Como garantir a empregabilidade: fotografia de 4 estagiários ao redor de um médico em um hospital.

Saiba como garantir a empregabilidade dos alunos na IES

Uma das grandes questões entre gestores de Instituições de Ensino Superior (IES) atualmente é: como garantir a empregabilidade dos alunos?

A transição da faculdade para o mercado de trabalho é um momento desafiador para os alunos concluintes. O aumento do número de jovens com curso superior que encontram dificuldade para exercer sua profissão após a graduação cresce a cada dia. 

Segundo dados de estudo realizado pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE) entre os recém formados a taxa de desemprego foi de aproximadamente 45% entre os anos de 2014 e 2018.

Os fatores responsáveis por esse cenário são inúmeros. Entre os principais estão o aumento do número de pessoas com formação superior e, assim, da competitividade por vagas e a transformação do mercado de trabalho, que se tornou mais exigente em relação à qualificação do profissional pretendido, requerendo maior desenvolvimento de habilidades e competências como o planejamento pessoal e autodeterminação do empregado.  

Dessa forma, torna-se necessário pensar em estratégias a serem realizadas ainda durante a graduação e que facilitem o ingresso dos concluintes na vida profissional. A experiência e conhecimento adquiridos ao longo do curso serão determinantes para definir a empregabilidade do formando. 

Porém, como garantir a empregabilidade dos alunos concluintes, de fato? Preparamos este artigo com algumas práticas que te ajudarão a melhorar as taxas em sua IES. Confira!

Melhorando a empregabilidade dos alunos concluintes

A seguir iremos apontar dicas e estratégias que auxiliarão sua instituição de ensino a superar os desafios e melhorar as taxas de empregabilidade entre os estudantes concluintes. 

Leia também: entenda os conceitos e as diferenças de trabalhabilidade e empregabilidade!

1. Ensino por competências 

Para a educação, competência se refere à “faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações”.

O ensino por competências ganhou destaque a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e consiste em uma tentativa do Governo Federal de adequar as políticas educacionais brasileiras às demandas trazidas pelo desenvolvimento econômico. 

Nesse cenário, é importante destacar que o objetivo do ensino por competências é aproximar o ambiente educacional do ambiente profissional, preparando o aluno para desenvolver habilidades úteis ao mundo do trabalho.

A partir de um estudo realizado sobre as DCNs é possível extrair os seguintes exemplos de competências necessárias à educação em nível superior: 

Competências de educação permanente

Preparar o aluno para o desenvolvimento da aprendizagem de forma contínua, com conhecimentos necessários ao longo da vida.  

Competências sociais e interpessoais

Preparar o aluno para o convívio em sociedade, com desenvolvimento de habilidades interpessoais como  trabalho em equipe, comunicação e criatividade. 

Competências técnico-científicas

Preparar o aluno para aplicar o conhecimento técnico adquirido durante a faculdade na resolução de problemas relativos à sociedade. 

Valores humanísticos

Preparar o aluno para analisar desafios de modo humanístico, refletindo acerca de aspectos da diversidade social.  

Dessa forma, o ensino por competências leva a um aprendizado que desenvolve o aluno de forma pessoal, acadêmica e profissional. A mobilização de conhecimentos em diversas áreas promove a aproximação entre escola e trabalho. 

2. Metodologias Ativas 

O uso de metodologias ativas gera maior autonomia para o estudante e apresenta situações práticas essenciais à sua formação. Transformar o aluno em protagonista na sua própria educação gera engajamento e uma postura mais ativa em relação ao aprendizado. 

As metodologias ativas promovem o incentivo de características como proatividade, colaboração, pensamento interdisciplinar e resolução de problemas, valores elementares à ocupação profissional. Conheça alguns exemplos de estratégias de metodologias ativas

Sala de aula invertida

É um modelo que se aproveita da tecnologia para transformar as práticas de ensino, antes mesmo de o aluno pisar na sala de aula. Conteúdos teóricos são disponibilizados online para que os estudantes possam se preparar para os momentos com os professores.

Aprendizado entre pares

Essa metodologia consiste em promover o compartilhamento do conhecimento entre os colegas, tornando o aprendizado mais fácil e estimulando a integração. 

Gamificação

A gamificação passa pelo uso de conceitos e ferramentas típicas de jogos para motivar o aprendizado e a solução de problemas. O uso de apps educativos e divisão de tarefas por fases torna o processo de aprendizado mais dinâmico e instiga o aluno a buscar um melhor desempenho.

3. Parcerias com Empresas para Estágios

Outra dica interessante sobre como garantir a empregabilidade de alunos concluintes é por meio de parcerias entre a instituição de ensino e empresas que priorizem os estudantes da IES na contratação para estágios. 

A experiência profissional é um grande diferencial para os contratantes. Contar com estágios ainda durante a graduação proporciona o conhecimento prático que transpõe o aprendizado adquirido em sala de aula.  Além disso, durante o estágio acadêmico, o aluno aprende valores essenciais à sua futura relação profissional. 

Os coordenadores das instituições de ensino devem se preocupar em construir um projeto pedagógico que atenda às necessidades dos estudantes e da própria instituição. 

Algumas parcerias proporcionam benefícios  que vão além da experiência profissional, pois o investimento das empresas pode significar também melhorias estruturais para as IES. 

4. Preparação para o Mercado de Trabalho 

Além das estratégias já apontadas, a empregabilidade dos alunos pode ser melhorada pelos seguintes meios: 

Atividades extracurriculares 

É importante promover atividades que incentivem os estudantes a desenvolver suas habilidades fora da sala. Organizar visitas a órgãos públicos e empresas, por exemplo, servirão para que o estudante aprenda sobre o funcionamento das organizações e se torne mais preparados para o mercado de trabalho. 

Orientação profissional

As instituições de ensino podem ofertar serviços de orientação profissional, a fim de apresentar alguns planos de carreira e possibilidades de atuação dentro da área escolhida pelo estudante. 

Além disso, a orientação servirá para capacitar os estudantes na elaboração dos currículos profissionais, visto que a construção de um currículo constitui-se, em muitos casos, como desafio para o aluno que busca sua primeira oportunidade de emprego.

Incentivar o aprendizado de idiomas 

Dominar um novo idioma aumenta as chances de contratação do concluinte. Muitas empresas exigem o domínio de um segundo idioma e para outras pode ser considerado um grande diferencial. 

Assim, é importante que as IES incentivem e criem oportunidades de aprendizado para o aluno por meio de programas como o de intercâmbio.  

Entendendo a importância da empregabilidade no ensino superior

O cenário da educação superior está em constante transformação. Atualmente, a maior parte dos alunos de IES são dependentes de alguma renda para custear os estudos. Desse modo, a inserção no mercado de trabalho é um fator de extrema relevância para evitar evasões

Além disso, muitos estudantes escolhem se matricular em cursos e instituições que possuam bons índices de empregabilidade. 

Portanto, a necessidade de criar oportunidades que aumentem a taxa de empregabilidade entre os estudantes tem como fim garantir a colocação profissional dos concluintes, evitar o abandono do curso e melhorar a captação de novos alunos.

Após entender a importância desse tema e como garantir a empregabilidade dos alunos concluintes na IES, que tal implementar algumas das estratégias citadas na sua instituição de ensino? Confira o nosso artigo sobre ferramentas de metodologias ativas!

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