também pode focar em conhecer tarefas administrativas e internas que são aplicadas em casos semelhantes, facilitando assim a comunicação com os clientes.

  • Levantar uma média de tempo dos processos

Infelizmente, os procedimentos não demoram apenas a soma dos prazos de cada ato específico. Devido à morosidade do sistema judiciário, é interessante saber a média de duração que cada processo pode ter, criando uma visão mais realista e preparada para o trabalho. 

  • Saber a probabilidade de deferimento

Contando com um banco de dados extenso, que faça análise em cima de casos que possuem um mesmo pedido, é possível conhecer a chance do deferimento. Apesar de existirem decisões divergentes, elas geralmente seguirão um precedente, servindo inclusive para avaliar pedidos liminares.

  • Identificar o entendimento dos tribunais e fatores determinantes

Mais uma característica fundamental que pode ser conferida é o entendimento majoritário dos tribunais. Somado a isso, o advogado também conseguirá separar as variações nos casos e outros fatores determinantes para melhor trabalhar com eles.

Como funciona o data driven law?

Para que o profissional tenha acesso às informações que facilitarão sua tomada de decisão, ele terá que contar com dois procedimentos para isso. Essas etapas são a mineração e tratamento dos dados, no qual a informação será descoberta e organizada para ser apresentada de forma compreensível.

A área do Direito é só mais uma que pode utilizar da cultura data driven. Diversos outros negócios também trabalham com esses procedimentos ligados aos dados, diferenciando apenas quais serão os aspectos relevantes que serão buscados.

Para melhor entender seu funcionamento, veja a seguir os conceitos de mineração e tratamento de dados:

Mineração de dados

A mineração de dados, data mining do inglês, nada mais é que um procedimento para a busca de informações relevantes para um segmento, dentro de um banco de dados já estabelecido. Nela, após definir quais são seus objetos da pesquisa, sua programação contará com um método para localizar as informações requeridas.

Esse é um resumo bem simplificado de todo o processo da mineração de dados, que deverá contar com outras etapas. Ao coletar as informações, elas deverão ser devidamente tratadas, afinal, sem ordem e estrutura, os dados não apresentam nenhum valor.

Tratamento de dados

Nesta parte final, os dados minerados deverão ser tratados para que possam ser interpretados. Para entender o fluxo completo, temos:

  • Captação dos dados;
  • Manipulação dos dados;
  • Armazenamento dos dados;
  • Interpretação dos dados;
  • Uso dos dados.

Apesar de ser uma incrível ferramenta, ela possui suas limitações legais. Ao tratar de informações dos usuários, é preciso conhecer e respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na prática, assunto que veremos mais à frente neste texto.

Leia também: Saiba mais sobre as fontes do Direito e como abordá-las na IES

Quais os princípios da cultura data driven?

Para que a cultura data driven exista e possa ser aplicada com sucesso nos escritórios jurídicos, ela precisa atender a alguns fundamentos básicos. Esses princípios mostram bastante sobre seu objetivo e prática. São eles:

  1. Democratização dos dados
  2. Governança de dados
  3. Garantia de qualidade da informação

1. Democratização dos dados

De início, é preciso garantir que as pessoas que estão envolvidas em determinado processo tenham acesso aos dados. Além de encontrar as informações, os profissionais precisam compreendê-las, sendo importante apresentá-las de forma descomplicada.

Essa democratização deve ser limitada pela LGPD. Apesar de ser extremamente útil, não se deve ultrapassar os limites, devendo respeitar a vontade das pessoas, seus dados sensíveis e seu consentimento específico, por exemplo.

2. Governança de dados

Aqui, temos a forma que o gerenciamento dos dados deve ser feito. De forma geral, é preciso que as pessoas, os processos e as tecnologias sejam alinhadas para que os resultados sejam primorosos e universais.

3. Garantia de qualidade da informação

Não basta trazer os dados e seu gerenciamento para todos. É fundamental que eles tenham qualidade. Afinal, sem um sistema que busque os dados corretos e relevantes e que os organize de forma lógica, todo o trabalho será inútil.

Leia também: Qual é a influência da tecnologia no Direito? Saiba tudo sobre!

Como a LGPD influencia no data driven law?

A LGPD (Lei 13.709, de 14 de agosto de 2018 — Lei Geral de Proteção de Dados) é uma norma que tem o objetivo de proteger os dados de cidadãos e consumidores. Ele surgiu em complemento ao Marco Civil da Internet, pensando em apoiar a privacidade e liberdade das pessoas.

Com a LGPD, todo mundo que trabalhava com a ciência de dados precisou se adaptar para a nova realidade. Diversas estratégias de publicidade e comerciais precisaram ser revistas, uma vez que não basta apenas coletar os dados, é preciso fazê-lo de forma responsável.

Neste sentido de controle do uso de dados pessoais, a própria LGPD traz seus princípios que explicam bastante sobre o que está sendo protegido aqui. Vejamos agora uma parte de seu texto:

Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:

I – o respeito à privacidade;

II – a autodeterminação informativa;

III – a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;

IV – a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;

V – o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;

VI – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e

VII – os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas naturais. (Brasil, 2018)

Como trabalhar data driven law nas IES?

Uma educação de qualidade não pode ser focada apenas em oferecer um conhecimento rico. É fundamental que uma IES que seja referência no curso de Direito tenha um enfoque em preparar seus estudantes para o trabalho.

Até porque o que é aprendido durante a graduação precisa ser adotado no futuro profissional. E não há nada melhor que preparar juristas atualizados e prontos para compreender e aplicar o Direito do futuro.

A inserção do data driven law na IES deve ser bem feita. Entretanto, esta não é uma tarefa complicada. Para melhor mostrar como inseri-lo no cotidiano do estudante, trazemos o seguinte passo a passo:

  1. Definir o objetivo;
  2. Inserir ciência de dados no curso;
  3. Trabalhar com dados práticos para a graduação;
  4. Trazer o data driven para a graduação;
  5. Mostrar a importância de organizar os dados;
  6. Possibilitar a criação ou utilização de um sistema de dados.

1. Definir o objetivo

Toda tarefa bem realizada deve ser feita após a compreensão de seu motivo. Ao aplicar uma nova cultura que irá influenciar positivamente na metodologia do ensino, é importante saber o porquê dessa aplicação e concentrar em fortalecer os pontos chave da formação do aluno que devem ser aperfeiçoados.

2. Inserir ciência de dados no curso

Apesar do profissional da área jurídica não ser quem irá trabalhar fazendo o processamento das informações, é importante que ele conheça o funcionamento da ciência de dados. Conhecer pelo menos os conceitos de dados, como mineração, análise, inteligência artificial e LGPD é fundamental para um bom profissional.

3. Trabalhar com dados práticos para a graduação

Apesar do objetivo central ser preparar os alunos para a profissão, é interessante fazer análise de dados que se encaixem no cotidiano do curso, que tenham também um viés pedagógico. Como ainda não se trata de advogados formados, as informações não serão propriamente para tomar decisões, sendo mais úteis trazer as que fortaleçam o ensino.

Leia também: Como realizar o acompanhamento da aprendizagem dos alunos através de dados?

4. Trazer o data driven para a graduação 

Somado ao passo dois, o estudante precisa, além de entender o funcionamento da ciência de dados, ter um forte conhecimento sobre o data driven. Afinal, essa é a tarefa que a IES deve se propor a fazer com maior maestria.

Existem diversas formas de incluir o data driven no ensino, podendo ser aplicadas de acordo com as peculiaridades do curso e da instituição. Dependendo dos objetivos e da metodologia escolhida, esse novo conceito pode entrar na graduação de alguns modos:

  • Como disciplina optativa;
  • Dentro das matérias já existentes do curso;
  • No formato de trabalho interdisciplinar;
  • Como curso de curta duração.

5. Mostrar a importância de organizar os dados

O trabalho com data driven law vai bem além de apenas minerar dados. Além de coletar, é fundamental que as informações sejam organizadas, pois apenas de forma padronizada e sistematizada é que elas realmente produzirão um valor.

6. Possibilitar a criação ou utilização de um sistema de dados

Tudo que está ligado à ciência de dados precisa passar pela tecnologia. Para que as informações possam ser aproveitadas, elas precisam estar em um banco de dados ou em um sistema informatizado que as apresente.

A IES pode utilizar algum banco pronto, com softwares que fazem esse trabalho, ou até mesmo criar o seu próprio. Mais uma vez, a escolha deve ser feita de acordo com os objetivos e características do curso e do ensino.

Agora que você já sabe mais sobre essa novidade do data driven law, que tal conhecer essas outras 8 dicas sobre como se manter atualizado no Direito?

Entendendo a importância e como abordar o quiz educativo no ensino superior

Por que desenvolver o quiz educativo na sua IES? Compreenda neste artigo e siga as dicas que preparamos para você! 

As metodologias precisam acompanhar os objetivos pretendidos. Se queremos que os estudantes sejam proativos, precisamos adotar metodologias que os envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham que tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes. Se queremos que sejam criativos, eles precisam experimentar diversas novas possibilidades e mostrar sua iniciativa (Morán, 2000).

Esse trecho foi retirado do artigo O processo de aprendizagem e avaliação através de quiz, escrito por Daiana de Vargas, Pós-graduanda em Docência (Educação Profissional da Univates) e Edson Moacir, Professor da Univates e Mestre em Ambiente e Desenvolvimento. Ele evidencia a necessidade de uso de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem para manter a interação, criatividade, além de avaliar a aprendizagem do aluno.

Com efeito, mensurar o conhecimento prévio e a absorção do conteúdo dos estudantes são desafios enfrentados pelas instituições de educação superior (IES).  

No entanto, a adoção de um ensino interativo a partir da utilização de certas ferramentas, como o quiz educativo, são soluções que podem te ajudar a superar esses desafios e que, certamente, irão enriquecer a experiência dos alunos.

Com isso em mente, preparamos este artigo para introduzir o conceito de quiz educativo, sua importância para o ensino superior e 6 dicas para abordá-lo em sua IES. 

Neste artigo você irá encontrar:

  • O que é quiz educativo?
  • Qual a importância do quiz educativo para o ensino superior?
  • Benefícios do quiz educativo
  • Como o quiz educativo pode ser aplicado no ensino superior? 
  • 5 passos para desenvolver o quiz educativo na sua IES

Tenha uma excelente leitura!

O que é quiz educativo?

O quiz educativo é uma ferramenta utilizada dentro de sala ou por meio de recursos digitais no processo de ensino-aprendizagem. Essa ferramenta possui diversos métodos de avaliação e aplicação. Como exemplo mais comum temos o questionário aplicado em sala.

No entanto, vale ressaltar que existem outras possibilidades de formato e aplicação, como é o caso do quiz educativo no formato de jogos interativos. Eles são disponibilizados de forma online e conseguem captar de forma mais eficiente a atenção e interação do corpo discente, utilizando as estratégias da gamificação na educação.

A esse respeito, Daiana de Vargas e Edson Moacir conceituam a aprendizagem quiz como

“A avaliação em formato de quiz faz parte da chamada avaliação formativa, que vem recebendo bastante atenção entre os professores. Costa e Oliveira (2015) definem avaliação formativa como uma ampla variedade de métodos que os professores usam para realizar avaliações em processo de compreensão do desenvolvimento do estudante, das necessidades de aprendizagem e progresso acadêmico durante uma aula, unidade, ou curso.” (destaques nossos)

Qual a importância do quiz educativo no ensino superior? 

Sobre o assunto, Daiana de Vargas e Edson Moacir elucidam que 

“O uso de quizzes e jogos em formato de gincana são uma forma interativa de aprofundar, consolidar, reforçar e principalmente avaliar a aprendizagem do estudante. Seu principal objetivo é incentivar os estudantes a pensarem, pesquisarem, refletirem e discutirem os conteúdos e conceitos passados em sala de aula, através de questões de ordem teóricas e práticas.”

Nesse sentido, a utilização da aprendizagem quiz como ferramenta de ensino é muito importante para as IES. Isso porque essa abordagem permite avaliar o grau de conhecimento prévio dos estudantes sobre determinado assunto, assim como avalia o que foi retido após abordagem em sala.

Ademais, além de auxiliar no processo de avaliação diagnóstica do estudante, o quiz educativo pode servir para elaboração de conteúdos futuros.

De igual forma, essa ferramenta traz acessibilidade na educação superior, na medida em que pode ser aplicada em todas as modalidades de ensino e consegue abranger até mesmo os estudantes que não são assíduos em sala de aula.

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Benefícios do quiz educativo 

Certamente, o quiz educativo traz inúmeros benefícios para as instituições de educação superior. A título de ilustração, preparamos uma tabela com as principais vantagens que são observadas pela sua IES. São elas:

  • Melhora na fixação do conteúdo abordado em sala;
  • Possibilita que o aluno realize autoavaliações;
  • Serve de feedback para os professores;
  • Abrange os estudantes que não estão em sala;
  • Prepara os alunos ao introduzir temas que são abordados;
  • Traz dinamicidade às aulas;
  • O quiz pode ser utilizado para criação de simulados;
  • Desperta criatividade nos estudades;
  • Melhora a experiência do aluno;
  • Aumenta a satisfação dos estudantes com a IES;
  • Aumenta o comprometimento dos estudantes;
  • Mantem o protagonismo do estudante.

Veja também: Descubra 8 jogos educativos para ensino superior

Como o quiz educativo pode ser aplicado no ensino superior?

Como já introduzido, o quiz educativo pode ser utilizado tanto para diagnosticar o conhecimento prévio dos estudantes sobre determinadas matérias, quanto para mensurar o aprendizado posterior. Mas, como os quizzes são aplicados no ensino superior? 

No ensino presencial, essa ferramenta pode ser utilizada na própria sala de aula, onde será aplicada pelos professores. 

Já no ensino superior a distância e no ensino híbrido, a sala de aula do aluno é virtual e, portanto, os quizzes podem ser aplicados por lá. 

Contudo, é importante ressaltar que, em qualquer modalidade de ensino, a IES pode contar com a tecnologia para a aplicação do quiz educativo. Nesse sentido, existem várias ferramentas digitais desenvolvidas para essa finalidade.  

A esse respeito, Daiana de Vargas e Edson Moacir justificam o uso da tecnologia e de aplicativos e apontam como benéficos ao ensino. Vejamos: 

Está cada vez mais difícil para o professor manter o estudante interessado e motivado em uma aula extremamente teórica. O uso das novas tecnologias e as mais diversas formas de metodologias ativas vem ajudando o professor a deixar suas aulas dinâmicas, interessantes e atrativas, colocando o estudante no centro no processo de ensino e aprendizagem.

Justifica-se relevante discutir o uso de aplicativos como forma de avaliação, pois os estudantes fazem uso da tecnologia cada vez mais cedo e avaliar o estudante utilizando-se destas tecnologias aproxima professor e estudante, pois o professor acaba atraindo o seu interesse por utilizar uma forma diferente de avaliação, não sendo a tradicional prova objetiva ou subjetiva, possibilitando mais interação, motivação e melhores resultados no processo de ensino e aprendizagem. (destaques nossos)

5 Passos para desenvolver o quiz educativo na sua IES

Agora que você já sabe o que é, a importância, benefícios e como a abordagem quiz pode ser realizada no ensino superior, é essencial saber como elaborar os quizzes. 

Pensando nisso, preparamos 6 dicas para para que você desenvolva o quiz educativo na sua IES. São elas: 

  1. Personalize o quiz educativo;
  2. Use o currículo do curso como guia para elaboração;
  3. Seja criativo e objetivo ao elaborar as questões;
  4. Envolva o aluno na elaboração do quiz;
  5. Revise o quiz educativo;

Confira a seguir cada dica de elaboração e aplicação: 

1. Personalize o quiz educativo 

Sabe-se que cada curso possui um currículo, público e objetivos diferentes. Sendo assim, não existe fórmula mágica para aplicação de quizzes comum a todos.

Dessa forma, para que essa ferramenta seja eficaz no diagnóstico de aprendizagem, é necessária a adaptação e elaboração conforme as características de cada curso e turma. E como isso será feito? Estude e conheça o público-alvo

2. Use o currículo do curso como guia para elaboração

Certamente, não fará sentido preparar um quiz educativo com assuntos que não serão abordados com o aluno em sala.

Nesse sentido, para manter a coerência e a efetiva aprendizagem quiz, é importante que este observe os temas que foram e serão ensinado aos estudantes ao longo do curso. A esse respeito, elabore os temas e perguntas com base no roteiro utilizado pelo professor nas salas de aulas, sejam presenciais ou online. 

Outra dica valiosa é segmentar as áreas e assuntos, para que não se concentre todo o conteúdo curricular em um único quiz. Assim, a elaboração e aplicação poderá ser periódica e de forma menos densa aos alunos, se comparado a um único quiz com todo o conteúdo programático. 

3. Seja objetivo e criativo ao elaborar das questões

É comum o pensamento de que testes devem ser difíceis e extensos. No entanto, o quiz educativo não possui essa característica, tampouco finalidade. 

Com efeito, a objetividade e criatividade são características da aprendizagem quiz e garantem a dinamicidade e a praticidade de sua aplicação e também a compreensão e desenvolvimento pelo aluno. Mas, como manter essas características? 

De fato, é preciso ter alguns cuidados na hora de elaborar as perguntas, portanto, considere observar os seguintes aspectos: 

  • Composição do quiz apenas com perguntas de múltipla escolha: deixe de lado as questões abertas para garantir o diagnóstico de aprendizagem de forma dinâmica e rápida.
  • Fuja de questões muito extensas: responder um questionário com perguntas muito extensas pode ser cansativo para o estudante e atrapalhar no rendimento da atividade.
  • Faça perguntas criativas: elabore questões criativas para manter a interação e empenho do aluno. Você pode utilizar exemplos e contextos abordados em sala e que guardam relevância com a atualidade, por exemplo.
  • Procure trazer respostas concisas: assim como nas questões, evite elaborar alternativas de respostas muito extensas para que os objetivos da aprendizagem quiz sejam mantidos.

4. Envolva o aluno na elaboração do quiz

Para trazer engajamento e incentivar a participação do aluno nos quizzes, você pode envolvê-lo desde o processo de elaboração. A esse respeito, crie votações para que o corpo discente escolha temas abordados, por exemplo.

5. Revise o quiz educativo

É comum que se deixe passar pontos relevantes durante a elaboração, seja de quizzes, provas ou atividades comuns. No entanto, o erro em questões ou alternativas podem atrapalhar a compreensão dos alunos no momento de resolução do quiz. 

Por isso, para garantir a eficácia de aplicação e entendimento do quiz, é muito importante que ele seja revisado após a conclusão da elaboração. 

Agora que você já sabe o que é quiz educativo, sua importância e passos para elaborá-lo em sua IES, aproveite para acessar também: Confira 12 dicas sobre como fazer aulas interativas no ensino superior

Desvendando os segredos do storytelling na educação

Se tem uma coisa que o ser humano faz, independente de idade, gênero, raça e classe social, é contar histórias. A comunicação é uma das principais características da humanidade, assim como de qualquer animal que vive em coletividade.

Para além de apenas estabelecer diálogo com os seus semelhantes, o ser humano também desenvolveu o hábito de contar histórias, sejam elas reais ou não, sejam elas por meio da fala ou não. Tal costume, apesar de ser simples e rotineiro, passou a ser aplicado em diversas áreas com funções bem específicas e delimitadas.

O storytelling entrou assim na educação, como uma metodologia com diversos benefícios para professores e alunos. Sobre esse importante tema preparamos este artigo. Aqui você verá sobre sua definição, dicas para aplicar, exemplos e muito mais.

O que é storytelling?

Storytelling é um termo que vem do inglês e, em tradução simples, significa contação de história. A tradução do nome já deixa bem definido sobre o que se trata, que, de forma direta, é a prática de utilizar histórias para transmitir algum conhecimento, podendo ser sobre algo geral ou em situações específicas.

O hábito de contar histórias é algo extremamente antigo, mais do que geralmente imaginamos. Essa prática trabalhava com linguagens que surgiram antes da invenção da escrita, com comunicação por meio de desenhos.

Para se ter uma ideia, algumas pesquisas indicam que existe uma pintura rupestre feita há mais de 60.000 anos. Essas imagens são tão antigas que mostram que o não apenas o homo sapiens as faziam, mas também os neandertais.

O que é o storytelling na educação?

Como já dito, o storytelling, devido aos seus bons resultados, é uma prática que foi inserida em diversos segmentos da sociedade. A educação, principalmente a infantil, sempre a utilizou em diversas ocasiões, mesmo antes de ser entendida como uma metodologia complexa.

O hábito de inventar e contar histórias se mostra favorável em todas as fases da educação. Afinal, com esta didática, o ensino se torna mais atrativo e humanizado. Ao escutar narrativas concretas, nós temos uma maior capacidade de nos relacionarmos com elas e assimilarmos mais de seu conteúdo.

Aliás, a aplicação dessa estratégia se revela como forma de trabalhar a aprendizagem significativa.

Apesar de rapidamente pensarmos nessa prática no ensino fundamental, ela também tem sido utilizada nas graduações, mesmo que de forma despercebida e com pouca reflexão sobre. É comum professores que inventem casos concretos para explicar termos de suas disciplinas, inclusive envolvendo alunos como personagens.

Leia também: Confira 12 dicas sobre como fazer aulas interativas no ensino superior

Como podemos aplicar o storytelling na educação?

Existem múltiplas formas de inserir o storytelling nas aulas, algumas mais simples e comuns do que as outras. Dependendo da disciplina e da finalidade, cada tipo de história contada pode enriquecer bastante a formação do estudante.

Uma base para essa abordagem é a criatividade. Entretanto, é preciso conhecer a realidade do curso, dos alunos e da Instituição de Educação Superior (IES). As principais forma de introduzir o storytelling na graduação são:

  • Utilizar materiais didáticos com personagens 

Mesmo no ensino superior, é comum ver livros didáticos que criam personagens para estabelecer uma relação mais próxima com os estudantes. Apesar de não estar contando uma história de fato, essas figuras deixam o conteúdo mais simplificado, como se tivessem de fato se comunicando com o aluno.

  • Aplicar em abordagens históricas 

Ao trabalhar com disciplinas que precisam de uma conceituação histórica, criar narrativas deixa a aula mais fácil. As histórias ajudarão o estudante a compreender melhor os detalhes de determinada época, assim como a realidade e as motivações das pessoas que foram determinantes em cada acontecimento político, científico, artístico, etc.

  • Trazer exemplos práticos e reais

Se um relato distante já tem o poder de prender a atenção do ouvinte, imagina se você trabalhar com histórias cotidianas para os alunos. Usando exemplos que sejam práticos e tangíveis, o aluno vai ficar ainda mais engajado com o storytelling, principalmente se conseguir se colocar dentro da narrativa.

  • Incentivar os alunos a usar em apresentações de trabalhos

Apesar de ser a primeira concepção que temos, o storytelling não deve ser utilizado apenas pelos professores. Ao inserir histórias em suas apresentações, o corpo discente conseguirá uma atenção maior de seu público, assim como terá mais domínio da matéria estudada.

  • Inserir o storytelling no marketing da IES

Mesmo não sendo um exemplo propriamente de aprendizagem, as histórias também rendem bons resultados no marketing educacional. Os vídeos falando sobre a IES sempre despertam a atenção do público, bem como as histórias de sucesso atraem o interesse de potenciais futuros alunos.

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6 benefícios do storytelling na educação

Você já deve ter percebido que o storytelling é uma metodologia extremamente útil. Agora, vamos explicitar quais são as 6 principais vantagens de aplicar essa didática em sua IES:

1. Engajar os estudantes

Com a contação de histórias, os alunos com certeza participarão mais das aulas, tendo um maior engajamento. Além de as narrativas serem uma forma mais interessante de repassar um conteúdo, os professores poderão trabalhar com mecanismos para que os estudantes interajam durante a aplicação da metodologia.

2. Humanizar o conhecimento

Ao inserir um exemplo concreto nas aulas, fica cada vez mais fácil que os ouvintes se relacionem com aquilo que está sendo visto. As histórias têm um poder de efetivar a educação humanizadatrazendo maior conexão, compreensão e empatia por parte dos estudantes.

3. Melhorar a memorização do conteúdo

Ao criar um contexto para os conteúdos da disciplina através das histórias, os professores estão trazendo informações que serão melhor gravadas pelos alunos. O storytelling é uma das melhores formas de trabalhar com a memória, uma vez que o detalhamento das narrativas costumam ficar na mente de quem o ouve.

4. Prender a atenção nas aulas

Como chamar atenção dos alunos? A curiosidade é, provavelmente, a principal reação que todos nós temos ao ouvir uma história interessante. Deste modo, quanto mais rico for o roteiro planejado para o storytelling, maior será a concentração dos estudantes durante as aulas, fortalecendo ainda mais os benefícios anteriores.

5. Usar recursos multimídia

Com a utilização de recursos multimídia e hipermídia na educação, as histórias poderão ser ainda mais caprichadas e envolventes. Com a tecnologia, seja em forma de vídeos, fotos, gráficos, áudios e outros artifícios, o ato de inserir narrações deixarão o curso ainda mais potente.

6. Melhorar a leitura e a escrita

Acompanhar uma história nos deixa melhor em compreender a língua portuguesa, desenvolvendo assim a escrita e a leitura. Como o storytelling pode se dar de diversas formas, escrever e ler pode inclusive se tornar uma atividade dentro da didática proposta.

Leia também: Por que promover a leitura é fundamental para a sua IES? Confira 8 dicas práticas sobre como incentivar a leitura

Dicas para construir um bom storytelling na educação!

Apesar de ser uma ótima estratégia para melhorar as explicações nas aulas, além de também ser comumente aplicada em diversos momentos e espaços de nossas vidas, contar histórias precisa de alguns cuidados. Para te ajudar nessa tarefa, trazemos agora 6 dicas para construir um storytelling de sucesso:

  • Conheça seu público

Para o uso de qualquer metodologia, inclusive o storytelling, é preciso conhecer os alunos do curso. Apostar em uma didática sem considerar o perfil do estudante para quem ela será aplicada tem muitas chances de dar errado. Por isso, avalie qual tipo de história vai pegar com as turmas.

  • Conheça bem a matéria lecionada

Não basta conhecer apenas os estudantes. Para que o storytelling tenha bons resultados é fundamental considerar a disciplina em que ele será inserido. Algumas aulas funcionarão melhor com alguns modelos específicos e outras precisarão de narrativas diferentes.

  • Crie um roteiro

Assim como no teatro, no cinema e na televisão, no meio educacional uma história interessante também precisa de um roteiro bem elaborado. Para ter certeza de que os pontos principais da disciplina estão sendo abordados, é necessário se planejar e montar o storytelling na educação com antecedência.

  • Utilize recursos audiovisuais

A tecnologia está cada vez mais presente nas aulas, e esse é mais um momento para utilizá-la. As histórias são mais ricas com o auxílio de alguns recursos, trazendo mais detalhes e aprendizagem para os estudantes.

  • Envolva as pessoas

Ao colocar o aluno dentro dos contos, a chance de absorção do conteúdo se multiplica. É interessante trabalhar, sempre que possível, com storytellings interativos, que contem com a participação da turma.

  • Não tenha medo de fazer mudanças

Mesmo colocando esforço numa tarefa, ela ainda pode dar errado. Apesar de o storytelling na educação ser uma metodologia de sucesso, ao ver que algo não está saindo como o esperado, mudanças podem e devem ser feitas.

4 exemplos de storytelling na educação

Se você ainda tem dificuldade de visualizar a aplicação prática do storytelling, esse é o seu momento. Iremos agora dar 4 exemplos de como essa didática pode ser inserida dentro das aulas da graduação:

1. Na área da saúde: 

Para abordar uma determinada doença, por exemplo, pode ser criada uma história que siga um ciclo completo. Acompanhando um personagem, o professor pode trabalhar com temas que exponham toda a complexidade de um tema, passando por alguns pontos como:

  • Formas de contágio;
  • Sintomas; 
  • Diagnóstico;
  • Tratamento.

Essa atividade pode ser enriquecida com tabelas, entrevistas, idas ao laboratório, etc.

Com eventos históricos:

Seja no curso de História ou nos demais, diversas disciplinas precisarão passar por eventos que foram determinantes. Aqui, é interessante criar personagens para que o conteúdo se torne mais relacionável.

Se o conteúdo em questão for a guerra fria, por exemplo, podem ser criados personagens para melhor relatar a época. Deste modo, o aluno conseguirá absorver mais das aulas.

No Direito: 

No curso de Direito, é comum que os docentes criem exemplos para que os alunos possam entender melhor os conteúdos. Com o storytelling, essa prática pode ser aperfeiçoada.

Se a disciplina for Direito Civil, o professor poderá abordar diversos fatos da vida de alguns personagens para ilustrar suas explicações. Neste exemplo, a história pode durar pelo curso inteiro, abordando:

  • Nascimento;
  • Maioridade;
  • Casamento;
  • Bens;
  • Condomínio;
  • Divórcio;
  • Guarda dos filhos;
  • Morte;
  • Sucessão, etc;

Na engenharia: 

Aqui podem ser vistas todas as etapas do trabalho de um engenheiro. Alguns conceitos podem abordados, como por exemplo:

  • Propriedade dos materiais; 
  • Qualidade do solo;
  • Gestão de pessoal;
  • Prazos;
  • Comunicação com clientes.

O storytelling pode ser aplicado na educação a distância?

Essa pergunta tem uma resposta simples: o storytelling pode e deve ser aplicado no ensino superior a distância! Na verdade, o ensino virtual conta com características específicas que deixam o ato de contar histórias ainda mais interessante em seu modelo.

Apesar de a educação a distância (EaD) ser bem diferente do ensino presencial, as histórias se darão basicamente do mesmo jeito. Entretanto, as particularidades devem ser respeitadas, observando alguns detalhes:

  • É mais fácil usar recursos midiáticos: a plataforma digital de aprendizagem costuma ter conectividade com diversos recursos que enriquecem as histórias.
  • Tem possibilidade de acesso a vários sites: por já estar na internet, os professores e alunos podem entrar em sites que oferecem novas possibilidades em termos de storytelling.
  • Combate a falta de atenção nas aulas online: como assistir às aulas por um computador pode trazer maior dificuldade de concentração dos estudantes, essa didática é uma ótima solução.
  • As histórias podem ser previamente gravadas: se a ideia é criar uma história de qualidade, nada melhor que pensar em seu roteiro e já deixar tudo pronto para as aulas.

Como ligar o storytelling na educação com as metodologias ativas?

As metodologias ativas são aquelas que colocam o estudante no centro da educação, que o entende como grande protagonista do ensino. Sendo assim, e com todo o exposto, o storytelling na educação terá uma inserção bem mais acertada se for combinado com o uso de alguma metodologia ativa.

Agora, citaremos três metodologias que trarão resultados primorosos para a IES:

1. Storytelling Digital

Aqui não há segredo: é a aplicação da metodologia com o auxílio de tecnologias digitais. Com o uso de vídeos e outros recursos da internet, essa didática se torna ainda mais interessante, trazendo inclusive a possibilidade de os próprios alunos criarem histórias para explicar as matérias.

2. Gamificação

A gamificação na educação é o uso de jogos com um propósito educativo. Em geral, quanto maior a complexidade da história em volta do jogo, maior será o engajamento e a absorção do conhecimento pelos estudantes.

3. Aprendizagem Baseada em Problemas

Nesta aprendizagem baseada em problemas, o professor estabelece uma situação que a classe deve solucionar no decorrer das aulas. Assim como na gamificação, com uma história mais bem elaborada, os resultados dessa proposta se tornarão mais satisfatórios, requerendo o máximo da turma.

Esperamos que o texto tenha sido esclarecedor. Agora que você já sabe mais sobre o storytelling na educação, que tal conhecer o passo a passo para elaborar um plano de aula com metodologia ativa?

Descubra o gaming law e seu potencial para o curso de Direito!

Atualmente, a prática de jogos de azar no Brasil é totalmente proibida. No entanto, desde 2014 discute-se a regularização dessa prática em território nacional — proposta que vem ganhando força sobretudo nos últimos anos.

Com essa mudança, surge também uma nova preocupação legal: a regulamentação da prática de apostas e atividades relacionadas. Assim, o chamado “gaming law” começa a ganhar força no setor jurídico brasileiro.

Se você ainda não sabe o que é gaming law, continue lendo este texto! Explicaremos o conceito, qual é a sua importância e quais são as perspectivas para o Brasil durante os próximos anos. Confira.

O que é gaming law?

Em tradução literal, o termo “gaming law” significa “lei do jogo”. E é exatamente isso que essa nova atividade visa a observar atentamente. Ou seja: o gaming law é um conjunto de regras que regulamenta a prática de jogos de azar.

O gaming law determina quais tipos de estabelecimentos podem oferecer jogos de apostas, e sob quais circunstâncias e condições. Assim, garante uma melhor organização da prática, além de criar regras básicas que conferem mais segurança aos jogos.

O gaming law já é conhecido em países como os Estados Unidos, que tem uma cultura muito forte de jogos de azar. No Brasil, apesar da frequência com que observamos jogos como bingo, jogo do bicho e mesmo máquinas de caça-níqueis, proibidas desde 2004, esse tipo de regulamentação ainda é nova e está sendo debatida.

Infográfico novas competências do profissional de Direito: clique para baixar!

Como funciona o gaming law?

De modo bastante abrangente, o gaming law funciona ao estabelecer parâmetros para os jogos de apostas, a partir de leis municipais, estaduais e federais. Isso significa que ele delimita as práticas de jogos de azar, bem como os locais e indivíduos que podem criá-las.

Como os jogos de azar variam com rapidez, o gaming law também precisa se adaptar às mudanças. É importante lembrar, ainda, que a sua atuação não diz respeito apenas aos jogos mais conhecidos — como os bingos, os caça-níqueis ou mesmo os cassinos —, abrangendo ainda:

  • Apostas em jogos de loteria e prêmios similares;
  • Apostas em corridas e torneios;
  • Apostas em jogos de cartas;
  • Apostas em jogos online.

Ou seja, o gaming law atua em todas as dimensões dos jogos de azar. É ele quem garante que os locais onde essas apostas acontecem estão sendo justos, garantindo oportunidades iguais e condições favoráveis de jogo para as pessoas que participam.

Para os profissionais que trabalham com gaming law, é importante ter em mente que as áreas de atuação abrangem também outros setores do Direito. No Brasil, os jogos de aposta são uma preocupação dos tribunais de pequenas causas, mas também podem ter relação com:

  • O Direito Tributário;
  • O Direito Trabalhista;
  • O Direito Administrativo;
  • O Direito Penal; etc. 

Qual a importância do gaming law?

O gaming law é a área do direito responsável por promover a regulamentação das apostas e jogos de azar no território nacional. Desse modo, sua maior importância repousa no fato de que é ela quem determina quais jogos devem ser considerados “legais” e, mais do que isso, quais práticas são saudáveis para a população.

Em um país cujo mercado de apostas em jogos, apesar de proibido, ainda está em constante crescimento, esse tipo de regulamentação se torna fundamental para que haja segurança, tanto para quem aposta, quanto para as casas de jogos.

Com o gaming law, é possível lidar com esses assuntos de maneira mais assertiva, garantindo o cumprimento da legislação definida.

Gaming Law no Brasil: cenário atual e perspectivas

Atualmente, no Brasil, não há leis que regulam a prática de jogos de azar. De modo geral, são proibidos todos os jogos desse tipo, e, quando isso não acontece, não há nenhum tipo de parâmetros para boas práticas.

Na tabela abaixo, separamos as principais formas de jogos de azar e suas respectivas regulações. Confira:

Tipo de jogo de azar Regulamentação
Cassinos (jogos de roleta, caça-níqueis e jogos de mesa) Proibido em território nacional.
Pôquer Considerado um jogo de habilidade. Portanto, não há regulação para a sua prática.
Bingo Proibido em território nacional, exceto em casos de partidas sem nenhum tipo de recompensa financeira.
Apostas em geral Válidas apenas na modalidade “apostas de quota fixa”, ou seja, quando já se sabe, no momento da aposta, o valor da recompensa final.
Apostas em jogos e animais Regulada pela Comissão Coordenadora de Criação do Cavalo Nacional, instituição do Ministério da Agricultura.
Apostas em campeonatos de jogos que ainda não aconteceram Legalizada, mas sem regulamentação.
Loterias Regulada pela Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria.
Apostas “sociais” (feitas em grupos limitados, ou em competições em que não são jogos de azar) Legalizada, mas sem regulamentação.

Fonte: Gambling Law And Regulations Brazil 2022.

Nota-se, com base nesses dados, que a maior parte dos jogos de azar permitidos no Brasil não apresenta nenhum tipo de regulamentação. Isso reduz a segurança desses jogos, tornando-os mais prejudiciais ao público em geral. 

Outra desvantagem do cenário atual é a perda financeira. Com a falta de regulamentos, o Estado impede que o setor de jogos cresça e se diversifique, o que torna o país “atrasado” em comparação a outros. 

Os jogos de azar podem ser uma grande fonte de turismo — como acontece, hoje, em Las Vegas —, mas também permitem lucros de diversas outras maneiras, para o Governo Federal e para empresas privadas.

Regulamentação dos jogos de azar no Brasil

Em 2014, o Projeto de Lei número 186 foi enviado ao Senado para aprovação, com o objetivo de definir:

  • Quais são os jogos considerados “de azar”;
  • Como esses jogos são explorados;
  • Quais são as autorizações necessárias;
  • Qual deve ser a destinação dos recursos arrecadados;
  • Quais as infrações administrativas;
  • Quais crimes são decorrentes da violação das regras.

Ou seja, é um projeto completo de regulamentação dos jogos de azar, fundamental para que o gaming law possa ser uma área aplicada no Brasil de forma mais organizada. Atualmente, o projeto irá para a deliberação do Plenário e, se aprovado, seguirá para a Câmara.

Gaming Law no Brasil: quais são as perspectivas?

Com o avanço da legislação sobre jogos de apostas no Brasil, o gaming law vem ganhando maior projeção. É uma área inédita de atuação, com muito espaço para crescimento, e que parece avançar a passos largos.

Os advogados especializados em gaming law atuarão em uma área que está sendo moldada aos poucos. Portanto, lidarão com um setor ainda bastante desafiador e disruptivo. No entanto, essas mudanças também promovem maior crescimento da área de Direito e uma maior especialização dos profissionais, o que pode ser positivo no longo prazo.

Alunos do Ensino Superior interessados em atuar na área de gaming law devem ter em mente que o setor ainda está em crescimento e que a especialização ainda é escassa. Além disso, é necessário especializar-se também em diferentes áreas do Direito, uma vez que a atuação desses profissionais tende a ser mais multidisciplinar.

Qual o perfil, as competências e como atua o profissional de Gaming Law?

Por ser uma área de atuação relativamente nova no cenário brasileiro, o gaming law pode parecer um pouco confuso. Ainda assim, é provável que ele faça parte do futuro do Direito

Pensando nisso, a Saraiva Educação organizou suas competências e o perfil desses profissionais. Continue lendo e confira!

Qual é o perfil do advogado especializado em gaming law?

Os especialistas em gaming law devem ter em mente que a sua área ainda está sendo construída no território brasileiro, de modo que suas aplicações podem variar bastante até serem consolidadas. 

Desse modo, o advogado com essa especialização deve estar confiante em atuar em um setor ainda novo. Além disso, deve saber se adaptar a diferentes cenários e leis, refinando seus conhecimentos de maneira constante.

Soma-se a isso a necessidade de esse profissional ter conhecimentos em outras áreas do Direito, como o Direito Tributário, o Direito Administrativo e o Direito Penal. Esse diferencial faz com que o advogado possa aconselhar seus clientes de maneira mais completa, abrangendo também setores relacionados ao de jogos de azar, e por ele afetados.

São algumas competências importantes para esse profissional:

  • Facilidade de adaptação a mudanças;
  • Atenção a detalhes;
  • Boa argumentação;
  • Criatividade;
  • Conhecimento profundo da Lei;
  • Habilidade interpessoal;
  • Sensibilidade social;
  • Facilidade para interagir com diferentes grupos.

Como atua o profissional de gaming law?

Apesar de ser uma área relativamente nova, o advogado especializado em gaming law pode atuar de muitas formas. 

O mais comum é que eles trabalhem para os donos e operadores de casas de jogos, sejam eles indivíduos ou grupos e organizações. No entanto, também podem trabalhar para o Governo Federal e para o Ministério da Justiça.

A atuação envolve tanto o trabalho de consultoria, que se dá quando as casas de jogos precisam de auxílio em questões específicas, quanto de maneira mais constante, a partir de contratos longos. No caso dos cargos federais, a atuação envolve o auxílio nas operações lotéricas, garantindo sua legalidade e transparência.

Vale lembrar que os profissionais de Direito que atuam com Gaming Law não ficam restritos a essa área, podendo oferecer consultoria em áreas relacionadas, como Negócios, Administração e Tributação. 

 

Como abordar o gaming law no curso de Direito?

A formação de advogados especializados em gaming law ainda é bastante restrita no país, em função da ausência de políticas de regulamentação de jogos de azar. No entanto, diante do crescimento recente da área, vem se tornando cada vez mais importante preparar os alunos do curso de Direito para essa possível atuação.

Para abordar o gaming law no curso de Direito, é necessário contemplar seu principal objeto: os jogos de azar e o cenário destes no Brasil atualmente. Desse modo, as matérias ou cursos que tratam de gaming law devem também abranger:

  • A Indústria de Entretenimento atual, sua formação e suas áreas de atuação;
  • O conceito de jogos, jogos de habilidade e jogos de azar, abrangendo suas definições (semânticas e jurídicas) e as diferenças entre “jogos de azar” e “jogos de habilidade”;
  • O desenvolvimento dos jogos online e o crescimento do setor de apostas digitais;
  • Aspectos relacionados ao universo dos jogos de azar, como questões administrativas, penais e tributárias que podem estar relacionadas a esses jogos.

Além disso, é essencial que os alunos tenham acesso ao contexto histórico dos jogos de azar no cenário brasileiro, desde a sua proibição, em 1946 até a tentativa de regulamentação observada hoje em dia. 

Também é importante que os estudantes possam ter contato com materiais atualizados, mantendo-se a par das mudanças que podem ser observadas no cenário de jogos de apostas brasileiro. Para isso, o curso de Direito pode contar com uma biblioteca digital de Direito

É recomendável, ainda, que o curso seja administrado com foco no Brasil, mas não perca de vista a atuação do gaming law em outros países, como os Estados Unidos, onde a prática é mais recorrente e melhor estruturada. Dessa maneira, os alunos de Direito podem compreender melhor a atuação desse profissional, suas competências e quais as exigências da profissão.

Por fim, cabe destacar, no curso, as possíveis transformações da área e suas perspectivas futuras, dando aos estudantes um maior contexto da sua atuação daqui alguns anos e aumentando as suas chances de empregabilidade

Embora seja impossível prever com exatidão quais mudanças acontecerão no Brasil acerca do assunto, é inegável que o setor está aquecido e que, portanto, há chances de esta ser uma área em ascensão dentro do Direito. 

Agora que você já sabe o que é e como funciona o gaming law, não deixe de conferir também 8 dicas para se manter atualizado no curso de Direito. Por ser uma área dinâmica, é essencial que a sua IES esteja a par do que acontece nos muitos setores por ela contemplados.

 

Principais passos para desenvolver o ensino híbrido no ensino superior

No Brasil, existem 2 modalidades oficiais de ensino: presencial e a distância. Contudo, o ensino híbrido no ensino superior já é uma terceira realidade em muitas instituições de educação superior (IES). 

Isso se tornou possível devido à publicação da Portaria nº 1.428, pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, que ampliou a carga horária das aulas a distância nos cursos presenciais.

Além disso, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a Educação a Distância (EaD) tem crescido muito nos últimos anos, registrando um aumento de 17% de estudantes matriculados nessa modalidade de ensino entre os anos de 2017 e 2018.

Para você saber o que é, como funciona o ensino híbrido no ensino superior, as vantagens ao desenvolver essa metodologia em sua IES e como fazer isso, continue lendo este artigo!

O que é o ensino híbrido?

Definido pelo Clayton Christensen Institute, nos Estados Unidos, o ensino híbrido, blended learning ou simplesmente b-learning e outras variações como semipresencial e flex é uma das maiores tendências da educação no século XXI.

Ele promove o fim da dicotomia entre o ensino presencial e a EaD, propondo uma integração bem planejada entre essas modalidades no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

No Brasil, seu desenvolvimento se iniciou em 2014, a partir da organização de um grupo de experimentações do Instituto Península e pela Fundação Lemann.

Dados da pesquisa Blended Beyonde Borders (O ensino híbrido além das fronteiras), promovida pelo Instituto Clayton Christensen em 2017, traz dados importantes sobre o ensino híbrido no país. 

De acordo com o estudo, quando perguntados sobre as principais motivações para o uso de tecnologia em sala de aula, as opções mais apontadas pelos professores foram:

  • a busca por programas que facilitem o aprendizado personalizado (72%);
  • promoção da competência e aprendizagem (67%);
  • melhora dos resultados acadêmicos (62%).

Assim, o estudante tem a oportunidade de aprender por meio do ensino in loco, sendo supervisionado por professores e orientadores, e pela modalidade online, realizando seu próprio controle sobre o tempo, lugar, forma e ritmo do estudo. 

De modo geral, essa é uma metodologia educativa que traz diversos desafios e oportunidades, além de:

  • fazer com que o professor tenha o papel de transmissor na mediação do conhecimento;
  • mesclar estratégias de ensino offline com estratégias digitais;
  • personalizar o ensino para atender melhor às necessidades de aprendizagem do estudante;
  • propor que o aluno seja protagonista na aquisição do conhecimento. 

Dessa forma, vale destacar que, como algumas aulas são feitas presencialmente e as demais por meio de plataformas de ensino online, é preciso observar duas diferenciações:

  1. educação presencial híbrida: as aulas a distância devem somar até 40% do tempo de estudo. Os outros 60% consistem em aulas e atividades presenciais.
  2. educação a distância híbrida: apresenta as aulas por meio de uma plataforma virtual, porém os alunos devem comparecer às instituições de ensino para acompanhar os conteúdos, fazer trabalhos, atividades e avaliações. Essas atividades presenciais devem totalizar até 30% de toda a carga horária.

Leia também: Como funciona a matéria online em curso presencial?

Tipos de ensino híbrido 

Antes de saber como a metodologia de ensino híbrida pode ser aplicada na educação superior, é preciso observar a existência de duas subcategorias, que são os modelos sustentados e disruptivos.

Modelos sustentados

Os modelos sustentados são os mais próximos do ensino tradicional. Por isso, eles são uma ótima opção para instituições que querem adaptar essas novas práticas ao currículo existente. Os mais conhecidos são:

1. Laboratório rotacional

Neste modelo, os alunos são separados em dois grupos. Enquanto o primeiro realiza atividades no laboratório, tendo como suporte ferramentas digitais, o segundo trabalha com o professor em sala de aula. Posteriormente, os grupos são invertidos.

Ao colocar os estudantes no laboratório, eles desenvolvem sua autonomia e protagonismo. Já na sala de aula o professor atua apresentando conteúdos ou respondendo dúvidas de alunos.

2. Rotação por estações

A rotação por estações tem como principal característica a organização da turma no que se chama de estações de aprendizagem, em que cada grupo desenvolve uma atividade diferente.

Nesse modelo, o professor assume um papel de intermediário, solucionando diversas dúvidas, mas principalmente estimulando a autonomia dos grupos.

Após a realização da primeira rodada de atividades, é sugerida a rotação das estações, para que cada grupo passe por todas elas.

3. Sala de aula invertida

Na sala de aula invertida, os conteúdos das disciplinas são enviados para os alunos antes das aulas iniciarem, para que eles possam estudá-los com antecedência. 

A ideia é que os estudantes cheguem em sala com a informação em mente, já conhecendo os principais conceitos, e aproveitem o momento coletivo para a troca de ideias, aplicações práticas e resolução de dúvidas.

Modelos disruptivos

Já os modelos disruptivos propõem um rompimento maior em relação ao ensino tradicional, já que o processo de aprendizagem ocorre quase que exclusivamente pela iniciativa dos alunos. Dessa maneira, as instituições precisam estruturar sua grade curricular de forma diferente. Os principais modelos disruptivos são:

1. À la carte

Neste modelo, o estudante assume ainda mais seu protagonismo no aprendizado e organiza ele mesmo os seus estudos. Isso é feito a partir de objetivos gerais pré-determinados, que guiam a organização dos alunos.

Assim, é indicado que ao menos uma disciplina seja ofertada online, sendo geralmente uma eletiva ou optativa.

O sistema à la carte é mais indicado para o ensino médio, mas com algumas adaptações pode muito bem ser incorporado por uma instituição de educação superior.

2. Flex

Corresponde ao modelo de ensino híbrido que ganhou destaque nas IES durante a pandemia.

Por ele, os estudantes têm roteiros entregues via plataformas digitais, onde também realizam as atividades propostas durante parte do tempo. Em outros momentos, podem efetuar trabalhos com outros alunos.

3. Rotação individual

A rotação individual, como o nome diz, foca nas necessidades individuais de cada estudante, com maior personalização do conteúdo.

Nessa metodologia, o professor fica atento a cada aluno e planeja roteiros mais individualizados. Ou seja, a prioridade é explorar e solucionar as dificuldades de cada aluno individualmente.

Para isso, é indicado que o docente pense em diferentes atividades para diferentes perfis, e não necessariamente na elaboração de um roteiro para cada aluno. Além disso, o estudante conta com diferentes recursos digitais para execução dos conteúdos e tarefas. 

4. Virtual aprimorado ou enriquecido

Também é conhecido como modelo remoto. Aqui, os estudantes possuem disciplinas online e vão à IES algumas vezes na semana para debater o conteúdo apresentado online ou para realizar projetos.

É importante lembrar que existe uma carga horária máxima permitida para disciplinas EaD, inclusive em cursos presenciais. E no caso da carga horária de cursos EaD, ao menos 20% dela deve ser destinada a avaliações presenciais.

Vale ressaltar que não existe um modelo ideal de ensino híbrido no ensino superior, mas é preciso atenção especial ao planejamento, horários e ferramentas utilizadas nas aulas, pois é necessário que haja uma sequência entre o que é ensinado no online e no presencial.

Portanto, independente do modelo de ensino híbrido escolhido, o trabalho deve ser condizente com o objetivo formativo que se espera atingir com os alunos.

Leia também: Por que e como desenvolver aulas híbridas no ensino superior?

Pilares do ensino híbrido 

Para aplicar o ensino híbrido com qualidade é preciso pensá-lo a partir do que o constitui como tal. Por isso, a estratégia da instituição de ensino superior deve estar pautada em 4 pilares essenciais. 

  1. O primeiro é a autonomia do aluno. A capacidade de autogestão da jornada de estudos, ou seja, da tomada de responsabilidade pelo processo de aprendizado, é essencial. É a partir disso que cada um dos estudantes poderá definir qual a melhor estratégia para seu aprendizado, através do autoconhecimento sobre habilidades e objetivos. 
  2. O segundo pilar é o aprendizado personalizado. É preciso dar ao estudante o que ele necessita para crescer em sua jornada de formação profissional. Isso passa pelo autoconhecimento, já mencionado no primeiro pilar, e pela observação atenciosa dos educadores envolvidos. 
  3. O terceiro pilar é a criação de uma rede de relacionamentos. A IES é um ambiente de networking, de trocas, e quem sabe, de criação de laços para toda a vida. Estimular esses vínculos faz com que o aluno se sinta pertencente àquele espaço, ainda que virtual, e consequentemente menos perdido em relação aos caminhos profissionais. 
  4. Como quarto e último pilar está o engajamento. É ele que permite a adesão às propostas que a IES faz aos alunos. Para que ele seja alcançado, é preciso pensar o conteúdo para que seja leve, informativo, interativo e cativante.

É preciso notar que a aplicação dos quatro pilares do ensino híbrido depende, conjuntamente, da ação de alunos, educadores, gestores, tutores e demais envolvidos na formação dos estudantes. Essas são formas de impulsionar a modalidade, que já apresenta tantos atrativos. 

É um movimento de colaboração, de tomada das responsabilidades de cada um, para que o objetivo final, de formar profissionais, seja possível. 

Características do ensino híbrido

Tendo em mente o que é um ensino híbrido e quais são os seus tipos, vamos entender o porquê de sua eficiência na educação e suas características.

De maneira geral, essa metodologia de ensino age de forma ampla. Dentro da sala de aula, quando os alunos estão offline e longe das tecnologias, é o momento em que se deve trabalhar com a orientação do educador. Quando estão conectados, devem se dedicar às atividades complementares e buscar respostas para as dúvidas que não foram sanadas na aula, por exemplo.

Assim, o estudante deve pensar em si mesmo como parte de um todo, visando o benefício de todos os seus colegas e não apenas o seu. É uma parte construtiva, uma troca de experiências entre alunos e professor.

Tendo isso em mente, podemos citar que algumas características do ensino híbrido no ensino superior são:

1. Autonomia e protagonismo dos estudantes

Além de ser um pilar, a autonomia é a principal característica que é possível notar a partir da aplicação do ensino híbrido. Uma das principais premissas do ensino híbrido é o entendimento que cada um aprende no seu tempo e de uma maneira específica. 

Por isso, o aluno é o protagonista em seu aprendizado, que é impulsionado pela autonomia de assistir aos conteúdos quando e da maneira que preferir. O aluno que não é autônomo terá dificuldades em seguir o caminho do ensino híbrido. Com isso, o curso acaba por fomentar esse comportamento, adicionando características de protagonista ao perfil dos estudantes. 

Essa é uma das competências socioemocionais, e é extremamente necessária no ambiente de trabalho, já que nem sempre teremos um professor para nos guiar pela mão durante as dificuldades que o mercado nos apresenta. Tornar-se protagonista do seu próprio caminho nos ensina muito sobre a resolução de problemas. 

Saem na frente as instituições que sabem estimular esse comportamento nos estudantes!

2. Uso de tecnologia

A tecnologia hoje já é essencial para a educação. A variedade de ferramentas tecnológicas abre um vasto mundo de possibilidades para educadores e alunos, tornando o ensino muito mais efetivo e atrativo. Uma característica essencial do ensino remoto é utilizar esses recursos como parte do dia a dia de aprendizado.

Com isso, promove-se o letramento digital dos alunos, qualidade que será essencial no mercado de trabalho. Um ponto interessante é que as ferramentas utilizadas no ensino híbrido podem ser bem diferentes daquelas que utilizamos no dia a dia.

Entre elas, podem estar o laboratório virtual, jogos, aplicações, e ambientes virtuais de aprendizagem, que colaboram para uma formação mais completa e atrativa para os alunos, além de serem mais interativas, promovendo relações entre alunos e com o professor.

3. Maior engajamento

E por falar nas relações, o ensino híbrido beneficia, e muito, o engajamento do estudante. Se o ensino dá autonomia ao aluno e é mais atrativo, consequentemente, o engajamento dele com o curso aumenta. Com alunos aprendendo e cada vez mais interessados, há uma queda considerável na evasão, sendo uma vantagem incrível para professores e gestores de instituições.

O engajamento não se dá apenas em relação às matérias e conteúdos apresentados aos estudantes, mas tem relação direta com a sensação de pertencimento, a vontade de continuar e participar daquele grupo.

Os momentos de encontro ajudam nesse sentido, já que permitem a solidificação daquelas relações que já são desenvolvidas nos momentos de estudo e encontro online, seja por meio de trabalhos em grupo, participação em fóruns, aulas síncronas remotas, etc.

O poder das relações humanas faz com que essa trajetória de formação, que pode ser cheia de dificuldades e percalços, se torne mais simples e tranquila.

4. União das vantagens do ensino a distância com o presencial

Ao inserir o ensino híbrido na IES, os estudantes ganham com o lado positivo de cada modelo de aprendizagem. O contato mais próximo com professores e colegas de turma no ensino presencial se junta à flexibilidade e à liberdade da EaD para garantir um curso com ainda mais qualidade.

Essa flexibilidade é excelente para aquelas pessoas que necessitam de um contato mais próximo com o educador, como uma forma de tirar dúvidas com maior nível de pessoalidade, ou ter possibilidade de fixar melhor os conteúdos com ajuda do professor ou colegas.

Além disso, passa maior segurança de que há pessoas por trás dos processos, prontas para dar apoio em quaisquer demandas educacionais. Isso reforça a ideia de presença e suporte, que eles já possuem nas plataformas online. 

O ensino híbrido é o melhor dos dois mundos, pois grande flexibilidade para gerir sua vida de estudante, somada à possibilidade de ter encontros presenciais.

Ensino remoto emergencial é igual ao ensino híbrido?

A resposta para essa pergunta é: definitivamente, não! Mas não é difícil confundir esses dois conceitos, já que ambos tratam de uma modalidade que contempla o ensino a distância, mas por motivos diferentes. 

O ensino remoto ganhou evidência com o início da pandemia de covid-19, decretada pela OMS em 2020. Criou-se uma política de isolamento social e os cursos presenciais foram forçados a se adaptar a uma nova estrutura, que permitisse a continuidade dos estudos de milhares de alunos em todo o mundo.

Depois de muitos dias de incertezas, o parecer nº 5/2020, do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovado em 28 de abril de 2020 e homologado pelo MEC propôs a adoção de “atividades pedagógicas não presenciais a serem desenvolvidas com os estudantes enquanto persistirem restrições sanitárias para presença completa dos estudantes nos ambientes escolares”, em caráter excepcional. 

Essa é a primeira diferença entre o ensino remoto e híbrido. Mesmo que houvesse momentos de ensino híbrido no ensino remoto emergencial, o último foi criado apenas para atender a uma demanda sanitária pontual. No momento em que isso ocorre, a estrutura para parte do ensino remoto não é necessariamente avaliada.

Com isso, muitos estudantes tiveram aulas sem a presença de seus professores regulares, em canais disponibilizados pelo governo, seja por TV, rádio, apps, etc. Quem não contava com internet pode receber suas atividades impressas, e em alguns casos, o governo custeou recursos tecnológicos para ampliar o acesso. Diferente do ensino híbrido, o ensino remoto emergencial nem sempre atingiu todos os estudantes, pela falta de recursos disponíveis para tal, além de não contar com encontros presenciais (já que naquele momento não era possível realizá-los).

Qual o papel dos professores no ensino híbrido?

Com o desenvolvimento do ensino híbrido no ensino superior, o papel desempenhado pelos docentes passa por algumas mudanças no que diz respeito às configurações das aulas. Elas passam a favorecer mais o envolvimento com as tecnologias digitais e a troca entre os pares com diferentes habilidades, para que o conhecimento se torne mais fluido e colaborativo.

O professor ganha um papel de mentor, estando apto a impulsionar os alunos em direção a uma postura crítica, acompanhando as questões individuais e dando vazão ao que melhor funciona para a aprendizagem de cada um.

Dessa maneira, os professores devem saber acompanhar, interagir e se beneficiar de dados gerados pelas diversas ferramentas digitais para analisar e aprimorar a aprendizagem dos alunos.

Qual o papel dos alunos no ensino híbrido?

O grande impacto do ensino híbrido na aprendizagem dos alunos está relacionado às capacidades de organização, autonomia e ajustes à velocidade de cada um.

Nessa metodologia o estudante pode potencializar seu aprendizado. Isso por ter maior flexibilidade em relação aos horários, às programações de estudo e poder absorver e adquirir ainda mais disciplina com suas tarefas.

Um dos principais resultados vistos é o feedback dos alunos. O modelo tradicional tem o professor ensinando de forma geral, a toda a classe e não consegue atender os estudantes de forma individual pela sua quantidade.

Já no ensino híbrido, isso pode ser diferente. Por exemplo, no modelo de rotação por estações, enquanto um grupo faz atividades online, outro pode desenvolver algum projeto e, em outra estação, há o professor tirando dúvidas. 

Nesse tempo, ele atende somente a um terço ou um quarto da turma, o que facilita a relação educador x aluno, além de fazer com o que aluno sinta que pode ter uma atenção específica, em determinado momento. Isso pode fazer com que estudantes desestimulados passem a ter um melhor desempenho em suas atividades.

Assim, o crescimento do alcance entre aluno e professor com o ensino híbrido causa diversos benefícios, como bom rendimento, ótimo aproveitamento das aulas e maior interesse.

Quais as vantagens e os desafios do ensino híbrido no ensino superior?

Uma das principais vantagens oferecidas pelo ensino híbrido é que o estudante ganha maior autonomia e pode aprender em seu próprio ritmo. 

Assim, ele sai do papel passivo e se torna o protagonista do seu processo de aprendizagem.

Além disso, essa metodologia de ensino oferece uma série de benefícios, citamos agora alguns dos principais:

1. Maximiza o aproveitamento das aulas

Com o ensino híbrido, o aluno tem a oportunidade de se preparar para as aulas de maneira individual, de forma prévia. Com isso, no momento das aulas, o professor pode apresentar um conteúdo mais avançado e rico.

Também é possibilitada a aplicação de conteúdos com uma maior riqueza de fontes, formatos e dinâmicas que se encaixam melhor em momentos específicos.  

2. Flexibiliza os estudos

As aulas lecionadas de forma online podem ser, em diversos momentos, apresentadas de forma assíncrona. Esse modelo possibilita que o estudante possa assisti-la em seu tempo, encaixando os estudos com sua rotina da melhor forma possível.

Tal flexibilidade possibilita que inúmeros alunos, que antes não tinham tempo para os estudos, possam finalmente realizar o sonho de fazer um curso superior. O aluno consegue, com o ensino híbrido, se manter trabalhando e estudando, além de economizar tempo com deslocamento para a IES.

3. Facilita a aprendizagem por meio da tecnologia

A internet apresenta inúmeras ferramentas que podem ser utilizadas para aprimorar o ensino superior. As aulas online ganham com o uso de recursos tecnológicos, com a possibilidade de se conectar com mais fontes de conhecimento e também com a riqueza de conteúdos multimídia e hipermídia (áudios, vídeos, gráficos, etc).

4. Otimiza o tempo do professor

Ao proporcionar uma maior liberdade e flexibilidade de estudo para os alunos, o ensino híbrido possibilita, ao professor, focar numa aula mais dinâmica e direta ao assunto.

Desse modo, por não precisar focar em conceitos básicos, o professor pode lecionar uma disciplina mais aprofundada e com economia de tempo. Além disso, por estar conectado à internet, o ensino híbrido possibilita maximizar o aproveitamento do tempo dos docentes com diversos recursos de sua plataforma de aprendizagem, facilitando a preparação de aulas e correção de atividades, por exemplo.

5. Reduz custos

Como os estudantes, no ensino híbrido, não ficarão todo o tempo nas aulas presenciais, o custo das aulas irá baratear. A redução do número de alunos no espaço físico da IES possibilita manter um campus mais organizado, reduzindo assim os gastos com energia elétrica, água, etc.

6. Aumenta o engajamento e reduz a evasão dos alunos

Com as aulas híbridas, é possível desenvolver diversas metodologias ativas no ensino superior. Essas dinâmicas de aprendizagem proporcionam o protagonismo do ensino ao aluno, deixando-o muito mais motivado a participar das aulas.

O estudante fica mais engajado em um modelo de ensino inovador, horizontal e tecnológico, no qual encontra facilidade de acesso aos conteúdos e de participação na construção de seu conhecimento. Dessa forma, a evasão estudantil diminui, pois a motivação é a chave para a IES manter seus alunos no ensino superior.

7. Permite a adequação de várias metodologias de aprendizagem

Como já visto, no ensino híbrido é comum a utilização das metodologias ativas. Neste modelo, a transmissão de conhecimento pode ser realizada de forma ainda mais completa, pois pode aproveitar dos pontos fortes das aulas presenciais e das a distância.

Além das metodologias ativas apresentadas nos modelos sustentados e disruptivos do ensino híbrido, podem ser aplicadas na aula a aprendizagem baseada em problemas, gamificação, cultura maker, etc.

8. Prepara a IES para o futuro

O ensino híbrido é um passo à frente tanto para o modelo a distância quanto para o presencial. Ele mescla com sucesso as melhores partes de se estudar online, como a flexibilidade e a comodidade, com as qualidades de uma aula mais tradicional, que traz um contato maior com professores e colegas.

Também é importante ressaltar que o futuro – e não só da educação – estará intimamente ligado à tecnologia. A pandemia de covid-19 é um grande exemplo de que a internet é necessária, e de que traz novas possibilidades para o ensino superior. 

Quais os principais desafios do ensino híbrido?

Apesar de ser uma modalidade extremamente interessante para alunos e para as IES, que conseguem manter uma estrutura menor para atender mais estudantes, o ensino híbrido também pode apresentar alguns desafios. Afinal, diferente das aulas tradicionais, esse tipo de ensino exige recursos e habilidades que devem ser desenvolvidas.

Esses fatores não chegam a ser barreiras para a aplicação da modalidade híbrida em uma instituição de educação superior. Mas quando os gestores e educadores conhecem essas dificuldades, podem se preparar com antecedência para mitigar quaisquer eventuais obstáculos.

Conheça alguns deles a seguir, e aproveite para traçar um plano de resolução dessas questões na sua IES. 

1. Uso de recursos específicos

A utilização de recursos como computador e internet pode ser um empecilho. Sim, algumas pessoas ainda têm dificuldades em lidar com esses recursos, e a IES precisa estar aberta a todos esses perfis. Ao iniciar o ensino híbrido, é necessário conhecer a demanda de alunos e professores de possuírem computador e internet de qualidade. 

As aulas ministradas de forma online só são possíveis com a utilização de dispositivos conectados à internet, sendo assim, é importante estar atento à realidade dos estudantes que possuem pouco acesso à vida digital.

Uma dica é fazer tutoriais em pdf, imagem e/ou vídeo, de forma bem explicada, para os alunos. Além disso, é possível fornecer acesso aos tutores, que conheçam essas tecnologias, para que deem um suporte extra aos alunos.

2. Domínio das ferramentas digitais

Além dos alunos, é preciso que os profissionais envolvidos no ensino híbrido tenham meios de se conectar à internet e utilizar as ferramentas necessárias. Por isso, é preciso que a escolha do corpo   docente contemple as habilidades básicas necessárias. 

Além de um conhecimento prévio, é necessário que as IES promovam capacitações para uso de ferramentas exclusivas, ou aquelas muito específicas, além de promover cursos de reciclagem e atualização, caso sintam necessidade. 

Fazer um bom uso dos recursos tecnológicos é uma tarefa básica para se alcançar um ensino de qualidade e emancipador.

3. Entendimento do ensino híbrido

Ao aplicar uma nova metodologia de ensino, é importante que todas as partes compreendam seu funcionamento. Quando falamos de uma metodologia aplicada ao ensino híbrido, definitivamente esta não será igual à mesma metodologia quando aplicada no ensino presencial, ou inteiramente a distância. 

Em relação aos professores, eles precisam compreender quais são as principais características do ensino híbrido e como as metodologias interagem com essa modalidade, para então passar as atividades e o funcionamento das aulas adiante e esclarecer as possíveis dúvidas.

Treinamentos internos podem ser o caminho para que todos estejam na mesma página, e a IES consiga uma padronização da oferta dessa modalidade.

4. O uso de materiais de qualidade

Não dá para economizar tempo e dedicação quando o assunto são os materiais utilizados em sala de aula, tanto online, quanto offline. A passagem do ensino presencial para o híbrido requer diversas modificações, e com os materiais não é diferente. Utilizar materiais de qualidade e próprios para o formato híbrido é essencial para manter uma formação diversa e interessante.

Uma dica interessante é pensar esses materiais a partir de novos métodos, mais inovadores e adequados a esse cenário, como as metodologias ativas. Isso aumenta a chance de sucesso das aulas, com um engajamento desejado, e aumento da interação entre os estudantes. 

Além de adaptar os materiais usados, os currículos também devem ser modificados no ensino híbrido. As alterações curriculares e a porcentagem de aulas realizadas de forma online devem ser observadas em acordo com a lei.

O ideal é observar o que as normas e leis preconizam, enquanto propõe um projeto pedagógico leve, interessante e emancipador.

E não se esqueça, também, de utilizar conteúdos digitais de qualidade!

5. Infraestrutura

O ensino híbrido requer uma dualidade de estrutura para seu funcionamento. Além de precisar de um espaço físico para as aulas presenciais, também é necessário a disposição de uma boa plataforma digital de aprendizagem.

Contudo, existem formas de solucionar e superar tais desafios. Os treinamentos e qualificações para os docentes e profissionais da educação devem fazer parte dos primeiros passos a serem tomados nesse contexto.

A elaboração de materiais personalizados e específicos para o ensino híbrido e as trilhas de aprendizagem também são de grande ajuda.

Além disso, a IES pode buscar por soluções tecnológicas capazes de oferecer maior segurança e confiabilidade para os alunos e docentes, bem como facilitar a aplicação de metodologias e atividades baseadas no ensino híbrido.

De modo geral, o ensino híbrido no ensino superior trouxe mais versatilidade e flexibilidade, uma vez que ele pode ser adaptado de acordo com as necessidades dos alunos, instituições e educadores.

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Quais são as novas habilidades adquiridas pelos alunos com o ensino híbrido?

Um novo modelo de aprendizagem traz diversas adaptações para os estudantes, ainda mais para uma grande maioria que passou a vida inteira estudando de forma tradicional, com o ensino presencial. 

Com essas mudanças que o ensino híbrido, em suas aulas online, traz para o aluno, diversas novas expertises também surgem. Separamos agora 7 habilidades desenvolvidas pelo estudante no ensino híbrido:

  1. Disciplina: Ao se deparar com a flexibilidade que as aulas híbridas proporcionam, o estudante tem que manter a disciplina para não deixar suas obrigações de lado. O protagonismo estudantil faz com que o sucesso do ensino passe bastante pela determinação do aluno.
  2. Facilidade com a tecnologia: A aula aplicada em uma plataforma online  requer que o estudante saiba utilizar a tecnologia. Além disso, metodologias inovadoras de ensino trazem diversas possibilidades à educação, como o uso de recursos multimídia e de vários sites na internet, que deixam o aluno mais conectado.
  3. Proatividade: Com a possibilidade de moldar os estudos à realidade de sua rotina, o aluno precisa ter a iniciativa de realizar suas atividades. A liberdade das aulas online exige que o estudante se proponha a participar do processo de construção de um ensino horizontal, possibilitando o completo sucesso do modelo híbrido.
  4. Concentração: Por estar em meio virtual, ao mesmo tempo que o aluno conta com diversos recursos que incorporam à qualidade do ensino, ele conta também com uma gama de distrações. O estudante precisa aprimorar o seu foco para acompanhar os estudos da forma mais proveitosa possível, sem cair em “armadilhas” na internet, como as redes sociais.
  5. Autodidatismo: Com diversos modelos de ensino híbrido que demandam do aluno estudar de forma autônoma, desenvolver o autodidatismo é natural. Apesar de contar com professor e tutor, o aluno precisa aprender também por conta própria, e essa prática fica cada vez mais aperfeiçoada com o passar do tempo.
  6. Organização: Muitos alunos precisam cursar aulas e disciplinas de forma online para que os estudos caibam dentro de sua rotina. É primordial que o estudante compreenda que a flexibilidade e a liberdade de escolher o momento para assistir às aulas precisam ser administradas com organização, para que o tempo seja um aliado e não um inimigo no processo de aprendizagem.
  7. Autoconhecimento: Com tantas mudanças trazidas pelo ensino híbrido, o aluno passa a compreender melhor sua realidade para os estudos. Ao transitar por dois tipos de ensino tão diferentes (presencial e a distância), fica mais claro quais são os métodos e horários que beneficiam o estudante, além de ele poder perceber suas habilidades, limites e dificuldades.

E a personalização no ensino híbrido?

Uma das vantagens centrais do ensino híbrido e da aplicação de metodologias ativas em uma IES, além do protagonismo do estudante, é a possibilidade de proporcionar um estudo personalizado. A ideia de que as pessoas aprendem de formas diferentes – seja em questão de formatos, tempo, metodologias, fontes, etc – faz com que o ensino personalizado seja cada vez mais um passo em direção à uma educação transformadora e de qualidade.

Superar os padrões na educação permite que o aluno possa aprender da melhor forma, de acordo com seu perfil. É importante que os professores e a IES compreendam que usar diferentes materiais didáticos e diferentes formas de avaliar para diferentes pessoas é uma atitude positiva no sentido de alcançar os objetivos das aulas e de realmente aferir o quanto o conhecimento está sendo retido pelos alunos.

Outro ponto importante ao personalizar o ensino é permitir que os estudantes encaixem as aulas de forma produtiva em seu cotidiano, fortaleçam suas qualidades e trabalhem em suas adversidades. Ao permitir a personalização nos estudos, a IES pode focar em trabalhar aquilo que o estudante tem de melhor e também aquilo que deve ser aprimorado

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Qual a importância do ensino híbrido na pandemia?

É visível que a educação não será a mesma após o fim da pandemia. O momento provocou grandes transformações nos processos em todos seus atores: docentes, gestores e alunos.

Ela trouxe novos aprendizados e possibilidades de descoberta com o uso da tecnologia. Portanto, além da necessidade imediata de aulas online para o prosseguimento no ensino do aluno, a tendência é que esse modelo seja mais experimentado e utilizado, mesmo quando todos não tenham mais que cumprir o isolamento social.

Por isso, é importante que as IES procurem se planejar para essa nova forma de ensino, que já existia. Afinal, a importância que o ensino híbrido ganhou durante a pandemia mostra como esse método deve se fazer mais presente nas aulas.

Se engana quem pensa que há algum modo de retomar o fluxo “normal” da vida, depois da experiência de isolamento. Pelo contrário, as transformações culturais são tão profundas, que dificilmente voltaremos aos mesmos padrões de comportamento.

Mesmo que desejemos recuperar algumas experiências, elas ainda serão permeadas por uma ideia de antes e depois, é o que ocorre com o ensino presencial. A pandemia ensinou às IES, mesmo que de maneira forçada, o poder da educação a distância, e a necessidade de utilizar esse artifício em alguns momentos. 

Neste contexto, o ensino híbrido conquista estudantes pela oportunidade de retomar o contato em sala de aula com os colegas e professores, além de todas as experiências do ambiente acadêmico, enquanto mantém certo conforto e flexibilidade na rotina de estudos.

Quais são os requisitos para aplicar o ensino híbrido em cursos presenciais?

Com a Portaria nº 2.117, de 6 de dezembro de 2019, ficou permitido que até 40% da carga horária dos cursos presenciais pudessem ser ofertados na modalidade a distância. Esse limite era, anteriormente, de 20%, delimitado pela Portaria nº 1.428, de 28 de dezembro de 2018. Entretanto, as IES com conceito 4 ou 5 já podiam aproveitar de 40%.

Hoje em dia, para que as IES possam implementar o modelo híbrido no ensino presencial, devem ser observados 5 requisitos:

1- O Projeto Pedagógico do Curso (PPC) deve, obrigatoriamente, em sua matriz curricular, apresentar de forma clara o percentual de carga horária ofertada a distância e também as metodologias que serão empregadas.

2- Para que as disciplinas online sejam inseridas, devem ser observadas as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos cursos de graduação, definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), sempre que houver.

3- As IES precisam registrar qual o percentual de carga horária, ofertado em EaD, no momento da informação de criação de seus cursos à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (SERES-MEC).

4- As práticas e métodos de ensino-aprendizagem que insiram o uso integrado de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), materiais didáticos específicos e docentes, tutores e profissionais da educação com formação e qualificação previstas no PPC e no plano de ensino da disciplina, devem ser incorporados na oferta da carga horária a distância.

5- No parecer final do processo de autorização do curso presencial que irá ofertar aulas de forma híbrida, os indicadores Metodologia, Atividade de tutoria, Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) precisam obter conceito 3 ou superior.

Como desenvolver o ensino híbrido no ensino superior?

Existem diversos passos para implementar o ensino híbrido na prática

As ações realizadas passam por traçar um plano estratégico de infraestrutura educacional, definição sobre a orientação pedagógica, formação dos professores, criação de um cronograma de aulas e desenvolvimento dos modos de avaliação.

De forma geral, são necessários 5 passos:

1. Pensar nas especificidades do curso

Esse primeiro passo serve para decidir qual a melhor maneira de colocar o ensino híbrido em prática e pensar nos objetivos do curso. Também é importante definir o público-alvo, como será essa formação e as capacidades que serão desenvolvidas.

2. Estabelecer o percentual de aulas online x offline

As IES devem definir qual a quantidade de horas/aula no ensino híbrido serão necessárias. Isso pode variar de um curso para outro e também deve estar de acordo com as tecnologias que serão utilizadas.

3.  Utilizar uma tecnologia adequada

A qualidade do ensino híbrido irá depender de uma série de fatores, dentre eles, a tecnologia utilizada para a realização das aulas, entrega das atividades etc.

Por isso, pesquise bem para encontrar ferramentas que se adequam às necessidades da IES e dos estudantes.

4. Capacitar os professores

Após escolher a tecnologia que será utilizada no ensino híbrido, o corpo docente precisa ser capacitado para manejar todas as suas ferramentas da melhor maneira. 

5. Criar engajamento com os alunos

Mesmo que os alunos tenham maior autonomia no processo de ensino-aprendizagem, eles também precisam ser engajados e estimulados com o projeto pedagógico do curso. 

Por isso, é importante definir muito bem o primeiro passo relacionado ao planejamento do curso no ensino híbrido para que o interesse dos alunos ocorra no curso.

Como elaborar um plano de aula para o ensino híbrido?

Para que o profissional de educação possa aproveitar ao máximo as vantagens do ensino híbrido em suas aulas e contribuir para o processo de aprendizagem dos alunos, é imprescindível contar com um plano de aula bem desenvolvido.

Em linhas gerais, o plano de aula para ensino híbrido é um documento que detalha todos os assuntos que serão abordados na disciplina em questão. A intenção é organizar e esquematizar a metodologia que será adotada pelo professor, assim como o cronograma das atividades.

1. Identifique o seu plano de aula

O primeiro passo para elaboração do plano de aula no ensino híbrido é montar um cabeçalho para identificar o documento.

No topo da folha, informe o nome da disciplina, o professor responsável, o ano, ou o período da turma e o total de alunos. Além disso, é importante sinalizar os tipos de ensino híbrido a serem utilizados.

2. Defina os objetivos da disciplina

Aqui, é necessário descrever quais são os principais objetivos da disciplina. Em alguns parágrafos, mostre que resultados se pretende alcançar no decorrer das aulas.

Por exemplo, o professor que leciona a disciplina “Metodologia da Pesquisa” pode ter como objetivo “fazer com que cada aluno produza um artigo científico”.

3. Aponte as temáticas a serem abordadas

Na terceira etapa do plano de aula, deve-se especificar os temas que serão discutidos durante as aulas.

Seguindo o exemplo do professor de “Metodologia da Pesquisa”, alguns temas que ele pode colocar no plano de aula são “investigação do objeto de pesquisa”, “coleta de dados”, “normas da ABNT” etc.

4. Explique a metodologia de ensino utilizada

O quarto passo consiste em explicar qual a metodologia de ensino adotada pelo professor. Ou seja, como o conteúdo será ensinado para os alunos. 

Conforme mencionado nos tipos de ensino híbrido, aqui é importante explicar qual será utilizado e como isso será feito na prática. 

5. Defina o cronograma das aulas

Também é imprescindível colocar o cronograma no plano de aula. Dessa forma, defina a data de início e de término, bem como a carga horária diária ou semanal que os alunos precisarão cumprir.

Se possível, determine também as datas das provas e entregas de trabalhos, para que os alunos também possam realizar o seu cronograma de estudos pessoal.

6. Estabeleça os métodos avaliativos

Nessa etapa, você deve definir como pretende avaliar o desempenho dos alunos.

Será por meio de provas presenciais ou online? Quantos pontos elas irão valer? Qual a pontuação mínima para a aprovação na disciplina? 

7. Informe as referências bibliográficas 

Por fim, coloque no plano de aula todas as referências bibliográficas para que os alunos possam consultar e ler a fonte correta dos conteúdos.

8 atividades com o ensino híbrido no ensino superior

Como vimos, o ensino híbrido está ganhando cada vez mais espaço na educação e algumas iniciativas podem ser bastante vantajosas para as IES que buscam adotar esse formato.

Confira 8 práticas que podem ser desenvolvidas com o ensino híbrido no ensino superior:

1. Laboratório 

Não é mais fácil para o aluno aprender quando ele observa o fenômeno de algo acontecendo? Por isso, uma dica é realizar experiências em laboratório, filmando e disponibilizando para os alunos essas explicações de forma virtual.

2. Games

Nos ambientes virtuais, o professor pode fazer uso das plataformas digitais que oferecem ferramentas para elaborar e executar tarefas que podem ser incluídas em uma estratégia de gamificação. Além disso, é possível coletar dados que medem com maior exatidão o aprendizado dos alunos.

3. Palestra

Uma dica para tornar uma palestra mais interessante é convidar profissionais da área para falar sobre determinado conteúdo para a turma. Caso a participação não possa ocorrer no mesmo momento, é possível solicitar um vídeo gravado e repassar na aula. 

4. Projeto interdisciplinar

Reunir disciplinas que se complementam para criar uma aprendizagem baseada em projetos é outro exemplo de atividade para o ensino híbrido. Como se trata de um processo maior, também é importante ouvir as ideias dos alunos sobre o tema que será trabalhado, já que é necessário considerar todo o contexto do corpo estudantil.

5. Notícias

Seja em formato de vídeos ou escrita, as notícias também podem e devem ser usadas para enriquecer ainda mais o conteúdo abordado no ensino híbrido. Elas trazem exemplos reais e interessantes, mas também precisam se relacionar à matéria para serem discutidas.

6. Pesquisas 

Com base na sala de aula invertida, os professores podem propor uma pesquisa sobre algum assunto para que os alunos falem o que aprenderam e também apresentem suas considerações. Vale ressaltar que essa atividade pode ser mais significativa quando eles levam curiosidades e fatos relevantes que descobriram sobre o conteúdo.

7. Podcasts

Com a popularização das plataformas de streaming, o podcast ganhou novos usuários e se tornou um formato midiático de destaque no ensino.

Sua produção não exige muitos recursos, logo, os professores podem solicitar que os alunos façam gravações de áudio comentando sobre algum conteúdo da matéria pelo próprio smartphone.

8. Debates 

Seja indicando um vídeo do YouTube, uma palestra do TEDx, um livro da biblioteca digital ou, ainda, um texto sobre o conteúdo, o professor pode promover um debate como grande aliado para o aprendizado dos alunos. 

Uma boa estratégia é separar os estudantes em grupos, para discussão, apresentando argumentações contra ou a favor, de forma a engajar todos os integrantes.

Quais são as transformações que o ensino híbrido traz para a educação?

A inserção da educação superior em um contexto de ensino híbrido se deu de forma gradual.

Ou seja, ao longo dos anos, as modalidades semipresenciais, em suas diferentes formas, representavam grande parte desse cenário, em que é possível combinar os benefícios das aulas presenciais e as facilidades do ensino remoto. 

Mas é após a pandemia de covid-19 que ficou ainda mais evidente que esse processo é irreversível! Nesses mais de dois anos de restrições, aprendemos que, às vezes, o ensino híbrido é necessário. 

Nos momentos de retomada, vivemos o rodízio de alunos em sala de aula, com a separação das classes em grupos, e essa experiência pode ser replicada para revisões antes de provas, utilização de laboratórios, rodas de conversa, etc.

Um dos grandes benefícios que o ensino híbrido proporciona para a educação superior é a inclusão de alguns cursos em uma modalidade parcialmente à distância. O curso de enfermagem é um exemplo. Há anos atrás seria impensável cursar uma formação de saúde a distância, mesmo que parcialmente.

Para que o profissional se forme com qualidade, é preciso ter uma série de práticas, que só são possíveis no ensino presencial, com uso de laboratórios e estágios. Para quem possui uma rotina atribulada, com trabalho, cuidado com os filhos, entre outras funções, talvez o ensino híbrido seja a única oportunidade de cursar enfermagem. 

A mistura de ferramentas síncronas e assíncronas permite que o professor faça uma programação que beneficie o aprendizado, com a conexão com a vida do estudante, além do uso de metodologias que sejam melhor desenvolvidas online e presencialmente.

O ensino híbrido, na educação superior, é um salto para a captação de alunos, já que facilita o acesso à graduação e pós-graduação, especialmente para aquelas pessoas que pensavam nessa formação como algo muito distante para si mesmas.

Conseguiu entender melhor sobre o ensino híbrido no ensino superior? Aproveite para aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto com o nosso artigo sobre como funciona a matéria online em curso presencial!