O que são e como trabalhar as competências socioemocionais na educação?

Competências como autogestão, resiliência emocional e abertura ao novo são cada vez mais requisitadas nas empresas. Saiba como trabalhá-las em sala de aula!
Competências socioemocionais: aluno estressado em frente ao computador

Até pouco tempo atrás, pouco se ouvia falar em competências socioemocionais, e o conhecimento a respeito de sua importância normalmente ficava restrito aos meios acadêmicos.

Entretanto, nos últimos anos, a dinâmica das relações econômicas e de trabalho vem se alterando constantemente — e, com isso, a necessidade de falar sobre competências socioemocionais começou a crescer.

Hoje em dia, essas competências são tão relevantes que se tornaram o grande diferencial dos bons profissionais contemporâneos, e são muito requisitadas em processos seletivos e no dia a dia das empresas e instituições.

Assim, é fundamental que esse tema seja debatido nas instituições de educação superior (IES) para que docentes e coordenações consigam, cada vez mais, apoiar seus estudantes a desenvolver corretamente as competências socioemocionais.

Elas são necessárias para que estes futuros profissionais consigam obter bons empregos, ter uma boa carreira e, é claro, serem melhores cidadãos, com capacidade para transformar a sociedade!

Quer saber mais sobre como é possível trabalhar competências socioemocionais na sua IES? Continue lendo este artigo!

O que são competências socioemocionais?

As competências socioemocionais são habilidades e conhecimentos relacionados às emoções humanas. Elas envolvem estratégias, atitudes e valores que desenvolvemos para saber reconhecer, respeitar e lidar com nossos próprios sentimentos, com os outros e com os contextos nos quais estamos inseridos.

As competências socioemocionais, também conhecidas como soft skills,  têm sido cada vez mais reconhecidas e exigidas pelo mercado de trabalho.

Vamos destrinchar este conceito para compreendê-lo em maiores detalhes.

Entendendo o que é competência

Antes de falarmos sobre competências socioemocionais, vamos entender o que é uma competência?

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, documento que norteia toda a elaboração dos currículos da educação básica no país, 

(…) competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”. (destaque nosso)

Mas o que isso significa?

As competências mostram uma indicação sobre o que os estudantes e profissionais devem saber, isto é, o conhecimento puro, mas não para por aí. Elas também definem o que eles devem saber fazer.

Ser competente em determinada área ou desenvolver determinada competência  envolve a mobilização de uma série de conhecimentos que se reverte em uma ação prática e potencialmente transformadora. 

Desenvolver uma competência não é apenas dominar informações ou conhecimentos específicos. É aprender com propósito, com finalidade nítida, de modo que, diante de uma situação da vida cotidiana ou do mundo do trabalho, o sujeito seja capaz de utilizar o conhecimento adquirido para interpretar, encontrar soluções, propor alternativas inovadoras, criar e construir novos conhecimentos. 

Ou seja, o indivíduo competente deve saber, também, como aplicar os conhecimentos da maneira correta, visando ao bem comum da sociedade.

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As competências socioemocionais

O que as competências têm a ver com o que chamamos de “socioemocional”?

Trata-se da capacidade de lidar e gerenciar as próprias emoções de forma saudável — o que pode ser chamado de desenvolvimento da inteligência emocional.

Muitos estudos realizados ao longo das últimas décadas conseguiram traçar, de maneira assertiva, uma relação evidente entre uma boa saúde mental dos estudantes e seu sucesso na vida.

É o caso do famoso Teste do Marshmallow. No fim da década de 1960, nos EUA, o psicólogo Walter Mischel liderou um experimento em que oferecia a crianças duas possibilidades: uma recompensa de um marshmallow, entregue imediatamente, ou dois marshmallows, se a criança esperasse alguns minutos até o pesquisador retornar à sala onde estava.

O estudo acompanhou as crianças ao longo dos anos seguintes e verificou que aquelas que optaram por esperar tinham mais tendência de obter sucesso na vida profissional. Assim, o estudo concluiu que demonstrar bom autocontrole desde a infância acaba sendo uma grande vantagem na vida adulta. 

Com isso, pode-se entender que competências socioemocionais são a capacidade de lidar com as próprias emoções de forma a fazer com que elas sejam aliadas no processo de autodesenvolvimento pessoal e profissional

O primeiro passo para o desenvolvimento da inteligência emocional é o autoconhecimento. Porém, não basta apenas reconhecer e entender as próprias emoções, é necessário saber o que fazer com elas!

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Quais são as competências de acordo com a BNCC?

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) define as dez  competências gerais que devem ser trabalhadas durante as etapas da Educação Básica. Todas essas competências se relacionam ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, alinhadas aos conhecimentos técnicos específicos relacionados a cada etapa da educação. 

As competências gerais previstas na BNCC são:

  1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
  2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
  3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
  4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
  5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
  6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
  7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
  8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
  9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
  10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. (destaques nossos)

Embora todas as competências da BNCC abordem temas transversais ao desenvolvimento de soft skills, são as competências 8, 9 e 10 as que dizem respeito especificamente ao desenvolvimento de competências socioemocionais.

Como se pode ver, a BNCC se preocupa com a formação de cidadãos e profissionais críticos e engajados com a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Os coordenadores e gestores de instituições de educação superior precisam estar atentos ao desenvolvimento de todas essas competências em suas grades curriculares.

Leia também o nosso artigo sobre sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Superior!

Qual a importância das competências socioemocionais?

As competências socioemocionais são importantes para a formação de cidadãos mais capacitados e realizados profissionalmente. Elas devem ser desenvolvidas tanto na Educação Básica como na Educação Superior, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Já sabemos que as competências socioemocionais são exigidas pelo mercado de trabalho, mas não é só por isso que elas devem ser desenvolvidas. Essas competências também irão ajudar o sujeito, durante toda a sua vida, a lidar com as mais variadas situações cotidianas, seja na área profissional, familiar, financeira ou afetiva.

Lidar com as próprias emoções e sentimentos é uma habilidade essencial para se alcançar a realização pessoal e a felicidade plena.

Quais são as competências socioemocionais?

As competências socioemocionais são capazes de influenciar profundamente o modo como as pessoas agem, sentem, pensam e tomam decisões. Mas, afinal, quais são essas competências?

Há diversas teorias que abordam as competências socioemocionais. Dentre as principais, há a teoria do Big Five, ou “Cinco Grandes Fatores de Personalidade”, que consiste em cinco macrocompetências socioemocionais, que são as seguintes:

  1. Abertura a novas experiências
  2. Engajamento com outras pessoas
  3. Amabilidade
  4. Autogestão
  5. Estabilidade emocional

Vamos entender melhor cada uma delas?

1. Abertura a novas experiências

Trata-se de estar aberto ao novo, ou seja: aberto ao incerto, ao desafiador, ao que inicialmente pode deixar desconfortável. 

Além disso, a abertura a novas experiências refere-se também à disposição para conhecer novas culturas, novas formas de pensar, entre outros. Essa competência está associada a mentes mais criativas, cuja curiosidade pode ser levada a aprendizados mais amplos.

Essa competência está relacionada ao desenvolvimento de:

  • Curiosidade para aprender
  • Interesse artístico
  • Imaginação criativa
  • Flexibilidade e adaptabilidade 

2. Engajamento com outras pessoas

Essa competência está associada à abertura para cultivar relações interpessoais e interações sociais de todos os tipos. 

Trata-se da iniciativa social de engajar-se para conhecer outras pessoas, entender pontos de vista e manifestar os seus próprios, bem como trabalhar em grupo de maneira eficaz. Essa é uma competência bastante vinculada a perfis de liderança.

Essa competência está relacionada ao desenvolvimento de:

  • Iniciativa social
  • Assertividade
  • Entusiasmo
  • Comunicabilidade

3. Amabilidade

Não basta ser uma pessoa que preza por cultivar relações sociais. É necessário também ser empático e amável com os outros. Essa competência diz respeito justamente à capacidade de demonstrar respeito e solidariedade com outras pessoas e suas realidades, inspirando confiança.

Essa competência está relacionada ao desenvolvimento de:

  • Empatia
  • Respeito
  • Confiança
  • Altruísmo

4. Autogestão

Essa competência diz respeito a um conhecimento direcionado para a autogestão, ou seja, saber lidar com as próprias emoções para ter foco, senso de responsabilidade e organização, respeito a compromissos, persistência em objetivos e metas, etc. 

A determinação bem consolidada nesses aspectos da vida leva a resultados muito melhores nas vidas escolar e profissional.

Essa competência está relacionada ao desenvolvimento de:

  • Determinação
  • Organização
  • Foco
  • Persistência
  • Responsabilidade

5. Resiliência e estabilidade emocional

Trata-se de ser tolerante a sentimentos negativos ou conflituosos, como raiva, estresse, frustração, medo, entre outros. Uma boa resiliência emocional contribui para o aumento da autoconfiança e também leva a melhores resultados na vida social e profissional.

Essa competência está relacionada ao desenvolvimento de:

  • Tolerância ao estresse
  • Autoconfiança
  • Tolerância à frustração

Por que trabalhar competências socioemocionais na sala de aula?

As Revoluções Industriais modificaram o modo como o ser humano se relaciona com o trabalho. Boa parte do que era feito apenas pelas mãos de pessoas passou a ser desempenhado de forma muito mais rápida por máquinas de todos os tipos.

Assim, nos últimos tempos, o mercado de trabalho vem se transformando: cada vez mais, os empregadores buscam em seus profissionais habilidades que são essencialmente humanas — ou seja, não podem ser forjadas por uma máquina ou computador.

Além disso, como essas transformações acontecem cada vez mais rápido, graças às tecnologias de informação, boa parte dos conhecimentos se desatualiza na mesma velocidade.

Com isso, os conhecimentos formais não são mais os protagonistas dos processos seletivos, já que a capacidade para aplicar esses conhecimentos se mostra muito mais necessária no cotidiano profissional.  Continuar estudando é imprescindível ao longo de toda a vida. 

É a essa conclusão que chegou o estudo “Future of humans — Changing lifestyles, rising opportunities” (“Futuro dos humanos — mudando estilos de vida, aumentando oportunidades”), lançado em 2020 pelo grupo financeiro suíço UBS.

Nesse sentido, o desenvolvimento de competências socioemocionais é fundamental para a vida profissional. Em um mundo tão dinâmico como o atual, essas competências são essenciais para se destacar no trabalho e na sociedade, já que são fundamentalmente humanas. Com isso, é cada vez mais necessário incluir esse trabalho na sala de aula, desde a educação básica até o ensino superior.

Além disso, uma boa formação socioemocional contribui para formar cidadãos melhores: mais conscientes, engajados, empáticos, com mente aberta, dispostos a novas experiências e a melhorar a vida de quem os rodeia.

Considerando o ensino superior em uma perspectiva holística, que pretende formar pessoas (e não só capacitar tecnicamente), esse desenvolvimento faz parte do cumprimento de um dos grandes papéis sociais da educação.

Leia também: Como funciona e como desenvolver a extensão universitária na IES

Qual a importância das competências socioemocionais no mercado de trabalho?

O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais complexo e competitivo, exigindo o desenvolvimento das chamadas soft skills tanto quanto das hard skills

Hard skills são as habilidades cognitivas, relacionadas ao domínio técnico do conteúdo exigido para determinada vaga. São exemplos de hard skills: cursos de graduação e pós-graduação, conhecimento de línguas estrangeiras e conhecimento de recursos tecnológicos.

Soft skills são as habilidades socioemocionais, que dizem respeito à maneira com que o profissional se relaciona com as pessoas e o ambiente à sua volta. São exemplos de soft skills: espírito de liderança, autonomia, resiliência, flexibilidade, capacidade de trabalhar em ambientes diversos.

Hoje em dia, não basta comprovar que se tem a qualificação técnica para ocupar determinada vaga (hard skills), os recrutadores têm se preocupado cada vez mais em selecionar candidatos que demonstrem possuir competências socioemocionais (soft skills).

A avaliação das competências socioemocionais ocorre tanto no momento de recrutamento de profissionais quanto em avaliações de desempenho.

É comum que em entrevistas para vagas de trabalho sejam feitas perguntas para avaliar as competências socioemocionais do candidato. A avaliação dessas competências pode ser feita através de dinâmicas de grupo ou pedindo que o candidato relate experiências em que precisou utilizar determinada competência socioemocional em sua vida.

O exercício de atividades voluntárias ou extracurriculares também têm sido cada vez mais valorizadas, por isso, é muito importante que elas estejam presentes em seu currículo.

Como desenvolver competências socioemocionais no ensino superior?

Os métodos tradicionais de ensino, em que o professor apenas transfere o conteúdo ao aluno acriticamente, não são mais suficientes para contemplar as exigências do mundo do trabalho moderno. É necessário desenvolver atividades acadêmicas que contemplem o desenvolvimento tanto das soft skills quanto das hard skills.

As competências socioemocionais devem ser trabalhadas nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, que constituem o tripé do ensino universitário.

Atividades que envolvam os estudantes na solução de problemas reais e que estimulem a criatividade podem ser os grandes diferenciais da sua IES.

Vamos ver alguns exemplos de atividades em que as competências socioemocionais podem ser trabalhadas?

  1. Trabalhos e atividades em grupo
  2. Estudos de caso e dilemas éticos
  3. Resolução de problemas reais
  4. Palestras e workshops
  5. Atividades extracurriculares que envolvem a comunidade
  6. Estímulo do protagonismo estudantil
  7. Atividades de pesquisa e extensão universitária
  8. Atividades de monitoria ministradas pelos próprios alunos
  9. Atividades de integração entre os estudantes

1. Trabalhos e atividades em grupo

As atividades em grupo incitam o desenvolvimento de muitas competências e habilidades socioemocionais, como, por exemplo, a cooperação, a liderança, a empatia, a tolerância ao estresse e o gerenciamento de conflitos

Essas atividades fazem com que estudantes sejam colocados diante da necessidade de administrar e conciliar opiniões diferentes, gerenciar eventuais problemas e dificuldades, exercer liderança perante estudantes menos interessados, entre outras possibilidades.

2. Estudos de caso e dilemas éticos

Situações que envolvem um posicionamento diante de questões difíceis são ótimas oportunidades para o desenvolvimento de competências socioemocionais. 

Dilemas éticos, por exemplo, podem ser apresentados para estudantes em atividades que envolvem estudo de caso, já que mobilizam o pensamento crítico, o exercício da empatia e do olhar cidadão diante das situações e, sobretudo, a capacidade de tomar decisões de forma responsável.

É importante também criar um ambiente em que os estudantes possam expor as suas opiniões e lidar com as reações e divergências do restante da classe, respeitando sempre os direitos humanos.

3. Resolução de problemas reais

A aplicação prática do conhecimento formal obtido nas aulas teóricas também é uma boa oportunidade para o desenvolvimento socioemocional. Nesses casos, o estudante é colocado diante da necessidade de pensar de forma criativa, de trabalhar em equipe e de saber mobilizar os conhecimentos de seus colegas em prol de um bem comum. 

Além disso, de quebra, o estudante também aprende a lidar com situações que serão comuns em seu futuro profissional.

O incentivo e o acompanhamento dos estágios acadêmicos também são de suma importância. É necessário que os professores dêem espaço para que os estudantes compartilhem e discutam os desafios encontrados nos ambientes de estágio, para que sejam aconselhados a propor soluções criativas e inovadoras.

4. Palestras e workshops

Para além das atividades em sala de aula, é importante que a IES promova palestras, mesas de debate e workshops sobre os mais variados temas. Esses eventos servem para colocar os alunos em contato com profissionais renomados e proporcionar um ambiente rico em debate e reflexão. 

Os temas dos eventos devem ser interessantes e atuais, sempre com espaço para perguntas e intervenções dos alunos.

5. Atividades extracurriculares que envolvem a comunidade

Uma excelente maneira de aplicação prática do conhecimento adquirido em sala de aula é o envolvimento dos estudantes com atividades extracurriculares que busquem beneficiar a comunidade em que vivem. 

O engajamento com atividades desse tipo é mais um estímulo para colocar a mão na massa e fortalecer o trabalho das competências socioemocionais, em especial aquelas que envolvem o desenvolvimento da amabilidade, da empatia e do engajamento com outras pessoas.

6. Estímulo do protagonismo estudantil

É natural que os próprios estudantes se organizem em iniciativas estudantis, como centros e diretórios acadêmicos, associações atléticas, coletivos feministas, LGBT+, de negritude, grupos de estudo, entre outros. Se alguma dessas iniciativas surgir em sua IES, incentive! 

As atividades que envolvem os estudantes para resolver problemas relacionados à própria vida estudantil são excelentes para o desenvolvimento de competências socioemocionais, valorizam o protagonismo estudantil e também são observadas por recrutadores.

7. Atividades de pesquisa e extensão universitária

A pesquisa e a extensão universitárias são dois dos pilares do ensino superior e devem fazer parte da grade curricular de toda IES. Para além disso, o desenvolvimento da pesquisa e da extensão estimulam o desenvolvimento de competências socioemocionais como a criatividade, a abertura ao novo e a autogestão.

8. Atividades de monitoria ministradas pelos próprios alunos

As atividades de monitoria são excelentes atividades extracurriculares, que podem fazer muita diferença no currículo de um candidato. 

A monitoria serve para que um aluno que tenha mais facilidade em determinada matéria ajude outros que tenham mais dificuldade. Assim, o monitor desenvolve suas habilidades de ensino, gestão de tempo, comunicação com os outros e aprimora seus conhecimentos específicos naquela matéria.

9. Atividades de integração entre os estudantes

O conhecimento pode ser adquirido de diversas maneiras e, quando falamos de competências socioemocionais, é importante saber que elas serão adquiridas na interação entre as pessoas, e não apenas através do ensino formal. 

Por isso, é importante que a sua IES possua espaços de sociabilidade para os estudantes. Como áreas comuns, feiras de arte e cultura e, até mesmo, festas, onde os estudantes possam partilhar suas experiências e exercer o engajamento com as outras pessoas.

Esperamos que este artigo te ajude a trabalhar as competências socioemocionais na sua IES. Leia nosso próximo artigo e saiba como desenvolver o ensino por competências na educação profissional!

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