Design Thinking na educação: mais criatividade e iniciativa na IES

Desenvolvimento de competências, criatividade, engajamento.... são diversos os benefícios do design thinking para a educação! Saiba mais sobre essa metodologia no artigo de hoje.
Design thinking na educação: fotografia de um grupo de estudantes trabalhando com post its e escrevendo em um vidro.

Você sabe quais são as competências mais demandadas pelo mercado de trabalho?

De acordo com relatório de 2020 sobre o Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, algumas das habilidades mais importantes para garantir empregabilidade no ano de 2025 serão:

  • Resolução de problemas e ideação;
  • Criatividade, originalidade e iniciativa;
  • Aprendizagem ativa;
  • Pensamento crítico e analítico.

O desenvolvimento dessas habilidades requer uma mudança nos processos de ensino-aprendizagem. A educação tradicional, pautada em posturas passivas de alunos que apenas recebem informação técnica, não mais atende às expectativas do mercado.

Charge retratando crítica à educação tradicional. Uma professora aparece moldando os pensamentos de seus alunos para corresponder a um padrão pré-estabelecido.

O design thinking na educação surge nesse cenário como forma de melhor preparar o corpo discente. Se aplicado de forma correta, é capaz de desenvolver as aptidões citadas acima e formar profissionais bem preparados.

Pensar em metodologias de ensino inovadoras é fundamental para qualquer instituição de educação superior (IES) que acredita em uma pedagogia emancipadora e crítica. Além disso, é uma forma de combater o desemprego, que alcançou taxas assustadoras de 13,9% em 2020, segundo o IGBE.

Neste texto, vamos apresentar o design thinking na educação e explicar suas etapas, que podem ser aplicadas em diversos processos de ensino-aprendizagem.

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O que é design thinking?

Design thinking é o nome dado a uma abordagem para resolução de problemas. Como indica o termo “thinking” (no português, pensamento), trata-se de uma forma de pensar em respostas criativas e inovadoras, por meio de um processo desenvolvido em etapas.

Tim Brown é uma das principais referências no design thinking, e foi responsável por popularizar o termo no início dos anos 90. Nas suas palavras:

Design thinking é uma abordagem de inovação centrada no ser humano que utiliza o kit de ferramentas de design para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso dos negócios.”

É composto por três pilares fundamentais: empatia, colaboração e experimentação. Vamos apresentar brevemente cada um deles e contextualizar seus benefícios no ambiente educacional.

1. Empatia

O design thinking é uma abordagem centrada no ser humano. Para compreender os problemas enfrentados pelas pessoas, é imprescindível compreender a forma como elas se sentem e pensam.

Colocando de outra forma: para desenvolver soluções adequadas à realidade de alguém, é necessário enxergar o mundo através da sua perspectiva. As emoções, experiências e expectativas do outro são o ponto de partida do design thinking.

No contexto educacional, o exercício da empatia permite que professores visualizem melhor a realidade do aluno e vice-versa. Isso faz com que os conflitos em sala de aula sejam resolvidos de maneira mais inteligente e comunicativa.

Ao mesmo tempo, faz com que o aluno desenvolva a própria alteridade no futuro profissional.

2. Colaboração

A colaboração contribui para a excelência das soluções desenvolvidas em design thinking. Isso porque, a partir da comunicação e cooperação entre os envolvidos, é possível agregar o conhecimento de cada um nos projetos.

Várias mentes funcionam melhor do que uma só. O envolvimento de múltiplas perspectivas enriquece a experiência para todos e auxilia no exercício da empatia.

Quando falamos em design thinking na educação, a colaboração privilegia mais projetos em grupo e projetos envolvendo múltiplas áreas de conhecimento. Formam-se, assim, equipes interdisciplinares (ou transdisciplinares).

Para Tim Brown, essa oportunidade de colaboração contribui para formação do “Profissional T”, que possui conhecimento aprofundado sobre um tema específico (eixo vertical do T) ao mesmo tempo que é disposto e capaz de colaborar com diferentes áreas (eixo horizontal).

3. Experimentação

A experimentação é o último pilar do design thinking e está relacionada à importância do erro. Testar soluções e errar é uma oportunidade para aperfeiçoá-las. Por esse motivo, a prototipagem também é de suma importância.

A experimentação está relacionada também a críticas e feedbacks, fundamentais tanto no contexto profissional quanto no ambiente educacional. Identificar erros e comunicá-los é uma habilidade essencial para pessoas que buscam otimizar seus processos e crescer coletivamente.

Leia também: Como desenvolver a Aprendizagem Baseada em Projetos na IES?

O que é o design thinking na educação?

Apesar de ter sido idealizado no contexto empresarial, o design thinking possui aplicação em diversos campos. Na educação, essa metodologia propõe um redesenho das aulas e das relações pedagógicas tradicionais.

Em outras palavras, o design thinking na educação enxerga o aluno como formador de conhecimento e não mero receptáculo de informação. Apenas receber informações técnicas, de forma passiva, não contribui de fato para uma boa formação intelectual.

Para que seja possível formar verdadeiramente o aluno, é necessário que sua curiosidade e interesse no aprendizado sejam estimulados pela instituição de ensino. Dito de outra forma, o aluno precisa “aprender a aprender”, construindo autonomia e pensamento crítico.

A partir do desenvolvimento dessas competências, ele desenvolve a criatividade na resolução de problemas, aptidão indispensável atualmente no mercado de trabalho. Em um contexto fortemente pautado por inovação e tecnologia, ser criativo é uma vantagem competitiva.

Como aplicar o design thinking na educação?

Para aplicar o design thinking no contexto de uma IES, é necessário criar uma cultura de pensamento em sala de aula.

Isso é feito por meio do conhecimento e aplicação das cinco fases do design thinking em atividades pedagógicas. Essa metodologia pode ser aplicada nas aulas, em atividades avaliativas, pesquisas, grupos de estudo ou projetos de extensão, e contribui para aumentar a motivação para alunos do ensino superior.

De maneira mais ampla, os processos de design thinking podem ser utilizados para solucionar as dificuldades que surgem no contexto educacional Se existem problemas enfrentados por alunos, professores, demais funcionários ou mesmo sociedade, podem ser desenvolvidas soluções em design thinking.

As cinco etapas do design thinking na educação

É importante destacar que o design thinking não é uma metodologia estanque, mas uma abordagem que deve se adaptar à realidade em que for aplicado.

Com isso em mente, vamos apresentar em seguida as cinco etapas do design thinking na educação. O modelo descrito aqui é baseado no projeto “Design Thinking para Educadores”, e é composto por descoberta, interpretação, evolução, experimentação e ideação.

Esquema sobre as cinco fases do Design Thinking. Fonte: Design Thinking para Educadores.
Esquema sobre as cinco fases do Design Thinking. Fonte: Design Thinking para Educadores.

Descoberta

A fase da descoberta é o início, e trata-se da identificação do desafio ou problema que será resolvido. É necessário construir um entendimento profundo das necessidades daqueles que enfrentam esse desafio, por meio da empatia. Nessa fase ocorre também o preparo da pesquisa e o estudo de inspirações para resolução do problema. 

Interpretação

Como deve ser interpretado o desafio escolhido? Essa é a etapa de compartilhamento de histórias, insights e perspectivas sobre o problema. O objetivo é construir uma visão global e ampla sobre o assunto, então todo ponto de vista é válido. 

A partir dessa troca de ideias, torna-se possível especificar a origem do problema e perceber mais detalhes a seu respeito. 

Ideação

Como aponta o nome dessa etapa, sua finalidade é levantar ideias para enfrentar o desafio. Aqui ocorre o brainstorming, a fim de gerar o maior número possível de propostas.

É importante que se crie um espaço seguro e livre de julgamentos nessa fase. Não existem ideias erradas! Depois de selecionar um universo abrangente de formas para solucionar o problema, elas são organizadas a fim de selecionar as mais adequadas e factíveis. 

Dessa seleção, surgirão aquelas que serão experimentadas na fase seguinte. Isso ocorre com o apoio do educador, que deve conduzir o processo de aprendizagem por meio de orientações.

Experimentação

Nessa etapa, são criados e testados protótipos, que podem ser compreendidos como modelos de soluções a partir das melhores ideias geradas na fase anterior. Os protótipos são colocados em teste a fim de compreender seus possíveis erros e, com isso, levantar críticas e feedbacks.

É importante que professores mostrem aos alunos os benefícios deste processo de tentativa e erro. O erro deve ser enxergado não como um fracasso, mas como uma oportunidade de melhoria. Por isso, as sugestões aqui tem caráter construtivo e visam a estimular o aprimoramento.

Evolução

Também conhecida como a fase de validação, essa é a etapa em que se reflete sobre a evolução de todo o processo. Após o desenvolvimento e aplicação das soluções, o aluno consegue visualizar os resultados e aprimorar ainda mais seu aprendizado.

O papel do educador é fundamental, aqui, para apontar o que deu certo e o que pode ser melhorado em processos futuros. Para que isso seja feito de forma correta, é indispensável documentar a experiência e viabilizar o aperfeiçoamento contínuo dos envolvidos. 

Já está pensando em desenvolver o design thinking na educação? Aproveite para conferir também o nosso guia de metodologias ativas e saiba como inovar ainda mais em sua IES!

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